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A SOLIDARIEDADE BURRA

Atualizado em 01 de dezembro de 2008 às 12:39 | Publicado em 01 de dezembro de 2008 às 09:56

A pessoa mora em Recife. E fica sensibilizada pelas imagens que vê de Santa Catarina. Decide doar cinco litros de água mineral.

Faz isso e se sente bem.

Para transportar os cinco litros de água para Santa Catarina são gastos reais equivalentes ao preço de 10 litros de água mineral.

Ou seja, o doador deu prejuízo de cinco litros de água à campanha.

Se as campanhas pela doação de alimentos, roupas e material de limpeza continuarem o Brasil vai pagar mais pelo transporte e pela logística de distribuição de doações do que pagaria se injetasse dinheiro diretamente nas contas dos catarinenses, que assim poderiam movimentar a economia local.

É a solidariedade burra.

PS: Precisamos da "solidariedade inteligente"  de que nos fala o Hélio: doações em dinheiro ou de "vizinhos" de Santa Catarina. O importante é ajudar quem precisa, não fazer quem mora longe "se sentir bem".


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Muchacho (26/12/2008 - 04:19)
Pessoal, tenho um amigo que mora na regiao atingida, e por sorte nao sofreu com as enchentes.
Ele me disse o mesmo que o Azenha coloca no texto, a doacao em dinheiro e muito mais eficiente e rapida.
Para tanto constituiram um grupo de notaveis no estado que estao cuidando do controle e aplicacao dos recursos.
abracos a todos.

adenilde petrina (10/12/2008 - 23:17)
Caro Azenha... você está certo!por outro lado dá dó ver o povo de Recife mandando água prá santa catarina com tanta gente pelejando com a seca no nordeste.Vai todo mundo nas águas da mídia que impedem as pessoas de pensarem no que é verdadeiramente é ser solidário.Os atingidos pela tragédia de santa catarina merece sim a nossa solidariedade, afeto e respeito e o que eles não precisam é ser motivo de alivio para a nossa consciência consumista que só é solidária quando a tv manda, pois no dia a dia vivemos nossa vidinha individualista e não lembramos dos excluídos da nossa propria cidade.Chega de hipocrisia. Que tal sermos solidário na nossa cidade, na nossa rua e com os excluídos no nosso país, nos informando e deixando de sermos analfabetos políticos.

Danilo (09/12/2008 - 13:50)
Ou melhor, MASTER da 'solidariedade genial'.

Danilo (09/12/2008 - 13:30)
Ou melhor, MASTER.

Danilo (09/12/2008 - 13:17)
Seja um verdadeiro discípulo da 'solidariedade burra'.

Danilo (09/12/2008 - 13:15)
Nem tanto Azenha, menos! Aproveitei o ensejo uma vez que todos estão sugerindo, por que não colaborar? Aliás, agora, como você está na Record, teria acesso às doações e gastos (olha, é só para construir casas, não é esse o propósito?), o que facilitaria o seu trabalho em prestar um serviço à sociedade brasileira. Meu caro, o que você acha, não é uma boa idéia? Marca um gol na Record, porque ninguém quer fiscalizar, faz um gol com os seus dicípulos, e se torna um artilheiro para a sociedade. Isso é ser gênio...!

Luiz Carlos Azenha (09/12/2008 - 09:57)
Nossa, Danilo, vc é um gênio. Conseguiu descobrir algo que
é dito APENAS 1.000 vezes por dia na TV... A Defesa Civil também arrecada dinheiro. E mais um montão de gente arrecada dinheiro. Mas vc faz questão absoluta de doar uma lata de óleo. Vá em frente...

Danilo (09/12/2008 - 02:46)
Ah, eu descobri! A Record está arrecadando dinheiro. Nem o MP quer fiscalizar. Sugiro uma missão para o nosso LCA: coloque neste blog o acompanhamento dos gastos doados à Record, uma 'auditoria concomitante', que tal?

Leila (08/12/2008 - 11:13)
E para dar uma sugestão de matéria, procurar saber as medidas de segurança que a governadora do pará e o prefeito de belém estão tomando para o fórum mundial social, pq ou eles estão varrendo tudo que é criminoso e pedinte para debaixo do tapete, ou vai acabar acontecendo alguma tragédia com algum visitante do fórum, isso pq com pessoas da cidade acontece sempre, mas eu sei q isso não importa muito para o resto da país.

