Folha finalmente “descobre” livro do Amaury

publicado em 15 de dezembro de 2011 às 11:51

por Conceição Lemes

Na terça-feira, 13 de dezembro,  especulou-se muito que a Folha de S. Paulo finalmente publicaria na quarta uma matéria sobre o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Circulou também na terça a informação de que, Serra, quando soube, teria ligado enfurecido para a direção do jornal, cobrando a não publicação.

O fato é que na quarta a matéria não saiu. Sintomaticamente, a Folha ressuscitou  o  chamado “mensalão”, tentando jogar no ventilador petista o que está abundando no poleiro tucano.

Aí perguntamos: Serra conseguiu  “sensibilizar” a Folha com seus argumentos? Ou será que a matéria virá na edição desta quinta-feira?

Pois hoje a Folha publicou a matéria abaixo. Só rindo.  E o “filho feio que não tem pai”, ninguém assumiu a autoria da  “criança”. Tadinha. Paulo Henrique Amorim suspeita que o “anônimo” seja o próprio Otávio Frias Filho, o Otavinho. E vocês acham que o “pai” envergonhado seja quem?

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Jornalista acusa tucanos de receber propina

Livro aponta transações financeiras em paraísos fiscais sem exibir provas de ligação com privatizações no governo FHC

Acusado de montar central de espionagem com o PT, autor diz que não fez nada ilegal para obter informações

DE SÃO PAULO
Um livro que chegou à praça no fim de semana acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Publicado pela Geração Editorial, “A Privataria Tucana” foi escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que no ano passado foi acusado de participar da montagem de uma central de espionagem no comitê da campanha da presidente Dilma Rousseff.

O livro sustenta que amigos e parentes de Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2003, mas não oferece nenhuma prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.

Algumas informações do livro circularam na campanha eleitoral do ano passado e boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha.

O livro mostra que uma empresa controlada pelo empresário Carlos Jereissati nas Ilhas Cayman repassou US$ 410 mil para Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra.

Segundo os documentos apresentados pelo livro, a transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar. Mas o livro não exibe prova de que a transação tenha algo a ver com Serra e a privatização.

Outro alvo do livro é a filha de Serra, Verônica Serra, que foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet, a Decidir.

Verônica Dantas é irmã do banqueiro Daniel Dantas, que controlou a antiga Brasil Telecom até o início de 2005. A Telemar e a Brasil Telecom atualmente são parte da Oi.

O jornalista também diz que Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra, teve ajuda de Ricardo Sérgio na privatização do setor elétrico e depois movimentou dinheiro em paraísos fiscais.

No governo FHC, Ricardo Sérgio, como diretor do Banco do Brasil, exercia influência sobre a Previ, o fundo de pensão dos empregados do BB, que se associou aos vários grupos que participaram das privatizações da época.

Ribeiro Jr. foi acusado pela Polícia Federal de ter violado o sigilo fiscal de dirigentes tucanos e dos familiares de Serra durante suas investigações, pagando despachantes para obter ilegalmente informações sobre eles.

O jornalista diz que não fez nada ilegal. Ele iniciou suas investigações quando trabalhava para o jornal “Estado de Minas” e o então governador do Estado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação do PSDB para disputar a eleição presidencial.

Sua atuação só foi exposta mais tarde, quando Aécio já estava fora da disputa e Ribeiro Jr. foi chamado pelo jornalista Luiz Lanzetta para colaborar com a campanha de Dilma, um projeto que foi abortado pela cúpula do PT antes de ganhar corpo.

 

161 Comentários para “Folha finalmente “descobre” livro do Amaury”

  1. Cabeda disse:

    A luta continua, companheirada

  2. darci borges disse:

    Dá pra entender porque os grandes meios midiáticos estão em crise.
    Não tem argumentos que se auto-sustentem diante do que a blogosfera divulga, minuto a minuto.
    Eles já estão sendo pautados pela agenda dos blogs sujos de chapa-branca. E o processo é irreversível!
    Cada vez mais irreversível…
    Enquanto as edições dos grandes meios de comunicação tem que passar pelo crivo dos patrões e/ou dos jagunços midiáticos, os blogueiros malucos e aloprados antecipam a notícia.
    A opinião já estará formada em grande parte da população quando a mentira for contada por quem se diz dono da verdade.
    Por isso, o vexame por que passam a cada dia os grandes jornais, os principais canais de televisão, as revistonas semanais, com seus papagaios de pirata repetindo a catilinária da cartilha dos patrões.
    Que se danem vocês (entre os quais alguns bons jornalistas), que aceitam o soldo que lhes pagam os patrocinadores de campanhas tão sujas…

  3. Paulo Shoo disse:

    Tanta energia pra nada, povo imbecíl e manobrável, deveriam desconfiar tanto de quem tem o poder como de quem almeja poder, mas ficam aí nessa briguinha de torcida fanática: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/12/21/no… Legenda para retardados: TODOS SÃO RESPONSÁVEIS POR ISSO.

  4. Flavio disse:

    descobre, mas já encobre de novo…

    Apertem os cintos: o livro sumiu!
    Index Librorium Prohibitorium

    "Privataria", em dois dias, sumiu da lista dos mais vendidos na Folha

    Os leitores viram, o Tijolaço reproduziu no dia 12, o Nassif no dia 15, quinta feira: “A privataria tucana” era o primeiro na lista dos livros mais vendidos na Livraria da Folha e ambos reproduzimos a imagem.
    Porque, oh, que surpresa, o livro desapareceu! Das prateleiras, onde é difícil encontrar um que seja para levar na hora?
    Não, não, da lista dos mais vendidos, onde era o primeiro, na quinta-feira.
    Não caiu para segundo, não caiu para terceiro: apenas sumiu. Entrou na lista o livro do FHC!
    Em outras livrarias, como a FNAC, o livro, “devido ao grande sucesso”, só está sendo vendido por reserva
    http://www.tijolaco.com/apertem-os-cintos-o-livro

  5. João Paulo disse:

    voces já viram o game privataria tucana? então veja e divulgue http://www.mundovirtual3d.com/privatariatucana
    muita legal, acabe com os tucanos que privatizaram o Brasil

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