VIOMUNDO

Ecologia das novas mídias tem Casa Grande e Senzala

13 de setembro de 2011 às 13h12

Quando eu era criança* [texto original deste post]

por Luiz Carlos Azenha

Quando eu era criança, em Bauru, existia uma figura quase mítica chamada coronel Amazonas.

Eu digo mítica porque não consigo encontrar hoje em dia informação sobre este personagem, que com certeza foi importante para implantar a primeira rede de televisão de alcance nacional no Brasil, se de fato ele fez o que era atribuído a ele.

O coronel Amazonas era o homem das torres.

Naquele tempo não existia satélite e as imagens de TV eram distribuídas a partir de torres que ficavam na parte alta das cidades.

Era o tempo do regime militar e uma das poucas coisas que as pessoas reinvindicavam, então, era um sinal de TV sem chuvisco.

Teve muito vereador e prefeito do interior que se elegeu graças ao bom sinal de TV que “trazia” para a cidade.

O mítico personagem de minha infância, o coronel Amazonas, era quem cuidava da expansão da Rede Globo.

Pelo que contavam, ele chegava na Prefeitura, pedia um terreno na parte alta da cidade, ganhava o terreno público, instalava os equipamentos e o sinal da Globo chegava sem chuviscos.

A Globo tinha uma relação simbiótica com o regime e facilidade para importar equipamentos.

Era uma vantagem enorme em relação aos concorrentes, já que ninguém queria ver TV com chuviscos.

O sinal da Globo era limpinho. O das outras emissoras, quando chegava, era irregular.

Estou falando do tempo em que a TV tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.

Do tempo em que a doutrina de segurança nacional tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.

Do tempo em que parte da esquerda brasileira queria importar o foquismo, de Cuba.

O foquismo dizia que para fazer a revolução você precisava criar um foco numa área geográfica e, a partir daí, expandir o bolo.

A esquerda queria expandir o bolo para fazer a revolução.

A direita dizia que era preciso primeiro crescer o bolo, para só depois dividir.

O foquismo não foi para frente no Brasil, mas lutar contra ele foi a justificativa para que o regime militar e a Rede Globo fossem para a frente.

O regime acreditava que era preciso integrar o Brasil e que isso seria feito por uma emissora de TV de alcance nacional.

A Globo cresceu junto com a Embratel, que era a empresa pública de comunicações.

O coronel Amazonas, funcionário da Globo, era o nexo do arranjo entre o Estado e a iniciativa privada, financiado com dinheiro público.

Dei esse exemplo porque não dá para falar em mídia no Brasil sem falar em história da mídia.

A história da mídia brasileira é marcada pela relação dela com o Estado.

Foi D. João VI quem criou a Imprensa Nacional.

Não foi por acaso que a TV Excelsior, que pertencia a um empresário que se opôs ao golpe de 64, faliu, enquanto outros grupos de mídia, os que apoiaram o regime, se deram bem.

Quando o regime militar decidiu criar novas redes de TV no Brasil, o grupo Jornal do Brasil, que tinha um jornalismo combativo, se candidatou.

Mas alguém não deixou.

Ganharam o Silvio Santos e o Bloch**, cujas empresas mal ou bem estão aí até hoje (a TV Manchete, do Bloch, virou Rede TV, a do Pânico).

O JB agora é um site na internet.

Com a TV, você alavanca outros negócios. No bom e no mau sentido.

A Globo fez o jornal O Globo crescer com anúncios na programação de sábado, que promoviam a edição de domingo de O Globo.

Assim começou a morrer o Jornal do Brasil.

Hoje chamam de sinergia, mas naquele tempo era ‘uma mão lava a outra’.

Meu ponto é que a tremenda concentração no controle dos meios de comunicação e a tremenda concentração das verbas publicitárias no Brasil, uma das maiores do mundo, não é por acaso.

É fruto de uma relação simbiótica entre poder e mídia.

E poucos tem interesse em se livrar dela.

Hoje o maior anunciante no Brasil é o governo federal. As agencias de publicidade tem um troço chamado BV, bônus de valorização, pelo qual elas recebem incentivo financeiro para manter os anúncios com os grupos de mídia que já são grandes.

É um instrumento para tornar a concentração permanente.

Podemos dizer que na mídia o capitalismo ainda não chegou ao Brasil.

Nenhum de nós tem qualquer chance de competir em igualdade de condições, ainda mais porque políticos são donos de meios de comunicação e os meios de comunicação são donos dos políticos.

Não é por acaso que o Sarney é dono do Maranhão e dono da mídia do Maranhão.

Se forem votar no Congresso uma lei que afete seus negócios, o Sarney vai votar em defesa de seus negócios ou em defesa do interesse público?

Capitania hereditária, versão do século 21.

É por isso que não temos leis sobre propriedade cruzada, por exemplo.

(Adendo: lei que proíbe que o dono de uma emissora de TV tenha também jornais ou emissoras de rádio no mesmo mercado, o que dá a ele vantagens sobre os concorrentes)

No Sul, o dono da rede de TV é dono de emissoras de rádio e dono de jornais.

Portanto, é dono dos políticos que, em tese, seriam eleitos para lutar, por exemplo, contra a propriedade cruzada.

Os políticos que trabalham contra a propriedade cruzada são reféns da propriedade cruzada.

Quem atacar a propriedade cruzada é demonizado na mídia pelos beneficiários dela.

A defesa deste modelo ‘perfeito’ é tão grande que quando você mostra que a liberdade de imprensa no Brasil é exercida por poucos é acusado de ser ‘sujo’.

Ou de ser contra a liberdade de imprensa.

Fazem uma confusão deliberada entre a liberdade dos empresários, que é de poucos, e a liberdade de expressão, que deveria ser de todos, mas não é.

De maneira que, quando vocês querem falar em ‘ecologia das novas mídias’, um termo da moda, eu diria que neste ambiente que eu acabei de descrever os peixes pequenos nunca vão crescer.

Twitter, Facebook, redes sociais?

O impacto de tudo isso é relativamente pequeno e não há nada que impeça os grandes grupos de mídia de disputarem esses espaços com todos nós.

Quem terá mais “likes” no Facebook, uma emissora de TV que é vista por milhões ou eu?

Quem terá mais seguidores no Twitter, a Patrícia Poeta, que aparece na Globo, ou o Leandro Fortes?