Leila (08/12/2008 - 11:09)
já que comentaram sobre solidariedade burra, preciso dizer. Toda essa tragédia em Santa Catarina é realmente lamentável, e acredito que ações como essas deveriam ser feitas todos os meses, pra ajudar famílias que sofrem de desastres naturais e sociais todos os dias. Moro em Curitiba, mas sou de belém e me perdoem, mas acho nojento o que a mídia faz mobilizando a população para reconstruir santa catarina, não pelo ato em si, mas, quando chega ao ponto de pessoas de belém se mobilizarem para mandar doações para lá, eu fico pensando, nas crianças que andam pelas ruas de Belém, nos bairros pobres que na época de chuva as casas alagam e nas épocas de seca as casas pegam fogo, e para não falar só de tragédias locais, vira e mexe temos no estado enchentes e alagamentos, talvez até piores do q o de santa catarina e não vi ninguém na televisão ou campanhas aqui no sul para mandar mantimentos para lá. Me perdoem, tudo foi muito trágico e as tragédias pessoais são impossíveis de contabilizar, mas só deixa mais claro o protecionismo com a região sul e o descaso com o resto do brasil que não faz parte do eixo e isso eu só citei o Pará que é o estado que eu conheço e sei dos problemas.

Guillermo (07/12/2008 - 21:00)
Já participei como voluntário da enchente de 1983. Não tem nada pior do que doações desorganizadas na hora da calamidade. É roupa importada, bebida alcólica, comida estragada, anticoncepcional, e por aí vai. Ainda há os pilhadores das doações, como é de se imaginar, pois não há fiscalização. Vamos juntar a boa vontade com o objetivo e a inteligência. Só assim é possivel minimizar os efeitos desta calamidade.

Rogério Ferraz Alencar (06/12/2008 - 15:50)
Corrijo texto que mandei: o garrafão de água de 20 litros e, não, de 4, está sendo vendido por 50 reais. Danilo, não espere que Luiz Carlos Azenha se retrate. Jornalista não se retrata. Diz besteira, mas não reconhece. Esse texto foi uma bola fora sem tamanho. E, ainda por cima, insere PS para dizer que quem ajuda está ajudando por vaidade... Como os depósitos seriam feitos diretamente na conta dos catarinenses? Quem iria disponibilizar a lista de contas? E quem não tem conta, como ficaria? E como os flagelados iriam às compras nas cidades alagadas? Bancos, lojas, supermercados estão/estavam abertos, funcionando?

Gerson (06/12/2008 - 15:31)
Concordo com o Azenha,o Brasil tem demensões continentais, e fazendo as contas no caso da água, é burrice mesmo atravessar 3000 km para levar água.
Num raio de 300 km do epicentro da tragédia, têm centenas de municípios que poderiam levar esses produtos mais baratos.
Falta é um planejamento governamental para essas situações.

Guilherme Porto - RS (05/12/2008 - 18:42)
As pessoas pagam para não pagar impostos. É burríce! Defendem o Estado Mínimo (ou se deixam levar pelo discurso), e na hora que o povo precisa fazem esse tipo de solidariedade desinformada. Tem gente que se revolta contra opiniões que divergem da corrente, tudo bem: marionetes. Eu mandei dois cobertores e umas roupas, por meio do meu clube de futebol, o Internacional, que recolheu 109 toneladas em doações. Mas daqui de Porto Alegre, acho que vale a pena. Uns 300 Km e está em Blumenau. Mesmo assim, a informação é muito boa.

Luiz Carlos Azenha (05/12/2008 - 01:54)
Vai te catar, Danilo. Surtou?

