Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
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Loucuras que eu vi Utilidades

NOSSA ELITE É AMERICANA

Atualizado em 07 de julho de 2008 às 11:43 | Publicado em 05 de julho de 2008 às 17:22

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NAIROBI - Quênia - Depois de uma semana enfrentando os congestionamentos de uma das maiores metrópoles da África eu me perguntei onde é que os quenianos erraram.
 
Escolhi a foto acima para ilustrar esse texto justamente com o objetivo de não reforçar a imagem que a maioria dos estrangeiros têm da África.
 
Não, a independência dos países africanos não foi um desastre - como gostam de dizer os antigos colonizadores no escurinho do cinema. Eles adorariam que fosse essa a realidade, para que pudessem se livrar dos crimes que cometeram, dormir com a consciência tranquila e ainda tratar os africanos de forma paternalista.
 
A independência da África deu certo, sim, mas para poucos. Deu certo para o dono da Mercedes Benz que aparece na foto acima, por exemplo. Relativamente ao conjunto da população eles são poucos. Fazem parte de uma elite africana ligada ao governo ou aos negócios que estrangeiros brancos continuam tocando no Quênia, direta ou indiretamente.
 
Fui às duas maiores favelas de Nairobi nos últimos dias. Não me surpreendi pelo simples fato de que já conhecia a miséria africana, de viagens anteriores. Pelo contrário, dessa vez me peguei admirando a tenacidade, o espírito comunitário e o empreendedorismo dos quenianos.
 
O Quênia festeja em 2008 os 45 anos de sua independência. A frustração é óbvia. Aqui mesmo há os que argumentam que a elite negra traiu os ideais do país e continuou o regime dos colonizadores. Há uma grande dose de revolta contra o império do momento - os Estados Unidos - e seu sub-império, o Reino Unido.
 
Em uma repartição pública, um funcionário me disse que a rainha Elizabeth, da Inglaterra, deveria responder por crimes contra a Humanidade. Ele fazia referência aos crimes cometidos aqui pelos britânicos nos anos 50, quando combateram a rebelião Mau Mau criminalizando a população civil.
 
Eu lembrei a ele que a História é escrita pelos vencedores e que os britânicos ainda têm meios de controlar essa História. Mas, aos poucos, o mundo saberá o que se passou na África. Já há livros como The British Gulag, por exemplo, tratando do tema.
 
Mas há também aqueles que argumentam que a democracia ainda não se instalou no Quênia e que esse é o melhor caminho para alçar a grande massa da população às condições mínimas de sobreviência.
 
Eu refletia sobre o assunto quando recebi um e-mail de uma campanha contra o ditador Mugabe, do Zimbábue. Uma causa aparentemente nobre. No entanto, ainda não entendi o que levou o Ocidente branco a focalizar toda a sua ira contra Mugabe - e nenhuma contra o ditador da Guin'e Equatorial, por exemplo. Não sei o motivo dessa seletividade. Talvez o petróleo que a Guin'e garante a americanos, europeus e japoneses...
 
De repente me dei conta de que, ao julgar o Quênia, eu estava automaticamente repetindo o comportamento condescendente dos ocidentais brancos em relação à África, como se não tivessemos nossos próprios problemas e soubessemos o que é melhor para eles.  
 
Eu me lembrei de que mais brasileiros foram à Disney do que à Amazônia. Lembrei-me que o nome de um dos programas favoritos da elite brasileira é Manhattan Connection. Que a emissora de vender bugigangas no Brasil se chama Shoptime. Que o Fashion Mall é o shopping chique do Rio de Janeiro. Que em São Paulo se festeja o haloween. Que o caderno da Folha para adolescentes é o Folhateen.
 
E lembrei que também temos uma elite preconceituosa e reacionária, que se comporta no Leblon e nos Jardins como se estivesse em Paris ou Nova York. Seria um elogio chamar essa elite de africana. A África não merece ser associada a algo tão vulgar e ignorante. Nossa elite é americana. 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Isabel de Sousa Ribeiro-CE (10/09/2008 - 20:20)
É a sórdida realidade brasileira: totalmente bitolada é uma tradição estudounidense. A cultura nacional está se perdendo e todos estão coroando a verdade a maneira de como norteamericanos se vestem ou falam. O correto a ser questionado é o por quê de toda essa alienação? De quem é a culpa?

Patrick (26/08/2008 - 21:55)
Apenas hoje li a Cartacapital da semana e li sua matéria sobre Obama e o Quênia. Uma grata surpresa, meus parabéns.

Kate (14/07/2008 - 00:45)
Realmente, foi um bom texto. Colocar a elite brasileira como americana, foi muito interessante.

