
Atualizado em 11 de abril de 2008 às 17:17 | Publicado em 11 de abril de 2008 às 11:09
SÃO PAULO - Ao participar em Washington de um seminário em que foram debatidas as relações dos Estados Unidos com a América Latina, um assessor da campanha de Barack Obama, Greg Craig, propôs uma completa transformação das relações com a região.
Craig, que é advogado, disse que estava falando em seu nome e não como representante de Obama. Ele criticou a política do presidente George W. Bush para a região alegando:
-- que a Casa Branca não cumpriu a promessa de tornar a América Latina o foco central de sua política externa;
-- que escolheu lado em disputas eleitorais na Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Equador e El Salvador (eu acrescento que só apoiou o vencedor neste último país);
-- que tentou tirar proveito do poder de barganha dos Estados Unidos para fechar acordos comerciais isolados, o que não só causou ressentimento entre países da região como produziu acordos que não foram bem aceitos entre os estadunidenses;
-- que introduziu a questão do terrorismo como central nas relações bilaterais, o que não é exatamente a preocupação principal dos latino-americanos.
Em seguida, Greg Craig mencionou oito pontos que ele acredita serem essenciais para reconstruir a relação dos Estados Unidos com a região:
-- escutar mais do que falar;
-- parar de ditar as regras para a América Latina;
-- facilitar os programas de intercâmbio, não só entre estudantes, mas também entre líderes comunitários;
-- buscar aproximação com grupos que defendem o meio ambiente;
-- enfatizar a justiça social, mostrando que ela não precisa ser feita à custa dos negócios e do investimento;
-- evitar a retórica do "ou a favor, ou contra";
-- criar um posto de alto escalão para cuidar especificamente de assuntos da América Latina, dando ao ocupante acesso ao salão Oval;
-- mudar a política em relação a Cuba, voltando a permitir as visitas de familiares e as remessas de dinheiro a partir do território dos Estados Unidos.
Depender de A, B ou C? Tá bom.. Acredito...