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A vitória do exibicionismo

Atualizado em 09 de novembro de 2009 às 20:02 | Publicado em 09 de novembro de 2009 às 14:13

por Luiz Carlos Azenha

Houve um tempo em que oferecer redenção era exclusividade dos religiosos e das igrejas. Você pagava por um terreninho no céu. No século 20, o da Ciência, da crença de que a Ciência nos redimiria de todos os males -- em que o cientificismo derrotou o idealismo -- a redenção estava na Educação, com e maiúsculo. No século 21, o da midiatização permitida pelas tecnologias da informação, a redenção pode ser encontrada através da mídia, especialmente nos programas de TV que se apresentam como "populares".

Neles, os animadores ganham dons divinos, pela capacidade de transformar superficialmente a vida das pessoas: reformando casas, automóveis, dando banhos de loja. Eles enfatizam, mesmo sem querer, o caráter arbitrário do Brasil: você é escolhido por acaso, depende da sorte, se dá bem em uma imensa loteria.

Essa ideia particularmente brasileira trabalha explorando nosso sentimento de inadequação social. O Brasil mudou-se rapidamente -- considerando o tempo histórico -- do campo para a cidade. As normas de conduta mudaram tão rapidamente que a ansiedade e a insegurança social prosperaram. O capitalismo explora essa inadequação para estimular o consumo: você é se você tem e, não tendo, você é um ser inadequado. A inadequação é, portanto, motor do consumo permanente.

Numa sociedade como a brasileira, onde a meritocracia ainda apanha feio do paitrocínio, a própria mídia deixa claro quais são os caminhos rápidos para o "sucesso" (entendido como riqueza material): a fama dos famosos por serem famosos. Não estranho que a estudante Geisy tenha levado o vestido para mostrar em um programa de televisão antes mesmo de recorrer à polícia. Essa é a esfera em que as questões públicas são debatidas hoje, no Brasil, um debate carregado de histrionismo, oportunismo e exibicionismo.

Nesse momento em que um novo Brasil é construído com a incorporação de centenas de milhares de consumidores (eu disse consumidores, não necessariamente cidadãos), vivemos o fetiche do diploma universitário. O diploma universitário é o sonho justo de todos aqueles que acreditam que educação é redenção. Pode ser, mas nem sempre é. Em breve teremos no Brasil dezenas de milhares de desempregados ou subempregados com diploma. Para felicidade das fábricas de diploma, que se multiplicam graças à complacência -- para não dizer cumplicidade -- do poder público. Essas empresas simulam o ensino, os estudantes simulam aprendizado e estamos conversados.

Tenho para mim que Geisy, involuntariamente, expressou fisicamente essa contradição entre a importância da imagem e do conteúdo para ascender socialmente no Brasil. Foi uma trombada do vestido vermelho com o simulacro de universidade, no qual basta "parecer" universitário para alcançar o caminho do céu, ou seja, ser um daqueles universitários que assessoram o Silvio Santos ou conseguem emprego depois de passar por privações televisivas. Os dois lados expressam a mesma lógica: o conteúdo perdeu.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Valmont (12/11/2009 - 02:20)
Bela reflexão, Azenha. Filosófica e antropológica.
Gostei.

Severino (12/11/2009 - 00:13)
Caro Louzada, sinto muito ter que lhe dizer, mas você não devia ser tão carregado de, como dizem os intelectuais, estereótipos e classificações superficiais de pessoas. Isso embota a visão e não permite sentir com liberdade. A moça é linda.

Louzada (11/11/2009 - 19:38)
Proponho que seja lançado o dia da BARANGA em homenagem a Geisy a quase GENI criação do Chico Buarque.
Cabelo com tintura ( mico leão dourado)
Pintura tipo tabuleiro da rua da alfândega
Modelito de feira de São Cristóvão.
A cor cereja, pink, vermelho????
Sandália da Di Santinni
A altura as saia não interessa, não faz a menor diferença.
Só tacaram "pedra" na GENI ou desculpe na Geisy, por que além de brega é POBRE e exibicionista, se fosse RICA exibicionista só lhe lançariam cantadas.
Cabelo natural loiro, pintura de 1º, modelito da DG, sendo da DG poderia até ser cor cereja e sandália da Prada. Só ganharia elogios dos "animais" da UNIBAM ou da PUC, USP etc. A altura da saia , repito isso é o de menos, o dinheiro na carteira é que manda nessa nossa sociedade.

Elizeu de Lima (10/11/2009 - 17:02)
John Bastos (10/11/2009 - 03:04)
"Isso eh mentira. Falsidade completa. Quando eu era adolescente, havia adulto fracassado me dizendo ateh que o vestibular era um jogo de cartas marcadas. Como nunca acreditei, ganhei bolsa para o cursinho (arrebentando em um simulado), acabei entrando em primeiro lugar no vestibular e teve ateh cursinho picareta que nunca frequentei colocando meu nome na lista de ex-alunos :)"

Rapaz... Apresentar-se como "O" parâmetro para assunto tão complexo como você fez é de uma egolatria tamanha, capaz de deixar qualquer José Serra no chinelo!

Nem Bonaparte ousaria ambicionar tanto ser o centro do mundo quanto vc nessa sua afirmação...

