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A patética esquerda sem povo

Atualizado em 29 de novembro de 2009 às 15:04 | Publicado em 29 de novembro de 2009 às 14:05

por Luiz Carlos Azenha

O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.

Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.

Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.

Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.

O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.

Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda -- à qual César Benjamin alega pertencer -- e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.

O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.

Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.

O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.

Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.

É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de que O POVO não sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.

Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo".


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Osvaldo (25/01/2010 - 17:40)
Mas que excelente artigo!
Eu apenas adicionaria q foi desespero puro, Lula tem ganho muitos prêmios aqui e alhures, eles não sabem mais o q fazer. Partiram para o imponderável. Lula deve ser o político que mais violência abjeta sofreu na história.
Este Cesinha, meus Deus, o q é isso... pobre coitado.

francisco.latorre (03/12/2009 - 18:42)

lula é o povo.


João Bastos (01/12/2009 - 23:03)
"Klaus (01/12/2009 - 09:51)
O sucesso de Lula é ter se afastado desta esquerda. todos aqueles artigos em revistas internacionais, "ele é o cara", 102% de aprovação popular, ..."

Gente, até o Klaus "lulou". Nesse rumo, em 2010 nem a mãe do Zé Serra vai votar nele.

Castor Filho (comentário enviado por ArnaldoC da RDCN (01/12/2009 - 22:02)
Bom, o texto abaixo, bom porque positivo e merece reparos, o primeiro relativamente à adjetivação corrente do regime de exceção que tivemos, longo como a "Era Fascista" do Duce (1964/85 e 1922-43, respectivamente. A nossa não foi uma ditadura "militar", ela foi ditadura e pronto. Os milicos tentaram nela implementar não mais que uns 5% do seu ideário em torno dos "Objetivos Nacionais Permanentes", no quadro da "Doutrina de Segurança e Desenvolvimento". Não puderam ampliá-lo porque os fautores da ditadura, a burguesia preposta de interesses vários, inclusive estrangeiros, não estavam interessados em ideários e doutrinas.

Empenhavam-se apenas na repulsa a tudo que trescalasse ao que o Azenha chama de "Povo", palavrinha enganadora e pretextual de golpes e salafrarices sem fim. "Massa" também não serve, dada sua origem mussoliniana. Então vamos de Multidão, conceito spinozeano, reexumado por Toni Negri, em contexto diverso ao que viveu o pensador luso-holandês, claro. O que o sociologuês estatístico dos uspeanos chama de "Classes D e E" (que horror!) é onde se concentram as Multidões (não no sentido de Orlando Silva, apodado de "Cantor das Multidões!", pois naquele tempo, no Brasil corporativo-estadonovista, nem rádio tinham os pobres de eito, a grande maioria, cf. "Coronelismo, Enxada e Voto", de Victor Nunes Leal).

Permita-me igualmente o Azenha entrar em sua imediata ancestralidade, pois fiquei admirando o Seu Azenha. Não havia contradição alguma no fato de seu valoroso pai ser empresário (outra palavrinha de que não gosto, mas "pegou", já que comerciante ou industrial são mais corretas, a primeira meio-desmoralizada por aí: "Comerciante é todo aquele que, inscrito, ou não, no Registro de Comércio, faz da mercancia sua atividade habitual", dfinição bem lusitana contida no Código Comercial, de 1853 - o buzílis está no "não-inscrito", o que faz de "comerciante" a maioria não-multitidinária). Acho que não pairam dúvidas sobre a condição de Comunista de Friedrich Engels, pois não?

Ele era mais que rico, pois filho de papai riquíssimo, aliás, "executivo" (outro horror!) do genitor, em Bruxelas, Manchester e Londres, viajadíssimo e grande champanheiro-charuteiro. E, não fosse isso, como é sabido, Karl Marx teria morrido antes e não teria escrito tanto. Nessas condições, Seu Azenha não foi absolutamente contraditório e formou fileiras com a "vanguarda", inclusive a que levou à criação do PT com as Pastorais Operária e da Terra e as Comunidades Eclesiais de Base, jamais aquela do "Cesinha"-dos-infernos da Geléia Geral ropicodélica(*).

Pequena nota: meu avô materno, morto sob tortura aos 32 anos, foi anarco-comunista nos anos-20 e era "comerciante de café, madeira e cereais", tendo legado à família uma carteira da III Internacional que minha Vó queimou, com medo dos esbirros de Arthur Bernardes e Aurelino Leal. O tal documento, contrariamente aos repressores de hoje (RGs, CPFs, atestados de residência, títulos eleitorais e carteiras do trabalho - qias mais?), facultariam a ela e prole de cinco filhos moradia e educação gratuita na URSS. Em suma, o potiguar Omar da Fonseca Moura, ex-anarquista bolchevizado, era um comerciante, talvez inscrito no Registro de Comércio, ninguém da família sabia, ao certo...

Mas parabéns pelo texto, filho do Seu Azenha!

Abraços do
Arnaldo C.

(*) Nem todos os prisioneiros eram deveras "politicos" (os militares e policiais torturadores, mal-instruídos pelas cartilhas franco-argelinas e estadunidenses - não entendiam lá muito de idiomas estrangeiros -, revelavam ignorância abissal). Cobro sempre aos pesquisadores, por outro lado, pesquisa sobre os infiltrados nos movimentos da luta armada, sem resultado, mas aí o departamento é outro. Não há "Esquerda sem Povo", porque a ESQUERDA ESTÁ NA MULTIDÃO, o resto é conversa fiada. Numa "Faca só lâmina", João Cabral poetou o significado e significante elíptico de "afiada", viu, Seu PHA? Já houve gente que pensava fundo nesse País, como um Antonio Candido ou um Alfredo Bosi podem testemunhá-lo, por escrito e oralmente.

Alexandre Porto (01/12/2009 - 18:55)
quando vc diz: "O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral.", certamente não está defendendo que a esquerda deva ser revolucionária no sentido não-eleitoral, certo?

Essa nota pode ser lida de outra forma, pode ser usada contra vc ...

Não que o texto deixe claro seu argumento, mas daria uma boa manchete para o PIG!

Esse ódio do Benjamin remonta em grande parte das eleições de Zé Dirceu ao governo de SP em 1994, quando ele não aceitou o financiamento de empreiteiras ao candidato (financiamento legal, mas o PT quase rachou naquele ano).

Sophia (01/12/2009 - 14:45)
Este é um elogio Azenha?
"Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira."


Sophia (01/12/2009 - 14:38)
E a esquerda na Europa, CARLA é o que senão um monte de burguês sem rumo??

Carlos Botelho Filho (01/12/2009 - 13:45)
Lembrei-me de outro texto seu, " ódio de classes no Brasil", se não me engano.

O preconceito com Lula é e sempre será um preconceito de classe; é o que ele representa, contra quem ele representa. Mais uma vez, parabéns pelas palavras.

Severino (01/12/2009 - 13:38)
É perfeita a análise, estimado Azenha. Essa gente nunca vai entender porque Luís Gonzaga era do PSD e depois entrou para a Arena. E diante do desespêro de seu filho Gonzaguinha, que não se conformava com isso, ele dizia: Meu filho, esta história de comunismo isso é coisa para doutor...A Arena é o partido dos pobres, dos humildes...

Fernando (01/12/2009 - 13:33)
É isso aí Azenha, você disse tudo... Não mudaria uma vírgula sequer. Parabéns!...

Marcelo (01/12/2009 - 13:25)
Ótimo texto...muito boa reflexão!!

Cláudia (01/12/2009 - 13:05)
Acabo de ouvir de colegas alinhadas ao pensamento tucano um comentário exemplar dos efeitos de sentido no episódio César Benjamin: "Você viu a reportagem da Veja? O preso político se recusou a responder sobre o caso. Isso significa que pode mesmo ter acontecido!"

O paradigmático discurso me fez lembrar do livro IDEOLOGIA, de Eagleton, ao discutir ideologia versus capitalismo: "a ideologia é essencialmente uma questão de significado, mas a condição do capitalismo avançado (...) é a do NÃO-SIGNIFICADO que a tudo permeia (...)."

Ao expor o império do utilitário (consumismo) sobre a significação da vida social, Eagleton ressalta que, nessa efera, assim como no âmbito da mídia e do que ele chama de cultura cotidiana, a forma se impõe sobre o conteúdo, os significantes prevalecem sobre os significados "...para nos oferecer superfícies vazias, desafetas e bidimensionais de uma ordem social pós-modernista." A noção eagletoniana é certeira: a questão já não é mais a vida social ter ou não significado, mas se é ou não inteligível, se faz sentido para os sujeitos, pouco importando sua verdade ou falsidade.

Uma parte da audiência foi fisgada, não importando se ela de fato acredita ou não no que foi dito. Sob essa perspectiva, o canalha (Frias Filho) e o psicótico (Cesinha) lograram êxito.

maricota (01/12/2009 - 12:39)
Parabens ,Azenha seu texto é brilhante ...
tenho muita satisfação de ler seus texto obrigado.

