Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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ANALISTAS JÁ FALAM EM PROER GLOBAL

Atualizado em 16 de setembro de 2008 às 14:26 | Publicado em 16 de setembro de 2008 às 11:39

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FIQUEI MAIS TRANQÜILO DEPOIS QUE O GLOBO ONLINE, REPRODUZINDO A OPINIÃO DE UM LEITOR NA CAPA, ME AVISOU QUE GRAÇAS AO FHC ESTÁ TUDO BEM

 

Eu estou me tornando aquele velho chato, repetitivo, que conta o mesmo caso para a mesma pessoa seis vezes sem se dar conta de tê-lo feito.

Noto que a revista Veja merece o título de pé frio, pois perguntou na capa se a economia brasileira estava à prova de crise justamente na semana em que está claro que a crise vai pegar. Não só ao Brasil. A todo o mundo, pois é disso que se trata, de uma crise mundial, a primeira verdadeira crise econômica do mundo globalizado.

"Mantega destaca escudo das reservas de U$ 200 bi", escreve hoje o jornal Valor Econômico.

Está tudo sempre muito bem, até que tudo deixa de ficar bem. Essa é a minha experiência na cobertura de economia. Ninguém acreditava na falência de um grupo como o dos irmãos Lehman, fundado em 1850. Até que ele faliu.

Sabe quanto os bancos centrais da Inglaterra, da Europa e dos Estados Unidos injetaram hoje no mercado financeiro, para tentar conter a crise? U$ 180 bilhões de dólares.

Sabe de quanto a maior seguradora dos Estados Unidos, a AIG, precisa para sobreviver? De U$ 75 bilhões de dólares. Comparem esses números com as reservas brasileiras. Dá a vocês uma dimensão desta crise. Enquanto escrevo as ações da AIG estão em queda de 50% na bolsa de valores de Nova York, um indício de que a quebradeira vai continuar.

Alguns analistas já estão falando na formação de um grande banco internacional, com dinheiro público, com o objetivo de dar sustentação ao sistema financeiro, uma versão global do Proer brasileiro.

É lógico que o mundo não vai acabar, mas teremos recessão nos Estados Unidos, na Europa e no Japão ao mesmo tempo, com as devidas conseqüências nas exportações brasileiras e no mercado de commodities. Quem quer que se eleja nos Estados Unidos enfrentará crise econômica e desemprego. E sempre é tentador buscar inimigos externos em uma conjuntura dessas.

Agora vou jogar damas na praça.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Travis (13/10/2008 - 22:06)
Não podemos definir FHC como liberal. Ele é integrante da Sociedade Fabiana, fundada em 1884 com o objetivo de minar o capitalismo. J. M Keynes e Harry Dexter White, idealizadores do FMI a ela pertenceram. Seu nome deriva de Quintus Fabius Maximum, Consul romano que, na impossibilidade de enfrentar Anibal, preconizou guerra de desgaste (guerrilha). Sem dúvida o Proer e a aceitação do Basiléia-2 foram importantes para a consolidação do sistema bancário no Brasil, bem como a extraordinária lucratividade dos mesmos nos último anos.
A respeito do Pré-sal, obra do Lula, já era conhecido pela geologia da Petrobrás (declaração de seus geólogos) desde o início dos anos 90. Não havia tecnologia para se comprovar e explorar, fator que atrasou seu aproveitamento.

Amyra El Khalili (20/09/2008 - 23:24)
Mas já que insistiram tanto, deixa eu completar. Separo um trecho:
Poucas pessoas sabem quem é Sua Eminência Parda, O Mercado. Sequer têm seu endereço, telefone ou, muito menos, o email de contato. Alguns acreditam que Sua Eminência Parda deve passar o dia numa redoma de vidro, com tapetes vermelhos estendidos para o trânsito de seus súditos: os economistas, financistas, empresários, banqueiros e todo o pessoal de gravatas, ternos, meias finas e salto altíssimos.



Muito bem, quem é sua Eminência Parda, O Mercado? Quem é este sujeito poderoso de que muitos falam em nome dele, por ele e para ele na mídia econômica, na imprensa para os quatro cantos do mundo, vomitando índices, gráficos, taxas, induzindo expectativas, direcionando decisões, estimulando hábitos de consumos, vendendo gato por lebres, e praguejando cobras e largatos?



Sua Eminência Parda, O Mercado é VOCÊ.



É você quem consome talões de cheques, é correntista dos bancos, compra alimentos trangênicos e/ou prefere os orgânicos, pega ônibus todos os dias, põe gasolina no carro, aplica em fundos de investimentos, compra pão e leite, paga conta de luz, gás, água , condomínio, freqüenta a feira e o supermercado. É você, meu amigo, que tem o poder, por que você é a Sua Eminência Parda, O Mercado.



O Mercado é constituído de pessoas, e só se forma com a participação delas, por que sem elas não existe "Mercado". Imagine uma feira sem donas de casas, sem consumidores...não haveria feira. Então imagine os pregões das Bolsas lotados de operadores sem clientes...não haveria Bolsas. Imagine um Shopping com suntuosas lojas sem uma mosca rondando em volta...certamente iria a falência.



Quando nossos colegas economistas, financistas (é bom esclarecer que nem todo financista é economista e nem todo economista é financista) administradores falam na imprensa, estão falando sobre os resultados, expectativas de ações e reações que Você, Doutor Eminência Parda, terá diante deste ou daquela decisão de governo, daquela lei, daquele projeto institucionalizado ou não, ou daquela ação e reação de outro colega seu, também uma "Eminência Parda" do outro lado do mundo.



Brigar com Sua Eminência Parda é dar murro em ponta de faca, é condenar-se a viver isolado vestindo uma folha de bananeira numa ilha do pacífico sem água doce, fora da realidade e o que é pior: sem internet.



Lutar contra O Mercado é lutar contra si mesmo. O que você pode fazer é dizer para si mesmo como gostaria que seu projeto econômico fosse gerido, como quer consumir e o que consumir, como quer ser atendido, e como deveriam ser os serviços que você consome todos os dias.



