VIOMUNDO

Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio

20 de fevereiro de 2011 às 18h28

por Manuela Azenha

“O uso dos agrotóxicos não significa produção de alimentos, significa concentração de terra, contaminação do meio ambiente e do ser humano”

Raquel Rigotto é professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, Raquel contesta o modelo de desenvolvimento agrícola adotado pelo Brasil e prevê que para as populações locais restará a “herança maldita” do agronegócio: doenças e terra degradada.

Desde 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos para se tornar o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, é também o principal destino de agrotóxicos proibidos em outros países.

Na primeira parte da entrevista, Raquel fala sobre o “paradigma do uso seguro” dos agrotóxicos, que a indústria chama de “defensivos” agrícolas. De um lado todo mundo sabe que eles são nocivos. De outro se presume que haja um “modo seguro” de utilizá-los. O aparato legislativo existe. Mas, na prática… Raquel dá um exemplo: o estado do Ceará, que é onde ela atua, não dispõe de um laboratório para fazer exames sobre a presença de  agrotóxicos na água consumida pela população. Ela começa dizendo que em 2008 e 2009 o Brasil foi campeão mundial no uso de venenos na agricultura. Clique abaixo para ouvir a primeira parte:

uso seguro.wma

Na segunda parte da entrevista, Raquel diz que os agrotóxicos contribuíram mais com o aumento da produção de commodities do que com a segurança alimentar. Revela que cerca de 50% dos agrotóxicos usados no Brasil são aplicados na lavoura da soja. Produto que se tornará ração animal para produzir carne para os consumidores da Europa e dos Estados Unidos. Diz que o governo Lula financiou o agronegócio a um ritmo de 100 bilhões de reais anuais em financiamento — contra 16 para a agricultura familiar — e que foi omisso: não mexeu na legislação de 1997 que concedeu desconto de cerca de 60% no ICMS dos agrotóxicos. Enquanto isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) está completamente despreparado para monitorar e prevenir os problemas de saúde causados pelos agrotóxicos. Clique abaixo para ouvir a segunda parte:

governo Lula.wma

Na terceira parte da entrevista Raquel diz que Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem sempre tem apoio dentro do próprio governo para tratar do problema dos agrotóxicos. Afirma que é tarefa de pesquisadoras como ela alertar o governo Dilma para a gravidade do problema, já definida por pesquisadores como uma “herança maldita” que as grandes empresas do agronegócio deixarão para o Brasil; doenças, terras degradadas, ameaça à biodiversidade. Ela lembra que o rio Jaguaribe, que corta áreas de uso intensivo de agrotóxicos, é de onde sai a água para consumo da região metropolitana de Fortaleza. Clique abaixo para ouvir a terceira parte:

heranca maldita.wma

[Clique aqui para saber como a Globo e Kátia Abreu perderam a batalha da Cutrale]

Transcrição da entrevista:

Viomundo – O Brasil continua sendo o maior consumidor de agrotóxicos do mundo?

Raquel Rigotto –  Os dados de 2008 e 2009 apontaram isso, eu não vi ainda os de 2010.  Mas nos anos anteriores tivemos esse triste título.

V – Por que a senhora acha que o Brasil vai nesse contra-fluxo? Os Estados Unidos e a UE proibindo o uso de agrotóxicos e o Brasil aumentando o consumo?

RR –  É um fenômeno que tem muito a ver com o contexto da reestruturação produtiva, inclusive da forma como ela se expressa no campo.  Nós estamos tendo na América Latina, como um todo, uma série de empreendimentos agrícolas que se fundam na monocultura, no desmatamento, são cultivos extensivos, de área muito grande, então isso praticamente obriga a um uso muito intenso de agrotóxicos. Então tem a ver com a expansão do chamado agronegócio na América Latina, como um todo.

V – Existem pesquisas que comprovam os malefícios dos agrotóxicos?

RR – Sim, os agrotóxicos antes de serem registrados no Brasil, eles são analisados pelo Ministério da Saúde, da Agricultura e do Meio Ambiente e eles são classificados de acordo com sua toxicidade para a saúde humana e de acordo com o seu impacto para o meio ambiente. Então desde o começo, quando eles são registrados, a gente já sabe que eles são produtos nocivos. Isso já vem descrito nas monografias que as próprias indústrias  fabricantes apresentam para os órgãos dos governos. Aqueles que são classificados como grupo 1, por exemplo, do ponto de vista da toxicidade para a saúde humana, são aqueles que são extremamente tóxicos, depois vêm os altamente tóxicos e os moderadamente tóxicos ou os pouco tóxicos.

Já sabemos desde o início que são substâncias nocivas à vida e têm impacto não só sobre as pragas mas sobre as pessoas e os ecossistemas. Agora, para além disso nós temos uma larga gama de estudos mostrando os impactos ambientais dos agrotóxicos, as contaminações de água, de ar, de solo, de redução da biodiversidade, de contaminação de alimentos, e também do ponto de vista da saúde humana, que vai desde a intoxicação aguda até os chamados efeitos crônicos.

V – Se a nocividade desses produtos é algo comprovado, por que eles não são banidos?

RR –  Na verdade, o que se construiu foi o que a gente chama de paradigma do uso seguro. Quer dizer, se reconhece que há uma nocividade mas também se propõe estabelecer condições para o uso seguro. Aí você tem limitações desde os tipos de cultivos em que cada produto pode ser usado, o limite máximo de tolerância dele no ambiente de trabalho, até mesmo na água de consumo humano, o tipo de equipamento de proteção que deve ser fornecido aos trabalhadores e também a informação que eles devem ter.

Você tem um amplo aparato legislativo que criaria condições para um suposto uso seguro desses produtos. Mas a partir das experiências nossas aqui de cultivo na fruticultura irrigada para exportação no Ceará, a gente vem questionando muito se existe esse uso seguro. Por exemplo, o governo estadual, que tem o órgão estadual de meio ambiente, que deteria a atribuição de acordo com a legislação federal de monitorar os impactos ambientais dos agrotóxicos,  não dispõe de um laboratório que seja capaz de identificar a contaminação da água por agrotóxicos. Na pesquisa, enviamos as amostras para Minas Gerais porque no Ceará não tem órgãos públicos que o façam. E nem mesmo no setor privado tem instituições de segurança. E existem uma série de outras evidências de que essas condições do uso seguro não estão vigendo.

V – Hoje o mundo precisa dos agrotóxicos?

RR – Vivemos um discurso de que os agrotóxicos redimiriam o mundo da fome. Isso nós experimentamos historicamente e própria ONU e a FAO reconhecem que houve o aumento da produção daquilo que chamamos hoje de commodities, como a soja, o açúcar,  a cana, mas isso não implicou segurança alimentar e redução dos padrões de desnutrição e subnutrição entre os mais pobres. Ampliou-se a produção dessas commodities mas sequer a gente pode chamá-las de alimentos porque o problema da fome persiste.

Quem produz alimentos, quem produz comida realmente no Brasil, é a agricultura familiar. No ano de 2008, mais de 50% dos agrotóxicos consumidos no Brasil foi nas plantações de soja. Essa soja é em grande parte exportada para ser transformada em ração animal e subsidiar o consumo europeu e norte-americano de carne. Então isso não significa alimentação para o nosso povo, significa concentração de terra, redução de biodiversidade, contaminação de água, solo e ar e contaminação dos trabalhadores e das famílias que vivem no entorno desses empreendimentos. Além das enormes perdas para os ecossistemas, o cerrado, a caatinga e até mesmo o amazônico, que está sendo invadido pela expansão da fronteira agrícola.

Então é claro que deixar de usar agrotóxico não é algo que se possa fazer de um dia para o outro, de acordo com o que os agrônomos têm discutido, mas por outro lado nós temos muitas experiências extremamente positivas de agroecologia, que é a produção de alimentos utilizando conhecimentos tradicionais das comunidades e saberes científicos sensíveis da perspectiva da justiça sócio-ambiental. Esses sim, produzem qualidade de vida,  bem viver, soberania e segurança alimentar, e conservação e preservação das condições ambientais e culturais.

