Atualizado em 20 de abril de 2008 às 08:29 | Publicado em 20 de abril de 2008 às 08:24
SÃO PAULO - Eram 7h10m em Assunção quando o candidato da Aliança Patriótica para a Mudança, Fernando Lugo, votou, cercado por dezenas de repórteres e fotógrafos. Um manifestante gritou "Cecília vive" mais de uma vez, acusando o candidato de ser "sequestrador". Cecília Cubas, filha do ex-presidente Raul Cubas, foi sequestrada em 2001 e morta aos 31 anos de idade por um grupo que incluía militantes de esquerda. O corpo foi encontrado no início de 2002 em uma fossa de uma casa da capital. A Justiça paraguaia disse ter obtido provas de ligação entre o grupo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC.
Na semana final de campanha, a mãe de Cecília deu um longo depoimento à TV paraguaia ligando o ex-bispo ao crime e pedindo aos eleitores que não votassem nele. O candidato nega diz que os ataques fazem parte de uma guerra suja dos adversários políticos.