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A política por trás da escolha de Obama

Atualizado em 09 de outubro de 2009 às 19:53 | Publicado em 09 de outubro de 2009 às 18:59

obama_1.jpg

"Honrosamente e humildemente", anuncia o Huffington Post

por Luiz Carlos Azenha

O prêmio Nobel da Paz é um prêmio eminentemente político. Os outros, não. Os de física ou medicina obedecem acima de tudo a critérios científicos.

Podemos discutir até amanhã se Barack Obama merece ou não o prêmio.

Mas não podemos descartar o contexto em que a escolha aconteceu.

Obama fez mudanças tênues na política externa americana, até agora. Houve, com certeza, alguma distensão. Inevitável. Obama não teria mais como tensionar o mundo, mesmo que quisesse, diante de dois escoadouros de dinheiro público como são o Iraque e o Afeganistão e uma crise econômica que abalou profundamente os Estados Unidos.

O fato concreto é que, em nove meses de mandato, Obama foi obrigado a apagar um enorme incêndio, resultado das políticas desastrosas de George W. Bush. Hoje, é como se Bush nem tivesse existido. É como se as políticas de Bush, propagandeadas mundo afora pelos neocons, não tivessem enterrado os Estados Unidos num tremendo pântano econômico, político e militar.

Como eu já escrevi aqui, cravar uma cruz no coração dos neocons não é tarefa fácil. Em primeiro lugar, porque os neocons não obedecem às mesmas regras políticas às quais se sujeitam os meros mortais. Eles podem apanhar continuamente dos fatos que não se fazem de rogados. Continuam lutando a mesma guerra e usando os mesmos argumentos milenaristas -- se não for do jeito que eu penso, o mundo vai acabar.

Apenas para ilustrar, uso como exemplo o caso das cotas raciais no Brasil. Se fossem adotadas, argumentam os que se opõem a elas, haveria uma guerra civil no Brasil. Porém, as cotas foram adotadas e o mundo não acabou. Pelo contrário, em várias universidades públicas brasileiras as cotas foram bem sucedidas.

Mas os neocons não trabalham com a razão. Trabalham com a emoção dos ouvintes, telespectadores e leitores. Eles não estão em busca do convencimento tradicional. Buscam tropas de choque que compensem sua falta de votos ou de argumentos.

A serpente representativa do PMDB na capa da Veja, o rosto "diabólico" de João Pedro Stedile na capa da Veja, a ficha falsa da candidata-terrorista na capa da Folha de S. Paulo -- tudo isso faz parte da imagética dos neocons. É o uso do pânico como instrumento da luta política.

Nos Estados Unidos, neste exato momento, os neocons estão concentrados em tentar repetir o que fizeram com Bill Clinton, no início dos anos 90, quando o governador do Arkansas mal tinha assumido a Casa Branca. Impor ao presidente Barack Obama uma derrota doméstica na questão da reforma do sistema de saúde.

No caso de Clinton, a reforma do sistema de saúde desenvolvida pela primeira-dama Hillary foi derrotada no Congresso. Bill Clinton "caiu para dentro". Quase duas décadas depois, contando com maioria nas duas casas do Congresso, Obama tenta fazer o que Bill Clinton não conseguiu. Tem ao lado dele a maioria da opinião pública.

Tudo indica que algum tipo de reforma será aprovada pelo Congresso antes do fim de 2009. Porém, o que interessa aos neocons é derrotar a "opção pública", que tornaria o governo dos Estados Unidos concorrente das grandes empresas que vendem seguros de saúde no país. É o que tenho repetido aqui no blog, sempre que escrevo sobre os neocons: a batalha ideológica na verdade encobre a defesa de interesses econômicos muito específicos.

O que ajuda a explicar as teorias aparentemente malucas atiradas contra Obama: de que ele seria "nazista", ou "fascista", ou nem teria nascido nos Estados Unidos. Àqueles que combatem Barack Obama não importa se essas acusações são factíveis ou não, se tem ou não sustentação na realidade. Lembre-se, estamos no campo da emoção, não da razão.

Os neocons se lixam para os fatos. Se houver uma pessoa disposta a acreditar que Obama tem parentesco com belzebu o presidente americano será acusado disso.

Alijados do poder pelo voto, eles agora tratam de travar uma guerra de guerrilha nos meandros da burocracia americana, onde deixaram muitos seguidores: contra o fechamento de Guantanamo, contra a retirada das tropas do Iraque, pelo aumento das tropas no Afeganistão, contra a distensão com Cuba, em defesa do governo golpista de Honduras, por um ataque militar contra o Irã.

Barack Obama, nesse contexto, é como John Kennedy, que assumiu o poder em plena guerra fria e morreu por ter dito não ao uso de aviões americanos contra as tropas cubanas que repeliram a invasão patrocinada pela CIA na baía dos Porcos. Disse não, também, à escalada militar dos Estados Unidos no Vietnã, com o despacho de tropas de combate.

Por isso, estou entre os que dão boas vindas à escolha de Obama para o Nobel da Paz. Prematuro, sim. Mas ele precisa de todo o capital político que conseguir angariar para derrotar os neocons. Será bom para ele, agora. E, para nós, um pouco mais adiante.

PS: De Rush Limbaugh, o campeão da direita americana:  "Something has happened here that we all agree with the Taliban and Iran about and that is he doesn't deserve the award"; "Algo aconteceu aqui que nos faz concordar com o talibã e o Irã: ele não merece o prêmio".