Diante dessas suas palavras, o próprio Narciso sentir-se-ia um pária, o mais humilde dos mortais...

Continue assim. É daqui do Viomundo para os píncaros da glória, para o panteão dos mais preclaros vultos da epopéia humana sobre a Terra!!

John Bastos (10/11/2009 - 03:04)
"Numa sociedade como a brasileira, onde a meritocracia ainda apanha feio do paitrocínio",

Isso eh mentira. Falsidade completa. Quando eu era adolescente, havia adulto fracassado me dizendo ateh que o vestibular era um jogo de cartas marcadas. Como nunca acreditei, ganhei bolsa para o cursinho (arrebentando em um simulado), acabei entrando em primeiro lugar no vestibular e teve ateh cursinho picareta que nunca frequentei colocando meu nome na lista de ex-alunos :)

John Bastos (10/11/2009 - 02:57)
"Sergio (09/11/2009 - 20:58)
Qual o problema de um pobre periferia ir pra faculdade que cria diploma? "

Meu deus, o pior eh que essa coisa pode votar o mesmo numero de vezes que uma pessoa com inteligencia mediana.

Pitagoras (09/11/2009 - 23:18)
Afinal é UNIBAN ou UNIBANDO?
Taí no que deu botar nas garras de empresários o ensino superior.
Mais uma obra de fhc.

Pitagoras (09/11/2009 - 23:11)
Perfeito, Azenha e oportuno.
Vivemos o que tenho chamado de "A síndrome da loteria". E é válido tanto para os baús da felicidade até as igrejas universais. Um "bem-sucedido" é eleito ou escolhido pelos charlatões de plantão reforçando nas mentes hipnotizadas da massa que poderia ter sido um qualquer, bastando que continuem tirando do seu pão para doar para os espertalhões. A situação asssemelha-se ao conto do vigário, onde a vítima pensa estar passando a perna no perpetrador.
E viva o século da ciência, da razão, da tecnologia e da ...SUPERSTIÇÃO!

Sergio (09/11/2009 - 20:58)
Qual o problema de um pobre periferia ir pra faculdade que cria diploma? Acaso da pra ir pra USP, UNICAMP e assemelhadas? Num pais que a formação de qualidade esta reservada aos filhos abastados de boas familias qual o espaço reservado ao pobre senão as Unibans da vida cobrando menos de 200 paus de mensalidade por um curso.

bentoxvi-o santo (09/11/2009 - 20:20)
AZENHA.

O principio da "ação e reação"...a cabeça de muita gente tá mudando...muitas novas informações...muitos novos meios...e como fica o controle social????...trabalho forte e árduo na ideologia...e onde????...em SAMPA...centro de controle politico e economico do país...daí sua juventude faz a reação...ultra-conservadorismo...usado como manutenção do poder...aguardemos a passeata do "com deus , pela familia e pela propriedade"...e será onde????SAMPA.

Ribamar Marinho (09/11/2009 - 20:04)
A Uniban com o seu conservadorismo do tempo da Pedra Lascada, se deu mal. Muito mal. Recuou de medo. Os donos de Universidade privadas se acham acima da lei. O episódio lhes demonstrou que não é bem assim. Bobagem essa história de que a Geisy foi alçada ao estrelato evai sair dando pra deus e o diabo na Terra do Sol. Se for, problema dela. O que alguém tem a ver com isso? Ou não respeitamos a autonomia das pessoas? Estranho, muito estranho comentários tão moralistazinhos como há muitos aqui. O lema é AUTONOMIA PARA GEISY! Vamos respeitar minha gente, chega de patrulha.

jose carlos lima (09/11/2009 - 20:02)
Concordo com o Edu, a primeira vez que vi a Geyse foi na Record, e o que me chamou a atenção foi que não havia nada de anormal na roupa, um vestido rosa como outro qualquer, o tamanho idem, por isso vi a reportagem como outra qualquer, afinal de contas é comum as pessoas procurem a imprensa para denuncar coisas deste tipo. E que continuem fazendo isso. E quando a denúncia se torna pública as coisas ficam mais fáceis para a vítima, como de fato ocorreu, com a revogação da punição da Geyse, a notícia saiu agora no Nassif, no post "o recuo da UNIBAN". Como se vê, a vitória não foi do exibicionismo não e sim da justiça http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/09/o-recuo-da-uniban/

Eduardo Guimarães (09/11/2009 - 19:48)
Azenha,

Depois de ter sido resgatada pela polícia de dentro da Uniban por uma polícia que não agiu, não é de estranhar que Geisy tenha procurado a imprensa - ou a mídia, se preferir. Se tivesse a garota tivesse ido à polícia em vez de à imprensa, teria ficado tudo por isso mesmo.

Severian Rocha (09/11/2009 - 19:44)
Os Bandeirantes voltaramm.... Pensei q os kras, estavam aposentados, mais não, surgem de novo...Justiça nunca foi o lema dos Bandeirantes e na sua escola de formação intelectual ninguém pode ousar nada....Democracia pra q? aqui o lema é passar por cima.

Marcelo Idiarte (09/11/2009 - 19:43)
Eu não discordo da contextualização a respeito do valor que a imagem adquiriu na sociedade moderna, porém não concordo que essa é a lição mais relevante neste episódio.