José Roberto (01/12/2009 - 12:31)
É verdade Azenha, o seu texto é CLARO.
Se o presidente Lula se aclopasse à esquerda de gabinete, certamente seria um governo de ficção como foi FHC (além de propósitos escusos, é claro) e tantas outros governos anteriores (serviçais do Poder), e povo só na palavra e dsicurso.

Gabriel (01/12/2009 - 12:17)
"Se Cesinha é esquerda sem povo, então Lula é o povo sem esquerda. " Bom comentário do leitor!!!
Concordo em partes com o que vc escreveu, Azenha. Realmente a esquerda brasileira sempre teve dificuldade de se aproximar do povo, em geral se colocou como "vanguarda, etc... Mas, nao concordo com a maneira como vc acaba com a história do Cesinha, que foi de grande importância para o país, um dos maiores líderes estudantis. (a história dele é bem contada naquele livro do Zuenir Ventura, "1968"). A merda vergonhosa que ele fez agora não apaga o seu passado heróico. Por favor, não vamos confundir as coisas
Quanto à "política do possível", lamento muito que parte da esquerda pense assim hoje. A minha esperança é ver presidentes na Am. Latina, igualmente do povo, que tentam fazer mais do que isto, mesmo nos limites eleitorais. Abraços

Giovanni Gouveia (01/12/2009 - 12:16)
Lembrei de um amigo que começou a militar no movimento estudantil na década de 90, e foi debater as correntes com o pai (velho militante do ME nos 60) quando ele disse: "pai tem a causa operária", e o pai "quantos operários tem lá?"

Mas não é só Cesinha que tem desse tipo de ciumeira, Boa parte do Partidão (Bob Bucho, digo Frei Roberto, digo, Roberto Freire, que o diga) também tem esse rancor.

Muita gente queria o partido como "Vanguarda", partido "De quadros", mas o PT se construiu como partido "de massas".

Tenho cá minhas divergências com boa parte do direcionamento do campo majoritário (principalmente porque não alimenta a radicalização dessa mesma massa), mas esse princípio fundante do PT é a nossa pedra de toque.

Muito bom texto, Azenha.

Sandro Machado (01/12/2009 - 12:15)
Perfeito, é isso aí mesmo, O Lula não precisa provar mais nada para ninguém

Deus Mercado (01/12/2009 - 12:12)
Azenha,
Uma parte da esquerda, diminuta, ainda continua da forma descrita por você. Boa parte dela, seguramente a maioria, adotou o PT como seu partido e deu uma nova dimensão ao conceito de esquerda. PSOL, PSTU, etc, isto sai na urina. Sua análise está muito boa em relação à esta galera, mas peca ao não entender a mudança da maioria da esquerda. Hoje temos uma oposição despedaçada. Temos tudo para fazer maioria absoluta na CD e no SF, basta diálogo construtivo, à la Pepe Mujica, e fazer um governo muito mais tranq. Temos que ter a humildade, mesmo nesta conjuntura favorável e dar o cheque-mate neles.

Carla (01/12/2009 - 11:31)
Estou sem fólego: nunca li uma análise tão boa como essa; talvez por vir da Europa, também achei e acho que a esquerda brasileira é tão elitista quanto a direita, e que Lula é o povo finalmente no poder. Bravo Azenha, a nossa coruja sábia...

Luís (01/12/2009 - 11:30)
Se Cesinha é esquerda sem povo, então Lula é o povo sem esquerda.

Igor Tkaczenko (01/12/2009 - 11:05)
Muito bom o ponto de vista. Conscientização da massa e não massa de manobra é um bom caminho independente de ideologia partidária. No entanto, será sempre o socialismo (sociedade equilibrada em igualdade de bens materiais e serviços) um ideal dos "bons corações". O princípio Cristão primitivo comunista referente à existência material no corpo e na Terra, e até mesmo para ateus.

sidclei gondim (01/12/2009 - 10:24)
Comentar um texto destes! Só se for pra dizer o óbvio: foi perfeito!

Alfésio Braga (01/12/2009 - 10:11)
Azenha, brilhante texto. Obrigado.

Sagarana (01/12/2009 - 10:01)
Uai Azenha, primeiro vc afirma: "e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho". Em seguida vc afirma que "o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra" Isso é uma confusão ou uma confissão?

Klaus (01/12/2009 - 09:51)
O sucesso de Lula é ter se afastado desta esquerda. todos aqueles artigos em revistas internacionais, "ele é o cara", 102% de aprovação popular, são foram possíveis pq ele se afastou da esquerda. Aliás, como Lula mesmo disse, ele nunca foi de esquerda e que quem é de esquerda na velhice é tolo. Palavras dele...

Roberto Locatelli - São Paulo (01/12/2009 - 06:38)
Prezado Azenha. Acho que você está certíssimo no que se refere ao Brasil: a esquerda virou uma esquerda eleitoral, excetuando-se o MST e alguns poucos movimentos populares que não dependem de eleições para existir.

No caso da Venezuela e, mais ainda, da Bolívia, a esquerda se alicerça em movimentos populares que, se ainda não estão organizados 100%, estão a caminho disso.

Nesses dois países a relação entre a liderança e a população é dialética, no mais puro sentido marxista: por um lado, a liderança tem ascendência sobre a população. De outro, a população pressiona a liderança a avançar.

Nesses dois países, a população organizou-se como pode para derrotar golpes de estado. E venceram, o que não aconteceu, por exemplo, em Honduras, onde Zelaya agiu mais ou menos como Lula, guardadas as proporções.

A força de Lula é também sua fraqueza: Lula se confunde com o povo. E o povo gosta dele. Mas se amanhã vier um golpe de estado (nada improvável), Lula e o povo se identificarão na impotência, assim como ocorreu em Honduras.

Cabe à esquerda ajudar Dilma a vencer as eleições em 2010. Mas, ao mesmo tempo, e até como parte desse esforço eleitoral, cabe à esquerda fortalecer as organizações populares para avançar em tudo o que o Governo Lula/Dilma propõe: distribuição de renda, fortalecimento das empresas estatais, reforma agrária.

Marcos Lima (01/12/2009 - 00:26)
Conforme simplifica Mauro Carrara: "Os outros, os que sentem e agem do ponto de vista dos pobres, do excluídos da terra, são e serão sempre a esquerda. Sempre que me pedem uma diferenciação entre direita e esquerda, respondo que essa é a fundamental. Em nosso tempo, todos os que defendem os povos oprimidos, os movimentos de libertação do Terceiro Mundo, são a esquerda. Aqueles que, manifestando-se do alto do próprio interesse, dizem que não há motivo para distribuir o dinheiro que suaram para ganhar, são e serão a direita. Essa é a divisão que existe em toda parte, aqui como no Brasil."

Pra transformar essa "esquerda" ideal em prática, só mesmo tentando o "como fazer" com a política do possível.

Fred (01/12/2009 - 00:02)
Que César Benjamin vendeu a alma ao diabo, qualquer mente mediana já entendeu. Que a sua "denúncia tardia" é um acerto de contas (pela direita) com o seu passado, e não com o do Lula, eu, particularmente, não tenho dúvida. Daí, no entanto,ao reproduzir o discurso da velha direita contra a velha esquerda, Azenha arrisca se encontrar em qualquer esquina com a direita de ontem, de hoje e de sempre.

Pina (30/11/2009 - 23:31)
Azenha, vc já leu a entrevista do Lula no antigo Pasquim? Ali fica claro a posição dele, isso quando sindicalista, já demonstrando a politica do possível. Sou bancário e já presenciei o que alguns sindicalistas da chamada extrema-esquerda fazem em algumas ocasiões. Um exemplo: a negociação salarial em certo ano tinha chegado a um impasse. Aconteceu que poderia de pior: ajuizamento da negociação, a ser decidida pelo TST. Todos sabemas que a decisão no TST sempre pende para o patrão. E não é que um sindicalista, filiado ao PSTU DEFENDEU o julgamento no TST, admitindo na maior cara de pau que reconhecia o risco de perdas de algumas conquistas da categoria? Pode isso? Infelizmente, esse são alguns integrantes da esquerda radical brasileira.

Ubaldo (30/11/2009 - 22:58)
A conivência da Folha combinada com a inveja e tentativa oportunista de promoção política do César Benjamim promoveram esse episódio grotesco que deve servir de exemplo de como não se deve agir, sem ética e sem ouvir todos os envolvidos. Oxalá o tom de campanha, que mal começou, volte a níveis suportáveis.
Com relação ao posicionamento ideológico, fazendo uma analogia com o futebol, que é de agrado do Lula, eu diria que o Lula é ambidestro. Joga de ESQUERDA no exterior e de DIREITA para governar os assuntos internos. Já os canhotos brasileiros acham que quem joga com a ESQUERDA é mais habilidoso, joga melhor. Para os gringos bater de ESQUERDA é ruim, pois a bola vem com muito efeito.

André (30/11/2009 - 21:05)
PS: Leandro, não concordo exatamente com tudo o que você disse, mas na essência sim. rsrs

André (30/11/2009 - 21:03)
Leandro , concordo e vou além : Na minha opinião, o brasileiro é um povo que tem crise de identidade.

