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Márcia Denser: Kassab ingressa no ninho petista

publicado em 10 de fevereiro de 2012 às 20:23

Colunistas
Os novos bad-guys

“Uma eventual aliança PT/Kassab nos remete inevitavelmente a George Orwell e ao final de ‘A Revolução dos Bichos’: ‘E olhou alternadamente para homens e porcos (…) e não viu nenhuma diferença entre um e outro.”

por Márcia Denser, no Congresso em Foco

10/02/2012 07:00

Os EUA são mestres em inventá-los: de dez anos para cá – e tomo os filmes de Hollywood como testemunha – 1) devido à consolidação da indistinção política entre democratas e republicados; 2) ao envelhecimento das bandeiras neoconservadoras, tais como a cruzada anti-muçulmana, o “renascer do patriotismo”, o “moralismo religioso texano-americano”, sem contar o próprio “terrorismo” como pretexto neo-imperialista – o “bandido”se materializa na figura do vice-presidente, tendo Dick Cheney, vice de Bush, que “absolutamente não via diferença entre interesses públicos e privados”, como parâmetro e inspiração.

Ainda que a famosa proporção – 99% de pobres para 1% de ricos, detentores da riqueza global – não tenha se alterado sequer milimetricamente.

Voltando à questão dos vices: os exemplos na filmografia, nos quais não vou me alongar, abundam, citando apenas o recentíssimo “Red” (“Aposentados e Perigosos”), concentrando na figura de extrema direita, autoritária, implacável, corporatista, anti-políticas sociais,etc., o Inimigo – que, por sua vez, concentraria o Ódio Coletivo –, enquanto o presidente se manteria intocável, incólume, imaculado e de touca (como se isto fosse possível), uma Entidade Benigna Onipresente – ou pós-Deus-ex-machina  – ao qual “seria possível recorrer em caso extremo”( outra besteira não menos extrema).

O próprio Brasil de Dilma não é exceção ou o vice-Michel Temer é o quê?Além do nosso bad-guy de plantão?

Conquanto, para muitos, a exemplo do meu querido Luís Nassif, a estratégia política de Dilma tenha sido tão eficiente a ponto de haver deixado o quadro político nacional praticamente “sem oposição”. Diz ele que “se Lula foi uma espécie de Pelé da política brasileira contemporânea, Dilma Rousseff tem se revelado um Coutinho.”

Ele tenta explicar o atual dilema da oposição, lembrando o Brasil pós-Sarney, onde as ideias políticas quase sempre acompanharam, com alguma defasagem, as grandes ondas internacionais. A Constituição de 1988 foi o grande documento a sinalizar os novos valores que acompanhariam o país nos anos posteriores. Uma das ideias-força foi a descentralização, revertendo o pesado espólio do regime militar; outra, a questão da cidadania, das políticas sociais, da universalização dos direitos civis, do renascimento da sociedade civil.

FHC empunhou a bandeira da modernização, mas jogou-a fora na crise do câmbio em 1999 e no apagão, que novamente foi assumida por Lula. Na década que marcou o ressurgimento da sociedade civil brasileira, o PSDB fugiu do povo.

Nassif: “Beneficiado pela explosão dos preços internacionais de commodities, Lula conseguiu atender a todos os setores da economia e deixar de herança a explosão do mercado de consumo de massa. Trouxe o PT para perto do centro e tornou-o o primeiro partido socialdemocrata brasileiro no estilo europeu – porque casando bandeiras sociais com alianças econômicas e, principalmente, com participação popular através dos sindicatos e movimentos sociais. Tirou do PSDB sua bandeira.”

Sem bandeira, restou à oposição o discurso da negação: apontar as vulnerabilidades do governo Lula. A partir daí, poderia juntar os cacos e se preparar para as próximas eleições, desde que conseguisse mostrar o contraponto na sua principal vitrine: São Paulo.

Ainda segundo Nassif, aí entra a habilidade de Dilma: “1.Gestão. Há anos aponta-se a ineficiência do Estado e exige-se melhoria na gestão. O governo Dilma instituiu a Câmara de Gestão, definiu maneiras gerenciais de trabalhar o PPA (Plano Plurianual), montou sistemas de monitoramento online nos ministérios e conseguiu a consultoria da maior bandeira brasileira de gestão, o empresário Jorge Gerdau. Com exceção de Minas, nenhum outro estado tucano conseguiu implementar práticas gerenciais modernas. 2. Aparelhamento da máquina. Ponto sensível das críticas à Lula. No primeiro ano do governo Dilma, sete ministros caíram e a força política que herdou do seu padrinho tem permitido enquadrar os aliados.3. Conflitos com a mídia. Desde o primeiro dia Dilma praticamente desarmou os antigos críticos.”

