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AS VIÚVAS DE MARINA SILVA, O VIADUTO DA FOLHA E O TRATOR DE LULA

Atualizado em 15 de maio de 2008 às 03:21 | Publicado em 15 de maio de 2008 às 03:05

WASHINGTON - O oportunismo político no Brasil é tão deslavado que as viúvas da ministra Marina Silva vertem lágrimas de crocodilo. A quem interessa a cristianização da "ex-empregada doméstica"? Deixemos, portanto, de comiseração. Essa farsa só cola com a turma do "me engana que eu gosto." Reflitam sobre os textos que me foram encaminhados pela Amyra:

Do Leonardo Aguiar Morelli:

Não sejamos ingênuos. Marina não pode agora ser tratada como uma violentada. Ela participou de muitas ações nocivas por ação ou omissão:  transgênicos; retomada do programa nuclear; transposição; gestão privada de florestas públicas, etc... Quanto ao governo Lula, o que esperar de um governo que chama de companheiros ex-representantes da Ditadura Militar, elogia programas de investimentos de Geisel e tem como seu grande conselheiro econômico alguem como Delfim Neto?

Entre as opções, Jorge e Tião Viana representam as elites light que estão comprometidas com a extração de madeira para exportação, fraudando sistemas
de certificação de origem, coniventes com o aumento do desmatamento no Acre;  Carlos Minc aprovou às pressas e por baixo do pano licenças ambientais para obras de construção do Complexo Petroquímico da Petrobras em Itaboraí, Rio de Janeiro, que destruirão 3 APAs federais, além de estar comprometido com grupos luso espanhóis de especulação imobiliária.

Do Hélio Sassen Paz:

Fui tão criticado ao escrever no PALANQUE DO BLACKÃO um texto contra a ministra... Ela simplesmente não podia e, certamente, também não quis lutar. Ela pagou o pato e o mico de correr um sério risco de manchar a sua biografia ao ter de ceder a uma série de medidas anti-ambientalistas impostas por Mangabeira Unger e por Reinhold Stephanes, representantes das "forças ocultas".

Sou do princípio de que se deve conhecer muito bem seus amigos e seus inimigos antes de se assumir qualquer responsabilidade, sob pena de ficar sozinho e de ser transformado em bode expiatório pela mídia. Não tenho esperança nenhuma em uma política de meio ambiente para o Brasil. Para Lula, para o operariado industrial urbano (que serve de massa de manobra para a falsa esquerda) e também para os tecnocratas econômicos, engenheiros e agrônomos (de viés predominantemente direitista), desenvolvimento é sinônimo de exploração de commodities e todo imposto recebido pelo Governo para posterior investimento no social justificaria a depredação do meio ambiente.

*****

Como notou o Hélio Paz, acredito - eu, Azenha - que Lula representa o operariado industrial brasileiro. E esse operariado busca a ascensão social, que de fato exige uma agenda desenvolvimentista. No governo essa agenda é representada pela ministra Dilma Rousseff, que tem o perfil dos tecnocratas de antanho. Já pensaram na Dilma abraçada a uma árvore? Ela é mulher da energia, da produção e das barragens.

A coalizão montada por Lula para fazer avançar os interesses do operariado industrial brasileiro tem os mesmos objetivos, nesse momento, que os que faturam com a idéia de que é "uma frescura" essa história de proteger florestas e índios.

Não seria uma aliança trágica, não fosse a conjuntura internacional: a pressão para expandir a fronteira agrícola é enorme e raros são os países que reúnem as condições necessárias para permitir isso.

Lembrem-se: terras contínuas são essenciais para permitir o plantio em grande escala e maximizar os lucros, que é afinal do que estamos falando.

A transposição do rio São Francisco serve a isso: à incorporação de milhões de hectares de terra aos grandes negócios do agronegócio, num momento em que China, Índia e outros países incorporam um bilhão de novos consumidores ao mercado.

Nunca, na História, houve tamanha demanda pelos recursos de que o Brasil hoje dispõe. Nunca, na História, o capital viajou tão facilmente em busca desses recursos, onde quer que estejam: no mar, na terra, sob a terra.

São as forças gigantes do agronegócio, da energia e do minério as que fazem a redescoberta do Brasil.

Europeus, americanos e japoneses não querem mais saber de indústrias de uso intensivo de energia.

Com a globalização, é mais fácil fazer a barragem no rio Xingu, entregar a energia para a Alcoa, que fura a terra e manda o minério brasileiro para a China, que faz quase de graça a peça de plástico que será incorporada ao Mercedes Benz na Alemanha.

Na escala de valores a energia custa 1, o minério 5, a peça de plástico 10 e o Mercedes 1000. Quem embolsa os 6 (1 de energia + 5 de minério)? Quem arca com as consequências?

Antes que a gente consiga responder eles vão cortar, cavar e sugar tudo o que puderem cortar, cavar e sugar, com a nossa ajuda e colaboração.

O papel do estado brasileiro deveria ser o de moderador desse apetite. De árbitro. De fiscal.