Paulo (30/11/2009 - 20:59)
Eu sempre disse que esses grupelhos de PT eram vertentes do fascismo. Taí, demorou, mas eu estava ceto!

Leandro (30/11/2009 - 20:39)
Descreveste uma realidade. A esquerda cada vez mais se afasta do povo e sobrevive numa "ilusão" de quem não sabe o que é.Na maioria das vezes imatura, pra não dizer infantil. Querem representar uma classe a qual eles não pertendem, numa total falta de legitimidade. Infelizmente a "esquerda" está se tornando um "playground" de filhos da classe média, que na grande maioria nunca tiveram dificuldades na vida e por isso acham que as mudanças são simples e fingir ser operário dá-lhe algum status. Esses se declaram representantes dos operários, numa mistura pseudo revolucionário, regado a woodstock. Se traçarem um perfil dessa nova juventude pseudo revolucionria verão exatamente isto.Talvez isso seja fruto de uma grave falta de identidade dessa juventude que não sabe o que são , de onde vieram e acham que ainda estamos nos anos de chumbo.


Julio Rivera Prado (30/11/2009 - 20:19)
Pela política do possível!!!!!

Luiz (30/11/2009 - 19:40)
Vixi!! Que cruzado!!

Vicente Cariry (30/11/2009 - 18:58)
O artigo é excelente, o primeiro a acrescentar algo, e não fica na indignação apenas, procura dar um sentido. Apenas uma ressalva: por mais erros que as esquerdas (escrevo o plural para frisar a diversidade) tenham cometido, não tem sentido generalizar a crítica à esquerda. Vi muito dessa forma, "povo" ou "massa", durante a militância no ME e no Jornal Movimento. Um determinado estudante se classificava de forma bem ilustrativa: ele seria, enquanto estudante, um PROLETÁRIO, 'inda por cima um REVOLUCIONÁRIO...

Clara (30/11/2009 - 15:36)
Azenha,

Parabéns pelo excelente texto!

Eu sou brasileira, eu sou Lula, eu sou Dilma 2010!

Luis Henrique (30/11/2009 - 00:34)
Esquerda sem povo é direita com máscara de carnaval.

Marcos D. (29/11/2009 - 23:51)
continuação:

E é por causa disso (e como você já disse, Azenha) que as Esquerdas radicais tem tanto ódio de Lula e do PT. Aliás, elas destilam contra Lula e o PT o mesmo ódio que direcionavam contra Vargas, Jango e o PTB e justamente pelo mesmo motivo: porque eles, com suas políticas trabalhistas de inclusão social, afastaram os trabalhadores das Esquerdas mais radicais.

Recentemente, Azenha, li o livro "O Imaginário Trabalhista" (muito bom...recomendo a leitura), de Jorge Ferreira, onde ele conta que, na época do segundo governo Vargas, o PCB decidiu fazer oposição radical ao mesmo e, daí, os seus militantes começaram a ir para as portas das fábricas falar mal de Vargas, chamando-o de "agente do Imperialismo" e outras imbecilidades do mesmo tipo.

Sabe o que aconteceu, Azenha? Os pecebistas passaram a levar um monte de pedradas e de pauladas dos trabalhadores. Estes ficaram com tanto ódio dos comunistas que quando Vargas se suicidou o primeiro prédio que os trabalhadores atacaram foi o do jornal do PCB.

Depois disso, o PCB percebeu o absurdo de se falar mal de Vargas e se aliou ao PTB e a Jango. Não duvido muito, Azenha, que daqui a alguns anos, as Esquerdas radicais percebam que essa oposição radical, maluca e suicida que fazem ao governo Lula, está afastando-as dos trabalhadores e dos mais pobres. E daí, mesmo que a contragosto, talvez elas voltem a se aproximar de Lula e do PT.

Então, Azenha, você "matou a charada" com este texto. Valeu!




Marcos D. (29/11/2009 - 23:50)
continuação:

Assim, coube ao governo Lula (apoiado pelos mais significativos movimentos sociais brasileiros, como o sindical, de sem-terra, sem-teto, estudantil, entre muitos outros) a tarefa de retomar o projeto de se construir uma Nação mais justa, igualitária, democrática, soberana (veja que a política externa do governo Lula é uma continuação da política externa independente que começou a ser implantada ainda no final do governo JK, que tinha Jango como Vice-Presidente) onde mesmo os trabalhadores, os mais pobres e os miseráveis possam ter a chance de ascender social, econômica, política e culturalmente.

E é neste aspecto, de se criar políticas que promoverm a ascensão das classes mais pobres, que entendo que o governo Lula é uma continuação do projeto de Vargas/Jango. E não é à toa que, principalmente nos casos de Vargas e de Lula, ambos conseguiram afastar os trabalhadores e os mais pobres dos grupos mais radicais das Esquerdas .

Aliás, Jango não conseguiu isso e teve que se aproximar das Esquerdas mais radicais e isso foi fundamental para que fosse derrubado pelas Direitas... Estas até aceitavam Jango como Presidente, mas desde que ele se afastasse dos grupos nacionalistas e esquerdistas mais radicais e adotasse políticas conservadoras, o que ele não aceitou, evidentemente.


Marcos D. (29/11/2009 - 23:49)
continuação:

Esta, aliás, foi instalada justamente para isso mesmo, ou seja, para destruir com aquele projeto de inclusão iniciado por Vargas e que teve continuidade com Jango, dizendo que o mesmo era sinônimo de "comunismo", o que era uma gigantesca asneira, é claro.

Mas, o argumento "comunista" colou junto às classes médias e altas da época e entre as Forças Armadas e isso resultou na derrubada do governo Jango. E o que a Ditadura Militar fez depois disso, Azenha? Intensificou o processo de exploração da força de trabalho, arrochando brutalmente os salários (foi por isso que o movimento sindical, tanto rural como urbano, foi duramente reprimido pela Ditadura), aumentando fortemente a concentração de renda e as desigualdades sociais.

E o estrago feito pela Ditadura nas áreas econômica e financeira (a falência do Estado, com o brutal aumento da dívida externa, o aumento da inflação, o forte crescimento do desemprego, o arrocho salarial) inviabilizaram qualquer tentativa de se redistribuir a renda em benefício dos mais pobres e dos trabalhadores na década seguinte ao fim da mesma.

Já o projeto neoliberal de Collor e de FHC, na verdade, radicalizou essa política implantada pela Ditadura Militar de aumentar a exploração da força de trabalho e não poderia, mesmo, portanto, resultar em qualquer melhoria para os trabalhadores e para os mais pobres.


Marcos D. (29/11/2009 - 23:48)
continuação:

A combinação de geração de empregos formais em número recorde, concessão do maior aumento real para o salário mínimo desde o governo Jango,a criação e ampliação de políticas de inclusão social e a redução da inflação pela metade fizeram com que o governo Lula terminasse a obra de Vargas/Jango, ou seja, a de construir um país melhor e digno Para Todos.

Não é à toa, portanto, que dezenas de milhões de brasileiros (o número exato somente iremos saber depois que o governo Lula acabar) subiram de classe social, ascendendo, principalmente, das classes D e E para a classe C.

Assim, pela primeira vez na história do Brasil temos, hoje, a chance de construir um país em que todos possam desfrutar de uma vida digna e mesmo aqueles que estão, ainda, no mais baixo degrau da escala sócio-econômica, tem possibilidades reais e concretas de melhorar de vida.

O governo Lula criou, para as classes D e E e mesmo para grande parte da classe C a possibilidade concreta e real de melhorar de vida. Tais segmentos, que são a maioria absoluta da população, nunca chegaram a se beneficiar, de fato, com as leis trabalhistas de Vargas/Jango.

Isso aconteceu não por culpa deles, é claro, mas em função do fato de que o processo de inclusão social iniciado por eles foi interrompido pela Ditadura Militar.

Marcos D. (29/11/2009 - 23:47)
continuação:

Mas, e os demais, que existiam em grande número? E aqueles que permaneciam na informalidade e que nunca tiveram qualquer chance de ter acesso às leis trabalhistas criadas por Vargas e aprofundadas por Jango? Lula deu continuidade às políticas de inclusão social e política implantadas por Vargas/Jango e criou um conjunto de políticas públicas que beneficiam, justamente, a estes setores que, antes de Lula, não chegavam a se beneficiar com as leis sociais e trabalhistas que vigoravam no país há muitas décadas. Eram os excluídos.

E não foi apenas através de políticas de inclusão social (como o Bolsa-Família ou o ProUni) que Lula conseguiu isso mas, principalmente, através da geração de empregos formais (até o momento foram gerados quase 9 milhões deles no governo Lula), do controle da inflação (que é fundamental para se aumentar a renda dos mais pobres, pois estes não tem recursos para aplicar no mercado financeiro, como ocorre com os ricos e as classes médias mais abastadas... o governo Lula reduziu a taxa de inflação pela metade quando se compara com o governo FHC) e do aumento real do salário mínimo (acumula um aumento real de 46% no governo Lula até o momento).


