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Tolerância Zero: Mas, e o salário dos policiais?

publicado em 14 de fevereiro de 2012 às 0:53

por Luiz Carlos Azenha

O governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, importou o Tolerância Zero, de Nova York, ao contratar o ex-prefeito novaiorquino Rudolph Giuliani como consultor.

Há várias piadas nesta frase, todas elas bancadas pelo contribuinte do Rio de Janeiro.

A primeira é sobre o próprio Tolerância Zero, do qual posso falar em primeira pessoa, já que eu morava em Nova York quando a ideia foi implantada, estudei e fiz reportagens a respeito.

A ideia básica que sustenta o Tolerância Zero é, francamente, estúpida: um carro abandonado não será depenado em uma comunidade (i.e., bairro de pobres) se a primeira janela não for quebrada, ou seja, se os moradores tiverem medo daquela primeira ação, que na teoria, detonaria ações subsequentes, ou seja, a destruição completa do carro abandonado e uma tremenda onda de criminalidade. Dado aquele acontecimento-chave, até a vovó sairia de casa para assaltar.

É mais ou menos como a Teoria do Dominó, aplicada nas relações internacionais: uma vez perdido o Vietnã, primeiro a Ásia e depois o mundo todo se tornariam comunistas (de onde concluímos que, com a perda do Vietnã, vivemos em um mundo comunista).

Dito em outras palavras, a polícia teria de injetar uma quantidade suficiente de terror na comunidade (i.e., bairro de pobres) para evitar aquela primeira janela quebrada.

É uma ideia neo-fascista, que transforma um automóvel abandonado numa espécie de fetiche das “classes despossuídas”. Que o ex-prefeito de Nova York tenha conseguido transformar isso numa oportunidade de ganhar dinheiro diz muito sobre a infinita capacidade dos norte-americanos de transformar ideias tolas em “consultorias” lucrativas.  Mas é forçoso considerar que uma ideia-jeca jamais vingará sem um consumidor-jeca.

O Tolerância Zero foi absolutamente desmontado nos Estados Unidos quando decidiu-se comparar as estatísticas da criminalidade em Nova York com a de outras cidades, na mesma época, com a óbvia conclusão de que havia uma “incrível coincidência”: a queda da criminalidade tinha se estendido a cidades que NÃO tinham adotado o Tolerância Zero. Na verdade, a queda no número de ocorrências tinha acompanhado um dos ciclos de expansão da economia norte-americana.

Mas, assim como conseguiram exportar modelos ultrapassados de automóvel no tempo da produção industrial, no mundo das ideias os norte-americanos conseguem o incrível feito de exportar, com a marca de “futuro”, ideias já ultrapassadas em casa. Palmas, outra vez, para o marketing dos gringos.

A partir disso, há duas possibilidades para enquadrar o governador do Rio de Janeiro: um afoito deslumbrado, que comprou gato por lebre; ou um político realmente esperto, que deriva alguma vantagem do contrato com o ex-prefeito de Nova York.

Sabe-se lá quem Giuliani representa hoje em dia, mas não seria loucura imaginar que ele quer nos vender escudos anti-motim, gás pimenta e outros apetrechos para “preparar” o Brasil para enfrentar o bin Laden, os hooligans britânicos e a turma do Pinheirinho, tudo ao mesmo tempo, durante a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 (esta frase mágica blinda qualquer político brasileiro de explicar qualquer gasto público, por mais bizarro que seja).

Dia desses eu conversava com outra veterana em Estados Unidos (com mais de duas décadas por lá) sobre a intenção do governador Cabral de implantar o Tolerância Zero no Rio SEM pagar aos policiais do Rio um salário compatível com o recebido pelos policiais de Nova York, que não sobem morro, conhecem a coleção completa do Dunkin’ Donuts e cumprem a tarefa sombria de vigiar os veranistas do Central Park.

Donde ocorreu que seria interessante falar um pouco mais sobre os salários dos policiais, bombeiros e professores dos Estados Unidos, apenas para efeito de comparação. Foi por isso que ela escreveu um pequeno texto, que terá continuidade em outros posts:

“O salário inicial de um bombeiro em Mobile, Alabama, é de cerca de  1.580 dólares por mês. Em Nova York, o salário inicial pode ser de 3.300 dólares mensais. Quase dobra de uma cidade para a outra. Mas o custo de vida em Mobile e em Nova York também sofre a mesma discrepância. Nas duas cidades, o salário médio dos bombeiros é o seguinte: 3.100 dólares mensais para o bombeiro de Mobile (R$ 5.270)  e 6.000 dólares (R$ 10.200) para o de Nova York.

Os policiais de Nova York, famosos no mundo inteiro por conta dos seriados de TV, não são, nem de longe, os que ganham melhor no país. Aliás, nos últimos anos, a cidade perdeu muitos policiais para municípios e cidades vizinhas, por conta de salários mais atraentes. Muitos também foram trabalhar no Corpo de Bombeiros até que a cidade proibiu que transferissem, também, gratificações decorrentes da experiência. Para ir de uma corporação a outra, agora, eles têm que recomeçar do zero. Mas vamos aos salários: o último acordo coletivo garantiu um aumento do salário inicial dos policiais nova-iorquinos de 35.880 por ano para 41.975. Ou seja, subiu de 2.990 dólares mensais para 3.497. Na média (contando tempo de serviço) o salário médio dos policiais que patrulham as ruas, em Nova Jersey, é o mais alto do país: 7.556 dólares por mês (o equivalente a 12.845 reais por mês) contra 4.750 para os de Nova York (8.075 reais mensais) e 4.333 no Alabama (7.366 reais mensais).

E os professores? Bem, um site de educadores americanos (www.teacherportal.com) se deu ao trabalho de fazer um levantamento dos salários do país e comparar o que os professores ganham, em cada estado, com o custo de vida do local. Daí, concluiu que o melhor estado para abraçar o magistério é Illinois, onde o presidente Barack Obama construiu a carreira, e o pior, o Havaí, onde ele nasceu. O Alabama é o décimo terceiro da lista, com salário médio inicial de 2.614 dólares mensais enquanto em Nova York, o salário inicial de um professor é, em média, de 3.110 dólares por mês. Mais alto. Porém, considerando o custo de vida, o estado de NY é o trigésimo oitavo da lista do país”.