Não existem “novas mídias” no Brasil.

É a velha mídia que trocou de roupa.

PS do Viomundo: Durante o debate, um dos participantes definiu a “ecologia das novas mídias” como as 300 pessoas que ganham dinheiro como ‘agregadas’ de um portal. É o mesmo princípio que fez o Huffington Post bombar, ou seja, juntar blogueiros de todos os Estados Unidos que ganhavam algum para transferir tráfego para o portal — e receber algum (tráfego e dinheiro) de volta. Ou seja, os blogueiros ralam desesperadamente produzindo conteúdo para o portal, que fatura sobre o trabalho deles e devolve algum. Sem qualquer compromisso ou benefício trabalhista. Quem ganhou dinheiro mesmo com este ‘modelo de negócios’  foi a Ariana Huffington. Eu diria que é o modelo Casa Grande e Senzala das novas mídias. O blogueiro ganha algum, desde que se conforme com a senzala.

* Esse texto foi escrito para um seminário sobre Novas Mídias, do qual participei em São Paulo. O texto publicado antes do debate sofreu modificações para refletir outras ideias tratadas na discussão.

** Eu tinha escrito Abril, mas o leitor Ari corrigiu nos comentários

Leia também:

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Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Rios

21/09/2011 - 00h32

Universidade Privada UNIFOR de um grande grupo empresarial do Ceará, com estreita proximidade com o ex-senador da oposição Tasso Jereissati, encaminhou-me o seguinte e-mail abaixo. Pergunto, é papel de universidade tomar partido institucionalmente nesse tipo de assunto? Eu acho que nao!!!

—–Mensagem original—–
De: Universidade de Fortaleza [mailto:[email protected]]
Enviada: ter 20/9/2011 21:34
Para: Avisos
Assunto: "Diga não a aprovação do novo Código Florestal brasileiro!"

Como já sabemos a votação do novo código florestal no Senado foi adiada para o dia 21 de Setembro de 2011, portanto:

VAMOS AGIR AGORA PESSOAL, POIS O MEIO AMBIENTE PEDE SOCORRO!!!
E NÓS PODEMOS FAZER A DIFERENÇA, DIGA NÃO A APROVAÇÃO DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO.

… O suicídio das nossas reservas florestais. O meio ambiente corre sério risco de destruição de vários ecossistemas e biomas. O desequilíbrio ecológico é iminente. Dizer não a aprovação deste Código Florestal Brasileiro, adulterado, é darmos provas que amamos a natureza e o nosso Brasil.

Diga não a esta aprovação deste Código Florestal Brasileiro que foi aprovado na Câmara dos Deputados, para a alegria dos ruralistas, grandes e pequenas propriedades, madeireiras, carvoarias e tantos interesses escusos, que agora vai pra o Senado para ser aprovado. Crimes ambientais sem qualquer tipo de condenação. Um absurdo para a sociedade e o bem estar do nosso país.

Podemos ajudar quem for contra a essa aprovação, da seguinte forma: assinando um documento "abaixo assinado" que será disponibilizado pelos coordenadores dos cursos de Direito Ambiental e de Engenharia Ambiental da Universidade de Fortaleza, nos CA's de todos os cursos da UNIFOR. Esse documento será oficializado e entregue ao Senado. Por favor, assinem esse abaixo assinado.

Repassem este evento para todos os seus amigos!!!

Responder

CC.Brega.mim

15/09/2011 - 17h22

a questão não é condições para peixes pequenos
competirem crescerem
quantos?

o lance é crescer o cardume!

Responder

    José Paulo Monteiro

    22/09/2011 - 12h15

    Um modo de fazer crescer o cardume é criar várias rádios comunitárias em todos os municípios. Abrir para todos, indiferente de ideologia política. A rádio fala para dentro da comunidade. Tem que librar todos os processos pendentes no MINICOM.

spin

15/09/2011 - 10h45

Sem dúvida a internet faz sim a diferença!

Os princípios da Globo, por Laurindo Lalo Leal Filho
Enviado por luisnassif, qui, 15/09/2011 – 10:34

Por Marco Antonio L.

Da Revista do Brasil

Internet assusta os poderosos

Por Laurindo Lalo Leal Filho

Numa noite de sábado o Jornal Nacional surpreendeu os telespectadores. Depois de um intervalo comercial, os apresentadores titulares do programa (que geralmente não trabalham aos sábados) passaram a ler o princípios editoriais das Organizações Globo. Muita gente ficou intrigada. Porque aquilo naquela hora? Não havia mais nenhuma notícia importante no mundo a ser dada? E porque só agora, depois de 86 anos de existência, a empresa resolveu divulgar na TV suas normas de trabalho?

Milhões de telespectadores em todo o Brasil ficaram sem respostas. Só quem tem acesso à internet soube do que se tratava. A explicação para o inusitado texto lido no Jornal Nacional estava no blogue “O Escrevinhador”, de Rodrigo Vianna. Nele eram reproduzidas informações de um jornalista da Globo sobre como a emissora pretendia cobrir a indicação do embaixador Celso Amorim para o Ministério da Defesa.

Durante os oito anos do governo Lula em que esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores, Amorim sempre foi visto com desagrado pelas Organizações Globo. A empresa não engolia as posições do ministro em defesa da soberania nacional, principalmente quando elas não coincidiam com os interesses dos Estados Unidos.

A volta de Amorim ao primeiro escalão do governo foi uma afronta para a Globo. Segundo o jornalista mencionado no blogue a orientação da empresa era clara: “os pauteiros devem buscar entrevistados para o Jornal Nacional, Jornal da Globo e Bom dia Brasil que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar ‘turbulência’ no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha”.

Pena que só internautas atentos ficaram sabendo disso. Jornais e revistas não repercutiram o assunto e muita gente acabou achando que, finalmente, a Globo havia tomado a iniciativa magnânima de expor à sociedade seus princípios editoriais partindo de vontade própria.

Mas mesmo atingindo um público relativamente muito menor do que o da televisão, a internet prestou um bom serviço à sociedade. Inibiu um pouco a ação nefasta armada contra o novo ministro e mostrou que a poderosa organização não consegue mais fingir que denúncias e criticas não a atingem. A Globo sentiu o golpe e tentou responder recorrendo a princípios por ela violados várias vezes ao longo de sua história.

