
Atualizado em 10 de março de 2008 às 14:12 | Publicado em 10 de março de 2008 às 14:07

O drama se passa em Nelsonville, uma pequena cidade do estado americano de Ohio. Kari é mãe de um soldado americano que luta no Iraque.
Nervosa com o risco que o filho corre, Kari montou uma exposição de instalações gráficas para protestar contra a guerra. Ela era hippie nos anos 60. Marchou nas ruas contra a guerra do Vietnã. Casa de ferreiro, espeto de pau. Do lar da pacifista saiu um soldado. Na exposição, o trabalho mais dramático é feito com uma foto em que o filho de Kari aparece com três colegas de farda. Todos serviram na Coréia do Sul, antes de serem transferidos para o Iraque.

O da esquerda morreu num ataque dos insurgentes iraquianos. Na mesma explosão, o que aparece à direita perdeu as duas pernas.
Por telefone, o soldado tem dito à mãe que a situação é muito pior do que noticia a mídia americana. Segundo ele, apesar do poderio bélico dos Estsdos Unidos os soldados americanos vivem amedrontados. É impossível distinguir, entre os iraquianos, quem é amigo ou homem-bomba.
Kari passa o dia nervosa, com medo de testemunhar a chegada de um jipe militar. Se um oficial entregar a ela uma bandeira americana dobrada, nem será preciso usar palavras. É a forma oficial que o Pentágono usa para comunicar à família: o filho de Kari terá se tornado mais uma baixa no Iraque.
Publicado originalmente em 2005
Azenha, outro dia assisti um documentário, que mostrava como o exército americanos recrutava garotos para o serviço militar. Em geral em regiões de desemprego e pequenas cidades rurais. Os oficiais que recrutam prometem mundos e fundos, e depois de um trenamento besta, os meninos são jogados no horror da guerra.