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Tudo o que você precisa saber sobre o amianto

Atualizado em 16 de outubro de 2008 às 21:59 | Publicado em 13 de outubro de 2008 às 16:32

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FERNANDA GIANNASI (foto Raphael Falavigna)

por CONCEIÇÃO LEMES, especial para o VIOMUNDO

O amianto, ou asbesto, é praticamente a única causa conhecida do mesotelioma. Um tumor maligno -- 100% fatal --, que pode afetar a pleura (membrana que reveste o pulmão), peritônio (membrana que reveste a cavidade abdominal) e pericárdio (membrana que recobre o coração). Manifesta-se 20, 30, 40 e até 50 anos após o primeiro contato com o mineral. O tempo de vida após o diagnóstico é, em média, de apenas um ano.
 
Nos Estados Unidos, são 10 mil novos casos anuais. Na Inglaterra, 2 mil. Na França, cerca de 1.500.  No Brasil, de 1983 a 2003, há contabilizados no SUS 2.414 óbitos por mesotelioma. Os dados oficiais são apenas a ponta do iceberg devido a uma combinação de fatores: empresas do setor “escondem” as vítimas,  falta de preparo dos médicos para fazer o diagnóstico e subnotificação das doenças do trabalho em geral.

Mesmo assim, os dados da Fundação Seade indicam que o número de casos de óbitos está aumentando no Estado de São Paulo. Em 1996, foram registrados 15. Em 2000, 26. Em 2005, 36. Em 2006, 38 casos.

“Tem muita gente morrendo de mesotelioma sem ter a mínima idéia do que lhes causou tanto sofrimento”, adverte a engenheira de Segurança do Trabalho Fernanda Giannasi. “Não apenas o ex-empregado ou trabalhador do setor de amianto corre risco de desenvolvê-lo, mas também quem se expõe ocasionalmente às suas fibras. Da esposa que lava ou lavou a roupa desses trabalhadores aos operários da construção civil e até mesmo o consumidor, todas essas pessoas estão em situação perigosa, em maior ou menor grau. Todo tipo de amianto, inclusive a crisotila, é cancerígeno. Mata!”

Tanto que, de 13 a 15 de outubro, acontece em Petrópolis, Rio de Janeiro, um encontro de vítimas do amianto e seus familiares. Entre outros assuntos, serão debatidos o avanço do conhecimento das doenças no Brasil, em especial o mesotelioma, os riscos à saúde humana, os tratamentos disponíveis, a falta de assistência às vítimas e seus familiares e as indenizações.

Temas que, nos últimos meses, motivaram cinco reportagens no Viomundo: 1ª) Aldo, mais uma vítima do amianto; 2ª) Médicos disseram que Manoel estava bem de saúde. Mas ele tinha câncer no pulmão; 3ª) Perito “suíço” em amianto foi pago pela indústria brasileira do amianto; 4ª) O lobby do amianto em visita a Gilmar Mendes; 5ª) Amianto em SP: empresas têm 60 dias para cumprir a lei.

Nas cinco matérias, leitores fizeram observações, sugestões, perguntas. A indústria do amianto, ao mesmo tempo, veiculou, na mídia corporativa, informes publicitários recheados de inverdades científicas.  

Para esclarecer as dúvidas dos internautas e colocar vários pingos nos is, convidamos Fernanda Giannasi para esta entrevista. Respeitada internacionalmente e símbolo da luta antiamianto no Brasil, Fernanda é auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em São Paulo, fundadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea) e coordenadora da Rede Virtual-Cidadã para o Banimento do Amianto na América Latina.

Viomundo – A indústria insiste que o amianto é apenas problema de saúde ocupacional.  A senhora concorda?

Fernanda Giannasi – De modo algum. Os problemas do amianto extrapolam os muros da fábrica.  Familiares de trabalhadores e moradores do entorno das empresas de amianto correm risco, assim como quem se submete à exposição indireta (consumidores em geral) e até mesmo ambiental. Todos podem vir a desenvolver doenças, inclusive o fatal mesotelioma.

Viomundo – Há provas disso?
Fernanda Giannasi – Muitas. Cerca de 100 esposas de ex-empregados da Eternit estão sendo acompanhadas em  Osasco, na Grande São Paulo; cinco já tiveram diagnóstico de placas pleurais [doença que pode acarretar falta de ar, cansaço, dores nas costas e pernas, tosse e evoluir para casos mais graves, inclusive doenças malignas]. As cinco se contaminaram, lavando a roupa de seus maridos. Há, inclusive, um caso, confirmado, de mesotelioma. Filho e marido trabalharam na fábrica de Osasco; ela cuidava das roupas de trabalho deles e varria o quintal pavimentado com resíduos da fábrica doados. O pai tem asbestose e o filho, placas pleurais. A mãe – sem nunca ter pisado na empresa! --  desenvolveu mesotelioma e já morreu.