V –  Como a senhora avalia a política do governo Lula em relação aos agrotóxicos?

RR – O governo Lula teve um papel muito importante na expansão do agronegócio no Brasil. Para dar dados bem sintéticos, o financiamento que o governo disponibilizou para o agronegócio anualmente foi em torno de 100 bilhões de reais e para a agricultura familiar foi em torno de 16 bilhões de reais. Então há um desnível muito grande.

O governo Lula foi omisso em relação às legislações vigentes no Brasil desde 1997, que concedem uma isenção de 60% do ICMS para os agrotóxicos. Ou seja, existe um estímulo fiscal à comercialização, produção e uso dos agrotóxicos no país. Isso, evidentemente, atrai no espaço mundial investimentos para o nosso país, investimentos que trabalham com a contaminação. Também poderíamos falar das políticas públicas, continuamos com o Sistema Único de Saúde, que apesar de ser da maior importância enquanto sistema de universalidade, equidade, participação e integração, ainda é um sistema completamente inadequado para atender a população do campo.

Ainda é um sistema cego para as intoxicações agudas e os efeitos crônicos dos agrotóxicos. E com raríssimas exceções nesse enorme país, é um sistema que ainda não consegue identificar, notificar, previnir e tratar a população adequadamente.  Existe uma série de hiatos para a ação pública que precisam ser garantidos para que se possa respeitar a Constituição Federal no que ela diz respeito ao meio ambiente e à saúde.

V – Alguns agrotóxicos tem sido revistos pela ANVISA. Como esse processo tem corrido?

RR – A ANVISA pautou desde 2006, se não me engano, a reavaliação de 14 agrotóxicos.  Segundo estudos inclusive dos próprios produtores, as condições relatadas no momento do registro tinham se alterado e, portanto, pensaram em reavaliar as substâncias. Esse processo vem correndo de forma bastante atropelada porque o sindicato da indústria  que fabrica o que eles chamam de “defensivos agrícolas”, utiliza não só de suas articulações com o  poder político no Senado Federal, com a bancada ruralista, mas também de influências sobre o Judiciário, e gerou uma série de processos judiciais contra a ANVISA, que é o órgão do Ministério da Saúde responsável legalmente por essas atribuições. Mas alguns processos já foram concluídos.

V – A senhora acha que essa reavaliação pode ser vista como um avanço na política nacional?

RR – A ANVISA é um órgão que tem lutado com competência para cumprir aquilo que a legislação exige que ela faça mas às vezes ela tem encontrado falto de apoio dentro dos próprios órgãos públicos federais. Muitas vezes o próprio Ministério da Agricultura não se mostra comprometido com a preservação da saúde e do meio ambiente como deveria, a Casa Civil muitas vezes interfere diretamente nesses processos, o Ministério da Saúde muitas vezes não tem compreensão da importância desse trabalho de reavaliação dos agrotóxicos. A ANVISA é uma das dimensões da política pública, no que toca às substâncias químicas, que vem tentando se desenvolver de maneira adequada, mas com muitos obstáculos. No contexto mais geral, a gente ainda enxerga poucos avanços.

V – As perspectivas daqui pra frente, no governo Dilma, não trazem muita esperança, então…

RR – Acho que vamos ter a tarefa histórica, enquanto pesquisadores, movimentos sociais e profissionais da saúde, de expôr ao governo Dilma as gravíssimas implicações desse modelo de desenvolvimento agrícola para a saúde da população como um todo.  Porque não são só os agricultores ou os empregados do agronegócio, os atingidos por esse processo. Aqui no nosso caso [do Ceará], por exemplo, o rio que banha essas empresas e empreendimentos, que é o rio Jaguaribe, é o mesmo cuja água é trazida para Fortaleza, para abastecer uma região metropolitana de mais de 5 milhões de pessoas. Essa água pode estar contaminada com agrotóxicos e isso não vem sendo acompanhado pelo SUS.

Nós temos toda a questão das implicações da ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos na saúde da população. Em que medida esse acento dos cânceres, por exemplo, na nossa população, como causa de morbidade e de mortalidade cada vez maior no Brasil, não tem a ver com a ingestão diária de pequenas doses de diversos princípios ativos de agrotóxicos, que alteram o funcionamento do nosso corpo e facilitam a ocorrência de processos como esse, já comprovado em diversos estudos. Então é preciso que o governo esteja atento.

Nós temos uma responsabilidade de preservar essa riqueza ambiental que o nosso país tem e isso é um diferencial nosso no plano internacional hoje. Não podemos deixar que nossa biodiversidade, solos férteis, florestas, clima, luz solar, sejam cobiçados por empresas que não têm critério de respeito à saúde humana e ao meio ambiente quando se instalam naquilo que elas entendem como países de terceiro mundo ou países subdesenvolvidos.

V – Por que o Brasil com tamanha biodiversidade, terra fértil e água necessita de tanto agrotóxico?

RR – Porque a monocultura, que é a escolha do modelo do agronegócio, ao destruir a biodiversidade e plantar enormes extensões com um único cultivo, cria condições favoráveis ao que eles chamam de pragas, que na verdade são manifestações normais de um ecossistema reagindo a uma agressão. Quando surgem essas pragas, começa o uso de agrotóxico e aí vem todo o interessa da indústria química, que tem faturado bilhões e bilhões de dólares anualmente no nosso país vendendo esse tipo de substância e alimentando essa cultura de que a solução é usar mais e mais veneno.

Nós temos visto na área da nossa pesquisa, no cultivo do abacaxi, eram utilizados mais de 18 princípios ativos diferentes de agrotóxicos para o combate de cinco pragas. Depois de alguns anos, a própria empresa desistiu de produzir abacaxi porque, ainda que com o uso dos venenos, ela não conseguiu controlar as pragas. Então é um modelo que, em si mesmo, é insustentável, é autofágico. As empresas vêm, degradam o solo e a saúde humana e vão embora impunemente. Fica para as populações locais aquilo que alguns autores têm chamado de herança maldita, que é a doença, a terra degradada, infértil e improdutiva.

Clique aqui para ouvir entrevista que o Viomundo fez com João Pedro Stédile, do Movimento dos Sem Terra (MST), a partir da qual decidimos nos aprofundar no assunto.

Clique aqui para saber sobre a pesquisadora que descobriu venenos no leite materno.

E aqui para ler uma entrevista com Wanderlei Pignati, pesquisador do impacto dos agrotóxicos em Mato Grosso.

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Fernando L

04/08/2015 - 10h29

Além das pragas venenosas dos agrotóxicos a tão elogiada “produção agrícola dos latifúndios” ainda nos obrigou a ter pragas venenosas na cultura também com este lixo reacionário do sertanejo universiOtário.
E ainda tem gente ( até de esquerda) que acha lindo quando se batem recordes de produção na agricultura. Recordes de que?? De soja para alimentar boi?? De cana para fazer alcool combustível? De canções racistas, burras e repetitivas que atormentam a gente o dia inteiro??
O Brasil caminha rapidamente para se igualar às nações mais atrasadas e injustas do mundo e eu só vejo as pessoas preocupadas em como vai ser o próximo capítulo da novela da Rede Goelbels ( seja a novela de ficção ou aquela do lava-jato). Eh elitizinha medíocre deste país desgraçado!!