Segundo o site, o salário inicial de um professor em Nova York é de U$ 37.321/anuais e o salário médio é de U$ 57.354/anuais. O que, considerando o dólar a R$ 1,70, daria hoje, em Nova York, piso de R$ 5.287,00 mensais para os professores (sem considerar os benefícios, que são muitos nos Estados Unidos) e R$ 8.125,00 de salário médio.

Leia também:

Ivan Valente: Dilma entregou setor estratégico a estrangeiros

 

 

58 Comentários para “Tolerância Zero: Mas, e o salário dos policiais?”

  1. Nossos PMs, em todos os estados, ganham mal.
    Nossos professores das escolas públicas, em todos os estados, ganham mal.
    A estrutura das PMs vem do tempo da ditadura.

    Somando essas informações aos dados colocados pelo artigo, dados de quem VIVEU EN NY na época em que foi implantada a tal “tolerância zero”, chega-se à conclusão de que essa ideia não passa de uma mentira.

    • Lembremos, meu caro amigo, que com a limpeza da Policia de Nova York, onde mandaram embora 1660 policiais civis e militares, e, com o Tolerância Zero, diminuiu tanto a criminalidade; o que podemos inferir é que dá resultados sim! Mas, as corporações públicas tentam nos convencer do contrário com dados não comprováveis. Para se manterem empregados, sem utilidade alguma. Nosso índice de produtividade na Secretaria de Segurança Pública é perto de zero. VAMOS MUDAR JÁ!

    • Lembremos que o poder aquisitivo do povo norte americano é quatro vezes maior do que o brasileiro. Logo, ganhar R$ 1.500,oo por mês, equipara-se ao deles. Nossos custos de vida, são menores. Pagamos em reais. E, o índice de produtividade de nossos professores são menores. Não sei quantas horas de trabalho são as deles. Mas, acredito que podemos e devemos aumentar o ganho de nossos professores, desde que melhorem o aprendizado de nossos alunos.

  2. qui, 16/02/2012 - 10:04
    genital lacerda

    hoje em dia somos todos "de esquerda"..todos revolucionários, todos queremos mil transformações mas dentro dos limites, tudo na lei e na ordem, que tudo continue exatamente do jeito que está que não queremos saber de baderna, ta pensando o que?????

  3. qua, 15/02/2012 - 7:00
    Yarus

    Exclusivo! Conheçam o passado que envergonha Rodrigo Pimentel,

    O capitão Rodrigo Pimentel se diz especialista em segurança pública, vende a imagem de que foi um policial corajoso que enfrentava bandidos e que deixou a PM por não concordar com as coisas erradas que aconteciam. Mas tudo não passa de uma grande farsa. Para começar como poderão ver abaixo, ele entende muito é de segurança privada. Quanto ao destemido policial vocês vão descobrir que na verdade Pimentel é uma vergonha para a tropa.

    Porta-voz do governador Sérgio Cabral na TV Globo, Rodrigo Pimentel adora posar de vestal e guardião da moralidade. Pimentel disse que o cabo Daciolo e seus colegas dos bombeiros e da Polícia Militar, inclusive o coronel Paúl, deveriam ficar presos em Bangu 1. Mas agora vocês vão saber quem é Rodrigo Pimentel. Um covarde, aproveitador e hipócrita.

    Saiu da PM depois que ao comandar uma operação entrou em pânico e urinou nas calças. O ex-comandante do BOPE, coronel Venâncio Moura teve que substituí-lo no meio da operação por um sargento que tomou a frente e salvou a guarnição. Todos no BOPE conhecem essa história lembrada como um exemplo de covardia e desonra para a unidade de elite.

    Isso ninguém sabe do comentarista da TV Globo. Mas se vocês pensam que Rodrigo Pimentel é somente um covarde vão agora conhecer outro lado dele.

    Transferido para o 29º batalhão, em Itaperuna, desmoralizado porque sua história correu a corporação, decidiu que era hora de deixar a Polícia Militar. Além do mais não se conformava em deixar de morar na Zona Sul, onde sempre viveu, desde que seu pai general foi morar na Urca.

    Correu atrás de uma reforma por invalidez alegando que ficou surdo trabalhando na PM. Prestem atenção no laudo abaixo. Perceberão que o laudo aponta o perfil áudio-métrico de normalidade. Mesmo assim, aos 29 anos, o capitão Pimentel foi reformado por invalidez definitiva para o trabalho, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
    Documentos oficiais da Polícia Militar

    Mas o “corajoso” capitão Rodrigo Pimentel queria receber o salário integral de capitão sem trabalhar pelo resto da vida, repito, aos 29 anos. Para isso comprou um laudo de um médico particular e conseguiu ficar ganhando como se estivesse na ativa. Recebendo inclusive mais um adicional por invalidez.

    Bem, os senhores já viram Rodrigo Pimentel na televisão, ele não parece nada surdo, aliás, ele já apareceu até entrando ao vivo, dentro de um helicóptero com motor ligado e respondeu imediatamente a pergunta do apresentador com todo aquele barulho. Rodrigo Pimentel quando lhe convém escuta muito bem.

    O hipócrita Rodrigo Pimentel, comentarista da TV Globo pode se dar ao luxo de criticar os seus colegas que lutam por melhores salários, já que além de receber o salário integral de capitão da PM (com adicional por invalidez), mais o dinheiro da TV Globo, é sócio em uma empresa de segurança privada e tem participação nos negócios de outra, conforme poderão ver nos documentos abaixo. A R & R Pimentel Consultoria em Segurança Limitada, tem ele e sua mulher Rosele como sócios, além disso tem participação na empresa Sunset Vigilância e Segurança Limitada. Um detalhe muito importante para vocês entenderem por que o “bravo” comentarista da TV Globo elogia tanto Cabral. Em uma dessas empresas ele trabalha com o Major Filipe que vem a ser o chefe da segurança pessoal de Sérgio Cabral. Agora dá para entender porque prefere elogiar Cabral e ficar contra seus colegas.
    Para quem acreditava na mentira que ele sempre contou de que largou a PM por discordar de coisas erradas que aconteciam, e que foi um brilhante policial do BOPE está aí para vocês o verdadeiro Rodrigo Pimentel. Além de medroso e de ter saído da PM pela porta dos fundos, é aproveitador e hipócrita.
    http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id

  4. ter, 14/02/2012 - 22:10
    Julio Silveira

    Acho que o Rio de Janeiro tinha a obrigação de pagar os melhores salarios do País aos PMs, assim como aos professores dentre outros. Esse estado é o privilegiado na questão dos royalties, tem registrado sucessivos superavits, e crescimento industrial. Pelo que tenho visto a unica coisa que tem marcado a gestão desse governo são as UPPs, mas fora isso que é importante mas é uma fração das necessidades estaduais, o resto está précario, a saude está uma josta, a educação tão de brincadeira. Essas UPPs encobrem um monte de fracassos do Sr. Governador .