E conclui: “A essência do governo Dilma não mudou em relação ao governo Lula. Mas ela conseguiu esvaziar praticamente todas as bandeiras da oposição. Não é à toa que chega ao final do primeiro ano com índices de popularidade recorde enquanto, na outra ponta, o PSDB se desmancha. A única esperança do PSDB seria o governador Geraldo Alckmin montar uma gestão inesquecível, eficiente. Se depender do que foi mostrado até agora, o país caminha para um quadro politicamente delicado: um governo sem oposição.”

Inesperadamente, após tantos elogios, a questão retorna (“lacanianamente: o retorno do reprimido?”) – incontornável e indigerível – (editorial de Carta Maior de 8/2): como enfiar um Kassab na nave eleitoral do PT em Sampa, isto é, na vitrine principal apontada por Nassif?

Aliás, como definir a abrangência duma frente política? Até onde é possível ampliá-la sem reduzir diferenças históricas a ilusões? O dilema não é novo na trajetória da esquerda e já rendeu frutos desastrosos na forma de rendição ou isolamento. O assunto volta com força na campanha municipal de São Paulo, onde o PT debate a hipótese de uma aliança com o PSD, do atual prefeito Gilberto Kassab, que indicaria o vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro Fernando Haddad.

Derrotar o PSDB em São Paulo era uma meta importante– aliás, para muitos, como Nassif – ele já estaria derrotado. E, nesse caso, a aliança PT/Kassab, pupilo de Bornhausen, não teria sentido, pois significaria a inclusão da extrema- direita – extrema direita espertamente enrustida sob a “demonologia do embaço” incolor, inodora, insípida e auto-autista kassabiana e seu bom-mocismo de araque e à guisa de contramedidas que são “a alegria da galera hiper-neo-con paulistana” – tornando o vatapá literalmente indigerível.

E inevitavelmente nos remetendo a George Orwell e ao final de “A Revolução dos Bichos” – espécie de alegoria antológica, que virou bizantina, da disputa entre stalinistas e trotkystas: “E olhou alternadamente para homens e porcos, porcos e homens, e não viu nenhuma diferença entre um e outro.”

Afinal, com esse tipo de amigos, quem precisa de inimigos? Vice-presidente incluído.

PS do Viomundo: Partidos existem para ganhar eleições. É da natureza dos partidos. A transição de Lula (forjado nas lutas sindicais) para Dilma (tecnocrata) já diz muito sobre as mudanças no Partido dos Trabalhadores. O PT está em vias de se transformar no grande partido do establishment brasileiro. E é absolutamente natural, deste estrito ponto-de-vista, que se alie a quem quer que seja para ganhar em São Paulo. Por mais que a gente torça o nariz. Qual é exatamente a distância ideológica entre Gerdau e Kassab?

 

40 Comentários para “Márcia Denser: Kassab ingressa no ninho petista”

  1. seg, 13/02/2012 - 17:40
    Alex

    Quando vocês petistas vão aprender que psdb, pt, psd é tudo igual. Todos tem apenas um projeto de poder. E o Lula Molusco afunda qq divergência por causa do seu populismo em busca de confetes. Enquanto isso a cidade afunda em enchentes, empresas de multas, etc, porque cada um só quer o poder pelo poder e esquecem que SP antes de tudo precisa ser administrada.

  2. george orwel é um veneninho manjado. das direita.

    e serve pra isso mesmo.

    desviar o foco.

    ..

  3. sáb, 11/02/2012 - 15:30
    LuisCPPrudente

    Eu que não sou petista tenho vergonha da aproximação do PT com o fascista Kassab, imagina os petistas!

    É um fardo muito grande que o PT terá que carregar. Terá que explicar porque se tornou porco, pois alguém de fora vai chegar e ver o Kassab ao lado do Haddad e ver o Haddad ao lado do Kassab, a pessoa de fora não vai saber quem é gente, quem é porco (tal qual a citação no ínício deste tópico da obra de George Orwell).

  4. sáb, 11/02/2012 - 14:19
    Fernando

    O PT já descobriu se o Kassab é casado, se tem filhos?

  5. sáb, 11/02/2012 - 14:15
    Pancho Villa

    Eu gostaria de saber quem foi o infeliz que convidou Kassab pra esse evento.