Esperava-se uma mudança de conduta a partir daquele momento. Não foi o que ocorreu. Na mesma edição a apresentadora do Jornal Nacional disse o seguinte: “está foragida a merendeira que pôs veneno de rato na comida de crianças e professores numa escola pública de Porto Alegre”, mostrando uma foto da moça de 23 anos.

Poderia até ser verdade, mas o Jornal Nacional baseava-se apenas numa versão da policia, negada pela acusada. Seu advogado havia divulgado a palavra dela, através da Rádio Guaíba, oito horas antes do JN ir ao ar. Mas para não perder uma notícia espetacular – envenenamento de crianças – nada disso foi levado em conta. Nem os tais princípios editoriais.

Se não fosse outra vez a internet, fatos como esse não estariam sendo contados aqui em detalhes. Foi o blogue do Mello que registrou a violação dos princípios editorais da Globo, na mesma edição em que eles foram divulgados, acompanhados da gravação do desmentido da merendeira feito através do rádio.

Dessa forma vão sendo levantados os véus de interesses que recobrem o noticiário divulgado por grandes meios de comunicação, não só no Brasil mas em várias outras partes do mundo. Parece ser um caminho sem volta.

A medida em que um número maior de pessoas vai tendo acesso à internet, fica cada vez mais difícil para os meios tradicionais de comunicação realizar desvios desse tipo. http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-princ

Responder

SILOÉ-RJ

14/09/2011 - 22h02

Não fica triste não, AZENHA!!!
A mídia não mudou de roupa. Só se fantasiou de honesta, mas deixou a bunda de fora.
Daí meu filho!!! É só uma questão de tempo…

Responder

oalfinete

14/09/2011 - 20h04

Não tenho muita paciência para os apologetas da tecnologia.

Internet está longe de fazer qualquer transformação substancial. Cara e complicada demais para a maioria.

Quando todo mundo concorda com algo, como a força da internet, a bom propósito isso não deve servir.

Ou você é do time que acredita em relação da internet com promavera árabe também?

Responder

Operante Livre

14/09/2011 - 16h24

Ô Azenha, você tinha que acabar com minha infância assim, de chofre?
O que é que vou dizer para minha netinha?
Que a influência popular na democracia é pífia?

Responder

Marcio H Silva

14/09/2011 - 16h03

Antes da Ditadura tínhamos o nosso primeiro magnata das comunicações, que Azenha não comentou em seu texto. Veja o que o cara já fazia, isto só com a abertura do wikipedia:
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido como Assis Chateaubriand ou Chatô, (Umbuzeiro, 4 de outubro de 1892 — São Paulo, 4 de abril de 1968) foi um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e 1960, destacando-se como jornalista, empresário, mecenas e político.[1][2] Foi também advogado, professor de direito,[3] escritor[4] e membro da Academia Brasileira de Letras.[5]
Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, que foi o maior conglomerado de midia da America Latina, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica. Também é conhecido como o co-criador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi.[6] Foi Senador da República entre 1952 e 1957.[7]
Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro,[8][9] e acusado de falta de ética por supostamente chantagear empresas[10] que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras, como o industrial Francisco Matarazzo Jr.[11][12] Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos,[13] incluindo uma proximidade tumultuada porém rentosa com o Presidente Getúlio Vargas.[14]

Responder

    Marcio H Silva

    14/09/2011 - 16h06

    A Globo tinha o Programa Amaral Neto o Repórter, que era simples puxasaquismo do regime Militar.

    Silvio santos tinha um quadro em seu programa de perguntas e respostas que invarialvelmente fazia perguntas sobre os nomes dos ministros da ditadura, outro puxasaquismo.

    Esta relação entre mídia x governo x poder é antiga em nossa sociedade.

    O pessoal da Globo, Coronel Amazonas, instalava antenas repetidoras na marra nas torres da Embratel e os milicos não falavam nada.

FrancoAtirador

14/09/2011 - 10h45

Dilma sanciona nova regulação para TV paga; falta regular as abertas

Teles, inclusive estrangeiras, estão liberadas para operar TV por assinatura.
Nova lei garante cotas mínimas de canais e conteúdo brasileiros e de programação independente.
Ancine vai fiscalizar obediência às regras.
Franklin Martins será chamado pelo ministério das Comunicações para discutir novo marco regulatório para TV aberta e rádios, ainda sem prazo para ficar pronto.

Reportagem de André Barrocal, na Carta Maior

BRASÍLIA – A presidenta Dilma Rousseff sancionou lei que estabelece nova regulação para TVs por assinatura. Entre as principais inovações, estão a permissão para empresas de telefonia, inclusive estrangeiras, operarem no setor, a imposição de cotas de canais e de programação brasileiros e a proibição de oligopólios e monopólios. A regulação do conteúdo será feita pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

A lei está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13/09), com apenas dois vetos ao texto votado pelo Congresso. Os pontos excluídos eram coadjuvantes em uma legislação aprovada com dois argumentos principais – atualizar a antiga lei do cabo (de 1995) e ampliar a concorrência, via teles. Os dispositivos liberavam as empresas para decidir, no lugar do ministério da Justiça, a classificação indicativa dos programas e para cobrar pelo atendimento telefônico ao assinante.

De acordo com a nova lei, todos os canais deverão veicular ao menos três horas e meia por semana de conteúdo brasileiro, sendo que metade daquele daquele tempo deverá ser preenchido por produtora independente. Diz ainda que pelo menos um terço dos canais deverá ser brasileiro e que um terço do conteúdo destes canais deverá ser programado por uma empresa brasileira independente.

Para estimular a produção independente, a lei direciona ao segmento parte da arrecadação do Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel). Impõe ainda que, nos pacotes, seja garantido um canal para governo, Câmara dos Deputados, Senado e Judiciário, além de um canal comunitário, um universitário, um educativo, um público e um da cidadania.

As empresas terão um ano para se adaptar. O cumprimento das regras será fiscalizado pela Ancine. Quem desobedecer, poderá ser advertido, multado, ter a programação suspensa ou até mesmo sofrer a cassação da licença para operar.