Hélio de Jesus (Hélio Tattu) (08/07/2008 - 22:53)
Azenha muito bom seu texto. Os elogios já estão ficando redundantes, afinal todo texto que tem sua assinatura é de qualidade inconteste. Olha, tenho pena da parte da elite brasileira. Vivem em um mundo fictício, pra não dizer um undo virtual (em tempos modernos). "Constroem" um mundo irreal. É inerte. Reclama dos roblemas que os "mal-nascidos" provocam que a atinge (violência p.ex.), mas nada faz, se não protestos idiotas em programas globais ou na hebe. Ôh dó!!! Sinto esta inércia elitista desde quando era membro das CEB's (Cumunidades Eclesiais de Base), quando membros da elite nos olhavam com medo. Medo, porque nunca tivemos preguiça de irmos em busca de soluções, mesmo porque, éramos todos "mal-nascidos", e como tais, aprendemos alutar desde cedo. Mas o principal medo era - e é - de não terem argumentos para contrapor "nossa" luta. Elite é elite em todo lugar, em São Paulo, Rio, ou no interior de Minas, onde ainda estamos na "batalha". A cultura estadunidense nos assaltou a identidade. Se é que um dia a tínhamos. Concordo, Conceição, eles são estadunidenses, pois todos somos americanos. Nem de norteamericanos devemos chamá-los, afinal na norteamérica ainda tem mexicanos e canadenses, além dos estadunidenses. Abraços fraternais!!!

George Santos (08/07/2008 - 21:22)
Um tiro no pé. Uma amiga minha que trabalha no RH de uma rede de lojas de cafe espresso, comentou comigo que o novo shopping Cidade Jardim, que foi contruído de forma que somente motorizado se chega com facilidade ao estabelecimento, esta passando um problema devido a essa "elitizacao" exagerada: o "povao" contratado pra trabalhar pros ricassos nao conseguem chegar ao trabalho. Grande parte dos que foram contratados durante a obra, estão conseguindo vagas em outros lugares de cidade (de mais facil acesso) e estao deixando os empregos no Cidade Jardim. Parece piada nao é?

Pedro Ayres (08/07/2008 - 19:57)
Caro Azenha, meus cumprimentos pelo texto e por ter colocado como muita clareza e estilo quais são os reais valores que devem nortear um trabalho jornalístico. Mas, sobre a nossa "elite" creio que há uma grande diferença, pois, como dizia um velho amigo, o poetea peraense Ruy Paranatinga Barata,"a diferença entre a nossa elite e a elite de alguns países, é que enquanto a deles tem genealogia, a nossa, quando muito, tem pedrigree".

Everton, de Belo Horizonte (08/07/2008 - 18:55)
Azenha, vendo a foto sem conhecer o texto pode-se até achar que é uma foto de algum cruzamento, em qualquer cidade brasileira. O Brasil é feito essencialmente de dois brasis, um dos que dão certo, como a África do dono do Mercedes e um dos que lutam para não dar errado. No Brasil tudo foi criado e gerenciado, durante anos, com essa finalidade, para dar certo para alguns e dar errado para todos os outros. Nós lutamos contra a vontade das elites do Leblon, de Ipanema, da Barra da Tijuca no Rio, do Morumbi, dos Jardins, em São Paulo, do Belvedere, Mangabeiras e da Lagoa da Pampulha em BH, que se locomovem em seus Mercedes reluzentes, enquanto nós nos locomovemos com mais 40, 45 pessoas em outros mercedes, os ônibus, nem um pouco reluzentes. Somos colônia cultural e financeira dos Estados Unidos e 90% dos brasileiros somos tratados como colônia dessas elites. Um dia a nossa independência chegará. Não sei se verei isso, mas luto para que meus filhos vejam.

Luiz Alberto Roussenq (08/07/2008 - 16:57)
Caro Azenha, a parte final de seu artigo é de uma primazia ímpar. Comentar algo mais seria tomar um espaço já preenchido pela excelência de sua verve! Parabéns, nossa elite (que de elite nada tem!) é isto mesmo, americana decadente e prepotente! O que mais poderia querer ser, tendo em vista o que possui?

Paulo Cesar Rocha Santos (08/07/2008 - 16:54)
Continuando... So que no caso do primeiro mundo, para eles, a elite são eles e nós (elite e POVO do Brasil) somos todos povo. E quanto aqueles, da elite local, que se acham aptos a serem considerados elites tambem no primeiro mundo, basta uma passagem pela alfandega americana para voltarem ao seu devido lugar, aliás não precisa nem ir la, aqui mesmo na renovação do visto a humilhação não distingue classe social. Mas e a verdadeira elite brasileira, quem seriam eles? Num pais desigual como o nosso não exite Elite, existem os aproveitadores de ocasião, como ser pode ser considerado elite alguem que dirige miséraveis?, no maximo podera ser considerado o mais miseravél de todos, pois consegue se manter no poder as custas da manutenção da miséria, pois teme que com o fim da mesma finalizaria tambem a sua liderança. Só poderemos procurar por uma elite brasileira, quando este país não tiver tantos miseráveis, e temos muitos mais do que pode conceber a mente dos aproveitadores de plantão, recente noticia informa que 1 em cada 4 brasileiros é beneficiado com o bolsa familia, em media 20 reais para cada, como é que tal valor pode fazer alguma diferenca na vida de algum? somente se esta vida for muito miseravel, esta é a nossa realidade. Se não conseguimos facilmente identificar nossa elite é por que ela não existe, somos todos povo só que uns mais miseráveis que os outros. Fim