Danilo (04/12/2008 - 16:37)
Parece que o senhor Azenha tá fazendo dicípulos, o que já era de se esperar com um post como esse. Vou mandar um email para a Record e pedir que mandem esse rapaz fazer uma reportagem lá, de corpo presente para ele ver com os próprios olhos, sentir a desgraça daquele povo, e vivenciar algumas horas de humanidade. Só assim ele poderá rever um posicionamento infeliz, desarrazoado, e sem sensibilidade. Se retrate, meu caro, não há nenhum descrédito em nós revermos as nossas opiniões, tenha respeito pela dignidade humana, daqueles que possuem solidariedade, amor ao próximo, isso se chama caritas, caridade, amor de Deus habitando em nós. Também tem um sentido moral, aquele que vincula o indivíduo à vida, aos interesses e às responsabilidades dum grupo social, duma nação, ou da própria humanidade.
Deixe de ser piegas, contabilizando acessos que você não precisa, tampouco insulflar nefelibatas que se deixam ser levados por qualquer nuvem de pensamentos indiferentes, impassiveis, impiedosos, duros. Você não é desse jeito, ou você mudou muito, o que não acredito. Não incentive o desânimo das pessoas, a indiferença áspera e implacável. Os insensíveis também choram e se arrependem. Retrate-se e corrija o seu erro, não se embarace com bagatelas.

nona fernandes (03/12/2008 - 17:32)
Acho que esse pessoal que critica o texto de Azenha "Solidariedade burra", deve pertencer a uma faixa etária bem mais jovem da população. De um modo geral, essas pessoas pensam que solidariedade é dar esmola. Isso sim, que é um descaso com o ser humano, haja vista que o recebedor da uma "esmola" está sempre por baixo, e se sente humilhado por depender dos outros. Acredito que Azenha defende a mesma coisa que eu, ou seja, que nos momentos de tragédia, todos os governantes do País estivessem preparados, inclusive com verbas reservadas para tal finalidade. Essas verbas seriam enviadas imdiatamente para os respectivos locais atingidos, evitando assim, que as pessoas tivssem os seus brios embaçados por dependerem de uma esmola para sobreviverem.A solidariedade que defendo é aquela mais "light". Aquela em que você ajuda uma pessoa a se levantar de uma queda (do chão mesmo), que dá o ombro para um amigo curtir suas dores de amor ou de "corno", qua ajuda uma pessoa querida a sair da depressão, que faz companhia a um amigo que se sente só, e por aí, vai. Essa como a das chuvas não depende apenas de um ombro amigo, mas sim, de uma responsabilidade maior e mais rápida que só pode sair dos governantes. O resto é esmola e insuflador de egos.
nona fernandes - v.da conquista/ba

Tereza (03/12/2008 - 16:30)
Azenha,a palavra burra não foi bem empregada.
A solidariedade não pode ser burra.
Burra é a forma como a imprensa cobre os fatos.
Burra é a ação de muitos governantes.
Tereza Marotta

Luiz Carlos Azenha (02/12/2008 - 20:18)
Ser contra "solidariedade" é o mesmo que ser contra o aleitamento materno. Minha crítica é à solidariedade que ajuda mais quem doa do que os que recebem.

Danilo (02/12/2008 - 19:12)
Será se ele tem coragem de falar isso na Record, sua nova empregadora. Fala isso lá na Record, rapaz! Onde você tem que descontar no seu contra-cheque para comprar os galões de água que tanto você se incomoda em criticar a solidariedade daqueles que se preocapam e demonstram a sensibilidade necessária para responder à pessoas como você que existe humanidade, amor ao próximo e respeito. Eu se fosse você faria uma transfusão, vez que além do sangue, o coração e a mente estão contaminados. Respeite o sentimento das pessoas rapaz.

josealicio@ig.com.br (02/12/2008 - 18:39)
Os 5 litros doados valeriam, pela lógica apresentada, 2,5 litros em Santa Catarina.Valeu a pena.

Marcelo Bovo (02/12/2008 - 17:01)
Vagner,
De onde você tirou que o transporte é mais caro que o produto em si??

Só se você mora no Itú ao contrario e o máximo que um caminha leva ai é 5Kg de carga

Marcelo Bovo (02/12/2008 - 16:57)
Hha, Azenha, que papo é esse de doador de sangue?
só para constar,eu também sou.
Concordo com você que devemos cobra ações do governo, mas ficar parado e esperar a coisa acontecer não resolve, isso me parece papo de "pequeno-burgues" falando que já que paga muito imposto então não precisa fazer nenhum tipo de caridade.

