Valmont (12/11/2009 - 02:20)
Bela reflexão, Azenha. Filosófica e antropológica.
Gostei.
Louzada (11/11/2009 - 19:38)
Proponho que seja lançado o dia da BARANGA em homenagem a Geisy a quase GENI criação do Chico Buarque.
Cabelo com tintura ( mico leão dourado)
Pintura tipo tabuleiro da rua da alfândega
Modelito de feira de São Cristóvão.
A cor cereja, pink, vermelho????
Sandália da Di Santinni
A altura as saia não interessa, não faz a menor diferença.
Só tacaram "pedra" na GENI ou desculpe na Geisy, por que além de brega é POBRE e exibicionista, se fosse RICA exibicionista só lhe lançariam cantadas.
Cabelo natural loiro, pintura de 1º, modelito da DG, sendo da DG poderia até ser cor cereja e sandália da Prada. Só ganharia elogios dos "animais" da UNIBAM ou da PUC, USP etc. A altura da saia , repito isso é o de menos, o dinheiro na carteira é que manda nessa nossa sociedade.
John Bastos (10/11/2009 - 03:04)
"Numa sociedade como a brasileira, onde a meritocracia ainda apanha feio do paitrocínio",
Isso eh mentira. Falsidade completa. Quando eu era adolescente, havia adulto fracassado me dizendo ateh que o vestibular era um jogo de cartas marcadas. Como nunca acreditei, ganhei bolsa para o cursinho (arrebentando em um simulado), acabei entrando em primeiro lugar no vestibular e teve ateh cursinho picareta que nunca frequentei colocando meu nome na lista de ex-alunos :)
Pitagoras (09/11/2009 - 23:18)
Afinal é UNIBAN ou UNIBANDO?
Taí no que deu botar nas garras de empresários o ensino superior.
Mais uma obra de fhc.
Sergio (09/11/2009 - 20:58)
Qual o problema de um pobre periferia ir pra faculdade que cria diploma? Acaso da pra ir pra USP, UNICAMP e assemelhadas? Num pais que a formação de qualidade esta reservada aos filhos abastados de boas familias qual o espaço reservado ao pobre senão as Unibans da vida cobrando menos de 200 paus de mensalidade por um curso.
Ribamar Marinho (09/11/2009 - 20:04)
A Uniban com o seu conservadorismo do tempo da Pedra Lascada, se deu mal. Muito mal. Recuou de medo. Os donos de Universidade privadas se acham acima da lei. O episódio lhes demonstrou que não é bem assim. Bobagem essa história de que a Geisy foi alçada ao estrelato evai sair dando pra deus e o diabo na Terra do Sol. Se for, problema dela. O que alguém tem a ver com isso? Ou não respeitamos a autonomia das pessoas? Estranho, muito estranho comentários tão moralistazinhos como há muitos aqui. O lema é AUTONOMIA PARA GEISY! Vamos respeitar minha gente, chega de patrulha.
Eduardo Guimarães (09/11/2009 - 19:48)
Azenha,
Depois de ter sido resgatada pela polícia de dentro da Uniban por uma polícia que não agiu, não é de estranhar que Geisy tenha procurado a imprensa - ou a mídia, se preferir. Se tivesse a garota tivesse ido à polícia em vez de à imprensa, teria ficado tudo por isso mesmo.
Marcelo Idiarte (09/11/2009 - 19:43)
Eu não discordo da contextualização a respeito do valor que a imagem adquiriu na sociedade moderna, porém não concordo que essa é a lição mais relevante neste episódio.
Ainda que o vestido da moça fosse "impróprio" (coloquei entre aspas porque meus amigos italianos e franceses ficaram meio confusos com o Brasil... em meio a esse negócio de praia, carnaval et cetera e tal, estou passando trabalho para explicar que não toleramos mulheres de vestidos curtos por aqui), ainda que fosse "impróprio", nada justifica o tipo de agressão moral sistematizada que ela sofreu.
Se coisas assim forem legitimadas em nome de críticas ao exibicionismo/consumismo/capitalismo, penso que mais adiante vamos voltar a medir os biquinis das brasileiras.