Viomundo – Ou seja, o amianto é mesmo problema de saúde pública?   
Fernanda Giannasi – Com certeza.  O mesotelioma, especificamente, não tem relação com a dose e nem com o tempo de exposição. Em bom português: baixas doses e pouco tempo de exposição podem levar ao aparecimento deste tumor maligno até 50 anos após o primeiro contato com o amianto. Além disso, quando trabalhadores ou ex-empregados expostos adoecem, é para o SUS [Sistema Único de Saúde] que são encaminhados para tratamento. É a eterna e perversa lógica do capitalismo de socializar o prejuízo.

Viomundo – Afinal, quem corre risco de desenvolver problemas de saúde relacionados ao amianto?

Fernanda Giannasi -- Todo mundo que tiver contato com as suas fibras nocivas.
 
Viomundo – Quem estaria mais sujeito a esse risco?
Fernanda Giannasi – Em primeiro plano, o trabalhador que se expõe diretamente ao amianto. Em 20, 25 anos, ele tem grande probabilidade de desenvolver asbestose, doença que “endurece” o pulmão (fibrose), levando à perda progressiva da capacidade respiratória. Limita muito a sua qualidade de vida e pode levar lentamente à morte. Esse mesmo trabalhador pode ter mais à frente câncer de pulmão ou mesotelioma.

Viomundo – Que outras categorias profissionais correm risco?

Fernanda Giannasi – Principalmente os da construção civil, que cortam, serram, furam, manuseiam, instalam e fazem contínuas demolições de telhas, coberturas, divisórias de ambiente, canaletas, caixas d’água, tubulações. Operários de oficinas mecânicas e de outras categorias, como metalúrgicos, plásticos e químicos, também podem estar expostos a produtos com amianto. Boa parte dos veículos ainda em circulação no Brasil tem pastilhas de freio, revestimento do disco de embreagem, juntas automotivas ou lonas de fricção feitos com amianto, embora as montadoras tenham abolido a fibra assassina nos veículos novos há mais de dez anos.

Viomundo – Que doenças esses trabalhadores têm probabilidade  de desenvolver?

Fernanda Giannasi – A asbestose e o câncer de pulmão estão mais associados à exposição de longa duração e altas concentrações de fibras. Quanto maior a exposição, maior a probabilidade de tê-las. No caso do câncer de pulmão, se o trabalhador ou a trabalhadora for fumante, a situação piora. Tabagismo e amianto têm efeito sinérgico, potencializando o risco. A pessoa que trabalha com amianto e fuma tem 57 vezes mais probabilidade de desenvolver este tipo de câncer do que aqueles que não tiveram contato com amianto nem fumaram.

Viomundo – Que doença pode ter quem se expõe a baixas doses e por pouco tempo ao amianto?

Fernanda Giannasi – O mesotelioma. Como o período de latência é muito grande, freqüentemente não se correlaciona a doença com o amianto, pois, em geral, quando se manifesta o trabalhador já está fora do processo produtivo.

Viomundo – E o consumidor, que doença corre o risco de ter?
Fernanda Giannasi– Diria que também o mesotelioma. Todo tipo de amianto -- inclusive a crisotila -- é comprovadamente cancerígeno aos seres humanos. Não se trata de achismo ou mera de opinião pessoal. É a posição oficial das principais instituições do mundo ligadas à saúde, entre as quais a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC, sigla em inglês), o Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional (NIOSH) dos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (INSERM) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Brasil.

Viomundo – Existe dose segura de exposição ao amianto?

Fernanda Giannasi – Não. Em se tratando de QUALQUER substância cancerígena, não há dose ou limite seguro de exposição, abaixo do qual não há risco de se adoecer. Ou seja, se você se expõe ao amianto, seu risco jamais será ZERO.

Viomundo – De que forma eu, consumidora, poderia me contaminar?

Fernanda Giannasi – Ao aspirar fibras de telha degradada, por exemplo. Ou fazer reparo na telha ou na caixa d’água; construir um “puxadinho”; recobrir a casinha do cachorro. Enfim, todas as formas de contato que levem as fibras cancerígenas para dentro do corpo humano, já que o amianto pode provocar cânceres em vários outros órgãos além do pulmão, peritônio e pericárdio. Por exemplo, laringe, cólon (porção do intestino grosso) e aparelho digestivo.