E ainda notei uma contradição nisso tudo ai, se você acha que o que temos de fazer é apenas cobrar do governo então por que no texto você disse que o certo é doar dinheiro para as pessoas?

Luiz Carlos Azenha (02/12/2008 - 10:05)
Marcelo, sou doador de sangue. Acho que vale mais a pena. O Brasil não é sério. As pessoas gostam de viver a "onda", imaginando que o litro de água que doaram chegou a Santa Catarina. Isso é tarefa de governo. De Defesa Civil. Em uma semana todos terão esquecido dos desabrigados. Valeria mais a pena cobrar do governo ações contra o desmatamente, contra as construções irregulares, etc. Mas todo mundo acha que resolve doar um cobertor. Ou uma lata de óleo para quem não tem fogão.

Marcelo Bovo (02/12/2008 - 09:31)
Azenha que passa com você?

Esse texto só não é mais burro por que não é mais simplista, ninguem vai transportar apenas um galão de agua, mas sim um caminha inteiro com carga diminuindo muito os custos em relação aos produtos, por sua lógica não seria possivel ter nenhum tipo de transporte, gostaria de saber ond você tirou seu diploma de logistica e transportes, na fafup?(faculdade de funilaria e pintura)

Marko (02/12/2008 - 04:51)
Amanda, eu sei q pra pessoas como Vc a Verdade dói mas repito o articulista:

"O importante é ajudar quem precisa, não fazer quem mora longe 'se sinta bem'."

Vagner (02/12/2008 - 03:54)
Amanda -Recife (01/12/2008 - 20:44) escreveu:
Solidariedade burra naum....comentário BURRO,isso sim!
toda doação que é feita tenho certeza que os Catarinenses agradeçem...e além do mais eh lógico que ninguem vai gastar transporte apenas p enviar esse garrafão d'agua,e a cada 5 litros q as pessoas doam no total essa "burrice" pode matar a sede de muita gente!!
A gente naum sabe nem se quem doou tinha condições...agora pronto até nas doação temos exigências!!
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Amanda, concordo com o autor. Mandar 5 litros de água de recife para SC é como doar 1kg de sal numa campanha de arrecadação de alimentos. Mesmo que você junte um caminhão inteiro de garrafas de 5 litros, ainda sim o transporte vai sair mais caro que o próprio conteúdo. (você bebe água mineral de SC aí em recife????)

Lu (01/12/2008 - 23:25)
Moro em Balneário Camboriu, porém, no centro não houve enchente, mas passei a semana passada toda recolhendo mantimentos, ajudando a separar e levando nos bairros atingidos. Digo que qualquer ajuda é bem vinda, pois vi de perto a dor de quem não tem quase nada e perdeu o pouco que tinha. Esse meu comentário é mais um protesto frente as companhias aéreas, que poderiam colaborar, pois, hj está saindo vários caminhões de Pernambuco que chegarão somente na sexta feira aqui em SC.

Conceição Oliveira (01/12/2008 - 21:26)
Puxa, finalmente!
Eu achava que eu andava doida ou insensível, porque não entendia o fato de galões de água viajarem mais de 3 mil quilômetros de Belém à Blumenau...

Amanda -Recife (01/12/2008 - 20:44)
Solidariedade burra naum....comentário BURRO,isso sim!
toda doação que é feita tenho certeza que os Catarinenses agradeçem...e além do mais eh lógico que ninguem vai gastar transporte apenas p enviar esse garrafão d'agua,e a cada 5 litros q as pessoas doam no total essa "burrice" pode matar a sede de muita gente!!
A gente naum sabe nem se quem doou tinha condições...agora pronto até nas doação temos exigências!!

MARCELO (01/12/2008 - 20:37)
Meu amigo, muita gente tem medo de doar dinheiro e este ser desviado como tudo no Brasil. Se não tá bom assim, a gente não manda mais nada.

