Hans Bintje (08/09/2008 - 14:39)
O assunto é espinhoso, mas a entrevista do site CounterPunch ( http://www.counterpunch.org/whitney09082008.html ) merece uma boa tradução. Trecho:
"When you look at the balance sheet of U.S. assets available for foreign central banks to buy with the $2.5 to $3.5 trillion of surplus dollars they hold, real estate is the only asset category large enough to absorb the balance-of-payments outflows that U.S. military spending, foreign trade and investment-capital flight are throwing off. When the U.S. military spends money abroad to fight the New Cold War, these dollars are recycled increasingly into U.S. mortgage-backed securities, because there is no other market large enough to absorb the sums involved."
Carlos Pepezlegal (02/09/2008 - 22:41)
Azenha, desculpe não completar a informação ..
O Franklin Martins disse isso, ao vivo, para a rádio Bandeirantes SP, no dia que ele se demitiu.
A frase é essa, literalm,ente : " ESSE GOVERNO TEM QUE DAR CERTO ".
Hoje ele é o " cara " da comunicaçnão social do governo,Lula. Profissa mesmo, fera. Parabéns !
raimundo (02/09/2008 - 22:31)
Em relação a ilustre funcionária do jornal A Folha cabe pelo menos destacar o seu reconhecimento da qualidade do jornalista Azenha. Do contrário sequer tomaria conhecimento do seu comentário. No resto, é claro, que fico com a seriedade e sentido ético do Azenha, algo tão raro hoje nos grandes jornais e nos telejornais. A Folha, por exemplo, há muito não consegue atender a baixa exigência de seus ombudsman, chegando a afastar um deles, exatamente porque ousou cobrar isenção, notícias com base em fatos e não o testar hipóteses (para agradar a FIESP e a dupla tucano-pefelista). E isso no curso daquele festival de especulações e bobagens que a Folha, ora produzindo, ora endossando a Veja, bancou para tentar convencer a sociedade que haveria um dossiê. E isso mesmo depois de todos saberem que um senador tucano havia alimentado a revista de informações. Depois disso, veio aquele comentário do atual ombudsman, que chegou a considerar constrangedora a atuação da imprensa paulista(ou falta dessa) na cobertura (ou falta) sobre as noticias dando conta de propinas distribuídos pela ALSTON para dirigentes dos vários governos tucanos em SP. Não custa lembrar que foi preciso um jornal estrangeiro publicar algo para que a noticia aparecesse nos jornais paulista. Claro, tudo muito discreto, para não desagrar os caciques tucanos.
Marco Vitis (02/09/2008 - 22:27)
A Folha é neocon. Veja o que afirma Clóvis Rossi (parceiro do dono do jornal nos almoços institucionais): "Jornalismo é uma batalha pelo domínio das mentes e corações de seus alvos - leitores, telespectadores ou ouvintes." Esta informação é uma verdade factual (aquela que Clóvis Rossi considera um mito).
josé adailton (02/09/2008 - 19:36)
Até pensei ler o texto deste cidadão.Desisti logo no começo quando percebi que ele é mais um pauteiro.
Luiz Carlos Azenha (02/09/2008 - 18:20)
Maxwell, o Obama muda tanto de posição que é difícil saber. Com certeza: fechamento de Guantânamo, retirada do Iraque, transferência de tropas para o Afeganistão. O grande nó é nas relações com a União Européia, que estão bastante tumultuadas. Os europeus querem cautela com a Rússia, pois dependem da energia dela. Os americanos -- e aí vale tanto para o McCain quanto para o Obama -- querem jogar mais duro com o Putin.
Luiz Carlos Azenha (02/09/2008 - 17:38)
O artigo não é contra ou a favor do Obama. É artigo de um partidário do McCain com objetivos político-eleitorais. A Folha acha que o leitor dela sabe quem é o Kagan. Eu não acho. É um artigo para eleitor americano publicado às cegas no Brasil. Quantos artigos de jornalistas brasileiros o New York Times publica?
Gorbachev (02/09/2008 - 17:14)
No país da safadeza e da corrupção impregnada nos mais altos escalões é preciso levar a vida com muito bom humor, por isso, sobre este post, cabe a seguinte pergunta: Esse tal de "Kagan" não é aquele da Universidade de "Boston" ? Sobre a Cláudia, da Folha, parece ser uma pessoa de personalidade forte e que defende suas idéias com arrojo, mas, trabalhando onde trabalha, vai ter sempre a credibilidade de suas informações colocada em cheque.
Luiz Carlos Azenha (02/09/2008 - 15:26)
Cláudia, sei que isso não é de sua esfera, mas os "enlatados" são um problema grave dos jornais brasileiros. Não defendo a reprodução de artigos do The Nation e a supressão dos publicados pelo Weekly Standard. Acho que os jornais do Brasil deveriam oferecer aos leitores uma visão brasileira dos fatos internacionais. Acho que seria muito mais esclarecedor para os leitores, por exemplo, um artigo sobre a máquina de formar opinião nos Estados Unidos, que tem como objetivo influenciar eleições e políticas de governo. É nesse contexto que atuam vários comentaristas, inclusive este que a Folha publicou acriticamente. O fato definidor da política externa americana, hoje, é a supremacia nuclear dos Estados Unidos, a crença que está se cristalizando de que o país pode vencer uma guerra nuclear. É uma pena que os leitores da Folha não saibam disso. Estão ocupados lendo artigos velhos do propagandista Robert Kagan.