Paulo Cesar Rocha Santos (08/07/2008 - 16:53)
Continuando .. Me posicionando como definidor de quem deve ser classificado como uma coisa ou outra posso conseguir resultados interessantes: O sujeito tem uma renda mensal de R$12.000,00, ja viajou o mundo todo e mora numa cobertura então digo que o sujeito sem sombra de duvida é da elite, nesse caso o Presidente que atende este requisitos seria elite, e no entanto nem ele nem os autointitulados elite o veem como tal. Se voce for em Sampa e consultar qualquer membro da classe média que tenha frequentado universidade e possua uma renda razoável, na maioria dos casos o mesmo se enquadrara no grupo da elite, eu diria que é POVO. Em resumo a classe social a que pertence o sujeito depende mais da opnião e atitude do mesmo do que de qualquer outro fator. Outra consideração pode nos ajudar neste caminho para encontrarmos nossa verdadeira elite: No Congo, país pauperrimo da africa existe elite? Se procurar com certeza se encontrara Congonezes que se auto intitulam Elite e uma analise superficial chegara a uma conclusão semelhante, depende mais da opnião e atitude do sujeito. Extrapolando um pouco, será que algum membro da elite brasileira gostaria de ser membro da elite do Congo? desconfio que não encontraria nenhum disposto a tal troca. Agora será que gostariam de ser membro da elite Norte Americana ou Europeia? Claro, Obvio que sim, aliás, muitos já se acham como tal. continua ...

Paulo Cesar Rocha Santos (08/07/2008 - 16:52)
A "ELITE" DO BRASIL Segundo o Aurélio Elite quer dizer: "Aquilo que há de melhor numa sociedade. Minoria prestigiada e dominante no grupo e constituída de individualidades merecedoras por si mesmas". Após a eleição e reeleição do Sr. Lula à presidencia deste país o termo elite começou a ser utilizado com uma maior frequência em diversas manifestações publicas. O fato do mesmo não ser de origem da chamada elite brasileira, que sempre ocupou o cargo, causou reações apaixonadas dos dois polos da sociedade, ou seja, elite x POVO. recentemente os que se autointitulam elite, promoveram um movimento em repudio a corrução endemica no país, direcionando as maiores reclamações contra o presidente. Nessa situação atual fica algumas dúvidas: O que realmente significa Elite? Seriam aqueles que detem o dinheiro, os intelectuais?, os que detem o poder? os Militares? os dirigentes da grande midia? os Artistas?. Uma análise superficial mostra que todos esses segmentos relacionados acima tem membros que se dizem elite ou POVO. Podemos, concluir que para ser considerado uma coisa ou outra depende mais da vontade do cidadão do que de qualidades específicas, se eu me considero da elite e participo do referido movimento então serei considerado por todos um membro da elite. Se por outro lado me acho POVO e reclamo deste mesmo movimento obterei a concordancia de todos que sou POVO. continua...

Alexandro (08/07/2008 - 16:29)
Pequenos gestos e costumes nos mostram o quanto nossa elite e imunda,reacionaria e americanizada...Somos o pais do quartinho de empregada, a senzala do seculo XXI; O pais do elevador de servico; O pais onde um predio de estilo neoclassico que abriga a sua mais luxuosa tem como vista o Rio Pinheiros...somos o contraditorio! Texto comovente Azenha, antes de tudo porque voce se coloca nao como o senhor da razao, mas como alguem que por costume ou mero descuido esta sujeito as mesmas interpretacoes e opinioes reacionarias de quem esta acostumado com as ideias "vomitadas" por essa elite suja!...Alguem humano, como qualquer um de nos! Vale refletir! Parabens!!!

Iberê Thenório (08/07/2008 - 16:12)
Bela foto. Revela que poucos lançam um olhar diferente sobre a África.

Wellington Coelho (08/07/2008 - 15:56)
Rapáz. Não é que você tem razão! Aqui na España, há uma dito popular que diz o seguinte:..." Si los EEUU gripar, nosotros estornudamos..." (se os Estados Unidos gripam nós espirramos). E, não deixa de ser a mais pura verdade. Todo esse reboliço causado pelo mercado imobiliário norte americano, ainda está deixando o mercado emonomico espanhol em frangalhos. É incrível como um país com uma história milenar, se deixa influenciar tanto assim. É bem verdade que nossa proximidade nos deixa muito mais expostos ao "Extrangeirismo Norte Americano" e suas influências (negativa, as vezes), mas, também devemos ressaltar que, ao poucos, ainda que aos trancos e barrancos, estamos chegando "Lá". E, como já dizia a canção, "Depende de nóis...", para que tudo ocorra em um prazo curto de tempo e com o menor efeito colateral possível. Um forte abraço.