Rui Fontoura (01/12/2008 - 20:29)
Moro em Blumenau. Não fui atingido diretamente pelos eventos. E concordo com o texto. Trabalhei o fim de semana na central de recepção das doações. A logística é quase impossível, pois como a demanda está ao contrário (as pessoas dão, a gente pega) existe sobra de itens e falta de outros. Cada caminhao que chega é uma surpresa: o que traz? Dependendo do que é, tem que ser descarregado em um lugar diferente, e muitos caminhoes trazem vários itens diferentes. No sábado e no domingo faltou absorvente íntimo nos kits de higiene femininos (e, bem, ninguem doou aparelhos de barbear - as pessoas estao nos abrigos mas nao perderam os empregos, nem a autoestima).
As roupas são muitas muitas, e além de ocupar um grande espaço, precisam ser separadas e analisadas a um custo muito grande de trabalho.
Sou de Blumenau e digo: se você mora longe, mande dinheiro.

maria santos (01/12/2008 - 20:26)
Muito bem, Azenha.
Alertou as pessoas. O Sul se suprirá, rapidamente. Infelizment, muitas mortes. Certos programas, na televisão[só de pensar dá urticária] promovem-se às custas do sofrimento alheio. Pessoas tirando de suas bocas para doar. De qqer. maneira é bonito ver tanta solidariedade humana.

nona fernandes (01/12/2008 - 20:22)
Odeio todas as formas de doações como as que estão sendo feitas ao povo catarinense. Acho que seria muito mais digno e humano, se os prefeitos e governadores do País ( mais de 5 mil) combinassem entre si, e mandassem imediamente para o local, dessa e de outras tragédias do gênero, cerca de R$ 500.000,00. Esse valor seria bagatela para qualquer um deles, e daria para resolver quese todo o problema. É so multiplicar. Primeiro, eliminaria o odor de esmola que essas doações exalam. Segundo, seria dado um fim nessa história macabra de que "doar" faz bem a nossa alma. Assino embaixo, Azenha. Esse gesto deve ser praticado, antes de tudo, pensando no bem do outro. Tem gente que tem a indecência de apelar via TV: "gente, todo mundo tem algo que não lhe serve mais, e que pode servir para quem está precisando muito agora". Sei não. Mas penso que se fosse eu o "necessitado", devolveria a esmola. Se não bastasse esses horrores, mais tenebroso ainda é o aproveitamento mercadológico que as duas redes de TV inimigas, estão fazendo da tragédia. Nesses caso, tenho vontade de abrir uma grande vala e me jogar. É o fim dos fins.
nona fernandes - v.da conquista/ba

daniel (01/12/2008 - 14:44)
Doe sangue!

Yara (01/12/2008 - 14:41)
As nossas doações estão sendo transportadas gratuitamente por caminhoneiros de transportadoras de Santos.
Podemos enviar água ou qualquer outra coisa.

Marco Antônio Leite (01/12/2008 - 13:40)
Nem tudo que é burro é imoral. Mas tudo que possa ser inteligente não só é imoral, como também ilegal. A elite dominante explora o povo de forma brutal, tanto através da escravidão com baixos salários, como também solicitando ajuda aos nossos irmãos necessitados. Essa elite é podre, isto porque ela não põe a mão no bolso para doar aquilo que ela nos rouba no dia-a-dia. O povo com todo o seu sofrimento têm ajudado como pode, no frigir dos ovos quem levará a parte do leão são as emissoras de TV que estão esmolando em nome de terceiros. Como sempre, o povo ficará esquecido, igual aconteceu na década de sessenta, naquela ocasião o sistema pedia ouro para o bem do Brasil, mas até hoje ninguém sabe onde foi parar todo o ouro arrecadado.

Mircon (01/12/2008 - 13:37)
Não esqueça que...
Após as enchentes, no Vale do Itajaí, estavam vendendo garrafinha de 500ml de água mineral a R$ 5,00, botijão de gás a R$ 150,00, carne moída a R$ 25,00 e pão francês a R$ 10,00 o Kg.

Portanto, uma doação de 5 litros de água tá valendo no mínimo R$ 25,00 em Blumenau!

