Los Angeles, o churrasquinho de Higienópolis e a civilização imperfeita!
publicada quinta-feira, 12/05/2011 às 04:34 e atualizada quinta-feira, 12/05/2011 às 05:04
por Rodrigo Vianna, de Los Angeles, no Escrevinhador
Enquanto transitava feito alma penada pelas “freeways” de Los Angeles – essas avenidas assépticas, artérias de uma cidade estranha e dominada pelo automóvel -, recebi com alegria a notícia de que em São Paulo prepara-se um histórico churrasquinho em frente ao shopping Higienópolis.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Vou tentar explicar…
A gente tem mania de dizer que o brasileiro, e o paulistano em particular, é elitista, preconceituoso, excludente. Tudo isso tem uma ponta de verdade. Tudo isso encontra amparo na nossa história secular de desigualdade. Mas ao olhar para Los Angeles – para a tristeza e a pasmaceira dessa gente nas ruas limpas e vazias – senti uma ponta de orgulho de ser brasileiro.
Sim. Vamos lembrar…
Em Nova York e Washington, jovens foram às ruas duas semanas atrás para “comemorar” o assassinato de Bin Laden. Foi um espetáculo triste. E não vi outros jovens – nas universidades, nas escolas, nas associações ou Igrejas desse imenso país da América do Norte – terem a coragem de ir pra rua e dizer: “alto lá; Bin Laden é (ou era) um assassino; mas até os criminosos têm direito a um processo legal, essa é a base da democracia”.
Não. Os Estados Unidos abriram mão disso. Trocaram Justiça por Vingança. E quem ousou protestar ficou isolado. Os Estados Unidos são um gigante combalido. E um gigante combalido é perigoso.
O Império do Norte foi duramente golpeado em 2001, pelo ataque covarde às torres gêmeas. Depois, teve sua economia golpeada com a crise de 2008 (fruto de desregulação alucinada dos “mercados”, que tomaram de assalto o Estado fundado por George Washington). A eleição de Obama parecia redenção, enganou muita gente. Mas Obama já jogou no lixo o discurso (e a pose de) modernizador, e contentou-se com o papel de cowboy.
Vocês viram a cena insólita de Obama caminhando pela Casa Branca depois de anunciar que a “justiça foi feita”, logo após o ataque no Paquistão? Patético. Obama virou Bush. Um simulacro de Bush.
Comparemos com o Brasil. Nesse mesmo período, de 2002 pra cá, nosso país elegeu um operário. Depois, reelegeu o operário. Enterrou assim o complexo de vira-lata. Muita gente temia (e havia os que torciam descaradamente para que isso acontecesse) que um homem do povo não desse conta do recado. Lula deu conta. Mais que isso: tirou 20 milhões de brasileiros da miséria, fortaleceu o mercado interno, freou o processo de desmonte do Estado, pôs o Brasil no centro das decisões internacionais, devolveu auto-estima ao povo brasileiro.
Lula cometeu muitos erros. Sem dúvida. Mas ajudou a fundar um novo Brasil. E nosso ex-presidente é um líder conhecido e admirado no mundo inteiro. Ando por Los Angeles, e quando digo que sou do Brasil costumo ouvir: “Uau, it´s cool”. Algo como: “Uau, que bacana”.
Os Estados Unidos são uma potência. Ninguém duvida. Mas são uma potência triste.
O atual presidente deles é um negro que chegou ao poder carregando esperança de renovação. Afundou-se no conservadorismo dos cowboys. A nossa atual presidente é uma mulher, ex-guerrilheira – que segue os passos de Lula.
O último ex-presidente deles é Bush Jr. O nosso, é Lula.
E o churrasquinho? Ah, isso tem tudo a ver com Lula…
O churrasquinho, como se sabe, é a reação bem-humorada a esse bando de infelizes que fez lobby para não ter Metrô perto de casa, em São Paulo. Tudo aconteceu em Higienópolis, condado habitado (santa coincidência) por FHC. Uma senhora, moradora do condado de Higienópolis, chegou a explicar porque não queria o Metrô: é que isso traz gente “diferenciada” pro bairro.