E se o problema em si fosse o exibicionismo, ter-se-ia que expulsar muitas outras alunas (e alunos) das universidades brasileiras, porque até onde sei exibicionismo não envolve apenas seminudez (?). Há várias maneiras de você se exibir, mas geralmente as outras não provocam a reação tresloucada que um vestido curto provocou.
Se a moça fez uma ação deliberada, já pensando na repercussão em nível nacional, ela é apenas uma idiota como tantas outras pessoas idiotas. Mas isso não justifica uma reação tão desproporcional. E menos ainda que se dê alguma razão a essa reação.
Imagino que a intenção do Azenha não seja exatamente essa, mas alguns comentários ao seu texto me deixaram preocupado.
Severino (09/11/2009 - 19:41)
Mestre Azenha, tenho medo que você venha a ser mal compreendido com estas suas refleções. Primeiro, vamos ver a realidade porque o povo só se guia pela crua realidade. O povo nunca viu polícia eficiente e respeitadora, a não ser como rara exceção.. Polícia que impusesse respeito agiria de modo diferente do que o povo tem visto por longos e longos anos. Na periferia, no mundo das pessoas mais simples, dizer -"Eu vou chamar a reportagem do programa de fulano", ou -"Eu vou lhe denunciar no programa de fulano", dá muito mais resultado do que dizer que vai denunciar na polícia e é até mais adequado, porque periga você ir na polícia denunciar e lá ficar preso. O povo não entende as lógicas da polícia nem quer se arriscar a entendê-las. Só sabe que são muito variadas e confusas.
Já o programa de TV, não. O locutor fala a língua do povo e uma condenação sua equivale a uma grande desforra. Agora lhe digo o seguinte: se essa linda moça entrasse pelo portão de qualquer universidade da Paraiba, com toda aquela sua beleza, seria maravilhosamente recebida por todos, todos os rapazes ficariam felizes de vê-la, se ofereceriam para levar seus livros, cederiam lugar na fila da frente da sala de aula, que também ficaria mais bonita e o professor se empenharia em dobro para mostrar serviço e fazer média.Isso porque, na Paraiba, a beleza por si só merece respeito. Alguma outra moça poderia até ficar com inveja, mas faria tudo para disfarçar.
Marcelo José Gonçalves (09/11/2009 - 19:30)
Eu achei bem estranho o comportamento dessa moça no programa do Geraldo, na Tv Record. Eu acho que em pouco tempo vamos ve-la em algum espaço da mídia. Mas isso tambem não isenta a posição da UNIBAN e dos alunos canalhas.
José Américo (09/11/2009 - 19:13)
Azenha, sou leitor relativamente recente do seu blog. E acho-o de uma sensatez sem tamanho na blogosfera. Mais uma vez um post com enorme conteúdo, com análises e conclusões importantes sobre temas que estão aí e a grande mída não nos deixa discutir: Educação com "e" maiúsculo; as fábricas de diplomas, herança do Princípe Sociólogo, que promoveu o alavancar dessa injusta distribuição de renda aos donos de universidades; o excesso de exposição midiática e o consequente pensamento uniforme que só é bem sucedido quem é famoso ou rico; a ansiedade e o despreparo social de quem ainda não chegou "lá". Belo post mesmo, não tenho como discordar de nada. O que mais me pertuba, sinceramente, com esse show de exibicionismo midiático, é de que muitas dessas belas mulheres que vemos por aí, em trajes sumários (ou sem qualquer roupa), são oriundas de famílias bem resolvidas financeiramente e poderiam estar muito bem enquadradas, se desejassem estudar e seguir uma carreira. Preferem fazer do corpo a ferramenta de trabalho. É lamentável. Não condeno a opção que cada um faz de sua vida e trabalho, mas acho que o exibicionismo midiático levou a esse desespero pela fama.
Luís Alberto Furtado (09/11/2009 - 19:02)
09/11/2009 - 18h32
Uniban revoga decisão de conselho que expulsou aluna hostilizada por vestido curto
LAURA CAPRIGLIONE
da Folha de S.Paulo
da Folha Online
Atualizado às 18h54.