Viomundo -- Talvez alguns leitores retruquem. Tem tanta gente que trabalhou com amianto e não tem nada... Tem gente que mora em casa com telha de amianto e não tem nada... O que a senhora diria a eles?
Fernanda Giannasi -- Não tem nada hoje. Mas é impossível garantir que não venham a ter no futuro. Se as doenças mais graves, principalmente as malignas, levam 30 a 50 anos para se manifestar, e nós estamos em 2008, como é possível garantir que as pessoas que se expuseram a partir de 1980 não ficarão doentes? É irresponsabilidade. É leviandade. Pura propaganda enganosa.

Viomundo – O Instituto Brasileiro da Crisotila (IBC) garante que a partir de 1980 não há no País um só caso de trabalhador doente no processo de industrialização do amianto. Isso contraria o que a senhora acaba de dizer.

Fernanda Giannasi – É futurologia deles. Do ponto de vista epidemiológico, absurdo completo. Quem foi exposto nos anos 80 só vai ter mesotelioma em 2020, 2030. Só aí será possível afirmar se as medidas adotadas pelas empresas a partir de 1980 foram eficientes para erradicar as doenças no ambiente de trabalho. Até lá muita gente já morreu. Aliás, qual o papel do IBC? Vender amianto é o negócio deles. Falam qualquer coisa, mesmo que não provem com fatos. A palavra deles não tem nenhuma validade científica. Nós trabalhamos com epidemiologia, que acompanha retrospectiva e prospectivamente os expostos ao amianto.

Viomundo – Então a senhora conhece casos que desmentem a versão da indústria de que a partir de 1980 não há mais doentes do amianto?

Fernanda Giannasi – Um deles é o do senhor Manoel de Souza e Silva Júnior, 64 anos, revelado em primeira mão pelo Viomundo. O Manoel “Português” trabalhou na SAMA de 1982 a novembro de 1996. Em 2007, Eliezer João de Souza, presidente da Abrea, esteve comigo em Minaçu para organizar o movimento local das vítimas. Lá, além do Manoel, soubemos de vários outros casos de pessoas que começaram a trabalhar com amianto depois dos anos 80 e adoeceram. À medida que os doentes e/ou familiares perderem o medo de represálias e romperem esse silêncio, mais casos aparecerão. [Parêntese nosso: a SAMA faz parte do Grupo Eternit, o maior produtor de amianto do País. A SAMA é a empresa de mineração, responsável pela única mina de amianto atualmente em exploração no Brasil que fica em Minaçu, norte de Goiás].

Viomundo – Podemos dizer que a asbestose é uma doença tipicamente ocupacional, enquanto o mesotelioma pode acometer o consumidor que teve apenas contato eventual com o amianto?

Fernanda Giannasi – Sim. Tanto que na Europa, onde a partir da década de 1980 houve progressiva redução da fabricação e utilização dos produtos com amianto, a curva de casos de asbestose é decrescente. Ao passo que a curva do mesotelioma, cuja única causa praticamente conhecida é o amianto, só cresce. Por conta disso, o Senado francês considerou o amianto a catástrofe sanitária do século 20.

Viomundo – Como era usado na França até ser proibido?
 
Fernanda Giannasi – Lá, como aqui, foi usado, profusamente na construção civil, na indústria naval, na indústria do cloro-soda (diafragma de amianto como elemento separador), em gaxetas (para vedação), forros falsos, tubulações. Na França, aliás, ocorreram muitos casos de contaminação grave entre professores, pessoas que faziam artesanato, bricolage, joalheiros, encanadores, entre outros profissionais.

Viomundo – Quando a França baniu o amianto?
Fernanda Giannasi – Janeiro de 1997. Lá, todos os tipos estão banidos. A proibição vale para produção, comercialização, importação e utilização. O que existe ainda na França e demais países industrializados que já o baniram, é muito amianto instalado nas edificações que precisa ser removido. Só que o custo da retirada é altíssimo, além de perigoso. Por isso, tem de ser feita de forma progressiva e criteriosa. Na França, para que uma casa, apartamento ou estabelecimento comercial possa ser alugado ou vendido, o proprietário tem de provar que o imóvel é isento de amianto. É o que jornalista Reali Júnior chama de “certidão negativa” da existência de amianto.

Viomundo -- A saída do grupo francês Saint-Gobain do mercado de amianto no Brasil tem a ver com sua proibição na França?