  5. ter, 14/02/2012 - 21:56
    Luciano Prado

    Quando é para malhar o governo essa imprensa suja costuma comparar o Brasil com os EUA, mas na hora de comparar salários…

  6. ter, 14/02/2012 - 21:10
    FrancoAtirador

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    TOLERÂNCIA ZERO AOS CAÇADORES DE MENDIGOS
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    Cadeia para os assassinos

    Por Mauro Santayana, do Jornal do Brasil, via ESCREVINHADOR

    Algumas religiões santificam a mendicância, como o ato mais expressivo da humildade.
    Pedir aos outros o pão, em lugar de o obter mediante o trabalho, é visto, assim, como o contraponto à vaidade e à arrogância.
    As sociedades, sendo profanas, não vêem com os mesmos olhos o ato de pedir.
    Os costumes, diferentes das razões éticas, sobretudo os construídos pela consciência burguesa, condenam a mendicância, ainda que admitam, com certo cinismo, a caridade.
    É interessante registrar que Sartre, senhor de grande lucidez e, em algum tempo, militante revolucionário, andava com moedas nos bolsos, que distribuía aos mendigos do Quartier Latin.
    Talvez se sentisse, com isso, menos culpado dos desajustes do mundo.

    Matar mendigos não é um esporte novo. A civilização cristã oscila entre o exercício da caridade (que, em alguns casos, costuma ser negócio lucrativo) e da repressão.
    Entre a piedade e a forca, conforme o ensaio do historiador Bronislaw Geremek sobre os miseráveis e pequenos bandidos da Idade Média.
    No Brasil, a agressão e o assassinato dos diferentes estão assumindo dimensões insuportáveis.
    Numerosos moradores de rua em Salvador foram trucidados durante a greve dos policiais militares.
    Há suspeitas de que foram policiais, eles mesmos, os matadores. Coincidindo com os fatos da Bahia, um jovem universitário tentou intervir, ao assistir à agressão de um morador de rua na Ilha do Governador, no Rio, por cinco jovens.
    Foi quase linchado, teve seu rosto arrebentado pelas patadas, só reconstituído mediante o emprego de 63 pinos de platina.

    Não é um fato isolado.
    Ao ser confundido como mendigo, conforme confessaram os matadores, um índio pataxó foi queimado por jovens bem situados de Brasília.
    No Rio de Janeiro, há décadas, os adversários de um governador da Guanabara [Carlos Lacerda] o acusaram de mandar matar mendigos e atirá-los junto à foz do Rio da Guarda.
    E houve quem sugerisse o incêndio, como uma forma de resolver o problema das favelas no Rio de Janeiro.
    Mais cínicas, autoridades de São Paulo decidiram criar obstáculos sob as marquises e os viadutos, a fim de impedir que ali os miseráveis pudessem repousar.
    No Rio, outras autoridades dividiram os bancos dos jardins, para que, sobre eles, os mendigos não pudessem deitar.

    Esses caçadores de mendigos naturalmente são conduzidos pelo senso estético da ordem do capitalismo totalitário.

    Uma cidade sem pedintes é muito mais bela.
    Mas é também muito mais bela, se nela não houver pessoas feias ou enfermas.
    Assim pensavam os nazistas, em sua cruzada de eugenia – embora não fossem belos nem fisicamente saudáveis homens como Himmler e Goebbels, entre outros.
    Da mesma forma que pretendiam a eliminação completa dos judeus, incomodava-os, pelo menos no discurso, a existência de homossexuais.
    Depois se soube que muitos deles eram homossexuais, mais dissimulados uns, menos dissimulados outros, como Ernst Röhm.
    Joachim Fest, o grande biógrafo de Hitler, chegou a suspeitar que houvesse uma ligação homossexual entre o líder nazista e seu arquiteto predileto e possível sucessor, Albert Speer.

    E como o caminho da perfeição, de acordo com essa insanidade, é sem fim, quiseram eliminar, alem dos judeus, outros perturbadores de sua ordem estética e “moral”, como os ciganos, os negros, os mestiços, os eslavos – e os comunistas.

    O racismo e a insânia dos nazistas não desculpam – e, sim, agravam – os atos estúpidos contra os miseráveis brasileiros que, sem teto, sem famílias, sem amigos, sem destinos, são nômades nas ruas, onde alguns nascem, e muitos quase sempre morrem.
    Mas, dessa visão curta de humanismo, padecem pessoas instruídas e aparentemente responsáveis, como a ministra francesa, que aconselhou os sem teto de seu país a não sair de casa, por causa do frio europeu que vem matando os desabrigados às centenas, e a juíza brasileira, que decretou a prisão domiciliar de um morador de rua.

    A polícia tem o dever de identificar os matadores de mendigos e de levá-los à Justiça.
    E os juízes não podem se deixar engambelar pelos advogados dos assassinos.
    Em uma sociedade já tão injusta com os pobres, cabe ao Ministério Público e à Justiça socorrer os que, desprovidos de tudo, só têm a lei como consolo e esperança.

    A sociedade se emociona com a coragem solidária do jovem Vitor.
    O Estado deve a ele uma manifestação oficial de reconhecimento.
    Seria louvável se a Assembléia Legislativa lhe concedesse a Medalha Tiradentes, a mais alta condecoração do Estado.

    http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/s

  7. ter, 14/02/2012 - 19:04
    damastor dagobé

    e aí pessoal ..qual o programa dos malucos para o carnaval??