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A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno « OngCea

02/11/2012 - 15h49

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28/10/2012 - 19h54

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Campanha quer banir no Brasil agrotóxicos banidos em outros países « Viomundo – O que você não vê na mídia

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27/05/2011 - 10h46

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Comida S/A | Viomundo - O que você não vê na mídia

23/04/2011 - 00h54

[…] Clique aqui para ler a entrevista com a professora Raquel Rigotto. […]

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Carlos J. R. Araújo

28/03/2011 - 13h36

Octavio Paz, há mais de 20 anos, dizia que "nós envenenamos a comida". O "nós", aí, é a sociedade moderna. E deu no que deu. Não bastassem as porcarias industrializadas (com os corantes químicos e drogas de todo tipo) que muitos comem com tanto prazer, acrescente-se o agrotóxico, com o detalhe de que o "defensivo agrícola" de hoje é muito mais lesivo do que o velho DDT. A morte nos espreita e, no mínimo, estamos doentes a curto prazo. O homem esqueceu de si mesmo.

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Em pratos limpos» Entrevista com Wanderlei Pignati

28/03/2011 - 13h03

[…] como a pesquisadora cearense Raquel Rigotto (leia aqui a entrevista dela ao Viomundo), Pignati também questiona a confiabilidade do  “uso seguro dos agrotóxicos”,  um aparato de […]

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Pilar

28/03/2011 - 13h01

À MARINA SILVA

Marina Silva, onde você está escondida que não participa dessa discussão tão importante para o meio ambiente?

Escreva pelo menos um pequeno comentário, envie para o Vi o Mundo, e eu prometo enviá-lo para seus eleitores antes da eleição de 2014.

A propósito do seu desaparecimento, você está no Brasil ou no Alaska?

Marina, meu amor, eu juro que esta matéria tem tudo a ver com o meio ambiente e também com a Rede Bandeirantes de Comunicação.

Ou será que você já não é mais Verde? Você saiu do PV, foi? E o Gabeira, também?

Ah povo difícil de ser encontrado!

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Exclusivo: A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno | Viomundo - O que você não vê na mídia

26/03/2011 - 07h31

[…] ler uma entrevista com a professora Raquel Rigotto, que pesquisa o mesmo assunto no Ceará, clique aqui. […]

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Wanderlei Pignati: Dinheiro para a vigilância de boi e soja tem, para a saúde do homem, não | Viomundo - O que você não vê na mídia

25/03/2011 - 16h29

[…] como a pesquisadora cearense Raquel Rigotto, Pignatti também questiona a confiabilidade do  “uso seguro dos agrotóxicos”,  um aparato […]

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Mulheres da Via Campesina contra abuso dos agrotóxicos | Viomundo - O que você não vê na mídia

06/03/2011 - 16h36

[…] saber mais sobre o uso abusivo de agrotóxicos no Brasil, leia aqui a entrevista de Raquel Rigotto a Manuela Azenha. […]

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Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio « A SAÚDE que temos, o SUS que queremos.

04/03/2011 - 09h47

[…] Blog Vi o Mundo Repórter Manuela […]

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Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio «

02/03/2011 - 10h01

[…] publicada em Vi o Mundo, em 20 de fevereiro de […]

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Livre pensar é só pensar | Viomundo - O que você não vê na mídia

23/02/2011 - 09h53

[…] de agrotóxicos, mas isso só existe no papel, diz a professora Raquel Rigotto (clique aqui para ler). A plantação de transgênicos no Brasil aumentou 19% em apenas um ano, existe legislação para […]

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Saulo Pires

23/02/2011 - 09h51

Por falar na elite brasileira (agronegócio), que tal acompanhar o caso do Nenê Constantino, dono da GOL? O milhonário foi preso em dezembro acusado de ser mandante do assassinato de um líder comunitário. Obviamente, menos de um mês depois já estava solto, garantido com um habeas corpus. Agora, uma das testemunhas chave do processo foi vítima de um atentado. Ou seja, no Brasil, a elite mata impunemente. Por isso que não são aprovadas leis mais duras para o crime de homicídio: porque a elite é homicida, é viciada em contratar pistoleiros.

Devemos acompanhar esse caso com atenção, pois o final todo mundo já imagina qual será: é ÓBVIO que um milhonário jamais irá passar anos trancafiado em um presídio "só porque" mandou matar um pai de família que era um "reles" líder comunitário.

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Praia de Xangri-Lá » Blog Archive

23/02/2011 - 00h43

[…] (Fonte VioMundo) […]

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JotaCe

23/02/2011 - 00h33

Agronegócio e Agricultura Familiar

Sem perda de que se continue aqui a necessária discussão sobre a gravidade (e inutilidade) do emprego de agrotóxicos, é também importante ser questionada a perda do solo brasileiro provocada pelo agronegócio. Destituído das naturais condições pela ação das máquinas, dos fertilizantes minerais, e dos agrotóxicos, assoreia e polui os nossos rios, e já atravanca o Estuário do Rio do Prata. A perda é estimada por especialistas em um bilhão de t de solo para cada 80 milhões de t de grãos produzidas no chamado ‘agronegócio’. Ganham os que praticam em grande escala tal forma de agricultura predatória, mas os prejuízos que dela resultam cabem a todos os brasileiros. O mal só será sanado pelo desestímulo à predação. Isto deve ser feito ao lado de incentivo cada vez maior à agricultura familiar que destaque o homem e o meio ambiente, atavés de suas modalidades de agricultura ecológica, como a permacultura, por exemplo.

JotaCe

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JotaCe

23/02/2011 - 00h07

Prezada Clareana,

Seu depoimento, espécie de voto profissional, implica não só o estímulo pra muita gente nova, mas para um grande número de agrônomos e técnicos, ligados ao campo. Mas é também uma promessa de cidadania, olhos voltados na grandeza da pátria, na saúde humana, na proteção do ambiente. Parabéns. Pra você, que ‘adotou’ a Permacultura, lembro (se é que ainda não o fez) a leitura do clássico de agronomia ‘Farmers of Forty Centuries’. É um especial relato de viagem do Prof. F.H. King, sobre a agricultura permanente que se praticava ainda no começo do século XX, na China, Coréia e Japão. O antigo Chefe da Divisão de Solos do Departamento Norte-Americano de Agricultura, e Professor da Universidade de Wisconsin, relata como era feito pra que menos de meio hectare de terras pudesse suportar famílias de 12 até 15 pessoas…Abraços

JotaCe

Responder

JotaCe

22/02/2011 - 22h42

Prezados Hans Bintje e Betinho2,

Agora, uma pergunta pra vocês dois. Como explicar que o bicudo do algodoeiro, que tanto lucro tem dado às multinacionais, teve seu foco justo nas proximidades do aeroporto de Viracopos, em Campinas? Há até quem diga que o inseto coexistia pacificamente ao lado de certos cultivos em regiões do Centro-Oeste próximas ao Paraguai, onde se alimentaria de plantas não cultivadas. Mas, mesmo assim, isto não explica que tais regiões seriam o foco, pois não houve como que uma linha de continuidade da ocorrência até Campinas. A não ser que o bichinho gostasse de passear em aviões…

Abraços,

JotaCe

Responder

    Hélio Pereira

    28/03/2011 - 18h21

    É isto ai JotaCe,
    CPI do agrotóxico já!

alexei

22/02/2011 - 21h38

A CPI do MST acabou recentemente e mostrou que as acusações midiáticas eram infundadas.
Ta na hora de virar o jogo.

Queremos uma CPI do agrotóxico!!!!
Ou melhor ainda…. a CPI do TRABALHO ESCRAVO!!!!

Responder

Hans Bintje

22/02/2011 - 16h40

betinho2

Você fez uma pergunta que merece um comentário à parte.

> Agora a pergunta é a seguinte, como esse fungo alienígena [ferrugem da soja] apareceu no Brasil. Será que foram aqueles agrônomos americanos que foram pegos a alguns anos atrás dentro de lavouras no centro oeste, onde não foram convidados, que trouxeram de fora?

Na verdade, os esporos desse fungo podem ter vindo nas roupas de um agricultor brasileiro que visitou os EUA ou qualquer outro país onde exista essa doença.