A Uniban (Universidade Bandeirante) revogou no início da noite desta segunda-feira a decisão do conselho universitário que expulsou a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada após usar um vestido curto. A decisão foi anunciada em nota, porém, não traz detalhes sobre o que fez a reitoria mudar de ideia. Leia a nota abaixo:
"O reitor da Universidade Bandeirante - Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão."
cleverson ricardo souza (09/11/2009 - 18:47)
olá Azenha, hoje dando uma olhada na folha -Biblioteca-(nao pago nem um centavo por ela), li um texto incrivel ,e para mim estupido, sobre a questao da Educaçao. Me parece que é " os 7 mitos da educaçao".
De uma olhada, se isso nao é "Tucanismo"...
silvia macedo (09/11/2009 - 18:30)
A baixa qualidade de muitas faculdades particulares representa uma extensão do fracassado ensino público de primeiro e segundo graus. Há, contrariamente ao que o texto afirma, falta de quadros profissionais na sociedade brasileira.A televisão compete muito com a escola. Portanto, deve-se exigir qualidade na educação. Rigor na fiscalização. Mais verba para o setor. Aqui em São Paulo a escola pública está em pedaços. Acho ótimo que os brasileiros se transformem em consumidores. O que está em questão aqui é a comida consumida. Menos fome, mais consumo. A cidadania é uma conquista que deve vir junto. Uma coisa não exclui a outra.
Marco A. (09/11/2009 - 18:21)
Expuseram, por meio espetaculoso, uma jovem de origem modesta em busca de sua oportunidade (They shoot horses, don't they?).
A instituição, por toda sua estrutura humana, ofereceu deplorável atuação do processo inquisitório.
nona fernandes (09/11/2009 - 18:10)
Azenha, você matou a pau, o que penso a respeito do caminho pelo qual a mídia está conduzindo as pessoas. No fundo, ou nem tanto no fundo assim, o qquase todos estão sendo conduzidos a consumirem e consumirem
Fernando (09/11/2009 - 17:53)
Outra coisa importante: essa Geysa pinta o cabelo de loira, o que a deixa ainda mais feia.
A publicidade incentiva as moças de cabelo afro a alisar e pintar de amarelo.
jose carlos lima (09/11/2009 - 17:42)
Desde que este exibicionismo não impeça a pessoa de levar adiante as suas pesquisas, o seu conhecimento, tudo bem. Na década de 60 a juventude chamada "transviada" conseguia unir estas duas coisas: transgressão inclusive do corpo com expressões de nudez (vide Lenon nu na cama com Yoko Ono) luta social. Talvez falte um pouco aos jovens que queiram constestar da forma como Geyse contestou esta parte, o engajamento na luta social. Um caso a se pensar. Seria bacana se existissem as duas coisas: o exibicionismo mais alguma coisa no sentido de construirmos um novo mundo. Concordo que o exibicionismo por si só não leve a nada, esperemos que Geyse compreenda isso. E se quise posar na Playboy que pose mas que não fique só nisso.
nonato barboza (09/11/2009 - 17:19)
Hannah Arendt e a "Banalidade do Mal", sua expressão usada em Eichmann em Jerusalém, cada vez mais atual. A grande verdade é que agora os sentimentos de muitos não têm uma medida sequer de racionalidade. Tem jornalista espinafrando a Uniban pelo preconceito descabido contra a garota Geyse. Outros, e bloguistas também, vêm em defesa apaixonada das razões da universitária. Acho que o fato em si deveria ser motivo para muitas outras reflexões: desde a intolerância dos seus colegas agressores, a qualidade do ensino superior - eu por exemplo nunca tinha ouvido falar que existia tal universidade. Com a imensa quantidade de alunos divulgada pela imprensa acredito que deve ser mais uma de tantas outras nulidades do ensino supeior que infestam o Brasil. Por exemplo: algum jornalista, médico, professor, engenheiro, todos que se formaram naquela universidade por que não vem a publico se manifestar em defesa da seriedade dessa instituição? Por fim é bom que se diga que no Brasil a imprensa é a maior responsável pela banalização dos escândalos, colaborando para o surgimento de uma legião de estúpidos e tolos que levam em conta - as vezes com seriedade - a idiotice de muitos canalhas, nominados por Schopenhauer como meros "gastadores de tinta"
Luiz (09/11/2009 - 17:15)
Ótimo texto!!!