Mas você, Doutor Eminência Parda, tem obrigação de defender o que é seu, de lutar pela melhoria dos serviços e brigar por produtos éticos....

Então o que está esperando? Já deveria estar falando como cidadão para e por suas Entidades, em vez de brigar consigo mesmo todos os dias. Vamos lá meu amigo, vá falar com Sua Eminência Parda, O Mercado agora mesmo! Vá lá falar com sua Consciência, fale com VOCÊ!




Falando com sua Eminência Parda: O Mercado, por Amyra El Khalili






Rose Dantas (20/09/2008 - 22:35)
Querida Amyra,gostaria de informar que a vossa entrevista na Revista Universo Espírita tem vendido bastante e todos querem saber quem é esta mulher? Eu relato para todos honrosamente que Amyra El Khalili e Vilmar Berna me deram a mão no momento que mais necessitei. É muito bom que todos saibam que as famosas Kings Ongs não me deram atenção, porque para os respectivos "Pop Stars" a Amazônia é prioridade, visto que o grande dorssel esconde suas escusas intenções. Os mesmos esquecem da importãncia da Mata Atlântica, do nosso Cerrado,da Caatinga e dos inúmeros ecossistemas que há neste país chamado Brasil. Falo da Amyra com muito orgulho e digo mais minha gente precisamos valorizá-la e sempre recebê-la com tamanha nobreza. Uma mulher que se dispõe a qualquer dia, hora, madrugada e muitas vezes desafiando os limites do seu próprio corpo para buscar ajuda em prol de nós ambientalistas. Amyra e o Vilmar abraçaram a minha causa e a minha dor também. Perdi minha pesquisa no Desastre do Rio Potengi mais fico feliz por ter salvado muita gente. Eu fiz naquele momento minha parte e acredito que pelo sonho é que vamos... Muito obrigada Azenha por este espaço valioso e que Deus te ilumine sempre! A você Amyra e aos demais amigos um grande abraço!!!

Renato (18/09/2008 - 13:06)
Agora só falta dizer que FHC descubriu o pré-sal e estava governando junto com Lula durante esses 7 anos, mas, ninguém sabia... era uma gentileza do Tucano, que, diga-se de passagem, esteve muito mal na entrevista de Jô Soares exibida ontem na Globo. Impressionante tanta arrogância em um ex-presidente. Ex-presidente deveria ser um exemplo de cautela com as palavras e expressões. Nada mais deprimente saber que o Brasil esteve comandado por um homem tão despreperado como GENTE.

Amyra El Khalili (18/09/2008 - 12:04)
Eu também escrevo a bala e erro muito no meu "português". Penso que mais importante que um bom português, é ter coragem de manifestar-se e doar tempo voluntariamente para uma causa nobre em um espaço tão especial como o site Viomundo do Azenha respeitando os leitores e a inteligência alheia. E nisso você, João Bravo, e demais comentaristas, estão de Parabéns! Obs: mas não erro com o "português" conjugando o verbo "Azenhar"!

João Bravo (18/09/2008 - 11:35)
Desculpe-me erros grosseiros de português, a concordância etc...escrevo sempre a bala.

Amyra El Khalili (18/09/2008 - 11:32)
João Bravo, não fique preocupado! Eu entendi perfeitamente o que falou. E mais uma vez você ACERTOU! Tentei lhe dizer que há um "GAP" (jargão do mercado) entre a religião e o "religar" em relação aos valores de mercado. Para compreender o que digo também ouça essa entrevista:
OUÇA - Palavra de Especialista, Rádio Câmara (Brasília)
Dia Internacional da Mulher - 01/03/2006
http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=35294

Resumo- No dia oito de março, Dia Internacional da Mulher, a Rádio Câmara presta uma homenagem à força feminina que batalha por um mundo melhor. No programa "Palavra de Especialista", a jornalista Daniele Lessa vai receber três mulheres que se atrevem a querer transformar a realidade para que homens, mulheres e crianças tenham um futuro mais acolhedor e mais humano.
Você vai conhecer a trajetória de Azelene Kaingáng, que nasceu na Tribo Kaingáng, situada no norte do Rio Grande do Sul. Azelene é presidente do Warã Instituto Indígena, que é uma organização de profissionais com curso superior que trabalham como consultores para comunidades e povos indígenas sul-americanos.
O Palavra de Especialista vai receber também Amyra El Khalili, que largou uma carreira de sucesso no mercado de futuros da bolsa valores para fundar o projeto Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais. Amyra foi indicada para o prêmio "1000 mulheres para o prêmio Nobel da paz". E fechando o programa, a médica pediatra Zilda Arns vai falar como o trabalho contra a mortalidade infantil fortalece as mulheres dentro das famílias e das comunidades.



João Bravo (18/09/2008 - 11:03)
Amyra, desculpe-me, para mim todos são irmãos, nunca me preocupei com este negócio de nacionalidade, origem.A coisa que me atrai em pessoas de outras nações ou origem, é a oportunidade de conhecer outras culturas. As vezes acontece isto, fiquei tão empolgado com sua cultura e conhecimento, que não levei em conta o "choque de cultura" que pudesse acontecer,desculpe-me.Quando falei em religiões, me referia a formas de encarar-se o dinheiro,sabendo-se que hoje em dia, não se pode ignora-lo,portanto não havendo mais lugar para culturas alienantes, quanto mais o povo entender a "mecânica financeira" melhor.Quanto ao seu texto, concordo.Basicamente ele diz para resgatarmos os tempos da nona, onde a familia era tudo, onde iniciava os ensinamentos básicos de respeito,honestidade,etc...enfim, você me fez pensar:-Se a mulher gerou, só ela tem o poder para controlar.Abs

Diego Alexandre (18/09/2008 - 09:29)
João Bravo, gostei de conversar com você e tenho muitas outras coisas a discutir, mas aqui, no site do Azenha, creio não ser o lugar ideal. Se tiver paciência para aguentar a chateação de um debate, me mande um e-mail para dieheralex@ig.com.br me informando do seu próprio e-mail, para que possamos continuar a debater... Abraço.