  8. ter, 14/02/2012 - 15:07
    cronopio

    Só vejo uma solução: acabar com a PM brasileira, corporação nojenta e fascista.

  9. ter, 14/02/2012 - 14:28
    Fernando

    Em Cuba o salário dos policiais é baixo e não existe insegurança.

    Em Cuba o salário dos professores é baixo e não existe analfabetismo.

    Em Cuba ganha-se pouco e vive-se com dignidade.

  10. ter, 14/02/2012 - 13:42
    Rios

    O programa Tolerância Zero de NYC está sedimentado no dia a dia da cidade, e todas as vezes que estive lá e com os novaiorquinos com quem conversei todos, eu disse todos, tem boas lembranças do programa pois fez uma revolução na segurança. Todos passaram a se sentir mais seguros. foi duradouro? foi efetivo? foi só uma falsa sensação de segurança? não sei. mas se foi apenas uma sensação todos os munícipes ficaram felizes em aproveitá-la.

  11. ter, 14/02/2012 - 12:27
    Douglas

    Recentemente houve pesquisa para questionar sobre a adoção ou não do retorno da CPMF. O resultado foi simples. O povo não quer CPMF porque enxerga que o dinheiro já existe. Nas cuecas e paletós dos corruptos. Quebre a espinha dorsal do monstro que as coisas irão surgir com menos dor. Agora todo instante aparece uma lei, um imposto só para que paguemos mais e mais e o retorno seja cada vez menos e menos. Claro. Temos de bancar as safadezas de políticos, ministros e juízes picaretas. Até onde vai essa onda da corja mal-lavada? No governo da dona Dilma já se sabe que o social é o último empenho do orçamento. Basta que vejamos a divisão para 2012 que é pior do que aconteceu para 2011. Aliás, os políticos não se fizeram de rogados e como sempre, ao final de ano, sempre aumentam seus próprios salários. Que o digam os juízes, também. Um país que põe Tiririca no congresso e ainda acha pouco o escolhem para fazer parte da comissão da educação no planalto é uma brincadeira de muito mal-gosto. Eis o orçamento de 2012
    http://www.sindppd-rs.org.br/noticias/geral/2218-

    • ter, 14/02/2012 - 19:57
      Fernando Garcia

      Oi Douglas, orçamento tem duas partes: receita e despesa. Olhar só a despesa não faz sentido. Dê uma olhada na receita e descubra o quanto do que está lá vem de operações financeiras. Aí podemos fazer uma discussão sobre o pagamento da dívida.

    • ter, 14/02/2012 - 21:59
      Jotage

      Douglas, os caras que te convenceram que a CPMF era um desatre, são os mesmos que estão roubando o país. A CPMF foi criada por eles e terminada por eles quando descobriram que era o único meio do BC controlar quem enviou dinheiro para fora ou havia recebido dinheiro ilícito.
      A maioria da população ficou extremamente revoltada com o 0.68%, mas não chia dos 33% de ICMS, uma vêz que já está embutido no preço.
      O tal skaf da Fiesp falava em aumento de preço nos produtos em 7% devido à CPMF. Você viu alguma coisa baixar o preço quando esta acabou?

  12. ter, 14/02/2012 - 12:05
    FrancoAtirador

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    SEGURANÇA PÚBLICA = POLÍCIA CIDADÃ + PREVENÇÃO À CRIMINALIDADE
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    O EXEMPLO DA POLÍCIA CANADENSE

    Por Benedito Domingos Mariano, da FSP, via DHnet

    No Canadá, o Parlamento e setores da sociedade civil organizada têm controle direto sobre a polícia, seja ela a nacional (a Polícia Montada), sejam as das Províncias e municípios.

    Desde 1980, duas experiências canadenses se destacam com exemplos de eficiência.

    A primeira é a filosofia de policiamento comunitário;
    a segunda, as comissões civis de polícia, nomeadas pelo Parlamento, além de fiscalizar o serviço policial, têm a prerrogativa de estabelecer políticas, examinar reclamações públicas e dar recomendações ao chefe de polícia.

    A chefe de polícia de Calgary define assim o policiamento comunitário:
    “Não é um programa.
    É uma filosofia de ação, que tem como ponto de partida a convicção d que o cidadão integra o trabalho da polícia.
    A população tem o dever e o direito de participar do processo decisório policial.
    A polícia não ensina a população; aprende com ela novas formas de prevenir o crime.
    Além de seguir regras e ordens, os policiais devem ter a capacidade de pensar comunitariamente.
    Se a população não confia na polícia, não há policiamento comunitário.
    O gerenciamento do sistema pode ser feito em parceria permanente com a população.
    As operações táticas e estratégicas é que ficam com a polícia; afinal, somos pagos para isto”.

    O policiamento comunitário pressupõe mudanças de regras e conceitos.
    Não há grande diferença entre o menor e o maior salário na polícia do Canadá (o comissário-geral recebe U$$ 9.000; o oficial de rua, U$$ 3.000).
    No Brasil, essa diferença é de pelo menos dez vezes.
    No Canadá, houve grande diminuição dos graus hierárquicos; os inspetores que comandam as unidades operacionais estão mais próximos dos policiais de rua, e estes sentem que são fundamentais nas decisões dos superiores.

    O policiamento comunitário não se coaduna com a violência.
    Em todas as cidades canadenses, se um policial saca sua arma em público, mesmo sem atirar, é obrigado a fazer um relatório sobre os motivos do ato.
    Nos casos em que o policial atira num cidadão e o fere, é automaticamente retirado da atividade-fim e investigado pela Divisão de Assuntos Internos e pela Comissão Civil de Reclamação.

    É feita uma rígida pesquisa social quando um cidadão é aprovado no recrutamento da polícia, que dura cerca de dois anos.
    Reciclagem e cursos de aperfeiçoamento técnico-científico são obrigatórios.
    Todas as polícias do Canadá são de caráter civil, com um setor majoritário uniformizado e outro para investigação. Há um plano único de carreira, e as polícias não são judiciárias (não cabe a elas a instauração de inquéritos policiais; os crimes são sempre apurados pela Promotoria).