Fernanda Giannasi – Sim. A Saint-Gobain, no Brasil, chama-se Brasilit, uma marca muito conhecida no mercado da construção civil. Ela e a Eternit suíça chegaram aqui na década de 1930.  Embora fossem empresas distintas, sempre atuaram em estreita colaboração, liderando o cartel de materiais de cobertura e reservatórios d’água. Em 1967, tornaram-se sócias na SAMA, para explorar a mina de Cana Brava, em Goiás. A Brasilit tinha 51% das ações e a Eternit, 49%.  A Eternit, inicialmente, era um grupo suíço; a partir de 1990 passou a ser controlada pela Saint-Gobain, que, em meados de 1998, anunciou que ia se tornar uma empresa sem amianto (asbestos-free). A Eternit, que à época já tinha o controle acionário da SAMA, optou por permanecer no segmento; em 2000, tornou-se uma empresa totalmente nacional. Aí, o “casamento feliz, sólido e duradouro” passou a dar mostras de ruptura. Foi um “enlace” de 70 anos, mas que acabou em divórcio litigioso. Hoje, elas brigam publicamente pela liderança do mercado de cobertura, já que o de caixas d’água passou a ser dominado principalmente pelo setor plástico.

Viomundo – Em relação às vítimas, o tratamento da Saint-Gobain difere do da Eternit?

Fernanda Giannasi – Tem algumas pequenas diferenças, mas na essência não. Embora a Brasilit não produza mais artefatos com amianto, ela age como a Eternit, quando se trata de lidar com as vítimas do amianto. Ambas oferecem acordos extrajudiciais de valores baixos, desenhados pelo mesmo escritório de advocacia. A Abrea é totalmente contrária a esses acordos, tanto que promove -- em conjunto com o Ministério Público ou sozinha -- ações civis públicas para alterar estes baixos valores  pagos a título de indenização pelos danos sofridos .

Viomundo – O leitor Manuel Calandrine diz que em Belém, no Pará, há uma fábrica da Brasilit que produz telhas de amianto. Ele pergunta: as telhas da Brasilit não possuem a crisotila assassina?
Fernanda Giannasi – No passado, a Brasilit fabricava telhas de amianto. Hoje, não mais. Porém, as telhas ainda existentes e instaladas nas edificações foram fabricadas, sim, com a fibra assassina.

Viomundo – Manuel Calandrine também pergunta por que não há um braço da Abrea em Belém?

Fernanda Giannasi – Por duas razões. Primeiro: o Sindicato da Construção Civil daí é pró-amianto. É ligado à Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto (CNTA), que é financiada pelas indústrias do setor, através do IBC. Segunda: a Abrea não se cria espontaneamente. Ela só existe onde há demanda de trabalhadores, familiares ou da sociedade civil. Por incrível que pareça ainda não surgiu ninguém disposto a criar uma Abrea no Pará. Por isso, faço um convite a você, Manuel. Se quiser organizar uma Abrea aí, será muito bem-vindo ao movimento e contará com todo nosso apoio.
 
Viomundo – É verdade que há associações de vítimas criadas por gente que defendeu o amianto?

Fernanda Giannasi – É o caso da de Pernambuco, onde há também uma fábrica da Brasilit. Criada por ex-dirigentes sindicais pelegos que sempre defenderam o amianto, ela só serve para oferecer o acordo extrajudicial, prejudicial aos interesses dos ex-empregados, e fazer com que desapareça das estatísticas oficiais os casos de doentes. Nessas associações de fachada, eu não acredito.  

Viomundo – Em que estados brasileiros o amianto já está banido?
Fernanda Giannasi – Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e, mais recentemente, São Paulo. Nos demais estados da federação, onde o amianto ainda é permitido, temos várias fábricas produtoras de artefatos à base de amianto, como por exemplo, em Santa Catarina, Paraná, Goiás e Bahia.

Viomundo – Nos Estados Unidos, os usos do amianto são iguais aos do Brasil?

Fernanda Giannasi – Alguns são diferentes. Aqui, nós utilizamos muito as chapas onduladas de cimento-amianto para cobertura e, no passado, também as caixas d’água. Lá, eles usaram bastante para isolar termicamente equipamentos, tubulações e ambientes contra o frio, canalizações de água potável, na indústria naval, etc. Mas atenção: não há nenhum tipo de uso que isente a fibra assassina de seu poder devastador.

Viomundo – As estruturas das Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, continham mesmo amianto?

Fernanda Giannasi – Sim. Inclusive há uma propaganda do início da década de 1980 na revista ASBESTOS, que ficou famosa. A indústria do amianto usou as Torres Gêmeas como exemplo de segurança. Diz: “quando o alarme do incêndio soar, o World Trade Center tem duas horas para ser evacuado”, pois “quando a vida depende disto, use amianto”. A gente viu – lamentavelmente – que as torres entraram em colapso bem mais rapidamente. Muitos bombeiros que trabalharam no salvamento das vítimas desenvolveram doenças respiratórias relacionadas ao amianto com tamanha rapidez que não se conhecia antes.

Viomundo – No Brasil, em que setores o amianto é mais utilizado?