Ainda que o vestido da moça fosse "impróprio" (coloquei entre aspas porque meus amigos italianos e franceses ficaram meio confusos com o Brasil... em meio a esse negócio de praia, carnaval et cetera e tal, estou passando trabalho para explicar que não toleramos mulheres de vestidos curtos por aqui), ainda que fosse "impróprio", nada justifica o tipo de agressão moral sistematizada que ela sofreu.

Se coisas assim forem legitimadas em nome de críticas ao exibicionismo/consumismo/capitalismo, penso que mais adiante vamos voltar a medir os biquinis das brasileiras.

E se o problema em si fosse o exibicionismo, ter-se-ia que expulsar muitas outras alunas (e alunos) das universidades brasileiras, porque até onde sei exibicionismo não envolve apenas seminudez (?). Há várias maneiras de você se exibir, mas geralmente as outras não provocam a reação tresloucada que um vestido curto provocou.

Se a moça fez uma ação deliberada, já pensando na repercussão em nível nacional, ela é apenas uma idiota como tantas outras pessoas idiotas. Mas isso não justifica uma reação tão desproporcional. E menos ainda que se dê alguma razão a essa reação.

Imagino que a intenção do Azenha não seja exatamente essa, mas alguns comentários ao seu texto me deixaram preocupado.

Augusto (09/11/2009 - 19:42)
Eu quis dizer pelada numa revista.

Severino (09/11/2009 - 19:41)
Mestre Azenha, tenho medo que você venha a ser mal compreendido com estas suas refleções. Primeiro, vamos ver a realidade porque o povo só se guia pela crua realidade. O povo nunca viu polícia eficiente e respeitadora, a não ser como rara exceção.. Polícia que impusesse respeito agiria de modo diferente do que o povo tem visto por longos e longos anos. Na periferia, no mundo das pessoas mais simples, dizer -"Eu vou chamar a reportagem do programa de fulano", ou -"Eu vou lhe denunciar no programa de fulano", dá muito mais resultado do que dizer que vai denunciar na polícia e é até mais adequado, porque periga você ir na polícia denunciar e lá ficar preso. O povo não entende as lógicas da polícia nem quer se arriscar a entendê-las. Só sabe que são muito variadas e confusas.
Já o programa de TV, não. O locutor fala a língua do povo e uma condenação sua equivale a uma grande desforra. Agora lhe digo o seguinte: se essa linda moça entrasse pelo portão de qualquer universidade da Paraiba, com toda aquela sua beleza, seria maravilhosamente recebida por todos, todos os rapazes ficariam felizes de vê-la, se ofereceriam para levar seus livros, cederiam lugar na fila da frente da sala de aula, que também ficaria mais bonita e o professor se empenharia em dobro para mostrar serviço e fazer média.Isso porque, na Paraiba, a beleza por si só merece respeito. Alguma outra moça poderia até ficar com inveja, mas faria tudo para disfarçar.

Augusto (09/11/2009 - 19:41)
Ela vai sair pelada. Podem apostar. Mas também não tenho nada contra. Sabem como é. No Brasil a vida não é fácil.

Marcelo José Gonçalves (09/11/2009 - 19:30)
Eu achei bem estranho o comportamento dessa moça no programa do Geraldo, na Tv Record. Eu acho que em pouco tempo vamos ve-la em algum espaço da mídia. Mas isso tambem não isenta a posição da UNIBAN e dos alunos canalhas.

Elton Ribeiro (09/11/2009 - 19:23)
É por isso que hoje nas empresas tem muito chefe e pouca gente que faz.

José Américo (09/11/2009 - 19:13)
Azenha, sou leitor relativamente recente do seu blog. E acho-o de uma sensatez sem tamanho na blogosfera. Mais uma vez um post com enorme conteúdo, com análises e conclusões importantes sobre temas que estão aí e a grande mída não nos deixa discutir: Educação com "e" maiúsculo; as fábricas de diplomas, herança do Princípe Sociólogo, que promoveu o alavancar dessa injusta distribuição de renda aos donos de universidades; o excesso de exposição midiática e o consequente pensamento uniforme que só é bem sucedido quem é famoso ou rico; a ansiedade e o despreparo social de quem ainda não chegou "lá". Belo post mesmo, não tenho como discordar de nada. O que mais me pertuba, sinceramente, com esse show de exibicionismo midiático, é de que muitas dessas belas mulheres que vemos por aí, em trajes sumários (ou sem qualquer roupa), são oriundas de famílias bem resolvidas financeiramente e poderiam estar muito bem enquadradas, se desejassem estudar e seguir uma carreira. Preferem fazer do corpo a ferramenta de trabalho. É lamentável. Não condeno a opção que cada um faz de sua vida e trabalho, mas acho que o exibicionismo midiático levou a esse desespero pela fama.

recomendo (09/11/2009 - 19:04)
raízes do Brasil,
Sérgio Buarque de Holanda

Luís Alberto Furtado (09/11/2009 - 19:02)
09/11/2009 - 18h32
Uniban revoga decisão de conselho que expulsou aluna hostilizada por vestido curto

LAURA CAPRIGLIONE
da Folha de S.Paulo
da Folha Online

Atualizado às 18h54.