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Mário (24/10/2009 - 14:23)
Não sou fã de Chávez e tenho várias críticas às políticas de Morales, mas não posso negar que o "simples" fato da erradicação do analfabetismo na Bolívia é muito mais importante e significativo pra promoção da paz que a eloquência e a bela imagem de Obama. Lembrando que, Evo lutou também contra o preconceito(neste caso de um continente inteiro) e, inclusive, contra a nação de Barack, estes sendo inimigos bem maiores que os de Obama, mas que ainda assim não o impediram o cocalero de CUMPRIR aquilo que prometeu.

Mário (24/10/2009 - 14:04)
Admito, no entanto, que fostes criativo. Não esperava ver alguém tentar utilizar fatos para justificar esta piada da Fundação Nobel. Porém, por outro lado, não posso deixar de notar o conveniente esquecimento de alguns detalhes, como o apoio(e execução) de Obama à idéia de Bush de reativação da sua Quarta Frota Naval para o patrulhamento da América Latina- especialmente do mar brasileiro(quem lhes deu esse direito eu não sei); bem como o fato de que vidas inocentes iraquianas tem o mesmo valor que vidas inocentes afegãs, o que torna complemente nula a promessa(ainda não cumprida, é bom lembrar) de Barack Obama de retirar suas tropas do Iraque(ao mesmo tempo que aumenta seu contingente militar no Afeganistão).
E, creio eu, apenas estes dois já são fatos suficientes para impedir um prêmio Nobel da Paz. Prêmio que, creio eu, passa a ser uma contradição ridícula ao ser entregue a alguém que mantém a ocupação militar e assassinato de civis em terras estrangeiras.

Mário (24/10/2009 - 13:47)
Decepcionante o ar ufanista deste artigo. Não esperava ver partirem daqui esse jogar de confetes, tão pouco esse arrodeio tão grande pra tentar "ajeitar"(inventar justificativa) esse prêmio ridículo dado a Obama. Mas, pior que o ufanismo capacho de quem vibra com as vitórias pessoais daqueles que nos oprimem, é ver aqui empregado o artifício da polarização, tão bem utilizado pelos neocons. Artifício através do qual o texto tenta nos fazer crer que só existem duas opções, jogar confetes para o césar ou ser neocon. Pois faço questão de contestar esta afirmação implícita no texto e dizer: não sou neocon, nem festejos vitórias pessoais de meus carrascos.
Apesar de ter conseguido umas boas risadas, não posso negar que o texto decepcionou, Azenha.

Zé Rodrigues (12/10/2009 - 16:16)
Legal, Azenha, sua visão é de futuro. Na política, como na economia ou sociologia, o que importa é a tendência. Mudanças importantes demandam tempo. A figura de Obama, pelas suas raízes, contraria a história recente dos EUA, marcada pelos desatinos de Bush. O prêmio é uma aposta na nova tendência que faz bem ao mundo.

Luiz Albuquerque (11/10/2009 - 12:52)
Caro Azenha,
Inicialmente, eu queria dizer que acompanho de perto seu trabalho e gosto muito de suas análises.
Sou professor de direito internacional da Universidade Federal de Ouro Preto, onde mantemos o site do Observatório de Relações Internacionais.
Uso muito seu material. E tomei a liberdade de reproduzir mais este excelente artigo.
O link do post é http://neccint.wordpress.com/2009/10/11/azenha-a-politica-por-tras-da-escolha-de-obama/
Estamos sempre "pescando" notícias do viomundo. Mas qieria aproveitar a oportubidade para convidar você e seus leitores para conhecerem e participarem do Observatório de Relações Internacionais

http://www.neccint.ufop.br

Abraços,
Luiz Albuquerque, de Belo Horizonte

Flavio Lima (11/10/2009 - 10:09)
Grande Azenha
Tambem estava pensando mais ou menos como voce, e agora voce colocou de forma brilhante no papel. Obama ta precisando mesmo de apoio, não sei se foi essa a intenção da comissão do Nobel, mas que tera esse efeito, tera.
E muito boa sua descrição sobre a insanidade dos neocons. Temos nossos tres exemplos de golpistas aqui mesmo no blog. São de estimação, e servem pra ilustrar toda a babancia maluca da direita. Se nossos reacinhas se tocassem da mão que nos dão ao colocar seus comentarios estupidos, parariam na hora, para o bem da "causa" que defendem.

ricardo (11/10/2009 - 09:21)
obama é os neocons! abram o olho minha gente!

Estela Mendes (11/10/2009 - 07:59)
Lua, oh, Lua!
TUTY VASQUES

Poetas, seresteiros, namorados, correi! É chegada a hora que há 40 anos Gilberto Gil convocou para escrever e cantar talvez as derradeiras noites de luar. Aconteceu ontem, às 8h31, hora de Brasília, com transmissão ao vivo pela TV Nasa: os americanos bombardearam a Lua! Uma nave-suicida ligada a um foguete de 2,2 toneladas chocou-se propositalmente contra uma cratera do pólo sul lunar pra ver se subia água junto com a poeira pulverizada a 9 mil metros de altura, ou seja, do tamanho do cogumelo de Hiroshima.

