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Cartas de Minas

Hildegard Angel: De sandálias vermelhas, ouvindo Latino

15 de julho de 2013 às 11h17

Foto Luiz Roberto Lima

CASAMENTO DE BEATRIZ BARATA: NOSSO 14 DE JULHO, NOSSA BASTILHA CARIOCA!

Publicado em 14/07/2013

por Hildegard Angel, em seu blog

Tendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e sra., como padrinhos, e como convidados os colecionadores de arte Sergio e Hecilda Fadel, que recentemente receberam a presidenta Dilma Rousseff para jantar em casa, no Rio, e cuja filha é casada com o filho do ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, além do colunista social de Fortaleza, Lalá Medeiros, casaram-se ontem, com festa que varou madrugada, no Copacabana Palace, Beatriz Barata, neta do maior empresário de ônibus do Rio de Janeiro, Jacob Barata, e Francisco Feitosa Filho, cujo pai é o dono da maior empresa do ramo no Ceará.

Acompanhar, via mídias sociais e MSMs recebidos, o protesto indignado contra este casamento diante da Igreja N. Sra. do Monte do Carmo e da festa no Copacabana Palace, me fez sentir clima de Revolução Francesa, correndo um frio na espinha, um presságio ruim. E me veio à mente a princesa de Lamballe, melhor amiga de Maria Antonieta, com a cabeça espetada na ponta de uma lança, pela multidão que invadiu as Tulherias.

Estávamos numa madrugada de 14 de Julho, mesma data da Revolução Francesa, e toda aquela manifestação, que ontem começou alegre, até divertida, berrando bordões bem humorados, outros de gosto duvidoso, teve consequências desastrosas, com cabeça ensanguentada, decisões equivocadas, batalhão de choque, bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e gás de pimenta, às 3,30h, 4h da manhã, diante de nosso Palácio de Versailles, emblema máximo do luxo, da riqueza e da sofisticação do país: o Hotel Copacabana Palace!

Vou contar como foi, tal e qual… Aquietem-se, concentrem-se e me escutem…

Com gritaria na calçada, o protesto diante da igreja causou tensão nos convidados, perturbou todo o tempo o ofício do padre e a noiva, Beatriz, em vez de cortejo de daminhas e pajens, precisou de cordão de isolamento para entrar na igreja.

Enquanto padre Alexandre fazia a homilia, escutava-se nitidamente os manifestantes em coro dizerem coisas como “ha,ha, ha, o noivo vai broxar”, “também quero meu Louboutin”, “úúú, todo mundo pra Bangu” e tambores, buzinas e panelas, pó-pó-pó-pó-pó, pó-po-ro-po-pó, fon-fon-fon etc. O cerimonial de moças e rapazes impecáveis, pra lá e pra cá, cochichando baixinho, apreensivos sobre como solucionariam a saída dos noivos. Foi com PM e seguranças.

Beatriz, calada e retraída, permaneceu tensa todo o tempo – pudera! – mas manteve o controle. Foi altiva.

Já na recepção, no Copacabana Palace, todos se descontraíram e puderam se divertir, porque no interior do hotel não se percebia o que se passava lá fora, à exceção daqueles nas mesas da varanda.

No calçadão da Atlântica, uma garotada bonitinha da Zona Sul fazia manifestação até divertida, à la carioca, com meninas vestidas de noiva, rapazes alguns de terno e gravata, sacando bordões inspirados como “Eu também quero meu Louis Vuitton”, “Cadê minha Chanel?”, “Nesse hotel tem Barata!”, “Eu também paguei essa festa, quero meu bem-casado” e aquele clássico chulo da noite, citado acima, que se referia ao noivo…

E dá-lhe buzina, bateção de panela, de tabuleiro de alumínio, e desacatos para as mulheres (lindas!), que entravam ou saíam decotadas, cobertas de bordados: “piraaaaaanha!”. Não poupavam ninguém.

Com todas as quatro entradas do hotel bloqueadas por eles, ninguém entrava, ninguém saía, pela internet, os seguidores que assistiam à transmissão do canal “Mídia Ninja” postavam comentários mais pesados, do tipo “CABRAL VAI É DORMIR AÍ !!!!” (detalhe: Cabral sequer figurava na lista de convidados da festa!); “cadê as bombas???chama pa nois estraga a festa!”; “BA-FO-ME-TRO NO HOTEL”; “Rico não tem Lei Seca?” (referindo-se aos que embarcavam em seus carros mesmo aparentando ter bebido, quando ainda se podia sair); “chocada com o valor dos presentes que a Baratinha pediu no casamento. Veja a lista: http://migre.me/fsCZL” (localizaram a lista no site da H. Stern); “Candidato da Baratinha é Marcelo Freixo do PSOL” (foram checar no Face de Beatriz e descobriram); “ISSO.. TEM QUE JOGAR OVO MESMO…” (zangados porque a repórter foi maltratada por um policial à porta); “Todos RATOS engravatados, saindo pelos fundos constrangimento é a única arma do povo!!” (houve uma hora em que os convidados conseguiram sair pela porta da Av. Copacabana); “deixem suas mensagens de parabéns ao noivo”.

Vou omitir palavrões, baixarias e violências. Se é que já não transcrevi demais disso.

A horas tantas, chegou ao hotel a diretora-geral, Andréa Natal, que por força do cargo mora no Copa. Entrou pela porta lateral da Pérgola, junto ao Edifício Chopin. Aflita, vendo aquela multidão e a gritaria, parou para discutir com os manifestantes, iniciando rápido, bate-boca, logo sustado pelos seguranças, que a transportaram para dentro.

No interior do hotel mais lindo do Brasil, tudo eram maravilhas. No Golden Room, a apoteose do deslumbramento. O decorador Antonio Neves da Rocha plantou no meio do salão uma árvore frondosa, com os galhos alastrando-se por toda a área do teto, de onde pendiam fios com lampadário e buquês de flores. O chão coberto com grama. E a iluminação causava a sensação de se estar numa floresta-lounge, com estofados pretos.

Ali foi o show de Latino, que para entrar só conseguiu pela porta de serviço da Rodolfo Dantas, a da cozinha, driblando os manifestantes. Depois do bundalelê do Latino, houve ali a dança, com o DJ Papagaio e sandálias Havaiana vermelhas para todos os 1050 convidados que compareceram. Foram expedidos 1200 convites. Havia lugares sentados para todos, absolutamente todos.

No Salão Nobre, aquele comprido que sucede ao Golden Room, Neves da Rocha cobriu toda a parede de janelões que dá pra piscina com imenso painel único de Debret (ou seria Rugendas?) com super-mega-imensa-paisagem do Rio de Janeiro, abrangendo nossas montanhas, o mar, a Baía, florestas, do teto ao chão, criando visão fantástica.

Completavam o ambiente lustres enormes cobertos com heras, toalhas de damasco verde musgo cobriam as mesas até o piso.

O mesmo décor de toalhas musgo de damasco se repetia nos salões da frente e nas duas varandas, que foram cobertas e fechadas com paredes de muro inglês, com heras, e os mesmos lustres espetaculares. Cadeiras de medalhão suntuosas. Muito bonito.

Entre os três salões da frente, o do meio foi destinado a ser apenas o Salão dos Doces, com bem-casados da Elvira Bona, doces de Christiana Guinle, chocolates de Fabiana D’Angelo. Chá, café, brownies. O Céu, a Terra e o Mar também…

O champagne era Veuve Clicquot. Uísque Black Label. Aqueles coquetéis de sempre, Bellini, Marguerita etc. Vários bares de caipirinha, saquê etc. O bolo de Regina Rodrigues era um acontecimento, com vários andares, todo branco.

Buffet do Copacabana Palace, muito bem servido e elogiado. Na verdade, eram vários buffets, distribuídos por todos os salões e varandas. Mesas de frios. Pratos quentes. O cerimonial foi de Ricardo Stambowsky. As fotos, de Ribinhas.

Flores de Raimundo Basílio. Não houve exagero de flores, o verde deu o tom. Uma decoração em que prevaleceram o equilíbrio e a elegância. Luxo sem excessos.

