Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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A ECONOMIST, IMPAGÁVEL

Atualizado em 21 de agosto de 2008 às 15:56 | Publicado em 21 de agosto de 2008 às 15:54

A revista britânica The Economist é impagável.

Os britânicos, depois que perderam o império, decidiram colocar seu talento no Jornalismo, o que não é pouco diante da degradação generalizada desta nossa profissão.

Olha só como eles encerraram um texto sobre a campanha eleitoral dos Estados Unidos, em que analisam as chances de Barack Obama:

If the Democrats remain divided they will lose the presidency. Were that to happen, after Iraq, Katrina and an economic crisis, they might well want to consider an alternative line of work.

[Se os democratas permanecerem divididos eles vão perder a presidência. Se isso acontecer depois do Iraque, do Katrina e da crise econômica eles podem muito bem mudar de ramo].

E vocês querem que eu leia a Veja?


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
mauro ramos (29/08/2008 - 16:18)
leia a veja se voce estiver a fim de passar raiva.
eta revistona ruim,burra e de pseudo classe media tonta!!!!!!

Muniz (22/08/2008 - 12:25)
Azenha,
Por conincidência tinha acabado de ler 'The Economist' antes de visitar o teu blog. Esta revista é um caso aparte do jornalismo mundial - de fato. Eu até discordo de algumas posições deles como a oposição à política de do Obama de aumentar impostos para os mais ricos (nesta mesma reportagem), mas a posição deles é fundamentada na posição liberal clara da revista e eles dizem o que pensam sem manipulação ou doutrinação e consideram o outro lado, ou seja, aqui tá a notícia, aqui tá a análise, aqui tá a nossa posição: tudo límpido e cristalino.
Adotei uma estragégia de leitura que é a seguinte: leio os principais jornais brasileiros (ai fico irritado com o conteúdo, viés, desonestidade intelectual, manipulação e qualidade técnica), depois leio a imprensa internacional (fico irritado com algumas notícias mas não com o conteúdo), por fim leio blogs selecionados de qualidade (nacional e internacional) para a discussão e até mesmo catarse.

Dennis Rodrigues da Silva (22/08/2008 - 08:47)
A Veja(o quê?!) está falindo...

Eliott Ness (22/08/2008 - 02:27)
Acho que a Economist esta tirando uma e provocando o pessoal do Obama, levando em conta tbm o que nao esta escrito la (esse pessoal sao relamente de primeira), ou seja, esse embloglio que se meteu a Georgia para eleger o McCain.

Galerius (21/08/2008 - 23:39)
De fato, mas prudencia não prestar atenção ao editoriais deles, o resto vale ouro mesmo.

John Bastos (21/08/2008 - 23:30)
Nao exagera, Azenha, a Economist ficou do lado dos republicanos nas duas ultimas eleicoes presidenciais alem de ter vendido muito bem o peixe da guerra do iraque.

Marcio Gaspar (21/08/2008 - 20:11)
Imaginemos uma versao desta noticia no estilo VEJA para a nossa realidade politica, como sera que ficaria? A minha versao seria assim, pensando no estilo VEJA: "Se os Tucanos se unirem ganharao facil a presidencia. Eh mais do que esperado esse resultado, pois diante de varias crises do governo petista, como o mensalao, o caos aereos, o Estado Policial e a alianca com governos de cunho ditatorial como Chavez, Correa e Morales. Eh so aguarda as eleicoes para confirmar o resultado." Sera que exagerei?

Lucas Cardoso (21/08/2008 - 19:15)
O bom do jornalismo britânico é que ele não finge ser objetivo e isento, coisa que é humanamente impossível. Não só The Economist como The Independent, e até The Guardian; a imprensa britânica é com certeza a melhor do mundo. Outros países podem ter redutos de excelência, (O seu blog e a Carta são os principais do Brasil, não fingem que não têm opinião própria, mas mantém um alto nível de bom jornalismo), mas os britânicos são bons numa consistência incrível.

Saladino (21/08/2008 - 18:15)
Pois é, Azenha. Enquanto isso a Veja prossegue como uma mistura de panfleto udenista e livro de auto-ajuda. O próprio Eurípedes Alcântara reconhece que suas matérias são, por vezes, "caricaturalmente direitistas"!

ricardo silveira (21/08/2008 - 18:13)
Há muitos exemplos de jornalismo sério. O problema da Veja, parece-me claro, é doença incurável, em fase terminal. Começo a considerar que já se está perdendo muito tempo com Veja, pois, além do caráter facista do "jornalismo" dessa revista, ficou demonstrado pela série de matérias do Luiz Nassif que se trata de um jornalismo venal. Nesta altura do campeonato, falar da Veja é dar mais um pouco de vida a ela. Que a revista desapareça logo, pois esse país precisa de jornalismo sério, sem o que não se faz democracia.

André Christóvão Pio Martins (21/08/2008 - 18:06)
No dia que um negro ganhar a presidência dos EUA eu subo o Everest plantando bananeira. O McCain pode parar de fazer campanha e gastar dinheiro, é só ir para casa e esperar o dia da vitória.

Marco Aurelio (21/08/2008 - 17:31)
Isso é uma típica demonstração,Azenha,de um produto que os ingleses têm e é inimitável:sense of humour.

Ivan Moraes (21/08/2008 - 16:55)
Democrappers contra republicrapules? Sei nao... nao vejo isso ha decadas! Pra mim eh todo mundo infiltrado neocon, do comeco ao fim.

Amílcar Rodrigues [São Luís-MA] (21/08/2008 - 16:21)
De preferência a coluna do Mainardi. :-)

Bernardo (21/08/2008 - 16:14)
Certa vez, Mino Carta escreveu um texto em sua revista em que dizia que o pessoal da 'The economist' soube que Veja tinha uma tiragem de mais de 1 milhão de revistas e que por conta disso eles teriam entrado em depressão. Me pareceu que tinha sido uma piada, pois duvido que eles lá saibam quem é uma revistinha abaixo do sul do equador. Mas gostaria de saber o que eles pensam de Veja, se é que eles sabem de sua existência.



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