Godoy (01/12/2008 - 12:54)
Faz sentido, Azenha. Mas, ainda acho menos burro do que entregar de bandeja uma grana aos meios públicos de ajuda, que simplesmente não dá pra confiar. De manhã, um representante da Defesa Civil de SC, pediu pro povo esperar um pouco pra realizar as doações em alimentos e outros materiais, porque não havia lugares onde estocar os produtos. Ora, quem tem que dar conta disso, não é quem quer doar, mas sim quem quer receber. Se eu quero doar dentre o que foi pedido pelo próprio governo catarinense aquilo que acho conveniente, alguém tem que cuidar para que a minha doação não seja em vão. Se isso fosse trazer transtorno, pedissem só grana então e aposto que muita gente não ia dar um tostão. O problemão disso tudo, além do fator natural das chuvas, também foi o velho hábito do "ah, não pega nada", ou do "qualquer coisa, a gente dá um jeito", dos inúmeros governos de cidades brasileiras que sofrem com problemas climáticos e tão pouco se lixando em gastar grana em prevenção de desgraças como essa, desgraça que na cabeça desses ignorantes, ocorrem de 20 em 20 anos e não merecem a devida atenção.

francisco.latorre (01/12/2008 - 12:43)
os governos catarinenses são um lixo.
desde sempre.
feudo bornhausen. ou amin. ou henrique.

a realidade do pobre e explorado povo catarinense revelada. pela natureza.

planejamento urbano. essa é a pauta.

Hélio Sassen Paz (01/12/2008 - 12:25)
Azenha, Daqui do RS, que fica ao lado, vão MILHARES de TONELADAS de água, roupas e alimentos não-perecíveis todos os dias. Temos fontes termais próximas da divisa com SC e muitas cidades com produção agrícola intensiva. Não que os grandes empresários acabem sendo solidários ou que a maioria dos gaúchos seja benevolente. Mas só esses argumentos seriam suficientes para mostrar que, enchendo caminhões para percorrer não mais do que 400 Km de distância, não há nenhuma burrice na solidariedade. []'s, Hélio

Dvorak (01/12/2008 - 12:22)
O Ministério Público e a polícia catarinense descobriram que comerciantes estavam vendendo botijões de àgua mineral por até 20 reais, quando o preço normal fica entre 3 e 5 reais.Realmente, Azenha, seguindo sua idéia haveria um incremento na economia, na economia dos aproveitadores que exploram a população em ocasiões como esta.Estamos vivendo no Brasil uma época em que se critica por criticar, nos deparamos com "especialistas" em economia, "juristas", experts em segurança, agora apareceram os "entendidos" em desastres naturais e por aí vai..Até a solidariedade é criticada!Eita Brasil!!!

EB (01/12/2008 - 12:20)
Aos que se manifestaram contra a idéia, fiquem com a frase de James Carville: "é a economia, estúpido!"

Cristiano (01/12/2008 - 12:06)
A população não tem obrigação de fazer contas para estimar a viabilidade econômica de uma doação exaustivamente pedida pelos meios de comunicação.
Inúmeros representantes governamentais aparecem todos os dias para ressaltar a importância das doações, sempre frisando a necessidade de água!
É impressionante o Brasil...

Juaquim (01/12/2008 - 11:57)
Achei de pessimo gosto este texto. Num momento deste nem todas pessoas solidarias são tão inteligentes e racionais quanto você Azenha.
Acho que poderia ter passado esta mensagem provocando menos antipatia e mais reflexão.
Lamentavel sua atitude.

Gerson Pompeu (01/12/2008 - 11:55)
Alguém deve sair ganhando com isso. Eu só gostaria de saber quem é.

Adriano Almeida (01/12/2008 - 11:48)
Muita gente realmente está sensibilizada, mas muitos fazem pelo fato de encararem o ato de doação como um processo de catarse.Moro em Recife, e estou vendo toda uma mobilização. Já até esquecemos que aqui tem muita gente que precisa também. Mas o que mais interessa é aparecer na mídia como um estado de pessoas solidárias. Vi até um empresário local em uma entrevista falando que seria muito bom ajudar o povo de Santa Catarina, pois "era formada por gente "boa", pois eram descendentes de Italianos, Alemães..." Nada que eu tenha ideia contrária as tais fatos motivadores para o mesmo. Acredito sim que devemos ser solidários sempre, mas não uma solidariedade seletiva. New Orleans que diga!