A Uniban (Universidade Bandeirante) revogou no início da noite desta segunda-feira a decisão do conselho universitário que expulsou a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada após usar um vestido curto. A decisão foi anunciada em nota, porém, não traz detalhes sobre o que fez a reitoria mudar de ideia. Leia a nota abaixo:
"O reitor da Universidade Bandeirante - Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão."

Leonardo afonso (09/11/2009 - 18:50)
Excelente texto, concordo com tudo. Educação não é panaceia. É como uma condição da cidadania, sem relação causal com renda, justiça, civismo... Sem falar que nem a educação a que hoje chamamos "boa" estimula espírito crítico e consciência política. Ouço advogados defenderem o "bandido bom é bandido morto", o que é no mínimo sintomático.

cleverson ricardo souza (09/11/2009 - 18:47)
olá Azenha, hoje dando uma olhada na folha -Biblioteca-(nao pago nem um centavo por ela), li um texto incrivel ,e para mim estupido, sobre a questao da Educaçao. Me parece que é " os 7 mitos da educaçao".
De uma olhada, se isso nao é "Tucanismo"...

nona fernandes (09/11/2009 - 18:33)
Azenha, você matou a pau tudo o que penso a respeito do caminho pelo qual a mídia está conduzindo as pessoas. No fundo, ou nem tanto no fundo assim, atrás de tudo que é produzido pela mídia, está o estímulo ao consumo desenfreado, seja lá buscando o dinheiro onde for mais fácil encontrá-lo. Observe (acho que todo mundo já observou), que todos os programas de domingo e do resto da semana, enchem o saco com o quadro idêntico "o antes e o depois", por meio do qual uma pessoa é produzida (emcimentada, com massa corrida e tudo, depois caiada)para, em seguida serem comparadas as duas imagens de antes e depois. São "oferecidos" tratamento dentário, clínica de emagrecimento, banhos de salões de beleza dos mais sofisticados, de roupas, nem se fala. Depois disso tudo, a bonitona (geralmente quem entra nessa são as mulheres) vai para casa sem lenço e sem documento, mas com a autoestima lá cima. E no dia seguinte, depois da cara lavada, do cabelo encaracolado de novo, do retorno das gordurinhas, das manchas na pele, dos dentes careados? Fazer o que? Dar golpes para conseguir dinheiro a fim de manter aquela aparência? Entrar em depressão por ter perdido os poucos momentos de beleza? Considero uma tragédia desses tempos de poder midiático. A esperança é que esse poder esteja chegando ao fim. Tomara!

silvia macedo (09/11/2009 - 18:30)
A baixa qualidade de muitas faculdades particulares representa uma extensão do fracassado ensino público de primeiro e segundo graus. Há, contrariamente ao que o texto afirma, falta de quadros profissionais na sociedade brasileira.A televisão compete muito com a escola. Portanto, deve-se exigir qualidade na educação. Rigor na fiscalização. Mais verba para o setor. Aqui em São Paulo a escola pública está em pedaços. Acho ótimo que os brasileiros se transformem em consumidores. O que está em questão aqui é a comida consumida. Menos fome, mais consumo. A cidadania é uma conquista que deve vir junto. Uma coisa não exclui a outra.

Edinho (09/11/2009 - 18:24)
Azenha,
pegou pesado, mas com estilo. E o melhor, com sinceridade e lucidez!

Marco A. (09/11/2009 - 18:21)
Expuseram, por meio espetaculoso, uma jovem de origem modesta em busca de sua oportunidade (They shoot horses, don't they?).
A instituição, por toda sua estrutura humana, ofereceu deplorável atuação do processo inquisitório.

nona fernandes (09/11/2009 - 18:10)
Azenha, você matou a pau, o que penso a respeito do caminho pelo qual a mídia está conduzindo as pessoas. No fundo, ou nem tanto no fundo assim, o qquase todos estão sendo conduzidos a consumirem e consumirem

nona fernandes (09/11/2009 - 18:10)
Azenha, você matou a pau, o que penso a respeito do caminho pelo qual a mídia está conduzindo as pessoas. No fundo, ou nem tanto no fundo assim, o qquase todos estão sendo conduzidos a consumirem e consumirem

J. Eduardo (09/11/2009 - 18:08)
Daí porque o pensamento radical do francês Guy Debord, expresso em sua obra mais celebrada, A Sociedade do Espetáculo, de 1967, continua mais atual do que nunca!

Fernando (09/11/2009 - 17:53)
Outra coisa importante: essa Geysa pinta o cabelo de loira, o que a deixa ainda mais feia.

A publicidade incentiva as moças de cabelo afro a alisar e pintar de amarelo.


http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (09/11/2009 - 17:43)
Caro Azenha, exatas palavras, sou grato.
Lembra do filme Zorba o grego? É aquele fenômeno primitivo de boçalidade ideológica do machismo que leva a personagem viúva à morte. No caso dessa moça mudou-se o cenário e somou-se exponecialmente à força "digestiva" da difusão midiática do barbarismo que a N.W.O. escravagista sabe usar com maestria em benefício de seus projetos inconfessos de dominação.
Sinto muito, sou grato.

jose carlos lima (09/11/2009 - 17:42)
Desde que este exibicionismo não impeça a pessoa de levar adiante as suas pesquisas, o seu conhecimento, tudo bem. Na década de 60 a juventude chamada "transviada" conseguia unir estas duas coisas: transgressão inclusive do corpo com expressões de nudez (vide Lenon nu na cama com Yoko Ono) luta social. Talvez falte um pouco aos jovens que queiram constestar da forma como Geyse contestou esta parte, o engajamento na luta social. Um caso a se pensar. Seria bacana se existissem as duas coisas: o exibicionismo mais alguma coisa no sentido de construirmos um novo mundo. Concordo que o exibicionismo por si só não leve a nada, esperemos que Geyse compreenda isso. E se quise posar na Playboy que pose mas que não fique só nisso.