Aconteceu 2h15 depois de Oslo conferir a Barack Obama o prêmio Nobel da Paz e, embora David Letterman tenha advertido em seu talk show para o risco da Lua responder à altura, até o fechamento desta coluna estava tudo bem. Só se falava de outras coisas na Terra, não ocorreu ao Irã ou à Coréia do Norte perguntar quem deu autorização à Nasa para uma barbaridade dessas. Imagina se o ataque fosse ideia de jerico da agência espacial de Teerã ou de Pyongyang. Seria o fim do mundo, né não?!

Pedro Paulo Canindé (11/10/2009 - 07:54)
Obama merece o Prêmio Nobel da Paz, apenas pela determinação de dizer que os Estados Unidos precisam deixar de se impor ao mundo pelas armas, pelas ações bélicas que pode desencadear. Qual o foi o presidente norte-americano macho para dizer isto rm toda a história dos Estados Unidos, fora ele? A Comissão do Nobel agiu racionalmente. É também uma forma de dar um fôlego as Obama, com aval internacional para prosseguir, pelo menos, com a boa vontade do seu discurso. È pouco? NÂÂÂ^!

Marcos D. (10/10/2009 - 23:37)
Se Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz, Lula deveria ganhar o Prêmio Nobel de Economia, pois adotou medidas que contrariavam tudo o que os neoliberais pregavam para combater os efeitos da crise global e tirou o Brasil da mesma muito antes do que se imaginava.

Mlima - escambo! (10/10/2009 - 20:41)
Foi sim um golpe de mestre! para forçar fazer a paz, no entanto está se articulando com os generais que querem mais 10 ou 40 mil soldados no Afeganistão - a reunião foi no subsolo da CAsa Branca. Estão mortos de medo que os Talibãs desbanquem o escolhido deles.

Já Hillary não foi derrotada no congresso pela questão do plano de saúde onde levaria milhões - ela fez escambo. Creio que isto está no filme do Michael Moore sobre a questão da saúde por lá. O sorriso cúmplice dela, recolhendo sua proposta em troca de uma proposta safada de um congressista! Quantos milhões ela tem levado? Porque Obama foi embora antes de sair o resultado das Olimpiadas e a escolha do Nobel se deu em fevereiro? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!!

Heloisa Villela (10/10/2009 - 19:26)
Visto com simpatia e alívio por meio mundo, para muitos americanos Obama não merece o Nobel da Paz simplesmente porque não é um presidente anti-guerra. http://www.counterpunch.org/

Raphael Tsavkko Garcia (10/10/2009 - 17:33)
Eu mantenho ainda a posição de que a única diferença entre Democratas e Republicanos reside no verniz. O Democrata te fode mas com um sorriso bonito e belas palavras, o Republicano sai na porrada, grita e te fode igualzinho.

No primeiro caso vocÊ nem nota e até acha que o mundo está uma maravilha - não está - e no segundo você se revolta. Mas são farinha do mesmo saco.

O bama, pessoalmente, pode não ser um canalha como era Clinton (para ficar nos Democratas), mas ele ou não manda em anda ou dá uma de Lula no Mensalão, não viu, não sabe o que acontece e não manda em nada.

No fim das contas Obama periga ser irrelevante. De nada adiantam discursos e intenções sem ações reais. Como eu disse em meu artigo sobre o assunto (http://tsavkko.blogspot.com/2009/10/porque-o-nobel-para-obama-e-um-crime.html), o prêmio só tem sentido como uma carta branca, incentivo ou coisa do tipo e só. Ele não fez nada do que prometeu (em termos de mundo) e, na verdade, fez muito do contrário.

Alceu Cáceres Gonçalves (10/10/2009 - 16:21)
Azenha, seus argumentos depõem contra a idéia central do texto. Kenedy, Clinton, Carter foram dobrados pelo sistema, assim como Obama também está sendo dobrado. Veja suas idas e vindas a respeito da reforma da saude, golpe em Honduras, Iraque, Afegnistão, Guantânamo, Palestina x Israel. Isto caracteriza vacilação, insegurança e falta de apoio de onde ele deveria vir naturalmente. Justamente que ele ainda tem algum cacife popular, embora já está começando a se desgastar diante da grande parcela de eleitores que acreditaram que ele realmente significava mudanças. Por outro lado, a indústria bélica americana, que direta ou indiretamente movimenta trilhões de dólares (veja as guerras do Iraque, afegãos, etc.), é hoje uma das poucas indústria que vai de vento em popa. Elas são como o braço secular da ICAR na idade média... Atacam, arrasam, destroem e logo a seguir veem os chacais se alimentarem da carniça (construtoras, petrolíferas, segurança e uma infinidade de predadores menores que se contentam com o que cai da mesa). Diante disso, nenhum presidente estadunidense, com nobel ou sem nobel, tem poder suficiente para encarar esse monstro que desenvolveram no próprio ventre.


AlceuCG.

Rosa Maria (10/10/2009 - 15:34)
Azenha, se você me permite, assino embaixo. Parabéns!

Luiz Monteiro de Barros (10/10/2009 - 14:38)
Todos nos sentimos estar vivendo uma mudança de ciclo. O ponto vernal já foi atingido na parábola evolutiva. America Latina, berço de uma nova civilização. Miscigenação de raças, recursos naturais, falência dos dogmas do capitalismo, governos populistas, crise ambiental a exigir novos conceitos de produção; cogestão, cooperativismo. Desenvolvimento sustentável, educação solidaria, participativa. Comunicação inclusiva. Profecias cósmicas em andamento. O premio serve para prevenir assassinato, na medida em que os neocons vão sendo fulminados.

