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O ‘verdadeiro’ Setúbal apresentou seu plano de governo

15 de setembro de 2014 às 16h19

setubal

por Luiz Carlos Azenha

Um leitor no Facebook me chama a atenção para uma entrevista dada pelo presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, irmão da educadora Neca, ao jornal O Globo, publicada em 15.12.2013.

Começa que o título é sugestivo:

‘É impossível competir com essas taxas subsidiadas do BNDES’, diz presidente do Itaú

Vamos lá ao “programa de governo” de Roberto Setúbal:

Captura de Tela 2014-09-15 às 15.24.17

Agora vamos ao programa de governo do PSB, onde a frase aparece com destaque:

Captura de Tela 2014-09-15 às 15.26.30

De novo, a entrevista de Roberto Setúbal:

Captura de Tela 2014-09-15 às 15.22.42

Notem a frase: “A boa notícia é que, passado esse período de estímulos, os bancos públicos devem voltar a suas atuações mais tradicionais“.

O que diz o programa do PSB a respeito do papel dos bancos públicos?

Captura de Tela 2014-09-15 às 15.28.55

Sim, entendemos perfeitamente. Marina Silva concorda com Roberto Setúbal.

Segundo o programa do PSB, o Itaú deve assumir parte do papel hoje desenvolvido pelos bancos públicos, certo?

Voltemos à entrevista de Roberto Setúbal, que agora fala do BNDES:

Captura de Tela 2014-09-15 às 15.21.01

Notem que o Itaú não tem nada a ver com os juros altos, é uma “condição estrutural”, pétrea e naturalizada do Brasil.

Mas, entendi o objetivo do banqueiro: tirar o BNDES da parada e deixar os empresários arcarem com custos mais altos, com esse tal de spread*, custos que transferem para os preços, que resultam em inflação.

E aí arrocha para conter a inflação. Arrocha banqueiro? Ah, já sei: arrocha salário, programa social, privatiza, desmonta o Estado.

Deixa o “mercado” trabalhar e fazer aquela ponte que beneficia milhares de pessoas mas não dá “retorno”, em Tocantins.

Com o Banco Central “autônomo”, “independente” ou “sob o controle da [alta] sociedade” — e sem a competição dos bancos públicos — é mamão com açúcar: o Itaú determina o spread* que bem entender.

Destaque, no trecho acima, para a frase de Roberto Setúbal: “Evidentemente, existe um ‘spread’* nisso” [grifo nosso].

Mas você, caro leitor, é incapaz de entender o significado de spread*, quanto mais o papel que os bancos privados cumprem na economia.

Segundo Roberto Setúbal, é difícil para uma “pessoa comum” entender:

Captura de Tela 2014-09-15 às 15.22.05

Francamente, eu já não sei se tenho mais dó dele, da Neca Setúbal ou da Marina Silva. Mas, será que ele tem algo a dizer sobre os lucros bancários?

A O Globo, disse:

retorno

Coincidentemente recebi hoje, da Cecília Negrão, a seguinte nota oficial do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que está em plena negociação salarial:

Por que os bancos lucram mais que os outros setores da economia?

Mais uma vez em 2013 o setor bancário brasileiro foi o mais rentável da economia brasileira. De acordo com dados das empresas de capital aberto feitos pela Economática, a rentabilidade mediana dos bancos com ação na bolsa em 2013 foi de 12%. Esse valor representa o meio do caminho entre as rentabilidades de cerca de 30 bancos que tem ação em bolsa, bancos de diversos tamanhos e segmentos. Se olharmos a rentabilidade dos maiores bancos que atuam no país, no entanto, veremos que os valores são ainda mais impressionantes. A rentabilidade mediana destes bancos – que concentram mais de 80% do mercado — gira em torno de 20%.

Isso significa que enquanto as aplicações de um trabalhador na caderneta de poupança fizeram seu patrimônio aplicado render cerca de 5,2% no ano passado, o patrimônio bilionário dos bancos rendeu 12% e se considerarmos só os maiores, 20%. Outros setores da economia apresentaram rentabilidade bem inferior ao setor financeiro: Setor de Construção (10,7%), Energia Elétrica (9,8%), Têxtil (6,6%), Alimentos e Bebidas (5,8%), Siderurgia e Metalurgia (5,6%), Setor Químico (5,09%) e Telecomunicações (-1,42%).