Porém, Lula e Dilma se colocaram como pilotos do trator. De vez em quando dão uma freada, mas o trator é feito para andar para a frente e quem paga o diesel quer o seu de volta.

Política é a arte do possível. Imagino que Lula e Dilma acreditem que o possível é esse: arrumar um canto para a maioria dos brasileiros na caçamba do trator, o que não é pouco.

Parem agora um minuto para refletir sobre o desastre ambiental que é São Paulo: milhões de pessoas amontadas umas sobre as outras, rios apodrecidos, congestionamentos monstruosos e miséria. O fato é esse: São Paulo é a flor que o pântano brasileiro produziu.

Parem um minuto para pensar no absurdo: o jornal que representa a elite supostamente MAIS MODERNA do Brasil, a Folha de S. Paulo, elege UMA PONTE como símbolo da cidade. Uma ponte através da qual automóveis e motos vencem um rio morto.

Nos Estados Unidos os ricos entregam parte da fortuna para nomear bibliotecas, universidades e auditórios. Nossa elite é sovina e se contenta com viadutos.

O que me leva a dizer que, no amplo espectro político que vai da família Frias à família Lula, todos são fascinados por pontes, ainda que elas não levem a lugar algum, ainda que sob elas passem rios mortos.

Enfrentar as forças que reproduzirão na Amazônia a terra arrasada sobre a qual se ergueu São Paulo requer um grau de consciência que simplesmente não existe na população brasileira.

Na Amazônia estamos assistindo ao início de um crime contra o Brasil e contra a Humanidade.

Momentos extraordinários, como o atual, exigem políticos extraordinários.

Temos alguns bons tratoristas.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
João Aguiar (20/05/2008 - 10:57)
Este lado chinês do governo Lula tem como consequência a diminuição dos níveis de miséria e pobreza e faz parte de uma política de apoio à sobrevivência física do pessoal que mora debaixo dos viadutos. Agora que a dona Marina, o ícone dos verdes tupiniquim e estrangeiros fez as malas, a gente já pode criticar a pobreza da política ambiental do governo Lula, o seu lado europeu e estadunidense, iguais na destruição e tagarelice.

Nilson de Vix (19/05/2008 - 22:58)
Palavras vigorosas. Mas, me pergunto, não há um exagero na previsão ou na imputação da destruição da Humanidade ao desenvolvimento do Brasil e sua ocupação amazônica? E as bombas atômicas acumuladas pelos arautos do cataclismo ambiental? Que tal começarmos por destruí-las, todas? Aí, sim, teríamos lição a ensinar ao Brasil. Às vezes me surpreendo com a ingenuidade e facilidade de manipulação dos verdes. É aquela estória façam o que digo mas não o que eu faço... Tchau, D. Marina.

Marcos Cabral (19/05/2008 - 18:41)
A única solução para se atingir as distantes populações da Amazônia sem interferir severamente na Floresta Amazônica são as ferrovias, porque dá acesso à população para se movimentar, porque escoa a produção sem invadir a floresta, como infelizmente acontece com as rodovias e já aconteceu no resto do país. Uma coisa é certa: não podemos deixá-la intocada, é uma balela que só favorece os anseios internacionais de exploração "racional".

Lhano (17/05/2008 - 20:41)
Acho exagerada a imagem de Lula e Dilma num trator!

Sergio Telles (17/05/2008 - 16:22)
Tem gente que é boa no legislativo, outros no Executivo. O fato é que a Marina queria fazer preservação com burocracia. Dá pra fazer preservação com agilidade, como o Minc estava fazendo aqui no Rio. Preservar não é contrário a evoluir, a desenvolver. A gente não tem que viver na Idade da Pedra pra preservar a natureza, muito pelo contrário. As 'derrotas' da Marina acabavam sendo maiores porque exatamente ela não cedia, ela queria o 'purismo' que é muito bom no Legislativo, mas não se encaixa no Executivo. O Minc vai obter muito mais sucesso e uma política ambiental muito mais rígida, calando a boca de todas essas viúvas da Marina que não entendem nada de administração pública, preferem as pessoas na miséria e morrendo e a natureza sendo destruída pela ação pirata. Quando o Greenpeace demonstrou indignação pela saída da Marina, na mesma hora pensei "opa, fizemos uma coisa certa". Greenpeace não tem nenhum interesse com o Brasil ou pelo Brasil, eles só defendem as empresas que os bancam, e querem o atraso dos países com grande potencial como o nosso. Tendo um povo melhor, será mais fácil ter recursos para preservação. Esse pessoal mala deveria ir pensar em preservação lá na Europa e em áreas completamente degradadas dos países desenvolvidos, que historicamente se desenvolveram às custas da destruição dos recursos naturais e hoje em dia impedem os demais países de fazê-lo. O Brasil tem o modelo mais limpo do mundo de energia, disparado, e não ganha nada com isso.