Seguiram-se reações indignadas. Ótimo! O brasileiro indigna-se. Não aceitamos mais a boçalidade elitista. Vejam que o Prates (aquele comentarista tosco da RBS) perdeu o emprego ao dizer que qualquer “analfabeto” podia ter carro. Agora, a turma de Higienópolis apanha por ter feito a opção demofóbica. Isso é muito bom.
E digo mais. Ótimo que – em vez de agressões, pancadas ou cascudos – a turma elitista receba como contragolpe um churasquinho! Essa é uma lição para o mundo. É uma saída genial. Diante do preconceito, reagimos com escárnio, não com violência.
Nos Estados Unidos, isso seria impensável. Olho pras ruas tristes de Los Angeles, para os condomínios sem alma da cidade, para as calçadas limpíssimas de Santa Mônica (o balneário aqui bem próximo da capital do Cinema), e me orgulho do Brasil.
Podemos dar ao mundo o exemplo de uma civilização imperfeita, que não pretende (e nem consegue) ser limpa, higiênica, asséptica. Somos um país forte, que pode ser rico, mas seguirá cheio de defeitos.
Aceitá-los, como se aceita camelôs e gente “diferenciada” na porta de casa, é um exercício saudável para evitar nazismos, fascismos e bushismos.
Tantaz vezes confrontado pela elite brasileira que não aceitava ser governada por um “diferenciado”, Lula não partiu pro confronto, nem tentou derrubar a bastilha. Lula reagia sempre com o churrasquinho.
O churrasquinho é como se o povo, como fez Lula durante 8 anos, dissesse pra essa elite tosca: “não queremos ser iguais a vocês… Vocês é que deviam ser iguais a nós. Venham, sejam brasileiros! Venham pro nosso churrasquinho, aproximem-se! No Brasil, há espaço até para elitistas boçais.”
Somos uma civilização imperfeita. É o melhor que podemos oferecer ao mundo.
Somos um país que responde ao preconceito com churrasquinho! Viva o Brasil.



viva!
..
Caros Rodrigo e o sempre plural e fantástico Azenha (que repercute a classe do seu texto em blog):
Belíssimo texto e crônica social ( na verdade é crônica com sabor histórico, maravilhoso).
Um só adendo , a bem de não se mitificar nem o cordeirismo do Presidente-Doutor ( sinto muito, é irresistível), nem desfazer de seu requinte enquanto massa pensante , e crítica, do Brasil.
Há oito anos atrás, em alta roda , em Sampa, Lula era um incapaz ( termo legal de inconseqüente, irresponsável pelos atos, como um louco ou uma criança ). Vieram Dirceu, Palocci, Márcio Thomaz, enfim todo núcleo “ duro ” donde o suposto incapaz deixava-se governar. Todos entraram e saíram, uns de maneira a mais honrosa, outros nem tanto. O capitão do barco ficou, as políticas ( reparem sociais, econômicas e políticas, sentido de estratégicas, ficaram intocadas) seguiram e foram experimentadas. O Regente seguiu, na suas palavras ”afinando a orquestra e dando o concerto”.
Este foi o primeiro nó que o churrasqueiro acima, extremamente bem elaborado, deu no “andar intelectivo de baixo”, no degrau do “principado” da Paulicéia conservadora.
O segundo foi não menos brilhante: quem gosta de teatro e mídia televisiva, há de entender o riscado. Lula virou um personagem: o incauto das palavras, o ridículo das respostas um tom acima, o das gafes da ocupação da mídia, da ocupação incessante dos espaços. Espaços da mídia, das pautas do jornalismo, da crendice do povo simples e da ocupação do imaginário “Quijote contra os grandes”. Psicanálise coletiva pura.
O simples ( na verdade, o simplório do personagem) reforçava implacavelmente o onirismo possível, das pessoas, as mais símplices …
O que o “andar intelectivo de baixo” fez? Caiu no engodo ( e isto foi saboroso…). Combateu não o Lula de dois parágrafos acima, o agente político-representativo, a força de suas idéias e a representação e a materialização destas. Combateu o personagem…! Este engodo de oito anos , midiático , diário, contínuo e exaustivo, sem a decifração de Gianottis, Romanos, Oliveiras (cito os de alto calado) enquanto fenômeno, foi de um sabor e de uma delícia sem fim. Um prato de sabor político raro. Não cabia o comentário para não se decifrar o legítimo enigma da esfinge política “diferenciada”: não precisa me decifrar, mesmo após oito anos, pois você está já devorado pela metade, em finíssima degustação.