Fernanda Giannasi – Continua sendo no da construção civil, principalmente para as coberturas. No passado, tínhamos em torno de 3.000 produtos industriais. Por exemplo, todos os fabricantes do epóxi, uma massa de vedação e para reparos, usavam amianto; hoje, não mais. Só encontramos o mineral nos produtos provenientes da China e em alguns fabricados em fundos de quintal. Ao lixar o reparo, aspira-se centenas ou milhares de fibras.  Havia o “chapex”, ou o banho-maria a seco. De um lado, uma chapa metálica. Do outro, um papelão hidráulico à base de amianto, que entrava em contato direto com a chama do fogão. Dessa forma, fervia-se o leite sem derramá-lo. Hoje, o “chapex” não é mais fabricado com amianto. Por isso, fiquem de olho. Há ainda alguns desses produtos com amianto no mercado. Em geral, são os que custam menos, pois seus fabricantes não têm responsabilidade social nem com a saúde humana e, muito menos, respeito pelo meio ambiente.

Viomundo – O leitor Romanelli pergunta: “O amianto faz mal mesmo depois do produto acabado, como caixa d’água e telhas? Penso que não...

Fernanda Giannasi – Vamos por partes. Não é apenas a fabricação de produtos com amianto que causa danos à saúde. A sua utilização também. Por que será que as empresas são obrigadas a colocar nas canaletas, caixas d’água e outros produtos com amianto este alerta: ao cortar ou furar, não respire a poeira, pois pode prejudicar gravemente a saúde? É a prova do perigo. Ao se cortar ou furar uma telha, por exemplo, centenas de fibras de amianto são liberadas no ar. E inala essa “poeira” não só quem faz o serviço, mas todo mundo que está no ambiente. Além disso, o material, com o tempo, se degrada e, ao ser manuseado, se desfaz ao contato das mãos. Libera, assim, fibras de amianto na sua casa, no meio ambiente. Logo, é um risco importante a ser considerado.

Viomundo – Romanelli prossegue: “Está cheio de produtos que fazem mal à saúde se manipulados incorretamente; as pilhas, por exemplo”.

Fernanda Giannasi -- Esse é um discurso recorrente do lobby do amianto e para o qual precisamos estar atentos: o fato de outros produtos causarem danos à saúde não isenta o amianto dos seus riscos. Que tal combater esses outros produtos também? Está aí uma sugestão para você e outros com o seu grau de consciência crítica: levantem a bandeira da proibição de outros produtos maléficos à saúde que os apoiaremos. Contra o amianto, nós batalhamos há muitos anos; é nossa bandeira e confesso que isto nos dá trabalho suficiente para muitos anos.

Viomundo – Romanelli insiste: “Ao se proibir o amianto não se incorreria em erro de se condenar toda e qualquer atividade de risco?”

Fernanda Giannasi -- Existem vários produtos que fazem mal à saúde, não negamos. Concordamos que outros produtos cancerígenos também devam ser banidos, inclusive o cigarro. A nossa bandeira, como já disse, é a do amianto, assim como outros lutam contra a energia nuclear, o mercúrio, os pesticidas. Reitero o convite a você, Romanelli, para assumir uma delas. É importante que a sociedade faça isso. Vamos lá, faça a sua parte para que nossa sociedade do futuro esteja livre de todos esses produtos tóxicos. Certamente o apoiaremos, como esperamos que nos apóie na causa do banimento do amianto.  

Viomundo – O leitor Claudião diz: “Amianto, nicotina e outros quetais. É melhor morrer no longo que ficar desempregado no curto prazo (sic)”.

Fernanda Giannasi – É imoral que não se dê ao trabalhador o direito de laborar num ambiente saudável. No Brasil, infelizmente, muitas vezes o trabalhador tem de optar ou por ter trabalho ou por ter saúde. Nosso papel é combater essa prática indecente. É lutar para que haja trabalho num ambiente saudável, seguro e que não traga nenhum adoecimento, sofrimento ou morte.

Viomundo – Há quatro meses Adilson Santana, presidente da CNTA, disse que o setor empregava 170 mil funcionários. No encontro do lobby do amianto com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, falou-se em 60 mil. É tudo isso?

Fernanda Giannasi – Não. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que a cadeia produtiva do amianto gera 3,5 mil empregos em todo o Brasil.

Viomundo – Por que essa diferença?
Fernanda Giannasi -- Jogada da indústria. Quando lhe interessa inchar os números, o   telhadista informal, o operário da construção civil, o transportador, o estivador, por exemplo, são importantes e contabilizados. Porém, quando se trata de caracterizar uma doença que acomete esse trabalhador, o discurso é outro: “Ah, não é possível, porque esse funcionário não teve contato prolongado com o amianto, nem se expôs a grandes concentrações de fibras”; “ele não tem vínculo comprovado em carteira...”. Isso sem falar que muitas vezes o lobby do amianto inclui nas suas estatísticas todos os empregados das lojas de materiais de construção, como se trabalhassem exclusivamente com produtos de amianto.