A nova lei nasceu de um projeto apresentado em 2007 pelo deputado licenciado Paulo Bornhausen (PSD-SC), hoje secretário no governo de Santa Catarina. Até ser aprovado em definitivo pelo Congresso (na Câmara, em 2010, e no Senado, no mês passado), foi acrescido de alguns dispositivos, como as cotas de conteúdo nacional, defendidos na primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), no fim de 2009.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, considera que a votação da nova lei das TVs por assinatura foi uma amostra do que será a disputa em torno de um novo marco regulatório para as emissoras de TV aberta e para as rádios.

Nesta segunda-feira (12/09), Bernardo disse em São Paulo, depois de participar de um evento, que planeja convidar o jornalista Franklin Martins para conversar sobre as mudanças que pretende fazer na proposta de um novo marco regulatório para a radiodifusão deixado pelo ministro da Comunicação Social do segundo governo Lula.

A proposta deverá passar por uma consulta pública, antes de ser finalizada e submetida à presidenta Dilma.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

SILOÉ-RJ

14/09/2011 - 02h26

Com a tv você arranca outros negócios, tipo ou dá ou desce, o pior é que não tem nenhuma que fuja da regra.
É o efeito Murdoch, Berlusconni, Marinho, Macedo, etc, etc, etc…

Responder

Maurício Machado: A outra jabuticaba que o Brasil inventou | Viomundo - O que você não vê na mídia

14/09/2011 - 01h24

[…] Ecologia das novas mídias tem Casa Grande e Senzala   […]

Responder

Adilson

14/09/2011 - 01h07

Azenha, ufa…deixa eu respirar.

O texto é preciso e mostra o "mama-lá- da-cá" dessas grandes empresas de comunicação desde o dia em que saíram da casca do ovo enganando os bobos por esse Brasil afora…

O buraco é muito, mas muito mais embaixo, tens toda razão.

Mas só pelo fato de HOJE ser melhor do que ontem, sejamos otimistas e sigamos no bom cambate, na fé de que a hora deles vai chegar mesmo que o sonho (?) não seja pra essa vida.. Lembrando as palavras da Erundina em Brasília..

Um grande abraço

Adilson

Responder

Edu Pedrasse

13/09/2011 - 23h30

Azenha.
Todo mundo, de alguma forma, negocia com o Cão.
Eu, vc, todos.
Alguns vendem de vez.
Outros, como nós, ainda creêm em alguma coisa, e trabalham na base do regateio.
Mas pode estar certo.
A revolução só virá de dentro pra fora.

Responder

Adilson

13/09/2011 - 23h16

A vitória da Miss Angola, Leila Lopes, no concurso Miss Universo, desencadeou uma onda de comentários racistas em português no Twitter. E não é preciso muito trabalho para rastrear a origem de tantos comentários racistas: não são provenientes de Portugal, e sim do Brasil.

Incrivelmente, o Brasil, um país miscigenado, é a origem de uma enxurrada de zombarias e piadinhas racistas no Twitter, como a seguinte:

PriszAndrade
RT @larissamandrade repórter: Miss angola, o que você está passando agora? – Fome.

Tais comentários lembram a onda de preconceito desencadeada pela elite branca paulista contra os nordestinos após a derrota do seu candidato José Serra nas eleições de 2010.

Mais vergonhoso ainda, é saber que a população de Angola com acesso ao Twitter está vendo tudo – e entendendo, já que falam a mesma língua que nós, o Português.

A Embaixada de Angola no Brasil deve entrar imediatamente com representação junto ao nosso Ministério das Relações Exteriores, solicitando que a Polícia Federal brasileira investigue e puna os responsáveis por esse tipo de comentário.

Responder

Lucas

13/09/2011 - 23h15

Uma coisa que eu nunca entendi é por que a mídia corporativa é tão contra o governo. Tudo bem que, por motivos ideológicos, eles nunca aceitariam uma esquerda no poder, mesmo a centro-esquerda moderada do PT, mas o governo federal, como o Azenha sempre lembra, é um dos principais anunciantes na TV.

Não faria sentido, do ponto de vista empresarial, defender seus patrocinadores?

Responder

    Vinícius

    14/09/2011 - 09h08

    Lê o texto das "jabuticabas" que está na "capa" do blog… explica que o governo Lula "pulverizou" os gastos publicitários, quer dizer, tirou uma parte da TV e dos grandes jornais e passou pras rádios, pra jornais locais…

Não existem "novas mídias" no Brasil | Viva Marabá Pará Brasil

13/09/2011 - 23h01

[…] Não existem “novas mídias” no Brasil var cid= 3879; Tweet (function() { var s = document.createElement('SCRIPT'), s1 = document.getElementsByTagName('SCRIPT')[0]; s.type = 'text/javascript'; s.async = true; s.src = 'http://widgets.digg.com/buttons.js'; s1.parentNode.insertBefore(s, s1); })(); 0 comments Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo: […]

Responder

enio

13/09/2011 - 22h52

Caraca, essas lembranças de Bauru trazem um Azenha azedo. O que é que essa cidade tem ou não teve?

Responder

Roberto Locatelli

13/09/2011 - 22h30

Não tiro sua razão, Azenha. Realmente, os poderosos ainda são poderosos. Mas não estão mais tão poderosos assim.

Se a velha mídia estivesse ainda com seu antigo poder:
1) Chávez já teria sido derrubado há muito tempo;
2) O bolsa-família já teria sido extinto;
3) Serra teria ganho as eleições;
4) O jornaleco do Murdoch não teria sido fechado, nem seus chefes de relação teriam sido presos.

O novo paradigma é a internet, a mídia de todas as mídias. E quando um paradigma muda, surgem rachaduras em velhos impérios.

Responder

    Operante Livre

    14/09/2011 - 17h03

    Roberto, seus assinalamentos são fatos. Quero esperar um pouco mais para ver. Por quê?
    Não podemos nos esquecer que quando um poderoso é derrotado pode haver uma briga de poderosos "invisíveis". Não muito diferente de uma guerra fria. Penso que uma forma desses fatos se mostrarem como evidências de vitórias é ter evidências de que os poderes de um Estado "democrático" são ocupados pelos marginalizados ou até então menos empoderados. Mas ainda sou otimista, mesmo com todo o realismo do Azenha

    Eduardo Bernardes

    14/09/2011 - 18h06

    Parabéns pelo comentário, Roberto!! Agora é esperar pra ver.