Sonia (08/07/2008 - 15:00)
Azenha, Parabéns! Excelente texto; e, sobretudo, verdadeiro! Nossa eleite é americana, sim; e a classe média, também. Adoram a expressão "coisa de primeiro mundo". Não vêem um palmo além dos seus para-brisas blindados. Mas deixemos blindado de lado; não obstante a origem da palavra traduza o que são nossas eleites e classe média: cegos para todo e qualquer problema social. Um abraço.

murilo zibetti (08/07/2008 - 14:06)
excelente texto azenha, reflexivo e autoral. e ponderado ainda por cima, sem se preocupar em estabelecer verdade. por isso tou pedindo autorização para postar o texto e o linque no meu blógue. mais pessoas devem ter acesso a essas considerações; e então, me autoriza? grato antecipadamente.

gaúcho (08/07/2008 - 13:45)
Aqui, no RS, também temos uma elite inculta e vulgar, dentre as suas peripécias a que mais se destaca é a farsa histórica da revolução farroupilha, uma revolta do latifúndio contra o Brasil monarquista por causa do imposto sobre o principal produto da época: o charque. De antemão, já digo que como qualquer guerra que se preze a grande maioria dos mortos foram de pobres, principalmente, negros e empregados de estâncias. Isso (o mito do gaúcho guerreiro valente) é usado com muita habilidade pela RBS (globo do pedaço) para inflar o ego dos incautos e fazê-los se sentirem superior a seus compatriotas. Assim como na novela Roque Santeiro do genial Dias Gomes, a virtude do rio-grandense é uma ficção criada pela condescendência dos historiadores com sua própria história. Azenha, quanto ao texto simplesmente brilhante, parabéns!

Sagarana (08/07/2008 - 13:08)
Nossa Azenha, quando vc morrer vc vai para o céu! Ou será que vc vai para aquela ala superpovoada do inferno reservada aos bem intencionados?

Leider Lincoln (08/07/2008 - 13:02)
Falando em elite, a Polícia Federal prendeu o Dantas. Pena que o judiciário agirá como sempre: lenta e ineptamente... http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2995390-EI6578,00.html

Nilson Euclides da Silva (08/07/2008 - 12:39)
Azenha, A nossa democracia será capaz de mudar isso? O povo brasileiro não se confunde com a sua elite, mas é essa elite que controla os jornais e a televisão, e esses ainda são os principais meio de comunicação. A internet é artigo de luxo no Brasil. Democratizar a informação, ampliar as relações entre os vários brasis pode nos levar a outras leituras desse país que não se resume no que falam e pensam aqueles que frequentam a Disney, os Shopping e e a tv a cabo.

Jorge Verissimo (08/07/2008 - 12:34)
Nao concordo Azenha. A "elite" brasileira e campea.Quem mais tem dois shoppings de altissimo nivel em 1 so cidade (Iguatemi e outro que acabou de abrir, sei la o nome), e ao mesmo tempo favelas e pobrezas colossais. E nossa "elite" tambem e super racista, nao gosta de que suas "empregadas" tenham direito de pegar aviao e ainda por cima e capaz de defender o ponto de vista dos estados unidos do que do brasil e nossos interesses. Entao voce fez bem em nao xingar a elite africana, comparando com a brasileira, mas por favor nao xingue a americana.

Pedro Ivo (08/07/2008 - 12:29)
Azenha, cumprimento vc, é a primeira vez que estou comentando no seu blog. Ó, achei seu texto excelente, mas até eu me supreendi do modo como somos colonizados pelos EUA. No geral, não tenho nada contra os EUA e seu povo, mas ver aquele pessoal do Manhattan Connection é pra mim uma experiência masoquista. Fico profundamente irritado quando vejo aqueles bestas. Confesso que já gostei deles algum dia, mas hoje vejo o deslumbramento idiota deles com outros olhos. Se sentem os donos da verdade porque vêem o Brasil de lá de NY. De qualquer modo, parabéns pelo ótimo texto. Abraços.

Fernando (08/07/2008 - 11:27)
PF acaba de prender o Daniel Dantas, aquele do acordão.

Marcio Leandro (08/07/2008 - 07:44)
Elite ou não elite, somos todos cucarachas para os estadunidenses.

Fátima (08/07/2008 - 01:23)
Aproveitando para postar um "off topic",rrss: Dá uma olhada nesse site (http://samadeu.blogspot.com/),gostaria de ver sua opinião e penso ser um assunto interessante para ser debatido aqui. abraço

Antonio Pereira (08/07/2008 - 00:31)
Texto excelente. Melhoramos muito como povo, mas nossa elite continua puxando os indices de civilidade para baixo. Há muita verdade para ser revelada sobre as atrocidades que a Europa humanitaria e culta executou na África, Ásia, América do Sul e etc.

Nildo Vallin (07/07/2008 - 22:47)
Azenha, você é f..... Adorei. Por essas é que o blog se diferencia.

Vinícius Augusto (07/07/2008 - 20:21)
Se tem uma coisa que eu simplesmente odeio é rasgar seda... Mas esse texto foi sensacional...Vai virar quadro no meu quarto de música...