Por fim veio a última e derradeira paródia de argumento: a de que não se havia testado as idéias por falta de crise. Veio uma crise que fez tremer o Ocidente. E o que nos livrou é aplicação de teses econômicas de Celso Furtado da década de cinqüenta e a propagação íngreme e contínua de Suplicy ( o marido) durante quinze anos: a renda mínima , a tese do mercado interno fortalecido e demandante econômico- autônomo .
É… o Churrasqueiro acima tem mais massa crítica e adensamento teórico que o “andar de baixo intelectivo” permite. Viva a Brasilândia do churrasco!!!
E bem vivei-me, barretes de Coimbra!
Diferrenciado mesmo é o texto. Brilhante! Valeu, Azenha.
Eu, que sou arquiteto e urbanista, defensor ferrenho do transporte público de qualidade, vou desmarcar um compromisso para ir ao "churrasquinho". Como tambem sou "gente diferenciada", não posso faltar!
Rodrigo Viana, que texto primoroso!
Abraço.
Maravilha de texto. Assinado: um colega de emissora que ainda há de produzir algo em parceria!
abs
Todos sabemos que a nossa é uma sociedade excludente, desde os tempos coloniais, induzidos que fomos, desde o início, pelo regime das Capitanias Hereditárias. Se, à exceção de Pernambuco-Olinda e São Vicente, elas não properaram, seu princípio dominador ainda sobrevive intocado, mais forte que as razões de nossos movimentos independentistas, que a árvore exótica da Monarquia e das parasitas de uma República só no papel "federativa".
Um bairro como o paulistano Higienópolis insere-se nas áreas exclusivas da Grande Metrópole brasileira, i.e., naquelas em que as classes dominadoras e ocupantes excluem os extratos mais modestos da população. São vários os artifícios adotados para esse modelo de ocupação, os quais vão do elevadíssimo custo do solo urbano ao seu modo de utilização, consagrado por legislação municipal. Isso dá vazas ao surgimento de anomalias sociais, como a da criação de grupos de agentes de segurança para os mais abastados, verdadeiras polícias privadas mantidas ostensivamente.
Um passeio a pé pelo bairro, em torno dos supermercados mais visitados e outros pontos de atração no bairro, além das 10 da noite e sob a temperatura amena da presente estação do ano, dá ao viandante uma sensação de alívio e harmonia. Seria como projetar-nos aos anos-50, naquela São Paulo de casario baixo que deixou testemunhos em vários pontos da cidade. O andarilho até se esquece de que tudo aquilo depende de poderosos e dispendiosíssimos aparelhos de segurança, inclusive estrangeiros, como o Haganah, que conta com decisivo apoio como da ROTA e outras divisões das polícias civil e militar de São Paulo. Seus integrantes são devotados à proteção de judeus residentes no bairro, seus estabelecimentos comerciais, clubes e entidades.
Nessas condições, não é de surpreender esse empenho de evitar a construção da estação do Metrô e de quaisquer pontos de convergência social no bairro, inspirado em modelos estadunidenses (como o citado em Georgetown, Washington; mas há vários, inúmeros outros logradouros de caráter restritivo nas cidades da paradigmática Hiperpotência). Nossa 10 RMs (Regiões Metropolitanas), de Norte a Sul do País, é composta de burgos-murados, o Rio de Janeiro destacando-se exemplarmente, com as tradicionais ZS (Zona Sul) e ZN (Zona Norte), hoje ZO (Zona Oeste) também, a segunda recebendo, desde as afrancesadas obras suntuosas de Pereira Passos, os "dejetos humanos" da primeira; e a terceira, antes rural de paisagem e uso do solo, inexoravelmente transformada em áreas satélites de favelamentos, mucambos e malocas., além dos "complexos".
Faltam-nos políticas urbanas e rurais, fulcros da crise convivencial do Brasil, um País que cresce atabalhoadamente e onde a injustiça social e a qualidade de vida em nossas cidades descrevem ciclos históricos de destruição. Diante disso tudo, o caso da estação de metrô higienopolitana não passa da miríade de "faits divers" que nos atolam mais que os efeitos das inundações ("alagamentos", no falar paulistano).
