João Aguiar (20/05/2008 - 10:57)
Este lado chinês do governo Lula tem como consequência a diminuição dos níveis de miséria e pobreza e faz parte de uma política de apoio à sobrevivência física do pessoal que mora debaixo dos viadutos.
Agora que a dona Marina, o ícone dos verdes tupiniquim e estrangeiros fez as malas, a gente já pode criticar a pobreza da política ambiental do governo Lula, o seu lado europeu e estadunidense, iguais na destruição e tagarelice.
Marcos Cabral (19/05/2008 - 18:41)
A única solução para se atingir as distantes populações da Amazônia sem interferir severamente na Floresta Amazônica são as ferrovias, porque dá acesso à população para se movimentar, porque escoa a produção sem invadir a floresta, como infelizmente acontece com as rodovias e já aconteceu no resto do país. Uma coisa é certa: não podemos deixá-la intocada, é uma balela que só favorece os anseios internacionais de exploração "racional".
Sergio Telles (17/05/2008 - 16:22)
Tem gente que é boa no legislativo, outros no Executivo. O fato é que a Marina queria fazer preservação com burocracia. Dá pra fazer preservação com agilidade, como o Minc estava fazendo aqui no Rio. Preservar não é contrário a evoluir, a desenvolver. A gente não tem que viver na Idade da Pedra pra preservar a natureza, muito pelo contrário. As 'derrotas' da Marina acabavam sendo maiores porque exatamente ela não cedia, ela queria o 'purismo' que é muito bom no Legislativo, mas não se encaixa no Executivo. O Minc vai obter muito mais sucesso e uma política ambiental muito mais rígida, calando a boca de todas essas viúvas da Marina que não entendem nada de administração pública, preferem as pessoas na miséria e morrendo e a natureza sendo destruída pela ação pirata. Quando o Greenpeace demonstrou indignação pela saída da Marina, na mesma hora pensei "opa, fizemos uma coisa certa". Greenpeace não tem nenhum interesse com o Brasil ou pelo Brasil, eles só defendem as empresas que os bancam, e querem o atraso dos países com grande potencial como o nosso. Tendo um povo melhor, será mais fácil ter recursos para preservação. Esse pessoal mala deveria ir pensar em preservação lá na Europa e em áreas completamente degradadas dos países desenvolvidos, que historicamente se desenvolveram às custas da destruição dos recursos naturais e hoje em dia impedem os demais países de fazê-lo. O Brasil tem o modelo mais limpo do mundo de energia, disparado, e não ganha nada com isso.
http://www.falamarisco.blogspot.com (17/05/2008 - 04:15)
Guerreira Marina Silva. Já se foi tarde do governo. Melhor para ela. Otário é quem imagina que ela saiu derrotada.
Everton, de Belo horizonte (16/05/2008 - 16:44)
Gostei das imagens e fico imaginando: Lula pilotando um trator vermelho e a Dilma abraçando uma árvore, caída é claro. O texto, mesmo que desagrade, é verdadeiro e acho também que São Paulo é sim a flor que o pântano brasileiro criou, pois sempre foi tratada com o ideal desenvolvimentista para o País. Todos olhavam e desejavam São Paulo. Que se dane pouco verde, crescimento desordenado, é crescimento, diziam. Belo Horizonte queria ser São Paulo, graças a Deus não conseguiu. O País queria ser São Paulo. Hoje, os países que mais destruíram e destróem o meio ambiente se voltam para fechar, como foi dito no texto, a cadeia produtiva: fura-se crateras no Brasil e extrai-se minério, derruba-se metade das florestas. Plantações são erguidas para os alimentos serem vendidos no mercado brasileiro a preços altíssimos e exportados a preços irrisórios. Na outra metade das florestas são extraídas plantas que produzirão remédios para as multinacionais nos venderem a preços altíssimos. Tudo pelo progresso, desenvolvimento. Ora, façam-me o favor, progresso de quem? Nessa cadeia produtiva os ricos ficam com os bônus e os pobres com os ônus. Não existem lágrimas para uma ex-ministra, mas revolta com o que está por vir. E outra coisa, sempre se iniciar os comentários escrevendo ex-empregada doméstica é preconceito puro. Devemos é ter orgulho de quem era operário e hoje é Presidente e de quem era doméstica e hoje é senadora e ex-ministra.