Hans Bintje (09/11/2009 - 17:05)
"francisco (09/11/2009 - 15:48)
Não entendi direito a conversa do Hans Bintje, mas destaco aqui, que a letra da música do Milton é do Caetano Veloso. Só pra constar."
Só para constar, cantar Caetano Veloso - se é que a letra é mesmo dele, tenho dúvidas - é algo bastante diferente do que concordar com as idéias dele.
Outro dia eu estava cantarolando "Lili Marleen" e isso não faz de mim um nazista!
O que eu gostaria que você entendesse "da conversa do Hans Bintje" é que o site do Azenha é repleto de bom conteúdo e é um site vencedor.
O restante não é para entender mesmo. Fico imaginando o choque do pessoal da UNIBAN em De Wallen. Será que o vestido - ou a ausência de vestido - da estudante teria tanta importância?
Certamente, nenhuma!
Lima (09/11/2009 - 16:36)
Azenha, gostei demais do escrito e tenho também convicção que os melhores "sistemas" não são: capitalismo, comunismo, socialismo, anarquismo, monarquismo, paitrocinismo ou outrossismos. É o que você bem mencionou: A meritocracia. Somos o país que somos pois é o país que construímos. Erros e acertos nos credenciaram. Gostemos ou não, merecemos. Desejamos mudar? É saudável e lógico, então antes, façamos por onde. Um bom slogan a adotar é: NÃO DESEJE, MEREÇA. Sigamos com esta idéia e ideal, meu caro.
Clóvis (09/11/2009 - 16:27)
Azenha, só uma questão:
As idéias de transformação que você citou (reforma de casa, carro, e banho de loja) são TODAS importadas dos EUA, onde eles já contam com este tipo de coisa faz anos...
Acho que só deveria retirar a parte de ser uma idéia brasileira que explora nosso sentimento (é uma idéia que trabalha explorando o sentimento de inadequação social.).
Aliás, é curioso como cada vez mais importamos modelos de sucesso alienígenas em nossas redes de TV (big brothers, latas velhas, reformas de casa, CQC, etc). Seria preguiça mental de criarmos modelos novos? A globo conseguiu até acabar com o Jô colocando um formato cópia escarrada de talk shows americanos. No SBT ele, de vez em quando, podia entrevistar gente interessante, agora, todo programa tem global...
No mais, excelente texto!!!
Wildner Arcanjo de Morais (09/11/2009 - 16:12)
Bem vou ser curto e grosso: Só existe um emprego no Brasil, onde mulher gostosa é pré-requisito para a vaga. Pena que o código civil ainda vê o empregador deste ramo como contraventor.
Nelson Marisco(nmarisco@nin.ufms.br) (09/11/2009 - 16:07)
Caro Azenha, lendo esse texto, considero-me contemplado em toda sua essência...meus parabéns...que brilhante jornalista você é...
Maria da Luz (09/11/2009 - 16:01)
Meus sinceros parabéns por esta crônica, Sr. Azenha.
Se já merecia meu respeito por outras razões, agora merece-o multiplicado, pela oportunidade e lucidez do seu raciocínio.
É destes raros escritos que valem a pena ser impressos e repassados aos mais avessos à internet, mesmo com o preço da tinta pela hora da morte.
francisco (09/11/2009 - 15:48)
Não entendi direito a conversa do Hans Bintj, mas destaco aqui, que a letra da música do Milton é do Caetano Veloso. Só pra constar.
Hans Bintje (09/11/2009 - 15:29)
O site do Azenha é a prova que o conteúdo... VENCEU.
Como lembra Jorge Forbes, "em um mundo globalizado, estruturado em redes, o centro está em toda parte". Até no "Vi o Mundo", eu posso afirmar.
Peitos e bundas muito lindos eu vi no "De Wallen" ( http://pt.wikipedia.org/wiki/De_Wallen ). Na comparação, ver a estudante Geysa nua jamais me incomodaria.
Mas "De Wallen" é ilegal no Brasil. O proibido é mais gostoso? Eu diria que é patético. Transformar em tesão aquilo que é bocejo.