Se você duvida do Sindicato dos Bancários neste ponto, dê uma olhada no Estadão, aquele diário esquerdista:

Bancos lucram 25% a mais com a economia desaquecida

Obviamente, foi mera coincidência o fato de as ideias do sr. Roberto Setúbal terem “contaminado” o programa de um partido socialista, como se fossem pólen de algum transgênico. Tal contaminação, como está explicado aqui, pode se dar por vias diretas (máquinas agrícolas, etc.) ou indiretas (vento — ou um sopro no ouvido).

PS do Viomundo: *Spread, que nas palavras do sr. Roberto Setúbal “evidentemente será cobrado” quando o Itaú substituir o BNDES  no financiamento de obras de infraestrutura, significa:

“a diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo para uma pessoa física ou jurídica. […] Nesse contexto, o termo inglês “spread” significa “margem”. Essa margem financeira cobrada pelo banco e outras instituições financeiras, é um valor que varia de banco para banco e acresce à habitual taxa de juro cobrada pelo empréstimo”.

Trocado em miúdos, Roberto Setúbal quer para ele, na taxa que o “livre mercado” determinar — sob Marina Silva com um banco central independente (de quem?) — o spread que hoje lhe é negado pelo BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal…

Nos Estados Unidos, spread também significa aquilo que se passa no pão. Pode ser manteiga, pasta de amendoim, requeijão, gelatina. Em economia onde os banqueiros ditam regras, em geral o spread deles chega ao caviar, enquanto a sua fatia de pão com margarina invariavelmente cai de cabeça pra baixo…

Leia também:

Banco Central “independente”: Candidata do PSB rema contra a maré mundial

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

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30 Comentários escrever comentário »

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José Martins

17/09/2014 - 12h20

O programa da candidata Marina Silva é o programa dos banqueiros e por essa mãos foi elaborado. Ela nada fez, pois não tem autoridade, apenas fez o que os banqueiros determinaram, somente assinar o tal programa. Está muito claro o que está escrito no programa com o que o banqueiro Roberto Setúbal, irmão da Neca Setúbal, ambos do Banco Itaú, desejam: JUROS (spread = margem), desejam margem de juros maior para aumentar o já astronômico faturamento dos banqueiros. Como fazer essa matemática se o dinheiro é o mesmo. É só criar mecanismos para transferir renda dos trabalhador para os banqueiros, o que se faz aumentando juros. É isso que os poderosos querem. E a candidata Marina, que pousa de coitadinha, está se prestando a fazer e lascar o Brasil e o povo brasileiro.

Responder

jose carlos lima

17/09/2014 - 09h57

O site Muda Mais foi acessado por meio milhão de pessoas no momento em que transmitia o ato de Lula no RJ em defesa do pre-sal, foi este o motivo do desespero da midia-TSE-Maçonarina e cia..que apressaram em baixar a censura,,..agora querem impedir Dilma até mesmo de criticar o programa de governo de Marina, prá que eleição então,,o TSE pode escolher seu candidato e dar posse, sem esse simulacro de democracia. Maçonarina Setúbal quer ganhar no tapetão

http://josecarloslima85.blogspot.com.br/2014/09/o-tse-faz-propaganda-dissimulada-para.html

Responder

Julio Silveira

16/09/2014 - 20h30

A técnica já não é mais surpresa, o Collor, no tempo do caçador de marajás, já mostrou como se faz. Jurou que na economia não haveria medidas impactantes contra os cidadãos e congelou a poupança logo que assumiu o governo, criando um dos maiores traumas para os cidadãos e para o país. Não esqueço os suicídios decorrentes de seu plano econômico. Hoje já esqueceram, afinal o Brasil vive um momento de crise de pleno emprego, gritado por grande parte dos empresários que sentem-se poderosos quando a mão de obra está aviltada, humilhada, de joelhos, coisa que neste momento eles não conseguem e tentam fazer retornar.

Responder

jõao

16/09/2014 - 18h47

reintegração
Próximo da eleição, massacre contra sem-teto em SP pode mobilizar eleitor conservador
16/09/2014 , by Redação Nenhum Comentário 1811

Para cientista política da Universidade Federal de São Carlos, repercussão da violência da PM de Alckmin contra movimento de moradia na mídia tradicional e nas redes sociais deve ‘chacoalhar’ eleitor indeciso

Por RBA

A ação violenta da Polícia Militar de São Paulo contra a ocupação de um hotel abandonado na avenida São João, região central da capital paulista, na manhã de hoje (16), não é novidade: a orientação do governo de Geraldo Alckmin, em consonância com seus antecessores José Serra e Mario Covas (todos do PSDB), é pelo cumprimento “legalista e firme” de ordens judiciais, independentemente do impacto humano ou dos interesses econômicos envolvidos.