Pitágoras (07/07/2008 - 19:44)
Há algum tempo que não mais reconheço o meu (meu mesmo, cara pálida?)país. Apesar de algumas conquistas pontuais, particularmente do Lula, aquém do esperado, o fato é que o FEBEAPÁ do velho Stanislaw Ponte Preta se instalou definitivamante no país. Êta crasse merdia cretina, alienada. Um lixo!

bentoxvi-o santo (07/07/2008 - 18:46)
..."TRANSFORMA O BRASIL EM UM PUT... PARA ASSIM GANHAR MAIS DINHEIRO"...É A RAIZ HISTORICA DAS ELITES BRASILEIRAS...AQUÍ GANHAM MUITO DINHEIRO...SE DIVERTEM...E VIVEM NAS OROPAS E STATIES...COMO AS ELITES PORTUGUESAS NA EPOCA COLONIAL...A VELHA MENTE COLONIZADA...ELITES SIM...TODOS QUE DETEM O PODER...INCLUSIVE EX-ESQUERDISTAS...QUANDO NO PODER...BYE BYE BRAZIL...

Fátima-Bahia (07/07/2008 - 14:25)
Completando o texto que ficou incompleto: Por weden(...)"ouvi pelo menos meia dúzia de vezes a expressão "povinho de merda". Como não tinha argumentos (e nem queria argumentar), fiquei anotando, num guardanapo de bar, como se comporta um autêntico vira- latas rodrigueano. Pesquei 10 características típicas. 1. Use a expressão "povinho de merda", sempre quando for necessário. 2. Faça comparações com líderes (por exemplo, compare os salários do Brasil e dos EUA, e desconsidere o PIB 10 vezes maior deste último) 3. Torne exclusivo do Brasil males que também ocorrem em outros países 4. Silencie sobre nossos progressos. 5. Aponte como único aspecto favorável do nosso povo a descendência imigrante em algumas regiões do país. Desde que seja da Europa germânica, do leste, ou Japão. 6. Esqueça os problemas dos outros emergentes. Aliás, só lembre dos outros emergentes, naquilo em que estão melhores que nós. 7. Aponte o nosso 'pendor à diversão e à preguiça" (use o samba e o futebol como exemplos) e "nossa aversão ao trabalho". 8. Exagere nosso "comodismo" e fale que na Argentina "isso já tinha dado em panelaço". 9. Diga que nossa música é primitiva, batuqueira. 10. Conte a piada da conversa com Deus sobre as desgraças geológicas e climáticas em outros países. E acentue a sentença final: "Mas você vai ver o povinho que vou colocar lá". Não importa que outros já tenham ouvido esta piada. O importante não é fazer rir. Mas fazer chorar." enviada por Luis Nassif

Felipe Guerra (07/07/2008 - 14:09)
Ou se pode diferenciar a elite econômica da elite intelectual, nem sempre um mebro da 2ª pertence à 1ª...ou seja, normalmente a 'elite' que atrasa o país é essa que tem muita grana.

Hélio Sassen Paz (07/07/2008 - 13:39)
Concordo quase 100% com o Azenha, a não ser pelo fato de que, se o critério de elite for o dos dicionários (o que de melhor há em uma sociedade), se esse "melhor" for categorizado predominantemente pelo poder de compra e de empreendedorismo do sujeito, considero que o Brasil não possui elite nesse sentido mas, sim, OLIGARQUIA. Pra quem quiser ler e comentar meus posts em relação como vejo a maioria da classe média urbana das maiores cidades gaúchas, convido-os a visitar meu blog http://heliopaz.wordpress.com/ []'s, Hélio

Dennis Rodrigues da Silva (07/07/2008 - 13:05)
É o que eu sempre falo, misturando um bordão brasileiro com uma música da Bad Religion: "Deus é brasileiro, mas Jesus é americano!!!

Fátima-Bahia (07/07/2008 - 12:19)
Li esse post no Nassif e achei que tem tudo a ver: O complexo errado Há dois complexos pairando sobre a cabeça do brasileiro: o da malandragem e o de vira-lata. Em sua coluna de hoje, na Folha (clique aqui), Rossi pensou estar descrevendo o complexo de malandragem (clique aqui). Mencionou o programa de contenção voluntária de energia no Japão e concluiu taxativo: "Se fosse no Brasil, suspeito que: 1 - O pessoal iria, sim, sem paletó e gravata, mas o ar condicionado ficaria no nível máximo do mesmo jeito; 2 - Muita gente faria um "gato" para apagar só a luz do vizinho. Estou enganado?" Vamos ver. O "apagão" de 2001 colocou à prova a "malandragem" do brasileiro. Ocorreu a maior redução voluntária de consumo que se tem notícia. Nem mesmo as grandes campanhas americanas em favor da racionalização do consumo, após a crise do petróleo, permitiu tamanha redução. A ponto de jogar o setor em crise, devido à queda voluntária de consumo. Em sua coluna, Rossi pensou estar retratando o complexo de malandragem. Mas conseguiu, de forma brilhante, reproduzir o complexo de vira-lata. Por weden Ontem, sentado numa mesa junto a alguns integrantes da classe média conservadora da Tijuca ouvi por pelo menos meia dúzia de vezes a expressão "povinho de merda". Como não tinha argumentos (e nem queria argumentar), fiquei anotando, num guardanapo de bar, como se comporta um autêntico vira- latas rodrigueano. Pesquei 10 características típicas. 1. Use a expressão "povinho de merda", sempre

DUDU (07/07/2008 - 12:14)
QUANDO SE TRATA DOS AMERICANALHAS, SEUS FILMES MOSTRAM BEM O QUE SÃO: EM TODOS ELES TEM CENAS DE PESOAS NA PRIVADA FAZENDO COCÔ, ALGUEM VOMITANDO OU COMENDO COMO PORCO(QUE SÃO).