Nilson Euclides da Silva (17/05/2008 - 11:51)
FALA-SE MUITO DA DESTRUIÇÃO DA FLORESTA AMAZÔNICA, DA TRAGÉDIA DO DESENVOLVIMENTO NO BRASIL E BLÁ, BLÁ, BLÁ... RECOMENDO AOS FALADORES QUE PEGUEM UM CARRO E VIAGEM POR ESSE PAÍS. VEJAM DE QUE SÃO FEITOS OS HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS NOS MILHARES DE MUNICIPIO ESCONDIDOS NOS RINCÕES. AGINDO DESSA FORMA, TALVEZ OS FALADORES, COMENTARISTAS E ESPECIALISTAS QUE DÃO PLANTÃO NESSA IMPRESSA PAULISTANA MEDIOCRE, APREENDAM QUE OS PROBLEMAS DA SOCIEDADE BRASILEIRA NÃO SE RESUMEM NESSA DISCUSSÃO PATÉTICA DOS QUE DEFENDEM A NATUREZA E OS QUE A QUEREM DESTRUIR. O BRASIL NÃO COMEÇA DE UM LADO DA PONTE SOBRE O RIO PINHEIROS E TERMINA DE OUTRO. O BRASIL PRECISA DE PONTES SOBRE OUTRAS CENTENAS DE RIOS DA AMZÔNIA PARA QUE OUTROS MILHÕES DE BRASILEIROS POSSAM SE INTEGRAR A ESSE PAÍS. QUAL FORMA MAIS JUSTA E RACIONAL QUE DEVEMOS FAZER ISSO??? ESSA SIM É UMA BOA DISCUSSÃO.

http://www.falamarisco.blogspot.com (17/05/2008 - 04:15)
Guerreira Marina Silva. Já se foi tarde do governo. Melhor para ela. Otário é quem imagina que ela saiu derrotada.

Carlos Barbosa (16/05/2008 - 22:41)
Comentei tardiamente, mas tá aí! Sem essa de humanidade e de coletivo, o tipo de atitude a que estamos nos referindo é individual. Sem essa também de esquerda e de direita (tenho nojo ao ver esse tratamento separatista). A nave da civilização chegará ao chão no final de sua queda, nem nosso pó presenciará tal queda, apenas contribuiremos para que a mesma aconteça num futuro desses aí. Podemos desacelerar esse processo desenvolvendo a consciência acima do saber. O meio ambiente já é um assunto esgotado em provisões, precauções e inúmeros estudos, além de muita boa vontade. O consumismo aponta-se como causa de toda essa m...(entenda-se lambança), ao menos pra mim. Tente viver consumindo somente o necessário! Consegues? Duvido... Eliminar as palavras conforto, comodidade e praticidade do seu dia-a-dia é impossível? Muitos só atiram pedras, enquanto pouquíssimos estão agindo conscientemente e individualmente... repito... agindo.

Everton, de Belo horizonte (16/05/2008 - 16:44)
Gostei das imagens e fico imaginando: Lula pilotando um trator vermelho e a Dilma abraçando uma árvore, caída é claro. O texto, mesmo que desagrade, é verdadeiro e acho também que São Paulo é sim a flor que o pântano brasileiro criou, pois sempre foi tratada com o ideal desenvolvimentista para o País. Todos olhavam e desejavam São Paulo. Que se dane pouco verde, crescimento desordenado, é crescimento, diziam. Belo Horizonte queria ser São Paulo, graças a Deus não conseguiu. O País queria ser São Paulo. Hoje, os países que mais destruíram e destróem o meio ambiente se voltam para fechar, como foi dito no texto, a cadeia produtiva: fura-se crateras no Brasil e extrai-se minério, derruba-se metade das florestas. Plantações são erguidas para os alimentos serem vendidos no mercado brasileiro a preços altíssimos e exportados a preços irrisórios. Na outra metade das florestas são extraídas plantas que produzirão remédios para as multinacionais nos venderem a preços altíssimos. Tudo pelo progresso, desenvolvimento. Ora, façam-me o favor, progresso de quem? Nessa cadeia produtiva os ricos ficam com os bônus e os pobres com os ônus. Não existem lágrimas para uma ex-ministra, mas revolta com o que está por vir. E outra coisa, sempre se iniciar os comentários escrevendo ex-empregada doméstica é preconceito puro. Devemos é ter orgulho de quem era operário e hoje é Presidente e de quem era doméstica e hoje é senadora e ex-ministra.

Robson França (15/05/2008 - 21:45)
Azenha, o seu texto ia relativamente bem, até que li isto: "O fato é esse: São Paulo é a flor que o pântano brasileiro produziu.". São Paulo não é flor nenhuma. Talvez seja a flor que se não se cheire... Nesse ponto, apesar de ser paulista e ser casado com uma paulistana, concordo com PHA quando ele fala de tirar de São Paulo essa pecha de "representante do Brasil", como se tudo de ruim que está ocorrendo no país pode ser visto em São Paulo. A cidade e o estado estão deixando de ser referências. O interior de São Paulo está se tornando muito mais promissor que a "capitarrr". E quanto ao Trator, quem está realmente dirigindo o trator não é o Lula ou a Dilma, mas todos os representantes da direita neoliberal, inclusive os que estão no PT.