Uiran (10/10/2009 - 13:33)
O Nobel de economia, por mais que não admitam os tecnocratas, também é um prêmio político.

Luciano Bernardo da Silva (10/10/2009 - 13:15)
Também achei ótimo esse prêmio! É para dar mais gás ao Obama contra os neocons!

Urbano (10/10/2009 - 12:58)
Torci muito para que o Presidente Obama conseguisse chegar, como chegou, à Casa Branca. Agora, a decisão de outorgar-lhe o Nobel da paz foi muito prematura, pois acredito que outros personagens no mundo têm trabalhos mais consistentes nesse sentido.

pablo (10/10/2009 - 12:24)
"Na mesma semana em que se concedeu a Obama o Nobel da Paz, o Senado dos Estados Unidos aprovou o maior orçamento militar da história, com 626 bilhões de dólares". (Extraído do Cubadebate, via vermelho.org)

Margareth Campos Limeira (10/10/2009 - 11:02)
Do comentário do Leonidas: "Nós desconhecemos o que vem a ser tensão racial, inexiste isso no Brasil.
Não há racismo institucionalizado no pais , há racismo da parte de pessoas fisicas em relação a seus semelhantes, vale lembrar que como o Brasil é mestiço majoritariamente esse racismo em grande parte se dá entre afro descendentes de fenotipos distintos".
Não há dúvida que este senhor é um provocador, um papagaio de pirata que nunca pôs os pés num país chamado Brasil que é apartado, racializado, com elites racistas antas, desde sempre.

Marcos Carvalho Campos (10/10/2009 - 10:52)
Azenha, excelente artigo.

Destaco a importante constatação de que os "neocons" (e outros setores também) trabalham como os sentimentos, com as sensações da população quando querem atingir seus objetivos. Este assunto daria muita discussão interessante, mas só vejo uma forma de bloquear estas "artimanhas": INFORMAÇÃO.

Acredito que o Pres. Obama merece este prêmio, por antecipação, considerando que, pelo menos no discurso está tentando mudar o que os EUA representa no mundo.

Luther King deve ter gostado do prêmio dado ao primeiro presidente negro dos EUA.

brasilis (10/10/2009 - 10:45)
MAIS uma vez o mundo foi feito de palhaço com a indicação de OBAMA para o premio nobel da paz.CHARGES de CARLOS LATUFF.

leonidas (10/10/2009 - 10:18)
ô leider...rs
Passou da bola agora heim?rs
se vc tivesse postado um kadinho antes...rsrsrsr

Leider Lincoln (10/10/2009 - 09:27)
A análise é tão lúcida e factível que o quarteto de trols neocons nem sequer apareceu por aqui...

leonidas (10/10/2009 - 08:31)
Acho que o nobel tem o objetivo de tentar conter açoes militarista futuras , mais do que homenagear os feitos de Obama no presente...rs
Sobre os Neocons , de fato quando alguem transforma ideologia em dogma isso sempre tende a ocorrer, de modo que concordo com o texto no referente a caracteriza-los como imunes a realidade.
Mas discordo veementemente da alusão à cotas.
E preciso deixar claro que o mundo não acabou nos paises que as adotaram por criterios raciais, simplesmente pq a necessidade desse criterio ja deixou claro que não havia mundo n enhum a ser poupado no referente a convivencia entre diferentes.
Paises como os EUA, India etc tem suas sociedades pautadas por coisas como cotas raciais pelo simples motivo que lá há tensão racial , no primeiro entre negros e brancos e no segundo emtre castas.
Nós desconhecemos o que vem a ser tensão racial, inexiste isso no Brasil.
Não há racismo institucionalizado no pais , há racismo da parte de pessoas fisicas em relação a seus semelhantes, vale lembrar que como o Brasil é mestiço majoritariamente esse racismo em grande parte se dá entre afro descendentes de fenotipos distintos...rs
Essa ideia que os movimento negro radical vende de uma :
-suposta elite branca opressora.
E sofismatica, pois ela se basea em fenotipos para definir quem seja Branco e na politica e na aceitação de suas ideias radicais e racistas para defenir quem seja negro.

KeplerK (10/10/2009 - 05:27)
Razões para dar o Prêmio Nobel da Paz para Obama:

1. Aprovar o maior orçamento militar da história. São US$ 680 bi pra gastar em 2010. Metade de todo gasto mundial em defesa, ou 10X o gasto militar da China (o número 2 nesse quesito).

2. Aumentar o contingente militar americano no Afeganistão.

3. Adiar a saída das tropas americanas do Iraque.

4. Adiar a solução da questão Guantánamo.

5. Ter um comportamento vacilante quando do golpe militar em Honduras.

Apesar de todo esse "score", acho que o melhor seria dar o Prêmio Nobel de Literatura para Obama, pois no quesito discurso e contos de ficção ele é imbatível.

Agora, falando sério, dei uma boa olhada na lista de candidatos e Obama, com certeza, era o que menos merecia. Acho que a indicação foi vergonhosamente política.