Abraços do
Castor
E precisava dizer mais? Massa crítica só faz bem. E antes que a luz se desfaça: obrigado, Castor!
Aqui em Brasília, onde Metrô e ônibus é transporte de pobre, a "elite" do Lago Norte rechaçou a construção de uma ponte que facilitaria o acesso de seus moradores ao Plano Piloto, alegando que a ponte "traria" pessoas indesejáveis para o bairro. Brasília, mais até que São Paulo, é uma cidade de guetos terríveis. Aqui, pasmem, há pessoas adultas, com 30 anos de idade, que NUNCA entraram num ônibus. Não é à toa que o transporte público daqui é ridículo: é feito somente para a classe pobre.
Vamos dar um VIVA aos "diferenciados" pois graças aos "diferenciados" a elite de m- – -a e preconceituosa de higienópolis ainda está de pé. Arrebentaram os grilhões e abriram as portas das senzalas, acorda turmas do fhc….
-Transporte público – o mundo todo estuda melhorias no transporte público para a proteção do meio ambiente e bem-estar do usuário – UM DEVER DO ESTADO.
- Na cidade de SP são aproximadamente 12 milhões de pessoas.
- Destas 12 milhões, 0,027% delas (umas 3500 pessoas) não querem metrô em higienópolis.
- Neste caso, Sampa passa a ser a única cidade que não quer metrô e/ou melhoria do transporte público.
- E toda esta ínfima parcela, 0,027%, “mandou” e conseguiu que o Gov/SP não construísse mais a estação de metrô.
CONCLUSÃO
. Falta civilização e inteligência em Higienópolis.
. Ninguém, em Higienópolis, usa ou usará transporte público.
. A inépcia do Gov/SP rendeu-se aos interesses privados de 0,027% da população/Sampa em detrimento da absoluta maioria.
- Onde está o DEVER DO ESTADO/DIREITO DO CIDADÃO?
- Onde está a tão propalada competência tucana?
O texto do Rodrigo é bom, mas o melhor mesmo é rever esta foto, que para mim é um retrato fiel e maravilhoso do nosso Brasil. Um presidente carregando sua caixa de isopor para tomar a cerveja tranquilamente na praia, como um brasileiro qualquer. Isso deve incomodar pra caramba a turma de Higienópolis!!!!!!!!
Não pude deixar de sentir um gostinho de "povo cordial", bem humorado, que levanta a cabeça e dá um lençol no problema. As elites são violentas; os governos que as representam são violentos, usam da força quando necessitam. Já presenciei pessoas em manifestações que, ao não verem que a violência é um exercício contínuo para a imposição do medo, olham indignadas, e falam "absurdo". Sejamos mais realistas.
Talvez o texto também tente expressar que não é preciso agir com violência. Desculpe, mas este discurso não serve para as vítimas. Aliás, o uso da força pela vítima é autodefesa; só é preciso saber como e quando. Certas brigas, sem dúvida, não valem a pena. Porém, enaltecer uma das estratégias, o humor polido, e não observar outras, é uma estratégia de culpabilização, talvez mais deletérea e castradora que a violência do oponente.
De modo prático, expressaremos a nossa indignação contra aqueles que pensam em si mesmos de modo elitista e não no seu José, o porteiro, ou a dona Francisca, a diarista, ou mesmo em mim e você. Ridicularizaremos a "elite branca", mas o arroz-com-feijão do direito ainda não se estabeleceu. Nem penso, de modo isolado, se vai beneficiar a dona Maricota da Rua Sergipe que quer que eu morra, desde que eu possa andar, realmente, na cidade em que moro (e não parece "minha") e entendo como direito de todos. Só quero saber do "E depois?". Se o churrasco é o exercício simbólico da indignação, quero saber o que vai acontecer do ponto de vista prático. O metrô vai ligar Mackenzie, Faap, Puc; eu deveria pensar nos estudantes que vão àquelas universidades, qual a classe a que pertencem (será que tem bolsa do ProUni?). Mas na região da Av. Angélica tem centros médicos; existem regiões na cidade que nem tem médicos nem postos de saúde. Todas estas questões se avolumam e o problema é se as pessoas estarão comprometidas em cobrar explicações das autoridades do mesmo modo que eu já me sinto comprometido até o pescoço.