Maria Coelho (15/05/2008 - 21:29)
Esse Léo diz tudinho que eu estava há dois dias matutando sozinha.....

João Maurício (15/05/2008 - 21:12)
Ótimo artigo!

Patrick (15/05/2008 - 16:57)
Apenas um comentário adicional: não podemos deixar que o PiG contamine nosso espírito crítico. Não é porque os jornais derramam lágrimas de crocodilo em favor de Marina, que eu irei apoiar sua queda. Seus erros e acertos devem ser analisados de maneira independente (e minha avaliação pessoal é que foram muito mais acertos que erros). Quando era ministra, Marina era alvo do mesmo tipo de campanha difamatória de que é vítima Dilma Roussef no presente.

james (15/05/2008 - 16:42)
O grande problema e o modo de desenvolvimento aplicado no mundo onde natureza se transforma em dinheiro e vai parar na mao de ricos concentradores de renda. Um dia quando se derem conta terao que comer dinheiro respirar dinheiro e ai vamos ver quanto realmente vale a natureza.

Simone Marques (15/05/2008 - 15:39)
Azenha, com certeza os textos revelam a nossa falta de consciência enquanto grupo social. Agora é bom refletir se é possível um ministro por melhor intensionado que seja lidar com interesses tão diversos. Acredito que as vezes a gente faz o possível num meio impossível até que chega o nosso limite.

Paulo Ribeiro (15/05/2008 - 15:25)
Marina Silva é a vanguarda do atraso, é o Brasil estagnado, medroso, preso a dogmas ultrapassados que só interessam a ecologistas de gabinete. Já foi tarde, que una-se a Heloisa Helena e ao DEM. Parabéns, presidente Lula!

Indiana (15/05/2008 - 15:18)
O texto do Hélio é muito bom mesmo. Pena que além de sevir para uma séria reflexão, nos deixa, imensamente, preocupados. A meu ver este País tinha tudo para buscar um modelo de desenvolvimento de fato sustentável, mas infelizmente a cultura do consumo pelo consumo está tão arraigada que as pessoas não conseguem perceber alternativas. Fico assustada, pois a eminência de um desastre total não parece muito distante e o Brasil que poderia ser uma ilha de segurança insiste em trilhar este caminho suicida

Messias Franca de Macedo (15/05/2008 - 14:54)
... Os aloprados *PIGOT e oposição tucanoDEMoníaca desancam impiedosamente [injustamente, covardemente...] Dilma Brasileira Rousseff e, agora, "mitificam" Marina Silva... [Com todo o respeito a ex-ministra e senadora] ... Mas... Para um bom entendedor meia-palavra basta! *PIGOT: Partido da Imprensa Golpista e Terrorista Messias Franca de Macedo Feira de Santana-BA

Messias Franca de Macedo (15/05/2008 - 14:48)
ERRATA: ... "Forrest Gump".... [O contador de histórias] (ao invés de "Forest Gump") Saudações, Messias Franca de Macedo Feira de Santana-BA

Messias Franca de Macedo (15/05/2008 - 14:42)
Respeito e preservação do meio ambiente, sim. Óbvio! Não podemos esquecer, porém, que as demandas sociais históricas exigem providências concretas. O crescimento do país, com geração de empregos acompanhada de redução da violência e da criminalidade, impõe o respaldo de matrizes energéticas... A sapiência deve ditar o modelo ideal para conciliar pragmatismo desenvolvimentista e cuidados com o ecossistema... (Nem tratorista nem 'Forest Gump'!) Messias Franca de Macedo Feira de Santana-BA

gaúcho (15/05/2008 - 13:38)
Azenha, que discurso lindo pra butequim de faculdade e esses textos que você arrumou pra se escorar são um primor. Você que é um jornalista experiente caiu no conto do caos ambiental que teve adesões na undécima hora da mídia compadre. Respeito Marina Silva e as pessoas sérias que militam no movimento ambiental mas o discurso catastrofista e a pouca capacidade de negociação dessa gente é um saco. Desenvolvimento já!!!

tiago santos (15/05/2008 - 13:29)
Oi azenha desculpa não tecer nenhum comentário nessa matéria, sabe tenho um Email seu e queria confirmar com vc. Abraços

Gérson (15/05/2008 - 13:20)
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial. Fonte: wwf.org.br

Ludi (15/05/2008 - 13:15)
E como fica o congresso nesta história com seus lobistas e representantes-madereiros?

Gérson (15/05/2008 - 13:09)
Iscariotes, você está misturando alho com bugalhos. O que está sendo discutido aqui é DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Quanto as plantações de eucalíptos que você citou, vá atá o Espírito Santo, na região de Aracruz, e veja a miséria que está com a expulsão das famílias das terras, e uma cultura que emprega pouquissima mão de obra, e esgota o solo em poucos anos.