    A polícia do Canadá não trabalha só com os efeitos da violência, mas também com as causas, graças à interação com a população.
    O resultado é a diminuição da criminalidade.

    É evidente que há grandes diferenças do ponto de vista econômico, social e cultural entre Brasil e Canadá. Mas nos últimos 20 anos, o Canadá venceu as resistências e reestruturou sua polícia, respeitada até pelo segmento mais pobre – tradicionalmente, alvo preferencial da violência policial.

    O Brasil, que tem uma tradição de polícia autoritária (oriunda, em grande parte, dos 400 anos de escravidão e dos períodos ditatoriais), precisa priorizar na agenda política o rompimento dessa herança perversa e a criação de um novo modelo.
    Sem isso, qualquer programa de policiamento comunitário tende a ficar na superfície do problema da violência e da criminalidade.

    Se temos 70% de pobres, e são eles que sofrem cotidianamente a violência policial (ao mesmo tempo em que são as principais vítimas dos efeitos da criminalidade), é, com eles, os pobres, como sujeitos do presente, que preferencialmente tem de ser forjado um modelo de polícia cidadã.
    Polícia comunitária é incompatível com militarização, eleva corrupção policial e impunidade.
    A reforma estrutural das polícias e uma nova formação, que estimule o policial a pensar comunitariamente, devem ser simultâneas aos programas de policiamento comunitário ou vir antes dele.

    O Canadá é, pela quinta vez consecutiva, o melhor país do mundo em desenvolvimento humano.

    Isto também é medido pelo perfil de sua polícia.

    (25.12.1998)

    http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/maria

  13. ter, 14/02/2012 - 11:15
    Renato

    Os Estados Unidos servem de comparação para tudo. Vê-se que mesmo lá não há uniformidade de salários para os militares. Eles variam de cidade para cidade, ou de estado para estado. Aqui querem uniformizar salários através de uma lei que vem alterar a Constituição Federal. Ou seja, impor um mesmo salário nacional para realidades diferentes, ou enormemente diferentes quando visto o grau de desenvolvimento das regiões brasileiras. Este é um ponto que precisa ser bem analisado. Outro, seria saber se realmente o problema da segurança pública brasileira se resolve com soluções pontuais focadas apenas e tão-somente no aumento de salário de policiais. É claro que um bom e digno salário é importante mas, será que é não é preciso uma análise mais ampla?

  14. ter, 14/02/2012 - 10:51
    Gerson Carneiro

    Bati o olho no título e logo imaginei: a tolerância zero no caso é em relação a protestos, e o Azenha não captou.

    Eis que logo abaixo leio "ele (Rudolph Giulian) quer nos vender escudos anti-motim, gás pimenta e outros apetrechos para 'preparar' o Brasil para enfrentar o bin Laden, os hooligans britânicos e a turma do Pinheirinho."

    Apressadamente subestimei o Azenhão.

    Acompanhe a evolução, em Nova York, do aparato policial para reprimir protestos.

    <img src=http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2011/12/riot-nyc-594×289.jpg>

    Agora observem como o Tolerância Zero mudou a imagem novaiorquina:

    <img src=http://3.bp.blogspot.com/-Mc-kYCceXnE/TszdL-WP6hI/AAAAAAAAH2A/p3HvRFiy6zg/s1600/eua_-_policial_agride_estudantes_foto_121739.jpg>

    <img src=http://3.bp.blogspot.com/-FygxZQITuI4/TszdZBwRMmI/AAAAAAAAH2I/rv1zFEEG6Sw/s400/occupy2.jpg>

    • ter, 14/02/2012 - 15:05
      cronopio

      E o pior é que vendem um gás de pimenta com uma concentração que é proibida em NY. O mesmo que vendiam para o Egito e para a Síria.

  15. ter, 14/02/2012 - 10:44
    Fernando Garcia

    Nao acho que essas comparacoes sao justas. A renda per capita nos EUA eh 48 mil dolares e aqui no Brasil eh 12.5 mil dolares. Simplesmente seria impossivel praticar salarios no mesmo nivel pq nao ha renda suficiente no Brasil. Nao ha como pagar no Brasil salarios compativeis com aqueles que sao pagos em um pais que eh 4 vezes mais rico. No entanto, acredito que o atual nivel salarial do caso em discussao (profissionais de seguranca e educacao do estado/cidade do Rio de Janeiro) nao se justifica e poderia ser maior dentro da realidade da renda no Brasil e, em particular, no Rio de Janeiro. Outro ponto, talvez esteja por fora, mais quais sao estes numeros para o estado do Rio? Quem dizer, quando ganha ,em media, profissionais das areas de seguranca e educacao no estado/cidade do Rio de Janeiro?

    • ter, 14/02/2012 - 11:01
      joao

      Uma campanha justa que teria adesão de 99% dos trabalhadores (1% de puxa sacos, raça mais resistente q barata) seria pelo uso da grana do BOLSA BANQUEIROS-RENTISTAS para aplicar na educação saúde segurança e investimentos em infra estrutura. não adianta lutar separados em categorias, temos que lutar pelo direito de uso dos 300 bilhões dados aos vagabundos (essa sim é a bolsa vagabundagem) com os trabalhadores do Brasil e melhora de condições de trabalho e de vida de quem faz o país crescer, tem que ver se tem coragem p fazer o mais inteligente, essas lutas isoladas não levam a nada, temos q nos unir por um objetivo comum, grana tem p atender a tudo q reinvindicamos falta foco e inteligencia e solidariedade entre trabalhadores, juntos somos imbatíveis!

    • ter, 14/02/2012 - 11:06
      Gerson Carneiro

      Bonita defesa mas os parlamentares daqui ganham mais que os parlamentares de lá.

      Aí a tese de que "Simplesmente seria impossivel praticar salarios no mesmo nivel pq nao ha renda suficiente no Brasil" tomba.

