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PENTÁGONO PRETENDE GASTAR MEIO TRILHÃO DE DÓLARES EM 2009. DEPOIS DIZEM QUE A VENEZUELA É AMEAÇA...

Atualizado em 03 de fevereiro de 2008 às 22:04 | Publicado em 03 de fevereiro de 2008 às 21:57

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GASTOS MILITARES DOS ESTADOS UNIDOS DESDE 1998

WASHINGTON - O Pentágono vai apresentar um orçamento para o ano fiscal de 2009 de U$ 515,4 bilhões de dólares, sem contar os gastos suplementares com as operações militares no Afeganistão e no Iraque. Os militares pedem U$ 70 bilhões extras só para cobrir estes gastos de primeiro de outubro próximo ao início de 2009. Nunca, desde a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos gastaram tanto no setor.

Medo da Venezuela? Os Estados Unidos vão gastar 200 vezes mais que Hugo Chávez na manutenção de soldados, estoques de armas e bases em todo o mundo. Desde que assumiu, o governo de George W. Bush já aumentou os gastos militares em mais de 30%. O orçamento americano é 10 vezes maior que o da China, segundo colocada no ranking.

Os países que o governo Bush considera parte do eixo do mal, mais assemelhados - Irã, Coréia do Norte, Síria, Cuba e Venezuela - não gastam juntos mais de 20 bilhões de dólares por ano.

O New York Times caiu na conversa mole dos relações públicas do governo, segundo os quais os Estados Unidos vão gastar cerca de 4% do PIB, quando gastaram 14% durante a guerra do Vietnã e 9% durante a guerra da Coréia. E se o país entrar em recessão e o PIB cair? O Pentágono topará cortar gastos para mantê-los sempre abaixo de 4% do PIB?

Para não assustar os contribuintes, o Pentágono e o governo Bush usam vários truques, dentre os quais a contínua aprovação de "verbas suplementares" para as ações militares no Iraque e no Afeganistão. Já foram aprovados assim cerca de 600 bilhões de dólares em gastos. Além disso, várias atividades ligadas indiretamente ao complexo industrial-militar são bancadas com dinheiro do Departamento de Energia, responsável por alguns programas no setor da energia nuclear.

E pensar que Fidel Castro é considerado uma "ameaça" aos Estados Unidos...

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DESTINO DO DINHEIRO DE IMPOSTOS EM 2006:

Gasto militar atual e custo de guerras passadas: 41%

Serviços e pesquisas de saúde: 19%

Programas contra a pobreza: 12%

Juros da dívida federal não-militar: 10%

Gastos gerais do governo: 4%

Desenvolvimento comunitário e econômico: 5%

Programas sociais: 5%

Ciência, Energia e Meio Ambiente: 3%

Programas internacionais não-militares: 1%

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Luiz P. (27/03/2008 - 20:30)
Com esse dinheiro dá pra "laçar" um asteroide de 1000m de diâmetro e construir insalações habitáveis para 40 pessoas. Se esse for o total de homens que fazem a guerra no mundo, tomara que eles vão embora logo.

João Sebastião Bar (04/02/2008 - 15:57)
Artigo interessante do NYT de ontem sobre o Brasil e a Argentina: http://www.nytimes.com/2008/02/03/weekinreview/03barri.html?_r=2&ref=americas&oref=slogin&oref=slogin. Que termina lembrando as palavras do Lula na FIFA: faremos uma copa para Argentino nenhum botar defeito (that not even Argentina could find fault). No fundo estimula as rivalidades e não as afinidades, vindo deles, do gringos precisamos entender o contexto.

Tiago Negreiros (04/02/2008 - 15:32)
O mais interessante é que esses gastos é visto como uma normalidade. Porque os EUA pode gastar tanto dinheiro assim em armas e outros países não?! Acredito que só na ficção mesmo (hollywoodiana, claro) eles são os mocinhos da história. Republicanos novamente no poder? É burrice.

João Sebastião Bar (04/02/2008 - 14:54)
Caro azenha, Entre os gastos "oficiais" na proposta do orçamento para área militar , mais os gastos suplementares para as %u201Cguerras%u201D e os gastos no departamento de energia "disfarçados" para a área militar, e os outros gastos, que imagino deve ter , mas não se divulga, como se ninguém soubesse, o total ultrapassa U$1 trilhão de dólares, Ai me vem a cabeça à realidade do PIG e a defesa dos %u201CSarneys%u201D e dos %u201Ccolonistas%u201D (copyright, PHA), peço desculpas pela redundância das palavras %u201CSarneys%u201D e %u201Ccolonistas%u201D, pois querem executar os desejos do tio sam, dos europeus (e os deles, mais inconfessáveis), ou seja, excluir a Venezuela do MERCOSUL, e outras nações para invibializar a integração dos paises da América do Sul. Caso isso venha acontecer será uma derrota maior do que a da CPMF, pois jogara por terra o sonho de muitos brasileiros de nossa historia, como escreveu Celso Furtado já nos anos 50, em sua seminal %u201CFormação Econômica do Brasil%u201D que percebeu que estava havendo um rearranjo de forças no mundo após segunda guerra mundial, como ocorre novamente nesse inicio de século. Será não mais uma derrota do governo Lula, mas sim o enterro do governo antes do fim e conseqüentemente o sonho adiado por mais meio século no mínimo ( a perda do bondo da historia novamente), e claro, a festa do PIG no Brasil, do tio sam e dos Europeus. Sds, JSB