Jorge Verissimo Pereira (10/10/2009 - 05:17)
nao sei como este premio pode ajuda-lo. No NYT mostrou ate q ele Obama foi bem discreto, visto que este premio pode ate ajudar aos Neo-Cons a dizerem que ele eh um pop star mas que internamente nao fez nada para melhorar o desemprego, que ele nao lutara pela seguranca dos EUA, etc. "In an official statement, Michael Steele, chairman of the Republican National Committee, said, "The real question Americans are asking is, "What has President Obama actually accomplished?"" Ou esta outra frase "But the prize quickly loomed as a potential political liability %u2014 perhaps more burden than glory %u2014 for Mr. Obama." Elas estao no NYT http://www.nytimes.com/2009/10/10/world/10nobel.html?_r=1&hp. Portanto acho que este premio ajuda mais a imagem ja boa do Obama externamente. mas internamente ainda nao sei.

Maria Dirce (10/10/2009 - 04:51)
Penso que os comentaristas estão achando que ao ganhar o Nobel da paz, o mundo olha para o presidente americano com cobranças por esse título, e não cabe a ele mais por ex invadir Irã, continuar mandando soldados ao Afeganistão, desocupar totalmente o Iraque,qta inocência a quem acredita nisso.Até Obama se viu incrédulo a esse título que o amarrou emocionalmente, mas a direita americana esta de olhos bem abertos para possíveis deslizes motivados pelo título.Não vai demorar muito e as manchetes_O nobel da paz lança mais mísseis e bombas no afeganistão!!!!Não é justo o que fizeram com Obama,acho que zuaram com ele!!!

Leonardo Meireles Câmara (10/10/2009 - 02:41)
Prezado Luiz Carlos,

Pensando no assunto eu me lembrei do Lula ao Hard Talk da BBC e a forma como o entrevistador (que é um jornalista osso duro de roer) fica estupefato com a preocupçao do Lula com o que as pessoa na África irão comer (por isso levar o Biodiesel às savanas africanas).

Eu lembro até hoje das palavras:"O Sr. acha que os líderes os países mais ricos do mundo estão preparados para ouvir essa mensagem poderosa que o Sr. esta nos trazendo agora?".

De imediato pensei que eles tinham sido injustos com o maior lider entre os povos, de nosso tempo.

Fiquei remoendo o assunto toda a manhã. À tarde me veio a mente a declaração do acessor de Obama de que ele teria ficado surpreso e recebido com humildade o prêmio. Na minha mente eu quase pude ouvir suas palavras:" eu não fiz nada para merecer isso, ainda."

A declaração dele vai nessa direção, de algo por fazer. Mas a lufada de ar puro que esse cara jogou no mundo é tão impressionante, que faz a gente pensar que o Bush não passou de um sonho ruim.

Lendo a manifestação do Michael Moore e a listagem das coisas que ele já fez, como fechar Guantânamo e o discurso do Cairo, eu me forço a mudar de opinião.

Pode parecer pouco, mas ele, apenas com sua eleição e mudança de conduta na presidência, já livrou o mundo de muitas da obras que o "diabo" pretendia realizar na Terra.

Só espero que ouça a voz da razão (e do Michael Moore) e se retire do Afeganistão. Porque, realmente, isso é o que um homem de paz faria.

pablo (10/10/2009 - 01:53)
não foi o próprio kennedy, quem ordenou a invasão da baía dos porcos ?

começo do ano, 2009, frente a uma das piores tragédias que a humanidade criou, comparável ao massacre em Vietnâ e no nazismo alemão, que foi o ataque à população sitiada em Gaza, após 18 meses de bloqueio econômico genocida, e isso foi encarado com total indiferença, senão apoio declarado aos agressores pelo então candidato Obama. E para mim foi inaceitável.

Mas, reconheço que o negócio é político: em meio aos neocons, talvez Obama tenha recebido a indicação por se declarar contra o interrogatório por afogamento, enquanto a direitaça considera esta prática absolutamente normal, ou fundamental para a democracia.

Vera Pereira (10/10/2009 - 01:44)
Acho que você tem razão, Azenha. Aliás, lendo jornais americanos, blogues e comentários de leitores, ficou claro pra mim que a direita ou os neocons de lá agem exatamente igual aos equivalentes de cá: os mesmos insultos, a mesma desqualificação, o mesmo derrotismo, pessimismo, espírito de urubu; teve jornalista que "mandou" o Obama devolver o prêmio; tem quem aposte que daqui a seis meses ele vai decepcionar o comitê do Nobel, com a mesma certeza com que o nosso PIG diagnosticou com a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016 serão um fracasso e uma tremenda roubalheira. O PIG de lá é igual ao de cá. E nada me tira da cabeça que além da ideologia neocon, há o preconceito de classe; aqui acrescido do preconceito contra os nordestinos, os pobres e os "sem estudo", lá contra o negro. Tudo igual, o mesmo horror. Só que em inglês.

Marcos P.B. (10/10/2009 - 01:27)
Azenha, excelente análise, obrigado.

Fabio Passos (10/10/2009 - 00:56)
Tomara que este prêmio concretamente ajude o Obama a derrotar a odiosa industria da guerra ianque...

Sofia,
Excelente a referência de Michael Moore.

Cláudia (10/10/2009 - 00:15)
Azenha, acao de ter uma discussão, regada à cerveja e pizza, defendendo exatamente este seu ponto de vista. Estou com você e não abro: para enfrentar a extrema direita, que no caso dos Estados Unidos, além de separatista, é terrorista, Obama precisa sim deste capital político.
A direita, no Brasil e no mundo, tem um projeto político; a esquerda também precisa ter. Textos como este seu podem servir de arma contra esse hegemônico discurso fascista das elites, representadas com paixão por seus lacaios da mídia. Parabéns!