Luiz Carlos Azenha (02/09/2008 - 13:51)
Não é uma questão de subestimar os seus leitores. É de aplicar um princípio básico do Jornalismo -- não do Jornalismo Folha: presume-se que o leitor, ao abrir o jornal, nunca tenha lido um jornal na vida antes. Ou quase. Ou você acha que todos os leitores da Folha sabem quem é o Kagan e a turma dele?
Luiz Carlos Azenha (02/09/2008 - 13:36)
Cláudia, você publicar um artigo assinado por um assessor do McCain sem contextualizar eu acho que é um desserviço aos seus leitores, especialmente quando sabemos que os neocons americanos agem como linha auxiliar em campanhas políticas. É só ver o William Kristol comparando o McCain ao Churchill. Eu acho a Folha uma merda, mesmo. Provinciana, tapada, ligada em modismos, não discute os problemas nacionais e faz campanha pelo Serra.
Daniel Duende (01/09/2008 - 21:54)
Excelente artigo, como de costume, meu caro cara Azenha. Citamos você (como também já está virando um costume) lá no Global Voices Online, e por conseguinte lá no Global Voices em Português: http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/02/brasil-folha-de-sao-paulo-imprestavel/
Abraços do Verde
ALEX (01/09/2008 - 18:19)
"9 ENTRE 10 GRAMPOS, LEGAIS OU ILEGAIS, ACABAM NA CAPA DA REVISTA VEJA. QUEM QUISER HOJE ATINGIR A PF MONTA UM GRAMPINHO BOBO E ENTREGA PARA A REVISTA VEJA"...
Ricardo Boechat
ouçam na conversa Boechat com Mônica Bergamo -Folha
http://bandnewsfm.band.com.br/audio/MONICA_0109.mp3
OD Furlani (01/09/2008 - 13:51)
Daria uma sugestão de novo formato para esses jornais(Folha/Estado/Globo). Que tal se fossem impressos em formato de rolo e em papel (bem) macio. Se não tem nada de útil para ler pelo menos serviriam para outra coisa.
ana cruz (01/09/2008 - 09:10)
A Folha e Veja são exemplos do mau jornalimos praticado no Brasil. De dá vergonha! Tambem, para quem emprestava, como a Folha, veículos de sua propriedade, na epoca da ditadura, para o DOI-CODI transitar com jornalistas sequestrados e torturados por São Paulo, isto é pouco!
João Bravo (31/08/2008 - 21:29)
Azenha, dizem que jornalista da folha quando chega atrasado, o chefe já vai dizendo:-Atrasado outra vez?!...vai já fazer o horoscopo!.
Augusto José Hoffmann (31/08/2008 - 20:59)
Insisto: enquanto a sala do depto comercial ficar tão próxima da redação o jornalismo, no mundo inteiro, será bem assim. Tenho a convicção de que está surgindo um novo jornalismo cuja mídia é, basicamente, a internet. Esse sim, com baixos custos e amplo leque de ideologias patrocinadoras, deve se aproximar do fato. Com uma leve pitada de socialismo, não por birra, mas por que precisamos urgentemente nos humanizar.
João Bravo (31/08/2008 - 19:39)
Azenha, o "sumidadde" que realmente tornou acessivel a linguagem do computador a todos, morreu no anonimato, quem pagou miseros dolares pela ideia, hoje figura como "o homem do seculo". Você não sabe a força que tem, Tá fazendo os "tupiniquins" pensarem.
Marco Antônio Leite (31/08/2008 - 18:44)
Caro Luiz Carlos Azenha não se preocupe com esse individuo isso porque se trata de um proxeneta do sistema, o qual escreve aquilo que o patrão determina e, não aquilo que ele pensa ou entender ser o correto.
John Bastos (31/08/2008 - 18:17)
"Acreditar que o Kagan vai escrever algo que não tenha um objetivo político é o mesmo que acreditar que o Ali Kamel ou o Reinaldo Azevedo estão preocupados com a verdade factual."
Nao dah para colocar Ali Kamel ou Reinaldo Azevedo no mesmo barco. O Ali Kamel eh fraquinho, mas o Reinaldo Azevedo nao soh escreve muito bem como eh dificil para caramba voce apontar uma nodoa em seu "record".
Marco Antônio Leite (31/08/2008 - 16:22)
A imprensa de papel não serve nem mesmo para embrulhar peixe, bem como limpar o glúteo. Isso em função da quantidade de besteiras e sofismas que essa imprensa teima em escrever no cotidiano.