      • ter, 14/02/2012 - 17:59
        Fernando Garcia

        Sua observação é correta, mas sua conclusão não é. É obvio que não há renda no Brasil para pagar os mesmos salários. Podemos lembrar que não apenas os parlamentares mas também juízes do STJ, por exemplo, ganham mais que seus pares nos EUA. Isto é simplesmente questão de quem tem a caneta na mão para decidir. Mas além da calhordice há também uma questão de escala. Para ficar no tema , podemos lembrar que a Polícia Federal, por exemplo, paga salários a seus profissionais que são compatíveis com os pares nos EUA. Mas isto é uma escolha estratégica do Estado Brasileiro que opta por ter uma pequena força, comparada com o número total das outras polícias, composta por bons profissionais atraídos pelos bons salários. Mas o fato de ser uma pequena força é uma questão chave aqui.

      • ter, 14/02/2012 - 19:49
        Fernando Garcia

        Cara, estou defendendo o que? É óbvio que no Brasil não há renda para pagar os mesmos salários que nos EUA. Sua colocação é correta, mas sua conclusão não. Não precisa parar nos parlamentares, juízes do supremo, por exemplo, ganham mais no Brasil que nos EUA. Mas isto é questão de quem tem a caneta na mão é usa deste expediente em benefício próprio. Mas isso não tem relação com os salários de trabalhadores de um sistema enorme, como os de segurança/educação. Repito: principalmente no caso do Rio os salários poderiam, e deveriam, ser maiores do que são. Mas não há renda para pagar os mesmos salários que nos EUA. Sua resposta é pegadinha. Só isso. No mais, perceba o seguinte: tanto lá quanto cá o que sobra para os trabalhadores é migalha. A questão é que nos EUA a migalha é maior. Olhe os números e você verá que os EUA já são quase tão desiguais quanto o Brasil.

      • ter, 14/02/2012 - 22:02
        Jotage

        O Gerson, você quer dizer que se eles roubam todo mundo também pode roubar?
        Temos que dar um basta é nos políticos.
        Ah, o salário dos policiais e professores continua sendo ridículo.

  16. ter, 14/02/2012 - 10:41
    Gerson Carneiro

    Há muito procuro músicas de um LP raríssimo, do início da década de 1990, chamado "Rock in Bahia".
    Um trecho de uma das músicas é:

    Estranha forma de viver
    O que Eles chamam Vida
    Estranha forma de Poder
    Que abrem mais feridas

    Há perigo nas ruas
    Eles vão caçar nossos Direitos
    E democraticamente
    Construir a nova obediência

  17. ter, 14/02/2012 - 10:40
    José Antônio

    A grande verdade é que a polícia brasileira/bem como os professores ganham muito, muito mal.Daí a qualidade dos policiais e professores que temos… Contra os fatos não existem argumentos.

    • ter, 14/02/2012 - 11:10
      Gerson Carneiro

      Não pode desconsiderar também que Dinheiro não resolve problema de caráter. Parlamentares ganham muito bem e no entanto não é difícil encontrar um parlamentar com desvio de caráter. Ou seja, o mesmo pode acontecer nas mais diversas categorias.

  18. ter, 14/02/2012 - 10:38
    Neo-tupi

    Não sei o que faz, nem o valor dessa consultoria (e isso poderia dar uma grande matéria), que pode ter mais a ver com lobby internacional do governo do Rio, seja para imagem, seja para atrair investimentos, empréstimos em órgãos internacionais a fundo perdido ou recursos de ONG`s estrangeiras, ou seja por esperteza como você diz que pode ser, mas não consigo ver nada relacionado com política de tolerância zero.
    Pelo que li, a influência na política de segurança pública de Cabral está mais relacionada com a experiência de Bogotá, de onde copiou até os teleféricos do complexo do Alemão.
    Quanto ao salário, não adianta greve sem atacar o orçamento. Os dois deputados estaduais do PSOL votam o orçamento todo ano, e fariam POLÍTICA com P maiúsculo se apontassem que recursos podem ser remanejados para aumentar salários (sugiro garimpar nos contratos de terceirização e repasses para ONG`s, inclusive a Fundação Roberto Marinho, onde costuma ter muita gordura para cortar).
    Estudo do IPEA, antes do DEM/PSDB/PPS/PSOL derrubarem a CPMF (se não me engano) mostra que os EUA arrecadavam perto de US$ 6.000 per capta de impostos enquanto no Brasil arrecada US$ 1.500. Lá não tinha SUS e a previdência privada tem uma participação maior no sistema de aposentadorias. A discussão de maiores salários para o funciolismo, sem demagogia, passa pelo orçamento e por aumento de impostos. Quanto é o IPTU em Nova York e quanto é no Rio para um patrimônio equivalente, sobretudo dos imóveis considerados nobres? (IPTU é municipal, mas a polícia também)

  19. ter, 14/02/2012 - 10:24
    Rogério Leonardo

    Antenor não tem nada de Antenado,

    Tudo, eu disse tudo, é mais barato hoje nos EUA do que nas maiores cidades brasileiras (Rio, Sampa, Belo, Porto, Salvador, Brasilia e Recife).

    Do carro, aluguel e alimentação (o m2) até vestuário, computadores e eletrodomésticos.

    O que quer dizer que qualquer americano tem um poder de compra infinitamente maior que qualquer brasileiro que pratique a mesma profissão.

    Lógico que parte da culpa e dos próprios brasileiros que, apenas como exemplo, aceitam e chegam a apagar ágio para comprar carros vagabundos como o VW Gol, Fiat Uno e Kia Picanto, por cerca de U$ 16,000.00, sendo a maior parte da diferença de preço causada pela margem de lucro da montadora e não impostos como a maioria ainda acredita.

    No caso dos salários dos Policiais, a primeira coisa que o Brasil tinha de importar dos EUA é a cultura de aproximar os policiais da comunidade em que atuam, nem que seja à fórceps.

    Outra exigência para o pagamento de um salário destes é a de que o postulante à vaga tenha curso superior.

    Isso, além de dezenas de outras mudanças que tornem a polícia motivo de orgulho para os cidadãos e não de medo e desconfiança.

    Com todas as críticas que devemos fazer aos estadunidenses e a seu estilo de vida, ainda temos um longo caminho a percorrer para tornar o Brasil um país realmente mais justo.