Leco (09/11/2009 - 17:23)
Dá pra colocar um link para uma foto maior (dessa do chantili na pagina inicial)?

nonato barboza (09/11/2009 - 17:19)
Hannah Arendt e a "Banalidade do Mal", sua expressão usada em Eichmann em Jerusalém, cada vez mais atual. A grande verdade é que agora os sentimentos de muitos não têm uma medida sequer de racionalidade. Tem jornalista espinafrando a Uniban pelo preconceito descabido contra a garota Geyse. Outros, e bloguistas também, vêm em defesa apaixonada das razões da universitária. Acho que o fato em si deveria ser motivo para muitas outras reflexões: desde a intolerância dos seus colegas agressores, a qualidade do ensino superior - eu por exemplo nunca tinha ouvido falar que existia tal universidade. Com a imensa quantidade de alunos divulgada pela imprensa acredito que deve ser mais uma de tantas outras nulidades do ensino supeior que infestam o Brasil. Por exemplo: algum jornalista, médico, professor, engenheiro, todos que se formaram naquela universidade por que não vem a publico se manifestar em defesa da seriedade dessa instituição? Por fim é bom que se diga que no Brasil a imprensa é a maior responsável pela banalização dos escândalos, colaborando para o surgimento de uma legião de estúpidos e tolos que levam em conta - as vezes com seriedade - a idiotice de muitos canalhas, nominados por Schopenhauer como meros "gastadores de tinta"

Luiz S. (09/11/2009 - 17:17)
Excelente. Muito bem sacado.

Luiz (09/11/2009 - 17:15)
Ótimo texto!!!

trombeta (09/11/2009 - 17:09)
Mulheres paulistas não esmoreçam, não deixem a caretiçe, o conservadorismo, o reacionarismo ditar que roupas vocês devem usar, já não basta a proibição do aborto.
Além de capturar o corpo da mulher, agora, se prentende também manietar a alma feminina.
Essa é uma boa briga que as mulheres não podem deixar passar, vamos combater esse provincianismo ridículo, dar um chega ao moralismo de araque, ao preconceito.
À luta!!!

Hans Bintje (09/11/2009 - 17:05)
"francisco (09/11/2009 - 15:48)
Não entendi direito a conversa do Hans Bintje, mas destaco aqui, que a letra da música do Milton é do Caetano Veloso. Só pra constar."

Só para constar, cantar Caetano Veloso - se é que a letra é mesmo dele, tenho dúvidas - é algo bastante diferente do que concordar com as idéias dele.

Outro dia eu estava cantarolando "Lili Marleen" e isso não faz de mim um nazista!

O que eu gostaria que você entendesse "da conversa do Hans Bintje" é que o site do Azenha é repleto de bom conteúdo e é um site vencedor.

O restante não é para entender mesmo. Fico imaginando o choque do pessoal da UNIBAN em De Wallen. Será que o vestido - ou a ausência de vestido - da estudante teria tanta importância?

Certamente, nenhuma!

Neo-tupi (09/11/2009 - 16:50)
Seu Manoel era um português dono de bar que trabalhava com a barriga no balcão e lapis atrás da orelha.

Sacrificou-se para formar seu filho em administração. Como emprego qualificado estava difícil, recorreu a um MBA para melhorar as chances.

Depois de enviar currículos e disputar empregos qualificados em grandes empresas sem sucesso, resolver abrir um negócio por conta própria. Com os conhecimentos aprendidos no MBA escolheu a segurança de uma franquia, e por conhecimento familiar, no ramo de botequim. Como o capital era pequeno, teve que ser um negócio familiar, onde a própria família trabalhava com a barriga no balcão, no caixa, arregaçando as mangas, acordando cedo e dormindo tarde.

Seu Manoel perguntou estupefato:

- Ai Jesus! Que raio de MBA é esse, onde meu filho estudou muito mais do que eu, e para ter um boteco como eu tinha, trabalha como um burro de carga, como eu trabalhava no início, e ainda entrega metade dos lucros para um sócio que não trabalha: o franqueador!

Tempos "modernos". Há sim uma indústria de diplomas e isso se deve ao excedente de mão de obra (Prochman explica). No final século XX os meios de produção passaram a empregar muito menos mão de obra sem redução da carga horária. Pela lei da oferta e da procura, as empresas passaram a exigir nível superior para qualquer cargo. Assim uma secretária pode ser uma psicóloga com idiomas. Vendedores de equipamentos, prefere-se engenheiros, etc. E jornalista? Precisa mesmo de diploma?