Todo esse décor serviu de cenário à mais fantástica coleção de vestidos jamais reunida numa festa no Rio de Janeiro. Esta a opinião que ouvi de vários que lá estiveram, quer como convidados, quer prestando serviço ao evento. Um especialista em moda, que pediu para não ser identificado, falou: “Nunca vi tantos vestidos deslumbrantes como nessa festa. E de gente que ninguém conhece”. Acredita-se que a grande maioria das mulheres com essas roupas sensacionais, vestidos de alta costura, grandes marcas, fosse de convidadas do Ceará, que ocuparam vários apartamentos no hotel. O Copa bombou na festa e na ocupação.

Não apenas os vestidos eram extraordinários. As joias eram também fantásticas. A começar pelas da noiva, usando riviera de brilhantes fantástica no pescoço, dois enormes brilhantes nas orelhas e uma coroinha de ouro e grandes brilhantes, na cabeça, sempre usada pelas noivas da família. O vestido de Beatriz Barata foi obra da estilista Stela Fischer.

Tudo isso foi coordenado pela avó, Glória Barata, que durante a festa várias vezes se lembrou do filho assassinado naquela época da onda de sequestros no Rio de Janeiro. A família pagou o resgate, mesmo assim o jovem não foi poupado. Ela ainda guarda um grande sofrimento. Dona Glória é uma mulher sofrida e amável. Todos os que trabalham com ela e sua família a estimam.

Enquanto o minueto social seguia harmonioso, farfalhante e cintilante, entre as mesas de toalhas verde musgo adamascadas dos salões, no entorno do hotel, a contradança era outra.

Não têm pão? Comam bem-casados! Da varanda, convidados rebatiam as provocações verbais atirando bem-casados na “plebe” (bem à la Maria Antonieta, que ofereceu bolinhos, lembram?) e remetiam aviõezinhos de notas de R$ 20 (aí, a inspiração já era mais próxima, à la Silvio Santos).

Num crescendo dos protestos, bate panelas, mensagens de Face e Twitter, imagens postadas, provocações, bordões, os ânimos foram se acirrando e não houve nada que se tentasse para apaziguá-los. Ao contrário.

Na portaria do hotel da Av. Copacabana, o motorista de um dos convidados arrancou o celular da repórter “Ninja”, que, como Ninja, deu um salto e conseguiu recuperá-lo, botando o elemento pra correr. Ela recorreu a um policial, que a tratou com impertinência, parecendo alcoolizado. Tudo isso registrado pela câmera Ninja. E a rede social participando, reagindo, se indignando.

Em seguida, correm todos para a Atlântica, prosseguem a gritaria. Uma convidada insiste em deixar o hotel, é impedida e inicia uma briga, quando um convidado, lá da varanda, atira um cinzeiro de vidro na cabeça de um manifestante, que se fere muito.

Vendo aquela imagem ensanguentada na tela da internet, a galera começa a postar desacatos enfurecidamente. A repórter corre para buscar socorro na ambulância de plantão diante do hotel (é lei quando se trata de evento com mais de 600) e o paramédico. Mas o médico não está, “foi lá dentro”. O rapaz machucado tenta entrar no hotel para ser socorrido. Os seguranças e porteiros impedem sua entrada. Está aí cometido o grande erro da noite!

O Copa, neste momento, rompe sua tradição histórica de cordialidade com a população carioca e de diplomacia e assume uma postura hostil.

A multidão na rua se enfurece. A multidão virtual também e passa a convocar o envio geral de comentários negativos à página do hotel na internet. Uma guerra aberta contra o maior tesouro da hotelaria brasileira! Eu, confesso, quase choro. Adoro o Copa. O Copa é o Rio, nossa memória, nossa História.

Mais uns 10, 15 minutos, e chega ao local uma advogada dizendo-se da OAB, localiza uma testemunha da agressão, consegue recolher a “arma do crime”, fragmentos do cinzeiro que atingiu o rapaz, leva os dois para a delegacia, onde faz o registro da ocorrência: “tentativa de homicídio”. A vítima leva seis pontos na cabeça.

A garotada agitada continua nos impropérios, constrangimentos e panelaço, e eis que, quase quatro da manhã… chega o BOPE, marcando sua forte presença de sempre, soltando bombas de gás lacrimogênio, atirando com balas de borracha e, para completar a apoteose da alvorada dessa Bastilha carioca, espargindo spray de pimenta a torto e à direita.

Nessa altura, a multidão de manifestantes, que às três e meia da manhã já estava reduzida a uma centena, ficou ainda menor. Eram apenas uns 50 mais experientes, já com suas máscaras anti-spray nos rostos.

Enfim, os últimos convidados, que aguardavam no foyer do hotel pela oportunidade de deixar a festa, conseguem partir. Vão deixando o casamento Barata e tossem, viram os olhos, engasgam com o spray de pimenta. Os manifestantes de máscara anti-spray gozam, a repórter estica o microfone: “Tá gostando, cara?”.

Foi um acontecimento totalmente atípico, inédito. Já houve manifestações de protesto em casamentos de políticos e pessoas importantes. Como no da filha do senador Álvaro Pacheco, décadas atrás, tendo José Sarney, presidente da República, como padrinho, na Igreja do Largo de São Francisco.

Mas nada, jamais, em tempo algum, se comparou à ferocidade do acontecimento irado deste 14 de Julho carioca, em nosso Versailles, o Copa, que, ainda bem, nada teve de noite de Tulherias nem de cabeça espetada em ponta de lança.

Aliviada, vejo que meu frio na espinha não passou do frio de fato dessa noite de inverno carioca. O pressentimento era fajuto. O estrago se limitou a seis pontos na testa de um manifestante, que o responsável pelo estrago há de assumir e, se não assumir, os promotores da festa ou o próprio hotel há de tentar corrigir o ato infeliz de alguma forma.

Apesar de dizerem que cristal trincado não tem recuperação, acredito que o Copa tem credibilidade para se reabilitar aos olhos dos cariocas. Foi apenas um mau momento, espero…

PS do Viomundo: Bem que o José Arbex Jr. observou que a elite já não controla o que ela, elite, acredita ser o “andar de baixo”.

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110 Comentários escrever comentário »

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Gilberto Maringoni: Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos - Viomundo - O que você não vê na mídia

15/09/2013 - 16h27

[…] Hildegard Angel: De sandálias vermelhas, ouvindo Latino […]

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Anônimo do Prado

17/07/2013 - 01h44

Como no sítio do honorável prof Hari, por aqui também abundam fabrícios.

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abolicionista

16/07/2013 - 14h00

Tem coisas que só a guilhotina pode resolver…

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Renato

16/07/2013 - 13h41

Quem incita os manifestantes a radicalizações que levam a esse tipo de reação violenta fica sentado no seu escritório de partido, em seu flat da zona sul do RJ ou área litorânea de Niterói, em diretórios acadêmicos das federais, só vendo o circo pegar fogo e militantes como Ruan serem atingidos por projéteis. Quem incita à violência máxima entre classes, pela via da provocação constante, uso de molotovs, rojões e pedras em manifestações supostamente cidadãs e pacíficas, planta esse tipo de reação com a finalidade de se beneficiar politicamente. Não se pode estar dos dois lados da lei ao mesmo tempo, nem em cima do muro. Ou você é cidadão e age de maneira cidadão, sincera e honesta, pelas vias democráticas, ou você também está detonando a democracia que você reivindica. A filha do empresário rico não é o empresário rico. Mesmo o empresário rico só deve responde por seus atos ilegais na esfera judicial. Assim como não é legítimo seguranças de empresa espancarem passageiros que não pagam passagem, não é legítimo que manifestantes, induzidos por partidos e seus movimentos, tumultuem um casamento e uma festa. Violência verbal também gera violência. Apostar na violência, de qualquer forma, como arma política, é um enorme erro. Fazer isso de maneira dissimulada é hipócrita e desonesto, insincero.

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José Maia

16/07/2013 - 12h35

Imaginem a inveja do Joaquim Barbosa. Presidente do Sup e não foi convidado! E o Gil foi.