Foi no segundo ano da gestão atual de Alckmin, em 2012, que ocorreu um dos casos mais simbólicos da relação violenta entre forças de segurança pública e movimentos de moradia, em São José dos Campos, no interior paulista. O desmonte da comunidade do Pinheirinho, onde viviam até 9 mil famílias, rendeu 600 processos de abusos contra a PM, entre acusações de confisco ilegal de pertences de ativistas, espancamentos e até estupro. Na capital, houve desocupações pacíficas, como a do Portal do Povo, no Morumbi, em março deste ano, mas, mesmo nesses casos, a intimidação ainda é a tática central contra militantes.

O momento atual, porém, tem algo de diferente: a 19 dias do primeiro turno das eleições estaduais, o episódio violento no centro da capital, que remonta aos piores momentos da repressão policial contra protestos de rua desde junho de 2013, pode ser decisivo para confirmar, ou não, a reeleição do governador Alckmin. “Tudo depende de como será a repercussão, nas redes sociais e na mídia tradicional, do conflito no centro”, aponta a cientista política Maria do Socorro Souza Braga, da Universidade Federal de São Carlos. “As redes sociais tendem a politizar e aprofundar mais o debate sobre esse tipo de ação da polícia. Mas o alcance é menor. Teremos de ver como a mídia tradicional, que ainda atinge um público maior, tratará o assunto”, ponderou.

Alckmin foi convidado de hoje do SPTV, jornal do horário do almoço da Rede Globo, como candidato à reeleição, mas não foi questionado sobre o assunto. O Jornal Hoje, que começou na sequência, destacou “cenário de guerra e terror” no centro de São Paulo, e classificou como “baderneiros e vândalos” os sem-teto que protestaram contra a polícia. “O eleitorado paulistano é mais conservador, ele, de forma geral, gosta desse tipo de política pública para a segurança, porque é uma política agressiva de proteção da propriedade”, aponta Maria do Socorro. “Então, se a imagem que aparece na TV é apenas de gente tentando abrir lojas, depredando prédios, as pessoas tendem a apoiar a polícia”, reflete.

O perfil conservador do eleitorado paulista se reflete nas candidaturas a governador: Alckmin e o PSDB lançaram site específico apenas para falar de segurança pública, onde destacam a campanha do governador pelo “endurecimento das leis” e a favor da redução da maioridade penal. Na TV, o tucano já apresentou projetos para cobrir todo o estado com um sistema público-privado de câmeras de segurança, e apresentou os “batalhões antiterrorismo” criados para atender a 101 municípios como “a Rota do interior”, em menção às Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, criadas pelo ex-governador Paulo Maluf (PP) e notórias pela abordagem sempre violenta e pelas denúncias de extermínio contra a juventude negra e pobre na periferia paulistana.

Paulo Skaf (PMDB), segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, não fica por menos: tem como coordenadores de seu programa de governo para a área da segurança pública o ex-governador Luiz Antônio Fleury, que autorizou o massacre de 111 detentos no presídio do Carandiru, no início da década de 1990, e Antônio Ferreira Pinto, que foi secretário de Administração Penitenciária e de Segurança Pública no próprio governo Alckmin. Pinto é conhecido pela resistência que encontra junto aos trabalhadores da Polícia Civil, já que, como secretário, sempre privilegiou a Polícia Militar e o policiamento repressivo como política de segurança pública.

Mesmo Alexandre Padilha (PT), distante ideologicamente de Skaf e Alckmin, assumiu argumentos mais conservadores para dialogar com o público paulista, e prometeu ações de impacto para “acabar com o PCC”, embora tenha denunciado, em debates diretos contra os adversários, o “genocídio” cometido por policiais nas periferias.

Foto: Wesley Rodrigo Simaluwe

Responder

Mário SF Alves

16/09/2014 - 16h08

E aí, alguém leu o esboço volátil do programa de desgoverno do PSB?

Será que não constaria ali, ainda que dissimuladamente, uma alusão à concessão de títulos de nobreza?