Maria Coelho (15/05/2008 - 21:29)
Esse Léo diz tudinho que eu estava há dois dias matutando sozinha.....
Patrick (15/05/2008 - 16:57)
Apenas um comentário adicional: não podemos deixar que o PiG contamine nosso espírito crítico. Não é porque os jornais derramam lágrimas de crocodilo em favor de Marina, que eu irei apoiar sua queda. Seus erros e acertos devem ser analisados de maneira independente (e minha avaliação pessoal é que foram muito mais acertos que erros). Quando era ministra, Marina era alvo do mesmo tipo de campanha difamatória de que é vítima Dilma Roussef no presente.
Simone Marques (15/05/2008 - 15:39)
Azenha, com certeza os textos revelam a nossa falta de consciência enquanto grupo social. Agora é bom refletir se é possível um ministro por melhor intensionado que seja lidar com interesses tão diversos. Acredito que as vezes a gente faz o possível num meio impossível até que chega o nosso limite.
Indiana (15/05/2008 - 15:18)
O texto do Hélio é muito bom mesmo. Pena que além de sevir para uma séria reflexão, nos deixa, imensamente, preocupados. A meu ver este País tinha tudo para buscar um modelo de desenvolvimento de fato sustentável, mas infelizmente a cultura do consumo pelo consumo está tão arraigada que as pessoas não conseguem perceber alternativas. Fico assustada, pois a eminência de um desastre total não parece muito distante e o Brasil que poderia ser uma ilha de segurança insiste em trilhar este caminho suicida
Messias Franca de Macedo (15/05/2008 - 14:48)
ERRATA: ... "Forrest Gump".... [O contador de histórias] (ao invés de "Forest Gump")
Saudações,
Messias Franca de Macedo
Feira de Santana-BA
gaúcho (15/05/2008 - 13:38)
Azenha, que discurso lindo pra butequim de faculdade e esses textos que você arrumou pra se escorar são um primor. Você que é um jornalista experiente caiu no conto do caos ambiental que teve adesões na undécima hora da mídia compadre. Respeito Marina Silva e as pessoas sérias que militam no movimento ambiental mas o discurso catastrofista e a pouca capacidade de negociação dessa gente é um saco. Desenvolvimento já!!!
Gérson (15/05/2008 - 13:20)
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.
Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
Fonte: wwf.org.br
Gérson (15/05/2008 - 13:09)
Iscariotes, você está misturando alho com bugalhos. O que está sendo discutido aqui é DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
Quanto as plantações de eucalíptos que você citou, vá atá o Espírito Santo, na região de Aracruz, e veja a miséria que está com a expulsão das famílias das terras, e uma cultura que emprega pouquissima mão de obra, e esgota o solo em poucos anos.
Rodrigo Fierro (15/05/2008 - 12:52)
Caraca! E agora?
OBS: essa ironia quanto à obsessão (quase que sexual) da nossa elite em servir de nome de estradas, ruas e pontes foi fantástica.