Marcos D. (29/11/2009 - 23:46)
Brilhante, Azenha. E neste sentido, de 'roubar' o povo (prefiro a expressão trabalhadores, Azenha, e irei usá-la no lugar de 'povo', ok?) das Esquerdas vanguardistas iluminadas pelo espírito de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao e cia, Lula nem foi o primeiro a fazer isso no Brasil.

Getúlio Vargas também fez o mesmo, ao criar a legislação trabalhista e reconhecer os direitos dos trabalhadores que, pela primeira vez na história do Brasil, passaram a ser tratados como cidadãos e as suas reivindicações foram, em grande parte, atendidas pelo governo de Vargas. E foi justamente por isso que Vargas se tornou verdadeiramente adorado pelos trabalhadores brasileiros da época, tal como acontece com Lula, hoje, que é respeitadíssimo entre os trabalhadores, mais ainda mais entre os pobres e os miseráveis.

Para mim, Azenha, Lula está completando as obras de Vargas e Jango. O primeiro reconheceu os direitos dos trabalhadores urbanos, o segundo criou a legislação trabalhista para o trabalhador rural (foi o governo Jango que elaborou o Estatuto do Trabalhador Rural e estimulou a sindicalização dos mesmos).

Porém, estas políticas trabalhistas tinham uma limitação: elas somente beneficiavam os trabalhadores com registro em carteira de trabalho e que estavam organizados em sindicatos.


mariazinha (29/11/2009 - 21:58)
Concordo, em parte, Azenha.
LuLA, com sua inteligência privilegiada, descobriu que viver de utopias, não enche a barriga de quem tem fome.
Se seu ideal é tirar a fome, distribuir renda, tornar o Brasil grande, não pode agir como um irascível esquerdista.

O modelo já desgastado, comunismo/esquerda, não o levaria ao objetivo.
Não dá para ser simplista pois os fatores são inúmeros e sempre em movimento.
Como ELE mesmo já disse, se tivesse ganho a primeira, suas atitudes e ações seriam, completamente, diferentes. Com o tempo, pode assimilar e formar um pensamento mais conciliador, menos radical, mais humano; ísto é amadurecimento.
Não por sua vontade mas pela contingência da situação ELE deve ter pensado: " de que vai adiantar eu ser radical? Tenho certeza que se eu NÃO fizer concessões aos poderosos, estarei fora; na primeira volta, eles acabarão comigo e perderei a chance de fazer algo bom."
Fazendo o cálculo do custo benefício, viu que poderia conseguir realizar algo, mesmo que menos do que almejava.

Os outros, ferrenhos esquerdistas, ficaram fora de tempo. Não ganharão mais qqer. eleição. O tempo de Marina, HH, cesinho[UI!], freire, cristovam, já era. Hoje é diálogo exautivo, convencimento, concessões, ideias criativas, trabalho duro onde LULA dá de dez. Todos possuem direitos então a partilha do bolo deve guardar as devidas proporções, para agradar a todos.

Em suma, seu texto é excelente, pela abordagem.
Parabéns.

(29/11/2009 - 20:52)
VELHO, você simplesmente "matou a charada, amigo Azenha! Claro e cristalino como um dia de sol.

FORA PSDBestas DEMentes e PiG's!!!
QUERO LULA DE NOVO QUERO DILMA 2010 MEU POVO!!!

Moacir Simples Assim (29/11/2009 - 20:44)
Não vai ter nenhum artigo sobre as eleições em Honduras hoje?

Leão (29/11/2009 - 20:36)
Azenha, seu texto está ótimo, explica claramente a situação.
Porém concordo com [Paulo Jonas de Lima Piva (29/11/2009 - 19:58)], chega de dar trela para este BABACA do Benjamim!

Leonardo (29/11/2009 - 20:26)
Há poucos dias comentei aqui que a oposição iria levar a disputa eleitoral de 2010 para dentro do esgoto. Naquele momento, escrevi que na tentativa de levar a disputa para o lamaçal, a mídia golpista iria fabricar uma série de "escandalos" para tentar sujar de lama a imagem do presidente e de sua candidata.
Continuo pensando assim. Os fatos, pelo menos até o presente momento, não me contradizem.

Geraldo Chaves (29/11/2009 - 20:25)
(... Final de) Entrevista Esclarecedora
Você, um cineasta, um documentarista que viveu a cena, relembrando-a quadro a quadro, o que verdadeiramente pensa, o que diria hoje?
O Lula adorava provocar... era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era o marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara... como é possível que alguém tenha levado aquilo a sério?

Então...
Isso não tem, não deveria ter importância nenhuma. Só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...
Fonte:
http://blogentrelinhas.blogspot.com/

Geraldo Chaves (29/11/2009 - 20:23)
3.a parte - Entrevista Esclarecedora

Terra Magazine - Silvio Tendler, é você o publicitário citado por César Benjamin no artigo na Folha de S.Paulo?
Silvio Tendler - Eu mesmo, em pessoa.

Você estava lá? Você, o Lula, o César Benjamin, o publicitário Paulo de Tarso e o tal marqueteiro dos Estados Unidos?
Na verdade eu não me lembro é do César Benjamin lá no almoço (...) e, sim, o publicitário que ele diz não lembrar era eu. E ele, se estava lá, sabe e se lembra que era eu; não tinha mais três publicitários na campanha, portanto ele sabe que era eu quem estava lá...mas eu não sei se ele estava, não me lembro, de verdade, se ele tava na sala. Ele agora diz não se lembrar do "publicitário" porque sabe que eu não iria corroborar essa maluquice, até porque eu vi, testemunhei, a quantidade de erros, de bobagens que ele cometeu durante a campanha...

Ele, César Benjamin?
Ele, Benjamin...por exemplo: já tava tudo perdido, um dos poucos apoios que o Lula ainda tinha depois daqueles erros de ataques da campanha ao Plano Real, era o da Igreja. E de repente o César resolveu botar como pauta do dia o quê?

O quê?
O aborto! Só isso. Esse cara montava e desmontava os programas como se fosse um expert em comunicação... e não era. Me lembro de outra história dele. Tinham inventado uma legislação casuística, criada para segurar o Lula, que tinha feito aquelas caravanas pelo Brasil. Não podia ter imagem externa em movimento... então fizemos um video-clip, eu e minha ex-mulher, ... (continua)

Geraldo Chaves (29/11/2009 - 20:21)
(continuação) Entrevista Esclarecedora)
(...)
- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara...só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...

Silvio Tendler já fez cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Além de vários prêmios é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1 milhão e 800 mil espectadores), "Jango" (1 milhão de espectadores) e "Anos JK" (800 mil espectadores).

Na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, neste 2009, Silvio Tendler lançou o documentário "Utopia e Barbárie", no qual trabalhou durante 19 anos. Dentre os personagens ouvidos pelo documentarista mundo afora, o general vietnamita Vo Nguyen Giap, que derrotou os exércitos francês e americano. "Giap, o maior general do século XX", segundo o cineasta.

Na conversa que se segue, o documentarista Silvio Tendler recorda a história da história de Lula e o "menino do MEP".

(continua)

Geraldo Chaves (29/11/2009 - 20:19)
Entrevista esclarecedora

Não é preciso nem comentar. Só mesmo um... César Benjamin para escrever o que escreveu, só mesmo a FSP para publicar o que publicou. Do Terra Magazine:

Tendler: Benjamin vai ganhar o prêmio "loura do ano"

Bob Fernandes, no Terra Magazine

César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um "menino do MEP". Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, "um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci".

O "publicitário" é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:

- Ele diz não se lembrar de quem era o "publicitário", mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história...

Sobre os fatos e a acusação, gravíssima, o cineasta, o documentarista Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:

(Continua...)

Maria Lucia de Oliveira Rodrigues (29/11/2009 - 20:15)
Azenha, sou uma nova leitora do seu blog, já que minha inclusão digital é recente, mas estou amando. Antes de ter um computador, eu só lia Carta Capital, agora leio você, o Amorim e assim fico atualizada, já que nem consigo olhar para os jornalões.

Edson (29/11/2009 - 20:14)
Parabéns pelo fantástico senso crítico.
Não só César Benjamin, mas podemos citar também José Dirceu, José Serra, Roberto Freire, Heloisa Helena, Marina Silva, Fernando Gabeira e tantos outros que acreditam "piamente" que são as vozes do povo sem realmente buscar ouvir o povo do séc. XXI (principalmente os que moram nas cidades longínquas dos grandes centros consumidores e que querem ser consumidores também), algo que Lula no seu íntimo sabe que existe. Vamos incluir neste rol alguns ecologistas também, principalmente aqueles que moram em grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo, entre outros... que buscam frear o desenvolvimento consumidor do Norte/Centro Oeste/Nordeste brasileiro porque querem aplicar "suas" noções ambientais sem deixar as benesses do desenvolvimento (possuem blogs, internet, televisão, banho quente, automóveis e viajam para o exterior...)

Quero também dar os parabéns ao seu pai: "(...)jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar."
Algo que deveria ser copiado por todos que participaram da luta contra a ditadura e que sobreviveram.