Amyra El Khalili - Movimento Mulheres pela P@Z! (17/09/2008 - 21:44)
João Bravo, a palavra chave é "religar"! Teremos que resgatar a força feminina. Num mundo patriarcalista-machista que eliminou o sentido da palavra "gestação" para apropriar-se da "gestão" e fazer do ventre "Bolsas de Valores", só pode acontecer um revertério intestinal. Essa é a minha crença em valores superiores: CLÃ DOS CICLOS SAGRADOS - Mulheres em Círculo honrando seus Ciclos; avançando fronteiras, tecendo redes " Querida e forte mulher Amyra...

É com muito respeito a sua sabedoria beduína e a sua incansável luta que venho em nome do Clã dos Ciclos Sagrados lhe convidar para estar presente e compartilhar com outras mulheres sua genuína essência das mulheres do deserto no Círculo Sagrado de Visões Femininas de setembro.

O CSVF são encontros mensais criados para serem espaços de diálogo entre as mulheres, sob as energias da Lua Minguante/Nova com palestras sobre os Ritos de Sangue da Mulher (menarca, sexualidade, menstruação, gestação/parto e menopausa), ativismo de gênero (Teologia feminista e ecofeminismo da Deusa) e ecologia, seguido de rituais e celebrações para sintonizar-se com hormônios e as energias de renovação da Lua Nova.

Espaços assim são cada vez mais necessários, nesses tempos de muitas mudanças, de sensações novas e sentimentos em forma de avalanche. Precisamos desenvolver a noção de pertencimento e terminar com o medo e a desconexão. Ela é uma ilusão e gera tanta dor e doenças. As tradições nativas e antigas filosofias já sabiam que a segurança do Círculo proporciona crescimento e amadurecimento emocional, perpetuando os ritos e compreendendo as fases da vida. O Círculo de Mulheres do Clã busca por meio do resgate do princípio feminino a construção da Cultura de Paz Matristica, onde valores como respeito a diversidade, a sacralidade dos ciclos, encontros com o Seu Sagrado, respeito a defesa da ecologia pessoal e planetária construa a noção de SOMOS TODOS UNA. Portanto, o Círculo de Mulheres do Clã, é a voz ativa de uma poderosa, linda, sábia, forte e única MULHER

Neste momento temos em mãos a chance de recuperar a força da MULHER AUTÊNTICA que somos e o poder da MULHER SAGRADA que nos habita, e assim mulheres como você são grande fonte de inspiração para que outras mulheres tornem-se engajadas na restituição de sua essência.

Tenho certeza que suas palavras fariam redes muito fortes e seguras no coração e ventre das mulheres que estiverem presentes lhe ouvindo.

No aguardo de suas impressões...sigamos conectadas!

Sabrina Alves (Clã dos Ciclos Sagrados www.cladosciclossagrados.com). Azenha, Linda a imagem da Maja nua, de Goya (Museu do Prado, Madrid)!



João Bravo (17/09/2008 - 19:47)
Diego Alexandre,
Se a dor só ensina a gemer,
Oque se pode aprender,
Sendo o professor a fome.
Desta foma terminava um poema que fiz, em protesto ao desvio de verbas da merenda escolar em minha cidade Tramandai Rs,que mandei publicar em jornal local, Paguei do meu bolso, e tenho certeza, ajudei dando alerta ao ministerio publico.Tanto que o processo não poupou ninguem.Abs

João Bravo (17/09/2008 - 19:22)
Amyra, voce já percebeu a revolução que estas novas igrejas, farão no modo dos Brasileiros encararem a economia,o sistema financeiro?...não falo em aprender a especular e sim respeitar seu dinheiro, fazendo poupança interna.Os estados unidos, que tem uma cultura basicamente protestante, aprendem desde pequeno que ser rico(no sentido de não lhes faltar nada)não é pecado e sim ostentar.Desta forma eles ensinam a guardar, incentivando assim a poupança interna.Outras culturas tambem,Japão, EUA,grande parte da Europa, Oriente Medio.Enquanto que, no Brasil (sou católico)a cultura cristã, nos fazem uma tradução ridicula, confundem a tradução de linha por camelo e fazem esta perola:"mais vale um camelo passar por um buraco de agulha, que um rico entrar no ceu", quando o correto seria, "mais facil uma linha passar em um buraco de agulha, que um rico entrar no ceu",creio que eles tinham ciência que a palavra camelo e linha eram muito semelhantes, resultado: povo submisso,conformado, resignado, mas feliz,pois entrará no céu às carreiras, enquanto os ricos rangem dentes às portas do inferno.Com estas novas igrejas, incutindo novas ideias, não entrando no mérito, creio eu, ajudarão a mudar-se as coisas mais rápidamente.

Amyra El Khalili (17/09/2008 - 19:02)
Completando....Rose Dantas é bióloga e ambientalista, denunciou o maior desastre ambiental do Rio Potengi em Natal, Rio Grande do Norte. Mais de 40.000 toneladas de peixe mortos e contaminados no Rio que abastace toda a cidade de Natal. O custo social enorme. Uma tragédia na saúde pública traduzida em mortes de pessoas intoxicadas e sem a atenção da grande mídia. Rose Dantas foi ameaçada de morte e ficou foragida até que o Ministério Público e a Polícia Federal assumissem o caso.