Darlan Reis (07/07/2008 - 11:51)
Excelente texto. No entanto, faço a minha observação: prefiro usar o termo "classe dominante" ao invés de "elite", pois a classe dominante brasileira raramente é melhor em algum setor para se constituir numa "elite". Parabéns!

Jorge Nunes (07/07/2008 - 11:34)
Sim nossa elite é mesmo americana, o terceiro mandato de Uribe que é aliado dos EUA é chamado pela imprensa daqui de "segunda reeleição". Assim eles tentam apagar a idéia de terceiro mandato que tanto criticaram em Chavez. Ou seja para Uribe vale uma segunda reeleição e para Chavez não vale um terceiro mandato... de qualquer forma as elites latinas e dos EUA dão apoio ao terceiro governo Uribe.

Para Rafael e Guilherme (07/07/2008 - 10:29)
Rafael, há vários textos na rede problematizando a cobertura complicada da mídia sobre a libertação da Ingrid, um dos que achei interessante foi "O outro lado da história", de MARIO AUGUSTO JAKOBSKIND - que propôs, antes mesmo das denúncias da rádio pública suíça, o debate sobre a cobertura questionando as encenações do resgate hollywoodiano, recuperando um pouco da história das FARCs e perguntando se não teria sido um acordo com a guerrilha das FARC. ******** Guilherme, li um texto da revista Rebelion de Andreu Marti que trata desta questão. Segundo ele, EUA, Grã Bretanha, Igreja católica e outros países europeus estão financiando a oposição a Mugabe por meio da Fundación Westminster para la Democracia e de acordo com o artigo o que está em jogo é de fato a Reforma Agrária. Abraços Conceição Oliveira

Alexandre Carlos Aguiar (07/07/2008 - 10:11)
A discussão não deve passar pelo uso das palavras estrangeiras, ou por um ou outro costume. As culturas se incorporam. Há quem discuta os festejos do ralouin (o dia das bruxas), mas esquece que o Carnaval e até o futebol, decantados como coisas brasileiras são, na verdade, coisas importadas. O Carnaval vem dos festejos greco-romanos e medievais e o futebol (o nome é estrageiro aportuguesado) vem da Inglaterra. O que se deve levar em conta na discussão é o quanto isso nos aprisiona em relação ao colonizador, o quanto devemos a eles e o quanto nossas classes mais pobres ainda têm que pagar para se tornar rica.

Conceição Oliveira (07/07/2008 - 10:04)
Só um detalhe: este título ficaria mais impactante se fosse 'Nossa 'elite' (leia-se classe média) é americanizada'. Por dois motivos: 1º: Seguindo a linha das críticas de Bruit nós aceitamos muito passivamente o fato dos EUA se apropriarem do nome do continente só pra eles (americanos somos todos nós, brasileiros, venezuelanos, chilenos, mexicanos...) é por isso que sempre me refiro a quem nasceu nos EUA de estadunidense; 2º: A mesma elite (leia-se classe média) brasileira que aceita na boa os EUA se apropriarem do termo americano e excluírem todos os demais americanos de fato e de direito de seu pertencimento ao continente não vê como negativo ser considerada 'americana'(como sinônimo de estadunidense), pois o sonho dessa gente não é apenas viver em Nova York, mas lá ter nascido. Seu título acaba por ser elogioso à nossa elite. Você pode até dizer que o conteúdo não o é, mas consciência do ridículo que é tentar viver uma identidade que não lhe é própria, reforçando dominações não é atributo deste grupo reacionário, medroso e preconceituoso.

Guilherme Mallet (07/07/2008 - 09:37)
Esses dias assisti no Globo News uma matéria muito interessante Jorge Pontual falando sobre as intervenções ocidentais na África. Os jornalistas de uma rádio jovem do Zimbábue resumiu a questão: REFORMA AGRÁRIA. Apesar de reconhecerem muitos problemas de seu país, o que é natural, apontaram como causa da ira ocidental o fato de Mugabe estar fazendo reforma agrária em seu país redistribuindo a terra dos ex-colonizadores brancos... É bem provável.