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    Juca

    16/07/2013 - 15h35

    Afrodescendentes e andinos foram afastados do local da festa. Quem trabalhava dentro foi dispensado; quem era de fora não podia entrar, nem pra catar os resíduos sólidos. Joaquinzão é ‘cidadão de cor’.

anna

16/07/2013 - 11h01

O texto da alegre comadre Hildegard é bem engraçado.

Gostaria saber se ela estava lá de convidada ou a trabalho( de quem).

Ela estaria na mesma condiçao do Latino, que fez uma musica inspirado nestas manifestações e aceitou cantar para os senhores do transporte urbano carioca?

Também gostaria de saber se ela faria uma cronica divertida com as bem vestidas do sudeste como fez para as do nordeste.

A juventude coxinha é bem arrogante, agressiva e mimada ,na verdade ela esta é com raiva da classe trabalhadora de estar entrando nas universidades,estar dirigindo os proprios carros de estar usufruindo das inovações tecnologicas. Então ela fica dando petizinhos, para mostrar que é ela que manda.

Se a juventude povão resolver invadir casamento de bacana, terá o mesmo tratamento deste texto?

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luciana

16/07/2013 - 10h34

Uma festa tão cara, e chamam Latino… Que povo brega essa nossa suposta realeza….

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Juca

16/07/2013 - 09h44

Tá cada vez mais down o high society

Responder

Juca

16/07/2013 - 09h44

Tá cada vez mais down o high society.

Responder

Samir

16/07/2013 - 08h47

Discordo que o Copacabana Palace seja “o emblema máximo do luxo e da riqueza do país”; da sofisticação, sim, talvez, mas, o hotel simbolo máximo da riqueza no Brasil deve estar em São Paulo, ou talvez em Brasília.

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Horridus Bendegó

16/07/2013 - 08h16

…e não teve ainda “cabeça espetada numa lança”.

O milagre brasileiro é um cenário social e urbano como o do Rio de Janeiro não terminar com a Lagoa Rodrigo de Freitas transbordando sangue e o canal Jardim de Alá entupido de cabeças decepadas…

Acho que aquele Cristo imenso em cima do morro com braços abertos está por trás desse milagre.

Fui

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    J Souza

    16/07/2013 - 11h26

    Deve ser alguma variante da síndrome de Estocolmo, onde o povo, “escravizado”, não consegue reagir contra seus “algozes”. E ainda agradecem por ter pelo menos trabalho e comida…
    Por isso o junho de 2013 ficará na História desse país!
    O povo foi às ruas exigir sua parte… “A parte que lhe cabe neste latifúndio”!
    E não adianta eles só dizerem que foi a “classe média”, porque a classe média – a classe C – é a maioria no país agora!
    E se a fúria de alguns manifestantes se voltou contra os governantes, é porque, ao chegarem ao poder, tais governantes servem mais aos poderosos do que ao povo.

Douglas da Mata

16/07/2013 - 08h02

Bem vindos a luta de classes! Alguém disse, lá pelos idos dos anos 80 ou 90 do século XX que ela tinha acabado, tragada pelo fim da História.

Aos apressados, rebato: Nem sempre a luta de classes se expressa através dos atores conhecidos, ou seja: às vezes os mais radicais não estão entre os menos favorecidos.

Aliás, este é um traço da luta de classes: não há uma linearidade ou uma homogeneidade de interesses dentro de cada classe, e esta coesão diminui a medida que a pobreza aumenta, e não é à toa!

O Terror não nasceu entre servos, párias e pobres!

Li um comentário que disse que a destruição dos símbolos de ostentação não significará a melhora da vida dos pobres!

Pode ser…Mas destruir símbolos não tem outra função, senão substituir a noção que eles trazem implícitos!

Não há mais como engolir um país com tamanha desigualdade onde existam DASLU(já foi tarde…) ou Ferraris andando pela Barra da Tijuca, ainda mais quando estes paradigmas de consumo classe AAA+ são, na maioria das vezes, fruto da sonegação e toda sorte de negociatas, além da já conhecida e “criminosa” concentração de renda estruturada em injustiça tributária.

É disto que trata o texto.

No Brasil, estes comportamentos de alto consumo refletem antes de mais nada nossa desumanidade, e não reflexo que um país que enriqueceu e prosperou, distribuindo condições mais ou menos isonômicas entre todos!

Claro que se perguntarmos ao povão, a maioria deles responderá que gostaria é de estar lá dentro, ainda que como serviçais.

Mas é, justamente, por isto, que devemos, pequenos-burgueses ou não, dizimar estes bailes à la Ilha Fiscal.

Em tempo: quem quiser saber um pouco mais do “caráter” dos empresários(?) do setor de transportes, dê uma olhada no perfil do Nenê Constantino…

Uma olhada entre milicianos e outros que exploram o setor “alternativo” vai dar um pista de quem serão as novas “baratas”, em dez ou quinze anos!

E não é uma questão moral(apenas), é o capitalismo, só isto!

Responder

    Horridus Bendegó

    16/07/2013 - 13h12

    Bravo!

FrancoAtirador

16/07/2013 - 05h15

.
.
TASSO E GILMAR: DUPLA PHODEROSA

Responder

algerysaboya

16/07/2013 - 00h43

VAI PARA ELES UMA VAIA DOS CEARENSES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Dias

15/07/2013 - 23h43

Se entendi, pelas frestas e pelas frisas, a craque Hildegard pintou a pastel, com pinceladas da mídia Ninja, a festa ultra chic de gente não tão ultra conhecida, enfrentando protesto vociferante chic de gente tão ultra conhecida, porém incomodada por estar do lado de fora da festa para a qual não foram convidados. Será que a elite da tradição está incomodada com a elite da transição? Nesse ritmo de trocas de carinho, irão acabar descasando o bem-casado.

Responder

    Jânio Barbosa

    16/07/2013 - 09h49

    Agora que você comentou, eu reparei… O casamento da filha de um migrante paraense para o Rio de Janeiro, com o filho de um empresário nordestino. Com ou sem Gilmar Mendes de padrinho, está longe de ser a elite tradicional desse país… Quero ver quem vai protestar no casamento da filha dos Safra ou dos Moreira Sales…

Ricardo Meirelles

15/07/2013 - 23h42

Concordo com o Marco Costa e acrescento. Apesar do revés a Casa Grande ou
Andar de Cima ganha um prato cheio para justificarem-se.

Responder

Fabio Passos

15/07/2013 - 23h38

Parabéns a Hildegard Angel por este relato histórico.

Responder

J Souza

15/07/2013 - 23h06

Dilma ora com evangélicos ‘pelo país’
Entre os presentes estava o casal Hernandes, condenado em 2008 por tentar entrar ilegalmente nos EUA com dólares não declarados
15 de julho de 2013 | 20h 50

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-ora-com-evangelicos-pelo-pais,1053770,0.htm

“Dilma ainda ouviu Damares cantar um de seus hits, cuja letra diz: ‘Deus vai te levantar das cinzas e do pó'”.

P.S.: Amém.

Responder

    J Souza

    15/07/2013 - 23h25

    Devem estar orando pelo FIM das privatizações, A FAVOR da reforma agrária e pelo FIM das isenções tributárias para os ricos…

    Amém!

anac

15/07/2013 - 21h56

Interessante, como alguém disse aqui, os manifestantes de 14 de julho no Copacabana são os mesmos que saíram as ruas ensandecidos durante a copa das confederações em junho e que por pouco não depredaram o Palácio do Itamaraty e O Congresso. Ou seja, os membros da classe media acordaram e revoltados recebem no rosto cinzeiros, aviõezinhos de 20 reais e bem casados dos ocupantes da Casagrande que já foram motivo de veneração.
Tem algo a mais no ar do que apenas aviões de carreira, jatinhos particulares e helicópteros augusta…

Responder

anac

15/07/2013 - 21h38

As manifestações de junho e de julho mostram que os limites foram ultrapassados. Os políticos e elite, entretanto, se negam a ouvir as vozes ensandecidas do povo…
Mais uma dessas, a bastilha cai…
Não esperem…pode ser tarde…

Responder

    Horridus Bendegó

    16/07/2013 - 07h58

    Anac, não falta muito…

    Um dia o morro desce e faz o acerto de contas da História.