Amyra El Khalili (17/09/2008 - 18:56)
João Bravo, você mais uma vez está correto em sua análise! Enquanto uns preferem criticar sem apontar soluções, outros vão à luta, transformando seus sofrimentos em histórias de vida. Reproduzo um depoimento que traduz a sua percepção publicado no Viomundo: Rose Dantas (17/09/2008 - 07:47)
Querida Amyra, fico muito feliz por ser citada por você na edição 57 da Revista Universo Espírita, onde mais uma vez menciona o Desastre do Rio Potengi e as mais diversas agressões que o mesmo enfrenta. Quando a Amyra fala da ÁGUA, ela conceitua todas as diversas formas de vida, sejam os rios poluídos por dejetos humanos ou o lixo e a falta de respeito para com a nossa natureza e todo seu povo. Minha luta contínua juntamente com os pescadores e quero poder melhorar as condições de vida do rio e da população ribeirinha.Que Deus te ilumine hoje, amanhã e sempre! Pelo sonho é que vamos... Um Grande Abraço http://www.viomundo.com.br:80/voce-escreve/agua-e-petroleo-a-mesma-moeda/
João Bravo, continue nos dando luz no fim do túnel. Você é uma ave rara como foi o jornalista Aloisio Biondi. Ele lia muito e por isso mesmo sabia do que falava!


João Bravo (17/09/2008 - 18:21)
Diego Alexandre, não sei qual sua região, mas se for a região nordeste,sabemos que ainda é grave as condições aí.Toda a correção é dificil e demorada, mas creia, todo o país sabe da divida histórica que tem com esta região. Concordo com você em partes, acho que muitos especuladores,muitas instituições financeiras e muitos politicos de que dão proteção de estado, a estas ações criminosas deveriam ser varridas da face da terra.mas eu falo é do sistema, de você ter onde guardar com segurança seu dinheiro.Ter como aplicar seus pequenos lucros, que serão corrigidos de acordo com a realidade. De ter onde buscar capital para uma roça de mandioca, plantar umas malhas de cana, etc...posso imaginar sua indignação, e é bom que ela exista. Não sou professor, não tenho muito estudo, mas tive sorte de conhecer pessoas que explicaram-me o sentido de um garoto jogar pedras contra um blindado, na faixa de gaza.Outros me falaram sobre industria da seca, outros aplicações e mercado financeiro. As vezes me culpo, por chamar a mim, a responsabilidade de tentar explicar algo, que nem mesmo domino. desculpe-me

João Bravo (17/09/2008 - 17:13)
Amyra, tudo oque eu queria, era ver o sistema financeiro, seguindo sua vocação, equilibranco capital e trabalho.Penso que esta é a chance para o mundo. E acho que ao menos desta vez, deveriamos todos ajudar. Já pensou se os americanos descobrissem, que podem resolver uma grave crise, com a ajuda de todos, sem recorrer as guerras?

Amyra El Khalili (17/09/2008 - 16:16)
João Bravo, esse é o "modus operandis" dos "sabotadores de plantão". Separo um trecho " ....O que acontece é uma concorrência desleal com as altas taxas de juros. Qualquer negócio a longo prazo no Brasil torna-se incompatível com os lucros que os títulos financeiros garantem, sem que seja necessário se preocupar com chuvas, investimentos na produção, a plantação, a colheita, o pagamento de funcionários. Isso explica porque, ao invés de ser aplicado diretamente na produção, o dinheiro subsidiado migra para a especulação financeira.


Isso só acontece com a participação de agentes que não são da atividade produtiva; até porque o produtor sozinho, que sequer sabe como captar o recurso para sua lavoura, sabe tão pouco atuar no mercado. Ele tem muitas vezes seu CPF ou CNPJ da cooperativa usado em operações de lavagem de dinheiro. E quando quebram, prejudicam a credibilidade de todos: vide a Cooperativa Agrícola de Cotia e o caso da Exportadora das Cooperativas Brasileiras - Eximcoop. Nem precisamos ir muito longe - agora temos mais escândalos financeiros com fraudes bilionárias que revoltaram os mercados de capitais e jogaram as bolsas de valores no chão.



A crise no mercado de ações tem sido comparada com os colapsos provocados pelo crash de 1929 e pelas crises do petróleo em 1973 e 1974. Os créditos de carbono, se mal regulamentados e lançados no mercado no afã da euforia, apenas para suprir uma expectativa de captar investimentos internacionais, podem mascarar a ação de muitos "oportunistas de negociatas"...." O que são créditos de Carbono? Por Amyra El Khalili



João Bravo (17/09/2008 - 15:53)
Diego Alexandre, fui prejudicado por um dos maiores bancos do mundo.Lançaram contra meu CNPJ mais de 60.000,00 em duplicatas frias.Eles fazem isto para burlar o FGC, fazem um contrato de emprestimo principal de 200.000,00 e para fugirem a comunicação que devia a época ser feita, a cada 5.000,00, e da qual um percentual vai para este fundo, eles dividem em varias duplicatas de 4.999,00.Bem tive de fechar as portas de meu comercio de reciclagem, premiado pelas ações em prol do meio ambiente e das pessoas carentes.Resultado: não me acomodei, consegui em tempo record, saber tanto de direito, quanto um advogado experiente, os processei e talvez, talvez, ganhe uma das maiores indenizações até hoje pagas no país.Vou culpar o sistema financeiro?, não!...vou culpar a criminosos que se apossaram dele.Você conhece alguma familia desagregada? algum filho de amigo usando drogas? algum amigo assaltado e morto?...se a resposta é não, digo-lhe se houver um colapso do sistema conhecerá, pode ter certeza.

João Bravo (17/09/2008 - 15:41)
Muito bem Amyra, minha avó sempre dizia:"Agua pouca mata de sede, e muita mata afogado".A saude de um povo, não pode andar divorciada da saude financeira".A linguagem técnica, sendo usada quase como proteção corporativa, só atraza a nós, pessoas simples.Aliás, nossos irmãos indios, muito antes de termos consciência em relação a natureza, já usavam metodos de plantio rotativo, para não desgastar o solo, mesmo em meio a uma imensidão de terras.Talvez nós, que sempre os viamos como incapazes, agora descobrimos que eles estavam mesmo, era cuidando do lastro de suas "commodities". Tenho fé no sistema financeiro, sei que naturalmente e sem essa ganância de homens inescrupulosos,ele trará riquezas e prosperidade a todos.