    • ter, 14/02/2012 - 18:18
      Fernando Garcia

      Desculpa Rogério, mas o que você falou não é rigorosamente verdade. É certo que em média o custo de vida no Brasil é maior. Basta ver que nossa renda per capita em PPC (11.7 mil )é menor que em dólar (12.5 mil). Mas ainda existem muitas cidades no Brasil com custo de vida menor que o custo de vida médio nos EUA.
      O mais importante, no entanto, é que não é correto dizer que nos EUA qualquer carreira oferece um poder de compra muito maior que no Brasil. A verdade é que muitas profissões no Brasil tem salários compatíveis com os salários praticados nos EUA. Em alguns casos, os salários são até maiores. Existem exemplos tanto no setor público quanto no setor privado. Obviamente, estas são profissões ligados a profissionais especializados, mas não necessariamente com curso superior. Bons técnicos recebem bons salários. Posso discutir o meu exemplo: estou retornando ao Brasil para ganhar, no setor público, um pouquinho mais do que ganham os meus pares no EUA.

  20. ter, 14/02/2012 - 9:36
    baader

    (ah, tem também o teste dos SACs, no qual as empresas não cumprem a lei…qualquer comparação com outro país tem que passar primeiro por este detalhe, pelo fato de não haver punições no BR, ou depende da cara (pigmentação da pele) do freguês. baixo salário = direito ao terror?)
    [...e o roda viva vai entrevistar quem? não a calmom, mas seu detrator, não os juízes para a democracia, mas a outra associação.]
    constituinte exclusiva já!

  21. ter, 14/02/2012 - 9:30
    luiz pinheiro

    Mais esclarecedor do que comparar salários do Brasil com os dos Estados Unidos seria analisar a evolução histórica do valor real dos nossos salários, no caso os do setor público, aqui mesmo. Como evoluíram os salários dos policiais, em cada estado, nos últimos 10 ou 20 anos? E os dos professores? Essa sim é uma pauta que nos permitiria ter uma idéia de onde estavamos, como temos andado, e para onde vamos.

  22. ter, 14/02/2012 - 9:24
    baader

    zapeando a TV domingo:
    1. cabo da polícia "rouba" um avião e provoca um acidente. inapto (quiçá inepto), diz que repetirá a façanha. detalhe: não tem brevê;
    2. dois caras batendo pega destroem uma kombi e matam o motorista. sem exames saem da delegacia (alguém duvida da velocidade de ambos? basta ver imagens. alguém diz que viu os assassinos bebendo em posto gas. existem cámeras. onde tão imagens deste local?)
    3. um cara mata os pais (confessa isso), sai e arrebenta o carro, pela SEGUNDA vez.
    denominador comum: impunidade, que nem mesmo os repórteres/editores/apresentadores chegam a questionar nas matérias. quer dizer, agora é a norma: dispensam-se punições no BR
    o resto, bem, o resto fica para os cabrais, que querem descobrir o país. me poupem.

  23. ter, 14/02/2012 - 9:19
    beattrice

    Excelente análise,
    suponho que na verdade se compararmos vários setores de prestação de serviços nos EEUU
    em outras áreas além da segurança e educação, também veremos a mesma discrepância.
    Ou seja, receitam sucateamento da máquina pública nos países submissos ao Senhor da Guerra
    e dentro de casa reconhecem a necessidade de pagar com bons salários os seus funcionários que atendem ao público.

  24. ter, 14/02/2012 - 9:12
    Carlos

    Azenha, felizmente, você é uma das únicas vozes imparciais na mídia a ver o drama em que vive a segurança pública, notadamente na questão dos baixos salários, além disso, sabemos que não adianta nada só "prender e arrebentar" a tropa sem oferecer condições e salários dignos, pois a revolta e a indignação estará no coração de cada um policial e não serão as prisões arbitrárias e a decretação de "ilegalidade" da greve que evitará isso. Perdemos todos. Abs.

  25. ter, 14/02/2012 - 9:03
    David

    E o PIB per capita de NY? Não vamos exagerar também. Não estou defendendo o modelo adotado em NY mas também não dá pra falar só do salário. O PIB per capita em NY é em torno de US$ 60 mil, enquanto o PIB per capita do Rio deve estar em torno de US$ 15 mil. O salário tem que melhorar mas o uso do modelo não implica em pagar o mesmo salário. Infelizmente a realidade do nosso país ainda é outra, a base de comparação do salário não é NY.

  26. ter, 14/02/2012 - 8:16
    Giancarlo Câmara

    Caro Azenha, um texto interessante, mas seria também de grande ajuda para ilustrar a diferença entre salários a questão do horário de trabalho, tipo de escala e a instrução necessária para exercer a função.

  27. ter, 14/02/2012 - 8:14
    Moacir Moreira

    Olá, Azenha e demais amigos leitores e comentaristas deste interessante blog,

    E ainda há aqueles que tem a coragem e a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era fascista!

    Vejam os senhores com seus próprios olhos que os fascistas são aqueles que combateram este Grande Brasileiro em sua época e combatem seu legado até hoje.

    Por isso é que eu sempre digo que o medíocre Lula, amigo de Sérgio Cabral, ainda tem que comer muito feijão se quiser chegar à altura da unha do dedão do pé do enorme Vargas.

    O crime organizado internacional está no poder e para derrubá-lo só mesmo com muita pressão popular.

    Eles acreditam que o povo tem medo deles, mas o medo tem limites.

    Abraços

  28. ter, 14/02/2012 - 8:07
    Zé Francisco

    Antenor, que Antenada!

  29. ter, 14/02/2012 - 7:49
    Jose Mario HRP

    O que menos importa são comparações.
    O fato é que o salário de policial étremendamente injusto em quase todo o país, os meios do exercicio da profissão péssimos e a politicagem com que são tratados não tem ideologia ou partido!
    No poder mesmo uma linguaruda como a "TIA DILMA", fora do poder paladino dos trabalhadores, torna-se uma perfeita sucessora dos Garrastazus e Geisels da vida!
    Prendo e arrembento a la Figueiredo e "Horrorizada"! com a greve dos policiais que seu comandado J.Wagner anos atrás apoiou, quando era fácil ser contra o Toninho Malvadeza!
    Salários justos são aqueles que fazem um homem dormir despreocupado e levantar dar um beijo no broto e sair para o trabalho asso(v)biando "Carinhoso"!