Se fosse uma operação deliberada de sabotagem, nem seriam necessários "agrônomos americanos": bastaria subornar alguém para usar uma vestimenta lotada de esporos – que são invísiveis a olho nu – e passear em algumas plantações de soja no Brasil.

As áreas cultivadas são enormes e as plantas não tinham resistência contra esse tipo de ferrugem. Numa situação assim, mesmo poucos esporos conseguem se reproduzir rápido o suficiente para provocar estragos nas lavouras.

> Em Primavera do Leste, Mato Grosso proibiram a irrigação no plantio de inverno, pois estava dando sobrevida à ferrugem da soja. Pensa-se ainda em proibir o plantio de soja por alguns anos para que esse fungo se extinga.

Primeiro, a má notícia: mesmo com essas medidas, o fungo não vai se extinguir.

O que a gente pode fazer é dificultar a vida dele, cortando o acesso à "comida fácil".

A receita é clássica: rotação de culturas combinado com o uso de variedades de soja moderadamente resistentes à doença.

Parece simples, mas isso implica numa mudança de mentalidade radical: a lógica passa do discurso do extermínio para o entendimento da convivência entre os seres vivos.

Eu faço isso toda vez que faço cerveja: não há como eliminar todos os microorganismos que podem estragar meu trabalho, mas eu beneficio de tal forma as leveduras – que também são um tipo de fungo – que, quando os outros começam a pensar em atacar, elas já estão suficientemente fortes para se defenderem sozinhas.

Responder

    betinho2

    22/02/2011 - 18h10

    Hans
    Você lembra dos ratos que os EEUU soltaram de paraquedas no Iraque, contaminados com um fungo mortal, isso bem antes da invasão, e naquela época para eliminar os curdos?
    Portanto não vou nem refutar teu comentário, apenas respeitar tua opinião, até porque a minha também é apenas uma opinião, mas com certa gente não dá pra descartar nada.
    A rotação de cultura de certa forma vem sendo feito entre as culturas de soja, safrinha de milho e algodão.
    A ferrugem asiática necessita de umidade para sobreviver e reproduzir, donde a irrigação com pivô central estava dando essa condição. Foi proibida. Mais, a ferrugem quando surgiu foi em diversas localidades, ao mesmo tempo, donde pode-se descartar um só foco inicial.
    Um abraço.

    Hans Bintje

    22/02/2011 - 19h11

    betinho2

    Fiquei admirado com o seu discurso: você está escrevendo, em seus comentários, um manual sobre sua região, coisa que a gente vem propondo há muito tempo no Viomundo.

    Por favor, compile o material que você elaborou e publique na internet. Vale a pena, faz tempo que eu não leio textos tão interessantes em primeira mão, diretamente de quem lida com a terra.

    Gostaria que mais gente seguisse seu exemplo. Gostaria de ler um manual escrito por um cearense, um goiano, um mineiro, enfim, de pessoas que realmente gostam dos lugares onde vivem.

    betinho2

    22/02/2011 - 19h16

    Hans
    Para complementar fui fazer uma rápida pesquisa.
    A ferrugem asiática surgiu na safra 2000/2001, no Paraguai e no Paraná, o mesmo tempo, o que já é estranho.
    Na safra 2001/2002 ela se alastrou do Rio Grande do Sul à Goias, incluíndo MT. MS, SP SC e PR. Sabendo-se que ela não é dissiminada pela semente, torna-se também inesplicavel, pois a ferrugem é dissiminada pelo vento, e num ano ela não poderia ter alcançado essa dimensão.
    Um abraço.

Luci

22/02/2011 - 15h07

Estou confusa: A presidente Dilma compareceu ao evento de 90 anos da Folha, e quando ela vai comparecer a um evento promovido pelos pesquisadores de Saúde Comunitária. É a saúde e a vida de milhões de brasileiros em questão! Merece uma nota pública.

Responder

Luci

22/02/2011 - 14h17

Um governante precisa ser cobrado pelo povo para exercer democraticamente sua função a qual lhe confiamos com nosso voto. Se nós acreditarmos que o governante é bonzinho e que vai governar para a maioria, estaremos em má situação nas questões de cidadania e direitos fundamentais. A oligarquia (minoria rica) está unida, organizada, representada nos parlamentos e exerce seu poder 24 horas. Esta entrevista, somada à "Os prisioneiros da Especulação imobiliária" Ermínia Maricato; "Saneamento básico:Esgoto do palácio dos Bandeirantes é jogado em Córrego" Conceição Lemes; "Violência da PM Paulista seu próprio brasão explica" e "Presidente Dilma Na Cova dos Leões", explicam que estamos vivendo uma situação desanimadora. Em política não há inimigos, mas reunir-se com este time poderoso que domina tudo e todos não é bom para nós que votamos acreditando em mudanças.

Responder

Clareana

22/02/2011 - 11h44

Muito boa matéria! Estudo agronomia e quero passar,o quanto for possivel e farei disso possivel,longe do agronegocio.E quanto a permacultura é uma técnica que se caracteriza por projetos que fazem a utilização de métodos ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis, que respondam as necessidades básicas sem explorar ou poluir o meio ambiente, que se tornem auto-suficientes a longo prazo.
Entente-se que tanto o habitante quanto a sua morada e também o meio ambiente em que estão inseridos fazem parte de um mesmo e único organismo vivo.
O princípio básico da Permacultura é: trabalhar "com" e "a favor de", e não "contra a natureza".
Os sistemas Permaculturais são desenvolvidos para durar tanto quanto seja possível, com o mínimo de intervenção. Os sistemas são tipicamente energisados com a luz do sol, os ventos, e/ou as águas, produzindo energia suficiente para suas próprias necessidades.

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    Mário SF Alves

    07/03/2011 - 01h43

    Clareana,
    Tem coisas que você pode começar a pensar. Uma delas é a questão recentíssima de se resgatar conhecimentos sobre a base técnica da agricultura pré-capitalista. Trata-se de técnica que remonta à Idade Média, e que, mediante planejamento prévio (que, entre outros, leva em conta o potencial produtivo da terra), consiste em dividir a área de plantio em várias sub-áreas e que são cultivadas em sequência, uma após a outra – decorre daí a denominação pousio ou rodízio. Quando se retorna à primeira sub-divisão (gleba), esta já está com sua fertilidade natural recuperada. Lembra um pouco o método desenvolvido pelo André Voisan, só que numa escala muitíssimo mais ampliada. Imagine aliar essa técnica ao sistema de plantio direto? Quem precisaria de venenos/agrotóxicos ou transgênicos?
    Boa sorte.

Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio « OngCea

22/02/2011 - 11h39

[…] Fonte VioMundo […]

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Pedro Jr

22/02/2011 - 09h10

Parabéns ao VIOMUNDO! excelente entrevista, com quem realmente sabe do assunto! o caminho não passa pelo latifundio, pela monocultura… o caminho que pode nos dar futuro passa pela PERMACULTURA (que vem de cultura e agrucultura permanente). Fica aqui sugestão para aprofundar focando nas soluções!

Responder

Eudes H. Travassos

22/02/2011 - 08h47

A maior dor que sinto com o governo do PT é que entre as bandeiras de luta que o partido abdicou para governar o país, a mais importante é a reforma agrária. Lamentável!

Responder

Dida

22/02/2011 - 08h23

Azenha olha esse video , é imperdivel! Excelente reportagem feita pela TV americana CBS , falando do extraordinario momento brasileiro, e do potencial do Brasil. http://www.youtube.com/watch?v=DMM7OJ_Kj9I

Responder

ZePovinho

21/02/2011 - 23h28

Pesquisadores estabelem relação entre vírus que causa aborto espontâneo em gado e o produto Roundup Ready da MONSANTO:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va

Genetic Engineering: Scientists warn of link between dangerous new pathogen and Monsanto’s Roundup

by Rady Ananda

A plant pathologist experienced in protecting against biological warfare recently warned the USDA of a new, self-replicating, micro-fungal virus-sized organism which may be causing spontaneous abortions in livestock, sudden death syndrome in Monsanto’s Roundup Ready soy, and wilt in Monsanto’s RR corn.