Amyra El Khalili (17/09/2008 - 14:00)
Algum espirituoso falou em "sabotagem". Separo um trecho " É fundamental que a discussão sobre finanças e investimentos sócio-ambientais possa ser levada adiante nos mais diversos fóruns. Muitas pessoas não têm conhecimento técnico sobre o assunto e ficam inibidas de se apresentarem ao debate, e de contribuir para os trabalhos porque pensam não ter condições para manter o nível técnico dos financistas.



Se pretendermos fazer deste debate um nicho de técnicos e especialistas, será muito difícil ampliá-lo para que o tema "finanças sócio-ambientais" chegue às comunidades e à mobilização da sociedade em busca de soluções. Daí a importância em traduzir e esclarecer o significado da palavra inglesa "commodities" e toda gama de expressões que compõe a dialética econômico-financeira.



Tal debate deve acontecer sem que ocorram boicotes as palestras e cursos, acusações levianas e interferências nas metodologias das atividades educacionais que propomos. Há uma histeria ideológica que abomina a palavra "commodities" e mascara a essência da discussão, ou seja: estamos numa economia de mercado, então é justo que todos possam compreender como se dão as forças que determinam esse tão famigerado sujeito "capetalista" chamado mercado." Os Desafios dos Fóruns BECE-REBIA, 1 - As discussões eletrônicas e suas estratégias , por Amyra El Khalili



Diego Alexandre (17/09/2008 - 12:59)
João Bravo, desculpe insistir, mas... o que exite abaixo da miséria absoluta?
De que forma a quebradeira da bolsa de valores no mundo pode porar a situação de quem já passa fome?
Existe algo pior que passar fome?
Se existe eu não sei e peço ao senhor, João Bravo, doutro professor, que me explique.
Insisto: a bolsa de valores não fará chover no sertão do Piauí. Nem se subir, nem se cair.

the talk of the town (17/09/2008 - 02:11)
Azenha, é pior. Esqueça essa midia velha, acompanhe blogs como o Economists View ou The Big Picture. Essa midia ultrapassada nao consegue acompanhar a velocidade dos fatos.

Os eua estao se tornando um pais comunista, o AIG nao era da alçada do FED, ele usou uma clausula que nao tinha sido usada desde 1930 (que permite intervir em qualquer empresa, mesmo nao financeira ou bancaria. Ja virou piada, e agora o pessoal se pergunta qdo é que eles vao estatizar a Ford e a GM.

A questao da recessao do EUA e EU já é fato, a questao é se torna mundial, e se os EUA nao vao ter na verdade um DEPRESSAO.


Marcio Gaspar (17/09/2008 - 02:00)
Se a crise realmente "pegar" poderemos dizer que a Globo tambem eh pe frio. Inventaram um monte de crise para o Brasil, e nada acontecia. Era um crise atras da outra. Agora vem com essa de que gracas a politica do FHC,sabiamente mantida por Lula o Brasil estah menos vulneravel as crise, parece conversa de tucano que descobriu o Brasil. Se a crise realmente atingir o Brasil sera que vao culpar o FHC? Chega de partidarismo.

Gerson (16/09/2008 - 23:54)
Azenha, depois do jogo de damas na praça, vá tomar uma sopinha assistindo E O VENTO LEVOU: http://br.youtube.com/watch?v=D1Mjt9lyxlM (ah, não esqueça um lenço, você pode precisar) snif, snif...

João Bravo (16/09/2008 - 21:30)
Gustavo Pamplona 14:46, já ia esquecendo, você está certissimo.Cada país tem seu custo.Uma amiga minha , viajou para Espanha, e ficou abismada com o preço das joias em ouro e prata, que estavam baratissimas,no Brasil tudo em ouro ou prata era carissimo. Expliquei-lhe,como você já disse,que o preço nada tinha a ver com o humor dos fabricantes ou vendedores.O trigo, regula o preço de tudo, do preço dos pneus do caminhão que o transporta, pedagios, até o preço do frete.Para garantir preços baixos nos alimentos para seu povo, Inglaterra e França,indexaram o preço do trigo, à cotação do ouro e da prata.Depois começaram a trazer todo o ouro de suas colônias e tambem compra-lo, ao mesmo tempo,proibia sob pena de morte, que o ouro saisse do país.Assim com muita oferta,de ouro e prata, os preços cairam e puxaram para baixo o preço do grão.

Afonso de Oliveira (16/09/2008 - 21:22)
Está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas qual o motivo de mesmíssimo tratamento não ter sido aplicado, à época, aos nossos "infelizes" e patriotas banqueiros?

Se maiores transtornos não estão se dando com a falência do quarto maior banco americano, o porquê do medo, quase histérico, com aquele rombo havido em nossos banquinhos. Essa tem sido, sistematicamente, nossas diferenças de cunho e enfoque sobre as teorias capitalistas e suas aplicações, ou seja, enquanto lá o dinheiro público não é empregado de forma alguma nessas aberrações de mercado, aqui a viúva tem que correr e proteger nossos sacanas e irresponsáveis capitalistas.

Tanto blá-blá-blá estéril e à toa sobre a pseudo decorrente e fatal quebradeira de nossas instituições financeiras! Lembram-se?

Em suma, na hora do lucro especulativo fácil, somos capitalistas e liberais ferozes, porém na hora que a merda se dá, somos socialistas interesseiramente convictos!

Vergonha!!!!!

Assumam, senhores, seus erros e deixem-se quebrar/falir, pois não é esse um dos principais baluartes e pilares da teoria liberal capitalista?

Nem nisso somos decentes, porra!

Onde estão, então, nossas livres empresas?

Onde estão, então, nossas atitudes gerenciais livres da ingerência perniciosa, inadequada, retrógrada e limitante do Estado?

Que raios de capitalistas e neoliberais são esses nossos?

Ridículo espetáculo encenado por FHC e sua turminha nàquela época!