Thais (01/12/2008 - 11:23)
Fora que o Nosdeste tem pontos de seca e gente morrendo de sede que precisam permanentemente de água. Não diminuindo a tragédia, mas a solidariedade burra está mal distribuída, além de tudo.

Rato (01/12/2008 - 11:20)
Muito bem lembrado!

marcelo - curitiba (01/12/2008 - 11:19)
Com certeza!
Mas isso, no caso da água mineral. Mas não necessariamente no caso das vestes já que costumam custar caro pra comprar outra, por mais simples que sejam. Nem no caso de pequenos móveis e utensílios, etc. Neste caso, um caminhão abastecido cheio de coisas, ganha na "economia de escala".

De toda forma, pedir para que as pessoas doem dinheiro, desperta mais desconfiança. Ninguém tem muita certeza sobre quem administrará os recursos, nem como o fará...


Marcelo Figueiredo (01/12/2008 - 11:17)
Doar dinheiro tb é burrice, ainda mais tendo como intermediários tv globo, record, band e congeneres.

Reinaldo (01/12/2008 - 11:10)
A princípio, concordo com a observação. Tenho, contudo uma dúvida: imaginemos um transporte (caminhão, avião etc.) que já esteja carregado com víveres para entrega em Santa Catarina, sem o galão citado no exemplo. A adição do galão na carga alteraria o custo do transporte em R$ 10,00?

Geraldo (01/12/2008 - 11:07)
Não concordo com a sua ênfase. Ainda que se possa criar formas racionais de prestar ajuda a uma população, não se pode dizer, ou invalidar que a ajuda de uma pessoa ou mais à outras, seja burrice porque não há um processo mais racional de realizar o auxílio. Quem precisa de ajuda, não quer saber se foi racional ou não, se custou barato ou não o que precisa receber para voltar a ter uma vida digna pra si e sua família e amigos. E quem quer ajudar, o faz de pura boa vontade e com sentimento que pode ser útil a alguém que precisa de socorro. Essa é a característica do nosso povo e assim vai continuar sendo! Dizer que as formas de aplicar a solidariedade de forma mais ampla precisam de mais planejamento, eu acho pertinente. Agora, não taxe que a atitude espontânea de ajudar a quem precisa é BURRA. Se você estivesse lá e recebe água seja da onde fosse, estaria se importando com a logistica, custos??? Na minha opinião quando uma pessoa ou população precisa de ajuda, os custos são a última coisa que se deve pensar..se é que é preciso pensar em custos para ajudar alguém!

Maurício (01/12/2008 - 10:57)
Azenha e frequentadores assíduos:
Acompanho diariamente as discussões/debates postados nesse blog, à vezes contribuindo, às vezes apenas lendo, mas agora gostaria de fazer um questionamento a vocês que tem a ver com preconceito. Sou nordestino, moro em Teresina/PI acompanho com tristeza a forma como algumas pessoas se dirigem à nossa Região (não só ao Piauí). Mas essa tragédia que se abateu sobre brasileiros de Santa Catarina me fez ter acesso a imagens que, ao menos pra mim era desconhecidas. Muito se fala sobre a pobreza do Nordeste(e somos realmente muito pobres), muito se fala sobre a ignorância dos nordestinos (razão pela qual o governo Lula seria muto bem avaliado aqui), mas vendo as imagens da TV, obervei que as cidades de Santa Catarina são muito parecidas com as do Nordeste, se não piores urbanisticamente(não tive o prazer de conhecer o Sul do Brasil pessoalmente). Ví pessoas com grau de instrução igual ou pior que a média nordestina, cidades sem saneamento, pessoas com aspeco de subnutrição, gente que ficou sem ter onde morar e desempregada. É fato que os pobres do sul têm aspecto de europeus, brancos de olhos azuis, mas essa tragédia acontecida com nossos irmãos de Santa Catarina me fez analisar qe não é somente no Nordeste, nem as favelas do RJ e SP que existe pobreza sofrimento e ignorância. Também no Sul existem e não seria essa a razão de termos preconceito em relação aos nordestinos, nem ao sulistas, nem aos moradores das favelas do Sudeste.