Eli (15/05/2008 - 13:04)
Muito bom!!!! E como doi ler isso...

Rodrigo Fierro (15/05/2008 - 12:52)
Caraca! E agora? OBS: essa ironia quanto à obsessão (quase que sexual) da nossa elite em servir de nome de estradas, ruas e pontes foi fantástica.

JULIO SILVEIRA (15/05/2008 - 12:33)
Em nosso país, nosso povo idolatra santinho do pau oco, é uma manifestação histórica, fomos doutrinados de longa data. Aqueles que tiveram o "insight" e perceberam essa, digamos, necessidade de nossa gente, se aproveitam dessa carência para tirar proveito, criando dispersão capaz de confundir cada vez mais a realidade com a ficção. Somos cada vez mais, persuadidos a trocar princípios por retórica, falta de ética virou concessão ao pragmatismo. Honradez, a quem importa se pode ser famosos, ter poder e estar na moda. Verifiquem nossa mídia do pau oco, como criam ídolos de 15 minutos de fama, como criam artificialmente os novos exemplos, como modelam modelos de pés de barro. Na política não é diferente, hoje os políticos não se preocupam que suas biografias sejam construídas retas, preferem que sejam como gráficos de empresas, pois acreditam que em algum momento estarão em alta, jogam com nossa memória curta. Sobre a necessária avaliação da estratégia de desenvolvimento do país a que se considerar que urge ao país que seus pobres possam ter acesso a melhores condições, aos mais abastados tem a opção da cidadania mundial, ou seja, terão sempre os aviões de carreira para tomar quando desejarem melhorar sua auto-estima, aos primeiros resta à luta diária pela sobrevivência e a torcida para que tenham esquálidos lampejos de preferência nas políticas publicas.

leonel (15/05/2008 - 12:32)
isso tudo e verdade mas a culpa e da sociedade infelizmente se pararmos para observar os estudantes e trabalhadores dos paises de "primeiro a terceiro mundo" lutam quando se ve sendo surrupiado a sua paz de espirito, o seu bolso sendo engolido para enrquecer os donos de bancos, da imprensa maldita, da religiao golpista saem a rua milhares e as vazes milhoes de pessoas para protestarem contra esses abusos, no Brasil e diferente o povo ve acontecer e nada faz fica em caso cosando o saco e assistindo globo e iurd ao inves de fazer alguma coisa em beneficio proprio a sociedade brasileira e ipocrita pedem educaçao e querem diversao pede trabalho e quer bolsa familia querem politicos "honestos" e elegem os mesmos canalhas assaltantes

Iscariotes da esquerda estrábica, infelizmente brasileira. (15/05/2008 - 12:15)
Podemos considerar representante do proletariado brasileiro quem toma Romanèe Conti de R$ 4.000 e toma whisky Logan? São Paulo poderia ser muito melhor se não "doasse" X milhões de Reais/ano pro Governo Federal e recebesse de volta X*(1/72)... Uns fazem pontes sobre um rio morto, outros fazem, perto do mesmo rio morto, um túnel com o objetivo de dar mais fluidez no trânsito por evitar um cruzamento.....mas aí coloca um semáforo bem no final do túnel pq tem outro cruzamento (estou falando da Martaxas Suplicy - este sobrenome ela não abandona nunca não? Já traiu o coitado até e do semáforo no final da 9 de Julho). Só acertou mesmo no nome do túnel, que homenageia um empreendedor capitalista que já pagou muitos impostos ao governo, gerou muitas divisas ao Brasil com a exportação de celulose, gerou milhares de empregos para os proletários de esquerda, ajudou a descentralizar a industrialização de SP e fixando seus moradores em sua origem e conseguiu algo, em 1956, que ninguém mais no mundo conseguiu ainda: fabricar celulose com 100% de eucalipto - Assim, evitando o corte de bilhões de árvores no meio das florestas nativas, como acontece no Canadá, Finlândia e demais industrializados: Max Feffer. Esquerda >>>> chora!

Araujo (15/05/2008 - 12:03)
Azenha, destes um tremendo nó em minha cabeça, realmente não te tiro a razão e o futuro poderá nos dizer se estás com ela espero que não, contudo assino embaixo o comentário do Marcelo, eu tinha esperança de ver os pobres miseráveis comer mais e estou vendo, é pouco, também acho, mas pensei que não veria isso tão cedo. O governo anterior me embrulhava o estômago com toda sua pose e seus péssimos resultados, ainda me dou ao luxo de aceitar umas "tratoradas" do atual piloto. Parabéns pelo blog.

rique (15/05/2008 - 12:01)
"Delirius tremens matinalis",muito comum ,quando se lê o primeiro jornal,começando pelas manchetes." Globo" de ontem,imprimiu um relatório do calendário policial,na primeira página,seguida de uma consideração desconcertante,sobre a demissão da ministra Marina Silva,subjetivismo, ao estilo Ali Kamel.Parodiando os revolucionários, governar ,não é um pique-nique, de final de semana.Governar o Brasil,muito menos.As "plataformas" de campanha,propõe o ideal,no poder,executa-se,extrimamente o possível. O governo Lula,considerando,o terreno minado ,que lhe foi plantado desde antes de seu primeiro mandato,espanta que tenha conseguido os resultados "nunca antes",conquistados.Marina Silva,jamais abandonou o Acre,seu lar físico e espiritual.Esse confinamento psicológico,certamente, contribuiu na ótica executiva de seu ministério.As forças,que se lhe opunham,não eram moinhos quichotescos,travestidos de gigantes,eram somente moinhos,geradores de energia...