Marco Aurelio (16/09/2008 - 20:34)
É,meus amigos...Você pode beber,beber e beber.Porém,a ressaca sempre chega.Lembram daquele frevo:"É de fazer chorar/Quando o dia amanhece/O frevo tem que acabar/Ó quarta-feira ingrata/Chega tão depressa/Só pra contrariar..."?No carnaval também é assim.Podemos tudo,cheiramos lança-perfume e outras coisas e beijamos todas as mulheres.///Nossos amigos lá de Wall Street devem estar se sentindo como nós,depois de 4 dias de carnaval em Salvador ou Olinda.Pecaram muito,se esfalfaram na luxúria dos bailes inebriantes dos mercados e,agora,sentem o peso da ressaca na carcaça.///O duro é que,ao olhar para o lado,não vão ver aquela mulher bonita das finanças alavancadas quando do começo da folia.Muito provavelmente,verão o cachorro vira-latas da crise a lhes lamber a boca.Isso se encontrarem espaço para dormir nas calçadas lotadas daqueles que eles enganaram com suas hipotecas lixo.

João Bravo (16/09/2008 - 20:07)
Gustavo Pamplona 14:46,não esqueça que poderiamos ter a energia ainda mais barata.Mas temos que pagar energia, das grandes metalurgicas. Este sistema de desmembramento em geração,transmissão e distribuição, foi um dos maiores crimes.Por conta disso,nos estados unidos, chegaram a pensar em reestatizar estes serviços.

João Bravo (16/09/2008 - 19:47)
Realmente não estou muito por dentro de nomes de bancos ou sua nacionalidade, mas sei que os japoneses, tem uma poupança interna alta e se assustam muito facil.Acredito que quando começar a quebrar mais bancos Americanos, seguirão logo atrás os japoneses.Arrisco dizer, que no Brasil,a bolsa cairá muito, mas, muito mais.O proer brasileiro é tambem conhecido por Art.171 ou estelionato.No Brasil, como as bolsas não desempenham seu papel vocacional,qual seja,cuidar para o equilibrio entre capital e trabalho, pouca diferença, penso que vá fazer.E como "há males, que vem pra bem", esta sendo melhor embarcar nesta crise como pobre, querendo ser rico; que rico não querendo ser pobre.Só quero saber, quando aparecerão os "saltadores", pessoas que em meio a muitas hipotécas, sem poder liquida-las, começam a saltar de predios, exatamente como se vê nos filmes do tio sam.

Amyra El Khalili (16/09/2008 - 19:38)
Lendo Francine, lembrei-me de Martin Luther King "Todos os homens estão presos numa teia inescapável de mutualidade; entrelaçados num único tecido do destino. O que quer que afete a um diretamente, afeta a todos indiretamente. Não posso nunca ser o que deveria ser até que você seja o que deveria ser e você não pode nunca ser o que deveria ser até que eu seja o que devo ser". Concordando com Francine!

Otaciel de Oliveira Melo (16/09/2008 - 19:27)
Não vá jogar damas na praça, não. Você tá se comportando como aquele pescador que disse que queria ver o mar pegar fogo para comer peixe frito. Só que ele não pensou que, depois da queima, ele não teria mais onde pescar. Lembre-se que as frases de efeito mudam. Antes da AIDS o grande dilema da humanidade era "to be or not to be". Hoje é "to bimbim or not to bimbim". Portanto, mantenha-se atento para ajudar a apagar o fogo. Lembre-se que todos nós estamos no mesmo barco, embora estejemos lá embaixo, com pés e mãos acorrentados, remando. Nós ainda continuamos escravos do sistema. Portanto, use a sua inteligência para nos mostrar como escapar da crise. Eu lhe ordeno, mantenha-se ativo, não caia fora do Titanic. A orquestra precisa continuar tocando.

João Bravo (16/09/2008 - 17:57)
Boa Tarde e obrigado Amyra, você sempre generosa e paciente conosco, mas como diria Camões: "ENSINAR É PRECISO, PALPITAR NÃO É PRECISO".

Francine (16/09/2008 - 17:57)
Eu escuto direto das pessoas que convivem comigo que não sou desse planeta, porque falo coisas que na maioria das vezes sempre não batem com a opinião da maioria; então confesso, e preciso, não nego, eu sinto uma felicidade imensa ao saber da falência de cada banco americano, aliás espero o citibank logo, logo, mas confesso que sinto muito medo, porque também sei o que representa, as consequências imediatas não são boas, mas não tem como a humanidade crescer, superar essa desigualdade social absurda que o sistema capitalista impôs à humanidade, sem essa ruptura. Se o destino, o rumo que a humanidade vai tomar será justo ou não, caberá somente à nós, e isso é o que me fascina.

João Bravo (16/09/2008 - 16:53)
Desculpe Diego, só tentei dividir com voce o pouquinho que aprendi aqui.As grandes fortunas, atravessam as intempéries do mercado a seculos.Obras de arte, ouro etc são formas de se protegerem.No fim, quem paga a conta são os pobres.Lembra do caso, dos velhinhos que venderam sua casa e depositaram na poupança, para comprar uma outra logo em seguida e perderam tudo no confisco do color?

Afonso de Oliveira (16/09/2008 - 16:47)
Está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas qual o motivo de mesmíssimo tratamento não ter sido aplicado, à época, aos nossos "infelizes" e patriotas banqueiros?

Se maiores transtornos não estão se dando com a falência do quarto maior banco americano, o porquê do medo, quase histérico, com aquele rombo havido em nossos banquinhos.

Essa tem sido, sistematicamente, nossas diferenças de cunho e enfoque sobre as teorias capitalistas e suas aplicações, ou seja, enquanto lá o dinheiro público não é empregado de forma alguma nessas aberrações de mercado, aqui a viúva tem que correr e proteger nossos sacanas e irresponsáveis capitalistas.

Tanto blá-blá-blá estéril e à toa sobre a pseudo decorrente e fatal quebradeira de nossas instituições financeiras! Lembram-se?