Paulo Jonas de Lima Piva (29/11/2009 - 19:58)
Caro Azenha,

Você está obsessivo com esse assunto do Benjamin! Esqueça essa baixaria! Esqueça esse Benjamin! Pare de fazer o jogo do PIG! Siga o exemplo de PHA! Ignore! Enfim, pare de dar destaque ao que não merece destaque!

MILA (29/11/2009 - 19:23)
Os intelectuais de esquerda e direita são unidos em um unico sentimento: inveja do operário. São preconceituosos, elitistas e não admitem que um operário iletrado, ignorante, analfabeto, grosseiro tenha sido o redentor do povo seja admirado no mundo. Admiração que deveria ser por direito destinado a alguem da classe deles.Por isso vivem a dizel que Lula é um usurpador, um mentiroso, um embuste, produto de markenting. ESTÃO DOENTES DE INVEJA.

mila (29/11/2009 - 19:16)
Vcs já notaram que os membros da extrema direita e da extrema esquerda têm muita coisa em comum, entre as quais a de que o povo brasileiro não está a altura deles. O povo para eles é sempre burro, ignorante e não sabe o que quer. E tem que ser conduzido como carneirinho pelos doutos pro abate.

mila (29/11/2009 - 19:12)
Com toda sinceridade, o que quero é Justiça social, se necessariamente tem que passar pelo socialismo, confesso que não sei. Só sei que não quero o comunismo, ao estilo dá URSS, muito menos do CHINÊS.

Quero liberade, quero uma sociedade meritoria, mas que ao mesmo tempo não seja egocentrica, consumista, materialista. Quero liberdade, fraternidade e solidariedade. O povo esta divorciado de esquerdistas como Heloisa Helena e cesinha bejamim. Eles não refletem nossos anseios e sonhos.

Moacir Simples Assim (29/11/2009 - 19:07)
Olá, Azenha

Essa tal vanguarda de esquerda a que você se refere despreza o povo brasileiro por considerá-lo um povo de baixa qualidade.

Daí suas idéias de implantar um socialismo estrangeiro nestas terras tropicais, provavelmente importando o povo soviético ou chinês para cá, já que o nosso não presta.

O companheiro Lula sempre acompanhou esse pessoal trotskista com idéias mirabolantes que agora o apunhala pelas costas.

Por isso não tenho dó do nosso presidente por ser vítima de calúnias.

Bem que ele fez por merecer.

Apenas espero que não deixe barato e tome alguma providência exemplar.

Abraços








John Bastos (29/11/2009 - 18:55)
"cleusa (29/11/2009 - 14:37)
Azenha perdoa-me, sei que não gostas de elogio mas esse texto é genial, foi para mim um bálsamo, aliviou a dor que me dilacerava o peito tentando entender o motivo de tanta maldade. Muito obrigada."

Nao entendi, Cleusa. O que o Azenha escreveu nao muda o fato que Lula se gabou, talvez uma "piada", talvez uma confissao embriagada, de tentar subjugar um companheiro na cela. Existe uma testemunha que confirma o relato do Cesar Benjamin. Mesmo que seja apenas uma "piada", demonstra uma falha grave de carater do Nosso Guia, diria ateh evidencia de sociopatia. E o fato que o "menino do MEP", que nao soh existiu, como foi identificado pela imprensa, se NEGA a DESMENTIR o relato eh no minimo preocupante.

Na realidade, a grande imprensa tem sido bem cautelosa nesse incidente, pois muito grave. Eu temo pela seguranca do "menino do MEP" - vale lembrar que o meu amigo Celso Daniel era tambem ex-militante do MEP...

Luiz Carlos (29/11/2009 - 18:46)
(Continuação)

Só que hoje o 'analfabeto', o 'vagabundo', o 'baderneiro', o 'subversivo', o 'grosseirão' já é tido por um enorme contingente de pessoas - e eu me incluo entre essas pessoas - como um gênio político, o maior estadista que este país já teve e um dos maiores estadistas do mundo na atualidade (talvez o maior).

Luiz Carlos (29/11/2009 - 18:39)


(Continuação)

Então, através de sua mídia, com toda a imensa manipulação que ela é capaz de fazer - uma verdadeira fábrica de lavar cérebros e de hipnose coletiva - a elite opressora deste país passou a imagem de um Lula que não gosta de trabalhar (um vagabundo); de um Lula baderneiro, líder de greves que prejudicam a população e o país; de um Lula violento, grosso, mal-educado; de um Lula comunista (A parte que faltava, "comedor de criancinhas - ou de jovenzinhos", o Cesar Benjamin, muy amigo, tentou colar, sem sucesso, no Lula agora. rsrsrs). Depois que Lula passou a se candidatar à presidência da república, o chavão repetido era este ou algo semelhante: "Que ridículo! Um analfabeto ou semi-analfabeto querer governar o Brasil? Que absurdo! Esse cara não tem capacidade, inteligência, cultura, preparo para isso. Quem esse sujeito pensa que é? Além disso, é um vagabundo, um baderneiro, um comunista! Deus nos ajude!" Muita gente até hoje, principalmente de classe média, tem essa imagem do Lula (embora o número de pessoas que continuam pensando assim seja cada vez menor). Como disse, a mídia da elite (o PIG) é uma verdadeira fábrica de lavagem cerebral e de hipnose coletiva, embora hoje o enorme poder dessa fábrica de zumbis e assemelhados esteja em evidente decadência, mas ainda não pode ser subestimado. (Continua)

Luiz Carlos (29/11/2009 - 18:23)
Cara Maria da Luz, gostaria apenas de dar a minha opinião sobre um trecho de seu comentário feito hoje (29.11.09) às 14:25 horas. O trecho é o seguinte: "E todo o papo que ouvi até hoje de que ele não gosta de trabalhar, ficou meio sem sentido." Na verdade, não tem e nunca teve sentido algum o papo de que Lula não gosta de trabalhar. Uma evidente mentira. Puro preconceito. Integra o arsenal de preconceitos, críticas e ofensas que uma parte da elite deste país, através do seu braço midiático (o PIG), lançou contra o Lula na tentativa de humilhá-lo e desmoralizá-lo junto à população. Lula sempre trabalhou e muito. A questão aqui é que a parte da elite de mentalidade escravagista, dominadora, não queria e não aceitava de modo algum um homem do povão, um metalúrgico, um torneiro mecânico, lutando pelos direitos da classe trabalhadora e liderando essa luta desigual em plena ditadura militar. O que essa parte da elite queria (e quer ainda hoje) era um povo subserviente, submisso, que se contentasse apenas em servir aos seus patrões, calado, por mais explorado que estivesse sendo por eles, sem reivindicar melhores salários, melhores condições de trabalho e de vida. Para essa gente de mentalidade escravagista, Lula não passava de um subversivo, de alguém muito perigoso para a perversa ordem estabelecida e mantida por eles. A imagem a ser passada de Lula teria que ser uma imagem negativa, de um homem com muitos defeitos e poucas qualidades positivas ou mesmo nenhuma. (Continua)

John Bastos (29/11/2009 - 18:10)
"Mariana (29/11/2009 - 17:26)
Azenha, o Edu vai fazer dia 5 uma manifestação em frente a folha.
Para que tivessemos mais pessoas, poderiamos convocar as centrais sindicais e os movimentos sociais."

Nao esquece de vestir a camisa preta.

cleusa (29/11/2009 - 17:58)
cleusa (29/11/2009 - 14:37)
Azenha perdoa-me, sei que não gostas de elogio mas esse texto é genial, foi para mim um bálsamo, aliviou a dor que me dilacerava o peito tentando entender o motivo de tanta maldade. Muito obrigada.


Marcelo (29/11/2009 - 17:57)
Meu caro Azenha mas claro, só jogando agua. A reação do Benjamin não e ãbsolutamente diferente da Do FHC, só que ele extraplou a dosagem. Como aqui no Brasil e só uma questão de tempo, vamos esperar os verdadeiros motivos que fizeram do Benjamim vender a sua alma e o seu tudo ao clan da imprensa golpista brasileira.
O resentido político e um ser que perde a noção de realidade, de vergonha e de honestidade,se ele e capaz de TRAIR, e capaz de Roubar, de mentir, delatar, entregar os seus companheiros de luta,abandona e renuia a sua condição de homem e de ser humano.

Joana (29/11/2009 - 17:42)
Azenha,
Concordo com você. Confesso que em termos de radicalidade e idealismo, sempre estive mais próxima da esquerda "vanguardista" do que a "pragmática". Mas, tive que reconhecer os avanços do governo Lula, a democratização da educação e o protagonismo dos movimentos sociais nas políticas públicas - coisa que muitos "revolucionários" preferem ignorar. Muitos continuam a professar aquele mantra: "quanto pior melhor", que significaria que a miséria do povo levaria à revolta contra o sistema. Nada mais equivocado e egoista...