Dr. Don M. Huber, who coordinates the Emergent Diseases and Pathogens committee of the American Phytopathological Society, as part of the USDA National Plant Disease Recovery System, warned Agriculture Secretary Tom Vilsack that this pathogen threatens the US food and feed supply and can lead to the collapse of the US corn and soy export markets. Likewise, deregulation of GE alfalfa “could be a calamity,” he noted in his letter (reproduced in full below). ………………..

Responder

JotaCe

21/02/2011 - 18h00

Prezada Manuela,

Parabéns pra você e que são da Dra. Raquel também, pela excelência da matéria. Temas como esse servem para o esclarecimento de um grande público e de alerta às autoridades. Debates assim trazem muita luz que podem desfazer a ilusão da chamada ‘agricultura moderna’ e abrir caminho para a única forma correta de cultivo, em bases permanentes que é a agricultura ecológica. Esta pode ser cada dia mais ampliada se for dado o devido espaço à agricultura familiar. Aqui lembro que os fertilizantes minerais igualmente afetam a Vida como um todo, ao poluirem os solos e os corpos d’agua em que se acumulam. O problema é seríssimo nos Estados Unidos onde não só as águas de superfície (rios, lagos etc.) se encontram contaminadas, mas até os estuários e os grandes aquíferos do país. No caso destes, a recuperação é praticamente impossível. Abraços,

JotaCe

Responder

Alexandre

21/02/2011 - 16h39

Caro Azenha
Muito pertinente o tema abordado e de extremo interesse do cidadão, uma vez que mostra o risco que toda população está exposta em função do interesse de poucos.
Por falar em agronegócios, sugiro a você, que é referência de um grupo esclarecido, que atua como contra-ponto da mídia dominada, inserir ou dar oportunidade, no seu espaço a grupos de pessoas com vigor, conhecimento, embora novos, e real potencial para provocar mudanças, como o grupo do blog http://oxilema.blogspot.com/. Trata-se de um grupo ligado a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade – ESCAS . Vale a pena dar uma olhada.

Responder

Julio Silveira

21/02/2011 - 16h02

Essa reportagem tem tudo a ver com a do Eduardo Guimarães intitulada "Por que é perigoso viver no Brasil"
Ambas falam sobre como o brasileiro enfrenta a violencia no País.
Caracteristicas diferentes do mesmo problema.

Responder

Carmem Leporace

21/02/2011 - 15h07

Ponham na cadeia os grandes produtores rurais, eles não valem nada, deixa que o MST e seus satélites prooduzam nossa comida.

Responder

Jairo_Beraldo

21/02/2011 - 13h47

Por que a Dra. Rigotto não defendeu as sementes transgenicas? Elas foram desenvolvidas para evitar o abuso do uso de agrotóxicos, já que são imunes às pragas existentes e conhecidas.

Responder

    Carmem Leporace

    21/02/2011 - 15h05

    Provavelmente por que é DUSISTADUSUNIDUS.

    Se os produtos transgênicos tivessem sido desenvolvidos em Cuba, se acharia o que amigo???

    Jairo_Beraldo

    21/02/2011 - 16h17

    Calma,Carmem, eu sou progressista, e também produtor rural nas horas vagas(quem cuida de lá são meus irmãos)…e porque essa ira com os centro esquerdistas? Eu sendo progressista, não quer dizer que pactuo com tudo que eles pensam, mas com cerca de 75%.

    Alberto Silva

    21/02/2011 - 15h09

    Caro Jairo, a soja RR tem na sua resistência aumentada aos efeitos do glifosato a sua transgenia, o q levou ao aumento das aplicações e do consumo do agrotóxico, que por sinal é da mesma empresa que registrou a soja RR.

    Morvan

    21/02/2011 - 15h10

    Boa tarde.

    Jairo_Beraldo, as sementes transgênicas são um mal maior, acredite. Elas fazem um "revolução" no campo: as pessoas deixam de plantar, ganhar o seu dinheiro da terra, já que "não plante, a Monsanto o faz por você". Além do nosso [ainda] desconhecimento sobre efeitos perversos nas pessoas humanas e no meio-ambiente. É uma das maiores violências, contra o direito sagrado de produzir o seu próprio alimento e a ecologia, como um todo. Além do mais, ao deixar o ato de produzir nas mãos das grandes corporações, criamos situações trágicas, esdrúxulas, incríveis, como na Índia, onde os agricultores foram proibidos de plantar (pense numa negociata entre o Governo de uma província (Estado) na Índia e a Monsanto. O dado é verídico; não é brincadeira. Os agricultores desta região (não vos cito o nome – não lembro) da Índia conseguiram plantar "na marra", pois o Governo local estava lá para garantir os "direitos" – da Monsanto!
    Alguém lembrou o Brasil, ao se falar em elite defendendo os direitos dos estrangeiros?

    Morvan, Usuário Linux #433640

    betinho2

    21/02/2011 - 15h11

    Jairo
    Os transgênicos ainda tem muito a provar. Tem muita coisa sendo escondida.
    Uma das questões muito sérias é o extermínio de abelhas, na Europa, EEUU e agora
    recentemente em algumas regiões do RS. Uma das fortes correntes de pesquisa
    dá como sendo pólem dos transgênicos os responsáveis. No Brasil o soja transgênico é mais
    no combate a hervas invasoras que própriamente de insetos. Ou seja, permite que se use
    grande quantia de Roundap (marca comercial) sem afetar a soja. Esse efeito residual é o
    referido ao sr. Hans, num comentário abaixo.
    Outra coisa, Israel é considerada a mais avançada em tecnologis agrícola. Em razão disso fiz uma pesquisa na net a respeito dos transgênicos daquele país. Surpreendentemente não encontrei absolutamente nada com relação a transgênicos sendo lá cultivados. Não quero com isso afirmar categoricamente que lá não entra transgênicos, mas eu nada encontrei. Até ficaria contente se alguem me provasse o contrário.

    Roberto Locatelli

    21/02/2011 - 22h39

    O desaparecimento das abelhas NO MUNDO é um problema gravíssimo. Quem põe um prato de comida na mesa nem imagina o quanto dependemos das abelhas para que haja alimento nesse prato. Estamos arrasando a natureza e achando que ela não vai dar o troco.

    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 00h32

    Locatelli,
    Leia o livro da Naomi Klein e fica fácil entender a mais recente estratégia de acumulação capitalista. É o que ela chama de capitalismo de desastres. Nessa quadra dos acontecimentos, pode ter certeza: vão tirar proveito do desastre das abelhas.
    Mário S.
    Em tempo: há informação dando conta de que já está havendo contaminação transgênica de lavouras de soja convencional. E claro, com prejuízos para aqueles que têm contrato de oferta do produto livre de transgênicos. Sabe qual a saída? Considerar livre de transgênicos a semente que apresentar até um determinado percentual da dita contaminação. Só não sei se as Monsantos da vida (além não serem incriminadas) irão concordar em não cobrar os malditos royalties.

    carlos bandeira

    21/02/2011 - 15h33

    Mais transgênicos, mais agrotóxicos

    Da Página do MST

    O Brasil bateu recorde no consumo de agrotóxicos no ano passado. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola. O país ocupa o primeiro lugar na lista de países consumidores desses produtos químicos.

    Com a aplicação exagerada nas lavouras no Brasil, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública.

    “Os impactos negativos são no trabalhador, que aplica diretamente, na sua família, que mora dentro das plantações de soja, na periferia da cidade, porque a pulverização é quase em cima das casas. Tem também o impacto no ambiente, com a contaminação por agrotóxicos das águas”, afirma o médico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Wanderlei Antonio Pignati, em entrevista exclusiva à Página do MST.