O texto é pessoal, está bem confuso – admito. Mas é um modo momentâneo de não expressar "bom mocismo" e "cordialidade brasileira" (sic).
Seria tão bom se todos aceitássemos as diferenças e as imperfeições como fruto do fato de ser simplesmente: humano! Transitar por São Paulo é bom para ver essas diferenças. O duro é saber que o diferente – os que estão conseguindo melhorar um pouquinho de vida – são vistos como sub-cidadãos. Os serviços públicos: transporte, recolhimento de lixo, escolas, postos de saúde, etc. – nesta capital Demotucana – não são prestados a essa população. Agora, que eu adorei o post, ADOREI! O Brasil – com Dilma – agora, vai expor para o mundo o quanto nós somos aguerridos e capazes de transformações. O quanto nos respeitamos! Vamos continuar elegendo quem valorize nossa cultura, nossas diferenças e nossa capacidade de trabalho! Nós somos "Os Caras" , disse Lula. Concordo, plenamente! Valeu Rodrigo!
Churrasco de gato
No Facebook, combinou-se, em tom de pilhéria, mas muito reveladora, que se vai fazer um churrasco “de pobre” em frente ao shopping, no sábado. Atenção para o respeito que essa gente tem pelos humildes que dizem defender: a festa reuniria “farofa, carne de gato, cachorro, papagaio e som”. Entenderam? Essa gente nunca viu pobre na vida, a não ser as domésticas — parte dela, é bem possível, mora em Higienópolis e em outras regiões “ricas” da cidade. A exemplo de Lula, o animador de festinhas da burguesia, esses caras querem que os pobres se danem. São mero pretexto para exercitar rancor, ressentimento e politicagem vagabunda. “Festas de pobre”, como se vê, são feitas com “churrasco de gato”, mas não as deles, que não se consideram ricos, mas apenas “conscientes”. Já fui pobre. Come-se, nas festas da pobreza, com mais fartura, coisa que esses estúpidos esquerdistas de manual ignoram. Pobre não tem medo de engordar!
Eu também já fui pobre. Odiava essa classe: não tomam banho, se vestem mal e tem o péssimo hábito de não pagar as dívidas…..eita classe desqualificada. Agora não!! Sou rico, muito rico mesmo. Meu extrato bancário apresenta meu saldo em potencia de 10 porque para caber naquele papelzinho ridículo que sai daquelas máquina ridículas. Mas uma coisa eu descobri: o dinheiro não traz felicidade. Precisa ver como tenho sofrido nos cabarés de Paris.
Excelente texto!
Rodrigo,
o que falar sobre o seu texto? simplesmente genial. Cara, parabéns e viva o povo brasileiro.
Por que matar animais se não precisamos?
O churrasquinho dançou…
Belo e triste texto.do Azenha, mas sua descrição de Los Angeles é a mesma daquele filme em que o Tom Cruise, matador de aluguel, precisa eliminar numa noite todas as testemunhas e o promotor de um julgamento que ocorrerá no dia seguinte. Grande filme sobre a solidão dessa cidade e da sociedade estadunidense. Agora achei muito interessante a cor dessa linha do metro, LARANJA, perfeita para um lugar "fake" como pingüim de geladeira e a idéia do churrasquinho é perfeita
O texto é do Rodrigo Vianna, do Escrevinhador. abs
ô Maximus, vc errou o autor mas acertou na tristeza. melancólico, poderoso e letal o triste fim do império, perdeu a hegemonia e a legitimidade da nação justa e se equiparou ao psicosocialgringopata que eliminou. restaria buscar no burlesco e na farsa do churrasquinho a sua redenção nunca pretendida e pensar que passamos a madrugada torcendo e vibrando por quem a gente achava até parecido com um dos nossos, parecido até com um baiano.
Belo texto. Gostamos de churrasquinho e Carnaval, enquanto o gigante em crise delira ao tentar dominar o mundo com guerras feitas a partir de mentiras.
O meu siames ninguem vai tasca.
Diante deste texto, não há mais nada a acrescentar. Disse tudo. Perfeito.