Jose Oswaldo Bosso (31/08/2008 - 16:07)
Caro Azenha, Tenho um dado a acrescentar sobre seu comentário ao artigo comprado e traduzido pela Folha, fui checar o artigo e descobri que a data de publicação do artigo no Washington Post é de 29 de abril de 2007, ou seja, A Folha esta pagando para traduzir e publicar artigo ou esta sendo paga para publicar artigo requentar de mais de ano?
A "industria jornalística brasileira" são bons como tradutores, é isso, seria uma comédia se não fosse uma tragicomédia.
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/27/AR2007042702027.html
Ver artigo sobre a "industria jornalística brasileira", por Alberto Dines em 26/8/2008
LIVRE-ARBÍTRIO É ISSO: Adeus Quarto Poder, agora você é indústria
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=500JDB001
Sds, J.O. Bosso
marcelo - curitiba (31/08/2008 - 14:56)
Bem, vou chover no molhado: "grande" imprensa = lixo
Meu Pirão 1º (31/08/2008 - 14:13)
"É A ECONOMIA, ESTÚPIDO"! É isso o que interessa, já diziam os acessores da campanha de quem, mesmo? Sobre os rumos da eleição de quando, mesmo? Aí, nos EUA !! Então, a economia indo bem, o candidato se reelege ou faz seu sucessor...E, no dia-a-dia, quem manda no mundo é quem tem dinheiro !! Financia político, que faz as leis, assume grupo de mídia, que faz a cabeça do povo, envolve o legislativo através de favores para familiares (ou dinheiro mesmo)...Para as grandes montadoras nunca interessou o trem (cujo frete é 1/3 do valor do que se paga pelo mesmo frete por caminhão), mas para o país, como um todo, seria ótimo. É isso Azenha, cada um utiliza as ferramentas que tem (ou que pode comprar!)
O SISTEMA ESTÁ PODRE, já dizia o Marcola naquela entrevista p/ o Cabrini, em 2006...
Vera Pereira (31/08/2008 - 13:41)
Há um artigo de Paul Harris, do The Observer, edição de hoje do The Guardian, com o título "US election: It's the most vicious election campaign ever - and here's why", mostrando a máquina do Partido Republicano de destruir rivais eleitorais, com as práticas, os nomes dos "attack dogs" - de assessores a jornalistas - que é de cair o queixo. Diante daquela sofisticada "tecnologia" de ganhar eleições a qualquer preço, nosso PIG parece amador. Quem se interessar pode ler em The Guardian online, 31/08/2008.
Luiz Carlos Azenha (31/08/2008 - 13:25)
Desculpem pelo "escolhem seletivamente". É o jet lag.
Marcos (31/08/2008 - 13:23)
A imprensa brasileira acabou!! o jornalismo, na grande imprensa, morreu! o que existe, hoje, nos 'jornalões' e 'revistonas' é apenas propaganda politica direitista, retrógrada e neofascista disfarçada de jornalismo.
O pior de tudo é saber que existem milhares de pessoas que se dispõe a pagar para receber esse lixo produzido pela 'Folha', 'Estadão', 'Veja', etc.
Se eu quiser saber algo, de fato, hoje em dia, entro na Internet e seleciono sites e blogs de qualidade, como os do Azenha, do Idelber Avelar, do Eduardo Guimarães, entre outros. Aprende-se mais lendo um único texto escrito por eles do que em 200 anos de leituras destas 'revistonas' e 'jornalões' reacionários e mentirosos.
Andre Portella (31/08/2008 - 13:14)
Geralmente eu evito esse tipo de comparacao, em respeito aos muitos que sofreram na Segunda Grande Guerra, mas nao da pra evitar a comparacao desses neocoms com o J. Goebbels da Alemanha Nazista.
Victo Rennó Neto (31/08/2008 - 13:03)
Como ex-assinante da Folha me enviaram uma oferta de receber o jornal gratuitamente por 30 dias. Estou pensando em aceitar a proposta para usar o jornal como forro de chão para uma Akita que tenho aqui em casa.
Ricardo Souza (31/08/2008 - 12:44)
Fica muito claro o que é jornalismo de verdade e "jornalismo" entre aspas. As letrinhas miúdas sempre escondem informações importantes. Dá pra ver que os jornais daqui estão há muito atrasados, quando se trata de sua principal função: JORNALISMO!
Horacio M. Pires (31/08/2008 - 12:03)
Não concordo, em absoluto, com a matéria. Folha Imprestável? Como assim? Veja (essa também) bem, nem a Folha de S.Paulo é imprestável nem, muito menos o referido KAGAN na falta do papel higiênico ambos ajudam.
Azenha, peço que você leia um texto recente da Naomi Klein ( http://www.thenation.com/doc/20080922/klein ) sobre as eleições dos EUA. Trecho: "The early results are in: Hurricane Gustav has helped John McCain's bid for the White House. This is nothing short of incredible. (...) Gustav should have been political rat poison for the Republicans, no matter how well it was managed. Yet, as Peter Baker noted in the New York Times, 'rather than run away from the hurricane and its political risks, Mr. McCain ran toward it.' If this strategy worked, it was at least partly because Barack Obama has been running away from New Orleans for his entire campaign."