Luís Carlos P. Prudente (15/05/2008 - 12:00)
É necessário um desenvolvimento sustentável, que agrida menos a natureza e diminua um pouco os lucros exarcebados de alguns poucos grupos que ganham com a destruição de um bem de todos. Leis existem por aí para se fazer a defesa da natureza: obrigatoriedade dos proprietários de manter um mínimo de terras intocadas com a mata nativa; obrigatoriedade dos proprietários de manterem as matas ciliares que protegem rios e permitem a circulação de animais silvestres e pássaros de um lugar a outro, etc. Mas o que falta é vontade política de nossos governantes (geralmente atrelados aos interesses dos grandes negócios, o agro-negócio por exemplo) que são atraídos pela força da grana que ergue e destrói coisas. Para piorar temos essa nossa justiça cega, parcial e incompetente, que se move ao gosto do capital, que cerceia a ação de órgãos que defendem o meio ambiente. Temos o Governo Lula, que capitulou diante dos interesses do agro-negócios e das grandes empresas extrativistas que atuam no país. Este governo poderia incentivar a Reforma Agrária com a Agricultura Familiar e a Produção de Bio-diesel vegetal, poderia incentivar as pesquisas dos órgãos técnicos do país (Embrapa, etc) para buscar produzir mais alimentos e mais fontes de energias alternativas não poluentes (heólica, solar, etc) e da energia nuclear (uma fonte de potente produção de energia, com o inconveniente do seu rejeito, mas que terá solução no futuro).

Carlos Mangino (15/05/2008 - 11:57)
É, mas se dixar-mos tudo intocado, virgem, quem me garante que eles não internacionalizam a area veem com seus aviões e bombas e fazem o que nós nos recusamos a fazer? ou seja vão destruir tudo e só ficaremos com a fumaça. como aqui em Ribeirão Preto quando a cana é queimada eu respiro a poluição que por direito seria de um paulistano ou de outro metropolitano da vida.

Gérson (15/05/2008 - 11:50)
Só para lembrar: Ministério do Meio Ambiente como o nome diz, não é só para tratar da Amazônia. Não vamos nos esquecer do Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica,Aquifero Guarani,Oceano,Rios,Canions,Pampas,Montanhas,Manguezais, etc,etc,etc, é Muita coisa, para poucos recursos,poucos fiscais. Se não conseguimos controlar nem a especulação imobiliária que acontece no litoral norte de São Paulo nas nossas barbas, (pegue a BR 101 e percorra de Santos até Paraty para ver e entender o que estou dizendo)imaginem as dificuldades em relação a Amazonia. Enquanto damos um passo para frente, os inimigos da natureza dão 10 passos. É só ver a cara de felicidade da bancada ruralista no congresso com a saída da Marina Silva.

Annibal Figueiredo (15/05/2008 - 11:50)
Este texto é pura bobagem, disfarçado de bom mocismo. Atingir o nível de vida dos países de primeiro mundo tem custos, e estes nunca serão pequenos do ponto de vista ambiental. Europeus e Americanos pagaram este custo de forma terrível. Peço apenas que se comparem o custo energia por cidadao em cada pais e ai vamos começar a discutir. Ou se redistribuem estes valores, o que deveria implicar diminuição do nível de vida dos países ricos ou então não existe argumentação lógica sustentável que possa convencer países em desenvolvimento a brecar sua agenda desenvolvimentista e seus altos custos ambientais.

Edinho (15/05/2008 - 11:43)
"Política é a arte de fazer o possível." Enquanto assim permanecer a política, o trator continuará lavrando (ou arando, como preferir) tudo o que encontra pelo caminho. O mundo precisa, com urgência, de alguém que se proponha a fazer o IMPOSSÍVEL. "Quando for pescado o último peixe, derrubada a última árvore e morrer o último rio, só então se verá que não é possível comer dinheiro."

Ricardo Paiva (15/05/2008 - 11:40)
Caro Arnaldo,~acredito que tal desenvolvimento não condicionará ninguém a miséria. A questão do Brasil não é falta de recursos, mas sim o destino do dinheiro gerado por estes recursos. O Brasil é definitivamente uma mina de recursos onde os beneficiados são os poucos grileiros, empreiteiros e norte-americanos orgulhosos de um Brasil caridoso. Construções, barragens e desmatamentos é desenvolvimento apenas dos sangue suga de nossa pátria. É só ver o exemplo da "Vale".