    Sempre houve… sempre houve.

Fabio Passos

15/07/2013 - 21h34

A “elite” branca começa a provar as conseqüências do Apartheid Social que construiu.
Já passou da hora de implodir a casa-grande.

Parece-me justo que a massa fubecada comece a perseguir os ricos prá tirar 500 anos de exploração a limpo.
Está na hora de um acerto de contas definitivo com esta minoria que despreza o povo brasileiro.

Os ricos são o crime!

Responder

    Antônio Nogueira

    15/07/2013 - 21h57

    Êta discursozinho raivoso de classe média “revoltadinha” que gosta de “tomar as dores” do povão, mesmo sem ter sido chamada por ninguém para tomar essas dores!

    Vai se atualizar, véio! Esse discurso já está mais superado do que disco de vinil. Ainda bem que 99% da massa trabalhadora não dá a mínima para esse seu discurso. O Brasil é uma democracia em processo avançado de amadurecimento, e uma economia emergente, em ascensão, com distribuição de renda, e esse seu tipo de discurso “revolucionário” de meia tigela está desde já condenado à lata do lixo da história…

    Fabio Passos

    15/07/2013 - 23h04

    Será?

    Ou será que a “elite” branca e vagabunda está condenada a sofrer com reações cada vez mais violentas da população que oprimiu durante séculos?

    Já pensou se a massa pobre que anda quenem sardinha em lata no transporte público resolvem tacar fogo nos carrão importado dos magnata?
    Parece-me justo.

    Jânio Barbosa

    16/07/2013 - 09h52

    “Tacar fogo nos carrão importado dos magnatas” vai ter efeito ZERO na qualidade do sistema de transporte público. Para além da “vingança” irracional, não acrescenta absolutamente nada à qualidade do sistema de transporte público.

    kerstin Cunha

    16/07/2013 - 13h36

    Uma graça, essas pessoas, que ainda acreditam que a comunidade trabalhadora desse país, que o “povão”, está anestesiado, com as péssimas condições que nos são impostas diariamente. Tentando se convencer que nós não queremos revolução, que estamos satisfeitos com nosso salário mínimo. Enganam-se! Não damos a mínima, à esses discursos ultrapassados, que acreditam que estamos em uma economia emergente. Não estamos raivosos, como cães e nem ocupados? Mas sim, decididos, a tomarmos para nós uma melhor vida. Há anos as periferias, vem se mostrando cruéis com essa elitezinha, vamos retomar aos crimes contra vocês…A galera, não poupa mesmo, e são impiedosos. Rezem aos seus deuses ( políticos, polícia e dinheiro) para que a favela, não se una aos camponeses e que se distanciem das ideias.

Fátima

15/07/2013 - 21h20

E o Gilmar Mendes, escapou por onde????? Hahahahahaha queria ver aquele cara de sapo saindo escondidinho…..

Responder

anac

15/07/2013 - 21h15

O povo esta cheio de seculos de tantos escárnios. A Historia mostra que isso nunca termina bem. No Brasil sempre apostaram na passividade e complacência do povo. Mas tudo tem limites. E é sempre um pingo que faz o copo transbordar. Décadas de injustiça o fizeram encher até o transbordamento. E o pingo pode ser uma suntuosa festa privada de casamento.

Responder

eduardo souto jorge

15/07/2013 - 21h08

Azenhaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!DESLIGA O TUBO! Depois de ler a competente Hidelgard, e ler todos os comentarios dos leitores , pergunto a voce:
Eu entendi bem , ou estou delirando? Os manifestantes eram burgueses jovens, e os “manifestados”, burgueses adultos? Era isso? Veja que loucura: Burgueses jovens, muitos deles estudando em faculdades publicas, gratis, mas paga pelos impostos do povo, protestando contra burgueses adultos, que subornam politicos para que toda a burguesia seja, no final do filme, previlegiada. E isso mesmo? Como escreveu um leitor, o Povao, tem mais o que fazer, doque se meter nessa briga hipocrita, e desprovida de um minimo de coerencia historica.

Responder

anac

15/07/2013 - 21h01

“Nunca vi tantos vestidos deslumbrantes como nessa festa. E de gente que ninguém conhece”. Acredita-se que a grande maioria das mulheres com essas roupas sensacionais, vestidos de alta costura, grandes marcas, fosse de convidadas do Ceará, que ocuparam vários apartamentos no hotel. O Copa bombou na festa e na ocupação.”
O Ceará é um dos Estados mais desiguais do Brasil com um dos maiores índices de concentração de riqueza.Existe um verdadeiro abismo entre as classes sociais. Milionários que Esbanjam fortunas nas festas milionárias. Milionários donos de jatinhos que se locomovem pela cidade com helicópteros. Verdadeiro acinte a um povo pobre que sofre a seculos com a seca.

Responder

    Antônio Nogueira

    15/07/2013 - 22h01

    Faltou mencionar também que a economia cearense cresceu 3,6% em 2012, quatro vezes mais do que os 0,9% que a economia brasileira cresceu, e mencionar que o Ceará tem a menor taxa de mortalidade infantil do Norte e Nordeste, e o maior valor do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Norte e Nordeste…

    Eta elite “malvada” essa do Ceará, hein! Deve ser por isso que é um dos Estados do país onde existe mais confraternização entre pessoas de diferentes classes sociais…

    Francisco

    16/07/2013 - 11h09

    Sr. Nogueira você mora no Ceará? Conhece a realidade Cearense? Esses índices não retratam a realidade do meu estado, e não sei de onde tirou essa afirmação de confraternização de várias classes..você deve ter um senso de humor questionável.o Ceará continua sendo estado pobre, de gente excluída e de concentração de renda e desigualdade social.Eu sou cearense, morei em Fortaleza durante 28 anos e moro no interior do estado onde a realidade é difícil para maior parte da população que continua sendo excluida de saúde e educação.e vive sim problema da seca, que ainda mata.

    Horridus Bendegó

    16/07/2013 - 08h05

    Antônio Nogueira, confraternização entre classes sociais no Ceará?

    Vivi lá até os 36 anos e foi o único lugar do mundo em que vi que empregadas domésticas e babás andam no banco detrás dos carros com a madame dirigindo na frente… sozinha.

    Ah… e tem uma contribuição ao léxico brasileiro dos jovens “bem nascidos” do Ceará quando chegam num ambiente frequentado por uma “gente diferente”

    Dizem: Aqui tá muito “misturado”

    Tome tenência, homem!

Rodrigo

15/07/2013 - 19h33

Faltou dizer onde o excelentissimo Ministro Padrinho do Supremo Don Gilmar Mentes estava na hora do lançamento do cinzeiro?

Votos de recuperação ao cidadão atingido.

Responder

abolicionista

15/07/2013 - 19h28

Faltou encher o hotel de gasolina e fazer a glória carioca brilhar como nunca antes brilhou! Nada tão glamouroso quanto uma boa fogueira!

Responder

    frederico ângelo

    15/07/2013 - 19h53

    Cara, você precisa se tratar, você está doente. A inveja pode chegar a se tornar uma enfermidade. E perigosa…

    Um certo teórico marxista (não lembro quem), observou certa vez que a expropriação de todos os castelos, mansões, carros e bens de luxo da burguesia, não faria a menor diferença no padrão de vida das massas trabalhadoras.

    E de fato ele estava certo. O “luxo e a ostentação das elites” está MUITO, mas MUITO longe mesmo de ser a causa dos sofrimentos do povo, e a sua eliminação está MUITO longe de ser a solução para os problemas que o povo enfrenta. Um pouco de análise econômica séria demonstra isso facilmente.

    Quem quer melhorar a vida do povo age de forma racional, e não impulsionado por sentimentos emocionais de inveja, que não vão levar a nada.

    abolicionista

    15/07/2013 - 22h37

    Eu poderia citar Baudelaire, leia o poema dele sobre Caim e Adão, é bem instrutivo.