Ana Paula (29/11/2009 - 17:35)
Lula está cagando e andando pra essa corja do Cesar Benjamim, ele já superou o episódio, o Brasil ama Lula, Lula é sim exemplo para nossos filhos, isso estes criminosos não conseguirão tirar de nós

Fotos de Lula há poucas horas em São Bernardo, na estreia de Lula, o Filho do Brasil http://blog.planalto.gov.br/noit...do-do-campo-sp/

Euler (29/11/2009 - 17:26)
Concordo em parte, apenas, com o Azenha. De fato, há uma esquerda herdeira do leninismo, a qual todos os que militaram em partidos marxistas (me incluo entre estes, no passado) cultivavam essa visão de uma população incapaz de pensar por si, dependente de uma vanguarda iluminada. Neste particular, os anarquistas são aqueles que mais combateram essa idéia, embora fossem pouco afeitos à ação política organizada. Mas, o texto do Azenha acaba incorrendo no erro da esquerda que critica ao transformar o Lula na vanguarda desse mesmo povo incapaz de pensar e de agir por si mesmo. Agora tem o paizão Lula, como tinha antes o paizão Getúlio. Em diferentes momentos na história da humanidade figuras assim aparecem ou são construídas, mitificadas. E, cá pra nós, e já botando lenha na fogueira, embora em relação ao governo FHC o atual governo deu passos muito importantes, ainda estamos muito, mas muito longe de superar problemas estruturais que acompanham a vida sócio-econômica do Brasil. Por isso é preciso ter atenção para não confundir ex-ativistas arrependidos que passam a fazer ataques de direita a projetos como o de Lula, da crítica coerente de esquerda que se faz ao atual governo. Como ex-militante de esquerda, que abandonou muitos dogmas, mas não os sonhos, eu digo: o governo Lula representou avanços importantes com as políticas sociais, mas está muito aquém, ainda, daquilo que precisamos. Por falta de opção viável, voto em Dilma para derrotar a direita neoliberal.

Mariana (29/11/2009 - 17:26)
Azenha, o Edu vai fazer dia 5 uma manifestação em frente a folha.
Para que tivessemos mais pessoas, poderiamos convocar as centrais sindicais e os movimentos sociais.
Da outra vez que ele fez teve pouca gente. Poderiamos fazer campanha. O que vc acha?. use o seu blog p/ convocar.

Janes Rodriguez (29/11/2009 - 17:25)
Pra quem o "Cesinha" vai vender seus livros agora? Eu vou me desfazer dos que comprei. Será que vai vender pro Otavinho Frias? Pro IFHC? Pra quem? Quem ficou do lado dele? Ele ficou ao lado de quem? Aí a gente vê esse pessoal "ex"-petista, "ex"-psol...ex-qualquer-coisa"... nada é suficientemente bom para semelhantes "gênios"...

Bruno (29/11/2009 - 17:20)
Quero deixar registrado esse texto
Menino do Mep viu o décimo dedo do Lula
Coligação à força traz de volta a dúvida: comunista come criancinha?
NELITO FERNANDES

Nelito Fernandes
Repórter da sucursal Rio de ÉPOCA, escritor, autor teatral e roteirista da TV Globo. Nesta coluna tenta misturar humor e opinião comentando o noticiário, embora admita que na maioria das vezes é difícil manter o humor
Depois que César Benjamin publicou um artigo dizendo que Lula tentou fazer uma coligação à força com um companheiro de cela, chamado por ele de "menino do MEP", a oposição se debruçou sobre o assunto. "Não dá para não investigar. Não podemos ficar sentados como se nada tivesse acontecido.", disse um deputado. A acusação já entrou para os anais da história política brasileira. Um partido oposicionista divulgou uma nota dizendo que Lula está fazendo com o Brasil o que não conseguiu fazer com o menino do MEP.

Ninguém sabe se é verdade ou mentira, mas se o "menino do MEP" aparecesse muitos mistérios da vida de Lula seriam esclarecidos. Só o menino do MEP poderia dizer, por exemplo, se Lula é mesmo de esquerda ou se tem alguma inclinação da direita. Só ele pode esclarecer se a popularidade de Lula é mesmo tão grande assim.

O menino da MEP é um dos poucos brasileiros que pode ter visto o docimo dedo de Lula. Ou será que foi nesta situação que Lula perdeu o dedo? É fato que o episódio pode fazer voltar uma acusação antiga contra o pessoal da foice e do martelo. Afinal , comunista come criancinha ou tudo não passa de um boato sem fundamento?

Enquanto ninguém joga uma luz sobre o que aconteceu, no Rio a gente continua no escuro. Os cariocas já estão se preparando para as Olimpíadas. Todo mundo carregando tocha pela casa. Do jeito que a light tá, nem a tocha olímpica vai ficar acesa. A Light atocha na gente! Pelo menos uma medalha de ouro já está garantida: o Brasil já é campeão em vela.

(Nelito Fernandes escreve aos domingos)
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI107395-15230,00-MENINO DO MEP VIU O DECIMO DEDO DO LULA.html

André (29/11/2009 - 17:15)
PS: Hoje em dia , posso contar nos dedos -de uma mão- fontes de informação nas quais eu possa ler uma crítica ao governo até o fim e dedicar meu tempo refletindo sobre o que leio. É impossível fazer isso vendo GLOBO,FOLHA,etc.

André (29/11/2009 - 17:03)
A imprensa brasileira deixou de cumprir seu papel como deveria há tempos. Nada mais difícil do que nessa mixórdia enxergar alguma lucidez. Estão completamente sem rumo na sua opção equivocada. E não precisaria ser assim.
Depois de terem optado por transformarem-se em partidos políticos essa gente se perdeu entregando-se ao valeu-tudo que norteia os intere$$es de quem perde a dignidade.
Difícil é explicar que não sou petista, petralha , comunista, bla, bla, bla.

Lucas Pereira /Curitiba (29/11/2009 - 17:03)
Não deu para entender essa do César Benjamin, eu gostava muito dele, o Requião sempre trazia ele aqui em Curitiba pra participar de discussões e eventos. As explicações dele sobre política, economia e outros assuntos era muito clara e ele sempre se posicionava de forma nacionalista e defendia o direito dos mais pobres. Por várias vezes Cesinha falou bem do Presidente Lula e das suas políticas populares, mas agora ele vem com esse ataque direto ao presidente, não deu pra entender. Sinceramente até acho possível que o Lula tivesse dito algo parecido com aquilo mas talvez num tom de brincadeira, agora o César Benjamim 15 anos depois contar isso como se o presidente fosse algum tipo de pedófilo unicamente com o intuito de prejudicá-lo é difícil de entender.

Almir (29/11/2009 - 16:47)
Azenha,
Brilhante! Você disse tudo, tudo e um pouco mais. Passei o fim-de-semana lendo repercussões à calúnia protagonizada por Cesinha Frias, ops, Otavinho Benjamin. O teu texto resume a essência dessa conspiração oportunista. Parabéns, Azenha! Brilhante!

BigPhil (29/11/2009 - 16:46)
Perfeito, só falta reescrever a história e excluir César Benjamin da fundação do PT e das fotos das reuniões, aí fica completa a análise.

Edson F. de Faria (29/11/2009 - 16:43)
Não me interessa qualquer tipo de desqualificação do agressor. A agressão nojenta é, em si própria, repugnante. A vingança bárbara comete o equívoco básico de destruir o estafeta e reafirmar a mensagem. Não é preciso apoiar-se em falácias não formais, como o "argumentum ad hominem" ofensivo, para reduzir seu impacto corrosivo. Pelo contrário, cabe conceder-lhe o silêncio e o deplorar que boa parte do presente e, por certo, todo o futuro lhe reservará. Azenha, seu primeiro texto foi histórico. Não tente "melhorá-lo".

Luiz Hespanha (29/11/2009 - 16:39)
Dissecasteso o íntimo de Cesinha e Otavinho. Taí uma dupla q

Gerson (29/11/2009 - 16:39)
Opinião de um jornalista do El País a respeito da visita de Mahmud Ahmadineyad ao Brasil.

"Los textos secretos de Lula"

Éste es un memorando que los asesores del presidente de Brasil enviaron a su jefe: "Le recomendamos que reciba en visita de Estado a su colega iraní, Mahmud Ahmadineyad. Seguramente esta decisión será criticada, pero esa visita tendrá para usted y Brasil más beneficios que costos:

http://www.elpais.com/articulo/internacional/textos/secretos/Lula/elpepiint/20091129elpepiint_6/Tes

Eu penso que esse jornalista está equivocado.
Confiram no link acima.

Guilherme Souto (29/11/2009 - 16:37)
É isso! E ano que vem, é dona Dilma na cabeça...

Carlos A. L. Andrade (29/11/2009 - 16:32)
Meu caro Azenha: Devo ter a mesma idade (67) de seu pai pois vivi no Triângulo Mineiro, as mesmas opções ideológicas e as mesmas "reuniões de doutrinação". Em relação ao artigo, completando o que disseram aí em cima e buscando inspiração em "alguém": "...pois é, a gente mata a cobra e não mostra o pau, não!! Mostra a bichinha mortinha ali". Você fez isso agora e nas matérias que desde ontem nos lavam a alma.