    O pesquisador da Fiocruz, doutor em saúde e ambiente fez estudos sobre os impactos dos agrotóxicos no Mato Grosso, que demonstram que nas regiões com maior utilização de agrotóxicos é maior a incidência de problemas de saúde agudos e crônicos.

    Por exemplo, intoxicações agudas e crônicas, má formação fetal de mulheres gestantes, neoplasia, distúrbios endócrinos, neurológicos, cardíacos, pulmonares e respiratórias, além de doenças subcrônicas, de tipo neurológico e psiquiátricos, como depressão.

    Abaixo, leia a entrevista com o professor Wanderlei Antonio Pignati.

    Em 2009, o Brasil utilizou mais de 1 bilhão de litros de agrotóxicos. Por que a cada safra cresce a quantidade de venenos jogados nas lavouras?

    O consumo de agrotóxicos dobrou nos últimos 10 anos. Passamos a ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos. No Mato Grosso, 105 milhões de litros de agrotóxicos foram usados na safra agrícola passada, com uma média de 10 litros por hectare de soja ou milho e 20 litros por hectare de algodão. Tem vários municípios que usaram até 7 milhões de litros em uma safra. Isso traz um impacto muito grande para a saúde e para o ambiente. A utilização tem aumentado porque a semente está dominada por seis ou sete indústrias no mundo todo, inclusive no Brasil. Essas sementes são selecionadas para que se utilize agrotóxicos e fertilizantes químicos. Isso para aumentar a produtividade e os lucros dessas empresas do agronegócio. Paralelamente, vem aumentando também o desmatamento, com a plantação de novas áreas, aumentando a demanda por agrotóxicos e fertilizantes químicos. No Mato Grosso, passou de 4 milhões para 10 milhões de hectares plantados na última safra. O desmatamento é a primeira etapa do agronegócio. Depois entra a indústria da madeira, a pecuária, a agricultura, o transporte e o armazenamento. Por fim, a verdadeira agroindústria, com a produção de óleos, de farelo e a usina de açúcar, álcool, curtumes, beneficiamento de algodão e os agrocombustíveis, que fazem parte do agronegócio. Isso vem se desenvolvendo muito, pela nossa dependência da exportação. Isso tudo fez com que aumentasse o consumo de agrotóxicos no Brasil.

    Quanto mais avança o agronegócio, maior o consumo de agrotóxicos?

    Sim. As sementes das grandes indústrias são dependentes de agrotóxicos e fertilizantes químicos. As indústrias não fazem sementes livres desses produtos. Não criam sementes resistentes a várias pragas, sem a necessidade de agrotóxicos. Não fazem isso, porque são produtores de sementes e agrotóxicos. Criam sementes dependentes de agrotóxicos. Com os transgênicos, a situação piora mais ainda. No caso da soja, a produção é resistente a um herbicida, o glifosato, conhecido como roundup, patenteado pela Monsanto. Aí o uso é duas ou três vezes maior de roundup na soja. Isso também aumenta o consumo de agrotóxicos.

    Mas a CTNBio liberou diversas variedades de transgênicos, com o argumento de que se diminuiria a necessidade de agrotóxicos…

    É só pegar o exemplo da soja transgênica, que não é resistente a praga nenhuma, para perceber como é mentira. Temos que desmascarar a nível nacional e internacional. A soja transgênica não é resistente a pragas, mas a um herbicida, o glifosato. Então, é ainda maior a utilização de agrotóxicos. Eles usam antes de plantar, depois usam de novo no primeiro, no segundo e no terceiro mês. Dessa forma, aumenta em três vezes o uso do herbicida na soja transgênica. Agora vem o milho transgênico, que também é resistente ao glifosato. Com isso, vai aumentar ainda mais o consumo de agrotóxicos. Em geral, os transgênicos resistentes a pragas ainda são minoria.
    http://www.mst.org.br/node/9905

    Mário SF Alves

    07/03/2011 - 01h18

    Carlos,
    Mesmo essa soja RR,da Monsanto, já abriu o bico. O herbicida usado (tipo venda casada) no cultivo desse transgênico é o Glifosato, nome técnico do Roundap, ambos produzidos pela norte-americana Monsanto. Ocorre que, mesmo em doses mais altas que a recomendada, tal herbicida já perdeu eficiência no controle das chamadas ervas daninhas ou invasoras. Tudo por conta da resistência adquirida por essas espécies concorrentes. Aí parece que a saída será apelar para algo "novo", o Tordon, nome comercial do 2,4 D e descendente direto do agente laranja, usado na guerra do Vietnan. O Tordon é produzido pela Dow AgroSciences, que emprega a mesma tática da Monsanto (mesmo círculo vicioso): soja geneticamente modicada para resistir ao herbicida produzido pela mesma Dow; ou seja, sai o Roundap, entra o Tordon. Resultado: contaminação ambiental em razão das doses mais elevadas de herbicidas e da dispersão de genes artificial e intencionalmente modificados; maior exposição humana à venenos e acirramento da dependência tecnológica.

    ebrantino

    21/02/2011 - 17h33

    Jairo, infelizmenrte voce está enganado, a maior parte das sementes transgênicas, pelo menos as usadas no Brasil, foram criadas EXATAMENTE para perpetuar o uso de algum veneno agricola. As veriedades transgênicas de soja, desenvolvidas pela Monsanto, são resisentes ao glifosato, um dos mais potentes herbicidas, que mata praticamente qualquer vegetal. Depois de iniciado a difusão da transgenicas, o consumo de Glifosta não para de crescer. O pior é que parece que patentes venceram, e o produtor está pagando uma especie de servidão, royalti, sobre a produção, o que orna a soja brasileira um pouco mais cara, e carreia divisas para fora. Mas o pior mesmo é o exagero no uso de Glifosato, ele elimina tudo. Voce apenas repetiu a propaganda enganosa da Monsanto. Ebrantino.

    Edson

    21/02/2011 - 18h18

    Vc sabia que em SC, onde os trangenicos sao liberados, a população de abelhas estão desaparecendo??

    Nascimento

    23/02/2011 - 07h46

    Fala aí Jairo!… sugiro ver o documentário "O mundo segundo a Monsanto". Lá há tanta informação, que você vai passar acreditar em "teorias da conspiração".

    Hélio Pereira

    28/03/2011 - 18h29

    Jairo os Transgénicos,não passam de jogada das Multinacionais,pra deixar os Produtores presos a determinadas empresas,pois estas sementes são desenvolvidas pra combinarem com Herbicidas específicos.
    Com Semente Transgénica o Produtor fica refém dos Produtores de sementes especificas e das empresas de produtos Químicos.
    Em outras palavras o Produtor fica refém duas vezes.

Hans Bintje

21/02/2011 - 11h43

Os agrotóxicos são produtos caros.

Por que os agricultores cearenses estariam se dando ao luxo de fazer aplicações sem critério, excessivas, jogando dinheiro fora e contaminando a água de consumo da população?

A conta não fecha.

Por favor, Azenha, explique o "método dessa loucura".

Responder

    betinho2

    21/02/2011 - 13h51

    Hans
    Fui agricultor em idos tempos.
    Faziamos um acompanhamento diário no surgimento de pragas (lagartas, fede-fede, e outras).
    Faziamos o combate nos focos, seletivamente para evitar o alastramento. Ainda hoje a recomendação técnica é essa.
    Atualmente , a grande maioria dos agricultores fazem aplicações preventivas e totais, as vezes mais de uma vez. Em médias e grandes a aplicação é por aviação agrícola.
    No caso da ferrujem asiática do soja somente a preventiva tem resultados satisfatórios, em outros casos nem sempre se justifica.
    O alto preço dos defensivos são amortizados com o consequente aumento de produtividade, isso é inegável, mas ao preço do que a pesquisadora Raquel Rigotto expõe.
    Esse aumento de produtividade é pago com nossa saúde e a degradação do solo.
    No Rio Grande do Sul tem áreas em que os acúmulos e efeitos residuais de herbecidas já estão sendo "tiro de culatra", em que as plantas não estão conseguindo se desenvolver adequadamente, e as hervas se tornando resistentes, se "transgênizando" naturalmente, como auto defesa.
    As consequências futuras poderão ser catastróficas.