Imagine-se o tamanho da fila de oligarcas armazenando ouro pra comprar um réles título de Comendador, no novo império da nova política.

É muita tranversalidade junta. Haja tranversalidade.

Responder

André Colares

16/09/2014 - 15h23

Essa Marina vai longe !…
… No setor privado.

Responder

Mário SF Alves

16/09/2014 - 14h41

Esses Gandhis às avessas… chorões… em lugar de lutar pelo Brasil vão, mesmo, é entregar tudo o que conseguimos salvar daquela tragédia aventureiresca neoliberal.

Dessa vez, não satisfeitos, vão entregar a Amazônia inteira [parte foi entregue no pacotão da CVRD]; vão entregar a Petrobras e o Pré-sal; vão entregar o BC, a CEF, o BB e o BNDS. E pior. Vão entregar seu carro bomito e beberrão; vão entregar sua casa financiada; vão entregar o que lhe resta de alma. Só orando e entregando a alma pro vigári.

Então? São ou não são traidores do povo do Brasil?
Então? São ou não são traidores de todos os povos da América Latina?

_______________________________________
O recado foi dado:

Não vamos desistir do Brasil!

Só faltou a tradução: não vamos desistir da re-colononização neoliberal do Brasil.

Responder

Bacellar

16/09/2014 - 14h28

Mas evidentemente…

Responder

Roberto Locatelli

16/09/2014 - 09h06

Pois é, taí a explicação de porque Marina pretende entregar o Banco Central e o BNDES ao Itaú. Para que eles possam ter lucros não apenas enormes, mas também pornográficos.

Responder

jõao

16/09/2014 - 00h10

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/09/marina-janta-com-banqueiros.html
E não adianta querer posar de vítima. Quem “dedurou” foi um colunista da revista Veja. Ele escreveu:
Marina Silva participa hoje em São Paulo de um jantar com pesos pesados do setor financeiro. Estarão presentes José Olympio Pereira e Luis Stuhlberger, do Credit Suisse, Eduardo Vassimon, do Itaú-BBA e Jair Ribeiro, do Indusval & Partners.
O jantar for organizado para cinquenta empresários e banqueiros que doaram entre 100 000 e 200 000 reais para a campanha de Marina.

Responder

Rodrigo

15/09/2014 - 21h45

Parabéns pela lucidez Azenha
matou a cobra e postou na net
“…sopro no ouvido” (grifo meu) foi Sensacional!!!

Saudações efusivas

Responder

    Rita

    17/09/2014 - 13h59

    Assino embaixo!

jõao

15/09/2014 - 19h28

A Veja entregou o milionário tucano Álvaro Dias sem querer
Alvaro_Dias21_Valec

Agora a casa do senador Álvaro Dias (PSDB/PR) caiu e com um empurrãozinho da própria revista Veja (sem querer).

Via Os amigos do presidente Lula

O senador é réu em um processo judicial de disputa patrimonial, movido por uma filha, reconhecida por meio de exames de DNA. O processo poderia ser apenas mais um entre tantos, sem maior interesse público, não fosse o valor de R$16 milhões em causa, pois o senador tucano declarou à Justiça Eleitoral (e ao eleitor) ter um patrimônio de R$1,9 milhão, na última eleição que disputou. O aparecimento desta súbita fortuna causou perplexidade à nação brasileira, que pergunta: como o senador, da noite para o dia, aparece como um dos parlamentares mais ricos do Brasil?

Detalhe: o processo não está em segredo de Justiça, ao contrário do que disse o senador em seu twitter, e não é uma mera disputa familiar. É uma disputa patrimonial graúda envolvendo mais dez réus ao lado de Álvaro Dias, e quatro deles são pessoas jurídicas.

Uma das empresas ré na causa é a “AGP Administração, Participação e Investimentos Ltda.”, de Alexandre George Pantazis, indicando que Álvaro Dias teve algum tipo de negócio com esta empresa envolvendo os R$16 milhões em questão.

Alexandre Pantazis é dono da empresa Dismaf – Distribuidora de Manufaturados Ltda. junto com seu irmão Basile, que era tesoureiro do PTB/DF. A Dismaf foi objeto de uma reportagem da revista Veja (pág. 64, edição 2212 de 13/4/2011), em que acusa a empresa de pagar propinas ao PTB sobre contratos nos Correios, no caso que deu origem ao “mensalão” a partir da gravação feita por um araponga de Carlinhos Cachoeira, que levou Roberto Jefferson a dar a entrevista em 2005.