Conti-Bosso (29/11/2009 - 16:26)
Caro Azenha, Após ler seu texto, lembei-me de uma cena de Glauber, que choca tanto quanto a do maranhense comendo no pinico:
Glauber, genialidade e profécia, "Terra em Transe": A esquerda burra de ontem e de hoje
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/glauber-genialidade-e-profecia
Sds,


Roberto Ribeiro - Rio das Pedras - SP (29/11/2009 - 16:25)
Impérios religiosos e televisivos também dependem destes 50% 1. O que seria destes sem O POVO!

Antonio Valadão (29/11/2009 - 16:23)
gostei de mais.

Celso - S.B.Campo (29/11/2009 - 16:23)
Azenha,
Você tem toda a razão. O texto é correto.
Lula nunca se considerou socialista, nunca leu o Capital e com as greves de 1978 deu inicio ao fim do regime militar.
A chamada vanguarda da esquerda achava tudo aquilo uma concessão do regime e Lula alguém da CIA.
Lula pratica a política do possível sem perder a utopia, mas é muito realista e tem um diagnóstico claro das forças políticas que mantém o equilíbrio do poder.
Acho que ele avançou bastante, caso contrário a direita não estaria tão desesperada como mostra através do seu candidato Serra.

Fábio (29/11/2009 - 16:10)
Todo esse alarido por que "o cara" tentou fazer uma mal sucedida "inclusão" social?

Malú Costa (29/11/2009 - 16:09)
Caro Azenha, mais uma vez, sem nenhum alarde, você mata a cobra e mostra a cobra completamente morta.

Pedro Ayres (29/11/2009 - 16:09)
Caro Azenha
Antes de qualquer comentário ao seu brilhante e oportuno texto, quero lhe agradecer por mostrar que o "rei está nú". Algo muito importante para o momento político brasileiro de agora, em que se corre o risco de se fazer da política o mesmo que fazem com a "cobertura" midiática sobre as "personalidades e famosos" imediatos.
Embora desteste falar sobre o que fiz ou não fiz, quero lhe dizer que a sua análise é correta há quase quatro décadas. Este problema existiu e reduziu ao mínimo todas as chances de mudanças reais para o país. Essa correção, infelizmente, não fez escola e nem serviu para ensinar a mais óbvia de todas as lições políticas - sem POVO não há revolução, pois, como dizem os povos latinoamericanos, ele é o Soberano, a liderança e o instrumento para as transformações sócio-políticas que estão a ser construidas.
Uma verdade que a direita há muito entendeu, tanto que além de criar vocábulos, como populismo e populistas, forjou as justificativas "teóricas" para que o processo político seja visto como um jogo(sujo ou limpo, tanto faz) entre segmentos da pequena-burguesia, a própria burguesia e o imperialismo. É, pois, por este motivo que tudo fazem para que a luta política seja vista como uma espécie de extensão da ética divulgada pelos Big Brothers da vida. É, também, aquele ilusionismo que obstaculiza e embaça a visão das questões que realmente merecem fazer parte de uma agenda política transformadora e adptada às necessidades deste novo tempo em que vivemos.
Grato Azenha. Muito Obrigado pela análise.

Alex (29/11/2009 - 16:06)
Azenha, vc matou a cobra e mostrou ela morta. Aliás, morta não está, mas tá espumando.

raposo (29/11/2009 - 16:05)
azenha, vc sabe qual é o nexo entre as duas figuras citadas. ambas tem o estupro como fantasia sexual!

Ubaldo (29/11/2009 - 16:02)
O Lula gosta de fazer analogias com o futebol. Para, então que os lulistas entendam mais fácil:
O Lula é ambidestro. Chuta com os dois pés. Com o esquerdo ele chuta lá fora (política externa) e com a direita ele chuta aqui dentro (política interna).

Maria Rita (29/11/2009 - 16:02)
Eita nóis, Azenha! Direto na caçapa!

Milton Hayek (29/11/2009 - 15:51)
Uma bela crítica da esquerda dos anos 50 Azenha!Parece que o César Benjamin está lá até hoje e ainda usa móveis com pés palito.....

Pedro Cavalcante (29/11/2009 - 15:48)
síntese
discernimento

duas coisinhas
difíceis de se
juntar

só pra craque
parabéns

John Bastos (29/11/2009 - 15:47)
Azenha,

Bonito texto.

Mas a alegada tentativa de estupro nao foi metaforica.

E se for verdade?

Como voce vai dormir a noite?

Ou seus pudores morais jah foram perdidos, talvez defendendo o mensalao ou o Sarney?

nancy lima (29/11/2009 - 15:40)
faltou combinar com o POVO kakakkakaa-sensacional,o frias vai manobrar a catanhede e só.

wilson cunha junior (29/11/2009 - 15:35)


A oposição política a Lula é um fracasso. Com a direita grogue e a esquerda radical se aliando aos antigos algozes resta a mídia golpista assumir a frente de batalha.

claudio rodrigues (29/11/2009 - 15:32)
Caro Azenha,
Parabéns. Análise brilhante. Jogou luz onde só havia escuridão, até agora.

O Brasileiro (29/11/2009 - 15:30)
Você chegou ao âmago da questão: para se chegar ao fim do túnel, é preciso escavar o túnel e firmá-lo para que não caia. A utopia é o fim do túnel, e Lula, como trabalhador, está fazendo a sua parte, escavando e firmando o túnel. Não pensa na utopia, pensa no que é possível fazer, e faz!

Andrea Cysneiros (29/11/2009 - 15:24)
Parabéns pelo texto Azenha, sua análise é magistral.

Stella (29/11/2009 - 15:18)
Irretocável!

Marco Freitas (29/11/2009 - 15:17)
Na última sexta-feira estava esperando minha esposa em Cumbica e um jovem do PCO me abordou para vender um jornal (Causa Operária). Argumentando que não concordava com a linha radical do partido não o convenci. Ai fiz um desafio: se o jornal tivesse mais crítica a direita que a esquerda (PT e Lula) e compraria todos os exemplares. Ficou roxo..

Biá (29/11/2009 - 15:15)
Azenha, vamos combinar em 13 pontos?

1. Parece que César Bejamim discorreu sobre uma "piada" que ouviu numa mesa de homens;
2. Combinemos que foi uma piada;
3. Vc que é homem Azenha, me diga porque os homens falastrões, bocudos, desbocados AMAM fazer piadas sobre sexo, mesmo quando ele não acontece?
4. Quer dizer que César Bejamim ouviu mesmo a história da boca do Lula (daí porque não pode haver desmetido da parte de Lula que não contou a história, pois há testemunhas que dizem que sim, só que elas entendem que foi piada)
5. E Lula o que diz?
6. Na época, como ele estava crente que seria MINISTRO do governo Lula, fez de conta que era uma piada;
7. Agora, como nunca foi nada no governo Lula resolveu se vingar contando o causo;
8. Tá na cara que Lula não vai processá-lo porque ele, Lula, contou mesmo dos seus desejos sexuais reprimidos na prisaão;
9. E não pensem que isso não enlameia qualquer um, não, porque enlameia;
10. Alguém pode me dizer porque João Batista, o suposto comido, não fala?
11. Em minha opinião bastava ele dizer que não foi comido por Lula;
12. Quase por fim, é possível dizer que César Bejamim não mente ao reproduzir uma história que ouviu da boca de quem disse ter protagonizado o fato - se o fato não aconteceu e era uma piada - aí são outros quinhentos. Quem manda Lula ser tão boquirroto!
13. Lição da luta operária: homens precisam deixar de só pensar naquilo e ficar se gabando em boteco, achando que ninguém jamais vai se importar.

Maria Lucia (29/11/2009 - 15:14)
Bravíssimo Azenha!
Vc. fez como um mestre jongueiro,um pai de santo,um experiente psicanalista, um verdadeiro cientista político,e naturalmente, como era de se esperar,como um grande jornalista,um ser humano lúcido e com um belo caráter.
Interpretou o absurdo que sangrou a alma dos brasileiros e com isso vai permitir que se ultrapasse esse momento torpe da vida política do país.
Nem sei como te agradecer. Nada pode calar o meu muito obrigada!

M. Iack (29/11/2009 - 15:13)
Simplesmente GE-NI-AL !!!!!!!!!!!

Juliano (29/11/2009 - 15:12)
quem.ficou.preplexo
sem.entender.o.Benjamin
supostamente.um.sujeito.humanista
"do.bem"
precisa.ler.esse.texto
está.tudo.explicado

Silvia (29/11/2009 - 15:11)
Em essência está perfeito, Azenha, quando vc se refere à esquerda na qual seu pai militou e da atual que vive de copiar modelinhos.
Só que essa não é toda a esquerda.
Assim como a luta de Lula não teria atingido o impacto que alcançou sem a militância de esquerda não-ortodoxa.
Mas é isso, Cesar Benjamin fez um trabalho mais eficiente de quebrar as pernas da extrema-esquerda que a direita jamais faria.
Diga-se de passagem que essa escrotice dele se deu mesmo no momento em que o PT definiu por um debate ideológico mais declarado, deixando um pouco o silêncio que vinha mantendo.
Agora é questão de todos os que apoiam Lula e Dilma não ficarem acobertados por apelidos em blogs mas travar o combate nas suas vidas reais e fazer o contraponto às barbaridades que ainda virão como POVO que são, sem esperar por vanguardas, nem mesmo a de Lula.