Alê Moreno (15/05/2008 - 11:04)
Governar é escolher! É priorizar. Quem sabe o próximo Governo pegue um país em condições de se preocupar com seus recursos naturais... Porque o atual, certamente, não pegou.

JOSÉ LUIZ COUTO (15/05/2008 - 10:52)
E há outros poucos que ainda sentem saudade da forma como o FHC administrava o país. o Presidente deixou bem claro ontem que a política do meio ambiente não muda um centimetro. Quem disse que muda foi a rede globo, folha e afins... que agora se desdobram em valorizar a história da ministra Marina, que vai realmente fazer muita falta.

José Ruggeri Filho (15/05/2008 - 10:47)
Que é isto! Ficaram bobo, agora? Ela é senadora, tem que cuidar de sua vida politica! o mandato dela termina em 2010. Ela tem opinião, achou que chegou o momento de sair. Parem com isto! O programa do meio ambiente é do governo Lula e não dela. Acordem!!!!!!!!!!!!!

Gérson (15/05/2008 - 10:47)
O WWF é suspeito ? Vejam matéria no site deles, que reproduzo primeiro parágrafo. (WWF-Brasil espera que novo ministro dê continuidade a avanços alcançados na gestão de Marina Silva) 14 May 2008 O WWF-Brasil vislumbra a garantia por parte do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de continuidade das políticas voltadas para a conservação e o desenvolvimento sustentável, já em andamento. "Nossa expectativa é que ele apresente uma postura de construir soluções baseadas no diálogo entre governo, organizações não-governamentais, movimento social e setor privado", declarou Denise Hamú, Secretária-Geral do WWF - Brasil) Meu comentário: O WWF diz que houve avanços,

romério rômulo (15/05/2008 - 10:24)
azenha:ótimo texto.mas o capitalismo, ou lá que outra porcaria seja isso,admite outra coisa?romério

bentoxvi-o santo (15/05/2008 - 10:22)
...E LULA FICOU REFEM DA VELHA LOGICA...E AOS POUCOS...PERDE OS INTELECTOS...DO PENSAR DIFERENTE...E NO FINAL...SUA OBRA SERÁ...OS VELHOS "SENHORES DE ENGENHO"...MAIS FORTES E RICOS...

Patrick (15/05/2008 - 10:10)
Não é necessário devastar para elevar o nível de vida das pessoas. Apenas para ilustrar, alguns países da Europa e Bogotá estão aí para mostrar como é possível racionalizar o estúpido gasto ambiental e energético que é o incentivo ao transporte invidual motorizado. É simples, mas dá trabalho. Sugiro aos colegas uma visita ao blogue do apocalipse motorizado. E também que pesquisem sobre o movimento resgate das ruas (reclaim the streets).

Conceição Oliveira (15/05/2008 - 10:04)
As metáforas são perfeitas, Azenha. Mas lembre-se há viúvas e viúvas. Eu por exemplo, acho que perdemos com a saída da Marina, ruim com ela, pior sem ela, agora as viúvas como o Marcelo Leite, faça-me um favor, nunca deram uma linha de espaço para os projetos que ela defendia e agora dizem que o governo Lula não a merecia como se ela fosse um corpo estranho ao projeto político do PT é demais para o meu estômago. Vc tem toda a razão, estamos sim em uma sinuca de bico, no governo e fora dele, ou vc pensa que quem está sendo incluído agora não vai querer gastar e consumir e os milhões de incluídos gastando e consumindo significam também aumentar a marca ecológica, não tenhamos dúvida disso. Sempre pensei se o 1 bilhão de chineses mais o 1 bilhão de indianos agissem como os paulistanos tivessem mais carros em circulação dia do que bebês, nossa permanência como espécie no planeta poderia ser datada. Pensemos rápido em um desenvolvimento sustentável e inclusivo (porque ele não pode ser um sem ser o outro), quem tem a chave para politizar o verde do PV que só abraça árvore e não põe comida no prato e a para fazer a Dilma abraçar uma árvore que ponha as cartas na mesa.

James (15/05/2008 - 09:59)
Recomendo matéria do VERMELHO: http://vermelho.org.br/emergencia/maio/1405_greenpeace.asp Para movimentos, saída de Marina Silva põe fim à 'trégua ambiental' Para os movimentos socais, a demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, explicita um protesto justo contra o governo, mas fortalece o setor conservador ruralista. Eles também analisam que a demissão pôs fim à trégua entre desenvolvimentistas e ambientalistas. Para eles, o novo ministro assumirá com muitos desafios. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, também colocou o cargo à disposição nesta terça (...)