A reportagem foi baseada na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Declarada inidônea pelos Correios, a empresa não podia participar de licitações, mas ganhou uma na Valec – que constrói a Ferrovia Norte-Sul – para fornecer trilhos. O fato foi alvo de auditoria na CGU e foi um dos motivos para demissão do ex-presidente da Valec, o Juquinha.

Só uma investigação sobre os contratos e quebra de sigilo bancário poderá esclarecer o real envolvimento do senador tucano com o dono da Dismaf. Agora o que vai acontecer? O Álvaro Dias e seus negócios com um dono da Dismaf será capa da próxima revista Veja?

Leia também:

Responder

    Mário SF Alves

    16/09/2014 - 15h19

    “Agora o que vai acontecer? O Álvaro Dias e seus negócios com um dono da Dismaf será capa da próxima revista Veja?”
    _________________________
    Ah, mas se vai. Sim, vai. A exemplo do Demoóstenes, vai aparecer como o mais novo integrante do grupo dos Mosqueteiros da ética.

    Alexandre, o Dumas, infelicitado e agredido em sua honra, o aguarda.
    __________________________________
    Obrigado, João.

abolicionista

15/09/2014 - 19h09

Eis que descobrimos a identidade do titereiro.

Responder

José X.

15/09/2014 - 19h08

Como muita gente já percebeu, todo esse pessoal da Marina Silva (o Itaú, o lunático Gianetti, o dândi Lara Resende, o Alexandre quem) nunca falam nada (de bom) sobre os trabalhadores, sobre quem depende de emprego CLT e salário mensal…o que eles gostam de falar é de medidas amargas, reestruturações, e bla bla bla, tudo isso caindo na conta dos trabalhadores. Wsse pessoal aí é um bando de hienas, Robin Hood às avessas, raposas no galinheiro. Querem tirar de nós, os trabalhadores, e transferir para os bancos, investidores, especuladores, etc.

Responder

    Mário SF Alves

    16/09/2014 - 15h29

    “Querem tirar de nós, os trabalhadores, e transferir para os bancos, investidores, especuladores, etc.”
    _______________________
    Quem dera fosse apenas isso, prezado José X, quem dera.

    Querem garantir que o Brasil ouse enveredar novamente pela via da independência. Querem entregar o Brasil inteiro; querem dar uma paulada definitiva no pouco que conseguimos conquistar de soberania.

    Em troca nos darão o quê mesmo?

    Bom… fora os espelhinhos… humm… deixa ver… é… tá difícil.

    Ah, quem sabe, uma mídia fora-da-lei, uma vez que plenamente satisfeita, menos autoritária?
    Ah, quem sabe, o direito de espernear [só] em igrejas e clamar aos céus usando a técnica das línguas?

    Lembra que por “bem menos” o FHC [de calças] botou os tanques nas ruas, não lembra?

Sidnei Brito

15/09/2014 - 17h59

Boa sorte também dessa vez, Itaú:

São Paulo, sábado, 10 de setembro de 2005

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ADMINISTRAÇÃO

Banco venceu a licitação em São Paulo, arrematando um dos negócios mais cobiçados do mercado financeiro