Rogério Ferraz Alencar (01/12/2008 - 10:47)
Solidariedade burra? E a economia local está em condições de atender à demanda? Além do que, pelo que li, comerciantes estão extorquindo os necessitados.Um garrafão de 4 litros de água está sendo vendido, em SC, por 50 reais. Um bujão de gás, por 120 reais. E, também, ninguém vai levar, simplesmente, 5 litros de água de PE para SC. Alguém doa 5 litros, alguém mais cinco e, quando houver um bom volume, o transporte é feito.

vitor rocha (01/12/2008 - 10:46)
(complementando o comentário anterior...) Claro que temos que ser solidários a nossos irmãos em Santa Catarina......mas fico pensando em quantos litros de água precisa uma familia que vive no sertão do nordeste!!!!! Realmente, a tranferencia de dinheiro seria muito mais eficiente!!!! Alguem sabe do numero da conta, agencia bancária pra mim informar??? desde já agradeço.

vitor rocha (01/12/2008 - 10:43)
(rss) Azenha vc é d !!!! claro que temos q

Bruno Cabral (01/12/2008 - 10:38)
O problema de doar em dinheiro é ser desviado no caminho. Lembra dos milhões de dólares para as vitimas do Tsunami que não chegaram ao povo, sendo apropriados pelos governos de plantão?

Ricardo Lima (01/12/2008 - 10:38)
Muito bem colocado Azenha.

Na minha opinião esta discussão está toda enviesada, pois não se fala em se chegar aos fatores que causaram ou contribuiram para esta tragédia. Não se fala da excessiva urbanização das cidades; falar em reforma agrária causa ojeriza até nos mais politizados da sociedade. Não se fala no contingenciamento desumano do orçamento. A propósito, jamais me esquecerei de uma entrevista coletiva, em 2004 ou 2005, quando o Palocci sorrindo dizia que o orçamento deveria ser contingenciado e uma das pastas mais atingidas era a da saúde. Isto eu vi com meus próprios olhos, na TV! Só se fala, enfim, que a natureza foi inclemente, que foi um fenômeno raro etc. A natureza é a mesma há tempos, séculos. Suas mudanças são cíclicas e não tão pouco sutis assim. O que ocorre é que nossas cidades são caóticas e não comportam tanta gente desordenada e o cuidado ao meio ambiente está longe de ser uma prioridade nos governos. Marina da Silva que o diga.
É preciso, sim, politizar esta conversa e derrubar a compleição de coitadinhos de nossos governantes, a começar pelo nosso covarde presidente.
P.s. Voto no Lula desde 1989, o que não me faz retroceder de criticá-lo (ou deixar de enxergar) pelo seu comportamento repleto de locupletação.

Marco Antônio Leite (01/12/2008 - 10:37)
Estou de acordo com o escriba do texto em questão. Os donativos que estão sendo transportados para os desabrigados e desalojas de Santa Catarina vem provocando um custo elevado do ponto de vista de transportes rodoviários, aeroviários entre outros meios de transportes. Também, aquele que tem doado o pouco que tem, acaba pagando caro, pois num futuro próximo sentirá falta daquilo que com muito sacrifício deu para ajudar os irmãos Catarinenses. Esse custo que a natureza provocou em Santa Catarina, por obrigação, quem deveria estar arcando com isso são os governantes, visto que todos nós pagamos impostos. Esse dinheiro deveria ser revertido para a construção de estradas, pontes, patrimônios públicos, patrimônios particulares, alimentação, roupas, calçados, ou seja, toda a infra-estrutura necessária para que a vida volte ao normal nas cidades atingidas pelas chuvas.

Vinicius Duarte (01/12/2008 - 10:30)
Muito bem exposto esse tema. As pessoas precisam pensar antes de agir.

Marcelo Tempo (01/12/2008 - 10:15)
O problema é que o povo de várias regiões querem ajudar Santa Catarina, os meios de comunicação acabam incentivando doações, e não aparece absolutamente ninguém para falar a respeito desta lógica simples, e que acaba fazendo uma doação perder boa parte de seu valor. É uma pena, mas quem puder, envie uma mensagem à conhecidos falando a respeito da solidariedade burra .



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