Romanelli (15/05/2008 - 09:53)
Tá, o texto é bom. Só que acho que é SIM possível outras formas de produção agrícola de SUCESSO, envolvendo pequenas glebas e famílias. Não é verdade que a agricultura pra dar certo tem que ser feita em extensões contínuas (nbão pra tudo, não pra muitos produtos), e vou além, muito menos de um único proprietário de terra, de um latifundio. O próprio grupo VOTORANTIN contratou em pequena escala, propriedades pra lhe fornecer eucalipto. pq? Pq aqui em SP a terra é cara. ESTA e outras iniciativas deveriam ser ampliadas, como pro biocombustivel por ex, só não vale a vale chamar o MST de bandido. A qdade de terras jogadas a CUPIM aqui, ou a PASTO é muito grande cumpadi, o que dirá dos sítios que não produzem NADA, NEM GOIABA, e das terras degradadas desde J.Bonifácio ...BASTA QUERER FAZER, pois com certeza, GARANTO,a tal economia de escala, se bem INTEGRADA, compartilhada, cooperada, contratada e planejada, c/mercado garantido, aqui não atrapalha em NADA

Hélio Sassen Paz (15/05/2008 - 09:53)
Tanto fez o Governo Lula que finalmente conseguiu a seu favor a adesão de grande parte da classe média antiga e da classe alta antiga, conservadores e ignorantes porém não-reacionários (que é a única possibilidade de massa crítica capaz de convencer alguns de seus piores inimigos de que o sapo barbudo não é tão ruim quanto parece). Porém, ao contrário do Governo Olívio, o Governo Lula faz muito menos do que poderia para ajudar àqueles que mais precisam. O custo é irrecuperável. Vale tudo por dinheiro... []'s, Hélio

Hélio Sassen Paz (15/05/2008 - 09:52)
Pois é... Apesar de ter ido para o partido de centro-esquerda mais maria vai com as outras do país e menos confiável para uma aliança (PDT), o ex-ministro Cristovam Buarque fez muito bem em ter saído dessa barca. O Tarso é um pragmático que se, por um lado, fez um bem pela educação, por outro fez o favor de ajudar a classe mérdia gaudéria a pegar nojo do PT não apenas por causa da RBS mas, sim, porque ele Tarso prometeu que não iria deixar a prefeitura de POA para concorrer ao Governo do Estado e porque ele foi intempestivo ao pedir o impeachment de FHC. Ele até tinha razão. Porém, falou para a pessoa errada, no momento errado e no lugar errado. []'s, Hélio

Arnaldo Sales (15/05/2008 - 09:14)
Belo texto, mas uma pergunta permanece sem resposta: o que faremos com os milhões de brasileiros que levam uma vida miserável. Para elevar o padrão de vida desse contingente vai ser preciso muita energia e recursos naturais. De onde retiraremos tudo isso? parar todo este processo agora significará condenar milhões à vida miserável que têm hoje. Só quem está por cima defende esta idéia. Que tal ouvir o andar de baixo?

ailton filho (15/05/2008 - 09:13)
Será que é tão difícil assim de entender? Ou é muito mais fácil fazer de conta que não se vê nada, enquanto o bolso enche?

O Chris Almeida - BH (15/05/2008 - 08:43)
Eu sou uma viúva da Marina. Concordo bastante com o texto do Hélio Paz. Não com o primeiro. Parabéns pelo excelente texto, é a dura realidade, vista através de uma metáfora, a do trator. PÁRA O TRATOR, EU QUERO DESCER!

marcelo - curitiba (15/05/2008 - 07:43)
Tudo o que foi dito é real, mas, Azenha, sejamos realistas. Estamos no MUNDO, estamos dentro do planeta Terra, nossa população é feita de seres HUMANOS. Por acaso algum outro país grande e desenvolvido é diferente? Ernesto Guevara disse há muito tempo que para mudar o mundo era necessário criar "o novo homem socialista". Precisamos de pessoas com compromisso com o planeta, com o próximo, com consciência social etc et al... Isso, infelizmente não virá agora. Fica pra próxima vida, pra próxima encarnação. Também acho que tá tudo errado, mas te digo (e aliás, te pergunto), será que você lá, não faria o mesmo, não trilharia os mesmos caminhos? Como já bem dito, política é a arte do possível, meu jovem... Eu já estou me dando por satisfeito por ter mais gente comendo, construindo um barraquinho, coisa que eu honestamente, pensei que nunca veria.

James (15/05/2008 - 04:56)
Oh, YES! Marina é uma santa do pau oco. Gente boa? É, mas infelizmente vendeu a alama ao diabo pra ficar tanto tempo no governo. SE fosse tudo o que se apregoa dela teria saído do goveno faz tempo, porque ela dizia que queria uma coisa e o governo outra. Mas ela foi ficando, foi ficando, até que o governo deu o tiro de miserocórdia pra ela sair. Deu o Programa da Amazônia pra quele aloprado. Poderia ter carta de escorraçar maior? Precisava, não! Ai foi demais, ela não tinha mais o que explicar pros companheiros verdes como ficar

Elias Rangel (15/05/2008 - 04:38)
Eu só posso dizer viiiiixe Maria Santíssima! Eita artigo porrreta, por ser verdadeiro até o último degrau!



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