  6. sáb, 11/02/2012 - 14:07
    Roque Pinto

    O "ninho petista", no título do texto… ou é um ato falho brilhante ou uma ironia fina invulgar. E a história se repete como farsa: “nada tão parecido com um saquarema como um luzia no poder”…

  7. sáb, 11/02/2012 - 13:03
    Outro Antonio

    Este ano se o PT se juntar ao Kassab, estou fora. Mas isso é insignificante. O que pesa é a periferia. Sorry PT, a periferia não engole mais o sujeito. O povo não quer ver Kassab nem pintado. Kassab vai dar Perda Total para o PT, sem contar que os militantes verdadeiros, orgânicos, filiados ou não, vão pular fora. Kassab é a Máfia em ação, intragável, nojento. É a direita mais tosca que existe no Brasil, tanto é que ele é parceiro de Se-erra. Tem muitos crimes nas costas. Crimes terríveis.

  8. sáb, 11/02/2012 - 11:21
    Gerson Carneiro

    <img src=http://levin.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/fora-kassab-300×300.gif>

    • sáb, 11/02/2012 - 15:43
      LuisCPPrudente

      Seria esse sujeito o porco ou o homem na alusão ao livro de Orwell?

      Se homem, um homem fascista.É melhor não se aproximar desse homem fascista, pois é traiçoeiro.

      Se porco, um porco nojento, imundo e intragável. Não tem como aproveitar nada desse porco.

  9. sáb, 11/02/2012 - 11:14
    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    Como e mesmo:
    Partidos existem para ganhar eleições. É da natureza dos partidos. A transição de Lula (forjado nas lutas sindicais) para Dilma (tecnocrata) já diz muito sobre as mudanças no Partido dos Trabalhadores. O PT está em vias de se transformar no grande partido do establishment brasileiro. E é absolutamente natural, deste estrito ponto-de-vista, que se alie a quem quer que seja para ganhar em São Paulo. Por mais que a gente torça o nariz. Qual é exatamente a distância ideológica entre Gerdau e Kassab?

    Ja percebi que a "diretiva" já foi devidamente soltada pelo partido…

  10. sáb, 11/02/2012 - 8:31
    zzeccacorreioquente

    marcia denser, densa, como sempre, guerreira como márcia. Mas, mudando completamente de assunto, isso me lembra de um cara que leu um conto seu e se apaixonou pela personagem, ligou pro número (11) 62-1345
    e ninguém atendeu. Penso que o PT lê o Kassab, é seduzido por ele, não distingue mais realidade da ficção (e o Kassab nem mesmo é uma mentira bem contada), na hora que for ligar pro personagem que idealiza em sua mente nem vai ser atendido, ou vai ter o telefone batido na cara, como se diz.

  11. a distância entre gerdau e kassab não é ideológica.

    ..

    kassab é o caos. caos pra saquear. o que puder. enquanto dá.

    foi a reação ao governo pt-marta.

    que enfrentou as máfias.

    enquadrou fiscais.

    o cartel dos ônibus.

    fez plano diretor. !.ô loco. atacou o cupim imobiliário.!

    pra cúmulo.. ia prover internet. grátis.

    ..

    revolução/reação.

    as quadrilhas. os interesses. afetados. como sempre. personalizaram a bagaça. e mandaram lenha na pessoa. foi com a marta. com o olívio. com a benedita. com o lula não deu certo. que o cara é único. blindado.

    e a dona marta. como a erundina e o olívio..

    não soube dar espaço. despersonalizar.

    e eleger outro do pt. institucionalizar.

    ..

    kassab é lixo. o homem da reação. um interventor das imobiliárias. pra desmontar o plano diretor. entrou pra liberar geral. e destruiu a cidade. estupidamente.

    agora vai de armadilha. tosca.

    pzz. achar que o pt vai nessa.. pera lá.

    ..

    todo esse barulho por causa de..

    “Uma eventual aliança..".

    foco zero. vai bem pros sofistas de plantão.

    ..

    kassab é o caos. marta.. maligna.

    haddad. é o servidor público. perfil dilma.

    da hora. no perfil. pra são paulo.

    ..

    vem um tudo por aí.

    muito em jogo.

    foco. é haddad ou haddad.

    ..

    ou.. caos. mais caos. na cidade saqueada. sitiada. militarizada.

    ..

  12. sáb, 11/02/2012 - 2:50
    sebinho

    Chega de coligações espúrias. Se é pra ter maioria no legislativo é melhor então negociar o apoio caso por caso ao invés de oferecer o cargo de vice, ministérios ou secretarias para os oportunistas.