André Frej (09/10/2009 - 23:50)
Perdão, Azenha. Ao invés de comentar seu texto, destacarei a postagem pela navegante Goreth do artigo do neocom Alberto Dines. O texto dele é uma das maiores excrescências dos últimos tempos na história do PIG brasileiro.

Goreth (09/10/2009 - 23:11)
Ele não conseguiu ganhar as Olimpíadas, porém uma semana depois, na mesma Escandinávia, foi empurrado para o Olimpo, como um dos campeões da paz. Barack Obama não é um sortudo, nem é engraçado, nem é "o cara". É a quintessência da fé: o visionário, o homem que acredita. Sonha e mostra que o sonho é possível.
Barack Obama é o símbolo do mundo liberado das algemas do rancor ideológico. Pós-racial, pós-capitalista, pós-socialista, negro, tem nome árabe, seus auxiliares mais próximos são judeus e representa como ninguém o sonho americano - isso explica a ferocidade da minoria direitista americana e dos seus vitriólicos blogueiros...
O Comitê Nobel e a Real Academia Sueca desta vez anteciparam-se. Ao invés de consagrarem um saldo de façanhas já realizadas, preferiram sancionar intenções, fortificar promessas, reforçar esperanças e estabelecer uma ousada agenda mundial que poucos ousarão contestar.
Este Nobel da Paz diferencia-se nitidamente dos 100 anteriores porque foi alçado da esfera do evento que se assiste passivamente para converter-se num movimento galvanizador do qual todos gostariam de participar. Ao menos como testemunhas... Assim como reacende antigos preconceitos em seu país, Barack Obama estimula admirações no resto do mundo. E os seus conterrâneos, aparentemente, ainda não aprenderam a conviver com esta sua nova contribuição à humanidade.

DOIS PRÊMIOS, UMA ESCOLHA
09/10 - 18:33 - Alberto Dines

Olímpio Cruz Neto (09/10/2009 - 23:02)
O instituto apontou que o presidente dos Estados Unidos está sendo artífice de um "novo ambiente na política internacional" e que, graças "aos seus esforços, a diplomacia multilateral está recuperando sua posição central", tendo "devolvido às Nações Unidas e outras instituições internacionais seu papel de protagonista".

Para mim, tais justificativas bastam. Eu sou fã do Obama. Acho que um presidente que é capaz de escrever seus próprios discursos, num país como os Estados Unidos, mergulhados numa retórica violenta que beira a paranóia anti-comunista, já é um grande avanço. É um presidente capaz de citar trechos de discursos históricos na ponta da língua, é fã de Martin Luther King e de rock"n'roll%u2026 Além do mais, é amigo do Lula. E, como apontou Cynara Menezes, há alguns meses, em CartaCapital, o cara ainda "pega jacaré".

Os extremistas de direita têm construído, diuturnamente, na internet e em todos os meios de comunicação ao seu alcance, um discurso de uma virulência assustadora até mesmo para o saudoso senador Joseph McCarthy, que nos anos 50 fez a festa com seu anti-comunismo e colocou meio mundo artístico e liberal no olho do furacão, em pleno Senado americano. A cantilena do perigo socialista nos Estados Unidos agora é uma piada. Mas é uma piada de mau-gosto em que muitos acreditam.

Para quem acha que estou exagerando, basta acessar o portal The People"s Cube ou ouvir as bobajadas ditas em tons proféticos de Rush Limbaugh.

http://wp.me/pgO8c-tw

Karenina (09/10/2009 - 22:58)
Tá..então se não fosse o cara, quem seria ?

Goreth (09/10/2009 - 22:42)
Azenha, você está coberto de razão. Lúcida e bonita análise

Cici (09/10/2009 - 22:34)
Acredito que não deram a ele pelo que já fez, mas pelo que ele não poderá deixar de fazer.
Na realidade não lhe deram um prêmio, deram-lhe uma missão.

Gerson (09/10/2009 - 22:25)
Significante e Significado - Saussure

Jorge (09/10/2009 - 22:01)
Azenha, você há de convir então que precisamos, rápido, de alguma ação tangível, mesmo porque, que me lembre, esses tais "neocons" também respiram e precisam se alimentar. Meu professor de Marketing disse que não devemos dar para nossos "inimigos" uma sombra maior do que a que eles tem realmente. Não são seres poderosos, deuses ou qualquer outra coisa (talvez um pouco uns demônios..). Darei uma sugestão ao blog: uma lista nacional de inimigos do pais. Simples assim. Ah! e democrática: apresentamos os nomes e serão votados por nós mesmos. Algo parecido com Salém....

cleusa (09/10/2009 - 21:33)
Com informações mais sedimentadas voce definiu o que eu intuia a respeito dessa premiação, acho que o próprio Obama também pensa assim.

Maria Dirce (09/10/2009 - 21:27)
Obama,muito simpático, gosta do nosso presidente e é de verdade, tenta mudar o que não gosta nos Usa, mas fica apena no discurso, não consegue.Apenas 9 meses que o mundo o conhece.Obama esta para o Nobel da paz, assim como a ONU para New York,ou seja eles os yanques, fazem a festa e correm atrás da vareta!!!!!

trombeta (09/10/2009 - 21:26)
Todo ser humano inteligente da terra entendeu o simbolismo da escolha de Obama, foi um movimento de mestre da turma do nobel.