O Rodrigo foi brilhante em seu texto.
Melhor só se desenhar!! Rs,rsssssssssssssssssssss
Ode ao burguês
“Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! (…)”
Mário de Andrade
Não é para menos, a elite paulistana tem medo.
Viva o churrasquinho!
Texto bem fraco, mesmo. Isso aí, as ruas limpas e assépticas são ruins. Bacana é ter ruas sujas e desorganizadas.
Ufanismo exagerado, meu camarada, é pernicioso tanto para generais de vinte estrelas quanto jornalistas progressistas. Nem tudo que é nosso é bom.
Lembrando: isso nada tem a ver com a declaração preconceituosa sobre a "gente diferenciada".
Pena que vc não entenda o sbtexto do artigo.Sorry ,you lost!
hahahahahahaha
muito bom.
Pena que o boi é que paga o pato.
Do twitter do @DaniloGentili
"Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez q chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz."
http://twitter.com/#!/DaniloGentili/status/687388…
E o pior é que até o R7 anda levando a sério isto.
http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticia…
meu Deus, que absurdo isso!
Muito boas as ideias de Rodrigo Viana. Minha dúvida é quanto a se atribuir aos moradores de Higienópolis o que ele chama de demofobia. O bairro tem desde Fernando Henrique Cardoso até o baiano Armênio Guedes (ex-líder comunista). Andando pela praça Villa-Boim esbarro com Juca Kfouri, Mário de Almeida, Antônio Fernando de Franceschi, Beatriz Lefèvre – entre outros – que certamente não concordam com os demofóbicos.
Assim, não é o bairro, é algumas pessoas do bairro que promovem tais manifestações.
Poema da purificação
Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.
As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.
Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.
Carlos Drummond de Andrade
Desta história do churrasquinho surge um fato interessante: O personagem utilizado para a brincadeira, nada mais é do que o serra, em outras palavras, o cara caiu na galhofa na mangossa, não tem mais porte para ser um líder que ele pretendia ser.
Vergonha de ser brasileiro. Vergonha desse texto.
Vai um churrasquinho aí, colega?
Ai Dotor! Tem de Frango e de Filé Minhau vai querer, é dois Real vai vú, fala logo que tá acabando!
Que vergonha hunama de sua pessoa!
Vergonha de ter lido isso.
Vá morar nos States então! Sabia que se alistar no exército, matar umas crianças e uns velhinhos, em 5 anos você pode mudar de nacionalidade? Vá pela sombra e se for por falta de tchau: SUMA!
Brasil Ame-o ou deixe-o, é isso?
É engraçado como vocês sempre mostram suas caras…
Olhe só! Enquanto isso, na decadente Itália (graças à 17 anos de Berlusconi), o premier, sempre ele, falou em público que as pessoas de esquerda não se lavam… poderiam responder com uma ducha geral em praça, daquelas feitas com shampoo e mangueira… (mas alguém tem de avisar essa elite que a senzala parou de existir faz tempo!).
Pois é Carla. Quer dizer que o Berlusconi teve a coragem de afirmar que os que somos de esquerda somos sujos? não nos lavamos? interessante é que há alguns dias pude ver um vídeo (desses flagras para internet, exibido nos programinhas da tarde nas emissoras de Tv aberta) em que essa peça, fazia seu asseio nasal em pleno restaurante, à mesa com outras pessoas, quando, em dado momento, verifica se alguém o observa e em seguida leva o dedo sujo à boca e engole seu conteúdo com auxílio de um cafezinho. E depois nós é queprecisamos de asseio?
Sou mais o Berlusconi. Mais ele, que sabe mais do que ninguém que está errado. Até nisso a Itália é superior na Europa: Hipocrisia zeero.
Fantastico texto.
"Lula não partiu pro confronto, nem tentou derrubar a bastilha."
Esse foi exatamente o maior problema do Governo Lula…
Doidão…!
Tudo bem, emocionante o texto, mas que dá vontade dá…
Ecce lauda ou, em bom caipira dos Confins: bruto de bão!
Muito bom. Prefiro o churrasquinho aos eua.