Viomundo – Quantas pessoas estão expostas ao amianto no Brasil?
Fernanda Giannasi – Devemos fazer aqui uma diferença. No Brasil, como já disse, há 3,5 mil postos de trabalho gerados pela indústria do amianto. Porém o número de expostos é muito maior. Pode chegar a 1 milhão de pessoas, incluindo as exposições indiretas e ambientais. São pessoas que precisam ser acompanhadas pelo poder público, tratadas e indenizadas quando vitimadas por este flagelo industrial.

Viomundo – Sobre o encontro do lobby do amianto com Gilmar Mendes, o leitor Romildo Antonio de Souza indaga: será que o presidente do STF receberia o presidente do sindicato dos trabalhadores?
Fernanda Giannasi – Acho que o lobby do amianto intercederia a favor e até levaria junto à audiência no STF se fossem os presidentes do Sindicato dos Mineiros de Minaçu, da CNTA, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI), dirigentes das Federações e dos sindicatos de trabalhadores da construção civil de São Paulo, Pará, Santa Catarina, Nova Iguaçu, Pedro Leopoldo, Capivari, entre outros. Afinal, são sindicalistas pelegos que defendem claramente os interesses da indústria do amianto e não os dos seus representados, os trabalhadores. Denúncias recentes no jornal Folha de São Paulo mostraram que esses sindicalistas são financiados pelo Instituto Brasileiro do Crisotila em suas ações de defesa intrasigente do amianto.

Viomundo – O leitor Sérgio Grusca diz: “Trabalhei na SAMA de 1975 a 1983 e fumo há 40 anos. Sinto dores nas costas, tenho falta de ar. No entanto, os médicos pagos pela multi do amianto dizem que estou normal, mesmo com três drenagens de pneumotórax... Pode (sic)?”

Fernanda Giannasi -- Sérgio, procure um médico que não seja ligado à indústria do amianto, para fazer um diagnóstico isento. E pare de fumar imediatamente, já que trabalhou com amianto. O risco de você ter um câncer de pulmão é enorme:; ambos os agentes combinados são armas de destruição em massa; uma bomba de efeito retardado!.

Viomundo – O leitor Amaury de Andrade pede que divulguemos os custos ambulatoriais e hospitalares de cada paciente vítima do amianto.
Fernanda Giannasi -- Infelizmente, até hoje não sabemos quanto custa ao SUS cada paciente com câncer do pulmão ou mesotelioma. Em 2000, a Abrea solicitou a informação ao então ministro da Saúde, José Serra. Ele disse que não se preocupava em obtê-los e que não iria se indispor  com os parlamentares do PSDB de Goiás, que fazem parte da ‘bancada da crisotila’.  São políticos que, em troca do apoio ao amianto, têm suas campanhas eleitorais financiadas pela indústria do setor. Na campanha de 2002, a SAMA doou quase 1 milhão de reais para a “bancada da crisotila”, segundo dados do site Às Claras”.

Viomundo – A Abrea já cobrou essa informação do Ministro José Gomes Temporão?
Fernanda Giannasi – Sim. Diversas vezes solicitamos audiência com o atual Ministro da Saúde para tratar da falta de dados confiáveis em relação às vítimas do amianto no Brasil e exigir a implantação do sistema de informações de doenças do amianto (SIMPEAq). Mas, sinceramente, não sinto nele, nem nos demais ministros do governo Lula, qualquer vontade política de batalhar, realmente, pela proibição do amianto no Brasil. Para falar a verdade, não vejo qualquer  vontade política na maioria do legislativo brasileiro para debater e enfrentar esse tema polêmico, já que há muitos interesses em jogo.

Viomundo – Que tal a Abrea solicitar esses custos ao ministro Temporão e, ao mesmo tempo, aproveitar a ocasião para esclarecer sobre o que, de fato, acontece com a questão amianto hoje no Brasil?

Viomundo – Sim, podemos insistir. Afinal, é o SUS – leia-se todos nós -- que arcamos com a quase totalidade dos custos de diagnósticos e tratamento das vítimas do amianto e não as empresas responsáveis por essa tragédia no Brasil.

Viomundo – No Brasil, quase todo mundo tem telha e/ou caixa d’água de amianto. A senhora recomendaria a troca imediata desses produtos?

Fernanda Giannasi – Em sã consciência nenhum legislador irá exigir que todo mundo troque as caixas d’água e telhas de afogadilho e de uma vez. Além disso, seria impraticável, pois não teríamos onde armazenar tanto lixo contendo amianto, classificado como perigoso pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).  Seria uma grande poluição. Tem de ser algo bem planejado, pois há grandes riscos na demolição destes materiais. Você expõe os moradores a grandes quantidades de fibras de amianto pela poeira gerada nesta operação. Por isso, aconselharia a vocês, inicialmente, uma boa inspeção visual periódica para saber o momento da substituição das telhas e das caixas d’água. A substituição deve ser gradativa, à medida que você note desgaste, fissuras, danos importantes.  