Lima (09/11/2009 - 16:36)
Azenha, gostei demais do escrito e tenho também convicção que os melhores "sistemas" não são: capitalismo, comunismo, socialismo, anarquismo, monarquismo, paitrocinismo ou outrossismos. É o que você bem mencionou: A meritocracia. Somos o país que somos pois é o país que construímos. Erros e acertos nos credenciaram. Gostemos ou não, merecemos. Desejamos mudar? É saudável e lógico, então antes, façamos por onde. Um bom slogan a adotar é: NÃO DESEJE, MEREÇA. Sigamos com esta idéia e ideal, meu caro.

Lima (09/11/2009 - 16:29)
A TV, ligada é um retrato, quando desligo a tela vira um espelho. TV é sigla do quê: Tô Vendo - Tô Vendo-me - Tô Vendendo-me - Tô Vencido

Televisão (Titãs)
Composição: Marcelo Fromes / Tony Belotto / Arnaldo Antunes

A Televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!...
O sorvete me deixou gripado
Pelo resto da vida
E agora toda noite
Quando deito
É boa noite, querida....
Oh! Cride, fala prá mãe
Que eu nunca li num livro
Que o espirro
Fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
Pelo menas uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe!...
A mãe diz prá eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixa
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!
É que a televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais...
Oh! Cride, fala prá mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe!...
A mãe diz prá eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixa
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!...
É que a televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais...
E eu digo:
Oh! Cride, fala prá mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe...

Clóvis (09/11/2009 - 16:27)
Azenha, só uma questão:
As idéias de transformação que você citou (reforma de casa, carro, e banho de loja) são TODAS importadas dos EUA, onde eles já contam com este tipo de coisa faz anos...
Acho que só deveria retirar a parte de ser uma idéia brasileira que explora nosso sentimento (é uma idéia que trabalha explorando o sentimento de inadequação social.).

Aliás, é curioso como cada vez mais importamos modelos de sucesso alienígenas em nossas redes de TV (big brothers, latas velhas, reformas de casa, CQC, etc). Seria preguiça mental de criarmos modelos novos? A globo conseguiu até acabar com o Jô colocando um formato cópia escarrada de talk shows americanos. No SBT ele, de vez em quando, podia entrevistar gente interessante, agora, todo programa tem global...

No mais, excelente texto!!!

Cristiana Castro (09/11/2009 - 16:19)
Azenha, mais um texto irretocável. Aliás, nesse caso da Uniban, só o viomundo - e aqui vai tudo, jornal, rede, tv, rádio - conseguiu ultrapassar a questão da mini saia e produzir textos que deram conta do que ocorreu na Uniban.

Wildner Arcanjo de Morais (09/11/2009 - 16:12)
Bem vou ser curto e grosso: Só existe um emprego no Brasil, onde mulher gostosa é pré-requisito para a vaga. Pena que o código civil ainda vê o empregador deste ramo como contraventor.

Augusto (09/11/2009 - 16:09)
Olha, quem é ou já foi universitário sabe perfeitamente que boa parte das mulheres, especialmente nas universidades privadas, não vai para estudar nem para se preparar para o futuro profissional. Vamos falar francamente. Sem hipocrisia. Elas vão para arrumar casamento, para conseguir algum cara de nível social elevado que as ampare de alguma forma. Por isso a exposição é tão importante. Aliás, talvez por influência das novelas, isso está generalizado na sociedade brasileira. Para essas moças o que menos importa é a educação que recebem. Exatamente por isso que Geysa incomodou tanto, especialmente as próprias colegas, que viram nela uma grande adversária na luta pelos melhores machos. Não acho isso mau nem bom. Não faço juízo a esse respeito porque cada um joga com o que tem, afinal, todos têm de pagar as contas. Mas o fato é que não se pode jogar toda a culpa pelo péssimo ensino às universidades porque, na verdade, uma parte considerável dos alunos não está nem aí para isso. Eu já vivi essa experiência. Lembro-me que os diretores na faculdade em que estudei tentaram montar um grupo de estudos científicos. Todos os alunos foram convidados a participar, mas poucos efetivamente se inscreveram. No fim do curso, restava eu e mais meia dúzias de colegas. Ou seja, parte do fracasso do ensino universitário no Brasil é devido aos jovens, quase todos alienados e distantes da realidade, resultado talvez das "malhações" da vida.

Nelson Marisco(nmarisco@nin.ufms.br) (09/11/2009 - 16:07)
Caro Azenha, lendo esse texto, considero-me contemplado em toda sua essência...meus parabéns...que brilhante jornalista você é...

Gustavo (09/11/2009 - 16:06)
Ótimo esse texto e dialogo muito com um livro do Muniz Sodré que estou lendo: "A Máquina de Narciso: televisão, individuo e poder no Brasil".

Maria da Luz (09/11/2009 - 16:01)
Meus sinceros parabéns por esta crônica, Sr. Azenha.

Se já merecia meu respeito por outras razões, agora merece-o multiplicado, pela oportunidade e lucidez do seu raciocínio.

É destes raros escritos que valem a pena ser impressos e repassados aos mais avessos à internet, mesmo com o preço da tinta pela hora da morte.