leonel (15/05/2008 - 12:32)
isso tudo e verdade mas a culpa e da sociedade infelizmente se pararmos para observar os estudantes e trabalhadores dos paises de "primeiro a terceiro mundo" lutam quando se ve sendo surrupiado a sua paz de espirito, o seu bolso sendo engolido para enrquecer os donos de bancos, da imprensa maldita, da religiao golpista saem a rua milhares e as vazes milhoes de pessoas para protestarem contra esses abusos, no Brasil e diferente o povo ve acontecer e nada faz fica em caso cosando o saco e assistindo globo e iurd ao inves de fazer alguma coisa em beneficio proprio a sociedade brasileira e ipocrita pedem educaçao e querem diversao pede trabalho e quer bolsa familia querem politicos "honestos" e elegem os mesmos canalhas assaltantes
Araujo (15/05/2008 - 12:03)
Azenha, destes um tremendo nó em minha cabeça, realmente não te tiro a razão e o futuro poderá nos dizer se estás com ela espero que não, contudo assino embaixo o comentário do Marcelo, eu tinha esperança de ver os pobres miseráveis comer mais e estou vendo, é pouco, também acho, mas pensei que não veria isso tão cedo. O governo anterior me embrulhava o estômago com toda sua pose e seus péssimos resultados, ainda me dou ao luxo de aceitar umas "tratoradas" do atual piloto. Parabéns pelo blog.
Luís Carlos P. Prudente (15/05/2008 - 12:00)
É necessário um desenvolvimento sustentável, que agrida menos a natureza e diminua um pouco os lucros exarcebados de alguns poucos grupos que ganham com a destruição de um bem de todos.
Leis existem por aí para se fazer a defesa da natureza: obrigatoriedade dos proprietários de manter um mínimo de terras intocadas com a mata nativa; obrigatoriedade dos proprietários de manterem as matas ciliares que protegem rios e permitem a circulação de animais silvestres e pássaros de um lugar a outro, etc. Mas o que falta é vontade política de nossos governantes (geralmente atrelados aos interesses dos grandes negócios, o agro-negócio por exemplo) que são atraídos pela força da grana que ergue e destrói coisas. Para piorar temos essa nossa justiça cega, parcial e incompetente, que se move ao gosto do capital, que cerceia a ação de órgãos que defendem o meio ambiente. Temos o Governo Lula, que capitulou diante dos interesses do agro-negócios e das grandes empresas extrativistas que atuam no país. Este governo poderia incentivar a Reforma Agrária com a Agricultura Familiar e a Produção de Bio-diesel vegetal, poderia incentivar as pesquisas dos órgãos técnicos do país (Embrapa, etc) para buscar produzir mais alimentos e mais fontes de energias alternativas não poluentes (heólica, solar, etc) e da energia nuclear (uma fonte de potente produção de energia, com o inconveniente do seu rejeito, mas que terá solução no futuro).
Gérson (15/05/2008 - 11:50)
Só para lembrar: Ministério do Meio Ambiente como o nome diz, não é só para tratar da Amazônia.
Não vamos nos esquecer do Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica,Aquifero Guarani,Oceano,Rios,Canions,Pampas,Montanhas,Manguezais, etc,etc,etc, é Muita coisa, para poucos recursos,poucos fiscais.
Se não conseguimos controlar nem a especulação imobiliária que acontece no litoral norte de São Paulo nas nossas barbas, (pegue a BR 101 e percorra de Santos até Paraty para ver e entender o que estou dizendo)imaginem as dificuldades em relação a Amazonia.
Enquanto damos um passo para frente, os inimigos da natureza dão 10 passos. É só ver a cara de felicidade da bancada ruralista no congresso com a saída da Marina Silva.
Edinho (15/05/2008 - 11:43)
"Política é a arte de fazer o possível."
Enquanto assim permanecer a política, o trator continuará lavrando (ou arando, como preferir) tudo o que encontra pelo caminho. O mundo precisa, com urgência, de alguém que se proponha a fazer o IMPOSSÍVEL.
"Quando for pescado o último peixe, derrubada a última árvore e morrer o último rio, só então se verá que não é possível comer dinheiro."
Alê Moreno (15/05/2008 - 11:04)
Governar é escolher! É priorizar.
Quem sabe o próximo Governo pegue um país em condições de se preocupar com seus recursos naturais... Porque o atual, certamente, não pegou.