    Mario SF Alves

    17/09/2011 - 20h35

    A propósito, Hugo Chavez foi derrubado; só que o tiro saiu pela culatra e ele voltou en el brazos del pueblo.

abrantes

13/09/2011 - 22h08

O ataque à TV Excelsior foi tão descarado que até hoje a rede ( AQUELA QUE NÃO PODE SER NOMEADA) possui um programa que era transmitido pela excelsior e que se chama VALE A PENA VER DE NOVO , que na época tinha um formato diferente que era reprisar aos sábados um programa exibido durante a semana e não essa lenga lenga de novela.

Responder

Daniel Faria

13/09/2011 - 21h47

Texto excelente, só me deixa triste pelo realidade dos meios de comunicação no Brasil, principalmente porque eu quero ser jornalista.

Responder

    Maria Luiza

    13/09/2011 - 23h05

    Vá em frente. Seja jornalista e ajude a mudar esse estado de coisas. Boa sorte.

    Jbmartins

    13/09/2011 - 23h41

    Daniel se tens duvida de sua vocação, mudea, você vai comer na mão do Diretor, se tens vocação brigue por isto e lute para mudar esta vergonha.

FrancoAtirador

13/09/2011 - 20h41

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Belluzzo: monopólio da mídia dificulta saída para crise. O debate virou uma farsa.

"O consenso em torno de certas ideias de dominância financeira – idéias que estão na origem da atual crise – não seria possível sem a sua vocalização pela mídia. Não se trata de uma teoria conspiratória, estou dizendo que isso se deu através de um processo social em que as camadas dominantes impõem as idéias dominantes.

A gente nunca pode perder essa dimensão da luta social; como ela se desenvolve e como maneja os símbolos, os significados, as palavras. Tome o exemplo da queda da taxa de juros brasileira. Isso produziu em certas pessoas (da mídia) uma estupefação; em algumas mais estupefação, em outras alguma indignação. As que ficaram mais estupefactas sempre ouviram o contrário, que era um perigo, era a ruína.

As ideias , como dizia um autor do século XIX, tem uma força material enorme – a força material das idéias dominantes. Norberto Elias, o sociólogo, dizia que é muito difícil você desconstruir um consenso como este. Daí o papel crucial da luta social e política. Ou você acha que a crise vai se resolver mecanicamente, por ela mesma? Não vai. É necessário formular alternativas.

A solução dita ‘normal' é previsível, diz o economista americano Doug Henwood, que tem uma newsletter de nome muito interessante, 'Left Business Observer'. Henwood foi encarregado de escrever sobre Wall Street, antes e depois da crise. É muito fácil, asseverou. Antes da crise, Wall Street era o locus mais poderoso de interesses políticos, econômicos e sociais dos EUA. Depois da crise, Wall Street continua sendo o locus mais poderoso de interesses políticos, econômicos e sociais dos EUA.

Um repórter que te entrevista sobre política monetária e ouve algo contrário a esses interesses, daqui e de lá, hesita em publicar; se publica o faz cheio de ressalvas. Esse jornalista foi emprenhado pelo ouvido, durante anos, para perguntar e ouvir sempre a mesma coisa.

O problema da mídia no mundo inteiro é esse monopólio de algumas empresas que veiculam a visão dominante. Elas são a classe dominante. Nos anos 50 e 60 na Europa, por exemplo, você tinha uma mídia diversificada que expressava as posições políticas distintas. As pessoas liam o 'Avanti!', o 'La Unità'… Havia debate político. Hoje você não tem debate. O que você tem é uma farsa".

Luiz Gonzaga Belluzzo, no debate ‘Neoliberalismo, um colapso inconcluso', na Carta Maior.

http://contextolivre.blogspot.com/2011/09/belluzz

Responder

FrancoAtirador

13/09/2011 - 20h28

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Os técnicos na área de telecomunicações que me corrijam, se eu estiver equivocado,

mas tenho a impressão que até hoje nas cidades brasileiras de pequeno porte

as imagens de TV são distribuídas a partir de torres instaladas em algum morro local.
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Responder

    Marcio H Silva

    13/09/2011 - 22h55

    Caro Franco, depende da cidade. O sinal pode ir por fibra até uma cidade e lá ser jogado em uma retransmissora local, o sinal é tratado, convertido se for o caso para a frequência licenciada da cidade e transmitida em sinal aberto para as residencias em VHF ( atualmente temos o UHF ( HD ) também, mas não em todas as cidades ) por antena geralmente instalado em local mais apropriado para atingir todas as residencias, daí ser em local alto, um morro por exemplo. Tem cidades que chegam por satélite e convertido para VHF do mesmo modo explicado anteriormente. tem também o modo de transmissão por repetidoras de VHF em áreas perto de centros urbanos ( resende, friburgo, petropólis, campos, macaé, cabo frio ). Será que deu para entender?
    Temos aglomerado urbano, cidade de pequeno porte, medio porte e grande porte.
    Temos cidades de pequeno porte no RJ, sampa, minas, mas também no acre, paraíba, paraná etc…
    Temos cidades de pequeno porte próxima a uma grande cidade ( atafona por exemplo é perto de campos ) e temos cidade de pequeno porte isolada por exemplo no sul do maranhão, sul do piauí, leste da paraíba, leste da Bahia, Norte de MG. Nosso país é muito grande e muito complexo.
    Para fins comerciais as operadoras de TV e telefonia consideram por numero de habitantes.
    Por exemplo cidade com até 15 mil Ha, 50 mil ha, 100 mil ha, 200 mil ha, 500 mil ha, 1 milhão ha.

    FrancoAtirador

    14/09/2011 - 20h54

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    Grato pelos esclarecimentos, caro Marcio H Silva.

    Eu estava me referindo mesmo
    às cidades com menos de 15 mil habitantes,
    distantes dos polos regionais urbanos.
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    Bruno

    13/09/2011 - 23h12

    Isso mesmo. Meu pai trabalha numa destas torres instaladas no morro.

Marcos C. Campos

13/09/2011 - 19h50

Não sei por que colocou o post na seção Humor, deveria ser na Terror.

Mas não sei, apesar do monopólio, não sinto que tenham tanto poder quanto antes.

Responder

Vinícius

13/09/2011 - 19h04

Na ferida. Internet não é a revolução. Antes da internet não tinha mimeógrafo? Não é só escrever um treco e juntar uma cambada pra espalhar panfleto? Por que o mimeógrafo não "democratizou a mídia"?