Pedrão (09/11/2009 - 15:55)
"Procurem-se em todas as partes do organismo social, [...], todas as causas, todas as influências que, ostensiva ou ocultamente, excitam, alimentam e desenvolvem o sentimento do egoísmo. Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo. [...]. Poderá ser longa a cura [...]. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem.
A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação.
É grave erro pensar-se que, para exercê-la com proveito, baste o conhecimento da Ciência. Quem acompanhar assim o filho do rico, como o do pobre, desde o instante do nascimento, e observar todas as influências perniciosas que sobre eles atuam, em conseqüência da fraqueza, da incúria e da ignorância dos que os dirigem, observando igualmente com quanta freqüência falham os meios empregados para moralizá-los, não poderá espantar-se de encontrar pelo mundo tantas esquisitices. Faça-se com o moral o que se faz com a inteligência e ver-se-á que, se há naturezas refratárias, muito maior do que se julga é o número das que apenas reclamam boa cultura, para produzir bons frutos."
Allan Kardec - 1856

francisco (09/11/2009 - 15:48)
Não entendi direito a conversa do Hans Bintj, mas destaco aqui, que a letra da música do Milton é do Caetano Veloso. Só pra constar.

Não seria isto um "Não Assunto"? (09/11/2009 - 15:34)
Bom... eu sou um dos poucos leitores de seu Blog que lembra exatamente as "bobagens" que você escreveu no passado...

Suas palavras

"Minha crença é de que os não-assuntos provocam reações emocionais em que os leitores podem colocar para fora não só suas opiniões, mas outros sentimentos mal dormidos."

[PENSILVÂNIA: DEMOCRATAS TRANSFORMAM CAMPANHA EM LUTA DE BOXE, DEIXANDO O CAMPO LIVRE PARA O "ESTADISTA" MCCAIN]

Atualizado em 21 de abril de 2008 às 18:11 | Publicado em 21 de abril de 2008 às 17:24

http://www.viomundo.com.br/eleicoes-nos-eua/pensilvania-democratas-transformam-campanha-em-luta-de-boxe-deixando-o-campo-livre-para-o-estadista-mccain/

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Gustavo Eduardo Paim Pamplona - Belo Horizonte - MG
Desde Fev/2008 "ÃO-ASSUNTANDO" no "Vi o Mundo"! ;-)

Hans Bintje (09/11/2009 - 15:29)
O site do Azenha é a prova que o conteúdo... VENCEU.

Como lembra Jorge Forbes, "em um mundo globalizado, estruturado em redes, o centro está em toda parte". Até no "Vi o Mundo", eu posso afirmar.

Peitos e bundas muito lindos eu vi no "De Wallen" ( http://pt.wikipedia.org/wiki/De_Wallen ). Na comparação, ver a estudante Geysa nua jamais me incomodaria.

Mas "De Wallen" é ilegal no Brasil. O proibido é mais gostoso? Eu diria que é patético. Transformar em tesão aquilo que é bocejo.

Tesão é a perspectiva de uma relação prazeirosa, em todos os sentidos. A mulher precisa ser gostosa? Bobagem!!! Basta ver a felicidade do ator Pierce Brosnan com a esposa: http://ofuxico.terra.com.br/materia/noticia/2008/01/18/007-vai-a-praia-com-sua-robusta-esposa-70005.htm

O Azenha deveria usar a foto de "O Fuxico" como exemplo de que um bom conteúdo, tanto jornalístico, quanto literário, quanto... humano é sempre fundamental.

É letra de música do Milton Nascimento, "Paula e Bebeto":

"Que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá

Eles partiram por outros assuntos, muito
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar"

Pedro Dias (09/11/2009 - 15:21)
Esses 700 universitários não devem estar assistindo televisão, pois a roupa dessa menina é de convento perto do que passa em horário nobre na TV.

@filiperab (09/11/2009 - 15:21)
Até aparecer o nome da estudante Geysa, achei que estaríamos tratando do Zina, estrela de uma frase só, que foi preso por porte de cocaína. No fundo, e no raso, o tema é o mesmo.

Jairo Beraldo (09/11/2009 - 15:20)
E mais...ai daquele acadêmico que começar a demonstrar conhecimentos acima do que o docente tem!Vai o docente criar um massacre moral e físico contra aquele acadêmico que o "incomoda" pelo saber que lhe falta!Essas universidades de esquinas,estão mais para curso de formação profissional,que para graduação.Se pegar o corpo docente delas,verão que não tem condições,em sua maioria,de estar lecionando em escolas de ensino fundamental,pois muitos não sabem sequer a grafia em língua portuguesa,quiçá em língua estrangeira!

Arivaldo (09/11/2009 - 15:03)
Caro Azenha,
"Numa sociedade como a brasileira, onde a meritocracia ainda apanha feio do paitrocínio", concordo que devemos reputiar paitrocinio, o clientelismo e todas essas forma de relações que ainda vigoram no país, mas temos que ter cuidado com a super valorização da meritocracia, pois ela é construida socialmente e infelismente nem todos os brasileiros tem acesso aos mesmos recursos sociais para poder construila, além do que esse é um dos argumentos daqueles que são contra as cotas nas universidades.

Fernando (09/11/2009 - 15:02)
O programa se chama Geraldo Brasil, na TV Record.

E é bem capaz dela ser convidada pra participar de ´A Fazenda`.