José Ruggeri Filho (15/05/2008 - 10:47)
Que é isto! Ficaram bobo, agora? Ela é senadora, tem que cuidar de sua vida politica! o mandato dela termina em 2010. Ela tem opinião, achou que chegou o momento de sair. Parem com isto! O programa do meio ambiente é do governo Lula e não dela. Acordem!!!!!!!!!!!!!
romério rômulo (15/05/2008 - 10:24)
azenha:ótimo texto.mas o capitalismo, ou lá que outra porcaria seja isso,admite outra coisa?romério
Patrick (15/05/2008 - 10:10)
Não é necessário devastar para elevar o nível de vida das pessoas. Apenas para ilustrar, alguns países da Europa e Bogotá estão aí para mostrar como é possível racionalizar o estúpido gasto ambiental e energético que é o incentivo ao transporte invidual motorizado. É simples, mas dá trabalho. Sugiro aos colegas uma visita ao blogue do apocalipse motorizado. E também que pesquisem sobre o movimento resgate das ruas (reclaim the streets).
James (15/05/2008 - 09:59)
Recomendo matéria do VERMELHO: http://vermelho.org.br/emergencia/maio/1405_greenpeace.asp
Para movimentos, saída de Marina Silva põe fim à 'trégua ambiental'
Para os movimentos socais, a demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, explicita um protesto justo contra o governo, mas fortalece o setor conservador ruralista. Eles também analisam que a demissão pôs fim à trégua entre desenvolvimentistas e ambientalistas. Para eles, o novo ministro assumirá com muitos desafios. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, também colocou o cargo à disposição nesta terça (...)
Hélio Sassen Paz (15/05/2008 - 09:53)
Tanto fez o Governo Lula que finalmente conseguiu a seu favor a adesão de grande parte da classe média antiga e da classe alta antiga, conservadores e ignorantes porém não-reacionários (que é a única possibilidade de massa crítica capaz de convencer alguns de seus piores inimigos de que o sapo barbudo não é tão ruim quanto parece).
Porém, ao contrário do Governo Olívio, o Governo Lula faz muito menos do que poderia para ajudar àqueles que mais precisam.
O custo é irrecuperável. Vale tudo por dinheiro...
[]'s,
Hélio
Arnaldo Sales (15/05/2008 - 09:14)
Belo texto, mas uma pergunta permanece sem resposta: o que faremos com os milhões de brasileiros que levam uma vida miserável. Para elevar o padrão de vida desse contingente vai ser preciso muita energia e recursos naturais. De onde retiraremos tudo isso? parar todo este processo agora significará condenar milhões à vida miserável que têm hoje. Só quem está por cima defende esta idéia. Que tal ouvir o andar de baixo?
O Chris Almeida - BH (15/05/2008 - 08:43)
Eu sou uma viúva da Marina. Concordo bastante com o texto do Hélio Paz. Não com o primeiro. Parabéns pelo excelente texto, é a dura realidade, vista através de uma metáfora, a do trator. PÁRA O TRATOR, EU QUERO DESCER!
James (15/05/2008 - 04:56)
Oh, YES! Marina é uma santa do pau oco. Gente boa? É, mas infelizmente vendeu a alama ao diabo pra ficar tanto tempo no governo. SE fosse tudo o que se apregoa dela teria saído do goveno faz tempo, porque ela dizia que queria uma coisa e o governo outra. Mas ela foi ficando, foi ficando, até que o governo deu o tiro de miserocórdia pra ela sair. Deu o Programa da Amazônia pra quele aloprado. Poderia ter carta de escorraçar maior? Precisava, não! Ai foi demais, ela não tinha mais o que explicar pros companheiros verdes como ficar
Palavras vigorosas. Mas, me pergunto, não há um exagero na previsão ou na imputação da destruição da Humanidade ao desenvolvimento do Brasil e sua ocupação amazônica? E as bombas atômicas acumuladas pelos arautos do cataclismo ambiental? Que tal começarmos por destruí-las, todas? Aí, sim, teríamos lição a ensinar ao Brasil. Às vezes me surpreendo com a ingenuidade e facilidade de manipulação dos verdes. É aquela estória façam o que digo mas não o que eu faço... Tchau, D. Marina.