  13. sáb, 11/02/2012 - 2:16
    Neo-tupi

    Quem só tem tido entre 30 a 40% dos votos em todas as eleições paulistas, precisa virar o voto de 10 a 20%, e é isso que justifica coligações exitosas com a de Lula-José Alencar, para oferecer de fato uma alternativa de governo progressista à população. Senão é entregar a prefeitura às forças demotucanas de sempre em SP (inclusive com o mesmo Kassab do lado de lá).
    Para o papel de anti-candidato já existe o PSOL no espectro político. O papel do PT na conjuntura histórica atual é conquistar governos que estão em mãos da direita, para fazer governo trabalhista, o que pressupõe aceitar conciliar as relações capital-trabalho, agregando forças inclusive apoio de gente de centro-direita, e não esperar uma revolução socialista imediata sem ter correlação de forças, resultando apenas em quedas como a de Salvador Allende.

  14. sáb, 11/02/2012 - 1:51
    José X.

    Se de fato a aliança PT/Kassab se concretizar vai ser um tiro no pé (do Haddad): Kassab não agrega votos ao PT, sua base de eleitores é da direita raivosa (pelo menos, é o que a gente vê no Orkut.). Os únicos votos (envergonhados) do Haddad vão ser dos petistas. Os anti-petistas aqui em SP (que são muitos) preferem votar no diabo a ter que votar no PT. Me surpreende que Lula aceite essa aliança.

  15. sáb, 11/02/2012 - 0:57
    Dragão de Komodo

    Está tudo muito bom, está tudo muito muito bem. Agora pensemos, apesar de todos urubus de plantão, numa chapa infalível. Lula e Dilma ou Dilma e Lula, alguém se atreve a encarar?
    Qualquer um dos dois pode ser coadjuvante, quem duvida?

  16. sáb, 11/02/2012 - 0:56
    Lucas

    Concordo que partidos existem pra ganhar eleições, mas para ganhar as eleições, é esperado que pelo menos joguem algumas migalhas para sua base eleitoral. Mas o PT cada vez mais renega suas bases históricas e tenta se tornar um PSDB light para capturar a massa de eleitores conservadores. Repete assim a estratégia de "terceira via" seguida pelos "socialistas" europeus.

    Isso pode até ser bom pro PT, mas não será bom pro Brasil.

  17. sáb, 11/02/2012 - 0:34
    alexandre

    Saiba então o PT que terá um petista fazendo campanha contra o PARTIDO. Por incrível que pareça será a primeira eleição que um petista não votará em majoritário do próprio partido.

  18. sáb, 11/02/2012 - 0:16
    luciana rotondi

    nao sei… mas, acho que a politica local tem diferença… estamos faland de ambito mais proximo… kassab e pt nao dá… acho que o pt de sp nao acredita nisso, nao transmitirá ao eleitor isso… acredito que com kassab na chapa o pt nao consiga atingir nem o seu teto historico e, se atingir , nao haverá legitimidade…isso é uma loucura..pra que ganhar assim? será que nao lembramos com maior satisfação da seleção de 1982 do que da 1994? apenas para lembrar o pseudo guru, o qual pretende jogar ao vento o que pensamos… nao Lula, menos… por favor menos

  19. sex, 10/02/2012 - 23:56
    Vlad

    E se o Haddad patinar nas pesquisas e o Afif vira cabeça de chapa com algum figurante petista de vice?
    Claro que não…imagina!
    Kassab não é ambicioso assim.
    É um homem de Deus.
    Aleluia irmãos! É um ex-demo que está entre nós!!!
    hahahahaha

    [youtube jRehgfaQzNs http://www.youtube.com/watch?v=jRehgfaQzNs youtube]

  20. sex, 10/02/2012 - 23:46
    Jorge Nunes

    Espero que chutem Kassab na primeira oportunidade.

    E o Chalita vai usar isso contra o PT na eleição.

  21. sex, 10/02/2012 - 22:51
    Porco Rosso

    "Ninho petista"?

    Pois é, cada vez mais parecido.

  22. sex, 10/02/2012 - 22:44
    Leo V

    Esqueci de comentar. Eu como bancário de banco estatal, consigo ver também que assim como não há diferença entre Kassab e Gerdau, não há diferença entre a lógica dos bancos públicos e privados, tanto com os clientes, quanto com os trabalhadores, e também quanto aos fins e aos meios.

