Atualizado em 24 de abril de 2008 às 14:16 | Publicado em 24 de abril de 2008 às 13:54
WASHINGTON - Hillary Clinton venceu na Pensilvânia. Reduziu em 12 a diferença que a separava de Barack Obama em número de delegados. E foi uma vitória folgada, de 10% de margem. É o que tenho dito a vocês. A distribuição proporcional de delegados torna praticamente impossível que a senadora consiga uma virada. De acordo com a Associated Press, Obama tem 131 delegados de vantagem.
E aí voltamos àquela conversa dos superdelegados. Congressistas e funcionários da máquina do Partido Democrata, com direito garantido de voto na Convenção partidária. A mesma Associated Press diz que Hillary neste momento conta com o apoio de 259 deles, contra 235 de Obama. Ou seja, há mais ou menos 300 que continuam em cima do muro.
Os que restam podem até virar o jogo em favor da ex-primeira-dama, mas seria tamanha a revolta dos filiados que dificilmente Hillary venceria as eleições presidenciais em novembro. Em caso de tapetão, os eleitores negros certamente abandonariam Hillary em massa. Por outro lado, os apoiadores da senadora têm um argumento forte: Obama perdeu no Texas, Califórnia, Nova York, Nova Jersey, Ohio e Pensilvânia. É como se, no Brasil, um candidato perdesse as prévias em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia , Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Cresce o número dos que dizem que há racismo embutido no eleitorado democrata mais conservador: as pesquisas finais na Pensilvânia mostravam que Hillary venceria por margem de 3%, mas ela ganhou por muito mais. Ou seja, segundo quem vende essa teoria o eleitor diz que vai votar em Obama mas, na hora agá, vota em Hillary por não conseguir lidar com a idéia de ver um negro ocupando a Casa Branca.
Os próprios republicanos dizem que Obama é muito liberal e está à esquerda dos últimos democratas que fracassaram miseravelmente tentando se eleger, dentre eles George McGovern e Walter Mondale. A gente fica sem saber se eles preferem enfrentar Hillary Clinton em novembro por achar mais fácil vencê-la ou se, em caso de derrota, preferem perder para a senadora, que afinal "é de casa".
Azenha, Gostaria de saber a Opinião sua e dos demais participantes deste espaço . A ONU é democrática?