O Chris Almeida - BH (07/07/2008 - 07:52)
Nem sou da elite e senti uma chicotada no lombo com esse artigo, parabéns! Mas o que andas fazendo nessa viajem? TURISMO???

romério rômulo (06/07/2008 - 23:08)
azenha:perfeita a sua avaliação.a elite brasileira é reacionária e norte-americana.todas as bobagens que vêm de lá são bem vistas aqui.o sonho dessa gente é morar onde? certamente por lá.acham o máximo.romério

Rafael - Diadema (06/07/2008 - 22:31)
OLa azenha, estou acompanhando sua viagem ao quenia mas estou louco pra ter noticias sobre a libertacao de ingrid, as farc e tudo mais. Hj na record uma reportagem chamou eles de terroristas. uma amiga do orkut tem fotos do alvaro uribe como heroi e chaves chorando ( claro pegou uma foto montagem) e sabe que conclusao cheguei: naum tenho noticia de nada, que informacao tenho a mim? nenhuma. o que chega a mim? é feito pelos vencedores, me lembrou agora em sua frase no texto.caramba, que mundo vivo estou tendo a nocao nisso agora? que preconceitos, que jogo de interrese...a dcada dia isso latente em mim.. Bom abraços e bom serviço Rafael

Luís Carlos P. Prudente (06/07/2008 - 20:29)
A nossa elite é isto mesmo. Só é assim racista e preconceituosa contra o povo porque acha que vive nos states. Quer falar a língua dos states e adora frequentar lugares chiques com nomes na língua dos states. É sinal de burrice mesmo de nossas elites dos states.

Clayton Mendonça Cunha Filho (06/07/2008 - 20:01)
Parabéns pelo texto, Azenha! Estive em Nairóbi por ocasião do Fórum Social Mundial 2007 e ler teu texto foi como relembrar minhas próprias experiências e espantos na megalópole queniana.

Fátima (06/07/2008 - 19:16)
Muito bom,Azenha!É um grande prazer vir diariamente ao seu site e ler as reportagens e textos aqui publicados. Excelente sua auto-análise e reflexão quando se percebe repetindo o pensamento colonialista.Há poucos dias,me vi fazendo o mesmo qdo comentava com a minha sobrinha sobre a experiência no Amazonas e me vi repetindo:"os índios são preguiçosos,só saem para pescar o que vão comer no dia"!Na mesma hora,me dei conta de que repetia o que tinha ouvido de brancos de lá.Nessa nossa sociedade consumista em que pegamos muito mais do que precisamos e temos o hábito de guardar coisas que muitas vezes nunca iremos usar,tirar da natureza só o que necessita naquele dia,não trabalhar feito doido para juntar coisas,nos parece mesmo muito estranho! Quanto à nossa elite americana,tenho que admitir que a essa altura,nenhum de nós está 100% "limpo"!nós já fomos invadidos há muito,a ponto de termos entranhados em nosso hábitos ao menos palavras e expressões que repetimos sem pensar.Um simples ex:muitos de nós usamos aqui mesmo a expressão "off topic",até mesmo por ser mais curta para escrever! grande abraço e mais uma vez,obrigada!

ADILSON SANTOS (06/07/2008 - 19:03)
CONCORDO COM SUAS PALAVRAS . O MASSACRE , O GENOCÍDIO , A EXPLORAÇAO , O SAQUE , O ROUBO , A PIRATARIA E O DESRESPEITO COMPLETO Á CULTURAS DE OUTROS PAISES , CARACTERIZARAM A COLONIZAÇÃO EUROPÉIA PELOS 4 CONTINENTES ( AFRICA, ÁSIA , AMERICAS E OCEANIA ),DURANTE OS ÚLTIMOS 4 SÉCULOS . QUANTO Á " ELITE " BRASILEIRA , A FRASE MAIS ESCLARECEDORA SOBRE ELA , FOI DITA POR CAZUZA : " CABOCLOS QUE QUEREM SER INGLESES " SÁO PATÉTICOS , RIDÍCULOS E COMPLETAMENTE INCULTOS , VOSCIFERANDO UIVOS LASCINANTES EM LOUVOR AOS SEUS DECADENTES SENHORES , MUNDIALMENTE CONHECIDOS PELO CARINHOSO NOME DE " O IMPÉRIO DOS COMEDORES DE HOT DOG ". TALVEZ A VACINAÇAO CONTRA A HIDROFOBIA E O USO OBRIGATÓRIO DE FOCINHEIRAS , MELHORASSEM O COMPORTAMENTO DESTA SÚCIA PSEUDO ELITISTA BRASILEIRA !!!