Itaú leva contas de R$ 15 bi da gestão Serra
DA REPORTAGEM LOCAL

A administração José Serra (PSDB) vai repassar ao Itaú e ao Bradesco o gerenciamento das principais contas bancárias da Prefeitura de São Paulo.
O primeiro assumirá um negócio que movimenta R$ 15 bilhões por ano e obrigará os 210 mil servidores ativos e inativos a ter uma conta nessa instituição para receber seus salários O outro banco cuidará de uma conta que gira R$ 7 bilhões anualmente.
As duas instituições bancárias foram as vencedoras de três lotes de uma licitação feita pela prefeitura. Era uma espécie de leilão em que ganharia quem apresentasse o maior valor -que será pago à municipalidade.
É uma mudança em relação ao sistema atual, em que o Banco do Brasil, o Banespa/Santander e a Caixa Econômica Federal (este com uma pequena parcela) administram as contas da prefeitura sem pagar nada em troca.
O Itaú pagará à vista R$ 510 milhões para gerenciar a conta-salário dos servidores municipais, que movimenta R$ 4 bilhões por ano. Pagará também R$ 1,5 milhão para administrar o caixa e aplicações da prefeitura, que giram anualmente R$ 11 bilhões.
O Itaú foi um dos maiores doadores da campanha de Serra à prefeitura. O banco deu R$ 1 milhão dos R$ 14,8 milhões que o tucano declarou ao Tribunal Regional Eleitoral ter recebido em 2004.
Gerenciar as contas da prefeitura paulistana é um dos negócios mais cobiçados do mercado financeiro. Ao Itaú interessa o aumento do número de clientes e o fato de gerenciar contas de pessoas que recebem bons salários.
Estimativa feita por uma empresa especializada em análise de balanços de instituições financeiras indica que esses contratos poderão proporcionar ao Itaú um lucro adicional de R$ 217 milhões por ano (leia texto nesta página).
Cada um dos 210 mil servidores públicos da cidade ganha, em média, R$ 1.600 por mês. E cerca de 20% dos funcionários têm vencimentos superiores a R$ 3.000 mensais. O Itaú pode se beneficiar financeiramente ao oferecer a esse público serviços de crédito, cheque especial, seguros e previdência privada, entre outros.
O banco terá de dar aos servidores isenção de taxa de abertura e de manutenção de conta corrente, além de outros benefícios, como o fornecimento de um talão de cheques por mês de forma gratuita.
Segundo a Secretaria Municipal de Gestão Pública, o Itaú abrirá a possibilidade de transferir o salário do funcionário para outro banco sem cobrar nenhuma taxa extra, caso o servidor tenha preferência por alguma instituição bancária que não seja o Itaú.

Prestadores de serviço
Pelo outro contrato, o Bradesco passará a gerenciar a conta dos fornecedores -pessoas ou empresas que prestam serviços à prefeitura. A administração tem em seu cadastro 46,7 mil pessoas físicas e 21 mil pessoas jurídicas. Em 2004, cerca de 16 mil delas receberam créditos da prefeitura.
A diferença é que hoje os pagamentos são feitos por vários bancos. Após a assinatura do contrato, apenas o Bradesco terá essa prerrogativa. O banco pagará R$ 19 milhões para gerir essa conta.
A quarta conta que foi à leilão era a do caixa da SPTrans, empresa que gerencia o sistema do transporte coletivo na cidade. Não houve interessados. Nova licitação deve ser feita.
A administração Serra disse ontem que os contratos serão assinados nos próximos dias, após uma rigorosa análise da documentação das empresas vencedoras do processo licitatório.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1009200506.htm

Responder

    Thiago Duda

    17/09/2014 - 14h18

    “O banco terá de dar aos servidores isenção de taxa de abertura e de manutenção de conta corrente, além de outros benefícios, como o fornecimento de um talão de cheques por mês de forma gratuita.”

    Isso todo brasileiro tem direito, por resolução do CMN.

    “Segundo a Secretaria Municipal de Gestão Pública, o Itaú abrirá a possibilidade de transferir o salário do funcionário para outro banco sem cobrar nenhuma taxa extra, caso o servidor tenha preferência por alguma instituição bancária que não seja o Itaú.”

    Isso todo brasileiro tem direito, por resolução do CMN.

    Ou seja, nenhuma, nenhuma contrapartida para gerir essa montanha de dinheiro…

Francisco

15/09/2014 - 17h47

Para completar, bota no cargo de Ministro da Fazenda algum office boy desse sujeito.

Responder

Dennis Rodrigues da Silva

15/09/2014 - 17h36

E muitos preocupados com Neca…
Esse é o Setúbal que me faz votar na Dilma, o Setúbal que é conselheiro do FED de NY
Duvidam:
http://www.ft.com/cms/s/2/05a3e2e4-7af4-11e2-9c88-00144feabdc0.html#axzz3DPylV5nU

http://www.newyorkfed.org/aboutthefed/annual/annual12/advisory.pdf

.

Responder

    FrancoAtirador

    16/09/2014 - 08h37

    .
    .
    PutzGrila!!!

    “Um dos Empresários mais Poderosos do Brasil,
    que também é Consultor Internacional
    para o Federal Reserve de Nova York”

    (John Paul Rathbone, em 22/02/2013,
    sobre Roberto Setúbal, do Banco Itaú,
    na Revista Britânica Financial Times)

    (http://abre.ai/setubal_itau_fed)
    (http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/putzgrila/14503)
    .
    .