Tesão é a perspectiva de uma relação prazeirosa, em todos os sentidos. A mulher precisa ser gostosa? Bobagem!!! Basta ver a felicidade do ator Pierce Brosnan com a esposa: http://ofuxico.terra.com.br/materia/noticia/2008/01/18/007-vai-a-praia-com-sua-robusta-esposa-70005.htm
O Azenha deveria usar a foto de "O Fuxico" como exemplo de que um bom conteúdo, tanto jornalístico, quanto literário, quanto... humano é sempre fundamental.
É letra de música do Milton Nascimento, "Paula e Bebeto":
"Que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá
Eles partiram por outros assuntos, muito
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar"
@filiperab (09/11/2009 - 15:21)
Até aparecer o nome da estudante Geysa, achei que estaríamos tratando do Zina, estrela de uma frase só, que foi preso por porte de cocaína. No fundo, e no raso, o tema é o mesmo.
Arivaldo (09/11/2009 - 15:03)
Caro Azenha,
"Numa sociedade como a brasileira, onde a meritocracia ainda apanha feio do paitrocínio", concordo que devemos reputiar paitrocinio, o clientelismo e todas essas forma de relações que ainda vigoram no país, mas temos que ter cuidado com a super valorização da meritocracia, pois ela é construida socialmente e infelismente nem todos os brasileiros tem acesso aos mesmos recursos sociais para poder construila, além do que esse é um dos argumentos daqueles que são contra as cotas nas universidades.
Manoel (09/11/2009 - 15:01)
"A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa", disse um sociólogo barbudo do interior pernambucano que possui muitas sinapses ativas contra aqueles que tem cérebro hipertrofiado de citações e verbetes. Quem é o sociólogo?
Só sei que a frase é norte de vida.
UNIBAM-DIDO (09/11/2009 - 14:52)
A Polícia Civil de São Bernardo do Campo vai abrir inquérito, nesta segunda-feira, para apurar crime de injúria contra a estudante Geisy Arruda, de 20 anos.
Geisy foi hostilizada por alunos da Universidade Bandeirante (Uniban), no dia 22 de outubro, por usar um vestido curto. Neste fim de semana, a universidade divulgou nota, por meio da imprensa, na qual informava que a aluna estava expulsa.
De acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no ABC, no final da manhã desta segunda-feira, os advogados de Geisy registraram ocorrência contra os alunos que hostilizaram a estudante.
Investigação por parte do MEC
O Ministério da Educação vai notificar a Uniban e abrirá processo de supervisão da instituição por causa da expulsão da estudante. O processo deve começar a correr nos próximos dias.
Após a notificação, a instituição terá dez dias corridos para explicar o fato ao MEC. De acordo com Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, será investigado o fato da estudante não ter tido a chance de se defender no processo que resultou em sua expulsão.
A Sesu vai se concentrar principalmente no estatuto da instituição -que obrigatoriamente garante amplo direito de defesa em casos de sanções contra estudantes e professores.
Apesar do MEC não querer antecipar as possíveis punições no caso, caso não consiga explicar os motivos que provocaram o desligamento da estudante, a universidade poderá sofrer sanções graves, que podem até achegar ao descredenciamento.
Uniban (09/11/2009 - 14:51)
Se a Uniban pode suspender a estudante, a gente poderia suspender as novelas. Lá tem mais cenas impróprias que qualquer outro lugar.
pablo (09/11/2009 - 14:31)
concordo.
só uma comparação: creio que os irmão menores, sobrinhos ou outras crianças da família dos 'alunos' da uniban que escorraçaram a gostosona de vestido curto, diariamente na TV, em horário impróprio, são submetidas à exibição não só de mulheres em trajes sumários, mas também em forte apelo sexual. Curiosamente isso não desperta a mesma 'fúria de indignação' dispensada no episódio escolar envolvendo homens crescidos.
Caro Louzada, sinto muito ter que lhe dizer, mas você não devia ser tão carregado de, como dizem os intelectuais, estereótipos e classificações superficiais de pessoas. Isso embota a visão e não permite sentir com liberdade. A moça é linda.