Claro que seu panfleto nunca vai sair com a impressão do Estadão, vc nunca vai fazer 200 mil cópias; na internet, teoricamente seu site pode ser bonito como o da Globo, teoricamente pode ter tantas visitas quanto.

Mas foi/está sendo só o tempo de "eles" adiquirirem know how pro dinheiro fazer a diferença.

Azenha, some-se mais uma coisa. Por mais que as pessoas desconfiem da mídia, o papel impresso, a TV, são meios que culturalmente inspiram mais confiança que um meio que ainda é usado, predominantemente, para compartilhar receita de bolo e confissões pessoais.

Um certo ex-bancário do Paraná tinha que ler seu texto…

Responder

    Vinícius

    14/09/2011 - 09h19

    Peraí. Eu tô errado.

    Internet não é revolução pra quem publica, mas é pra quem lê. Na prática, internet é ter a maior biblioteca do mundo dentro de casa. Não é metáfora, tô falando na prática mesmo.

    O leitor que escolhe se vai ficar na sessão de revistas semanais, folheando páginas de fofoca, se vai pegar os livros do Machado e do Paulo Coelho que estão expostos, ou se vai explorar as profundezas da biblioteca, seja pesquisando sozinho ou pedindo conselhos…

    Esta semana li vários textos sobre reforma política, mídia e tributação. Todos bons.
    E se eu estivesse dependendo de CartaCapital pra me informar? Quantos artigos sobre esses assuntos cabem numa edição de revista, mesmo uma de esquerda? Às vezes nem meio. E eu ainda ia ter que comprar, o que ia acabar não fazendo, pois sou mão de vaca.

    Se eu quisesse encontrar uma fonte alternativa (não-piguenta) de informação, simplesmente não encontraria. Só depende de mim ter acesso ao outro lado de qualquer história.

    Vinícius

    14/09/2011 - 09h23

    Às pessoas acessam os grandes portais, em vez de pesquisarem aquilo que lhes interessa, por falta de informação, de reflexão. Como levar isso às pessoas? Na batalha campal mesmo. Como antigamente! Mas agora, a militância tem um recurso a mais: se conseguirem despertar o interesse de alguém, essa pessoa pode terminar de se informar por conta própria.

    Lembram como o PT perdeu militantes e simpatizantes na época do mensalão? Porque isto não está acontecendo agora? Porque agora os sem-mídia tem uma mínima defesa, um mínimo direito de resposta.

    Quer dizer, Azenha, ainda estamos em desvantagem; e já encontraram um jeito de explorar os blogueiros; mas as condições só ficam mais favoráveis.

    rosangela

    14/09/2011 - 12h29

    Vinicius compartilhe os bons textos que vc leu por favor e obrigada

    SILOÉ-RJ

    14/09/2011 - 21h48

    Colando e copiando…

Gabriela

13/09/2011 - 19h02

Quando eu era criança, realmente, só 'pegava' a Globo e minha avó achava o Médici um senhor distinto… em plena ditadura militar. Agora, que eu tenho 45, e já não vejo tanto televisão, cheguei em casa e liguei a TV na intenção de assistir o Azenha (?!!!!!!).
– Sim, isso mesmo, eu já não consigo mais discernir computador de TV… por velhice ou porque alguma coisa mudou. Meu cumpadi, Azenha, vc pode até ficar deprimido em alguns momentos, com esse papo "Não existem novas mídias no Brasil. É a velha mídia que trocou de roupa." Mas alguma coisa está fora 'da ordem'… E é para melhor.

– Não, não vejo mais os velhos jornais, "assisto" Azenha (não é nada sentimental, não…). Azenha e outras/os!

– Sim, não tem benefício trabalhista para blogueiros, nem tantos "seguidores/as"… Isso é porque não dá para enfrentar apenas a democratização da comunicação, temos também que enfrentar a política econômica que destinou, somente em 2010, 50 bilhões de reais da Seguridade Social para o superavit primário, quando deveria ter ido para o orçamento da Saúde. Vamos lutar também pelo fim da DRU – Desvinculação das Receitas da União, que retém receitas… E impede mais direitos trabalhistas para muita gente, incluindo as trabalhadoras domésticas (27 direitos a menos) e até novas formas de proteção social, que inclua financiamento de "mídia comunitária", equilibrando o sistema público, privado e comunitário… Aí sim, a gente pode falar em liberdade de expressão. Liberdade sem as condições para essa expresssão, não dá mesmo!!! Avante, e sacode essa tristeza, Azenha. Tem mais gente com vc do que vc imagina.

Responder

Wilson Nascimento

13/09/2011 - 18h28

“Please allow me to introduce myself.”

Temos, que necessáriamento, encampar a luta pelo marco regulatório da comunicação .

O professor Venício é mais que claro, é cristalino, ao afirmar que o marco regulatório da comunicação não é para tolher o Arnaldo Jabor, ou mesmo o frívolo Merval Pereira de dizerem às asneiras que lhes venham à cabeça..

O professor Venício sustenta corretamente, há muito tempo,diaga-se de passagem,que marco regulatório da comunicação é uma regulação de mercado, e não uma censura aos veículos de imprensa como insistem em afirmar os trogloditas e verdugos do PIG.

Na ensolarada manhã de hoje, manhã linda “de um toldo todo aéreo”, quase primaveril, o fantasma do velho Buk, de súbito adentrou irrequieto e se movimentou nos quatro cantos do meu carro.

Isto no exato momento que pela quarta o quinta vez, em um intervalo de aproximadamente uma hora, o comentarista de uma dessas emissoras, fruto da propriedade cruzada, dos nossos oligopolizados meios de comunicação, repercutia incessantemente e fazia comentários, distorcendo e desqualificando, na maior cara dura, os dados e os resultados qualitativos do desempenho das nossa escolas públicas e privadas, de 2° Grau ,nos exames do ENEM.

Resultados que as nossas elites queiram ou não, são mais que satisfatórios.

Confesso para vocês que mesmo, tendo um certo receio de fantasma, me pareceu oportuno, devido as circunstância, acolher, no banco dianteiro do meu carro o macambúzio fantasma do velho Buk que em sepulcral silêncio acomodou-se.

Fantasma, que na qualidade de um ser de um outro mundo, sorveu minha energia e detectou imediatamente que minha bílis efervescia , prenunciando ao meu esôfago uma enorme erupção.

