Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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REBELDES COM CAUSA

Atualizado e Publicado em 10 de março de 2008 às 09:32

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Estávamos de folga no dia seguinte ao encontro de líderes latino-americanos, em Guadalajara, no México. Foi em 2004. Fomos passear e demos de cara com a molecada que havia agitado a cidade com manifestações. Anarquistas, comunistas, punks e outros descontentes.

No dia anterior, eles haviam enfrentado a polícia. Agora protestavam, pedindo a libertação de colegas presos. Dois deles usavam camisetas do Movimento dos Sem Terra.

Havia três policiais para cada manifestante. E a repórter da rede Televisa estava vestida para a guerra, com roupa acolchoada e protetores sobre os cotovelos e os joelhos. A bela mexicana, diante da camera, faz cara de conteúdo.

O Mexico ja fervilhava em Chiapas e outras regiões nao beneficiadas diretamente pelo acordo de livre comercio com os Estados Unidos e o Canadá. A cartilha neoliberal tambem fracassou lá, embora a revista Veja use o México como modelo para o Brasil. Sem contar que nas regiões de Chiapas e Oaxaca há um clima permanente de rebelião.

Publicado originalmente em 2005 e atualizado em 9 de março de 2008

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Conceição Oliveira (10/03/2008 - 21:51)
Azenha e amigos, a bela jornalista 'com cara de conteúdo' deve ter vindo fazer o curso no Ciop do Rio. Atentem para o nome fictício do país... Dá-lhe reforço aos estereótipos, inclusive na ONU....********************************ONU treina jornalistas para zonas de guerra 10/03/2008 Durante uma semana 20 profissionais farão curso sobre áreas de conflito, no Rio de Janeiro. Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York. Começa nesta segunda-feira, o primeiro Curso de Preparação para Jornalistas em Áreas de Conflito, organizado pelas Nações Unidas no Brasil. O treinamento é promovido pelo Centro de Instrução de Operações de Paz, Ciop, e pelo Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, Unic-Rio. Durante uma semana 20 jornalistas, do Brasil e do exterior, serão treinados para atuar em áreas de conflito e cobrir operações de paz da ONU. Situações de risco O diretor do Unic-Rio, Giancarlo Summa, falou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, sobre o conteúdo do curso. "Eles vão participar de uma série de palestras sobre aspectos teóricos como organização da ONU e das missões de paz e depois há uma parte prática, no terreno, que vai desde o reconhecimento de armas, comportamentos que devem ser seguidos em caso do jornalista ser feito refém, o que fazer em campos minados e reconhecimento do terreno. Ou seja, uma experiência teórica e prática", disse. Os jornalistas experimentarão situações de risco enfrentadas por um repórter numa área de conflito através de simulações em um país fictício, chamado Tudistão, ambientado nas instalações do Ciop, no Rio de Janeiro. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, o trabalho em áreas de conflito está se tornando cada vez mais perigoso para jornalistas. Devido a grande procura pelo curso, o Unic-Rio prometeu uma segunda edição para o segundo semestre. quem quiser ouvir a rádio sobre a notícia, link direto aqui: http://www.un.org/av/radio/portuguese/detail/5506.html



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