Belo texto Azenha!

Fátima-Bahia (09/10/2009 - 21:11)
Azenha,
Foi esta a minha exata percepção desse prêmio para o Obama.Apoiei a decisão exatamente por concordar que ele precisa desse reforço diante da opinião pública do seu próprio país e diante da oposição.Vida longa ao Obama e ao que ele proclama como projetos e ideais!

Alcino (09/10/2009 - 21:08)
Lembro-me de uma capa memorável da revista Veja. Considero uma das obras primas do expressionismo neocon. Foi às vésperas da eleição de 1990. Com a dominância de um vermelho sinistro, encrustava-se uma estrela do PT. E a manchete: "A Estrela do PT Brilha e Assusta."

luiz carlos (09/10/2009 - 21:04)
Azenha, permíta-me discordar de parte do seu texto acima, quando diz que John Kennedy não permitiu o uso de aviões americanos em ataque a Cuba. Não permitiu o uso de aviões da Força Aérea americana, mas bombardeiros B-26 americanos, da CIA, pilotados por cubanos e alguns americanos da Guarda Nacional americana recrutados pela CIA, destruiram e inutilizaram uma parte da Força Aérea cubana. Com autorização de quem a CIA planejou, organizou e invadiu Cuba? Afora as inúmeras tentativas de assassinar Fidel Castro, em conluio com mafiosos americanos e cubanos. John Kennedy e seu irmão Robert Kennedy - procurador-geral, não foram santos ou governantes democráticos exemplares.

Elenice (09/10/2009 - 21:04)
Maravilhoso texto. Parabéns. A razão e o sentimento agradem.
Fiquei emocionada, li alguns comentários de internautas e me aborreci, mas com este texto estou fortalecida.
Esta semana ouvi excelente palestra do ministro do STF Ayres Brito e ele citou que quando enxergamos a realidade além do que vemos é o olhar da consciência.
O prêmio à Nobel da Paz ao presidente Barack Obama, um jovem político, humnista, pacifista é um convite para que ele agregue os governantes das Nações do Mundo para em consenso trabalharem uma gaenda global universal que tenha na pauta: as questões que Obama priorizou meio ambiente, combate à sonegação, desarmamento nuclear, igualdade, solidariedade, direitos humanos, fim da tortura, fim dos conflitos bélicos, liberdade religiosa, educação., respeito mútuo entre as Nações ricas e pobres.
o presidente Obama tem carisma, jovialidade, intelectualidade, humildade, tem trajetória de vida e humildade para liderar a conquista da paz mundial, a humanidade agradece.
Presidente Barack Obama é cidadão do mundo, ele representa o mundo sem fronteiras e a união dos povos.

alexandre (09/10/2009 - 21:03)
Esse PS é hilário. os neocons são hilários,embora perigosos.

Claudio Paiva (09/10/2009 - 20:51)
Achei genial a ideia de premiar Obama, ainda no começo do mandato, porque o deixou moralmente comprometido a, de fato, merecer esse premio. E pra lembrar, estamos aqui falando de ação efetiva pela paz mundial.

Vejo o premio mais como um desafio do que como reconhecimento.

Milton Hayek (09/10/2009 - 20:48)
Trabalho morto: Marx e Lenine reconsiderados

por Paul Craig Roberts [*]

[*] Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions . PaulCraigRoberts@yahoo.com

http://resistir.info/crise/trabalho_morto.html


"O capital é trabalho morto, o qual, como um vampiro, vive apenas para sugar o trabalho vivo, e quanto mais sobreviver, mais trabalho sugará".
--Karl Marx
Se Karl Marx e V. I. Lenine hoje estivessem vivos, seriam os principais candidatos ao Prémio Nobel de Ciência Económica.

Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lenine previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de instrumentos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos "modelos de risco" aos quais tem sido atribuído o Prémio Nobel e estão mais próximos da moeda do que as previsões do presidente do Federal Reserve, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, o qual acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise económica.

Na primeira década do século XXI não houve qualquer aumento no rendimento real dos trabalhadores americanos. Houve sim um declínio agudo na sua riqueza. No século XXI os americanos sofreram dois grandes crashes no mercado de acções e a destruição da sua riqueza imobiliária... "

Sofia (09/10/2009 - 20:47)
E o Michael Moore pede para que Obama agora ganhe o prêmio que recebeu, acabando de vez com a era de guerra do Bush:

http://www.michaelmoore.com/words/mikes-letter/congratulations-president-obama-nobel-peace-prize-now-please-earn-it

Lincoln Macário (09/10/2009 - 20:41)
O testamento de Alfred Nobel fala sobre premiar os "esforços" pelo bem da humanidade, não necessariamente os resultados. Se o resultados ainda são insuficientes, ninguém pode negar que Obama tem de fato se esforçado. Num país que para a maioria da população ser chamado de socialista é insulto, o que ele tem feito já é digno de Nobel. Rezemos que seja realmente um estímulo eficaz.