    Quanto ao luxo das elites, acabar com ele não é a solução para a merencória humanidade, mas é um dever cívico de todo cidadão com senso de justiça.

    Como você citou, mas esqueceu a fonte, vou citar também:

    “O homem somente crescerá e evoluirá em consciência, quando morrer o último tirano enforcado nas tripas do último padre” DIderot.

    Acabar com essa elite decrépita é apenas misericórdia. É preciso acabar com o sofrimento de nossa elite tirana, eles carregam um fardo pesado, vamos acabar com isso de uma vez por todas.

    Fabio Passos

    15/07/2013 - 21h38

    Falou e disse!
    Como diria Peter Tosh, tem ainda muita gente pedindo por paz… e pouca gente pedindo por justiça e igualdade social.
    Não haverá paz neste Apartheid Social.
    Precisamos recuperar toda a riqueza que a “elite” branca roubou da massa trabalhadora.

    Antônio Nogueira

    15/07/2013 - 21h54

    Que discursozinho capenga e superado, velho… Vai se atualizar! Ainda bem que 99% da massa trabalhadora negra e parda não dá a mínima para esse seu discurso. O Brasil é uma democracia em processo avançado de amadurecimento, e uma economia emergente, em ascensão, com distribuição de renda, e esse seu tipo de discurso “revolucionário” de meia tigela está desde já condenado à lata do lixo da história…

    abolicionista

    15/07/2013 - 22h38

    É isso aí, Fabio!

José Maria Possidônio

15/07/2013 - 18h21

Direta ou indiretamente existe dinheiro público financiando este bacanal. Quantos milhares de reais do povo cearense e carioca foram desviados para a realização desta orgia? Que vergonha!

Responder

    Rogério Braga

    15/07/2013 - 18h58

    Bacanal? Isso é uma festa de casamento.

    A festa de casamento da minha cunhada, que é cabeleireira e ganha 1.200 reais por mês, teve muitas semelhanças com essa festa, guardadas é claro as devidas proporções, e a IMENSA diferença no orçamento. Mas teve decoração especial e daminha de honra na igreja, e recepção em buffet (isso é o que eu chamo de inclusão social do governo Lula).

    Isso não é um bacanal, amigo, isso é uma festa de casamento, a que todo ser humano tem direito, se for do seu feitio se casar.

    Se é bancado com o dinheiro do povo, isso é outra história. Que se discuta a questão da máfia dos transportes. Que se faça o debate na sociedade. Que se proteste em frente à sede da empresa, e em frente aos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização dos transportes públicos. Agora, querer estragar a festa de casamento da moça, isso eu não concordo, e não vou concordar nunca. Isso não é civilizado. Isso é coisa de europeu selvagem que incendeia carros na noite de reveillon. Ainda bem que sou brasileiro, não europeu.

    abolicionista

    15/07/2013 - 19h25

    Nossa, 1200 reais por mês e teve veuve clericot e black label pra todo mundo. Só se for falseta, né, filhota?

    Bem-Comida

    15/07/2013 - 19h43

    Pqp, te amo… É isso aí! Não adianta combater Barata apenas com o espírito de PORCO.

    Fabio Passos

    15/07/2013 - 21h41

    A “elite” branca e vagabunda adora ostentar a riqueza roubada do povo miserável.
    Tá na hora de acertar as contas com estes grã-finos ladrões!

Francisco

15/07/2013 - 17h55

Daqui há vinte anos esse artigo será lido nas salas de aula. Um bom retrato do seu tempo.

Vou fazer um elogio avassalador: não sei se Ibrahim Sued escreveria melhor, não sei se Denner se expressaria em termos tão ajustados ao momento “feliniano”…

Responder

Dilson Marques

15/07/2013 - 16h33

Dez! Belíssimo texto e excepcionalmente adequado para a conjuntura atual e com seu corte historicamente referendado. Numa clara demonstração da verossimilhança da luta de classes, descreve a arrogância do membros do andar de cima, que se locupletam com a apropriação da riqueza produzida pelos cidadãos dos andares de baixo, sob o beneplácito dos detentores do comando dos poderes da República, sobretudo, o Legislativo e, o inatingível, Judiciário.

Responder

FrancoAtirador

15/07/2013 - 16h20

.
.
ÔI, QUÊIM QUÉ DINHÊIRU
DA MÁFIA DOS TRANSPORTES?

Responder

    Luana

    15/07/2013 - 16h57

    Esse, pela foto do face, e o Daniel barata

    FrancoAtirador

    15/07/2013 - 18h53

    .
    .
    O OLIGOPÓLIO GIGANTE ACORDOU:

    “NÃO É SÓ POR 20 REAIS”

    CPI dos Ônibus no RJ

    As insuficiências nos contratos
    e os indícios de formação de cartel

    Por Eliomar Coelho

    Limite e insuficiências nos contratos oriundos do Edital CO nº 010/2010

    · Verificar e apurar a existência e a acuidade técnico-científica dos estudos que levaram à determinação das Redes de Transportes Regionais – RTR, bem como o período de concessão de 20 (vinte) anos para a duração do contrato;

    · Verificar e apurar a existência, a eficiência e a eficácia dos mecanismos para acompanhamento dos relatórios financeiros previstos;

    · Verificar e apurar a existência, a eficiência e a eficácia dos mecanismos de acompanhamento dos relatórios operacionais previstos;

    · Embora o edital da CO nº 010/2010 contivesse a previsão de uma contrapartida da concessionária ao município, nas propostas apresentadas não foram identificadas a apresentação de contrapartida por parte de nenhuma das concessionárias;

    Indícios de formação de cartel, notadamente, pelos seguintes fatos ocorridos no momento da assinatura dos contratos:

    · As empresas integrantes dos consórcios vencedores correspondem às antigas que já atuavam no sistema pela antiga modalidade de permissão individual por linha;

    · O endereço oficial dos quatro consórcios, conforme respectivos Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs), no momento da licitação, era o mesmo: RUA DA ASSEMBLÉIA, nº 10 – sala 3911 – parte – Centro – CEP 20.011-901;

    · O CNPJ dos quatro consórcios foram abertos no mesmo dia: 31/08/2010;

    · Das 41 (quarenta e uma) empresas que compõem os quatro consórcios, 16 (dezesseis) participam em mais de um consórcio;

    · Diversas empresas possuem diretores/procuradores em comum;

    · Desconsiderando-se aquelas empresas que possuíam diretores/procuradores em comum (identificados na composição dos consórcios), apenas 08 (oito) empresas não possuíam diretores/procuradores em comum ou não participavam em mais de um consórcio, ao tempo da licitação;

    · As cartas de fiança apresentadas possuem diversas semelhanças, como:

    o foram emitidas na Comarca de São Paulo pela mesma instituição financeira – Itaú Unibanco S.A. – e pelo mesmo gerente de proc. de serviços;

    o foram emitidas no mesmo dia: 16/09/2010;

    o foram emitidas com o mesmo prazo de validade;

    o possuem numeração praticamente sequencial a saber:

    § Cons. INTERNORTE – Carta de Fiança nº D-47734-9;

    § Cons. SANTA CRUZ – Carta de Fiança nº D-47735-6;

    § Cons. INTERSUL – Carta de Fiança nº D-47736-4;

    § Cons. TRANSCARIOCA – Carta de Fiança nº D-47738-0;

    Indícios de não cumprimento dos contratos por parte dos concessionários:

    Verificar e apurar a existência, a eficiência, a eficácia e a equidade de instrumentos de controle das metas estabelecidas no edital CO nº 010/2010, bem como seus respectivos contratos e aditivos;

    Indícios de atentado ao princípio da modicidade tarifária e quebra do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, em favor dos concessionários:

    · Verificar e apurar se as planilhas apresentadas pelos concessionários permitem concluir se os cálculos ali descritos são metodologicamente adequados como ferramenta de suporte ao acompanhamento econômico-financeiro dos contratos por parte do Poder Concedente, visto que não é possível inferir se os valores ali apresentados possuem avaliação idônea por parte da SMTR, a ponto de garantir a confiabilidade dos mesmos;