Mas surpreendentemente, imaginem só, quem diria! O fantasma de Charles Bukowisk, o Velho Buk, escatológico, melodramático, cínico e marginal meio tropego, com a mão direita, gesticulou pedindo calma.

Confesso fiquei pasmo, pirei !

Então, preguiçoso, meio chapado, extremamente arrogante, o maldito fantasma, de partida, rompeu o silêncio e se mandou. Dizendo que iria vomitar um imenso rio de bílis nos corredores das editorias do PIG.

No ato mais que satisfeito respondi.

Valeu irmão, pode vomitar a vontade.

É nóis……

Pleased to meet you

Responder

@lucasvazcosta

13/09/2011 - 17h34

Muito bom! Excelente reflexão sobre o papel e real alcance das novas mídias!

Responder

Marco Aurélio Mello

13/09/2011 - 17h33

Excelente, parceiro. A volta ao mundo em 3 minutos de leitura!

Responder

Ane Brasil

13/09/2011 - 17h17

Quando você falou na implantação das repetidoras de sinais de TV eu me lembrei, imediatamente, da história da telefonia: neguinho abria picada em mato, morro acima, carregando mantimento em lombo de burro, cavalo, jumento… montava acampamento lá em cima… enfim, um trabalho e tanto, ao qual uns poucos sobreviveram. E todos os que faziam isso eram funcionários da finada Embratel, empresa estatal, criada pelos milicos. Depois de aberta a picada e blá, blá vinha o cabra instalar a repetidora de tv…
Bem, anos depois, quando o trabalho pesado estava concluído, vem nosso queridinho FHC e vende as teles todas pra iniciativa privada (com financiamento do BNDS hahaha). Ou seja: deu de graça o boi gordo e ainda pagou pra comer o churrasco.
Lembrando de histórias como essas a gente fica pensando como diabos esse país não implodiu ainda!
Sorte e saúde pra todos!

Responder

Hans Bintje

13/09/2011 - 16h57

[Modo ironia: ON]

Bauru só aparece na mídia nacional quando há estupro – http://oglobo.globo.com/sp/mat/2009/01/06/menino-

As belas torres do "coronel Amazonas" possuem um defeito de origem, elas apenas recebem o sinal, a mensagem, não transmitem nada de volta.

Este seria o espaço do Azenha e outros, dizer que existem coisas mais relevantes em Bauru do que tarados sexuais. Ou será que não existem?

Será que os moradores de Bauru não querem se ver na TV?

Será que o Azenha é uma "ovelha negra" da cidade, o único com algo para dizer para o mundo, o Viomundo?

Será que existe alguma indústria ou comércio de Bauru que gostaria de anunciar seus produtos e serviços, mas não tem recursos e nem interesse em pagar "BV, bônus de valorização" nacionais, pois o mercado de interesse é local?

Caramba, será que existe uma mísera padaria que preste em Bauru? Ou ela fechou por causa dos ataques dos tarados sexuais da cidade?

[Modo ironia: OFF]

Responder

francisco.latorre

13/09/2011 - 16h49

falou. tudo.

..

Responder

Francisco Hugo

13/09/2011 - 16h22

A televisão, no Brasil, não nasceu chapa branca.
Regime militar é ditabranda.
O povo brasileiro conheceu Golpe e Ditadura.
Quem decidiu a "integração" via Globo foi o Departamento de Estado.
A parte da esquerda não-foquista preparava-se para a criação do PSDB e do PPS.
A Ditadura não queria integrar o Brasil: queria entregar o Brasil.
A versão contemporânea das Capitanias Hereditárias é: Banco do Brasil pra fulano, Caixa pra sicrano, Ministério dos transportes pra beltrano …

Não temos leis sobre propriedade cruzada … e nunca teremos enquanto jornalistas tratarem a Ditadura como regime militar.
E a censura comer solta nos blogs sujos.

Como diria o Cazuza, “não me convidaram pra essa festa…”
“Não me subornaram
Será que é o meu fim?

Responder

Eduardo Guimarães

13/09/2011 - 14h24

Antes, o Leandro Fortes pessoa física falava só para seu círculo de relações sociais; hoje, qualquer pessoa fala para centenas e até milhares via redes sociais. Eles continuam falando mais alto, mas não falam mais sozinhos.

Responder

    Conceição Lemes

    13/09/2011 - 15h09

    Edu, preciso falar com vc. Urgente. bjs

    Samyra

    13/09/2011 - 15h38

    É um ponto muitíssimo relevante.
    Mas, no meu ponto de vista, as manifestações virtuais, por mais certeiras, honestas e cabíveis que sejam, são ainda virtuais.
    Temo que são virtuais acima de qualquer coisa, inclusive, da urgência de ações em nível mais concreto.

    spin

    14/09/2011 - 11h11

    Se Collor foi eleito por conta da Globo, a emissora não conseguiu evitar a vitória de Lula e, agora, de Dilma, e isto se deve em parte a existência da internet que faz uma diferença sim, tanto que Serra tentou de todas as formas impedir a participação de blogs durante a campanha.

Zé Fake

13/09/2011 - 14h21

Não existem novas mídias no Brasil.
É a velha mídia que trocou de roupa.

A televisão é a mídia que faz a cabeça da maioria do público. Enquanto a Globo for imbatível em audiência ela vai carregar junto a bagagem da "velha mídia", especialmente os jornais e revistas que trabalham em "sinergia" com a Globo: Veja, Folha, Estadão, e o "resto".

Responder

Samyra

13/09/2011 - 14h15

"Não existem novas mídias no Brasil.
É a velha mídia que trocou de roupa."

Considero os efeitos das "novas mídias" em favor das mudanças profundas que necessitamos para uma sociedade menos canibalista com muitas (muitíssimas) ressalvas.

Se as velhas mídias funcionam mais como meios de desinformação e transmissores de uma apatia cheia de acessórios de marca, quais diferenças significativas vemos no uso da internet atualmente? Tudo bem que internet proporciona espaços e canais de comunicação acessíveis a qualquer um que a acesse. Entretanto, a quantidade massacrante de informação e a falta de conexão que ela tem com a realidade mais próxima do usuário/pessoa de carne e osso e seu contexto particular, esvazia consideravelmente os potenciais de mudanças.