Deu nos jornais: Min. Público de SP pede explicações ao Metrô sobre alteração de estação em Higienópolis. O Min. Público de SP já solicitou à pres. do Metrô e à Secr. de Transportes Metropolitanos informações sobre a mudança de local de uma das estações da Linha 6-Laranja, em Higienópolis, área “nobre” de SP. O promotor de Justiça de Habitação e Urb., Antônio Ribeiro Lopes, quer saber se a decisão pela troca de localização da estação, que estava prevista para ser construída na esquina da Av. Angélica com a R. Sergipe, foi uma decisão técnica e quais critérios foram adotados para o procedimento.
.
.
Destaque, também, para a crônica da chegada do Escrevinhador a Los Angeles:
Quis o destino que, na semana em que Obama comemorava (!!) a morte de Bin Laden (um assassinato ainda sem corpo – nem a foto apareceu), esse escrevinhador tenha pisado pela primeira vez em território dos Estados Unidos.
E o fiz com o pé direito, direitíssimo eu diria: cheguei por Houston (Texas), cujo aeroporto leva o nome de George Bush – o genitor de W.
Foi uma chegada cheia de simbolismos.
De Houston, segui para Los Angeles, onde batuco esse texto agora, tentando ainda me acertar com o fuso horário. Cidade estranha, triste. Free ways a perder de vista, ninguém nas ruas.
O centro é asséptico, dominado por grandes edifícios envidraçados.
O programa bacana aqui é visitar as praias dos milionários, as mansões dos “artistas”, e fazer compras.
Nada disso me emociona.
À primeira vista, Los Angeles me parece uma Barra da Tijuca piorada (e sem as montanhas maravilhosas do Rio). Mas deve ser má vontade minha.
O mais espantoso é chegar no aeroporto George Bush (Houston), e ler a “Newsweek”.
O primarismo da revista, que comemora a morte de Bin Laden num editorial canhestro (“agora, o mundo árabe voltou a nos respeitar”), faz com que a gente entenda em que tipo de jornalismo a “Veja” busca inspiração.
Íntegra em:
http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/ob…
Ótimo! Rodrigo conseguiu encontrar o X da questão, genial.
A maior virtude do nosso povo reside em suas imperfeições. É nessa mistura que "tem de tudo muito" que está a capacidade do brasileiro de usar a criatividade para superar os desafios, para fazer festa ante as dificuldades, de fazer um churrasquinho (de gato legítimo) para protestar contra o obscurantismo.
Essa é a força do povo brasileiro. Como dizia a frase: "sou brasileiro e não desisto nunca".
E agora que aprendemos que podemos ser mais do que os "doutores" nos impunham, aí é que ninguém segura. E, com certeza, graças a esse espírito, antes de tudo solidário, dos brasileiros, que continuaremos avançando, progredindo e, nesse caminho, trazendo outros povos junto conosco.
Eu sinto muita honra em ser parte desse povo maravilhoso.
E sem nenhum arroubo nacionalista…
Viva o Brasil!
As imperfeições, não só dos humanos como também dos deuses, são a base de toda a filosofia e da civilização gregas.
Vivas!
Ótima definição de nós mesmos, uma civilização imperfeita…
Mas, imperfeita porque queremos?
Fico a pensar com os meus botões. No entanto, não posso deixar de lembrar em suas palavras, caro Rodrigo Vianna, desse entusiasta do Brasil, que foi o nosso grande Darcy Ribeiro.
E vamos caminhando na construção dessa "nova Roma", como ele mesmo nos definia.
Saudações!
Dilma acaba de formar uma Camara de Gestão Publica, com o fim de melhorar a profissionalizar o Estado.
Com o monopolista Diniz, com o Reichtuhl da petrobrax e tudo.
Muito bem.
A parte dos oligopolios da economia está atendida e quem sabe que o Estado pode tambem ter algum monnopolio, em areas estrategicas, né mesmo? Sonhar nao paga imposto.
Estamos até de acordo, O estado precisa funcionar melhor, está na hora.
Mas aonde estão representados ai os empresarios PEQUENOS???
dna presidenta, esqueceu deles na nova Camara?
Augusto, eu também me preocupo com essa base de classe média mineira que a Dilma não perdeu nem com o estágio forçado na OBAN… Ela está ´precisando conviver mais com o Lula e menos com o Malocci