    · Verificar e apurar se os indicadores de custos utilizados condizem com a realidade de mercado e com as sucessivas alterações inseridas no sistema após a entrada em vigor dos contratos, tais como o peso do fator mão-de-obra, as isenções e incentivos tributários, subsídios, bem como a correlação entre a Taxa Interna de Retorno (TIR) e a realidade dos juros reais na conjuntura econômica brasileira atual;

    Indícios de ilegalidade nos convênios nº 277/2010 e nº 08/2012 celebrados entre a secretaria municipal de Educação e a Rio Ônibus

    · Apurar e esclarecer informações desencontradas sobre o objetivo do repasse de R$ 50 milhões ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro – Rio Ônibus, referente ao Convênio SME Nº 277/2010, conforme atestado no Ofício CVL/SUBJU/79/2011 e no projeto básico que subsidiou o Edital CO Nº 010/2010;

    · Apurar o embasamento legal, as justificativas técnicas, econômico-financeiras e sociais do CONVÊNIO Nº 08/2012 celebrado entre a Secretaria Municipal de Educação e o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro – Rio Ônibus (http://www.rioonibus.com/rio-onibus/consorcios-e-empresas);

    (http://www.eliomar.com.br/por-que-instalar-a-cpi-dos-onibus-as-insuficiencias-nos-contratos-e-os-indicios-de-formacao-de-cartel)

Julio Silveira

15/07/2013 - 15h31

Depois da Revolução Francesa o povo francês começou a ser mais respeitado por sua elite cortesã. Transcorridos séculos e novamente a França foi reconstruindo andares na sua sociedade. A consequência talvez não seja uma revolução aos moldes daquela que guilhotinou um império, mas já há indicação de que a cidadania Francesa voltar querer ter respeito. No Brasil, que nunca teve revolução alguma, onde a nossa elite cortesã sempre esteve protegida por golpes estratégicos de estado, desenvolvidos por eles e seus representantes militares (nos momentos detectados de insatisfação popular), essa novidade que os defensores de ditaduras podem querer associar a motim, para insuflar seus parceiros das armas a novos golpes, deve realmente assombrar. Principalmente por que nunca levaram em sincera consideração o chamado andar de baixo.
Parece que as coisas estão se invertendo, é o povo que esta aterrorizando a Máfia cortesã.

Responder

Tiao

15/07/2013 - 15h23

Seria lindo se jogassem uma bomba de “BOSTA” na hora da festa.Só iríamos
perder a bosta!!!

Responder

SILOÉ-RJ

15/07/2013 - 14h23

É isso aí!!! É a VINGANÇA SARAMALÍGNA do povão.
Já que o legislativo e judiciário sempre fazem parte do conluio e divide entre si os lucros nada mais justo do que: DE AGORA EM DIANTE ARROMBARMOS AS FESTAS…

Responder

francisco niterói

15/07/2013 - 14h17

O CONSTRANGIMENTO PACIFICO a esses caras talvez faça que eles percebam que, daqui pra frente, sairá muito caro esta coisa de se apropriar de servico publico

So lamento que o mesmo nao ocorra com SONEGADORES.

Responder

LEANDRO

15/07/2013 - 13h53

O rapaz atingido pelo cinzeiro falou tudo…muito imposto e pouco retorno em serviços públicos.

“Ferido por cinzeiro em ato no Rio faz exame de corpo de delito no IML”

“O que a gente puder fazer pra aparecer, e tirar esses corruptos do mandato nós vamos fazer. A gente já sofre muito, paga muitos impostos”,

Responder

    Pedro Freire

    15/07/2013 - 14h57

    Tirar corrupto do mandato?

    Qual é mesmo o mandato exercido pelo senhor Jacob Barata?

    E esse discurso sobre “impostos” hein?

    É preocupante quando essa classe média “indignada” começa a protestar sem nem saber ao certo contra o quê mesmo está protestando…

    Leo V

    15/07/2013 - 15h39

    Concordo. Mas nem tudo está perdido. E é possível que o G1 tenha distorcido o que ele disse, editado bem para publicarem o discurso que eles querem.

O casamento na Bastilha carioca | Conversa Afiada

15/07/2013 - 13h39

[…] Hildegard Angel: De sandálias vermelhas, ouvindo Latino, enquanto lá fora o povo diz que o noivo v… […]

Responder

Edgar Rocha

15/07/2013 - 13h39

Me lembrou as aulinhas da Mary Del Priori. Até quando quer ser inteligente a elite pisa na bola. É como falar da História da criança oprimida, tendo como arquétipo o filhinho da pesa Izabel. Não sei direito, mas senti um certo tom de forra quando a dita cuja mencionou os aviõezinhos de dinheiro e os bem casados jogados da varanda.

Responder

Vitor Pereira

15/07/2013 - 13h23

Também acho desnecessário e desrespeitoso a atitude dos manifestantes. O protesto pacífico é legítimo e louvável, mas da mesma forma que não se pode constranger quem vai a um evento, a atitude de não permitir que convidados saiam do evento, é tão policialesca quando a reclamada pelos manifestantes no que tange a ação da polícia.

Separar a manifestação legítima, utilizar os foros e momentos necessários para protestos criativos, sérios e efetivos é a forma que se trás aos setores menos esclarecidos o que se pretende, pleiteia e defende.

Toda e qualquer forma autoritária de se fazer ouvir é um engodo tão nocivo quanto a opressão velada do dia a dia.

Responder

Bernard

15/07/2013 - 13h05

Alguns comentários aqui estão criticando a colunista só pelo fato de criticar.

Se lerem o blog dela, por exemplo, na época das eleições presidenciais dá para ver que ela é muito bem esclarecida para uma socialite.

Sempre elogiou muito a Dilma, por exemplo.

Não podemos criticar a pessoa simplesmente por ela ser rica, e gostar de “glamour” ou algo do tipo. Vivemos em uma democracia, cada um gosta e faz o que quer.

Ou a democracia só vale se as pessoas concordarem com o que você pensa?

Ela escreveu a o texto baseado no contexto de vida dela.

Responder

Ana Cruzzeli

15/07/2013 - 13h03

Olha, eu não sei se é politicamente correto, num tô nem aí o fato é que eu rachei de tanto rir com esse post da Hildegard.

E as meninas vestidas de noiva então?

Achei um humor fino dos manifestantes. Eles só gritaram frases de ordem, punhavam cartazes, já de dentro do salão jogaram dinheiro, bem-casados e até cinzeiros que acertou gravemente um dos manifestante.

Essa gente fina perde a elegancia com muita facilidade, basta uma besteirinha como essa que todo mundo fica estressado

Responder

Paulo Oliveira

15/07/2013 - 13h00

Prezado Azenha, texto impagável!!!!!!!!!!! Quero mais!! Hildegard Angel, como nunca, honra o sobrenome!!!!!!!!Parabéns!!!!

Responder

roberto lima

15/07/2013 - 12h38

“gente bonita da zona sul”….essa mulher so fala merda mesmo.

Responder

Ana Lucia

15/07/2013 - 12h28

há algo estranho no ar….

Responder

Fabio Doná

15/07/2013 - 12h21

Estão de parabéns todos os participantes desse protesto! Trata-se de uma digna homenagem ao aniversário da Revolução Francesa! A mobilização tem de continuar!
Abaixo a aristocracia!
Viva o povo!

Responder

    André Peixoto

    15/07/2013 - 13h09

    Revolução Francesa? Deu em quê? Em Bonaparte?

    Não me consta que o Brasil seja uma monarquia absolutista que precise de uma revolução violenta. Somos uma democracia, onde nos últimos 10 anos houve uma avalanche de inclusão social

    Lamentável os rumos que esse “movimento” está tomando no Brasil.

    Protestar na porta das empresas desse senhor Barata, é uma coisa. Cometer esse ato de selvageria no casamento de uma jovem, é outra coisa totalmente diferente. Sinto nojo. Nojo desses “manifestantes”.