    Hans Bintje

    21/02/2011 - 16h31

    Gostei de seu relato, betinho2

    Também já contei muito inseto na vida.

    A estratégia era a convivência. No caso da soja, a própria planta já produz um tanto de folhas a mais "prevendo" o ataque de lagartas.

    As lagartas comiam esse tanto de folhas e, mesmo assim, a planta conseguia produzir a mesma quantidade de grãos.

    Essa campanha de extermínio está quebrando essas velhas regras.

    Era questão de tempo para que o mato se tornasse resistente ao herbicida, já que a pressão de seleção é intensa.

    Onde está a estratégia de rotação de culturas, que permitia que a gente usasse produtos menos agressivos em doses menores e que funcionavam mais tempo?

    Substituíram tudo por monoculturas, prato cheio para doenças oportunistas como a "ferrugem da soja".

    Os esporos desse fungo têm comida farta disponível e podem se dar ao luxo de ficar testanto novas mutações no campo até que as aplicações preventivas de fungicidas se tornem inúteis e a doença devaste as plantações.

    Aí os seres humanos passarão fome.

    Mas eu já tive uma alegria: a plantação era "feia", cheia de sinais de ataque das lagartas e de outros bichos. Mesmo assim, nunca vi soja tão saudável na minha vida!

    Eu era um ótimo sujeito "relapso"…

    betinho2

    21/02/2011 - 19h07

    Perfeito Hans, é isso mesmo.
    Em Primavera do Leste, Mato Grosso proibiram a irrigação no plantio de inverno, pois estava dando sobrevidaà ferrugem da soja. Pensa-se ainda em proibir o plantio de soja por alguns anos para que
    esse fungo se extinga. Agora a pergunta é a sequinte, como esse fungo alienígena apareceu no Brasil.
    Será que foram aqueles agrônomos americanos que foram pegos a alguns anos atrás dentro de lavouras no centro oeste, onde não foram convidados, que trouxeram de fora?

    Nascimento

    23/02/2011 - 07h55

    betinho2!
    Eu já ouvi este comentário sobre os americanos sendo feito de passagem, durante uma entrevista por um general, se eu não me engano foi o Heleno (Exército). Aliás segundo o Wikeleaks, parece que eles tem a dianteira em embargos técnologicos e sabotagens em nosso país.

    Alberto Silvaa

    21/02/2011 - 15h14

    Posso da outro exemplo. No Sul, nas regiões de produção do tabaco as fumageiras dão todos os incentivos aos agricultores, incluindo aí crédito, assitência técnica e insumos (agrotóxicos e adubação química), para garantir a produção. No final, a conta não fecha pq são os agricultores, praticamente todos familiares, que ficam devedores das fumageiras e cada vez mais dependentes desse modelo de agricultura.

    Hans Bintje

    21/02/2011 - 16h34

    Entendi sua mensagem, Alberto Silvaa, me permita fazer uma brincadeira:

    – Imagine se esses agricultores se rebelassem contra esse sistema injusto e passassem a cultivar produtos saudáveis…

Morvan

21/02/2011 - 10h15

Bom dia. Esclarecedor. Bela reportagem.
Chega a ser tragicômico chamar a estes venenos de "Defensivos Agrícolas". Mais coerente seria chamá-los de "Ofensivos Ambientais". A única saída é reeducar o homem do campo (e da cidade idem) e privilegiar a agricultura familiar. Claro que é uma luta inglória; mas quem nos iludiu, dizendo que seria fácil?

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

    Rodrigo Santos

    21/02/2011 - 12h56

    Caro Morvan,
    Com todo respeito, creio que não há nome melhor que Veneno mesmo!
    Concordo com vc que educação, adicionada do respeito e da justiça social, são as unicas saidas, e que
    a agricultura familiar, e a reforma agraria são as cartas na manga do verdadeiro desenvolvimento do brasil.
    Saudações

    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 23h33

    Morvan,
    Chamar de ofensivos ambientais ainda seria pouco, muito pouco; não faria nem cosquinha diante amplidão do problema/função que a coisa desempenha: é todo um processo de escravização mesmo. E não estou me referindo aos crimes de escravização de trabalhadores agrícolas, não. É processo de escravização de populações inteiras, mesmo. O que é infinitamente mais grave do que o já mencionado e inadimissível impacto sócio-ambiental negativo.

Luci

21/02/2011 - 09h24

Parabéns ao Vi O Mundo. Parabéns Manuela Azenha pela entrevista com a corajosa professora Raquel Rigotto, que expõe uma realidade cruel e desumana. A informação da pesquisadora nos conscientiza sobre os interesses de grandes grupos econômicos que estão há muito tempo extrapolando no desrespeito à legislação e a população. Realmente a população é parte de indices alarmante de doenças e, temos que nos mobilizar como bem afirma a professora para reverter este quadro de violência que o agronegócio instala no país: terra degradada e doenças.
A presidenta recentemente manifestou-se sobre combate à miséria, exigir/determinar o cumprimento da lei sobre os agrotóxicos é um início para eliminar a "herança maldita"/miséria.
O sistema capitalista matando para lucrar.

Responder

    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 23h41

    Luci,
    Me dê aqui um aparte rápido. Você percebeu claramente a importância desse tema. De fato já passa da hora de o encararmos de frente. Não dá mais para jogá-lo no colo de alguns poucos especialistas ou representantes partidários. Trata-se mesmo de um dos problemas mais graves da humanidade. Se você estabelecer a necessária relação entre agrotóxicos (agroquímicos em geral) e alimentos transgênicos, especialmente a questão do direito de patentes sobre sementes, não será difícil perceber até onde vai a toca do coelho branco. O que está em jogo é a liberdade ou a escravização dos povos.

LuisCPPrudente

21/02/2011 - 08h12

O Agro-negócio sempre foi coisa de latifundiário. E como sempre latifundiário não se interessa em defender a saúde dos trabalhadores, não se interessa em preservar a natureza, não se interessa em promover o desenvolvimento social da nação.

Latifúndio é sinônimo de assassinato de trabalhadores rurais e sem terras.
Latifúndio é sinônimo de trabalho escravo.
Latifúndio é sinal de destruição do meio ambiente.

É necessário uma reforma agrária para combater os agro-tóxicos, para combater a destruição do meio ambiente…e para fazer justiça e desenvolvimento social no país.

Responder

    ebrantino

    21/02/2011 - 17h58

    Eu uso veneno porque essa foi a definição escolhida e defendia expressamente pelo ainda não superado e pioneiro José Lutzenberger.Ebrantino

    Marcelo J.