Francisco Pereira Neto (06/07/2008 - 17:12)
O PHA continuamente fala da elite branca de S.Paulo, que não deixo de concordar mas, ele se esquece das elites de outros estados que são tão perniciosa ao país quanto a de S.Paulo. Não é só aqui no nosso estado que nós observamos frases em inglês que não haveria necessidade nenhuma de usá-las, porque na sua grande maioria há traduções adequadas. Só concordo com frases que não têm uma tradução fiel. Então nós vemos, flat, falô brother,qualify - que já vi escrito por aqui como califai - neste caso, pelo menos aportuguesou. Mas, e daí? Qual o significado? Outras, condominio green garden, aliás, para condomínio ser condomínio têm que ter nome em inglês, se não não vende. Quem da elite compraria uma casa no condomínio jardim verde? Teen então nem se fala. Bom exemplo da Folha que vc deu. Haloween já se incorporou no nosso folclore, mas qual o seu significado e origem, não tenho a mínima idéia. E olha que eu gosto do idioma inglês! Mas o que acontece aqui no nosso país é um exagero, é um processo de aculturação. E nós fazemos piadas em cima dos portugueses só porque eles chamam o mouse do computador de rato! Pelo menos eles têm o capricho de cuidar do idioma, coisa que infelizmente nós não temos. Quando eu falo que aqui em Botucatu têm uma comunidade que cria saci, todo mundo acha estranho e começa a maior gozação. Isso é coisa de gente lunática, imaginam eles. Pois é assim mesmo que se acaba com as nossas tradições e culturas. E viva o Haloween! Francisco Pereira Neto,Botucatu,SP

Hugo Albuquerque (06/07/2008 - 14:07)
Caramba, Azenha, essa tua viagem à África te fez bem, belos textos hein! Só gostaria de ver mais fotos. Abraços.

Nazareno Lima (06/07/2008 - 11:12)
Fantástico, Azenha você é padegua. Vou desfrutar este domingo bem lavado.

Messias Franca de Macedo (06/07/2008 - 10:09)
Excelente texto, jornalista Luis Carlos Azenha. Parabéns. As suas considerações desconstroem a falácia daqueles que tentam resumir o mundo a partir da divisão virtuosos e incapazes. Na verdade, a história revela é a dicotomia exploradores e explorados. Ambos condenados ao gume inexorável das contradições e dos conflitos... Messias Franca de Macedo Feira de Santana-BA

jeanette (06/07/2008 - 09:48)
Você tem razão. Estamos tão americanizados que nem percebemos o fato. E esta mania de comemorar halloween até nas escolas é lamentável.

John Bastos (06/07/2008 - 04:05)
"Eu refletia sobre o assunto quando recebi um e-mail de uma campanha contra o ditador Mugabe, do Zimbábue. Uma causa aparentemente nobre. No entanto, ainda não entendi o que levou o Ocidente branco a focalizar toda a sua ira contra Mugabe - e nenhuma contra os militares que de fato governam a Nigéria, por exemplo. Não sei o motivo dessa seletividade. Talvez o petróleo que a Nigéria garante a americanos, europeus e japoneses..." Nao. Azenha, menos. O ocidente nao gosta do Mugabe porque ele quebrou o pais dele, e os militares nigerianos quebraram menos. Quanto a questao da Africa pos-colonizacao, existem paises africanos que estao em pior situacao que nos tempos coloniais (Zimbabwe, por exemplo).

Gaspar (05/07/2008 - 21:42)
Gostei muito do seu texto. De fato a nossa elite e americana e a coisa é muito mais profunda do que parece. Nós somos de fato amereicanizados. Por exemplo no seu texto você fala: ... Fashion Mall é o SHOPPING ... Um abraço

Geraldo (05/07/2008 - 20:22)
Alto nível. Dá vontade de reler.

Tiago (05/07/2008 - 19:03)
Os vícios e as origens das elites são os mesmos em todos os lugares. Os métodos também: as associações, controle da midia, o pensamento único. Hoje vi uma matéria no Jornal Hoje sobre "férias de crianças brasileiras" curtindo um acampamento no exterior. Pensei comigo que eles retratam como rotina de um país as vidas de uma finissima minoria, qual não foi minha surpresa que uma das crinças entrevistadas tinha o sobrenome de um nobre senador da república. Eles controlam a noticia, eles se fazem a noticia, aqui, no Quenia, em qualquer lugar. Da noticia fazem a história, ou melhor, nos empurram, a nós e nossas crianças, a história que lhes interessa. Sou da periferia de SP e trabalho com pessoas de nivel social intermediario. E fico impressionado como, sendo a TV oficial a sua única fonte de informação, há o desconhecimento em relação a coisas simples do dia a dia dos mais pobres; é algo surreal para eles. Da mesma forma, coisas do cotidiano deles ás vezes me intrigam, pois não entendo como pôde se criar tamanho abismo entre pessoas que são vizinhos. E assim segue a lavagem cerebral dos heróis da independência...

Conceição Oliveira (05/07/2008 - 18:55)
"De repente me dei conta de que, ao julgar o Quênia, eu estava automaticamente repetindo o comportamento condescendente dos ocidentais brancos em relação à África, como se não tivéssemos nossos próprios problemas e soubéssemos o que é melhor para eles." "Fui às duas maiores favelas de Nairobi nos últimos dias. Não me surpreendi pelo simples fato de que já conhecia a miséria africana, de viagens anteriores. Pelo contrário, dessa vez me peguei admirando a tenacidade, o espírito comunitário e o empreendedorismo dos quenianos." Que bom! Posturas saudáveis e essenciais de um jornalista do teu naipe (dar-se conta, surpreender-se positivamente, evitar juízos de valores).



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