    Raphael

    15/07/2013 - 13h54

    Então a Revolução Francesa pode ser limitada numa relação de causa/efeito tem a figura de Bonaparte como produto?
    Comparar as manifestações atuais com a Revolução Francesa de formal literal é absurda, mas o texto em nenhum momento faz esse conjuctura.
    Agora mais absurdo é chamar um protesto desse tipo de “selvageria” sem nenhum tipo de argumento.

    leprechaun

    15/07/2013 - 14h52

    não somos uma democracia, somos um estado de exceção com certo grau de liberdade, liberdade que se restringe a consumir e a reproduzir o tal sistema fora isso nada é permitido. basta ver o grau de repressão a qq manifestação, os assassinatos contumazes a membros de movimentos sociais, etc. democracia que garante as regras outorgadas por uma minoria que não representa a maioria não é democracia.

    a revolução francesa, robespierre e todo terror deu no mundo que vc vive hoje, o mundo que vc vive hj foi erguido a base de sangue e muita carne humana, é que a memória faz questão de ser seletiva e esquecer o lado ruim

    Marco Costa

    15/07/2013 - 15h38

    Concordo plenamente com você, André; tratou-se exatamente disso: de um ato de selvageria.
    Um ato de selvageria, Raphael, para o qual não se precisa de qualquer argumento.
    Porque o “linguagem” usada pelos manifestantes – assim como pelos chamados vândalos infiltrados nas manifestações “pacíficas” – é a linguagem da força, da violência.
    Alguns a justificarão sob o “argumento” de que se trata apenas de uma resposta às tantas violências perpetradas pelas elites.
    Eu não a aceito por nos tornar iguais àqueles a quem nos opomos.

    Scan

    15/07/2013 - 16h19

    À parte seu completo desconhecimento sobre a importância da Revolução Francesa, gostaria de lembra-lo que de Launay, Foullon, Bertier e a Lamballe também tinham nojo da “canalha”.

    Horridus Bendegó

    15/07/2013 - 18h45

    Como se o processo histórico (de uma Nação despudoradamente desigual) fosse sensível às lamúrias e chorumelas de ricaços em casórios…

    E olhe que o morro não desceu. (ainda)

    frederico ângelo

    15/07/2013 - 19h58

    O morro não “vai descer” nunca, Horridus. O morro tem mais o que fazer. O morro trabalha pra melhorar de vida, e viu as suas expectativas de melhoria de vida mais do que correspondidas nesses últimos 10 anos de governo petista. Viu talvez suas expectativas serem até superadas. O morro está vivendo uma nova era, e não tem tempo a perder com “descidas” revolucionárias apenas para satisfazer o fetiche dos que querem “vingança contra a elite”

    Fátima

    15/07/2013 - 21h29

    A questão não é o “casamento da jovem”, mas o abismo entre a elite e o povo. É preciso tanto luxo em um casamento? E de onde vem esse dinheiro? Dos exorbitantes preços das passagens de ônibus pagas pelo povo. É justo? Adorei a manifestação. É um recado para a elite saber que que não dá mais para ser tão cínica. E minha solidariedade ao jovem atingido pelo cinzeiro.

F. B.

15/07/2013 - 12h20

As idéias são confusas, mas o primeiro sentimento que esse texto me traz é nojo.

Nojo do sistema crueal que vivemos, desses “empresários” que esbanjam o que roubam do povo, dos políticos que mamam nas tetas dos empresários e do povo que suporta todos esses “nojos” e não se conserta, não procura um outro caminho (muitos também mamam nas tetas de políticos, que mamam nas tetas dos empresários, e por aí vai, quase que parafraseando o poema do Drumond).

também me dá nojo a idéia de se resolver tudo no braço, na ponta das lanças. Estamos à beira da guerra civil? Patrocinada por quem?

Azenha, o fato é: contino com nojo.

Abraços e bom trabalho

Responder

Paulo

15/07/2013 - 12h19

Meu falecido sogro, um sábio inglês, dizia sempre:

“O Ceará deveria ser objeto de estudo de todos os cientistas sociais do Brasil. Resolvendo-se lá o problema de concentração de riquezas e das elites, resolve-se qualquer imbróglio social em qualquer lugar deste mundo!”

Responder

    Horridus Bendegó

    15/07/2013 - 12h53

    Sou do Ceará e algumas experiências sociais infantis vividas por lá me tornaram um incurável deprimido… (e sem desejo algum de voltar a pôr meus pés lá)

    Esse Feitosa do casamento deve ser filho de um dos Feitosas que foram meus colegas de Ginásio 7 de Setembro nos finais dos anos 1960…

    Eles sempre entravam sem pagar no mesmo ônibus que eu pegava para ir pra casa…

    O pai deles era o dono da Empresa Bons Amigos.

    Ceci

    15/07/2013 - 14h25

    E nao te convidaram pra festinha?? Povo mesquinho. Se eu fosse vc, cortaria essa amizade, kkkk

    Paulo

    15/07/2013 - 17h03

    Viu? O “Passe Livre” não é tão revolucionário assim… :)

    André Peixoto

    15/07/2013 - 13h03

    Como cearense, o que tenho a dizer é que o Ceará tem muito menos elitismo do que o Rio de Janeiro. Até a elite cearense é menos esnobe do que a elite carioca. Vai ver que é por isso que o Ceará tem avançado rapidamente na melhoria dos seus indicadores sociais, tendo hoje a menor taxa de mortalidade infantil do Norte e Nordeste, taxa que é idêntica à de Minas Gerais.

    Se o noivo era cearense, a noiva era carioca. Cada um cuide da sua elite, e deixe de lado os comentários infelizes como esse.

    Paulo

    15/07/2013 - 16h37

    Estou pouco me lixando para o noivo e noiva. Meu comentário é sócio-político-econômico-cultural.

    Pare de ser bairrista, porque vestir a carapuça das oligarquias cearenses você já o fez!

    Horridus Bendegó

    15/07/2013 - 18h41

    Elitismo social por elitismo social, o pior é o do Brasil.

    E pior que boa parte dele (a maioria) enriqueceu às custas da desgraça do povo brasileiro.

    Ser convidado pra esse tipo de festa só se fosse para dar uma sapatada num dos padrinhos…

    Rogério Braga

    15/07/2013 - 18h49

    Paulo, e as “oligarquias” cariocas e paulistas?

    Êta discursozinho preconceituoso esse das “oligarquias nordestinas” hein…

    Paulo

    15/07/2013 - 20h39

    Rogério,

    Evidentemente, você é outro bairrista! De onde você tirou a conclusão, daquilo que escrevi, que não existem outras oligarquias espalhadas pelo país? Ora, você não está me lendo! Na verdade, está lendo o seu viés de raciocínio, suas projeções e enfim, o seu preconceito.

    E entenda, isto aqui que chamamos de nação, regida através de um contrato social (Nossa constituição, conhece?), conforma-se em um país sob o regime de república federativa de estados e que chamamos de Brasil. Nele abriga-se, como ideal, um só povo.

    O que isto significa? Se um paulista, um mineiro ou um carioca tem um problema, por lógica ele é um problema de todos. Sendo de todos em um só povo, todos estão livres para emitirem opiniões!

    Ademais, se não fosse assim, por que os estados mais ricos deveriam, através de impostos e outros esforços de coletividade, acudir os estados mais necessitados, em seus diferentes estágios de desenvolvimento?

    Não gostou? Monte um movimento separatista e boa sorte!

    Agora, não me venha com este pseudo-argumento de “preconceituoso”.

    O que coloquei é pós-conceito. Veja que até uma socióloga, aclamada pela esquerda, indiretamente reconhece padrões políticos comportamentais no nordeste como derivados do coronelismo, quando faz uma pesquisa qualitativa sobre os rincões de pobreza no Vale do Jequitinhonha, no sertão alagoano, no interior do Maranhão, Piauí e Recife, inferindo que o Bolsa família contribuiu para diminuir o poder de oligarquias regionais.

    Então, para seu conhecimento, um excerto da entrevista com a socióloga:

    O Bolsa Família mexeu com o coronelismo?

    Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome dela, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro.

    O resto está aqui: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1293113-bolsa-familia-enfraquece-o-coronelismo-e-rompe-cultura-da-resignacao-diz-sociologa.shtml

    Samir

    16/07/2013 - 11h56

    Seria bom se o estado do Ceará pudesse pagar as suas próprias contas. As receitas cearenses não comportam as despesas cearenses. O estado depende de dinheiro gerado nas regiões sul e sudeste, distribuído pelo governo federal. Quem sabe a elite cearense tome tenência e passe a pagar as contas ou, então, gastar menos?

Ideraldo

15/07/2013 - 12h02

Apoio. Tambéma donzela poderia ter deixado para casar em outra data. Mas é bom que as elites saibam que o pessoal do andar de baixo está esperneando.

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PolitPosition

15/07/2013 - 11h58

Miguel Freitas, na página do evento existem mais de mil comentários só sobre a sua opinião, confere lá: https://www.facebook.com/events/182398285269682/permalink/182589078583936/

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Luana

15/07/2013 - 11h57

Pena os BB nao estarem nem no centro nem em copa. Essa historinha de dzer que nao pediu pra nascer e balela, vejam com quem ela casou, um filho do mesmo setor do ceara. Ou seja, entra geração e sai geração e os filhos continuarão explorando o povo. Isso se aplica a filhos de banqueiros, empresários, políticos, juízes, vide as filhas de marco Aurélio e fux

A estrutura do pod no pais, seja instituição publica, seja empresa privada, e para passar de geração a geração, por meio de uma proteção entre este donos do poder, explorando o povo com programas de massa, correndo atras de artistas imbecilizados, jogadores de futebol bobões, o sistemas jurídico encastelado e com carta marcada, vide quem foi o padrinho de casamento da inocente baratinha, que teve um monte de vândalos, atrapalhando sua festa.

Essa historinha de nao ter nada a ver e pura balela. Ela tem sim, o poder e montado para todas as gerações que venham deus dela continuem com os privilégios e o pobre se lascando. Prova disso sao os convidados, o que jogaram nos manifestantes.

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Pedro

15/07/2013 - 11h56

Faltou a destruição do patrimônio privado no momento em que impediram o rapaz atingido pelo cinzeiro de ser atendido. Aí sim teria ocorrido algo certo na noite.

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Miguel Freitas

15/07/2013 - 11h22

Rídiculo e desrespeitoso, qual a culpa do casal, nós como defensores de direitos humanos jamais deveríamos apoiar este comportamento lamentável dos manifestantes. É a mesmissíma forma de atuar da Direita mais abjeta.

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    Luiz Carlos Azenha

    15/07/2013 - 11h36

    Você apoia os manifestantes?

    Marco Costa

    15/07/2013 - 12h16

    Caro Azenha, as manifestações são legítimas. Mas não ato como esse. Não há como apoiá-lo. Ao menos para quem se considere civilizado. É preciso separar as coisas.
    Não concordo que esse tipo de ação. Da mesma forma como não concordo com as manifestações diante da casa do governador.
    Repito: há que se separar as coisas.
    Sendo assim, não posso deixar de concordar com o Miguel Freitas e de endossar seu comentário.
    Não se pode pretender fazer diferença, agindo igual.
    Como ele disse, é coisa abjeta. E não cabe distinguir se de direita ou de esquerda.

    Luiz Carlos Azenha

    15/07/2013 - 12h19

    Caro Marco Costa, e quem disse que apoiamos a manifestação? Publicamos um texto a respeito. É um relato de quem estava lá. Se não tivessemos publicado teria acontecido da mesma forma. É difícil de entender isso?

    Marco Costa

    15/07/2013 - 15h23

    Eu não disse nada, repito, nada, quanto a você, Azenha, apoiar ou não a manifestação. Respeito-o muito e sigo seu blog para manter-me devidamente informado. Estou, Azenha, do lado de cá. Não sou um opositor. Uma visita, por mínima que seja, à minha página no Facebook ou a meu insignificante e incipiente blog, poderão confirmá-lo.
    Apenas, Azenha, respondi à sua pergunta, dando a minha visão do ocorrido.
    Também não posso, óbvio, aprovar o gesto de quem atirou o cinzeiro no manifestante. Isso é crime. E como tal deve ser punido. Por isso, seu autor precisa ser identificado e responsabilizado.
    Mas, esse é o modus operandi da direita, do qual, justamente por isso,devemos nos afastar.

    Miguel Freitas

    15/07/2013 - 15h49

    Olá Azenha, boa tarde. Acompanho e gosto muito de seu blog, me informo já há uns sete anos pela mídia alternativa, RODRIGO VIANNA, NASSIF, TIJOLAÇO, CARTA MAIOR e etc
    Sim tem que se dar a notícia realmente, mas este tipo de atitude num evento familiar e asqueroso, imagina nosso nível de revolta neste tipo de manifestação por exemplo no batizado no neto da Dilma ou no casamento do filho do Lula, é perfeitamente factível pois boçais há em todos os lados, se analisarmos os comentários desta notícia se assemelham em muito à aqueles facistas dos comentários do UOL ou Folha. Parabéns pelo excelente Viomundo.

    Carlos J. R. Araújo

    16/07/2013 - 11h35

    Azenha, imagine se os revoltados de 1879 iriam cogitar da culpa e do desrespeito à Maria Antonieta? Tadinha, qual a culpa dela só porque se casou com Luis XVI? Coisas da vida, não é mesmo? Azenha, não perca o seu tempo com este tipo de comentário.

    Célio Adriano Satler

    15/07/2013 - 12h20

    Que discurso condescendente, Miguel. Por favor!

    Alex

    15/07/2013 - 14h04

    Acredito que uns e outros aí em cima achem que respeitoso mesmo foi jogarem um cinzeiro de vidro na cara de um manifestante notas de 20 reais pra galera lá embaixo.

    Marco Costa

    15/07/2013 - 15h27

    Não cometa uma leviandade como essa, Alex!
    Se não aprovo a manifestação tal como se deu, também não posso, óbvio, aprovar o gesto de quem atirou o cinzeiro no manifestante. E não o faço.
    Não há nada em meu texto que permita essa acusação.
    E não concordo porque se trata de crime, que, como tal, deve ser punido. Seu autor precisa ser identificado e responsabilizado.
    Mas, esse é o modus operandi da direita, do qual, justamente por isso, devemos nos afastar.
    Repito, se pretendemos fazer a diferença, não podemos agir igual.

    FrancoAtirador

    15/07/2013 - 16h02

    .
    .
    HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DE COPACABANA


    PLEBEU FERIDO POR VÂNDALO DA CÔRTE

    leprechaun

    15/07/2013 - 14h57

    a culpa do casal é esbanjar um dinheiro fruto do roubo nas passagens, ou vc é daquele que só enxerga roubo, furto, violência quando eles praticados diretamente, com uma arma na mão, por um pobre ou fora daquilo que se chama código penal? os maiores roubos são cometidos dentro da “lei”

    Welington

    15/07/2013 - 15h46

    Tem que ser assim mesmo, seus familiares estão por trás de senão todos, grande parte dos desmandos do transporte publico, seja aceitando ou ofertando corrupção, um mal que nos assola e impede o empreendedorismo neste país. Ou vc acha certo 10 famílias controlarem todas empresas de ônibus no país.
    Se não for por bem irá por mal.

    Leo V

    15/07/2013 - 16h08

    Para colocar em termos mais claros, a discussão é sobre se escracho é uma forma de ação que a esquerda deveria usar ou não.
    É uma discussão pertinente.
    Eu particularmente gostei dessa manifestação, que visou diretamente os empresários,a burguesia clássica propriamente dita.

    Mas se o escrache (e isso vale para escraches em ex-torturadores também) não é contraditória com uma ética que deveria andar junta com uma visão de mundo socialista, é uma questão bem apontada.

    renato

    15/07/2013 - 18h48

    Plebeu e negro!
    O cara mirou! Com certeza.

    Fabio Sp

    15/07/2013 - 20h10

    E de olhos verdes!!!

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