  30. ter, 14/02/2012 - 7:45
    Lu_Witovisk

    O Cabral gosta de ser jênio, aparecer e o safado adora uma ditadura básica. Sinceramente,não sei o que passa na cabeça deste cara, ele é governador do RJ e não do PR, aqui o arrocho tanto de salários como de tratamento mesmo das pessoas vai reverberar mal pra ele (em votos), a menos que ele esteja tão acostumado e apegado às "macumunações empresariais" que não se lembre que quem elege é o povo. Não acredito que esteja rico o suficiente para se aposentar da política, pra essa gente $$ nunca chega.

    Só resta a nós, o povo, dar a resposta digna que este ser merece. O marketing dele pode funcionar fora do RJ, aqui dentro duvideodó.

  31. Gostei do artigo. Entretanto, ficou faltando uma comparação de preços melhor. Na Noruega, por exemplo, os preços todos (sim, o salário é um dos principais preços da economia) são altissimos. Chegue lá com euros e fique estarrecido de gastar 20 (em coroas norueguesas) num lanche mequetrefe do mcdonalds. Lembremos também que nos EUA não há férias remuneradas, como há aqui.
    Claro, nenhuma observação de preços que se faça justifica pagarmos, no Brasil, salários tão aviltantes a professores, bombeiros e policiais. Os salários deles são um grande desaforo, ídem para as condições de trabalho.

  32. ter, 14/02/2012 - 6:22
    Glecio_Tavares

    A hipocrisia dos politicos no Brasil não tem limite. A comparação poderia ser feita também com o salario dos parlamentares de la e daqui. Será que levará 50 anos para ajustar o salario dos cargos públicos eletivos e a realidade da população brasileira? A valorização dos professores, dos policias, dos bombeiros e dos médicos que trabalham em hospitais públicos é uma bandeira a ser erguida por todos os brasileiros. Como pode um vereador ganhar 10 vezes mais que um policial? O custo de um deputado federal chega a 50 vezes o que custa um bombeiro? Qual é mais necessário á população?

  33. ter, 14/02/2012 - 4:30
    Gerson Carneiro

    Bati o olho no título e logo imaginei: a tolerância zero no caso é em relação a protestos, e o Azenha não captou.

    Eis que logo abaixo leio "ele (Rudolph Giulian) quer nos vender escudos anti-motim, gás pimenta e outros apetrechos para 'preparar' o Brasil para enfrentar o bin Laden, os hooligans britânicos e a turma do Pinheirinho."

    Apressadamente subestimei o Azenhão.

    Acompanhe a evolução, em Nova York, do aparato policial para reprimir protestos.

    &lt ;http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2011/12/riot-nyc-594×289.jpg&gt;

    Agora observem como o Tolerância Zero mudou a imagem novaiorquina:

    &lt ;http://3.bp.blogspot.com/-Mc-kYCceXnE/TszdL-WP6hI/AAAAAAAAH2A/p3HvRFiy6zg/s1600/eua_-_policial_agride_estudantes_foto_121739.jpg&gt;

    &lt ;http://3.bp.blogspot.com/-FygxZQITuI4/TszdZBwRMmI/AAAAAAAAH2I/rv1zFEEG6Sw/s400/occupy2.jpg&gt;

  34. ter, 14/02/2012 - 4:20
    Samuel Velasco

    Bom artigo. Em algumas cidades, não sei se é o caso de NY, os policiais trabalham 34 horas por semana. Em Los Angeles é assim e o salário inicial (anual) pra um policial que concluiu o ensino médio é de US$ 46.500. Caso o policial tenha algum bacharelado, é de US$ 50.300 anuais, ou R$ 7.184 ao mês. Depois de 6 meses trabalhando o policial é efetivado e recebe um aumento, outro aumento após 12 meses e após isso os aumentos são competitivos (mediante provas).

  35. ter, 14/02/2012 - 1:32
    Antenor Antenado

    E o aluguel médio em NY é de R$ 5000,00. Cuidado ao trazer valores de comparação fora do contexto. Obrigado.

    • Não exagere. 5 mil talvez seja a média para um ap. com porteiro em Manhattan. É muito mais barato em outros bairros (morei na Roosevelt Island e em Queens por muito menos). Além disso, o crédito não é novidade e muita gente tem casa própria. Quem paga esse preço é quem cai de paraquedas em Manhattan. abs

      • ter, 14/02/2012 - 7:40
        Renato

        Azenha, elogiando os EUA?! Eu vou acordar, pois estou sonhando.

      • ter, 14/02/2012 - 13:07
        Willian

        Onde está o elogio que eu não vi?

      • ter, 14/02/2012 - 15:03
        cronopio

        Acorda, Renato, a guerra fria já acabou, não perca mais seu sono com o perigo vermelho. E o Azenha tem toda razão, um aluguel de 5 mil é alto até mesmo para os padrões de NY, uma cidade muito menos reaça do que sampa.

      • ter, 14/02/2012 - 9:21
        Gilberto

        Seria interessante, comparar os custos de vida de Nova York com os de São Paulo, por exemplo…
        Uma familia de 4 pessoas em São Paulo, precisa de quanto para viver? e em NY precisa de quanto para manter o mesmo padrão?
        Outra coisa interessante seria comparar salarios iniciaise finais (com todas as vantagens) de algumas profissões lá e aqui (Prof. de ensino médio, Juiz, motorista de Onibus, vereador, enfermeira, carteiro, gari, policial). é preciso ver em que posição o salário dos policiais fica em relação aos demais trabalhadoress, tanto aqui, quanto lá… um gráfico seria legal.
        acho que só com essas referencias podemos de fato comparar as remunerações…. de fato não dá para ter Manhattan como parametro, ai só comparando com a Vieira Souto, Morumbi, Copacabana, Corredor da vitória e outros locais chiques e caros do Brasil

    • ter, 14/02/2012 - 4:23
      Samuel Velasco

      Se fosse esse preço compensaria mais morar num hotel.

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