Jorge Nunes (04/02/2008 - 14:16)
Os EUA gastam muito dinheiro com armas, sem ter inimigos para elas. Eles só entram em guerra contra quem poder ganhar. China e Índia não assinaram acordos nucleares, mas esses são difíceis de serem submetidos e podem revidar. É mais fácil colocar no eixo do mal países pequenos fáceis de bombardear e que não possam responder ataques de imediato. A URSS gastava dinheiro que não tinha pois o seu inimigo era os EUA que tinha o maior orçamento militar do mundo. Depois do fim da guerra fria os EUA tem os gastos militares muito altos e podem está gastando que não tem. Eles gastam ser ter inimigo a altura, China e Índia não atacariam os EUA pois eles lucram com os EUA (A China pode se estranhar com os EUA por fontes de energia, mas uma guerra com é meio difícil é melhor ficar em casa). É certo que a indústria de armas gera empregos, mas ela gera empregos que só se alimentam de dinheiro público e não dá retorno, sendo que os impostos gerados voltam para as empresas,pois essas armas são para o Estado, e gastam mais dinheiro quando usadas. E logo não se gasta em modernização de sistema elétrico (lá é que a imprensa deveria está falando de apagão), não tem saúde gratuita e nem escolas decentes para todos. Uma coisa deveria se notar, nos filmes e nos livros sobre o assunto vão mostrando que os EUA vão tirando cada vez mais dinheiro da infra-estrutura para colocar em armas. E como se o país estivesse viciado e vende tudo que tem em casa para comprar mais drogas.

Gustavo (04/02/2008 - 12:40)
heheheh eu concordo com o post anterior. Qualquer dia vamos acordar e alguém vai anunciar que os EUA quebraram. Ninguém consegue torrar tanta grana impunimente.

Bernardo (04/02/2008 - 12:16)
Os EUA precisam destes gastos para sobreviver. O setor industrial-militar é o mais dinâmico da sua economia e é o que puxa para cima o resto. Esse keynesianismo bélico já havia sido dito desde Eisenhower. Junte-se a isso as ambições imperialistas que existem por parte deles (não há como negar, basta ver o número de intervenções estrangeiras) e pronto. A guerra na verdade é um grande negócio...

Jorge Rabello (04/02/2008 - 12:06)
Uma das muitas análises acerca da queda do regime comunista na extinta URSS msotra a incapacidade da economia soviética em sustentar o imenso aparelho industrial-miltar que os burocratas comunistas julgavam necesários para que a URSS se mantesse no páreo da disputa ideológico-militar da guerra-fria com os EUA. Apesar de hoje os EUA não terem um "inimigo" tão material quanto a extinta URSS, parece-me que estes enveredaram pelo mesmo caminho que a URSS, ou seja, drenam cada vez mais recursos de sua economia para manter seu aparato militar, mesmo em época de ausência formal de guerras em grande escala e sem guerra-fria. Tal fato pode ensejar uma espécie de decadência do poderio econômico dos EUA, tal qual a URSS?

Filipe Rodrigues (04/02/2008 - 11:56)
Realmente, se a crise atingir um nível insurpotável? O lobby armamentista no país é mesmo poderoso.

Antonio Lyra Filho (04/02/2008 - 11:43)
A nossa imprensa deveria começar a se preocupar com os Estados Unidos e não com a Venezuela.

José Duarte Campos (04/02/2008 - 10:00)
O fim do império romano se deu também por conta do crescimento em gastos militares...

Stanley Burburinho (04/02/2008 - 08:54)
DE AGORA EM DIANTE, TEMOS QUE FICAR ATENTOS PORQUE desde já milhões de dólares estarão sendo injetados pelos EUA e empresas americanas nas contas bancárias das empresas da mídia conservadora, jornalistas e, principalmente, nas contas dos partidos e políticos de oposição ao Lula. Isso explica o porquê da oposição e as mídias conservadoras terem feito de tudo para acabar com a CPMF que ajudaria a rastrear a origem e destino do dinheiro injetado pelos americanos. O objetivo é minar o governo para que a oposição obtenha vitórias nas eleições deste ano para prefeitos e em 2010 na eleição presidencial. A intenção imediata dos EUA é que a oposição chegue à presidência em 2010 para privatizar a Petrobrás para ganhar de mão beijada as enormes jazidas de petróleo fino (poço Tupy) e gás descobertas recentemente pela Petrobrás. De posse da Petrobrás, será mais fácil manter o controle sobre a produção de etanol no futuro. Os EUA estão sem petróleo e só têm arrumado brigas com o Afeganistão, Iraque, Venezuela, Irã, Bolívia, países que possuem enormes jazidas de petróleo e/ou gás. O Brasil é a bola da vez. As campanhas das mídias conservadoras contra o Lula já começaram -- a campanha irresponsável sobre a vacinação contra a febre amarela e as matérias sobre os cartões corporativos dos ministros -- e serão cada vez mais acirradas.

Alex Fernandes (04/02/2008 - 07:36)
Vou te contar hein! Puta que pariu. É aquela estória de ser um rei temido ou um rei amado. Quanta coisa boa poderia ter sido feita com esta fortuna, quantos bons ATIVOS poderiam ter sido construídos.

Maxwell Barbosa Medeiros (04/02/2008 - 00:18)
Tá me cheirando a Finada U.R.S.S, que gastava horrores para construir e manter seu arsenal militar(pra se equiparar aos E.U.A) e ajudar países aliados, acabou chegando aos anos 80 falida. Teremos um repeteco ?



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