Sofia (09/10/2009 - 20:40)
Não deve ser fácil ser Obama. Ele deve lutar - ou melhor - se defender, 24 horas. Algo tão poderoso como o ódio não existe, até que se consiga minimizá-lo e transformá-lo em coisa patética. Até então, este ódio se alia ao medo. Alguém com ódio mostra um cenário de medo e muitos teleguiados respondem imediatamente. Pavlovianamente.
É por isto que Obama e todos os que estão querendo detonar este esquema ódio\medo\poder\submissão tem de receber todo o nosso apoio.
Não temos tempo para nos dar ao luxo de falar em ideologia quando o que está em jogo é barbárie ou civilização.

Milton Hayek (09/10/2009 - 20:39)
prova do ENEM é roubada em gráfica da Folha e dá desculpa para Serra boicotar o exame; tumultos em trens da Central do Brasil tiveram origem em sabotagem; PSDB 'vaza'dossiê contra Petrobrás feito por consultoria ligada a petroleiras internacionais; mídia martela cenas de ação inexplicável do MST no interior de SP; atraso na devolução do IR é noticiado pelo Globo como 'punição' contra a classe média
(Carta Maior não acredita em bruxas; 10-10)

Milena (09/10/2009 - 20:39)
Não achei justo. O que mudou com Obama foi o discurso. Parece-me que falta nele impor à vontade usando o poder que foi dado a ele. Concordo que não é tarefa fácil, mas eu esperava muito mais. Enquanto Obama faz seu discurso de agradecimento pelo prêmio, civis afegãos estão sofrendo, os iraquianos ainda contam seus mortos, Cuba vive um embargo ridículo, os sionistas fazem o que bem querem, etc...

Milton Hayek (09/10/2009 - 20:33)
Há que se ter calma e não jogar o bebê fora com a água do banho.Esse prêmio dá algo que Obama precisa nesse momento difícil(basta ver a dissonância com que opera a diplomacia estadunidense,onde democratas e neocons se digladiam):legitimidade.
Eu diria que,após Bill Clinton ter denunciado uma conspiração neocon contra Obama,esse prêmio o torna visível ante o mundo inteiro.Alguém aí mataria um Nobel da Paz????

Maurício Caleiro (09/10/2009 - 20:30)
Tudo bem, a análise do combate sem trégua dos neocons contra o Obama - e do papel que o prêmio pode desempenhar como salvaguardas junto à opinião pública - é impecável. Agora, isso não contraria a sensação de que se vulgarizou o Prêmio Nobel. Afinal, ele não devia ser utilizado como peça de estratégia política, e sim como uma das - até agora - mais respeitáveis láureas para aqueles que realmente se destacaram nas áreas em questão.

Leo (09/10/2009 - 20:20)
Boa avaliação. Embora ainda não tenha opinião formada sobre o assunto.

mila (09/10/2009 - 20:02)
Vendo por esse lado, até pode ser uma BOA essa premiação para OBAMA....mesmo assim, fico com as barbas de molho....os democratas do USA parecem mais uma facção menos fundamentalista da direita...bem que, Clinton, o democrata, em relação ao mundo, fez igualzinho ao Reagan.

http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (09/10/2009 - 19:46)
Caro Azenha, lamento discordar, mas sem emocionalismo digo que não há diferença entre imperialismo democrático e imperialismo republicano, salvo pela vaselina perfumosa dos primeiros.
O tempo escoa impondo rapidamente expor a verdadeira face do oculto pela lavagem midiática que nos é historicamente imposta por ambos.
Sinto muito, sou grato.

Diego Calazans (09/10/2009 - 19:33)
Os neocons são uma praga também em nossas universidades. Tive professores assim no mestrado. Um deles chegou a manter uma coluna num jornal daqui (Aracaju-SE). O jornal tenta ser uma versão "papel-de-embrulhar-peixe" da Veja. Os comentários publicados por ele em sua coluna não deixam a desejar - em truculência, histeria, arrogância e recusa do real - aos mais conhecidos colunistas da grande imprensa. Dentro da universidade, mesmo na área de Ciências Sociais, na qual sou mestre, proliferam "pensadores" da direita mais esquizofrênica. Fizeram um seminário especial para apresentar o livro "O País dos Petralhas" à comunidade acadêmica, como se Reinaldo Azevedo fosse um gênio. O nível baixou mesmo. A direita perdeu seu referencial. Os argumentos neocons reduzem-se a resmungos irônicos, frases preconceituosas proferidas como se fossem indício de liberdade de pensamento, rotulação do adversário... Eu mesmo já fui tachado de tudo um pouco; o rótulo que mais usam é "patrulheiro do politicamente correto". Usam-no quando denuncio a homofobia, o racismo, o machismo, o elitismo, o pensamento reacionário que ainda dá frutos na instituição que deveria conduzir ao Esclarecimento. Qualquer individuo de propensão humanista que ouve um dos neocons cuspir seus discursos tão adjetivados e acompanhados de expressões que convidam ao linchamento tende a sentir-se acuado, como eu me sinto. Vejo o mal que os neocons fazem à democracia. Aqui ou nos EUA. Por isso, também a mim agrada o Nobel de Obama.

J. Eduardo (09/10/2009 - 19:31)
Concordo plenamente, Azenha! O Prêmio servirá como um incentivo adicional a Obama para que continue trilhando o caminho da construção da paz no plano externo e, na política interna dos EUA, o auxilie a esvaziar o poder ainda forte dos neocons no país.
Parabéns, Obama!

Fernando (09/10/2009 - 19:07)
Precisa se ligar no jogo, porque acabaste de fazer um gol contra.



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