Manoel (09/11/2009 - 15:01)
"A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa", disse um sociólogo barbudo do interior pernambucano que possui muitas sinapses ativas contra aqueles que tem cérebro hipertrofiado de citações e verbetes. Quem é o sociólogo?
Só sei que a frase é norte de vida.

Alberto (09/11/2009 - 14:53)
É importante problematizar o fetiche do diploma, mas não podemos cair em uma postura que reserva o "verdadeiros diploma" somente para aqueles poucos que podem entrar numa universidade pública. Se o diploma não cria emprego automaticamente, não podemos, por isto, condenar ao desemprego crônico milhões de jovens. Esta é a tarefa do Estado, a de desenvolver a economia suficinetemente para absorver esta imensa massa de diplomados. Mais do que problematizar o diploma de graduação, também precismos problematizar os de pós; já que o Brasil está formando 30 mil mestres e 10 mil doutores por ano (e aqui não adianta desmerecer as "fábricas de pós"; porque não se trata de reservar este segmento da sociedade somente para uns poucos privilegiados). É necessário perceber que o país do século XXI que estamos criando não é mais o país dos anos 1970, com a implantação da maioria dos cursos de pós-graduação em universidades públicas. É preciso criticar sim uma suposta República de Platão, em que somente uns poucos iluminados, de suas cátedras universitárias públicas, monopolizam o saber e o poder intelectual. Ao invés de vermos com desconfiança esta imensa massa de diplomados, devemos perceber que estamos passando por um processo social e histórico quanto à escolarização de amplas parcelas populacionais que terá necessariamente muitas implicações sociais, econômicas, culturais e políticas.

UNIBAM-DIDO (09/11/2009 - 14:52)
A Polícia Civil de São Bernardo do Campo vai abrir inquérito, nesta segunda-feira, para apurar crime de injúria contra a estudante Geisy Arruda, de 20 anos.
Geisy foi hostilizada por alunos da Universidade Bandeirante (Uniban), no dia 22 de outubro, por usar um vestido curto. Neste fim de semana, a universidade divulgou nota, por meio da imprensa, na qual informava que a aluna estava expulsa.
De acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no ABC, no final da manhã desta segunda-feira, os advogados de Geisy registraram ocorrência contra os alunos que hostilizaram a estudante.
Investigação por parte do MEC
O Ministério da Educação vai notificar a Uniban e abrirá processo de supervisão da instituição por causa da expulsão da estudante. O processo deve começar a correr nos próximos dias.
Após a notificação, a instituição terá dez dias corridos para explicar o fato ao MEC. De acordo com Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, será investigado o fato da estudante não ter tido a chance de se defender no processo que resultou em sua expulsão.
A Sesu vai se concentrar principalmente no estatuto da instituição -que obrigatoriamente garante amplo direito de defesa em casos de sanções contra estudantes e professores.
Apesar do MEC não querer antecipar as possíveis punições no caso, caso não consiga explicar os motivos que provocaram o desligamento da estudante, a universidade poderá sofrer sanções graves, que podem até achegar ao descredenciamento.


Marcos Aurélio Ruy (09/11/2009 - 14:52)
Então, precisamos começar a mudar essa realidade. Mas também combater todas as formas de discriminação. Porque não foi apenas um ato isolado, esse da Uniban. Não vejo grnde dieferença nessa atitude e no discurso neocaetano ou neofghc ou neonazista ou neo qualquer imbecilidade. Sem nenhuma frescura, o presidnete Lula tem razão. como dizia o Barão de Itaraé, diplona não tira a inteligência de ninguém, mas também não a dá. Eu fui universitário de universidade particular e sei qeu essas escoals não investem nada em produção de conhecimento, não investem nada na possibilidade de desenvolvimento da cognição dos alunos, aliás não investem nada em nada. No meu tempo quando tentamos negocair, pelo Centro Acadêmico, com a universidade e passamo0s a exigir sabonete e papel higiênico nos banheiros fomos zombados.
Isso para dizer o mínimo. Teve aluno de outros courso que chegaram a dizer que quem não tinha dinheiro que fosse embora, pois eles podiam pagar auniversidade, quando negociávamos valores de mensalidades. Então não é de hoje que as coisas estão ruins. Acredito que o MEC deveria rever registros de muitas universidades sim, ams também a democratização dos meios de ocmunicação têma a ver com isso.
Obrigado pelos espaço

Uniban (09/11/2009 - 14:51)
Se a Uniban pode suspender a estudante, a gente poderia suspender as novelas. Lá tem mais cenas impróprias que qualquer outro lugar.

Ana Maria da Silva Neres (09/11/2009 - 14:48)
Azenha, não sei se o título diz, ou é o mais adequado para o conteúdo, mas também não consigo propor um melhor. Adorei o texto

pablo (09/11/2009 - 14:31)
concordo.
só uma comparação: creio que os irmão menores, sobrinhos ou outras crianças da família dos 'alunos' da uniban que escorraçaram a gostosona de vestido curto, diariamente na TV, em horário impróprio, são submetidas à exibição não só de mulheres em trajes sumários, mas também em forte apelo sexual. Curiosamente isso não desperta a mesma 'fúria de indignação' dispensada no episódio escolar envolvendo homens crescidos.



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