    22/02/2011 - 13h04

    Solicito ao Ebrantino o obséquio de mostrar a fonte ou indicar o texto onde Josá Lutenberger escreveu isso, por favor.
    agradecido

    Mário SF Alves

    07/03/2011 - 02h08

    Penso de igual forma. Boa lembrança: é inesquecível o Lutzenberger.

ebrantino

21/02/2011 - 07h58

Remetí um comentário, foi considerado extenso, O assunto é complexo, e o que eu disse é pertinente, e tem continuidade conceitual. Caso a redação entenda realmente necessário pode dividir em dois elementos, desde que colocados em locais separdos, porém neste post. Grato

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/02/2011 - 10h51

    Não recebemos o seu comentário. abs

    ebrantino

    21/02/2011 - 17h56

    O site respondeu-se que o comentário estava extenso, houve decerto algum ruido. Tudo bem, guardei o comentário e o mando novamente aquí mesmo. EM TEMPO, infelizmete recebi de voces a mesma resposta, isto é o comentário é grande e não foi recebido, nesta segunda tentativa. A coisa ficou Kafkiana. Posso mandar de novo, mas me digam como fazer para ser pelo menos analisado Do sempre amigo Ebrantino

rita

20/02/2011 - 22h32

hoje eu assisti uma reportagem do globo rural, da tv globo. mostrava que os indigenas que vivem na reserva do xingu estão fazendo a coleta de sementes da reserva onde vivem para ajudar os fazendeiros a reflorestar a mata que eles mesmos dizimaram. a uma certa altura, o reporter perguntou ao indigena se ele iria coletar todas as sementes da árvore. e o indigena disse que não, pois os animais se alimentam dos frutos da arvore. precisavam pensar nos animais … é o sinal dos tempos…

Responder

thomas Morus

20/02/2011 - 21h28

Saída simples: se um agrotóxico é proibido no país sede da indústria produtora ele deve ser imediatamente proibido aqui. Veja o exemplo dos agrotóxicos da BASF (alemanha) e os que ela vende aqui. Os da Monsanto (USA) e o mesmo aqui. De saída se baniria uma enorme quantidade de veneno.

Responder

Roberto Locatelli

20/02/2011 - 20h58

Capitalismo em decadência = destruição do planeta.

Responder

    Carmem Leporace

    21/02/2011 - 11h28

    Sei..

    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 23h44

    Capitalismo em decadência = destruição do planeta = lucros sobre desastres = escravização moral dos povos = dominação pleni-potente.

Rodrigo Santos

20/02/2011 - 19h59

Muito obrigado por colocar esta entrevista na rede. Mas é bom que se diga, os 16 bilhões de reais colocados por Lula para agricultura familiar, foram ineditos na historia do brasil. Os governos oligarcas, ditatoriais e neoliberais sempre apostaram, antes disso, que o campones (verdadeiro protagonista da "agricultura familiar", incluindo o indigena e o quilombola) não tem verdadeiro lugar na sociedade capitalista competitiva, sempre vistos como empecilhos na ordenação capitalista da terra. Alem disso, grandes recursos foram destinados pelo mda, fome zero, mma, para realização de projetos que fortalecessem a agroecologia no brasil.
Humildemente solicito que abordem e aprofundem este universo, que tem muitas denuncias a serem divulgadas, sim, mas também tem muitas soluções e articulações libertadoras a serem apoiadas por um espaço de comunicação verdadeiramente democrático.

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    Roberto Locatelli

    21/02/2011 - 08h27

    Bem lembrado, Rodrigo.

    Agora, com Dilma, temos que ter a mesma postura de criticar, exigir mas, ao mesmo tempo, reconhecer-lhe os méritos.

    Carmem Leporace

    21/02/2011 - 11h29

    Saquei.

betinho2

20/02/2011 - 19h44

continuação…3
Na área da saúde pública, tenham certeza que muitas das internações são resultantes de intoxicações alimentares provocados pelos agrotóxicos, e parece haver uma blindagem no sentido de apurar essas intoxicações com exames mais apurados, na verdade pouco realizados. Normalmente é administrado soro com algum medicamento, e o diagnóstico passa a ser mais uma "virose". Interesante que o vírus que provoca essas "viroses" nunca é identificado. Não que eu esteja descartando as viroses como causa de muitas internações, apenas dizendo que passam a ser também as vilãs dos agrotóxicos.
Outra questão, agora dos domosanitários, os tais sprays anti-mosquito, barata, formiga e o escambau.
As advertências vem em letra miudinha, ninguem lê, porém em letras garrafais está por exemplo: "produto a base de água, sem querosene" …ou "produto sem cheiro", além de outros engana trouxas. A agua ou o querosene que eles se referem são na verdade os dissolventes propelentes, não o príncípio ativo tóxico. É onde fico espantado, muitas pessoas enchem o quarto de spray tóxico, não ventilam posteriormente para não entrar mosquito e vão dormir no meio do veneno. Quando são atacados por uma "virose", como acima explicado, não se dão conta de onde veio essa "virose".

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betinho2

20/02/2011 - 19h30

continuação…
Quem sabe alguem se pergunte: "mas e os que se beneficiam de tudo isso financeiramente e sabem do malefício, também não se intoxicam?"
Bem, eles se protegem. Em Tangará da Serra, no Mato Grosso tem uma fazenda de gado totalmente ecológica, do Grupo Carrefour francês. Se alguem for adentrar na fazenda (somente com autorização) o veículo é parado na guarita de entrada e revistado, Até um remédio químico pessoal, que por ventura estiver no carro, é retido e devolvido na saída. O gado é tratado com homeopatias naturais e com derivados naturais de uma árvore indiana, o Nim ou Azadirachta Indica que comprovadamente combate mais de 500 espécies de pragas, entre insetos, fungos e bactérias e é inócuo para o ser humano.
A carne desses animais, certamente vocês já imaginaram, não fica aqui, é toda exportada a preço muito superior à carne convencional, certamente consumida pelos que nos "favorecem" com seus agrotóxicos.
Ainda no Mato Grosso e na área de soja o hoje maior grupo no agronegócio "Bom Futuro", que tem como maior acionista Erai Maggi, primo do ex governador e que já o suplantou como "rei da soja", tem também uma parte do seu plantio totalmente orgânico, também protegido com derivados do Nim. Esse soja alcança sobrepreço no mercado acima de 60%, e como já devem ter adivinhado também todo para exportação.

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    José Ruiz

    21/02/2011 - 10h12

    Sempre que posso eu lembro esse detalhe: o PV (o tal partido verde, defensor do meio ambiente no Brasil) é aliado do Blairo Maggi (O Moto Serra de Ouro, segundo o Greenpeace): fazia parte do governo mais devastador do Brasil. Eu acho importante lembrar isso porque tem muito ecologista de araque que se passa de bom moço quando, na verdade, está ajudando a detonar o país… É claro que eles também são aliados do Serra lá em São Paulo (aquele que quer entubar – canalizar – o rio Tietê). Ah, também são aliados do Perillo em Goiás (defensor da SAMA) e do Arruda no DF (grileiro de terras)… enfim, PV o Brasil não tem nada a ver com Partido Verde no resto do mundo…

    betinho2

    21/02/2011 - 13h53

    Correto Ruiz. Eu já disse que o PV, de verde, só tem o baseado do Gabeira…rsrs

betinho2

20/02/2011 - 19h13

Temos nessa questão do agrotóxico mais um enorme "vespeiro" difícil de meter a mão, é ainda mais complexo que a Ley de Medios. Produtores/agroindústria/fabricantes de defensivos/transgenia/ turst dos commodietis formam um só grande lobby, com a imprensa "ane$te$iada e a bancada ruralista, que na verdade é a bancada que congrega todo esse aparato acima.
A Anvisa tem tentado confrontar. Lembro do famoso "Furadan", que nem devia ter entrado no Brasil pois já estava banido no exterior fazia tempo. A Anvisa teve enorme dificuldade para conseguir barrar o uso aqui, auxiliada pelas internações e mortes que o Furadan causva. Recordo de uma ocasião em que estava numa fazenda e duas vacas beberam água num tanque em que os funcionários lavaram as mãos depois de manusear o Furadan. Em duas horas estavam mortas. Furadan era usado na semente de arroz, no plantio, para proteção contra nematoídes.
Um massivo esclarecimento para a população, para que essa passe a cobrar uma fiscalização e o banimento de alguns agrotóxicos que aqui ainda estão sendo usados se torna necessário.
continua….

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    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 23h56

    É.. caro Betinho, é questão crucial mesmo. E a complexidade que você claramente expõe é prova inconteste disso. Eu iria ainda mais além, pois a meu ver tudo isso, aliado a questão do direto de patente sobre as sementes transgênicas, é parte fundamental de um processo de escravização violento, sem precedentes históricos. Quem viver verá!

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