Viomundo – Como saber se a telha já oferece risco?

Fernanda Giannasi – A partir do momento em que o material começa a quebrar,  rachar. É quando também o chão começa a ficar recoberto de poeirinha fina. Aí, está na hora de trocá-la. Isso acontece após anos de uso, muitas lavagens com produtos químicos e limpezas agressivas. As fibras liberadas no ar, como já disse, podem ser inaladas e acarretar doenças graves na família, incluindo o mesotelioma.

Viomundo – Após quanto tempo de uso isso pode ocorrer?

Fernanda Giannasi – Depende. Se a casa está numa área industrializada, onde fábricas lançam névoas ácidas e corrosivas no ar, ou em regiões onde há grandes diferenças de temperatura (esquenta e esfria bruscamente), os produtos de cimento-amianto podem se degradar e você, às vezes, não perceber a olho nu. O mesmo pode acontecer onde há muitas chuvas de granizo, ventanias ou onde se praticam limpezas com escovas de aço e outros materiais abrasivos. Numa cidade como São Paulo, por exemplo, encontramos telhas bastante danificadas com 5, 6 anos de uso. Numa região em que chove muito ou é muito quente, é comum as telhas apresentarem microfissuras. Por elas, aos poucos, as fibras vão sendo liberadas no ar, colocando em risco a saúde das pessoas que habitam aquele ambiente.

Viomundo – E a caixa d’água, qual o risco do seu uso? Tem quem diga que seria zero.

Fernanda Giannasi – Não existe risco zero, quando se lida com substâncias cancerígenas e, no nosso caso, em particular, o amianto. Há casos bem relatados na literatura médica de cânceres do aparelho digestivo por amianto. Limpar a caixa d’água de tempos em tempos é medida indispensável, higiênica, mas também uma atividade que aumenta o desgaste das paredes desses reservatórios, diminuindo sua vida útil. É muito comum, em tempo de dengue, usar-se escova de aço, produto abrasivo e água sanitária. No momento em que se raspa a caixa para tirar o lodo, você tira progressivamente a proteção de cimento, deixando cada vez mais livres as fibras de amianto. E, aí, acabamos ingerindo água com amianto. Na limpeza a seco, existe o risco de se inalar as fibras de amianto. Lembre-se de que estamos falando de um dos cancerígenos industriais mais estudados no mundo. Lembre-se também do princípio da precaução: se houver dúvida, opte pela vida, opte pela sua saúde. Substitua os produtos com amianto.

Viomundo – Como limpar a caixa d’água sem causar danos à saúde?

Fernanda Giannasi – Deixe sempre a caixa bem tampada, para diminuir o risco de sujidade e a necessidade de limpezas freqüentes. Ao limpar, esqueça a escova de aço e produtos químicos. Prefira esponjas macias, sabão neutro e atóxico. Evite movimentos bruscos e repetidos. E, quando puder, substitua os tanques de cimento-amianto; eles são foco importante de diversas bactérias e acúmulo de algas e toxinas prejudiciais à saúde. Escolha materiais que facilitem a limpeza e evitem a formação de lodo.

Viomundo – O que recomendaria a quem deseja trocar a telha ou a caixa d’água de amianto?
Fernanda Giannasi – A substituição tem de ser feita com cuidado, evitando gerar poeira.  O ideal é ser realizada por profissional treinado e protegido. Há técnicas adequadas de remoção. Se for impossível, umedeça o máximo possível a peça a ser retirada. É para reduzir a possibilidade de liberação de partículas no meio ambiente. Preferencialmente remova a peça íntegra. Procure não quebrá-la em pedaços. Ela pode esfarelar e virar poeira fina, que penetra facilmente nas partes mais profundas do pulmão (alvéolos) . E, aí, de novo, há risco de liberação de fibras cancerígenas no meio ambiente. O descarte – atenção! -- deve ser feito sempre em aterro para lixo perigoso, como determina a resolução 348/2004, do CONAMA.

Viomundo – A substituição deve ser por telha ou caixa d’água de fibra sintética?
Fernanda Giannasi – Não. Há muitos materiais disponíveis no mercado que substituem com eficiência e segurança o amianto. Procure o mais adequado à sua obra e ao seu bolso. Mas leve em conta – sempre! -- que a saúde não é mercadoria. É um bem que devemos preservá-lo a todo custo. Não adianta falar em saúde depois que se adoece. Economia se faz com tudo, menos com os quesitos relacionados à saúde, em especial a de sua família.