Em suma, na hora do lucro especulativo fácil, somos capitalistas e liberais ferozes, porém na hora que a merda se dá, somos socialistas interesseiramente convictos!

Vergonha!!!!!

Assumam seus erros e deixem quebrar/falir, pois não é esse um dos principais baluartes e pilares da teoria capitalista?

Nem nisso somos decentes, porra!

Onde estão, então, nossas livres empresas?

Onde estão, então, nossas atitudes gerenciais livres da ingerência perniciosa, inadequada, retrógrada e limitante do Estado?

Que raios de capitalistas e neoliberais são os nossos?

Ridículo espetáculo encenado por FHC e sua turminha nàquela época!

Amyra El Khalili (16/09/2008 - 16:03)
Muito bem João Bravo! Você realmente é um professor.
Com admiração e Carinho, Qublát Falastinía (Bjs Palestinos) com sabor Gaúcho nos lábios.

Maxwell Barbosa Medeiros (16/09/2008 - 15:51)
"Velho responsa joga é dominó ou gamão." heheheheheh


Melchiades A. Prado (16/09/2008 - 15:42)
Azenha, por que este benfeitor da humanidade, o FHC, não empresta seu prestígio aos candidatos do seu PSDB (e do compadre PFL) que estão em campanha eleitoral pelo Brasil? Este santo homem, que transformou o Brasil com as privatizações, e o modernizou com suas políticas neo-liberais, deveria estar em cima dos palanques, como papagaio-de-pirata ajudando seus correligionários. No entanto, tratam-no como um morfético, um pária, como um parente acusado de roubo ou de assassinato, que os familiares renegam e escondem na fazenda mais distante, para que não seja visto e não denigra a honra e a imagem da família.Graças a política do FHC felizmente seguida pelo Lula... é uma piada de muito mau gosto.

Diego Alexandre (16/09/2008 - 15:36)
João Bravo, nunca vi indígenas em trincheiras, e até onde eu sei, eles não tinham dinheiro.
Ademais, os nordestinos não têm dinheiro hoje em dia mesmo... Se alguem vai sofrer com essa crise, serão os ricos. Os pobres já estão f*.
E os ricos que se f*.

João Bravo (16/09/2008 - 15:19)
Diego Alexandre, o fundo garantidor de credito,por exemplo, só assegura o retorno ao correntista de R$ 20.000,00 por CPF,em caso de "quebra de bancos".Se você vender algo que vale R$ 50.000,00, uma casa, carro, caminhão ou suas economias, e depositar em banco,não interessa o quanto seja, você só leva R$ 20.000,00 (por CPF) no caso dele falir.Numa situação de quebra geral, colapso do sistema financeiro,oque não seria bom para ninguem,logo, logo, você teria de conversar com seus amigos, em sua cidade, dentro de trincheiras, pois sem dinheiro, sem trabalho, sem comida, só resta a barbarie.Claro, no Brasil não chegariamos a este ponto, mas teriamos consequencias graves, acredite.

Nilson de Vix (16/09/2008 - 14:59)
Valeu o toque de humor na reprodução inicial do post, LCA. Esses fdp adoram falsificar a História. Acham que a Nação Brasileira esqueceu quem foi, e é, o infeliz traidor maldito que antecedeu ao nosso Grande Presidente Lula da Silva, o (re)descobridor do Brasil.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (16/09/2008 - 14:46)
Este negócio de 75 bilhões de dólares ou os 180 bi que os Bancos Centrais da Europa injetaram, é tudo relativo... Já tinha dito isto anteriormente aqui no "Vi o Mundo". Há fatores como "custo de vida" e até mesmo o tal índice Big Mac é de um balelismo. Lendo um texto inglês outro dia eu descobri recentemente que a custo do megawatt/hora (energia elétrica) na Inglaterra é cara, CARÍSSIMA MESMO. Só para vocês terem uma idéia, um Inglês de classe média (working-class) paga em média 150..180 libras por mês em energia. Sabendo que uma libra vale em média 2 dólares, Ou seja ele paga em média 300..360 dólares e o que dá mais de 500 reais no Brasil. Tudo bem, nós temos abundância de recursos hídricos (rios e hidrelétricas a vontade) e não dependemos muito de usinas termoelétricas ou nucleares ou outras fontes de energia mais caras e mais díficeis de se obter. Mas eu apenas quis mostrar a todos aqui que este negócio de dinheiro é relativo. Uma coisa pode custar mais barato que em outros países. A China por exemplo tem um custo de vida bem mais baixo que o do Brasil.

Carlos Henrique (16/09/2008 - 13:58)
Se fosse para copiar o FHC, o governo brasileiro deveria estar nesse momento queimando todas as suas reservas para manter o valor do dólar em R$1,50. E, quando as reservas acabassem, deveria começar a se endividar feito louco até a bomba estourar. Sem esquecer de comprar alguns dólares na antevéspera da desvalorização.

João Bravo (16/09/2008 - 13:52)
Quem tá ficando velho sou eu, que postei o comentário abaixo, no tópico errado.Só não entendo uma coisa:como ainda tem empresas estrangeiras e bancos, vindo comprar precatórios aqui no Brasil,pagando 20%,quando com muita vergonha na cara 30%, sabendo que num futuro vão receber.Oque será que lhes dá tanta certeza?

Diego Alexandre (16/09/2008 - 13:41)
Até que ponto a bolsa de valor influi na vida de um nordestino? Será que quando a bolsa de valor sobe, chove no sertão da Bahia ou do Piauí, já que, segundo o dirigente da Philips aqui do Brasil, o Piauí não faria falta se deixasse de existir? Será que quando cai, o governo inventa algum tipo de mudança maluca no curso de algum rio para atender aos interesses de grandes fazendeiros, com a desculpa de fazer o sertão virar mar?

O Brasil tem cerca de 14 milhões de pessoas que passam fome e cerca de 72 milhões de pessoas que vivem na miséria. Até que ponto a bolsa de valor faz o prato de alguma dessas pessoas se encher de comida? E até que ponto o contrário é que ocorre?