    • sex, 10/02/2012 - 22:52
      beattrice

      Aliás, segundo consta
      nas greves dos bancários o governo federal tem se portado na mesa de negociações
      pior, mas MUITO pior que os bancos privados.
      Um patrão indecente.

    • sáb, 11/02/2012 - 14:12
      Neo-tupi

      O Itaú e Santander demitiram milhares de funcionários no ano passado, mesmo com lucros recordes. O Banco do Brasil e a CEF contrataram. O BB financia a maior parte do crédito rural. A CEF financia a maior parte do crédito habitacional, e é grande responsável pelas contas da população de baixa renda.
      Com todos seus defeitos, o brasileiro estaria ferrado sem estes dois bancos, e se estivesse dependendo só dos privados.

      • dom, 12/02/2012 - 17:45
        Leo V

        O seu raciocínio é o mesmo que leva a justificar o tal capital estrangeiro, especulativo. O fato é que sem ele um país fica estagnado. Então viva o patrão! afinal sem eles não haveria emprego!.

        O BB tem lucro com o crédito rural, assim como a Caixa tem um lucro enorme com o crédito habitacional. São isntituições que visam e existem pelo lucro, como os bancos privados. É pelo lucro que se tem medido a gestão deles. Se você trabalhar dentro de um banco desses verá de fato quais são os fins e os meios desses bancos, e que não se diferem em nada dos bancos privados. É exploração e coisificação total do trabalhador, e venda casada para os clientes (mesmo para o pobre camponês ou aquele da cidade do Minha Casa Minha Vida.. Todos eles tem que comprar o 'segurinho', o cap, que por sinal são de capital privado)

  23. sex, 10/02/2012 - 22:41
    Leo V

    Excelente o PS. Perfeito. É a lógica do Poder.

  24. sex, 10/02/2012 - 22:22
    Douglas

    Desde já darei uma sugestão para prefeito de São Paulo: Tiririca. Nada mais natural nem mais traumático. Ruim por ruim, vote em "joaquim".

  25. È a crise de identidade que jamais veríamos nos anos 80.

  26. sex, 10/02/2012 - 21:58
    Remindo Sauim

    Pois eu prefiro o Kassab se alinhando a linha do PT, do que o PT se alinhando a linha do Kassab. Agora, o pior dos piores é o Russomano ganhar a eleição.

  27. sex, 10/02/2012 - 21:51
    Sagarana

    Ai, ai, ai… O PT e seu sonho hegemônico. Vai cooptando os incautos mas NUNCA vai conseguir. Basta ver, ou melhor – ouvir, Magno Malta.

  28. sex, 10/02/2012 - 21:37
    jaime

    Justamente por isso é que é preciso uma alternativa com urgência. No fim e ao cabo, se poderá dizer: o PT ganhou, sim, mas qual PT? Exatamente o do Gerdau e do Kassab.

  29. sex, 10/02/2012 - 21:19
    Gerson Carneiro

    Kassab se aproximando do PT. Acho que o PT tá com o Haddad desligado.

  30. sex, 10/02/2012 - 21:10
    Edson Augusto

    Excelente o texto de Márcia Denser mas concordo plenamente com o PS do Viomundo.

  31. sex, 10/02/2012 - 21:02
    Glecio_Tavares

    Não conheço Gerdau, mas não me parece que ele tenha sequer um salário e está ajudando muito no governo federal. Quanto ao Kassab, sei que muitos petistas, inclusive politicos, vão votar em outro candidato se acontecer a aliança que a imprensa paulistana tanto quer. Pode ser que o partido de Maluf volte ao poder com o Celso Russomano, ou então a intenção seja eleger o Chalita e entregar de vez as verbas sociais para as igrejas realizarem a catequização definitiva dos nativos.

    • sex, 10/02/2012 - 22:54
      beattrice

      Mas o Chalita também circula entre os próximos do gabinete presidencial,
      é uma espécie de coringa eleitoral.

    • sáb, 11/02/2012 - 1:37
      Neo-tupu

      Russomano é candidato do PRB (partido que era do ex-vice José Alencar, e do senador Crivella do Rio). Saiu do PP porque Maluf foi contra a candidatura própria, preferindo apoiar o candidato de Alckmin (inclusive ganhou do governador a indicação da presidência da CDHU no pacote).

  32. sex, 10/02/2012 - 20:58
    Gerson Carneiro

    Kassab na festa do PT é tão nojento quanto a deputada Jandira orientando o Dacciolo.

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