    FrancoAtirador

    16/09/2014 - 08h55

    .
    .
    Atenção, muita atenção, para o ‘detalhe:

    Desde 1995, Mr. Setubal é Membro
    da International Monetary Conference (IMC)
    e em junho de 2010 foi eleito Presidente da IMC.

    (http://www.occupy.com/article/its-time-expose-global-banking-elites-international-monetary-conference)
    (http://www.occupy.com/tags/international-monetary-conference)
    .
    .

    Dennis Rodrigues da Silva

    16/09/2014 - 13h49

    e eu vou ficar temendo Neca…nada mais é do que um boi de piranha. O irmão do Alf que me bota mais medo…

    Mário SF Alves

    16/09/2014 - 15h56

    Fu! Tamo fu!

    Querem garantir que o Brasil jamais ouse enveredar novamente pela via do desenvolvimento socioeconômico; querem dar uma paulada definitiva no pouco de soberania que conseguimos conquistar.

    De fato. Eles não desistiram [e nem desistirão] do Brasil!

    Em troca nos darão o quê mesmo?

    Bom… afora os espelhinhos… humm… deixa ver… é… tá difícil.

    Ah, quem sabe, uma vez que plenamente satisfeita, uma mídia fora-da-lei menos autoritária?

    Lembra que por “bem menos” o FHC [de calças] botou os tanques nas ruas, não lembra?

    Pois é, se a maldição se confirmar:

    Só nos restaria, além dos espelhinhos, o direito de espernear. E assim, nesse vale de lágrimas, gemendo e chorando, e com os tanques feagaceãnicos nas ruas, restariam as igrejas; únicos locais onde livremente se poderia clamar aos céus, xingar e vociferar contra o “destino”; e, claro, esse direito será restrito aos que demonstrarem inteiro domínio da técnica da manifestação em línguas.

    Pra isso é só pagar o pedágio: ou o dízimo ou o que nos restar da alma!
    __________________________________________
    Não adiantou nada a nossa luta. Enfim, o IV Reich, que hoje põe de joelhos a velha Europa, chegou pro Brasil também.

    É o FHCeânico salve-se quem puder! De novo!

    Atenção recrutas!

    Ao empreendedorismo! Marchem!

Dennis Rodrigues da Silva

15/09/2014 - 17h35

E muitos preocupados com Neca…
Esse é o Setúbal que me faz votar na Dilma, o Setúbal que é conselheiro do FED de NY
Duvidam:
http://www.ft.com/cms/s/2/05a3e2e4-7af4-11e2-9c88-00144feabdc0.html#axzz3DPylV5nU

http://www.newyorkfed.org/aboutthefed/annual/annual12/advisory.pdf

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Caracol

15/09/2014 - 17h18

O melhor negócio do mundo: Ser dono de um banco saudável.
O segundo melhor negócio do mundo: Ser dono de um banco em dificuldades.
O terceiro melhor negócio do mundo: Ser dono de um banco falido.

Seguem-se os outros negócios mixurucas e bundinhas: drogas, armas, petróleo… essas bostinhas.

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    Mário SF Alves

    16/09/2014 - 15h58

    Kkkkkkkk….Na veia da véia! Inclusive, na veia da sócia da véia!

Antonio

15/09/2014 - 16h48

Quando o Lula ordenou a baixa das taxas praticadas pelo BB e pela Caixa para financiamento, este senhor trombeteou aos quatro ventos que no Brasil não poderia trabalhar com juros de 1% ao mês. No final do ano, seu banco havia perdido a primeira posição para o BB exatamente pelo volume de financiamentos na carteira do BB.
A presidente Dilma, respondendo à pergunta feita pelo Merval, sobre a retirada dos bancos públicos dos financiamentos para infraestrutura e programas sociais, respondeu:
Se tirarmos os bancos públicos tudo vai parar. Infraestrutura precisa de trinta anos com cinco de carência e juros razoáveis que não se encontra no mercado e usou o exemplo do Minha Casa Minha Vida para dizer que os financiamentos, na prática, são a fundo perdido.
Por esta entrevista, este senhor deveria ir para a cadeia.
Poderia mirar-se também no exemplo do seu pai que apesar de tudo que fez para tornar seu banco grande( há histórias mal contadas) acabou como todos nós acabaremos um dia, no cemitério deixando aqui a pseudo riqueza que amealhou e que provavelmente compraria sua vida eterna.
Menos usura faria um bem enorme à nação e ao nosso povo!

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