Di Carlo (16/09/2008 - 13:35)
Sempre, ao lembrar do FHC, vem à minha cabeça o Presidente que Descobriu o Brasil. Afinal, ele transformou nossa estrutura econômica e social depois de 500 anos.

Marcelo Conti (16/09/2008 - 13:01)
Azenha, como sempre, um texto muito bem escrito. Destaco o seguinte trecho: "[...] sempre é tentador buscar inimigos externos em uma conjuntura dessas". Isso se encaixa na crise gerada na Bolívia e nos atritos com o Chávez e também é de se notar no ditadorzinho da Geórgia e em outros trechos do mundo. Agora, o "lembrete" de que Lula, ao copiar FHC está fazendo o certo, isso sim tranquiliza a mim e a todos os meus colegas de sanatório (rsrsrsrsrsrsrs). O PIG a cada dia se supera!!!

Cláudia (16/09/2008 - 12:51)
Tentador pode até ser, mas se existe mesmo o raio da dialética agora é a hora da lucidez e da racionalidade extremas e não de mais faz-de-conta.

francisco c.c. pessoa (16/09/2008 - 12:46)
O Lula será eleito responsalve por uma eventual crise aqui, mais ele é competente e vamos tirar de letra.

Amyra El Khalili (16/09/2008 - 12:37)
Estratégia do penico: terão que entregar os anéis para não perderem os dedos!

Ivan Moraes (16/09/2008 - 12:36)
""Mantega destaca escudo das reservas de U$ 200 bi", escreve hoje o jornal Valor Econômico": Azenha, ja deu pra descobrir aonde vai ser a sabotagem?

Antonio Alvaro Guedes (16/09/2008 - 12:22)
PS.: Também quero jogar damas, mas na cama.Afinal tenho 65 translações em torno do Sol.

Luiz Rogerio (16/09/2008 - 12:21)
Graças ao FHC, temos hoje esta reserva, as plataformas de petróleo são feitas em nossos estaleiros, etc..

Azenha, as visitas externas do nosso presidente são sempre questionadas pelo PIG, mas eles se esquecem que por conta dessas viagens, estamos exportando para diversos países que nem pensávamos antes exportar...

Abraços a todos!!!

(Sr) Leamartine Pinheiro de Souza (16/09/2008 - 12:19)

É por estas e outras que precisamos fazer uma campanha nacional para acabar com as limitações impostas pelos EUA à Soberania Popular previstas no Parágrafo Único do Artigo 1o da CF-88 que determina: TODO O PODER EMANA DO POVO; e, aos meios descritos no Artigo 14o da mesma Carta Magna que frisa: A SOBERANIA POPULAR será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto... Portanto, SE TODO O PODER EMANA DO POVO, SENDO, ESTE, O LEGÍTIMO SOBERANO EM UM REGIME DEMOCRÁTICO, PODE E DEVE REELEGER SEUS REPRESENTANTES QUANTAS VEZES LHE APROUVER, caso contrário, não será soberano coisíssima nenhuma já que não existe soberania relativa, ou ela é absoluta ou é simplesmente fictícia.

Antonio Alvaro Guedes (16/09/2008 - 12:18)

Cadê os economistas neoliberais? Alguém viu? Cadê?
Alguém viu o FMI? Os sucessores do Milton Friedman nacionais dos anos FHC.
No capitalismo; a fatura da despesa do baile vai pra quem foi barrado, como sempre.
Estado mínimo só para os pobres.... hahaha!

Marco Aurelio (16/09/2008 - 12:17)
É a mão invisível do mercado,meus amigos,entrando sorrateiramente nas suas carteiras.Cuidado com esses punguistas!!!!!!!!!!!!

(Sr) Leamartine Pinheiro de Souza (16/09/2008 - 12:12)
"Mantega destaca escudo das reservas de U$ 200 bi", escreve hoje o jornal Valor Econômico.

Este escudo de US$.200 Bi fora obtido tão somente pelo SUPER PRESIDENTE LULA, já que, no famigerado tempo de FHC a balança comercial era sempre negativa e vivíamos de joelhos diante do FMI e do Clube de París para cobrir os rombos de FHC.


Marco Antônio Leite (16/09/2008 - 12:07)
Para não dizer que não falei de flores, ou o Mantega é inocente ou tenta passar um positivismo que só existe na cabeça dele. A crise econômica americana esta vindo como vendaval e ira varrer outras nações nesse imbróglio recessivo. Um dia o vendaval terá fim, mas no período mais forte dessa catástrofe muita gente já morreu de inanição ou morrerão especialmente nas nações mais fracas do ponto de vista econômico. Por aqui já vem morrendo muitos miseráveis, com essa situação as mortes aumentarão, porém a elite de sempre permanecerá em pé, aguardando que a tempestade passe o mais rápido possível para que ala volte a atacar com força total.

Marcelo (16/09/2008 - 12:06)
PO azenha, eu acho que eu vou parar de tomar meus remédios para dormir depois dessa notícia..

João Bravo (16/09/2008 - 12:00)
Para o EUA e Europa é facil, quando eles tão perdendo, param o jogo, e levam a bola para casa. O dinheiro que está aí é oque foi convencionado ter, e com ele devemos viver.Nós jogamos este jogo, agora que estamos conseguindo transferir muitos dolares para cá, e portando-os sem, eles simplesmente refazem seus calculos, inventam "lastros" e fabricam mais?...o que houve com a parte do excedente em dolares dos estados unidos, aplicada no F.M.I?

Marcelo Bovo (16/09/2008 - 11:45)
Essa sua ultima frase me fez lembrar da guerra das malvinas (sem levar em conta o direito que os argentinos tinham ou tem sobre as ilhas). Mas levando em conta que a crise é global então todo mundo vai ter que eleger um inimigo para tirar a atenção do povo. Qual será o do Brasil?



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