Leider Lincoln (29/11/2009 - 15:11)
Azenha, belíssimo texto. Mas lendo comentários como este do Flinch, eu fico com a sensação de que você montou uma exposição de cristais e apareceu um elefante ensandecido para reclamar do amendoim que, supostamente, lhe roubaram...
O trabalho a que se dá, neste sentido, só merece elogios. Eu não teria paciência.

Fabio Passos (29/11/2009 - 15:05)
É verdade... mas apenas em parte.

Tem algo fundamental que os diferencia:
As intenções.

E isto não significa pouco.

Enquanto um usa o jogo sujo e rasteiro com objetivo de manter os privilégios indecentes de uma minoria "abençoada" pelo dinheiro, o outro se perdeu por não conseguir - praticamente isolado - comover a maioria da população em direção a seus próprios interesses.

A tragédia (para a oposição de esquerda) é a associação destes personagens tão diferentes nas intenções em uma ação comum... e ordinária.

Mas ele não é sempre assim.
Como analista da realidade brasileira e na formulação de propostas para superar o regime... ele tem meu respeito e muito crédito.

Eu não consigo ser implacável com o César Benjamin.

O isolamento causado pelas posições políticas radicais e questões emocionais não resolvidas é atenuante.

As vezes o orgulho e a prepotência intelectual não permitem o cidadão dar grito aberto de socorro... ele procura outra forma de expor a dor.

Prá mim esta atitude auto-destrutiva do César Benjamin foi um pedido de socorro.

Eu acho o seguinte... (29/11/2009 - 15:04)
Não rebaixe ao nível da Folha... digo... não publique palavões ou você se esqueceu daquele texto no PHA.

"Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da "ditabranda"; do câncer do Fidel; da ficha falsa da Dilma; de Aécio vice de Serra; que veste FHC com o manto de "bom caráter", porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; e que, nos anos militares, emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Apesar que sei que você não vai dar a mínima para este comentário.

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Gustavo Eduardo Paim Pamplona - Belo Horizonte - MG
Desde Fev/2008 achando o "SEGUINTE" no "Vi o Mundo"! ;-)

Ralf Rickli (29/11/2009 - 14:51)
"O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin." GRAAAAAANDE, AZENHA!!!! Em cima!!

wilson cunha junior (29/11/2009 - 14:51)
Matou essa cobra numa paulada.

V (29/11/2009 - 14:50)
Excelente post. Obrigado.

Messias Franca de Macedo (29/11/2009 - 14:42)

Comovente o artigo do ínclito e impávido jornalista Luiz Carlos Azenha, sobre o legado da retidão do pai dele; lembrei-me do meu, do meu pai, de cuja honestidade algumas vezes considerei-a patológica, tal a radicalidade! O texto lapidar de Azenha projeta subsídios, para um pensamento que me ocorreu há poucos dias: não vivenciamos democracia coisa nenhuma, nem aqui nem acolá!

Democracia é a radicalização das liberdades responsáveis, a radicalização das 'oportunizações', a ruptura com todo o tipo de hierarquização. A democracia é, portanto, pressuposto para os radicalmente corajosos, utópicos fazedores da repulsa a todo e qualquer tipo de poder! Ou seja, a democracia seria a expressão da liderança horizontal - potencialmente, todos, segundo as suas capacidades, influindo, efetiva e decisivamente, na dinâmica da história, não à maneira de coadjuvante, e sim protagonizando o papel de verdadeiro sujeito histórico, transformador e generoso!

Resgatando o ínclito presidente emérito estadista Luiz Inácio BRASILEIRO Lula da Silva: Lula é a encarnação da magistral possibilidade do exercício da superação! Lula é a corporificação de uma alma, não etérea, talvez pungente!

Concordo, jornalista Luiz Carlos Azenha, muitos "esquerdistas" são tão tiranos - e imbecilóides - quanto os energúmenos da DIREITONA - o seu fascismo eterno, lembrando o catedrático escritor italiano Umberto Eco!

Prezado jornalista Luiz Carlos Azenha, parabéns, pelo corajoso e coerente depoimento!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

cleusa (29/11/2009 - 14:37)
Azenha perdoa-me, sei que não gostas de elogio mas esse testo é genial, foi para mim um bálsamo, aliviou a dor que me dilacerava o peito tentando entender o motivo de tanta maldade. Muito obrigada.

daniel diniz (29/11/2009 - 14:32)
Sem sombra de dúvidas, Azenha, este teu texto é a melhor análise que li sobre o episódio em questão. Benjamin não é movido, creio eu, por dinheiro - como muitos estão propalando. Sua leitura sobre o nexo entre direita e esquerda, no Brasil, é perfeita. Lula é tudo aquilo que a esquerda nunca conseguiu ser e tudo aquilo que a direita sempre deplorou. Não há vanguarda em Lula,nem em seu governo. Perfeito!!!

Manguaça (29/11/2009 - 14:29)
"Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.

O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita."

Parabéns, Azenha. Temos inúmera discordâncias politicas e ideológicas, pelo que leio dos seus textos, mas esse artigo mata a pau. Só falta um detalhe: aí está embutido o ridículo das críticas genéricas a uma tal "classe média" aqui em seu blog, uma vez que 99 % da esquerda brasileira é nascida e criada na classe média. Não há quase nada, ou, se há, há muito pouco nascido nos chamados "movimentos sociais". Meus cumprimentos pela sinceridade e coragem, já que vais tomar patrulhada até o talo... Abs.

Francisco Antonio de Lima (29/11/2009 - 14:28)
o pior meu caro Azenha é que o Benjamim foi preso pelos militares, e escreve pro jornal que ajudou a ditadura e que esses dias disse que não passou de uma ditabranda.

Adriano (29/11/2009 - 14:28)
Belo artigo Azenha,
Quem já participou mesmo que indiretamente de política estudantil, sabe do que você fala. Intelectuais, ditos de esquerda, acham que são Farol que ilumina o povo. Acham que o povo tem que ser conduzido por eles, porque são letrados, estudaram alguma coisa dos teóricos, e o povo nada mais é do que massa de manobra. Maior exemplo, é a inveja do Sr. FHC, que se questiona a toda hora, como um cabeça de bagre, proveniente dos confins do Nordeste, consegue fazer mais do que eu, intelectual da USP, fundador do Cebrap, que falo várias línguas...como? como?
Na verdade, a esquerda retrógrada, atrasada, sempre quis é "estuprar" o POVO!!!

Adriano

Maria da Luz (29/11/2009 - 14:25)
Reflexão excelente, Sr. Azenha. Parabéns.

Mudando de assunto porque duvido que apareça matéria apropriada para eu comentar isso, estava lendo o Estadão de hoje (não...não se preocupem MUITO; a Folha eu não assino há muitos anos; as matérias são tão rasas que até lambari se "afoga") e eis que uma foto conseguiu arrepiar os pelos do meu braço.

Página A8; lá está o Lula plantando uma árvore em um espaço em homenagem à sua mãe.

E o que que tem isso demais?, alguém pode perguntar.

É que o Lula SABE segurar uma enxada.

Já cansei de ver políticos e até, pasmem, sem terra do MST, posando pra foto com enxada; tão familiarizados com ela quanto um esquimó com os comandos de uma cabine de avião.

A maioria não vai entender, mas quem nasceu no interior e se criou em área rural, onde a enxada é o símbolo máximo do maior dos valores do povo do campo (o trabalho), vai entender e muito bem o que eu estou dizendo.

E descobri, que mesmo depois de mestrado, doutorado e convívio com intelectuais, ainda guardo aquela escala axiológica que os meus pais me ensinaram.

Pode parecer besteira, mas fiquei mais orgulhosa do Lula.

E todo o papo que ouvi até hoje que ele não gosta de trabalhar, ficou meio sem sentido.

Não erraram os chineses...uma imagem vale mais que mil palavras.

Wellington Cecotte (29/11/2009 - 14:24)
PERFEITO!!!

Douglas Otaviani Tõrres (29/11/2009 - 14:20)
Francamente "isto" já encheu ,devemos fazer o que PHA está fazendo ,ignorar estes esgotos ,vão aparecer mais e se continuarem a serem ignorados (estamos dando mais "ibope" a este s do que eles mesmos) ,vão se acabar,alias é o estrebuchar de um moribundo (midia de esgoto).

Maria Dirce (29/11/2009 - 14:19)
Ambos pretendem conduzir o povo pro buraco da imoralidade de onde esses dois estão.Pior que a bomba implodiu neles mesmo, acabaram de morrer, suicídio coletivo!

Zelia Cardoso de Melo (29/11/2009 - 14:14)
O Povo é só um detalhe,Azenha....

Flinch (29/11/2009 - 14:13)
Esquerda esta que defende o bandido, digo criminoso comum, ou melhor perseguido político Batisti. Tão relativista quanto a militância carlista da Bahia.

Sergio Telles (29/11/2009 - 14:10)
Bravo, Azenha. Por isso que tens cada dia mais fãs. Parabéns mais uma vez pela lucidez e pelo exemplo de cidadão que és.



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