Mas talvez isso seja uma questão de tempo. Mas, por hora (na minha humilde opinião), a internet significa mais do mesmo.

Responder

Gerson Carneiro

13/09/2011 - 13h53

Ah muleque, só agora entendi esse "Eu, estraga-prazeres".
Tá com criancice, né Azenhão! Hãm… trollagem amiga já é demais :)

Mas eu gostei pela sinceridade, lucidez, clareza.

Responder

Ari

13/09/2011 - 13h50

Uma correção: quando a ditadura fez licitação para os canais cassados da Rede Tupi (mais os canais 9, das extintas TV Continental do Rio e da TV Excelsior de São Paulo), dividindo-os em dois pacotes, os vencedores foram os grupos Sílvio Santos (SBT) e Bloch (Rede Manchete). O SBT entrou no ar em 1981; a Manchete, em 83. A Abril só conseguiu concessões mais tarde, nos anos 90. Antes, comprou horários na TV Gazeta.

Responder

Gerson Carneiro

13/09/2011 - 13h34

É Azenhão, é cruel. Mas ainda assim estaremos no MASP no próximo sábado dia 17/09.

Dos memoráveis tempos da infância do Azenha há essa foto dos casamentos do Garoto dos Programas, dotô Roberto Marinho. Observem como o general Figueireido conduz e ele, Roberto Marinho, se deixa conduzir como uma verdadeira dama. Não é mesmo uma pornochanchada?

<img src=http://www.blogcidadania.com.br/wp-content/uploads/2011/09/roberto-marinho2.png>

Responder

    tiago tobias

    13/09/2011 - 15h34

    Palmas ao fotografo que desceu até o inferno para tirar essas fotos. Nunca vi tanto demônio junto.

    SILOÉ-RJ

    14/09/2011 - 02h04

    Cuidado hein!!!
    Soube que lá agora é esse trio quem manda.
    Tadinho do diabo!!! Também foi deposto.

    Marcio H Silva

    14/09/2011 - 03h00

    Terrível vai ser quando o Serra chegar.

    Gerson Carneiro

    14/09/2011 - 11h40

    O Serra vai causar discórdia no inferno. E já se antecipou enviando para lá, neste ano de 2011, um dos homens de confiança dele, o sr. Paulo Rentato Souza.

    Te cuida, Satanás. Teus dias estão contados.

    Gerson Carneiro

    14/09/2011 - 03h28

    O diabo tá comendo o pão que o ACM amassou.

    ZePovinho

    13/09/2011 - 17h21

    Hum…………….Eu bem que desconfiava!!Ele adorava andar de mãozinha dada com ditadores!!!!

    Gerson Carneiro

    13/09/2011 - 18h27

    Esqueci de perguntar quem pegou o buquê em cada um desses três casamentos. Mas o comentarista Ari já respondeu.

    SILOÉ-RJ

    14/09/2011 - 01h59

    Você reparou no detalhe do pèzinho???

    Gerson Carneiro

    14/09/2011 - 07h31

    Narizinho empinado, carinha pra cima, toda durinha desfilando causando inveja às convidadas presentes. Tá uma verdadeira madame

    Na primeira foto, fazendo juras de amor eterno logo após o esposo Costa e Silva ter lhe colocado a aliança.

    E na última foto, com painho Toninho Malvadeza, conhecendo os bordéis da Cidade Baixa.

    Quanta traquinagem aprontou essa moça! Cleópatra morreria de inveja.

    spin

    14/09/2011 - 11h08

    Poderosos mas não impossíveis de serem vencidos, a vitória de Lula e Dilma são uma prova de que eles não podem tudo, vamos em frente, pisar no pé destes monstros, http://www.advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-me

    SILOÉ-RJ

    14/09/2011 - 03h39

    Naquela época a corrupção andava de braços dados sem o menor pudor, conforme mostra as fotos dos seus ilustres representantes.

Gustavo Pamplona

13/09/2011 - 13h26

Tocou num ponto interessante… mas até hoje aqui em BH o sinal da Record não é tão bom, canal 2 – VHF = Very High Frequency (UHF = Ultra High Frequency)

Tem horas que acho que a Globo Minas aqui usa um "jammer", um dispositivo para causar interferência e até mesmo retirar o sinal. (Bloqueadores de celular são exemplos)

Aliás… não é a toa que na página da Record tem um tal de "Pesquisa de Sinal" (http://rederecord.r7.com/pesquisa_sinal.html)

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 interferindo no sinal da Globo no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

ZePovinho

13/09/2011 - 13h26

Vi como você entende de estratégias para difundir ideias,mizifio Azenha.O luso-comunismo já está gerando spin offs.Veja o Carlinhos Brown,que acaba de embarcar para Paris para difundir uma versão morena do luso-comunismo:o acarajé-comunismo.Estou precupado.Desde Caramuru,o primeiro luso-comunista a desembarcar por essas terras(e ser acusado,até hoje,de comer crianças índias) até Dom João VI(que reencarnou em Lula,baixinho e gordinho),passando pelo portuga que dá em cima da Griselda na novela da oito,estamos sendo(me desculpe o gerundismo) ocupados maciçamente!!!!!!Salve-nos Professor Hariovaldo!!!! http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lavage-d

Lavage de La Madeleine terá Carlinhos Brown
Enviado por luisnassif, ter, 13/09/2011 – 12:00

Por Assis Ribeiro

Do Bahia 247

Brown na França

Viva Madeleine!

Carlinhos Brown e Robertinho Chaves criaram uma canção que mistura percussão e batidas eletrônicas, numa exaltação à Santa Madalena, à paz, à cultura baiana e aos ideais da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade). Na divulgação da música, Brown afirma que a ideia do hino e os primeiros versos surgiram de maneira informal, quando ele e Robertinho conversavam dentro de um táxi,em Paris. Agravação aconteceu no Estúdio Ilha dos Sapos (que pertence a Carlinhos), em Salvador.
[youtube sDDrZzws6ow http://www.youtube.com/watch?v=sDDrZzws6ow youtube]

Responder

    ZePovinho

    13/09/2011 - 13h31

    E….para completar,veja outra Mata-Hari do luso-comunismo doutrinando mentes para o esquerdismo na época do governo glorioso de Fulgêncio Batista:
    [youtube H1KmUV7jaag http://www.youtube.com/watch?v=H1KmUV7jaag youtube]

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