Viomundo – A esta altura, o leitor Ivan Moraes deve estar perguntando: quanto custa a telha de amianto e a de material de fibra sintética? O preço não quintuplicará se o amianto for proibido?  
Fernanda Giannasi – Há quase quatro meses o próprio Viomundo pesquisou em lojas de materiais de construção de São Paulo e encontrou preços idênticos. Mas vamos supor que realmente custe um pouco mais caro. Será que não vale muito mais a proteção à saúde de sua família?

Viomundo – Provavelmente defensores do amianto contra-atacarão: “ah, mas não existem estudos que garantam que a fibra sintética não acarreta nenhum dando à saúde...”
Fernanda Giannasi – A dúvida é produto deste poderoso lobby para adiar o debate sobre o banimento do amianto no Brasil. Todos os estudos feitos até agora comprovam que o amianto é, de fato, cancerígeno. Sobre as outras fibras, os estudos disponíveis demonstram que são menos nocivas e não causam danos à coletividade, como ocorre com a fibra assassina. Essa tem sido a desculpa do lobby do amianto para não substituí-lo. Mesmo que no futuro se prove que as outras fibras oferecem risco à saúde, isso não inocenta o amianto. E mais. Se essas outras fibras forem nocivas, também terão de ser banidas.  Já se foi o tempo em que a sociedade se submetia a tudo em nome de um “pseudo” progresso e pretensa prosperidade. Hoje o valor que mais se preza é a qualidade de vida. O amianto, portanto, não atende a esse quesito pois faz mal à saúde. Quem a perdeu, que o diga como é importante e inegociável.  

Viomundo – E as constantes insinuações de que a campanha pró-banimento seria custeada por “grupos estrangeiros”?

Fernanda Giannasi – Estupidez e apelação de quem sabe que o amianto está com os dias contatos no Brasil. Há anos eles vêm nos acusando disto e daquilo.  Nunca provaram nada. Ao contrário, nós é que temos provas contra eles: corrupção de dirigentes sindicais, financiamento de políticos, médicos assessores se fazendo passar por pesquisadores neutros e posando de acadêmicos “independentes”, juízes que advogam para a indústria do amianto. A nossa luta é por justiça socioambiental. Portanto, estamos muito tranqüilos. Não somos associados a nenhum grupo de interesse econômico. Acreditamos e desejamos que o amianto, responsável pela maior catástrofe ecossanitária do século 20, seja extirpado de nossa sociedade. Portanto, não aceitamos esse papo furado de que interesses estrangeiros estariam por trás da campanha do banimento do amianto no Brasil, que é exclusiva do movimento social. Esse é nosso trabalho; o trabalho das Abreas! Sabemos que a briga é muito desigual face ao poderio político e econômico do lobby do amianto.  É quase que uma luta entre Davi e Golias. Mas a venceremos, certamente!


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
AMILSON SEABRA (01/12/2008 - 15:34)
EM 2005 - Mina de Cana Brava garante auto-suficiência de amianto para o país


Hoje, a Mina de Cana Brava - única mina amiantífera em operação no país - produz somente amianto do tipo crisotila. Com ela, o Brasil ocupa a posição de terceiro maior produtor mundial, suprindo todo o consumo interno, e ainda exporta para dezenas de países.
A cadeia produtiva do amianto crisotila brasileiro, desde a mineração até a revenda dos produtos derivados, gera 170 mil empregos no país. De toda a produção de crisotila brasileira, 6 % é usada em produtos de fricção, massas de vedação, entre outros; e 94%, em produtos de cimento amianto (50% dos telhados e 80% das caixas d´água brasileiras são fabricados com cimento amianto).

Fim

AMILSON SEABRA (01/12/2008 - 15:28)

1962 - A história de uma grande conquista

Em 1962, depois de percorrer mais de 100 km a cavalo, uma expedição geológica chegou à região onde havia um modesto comerciante de estranhas "pedras cabeludas". Assim foi descoberta a jazida que deu ao Brasil a auto-suficiência no setor: a Mina de Cana Brava, localizada no município de Minaçu, no nordeste do Estado de Goiás. Sua reserva estimada atualmente é suficiente para a produção de amianto crisotila por mais 50 anos. Além da abundância, a mina produz uma fibra de crisotila de alta qualidade, raramente encontrada em outras regiões produtora, e altamente qualificada para as indústrias de transformação, principalmente de cimento-amianto (fibrocimento).A extração do amianto, em geral, é feita a céu aberto e o beneficiamento é realizado através de processos de separação pneumáticos, sem a utilização de produtos químicos.

Pagina nº 02

AMILSON SEABRA (01/12/2008 - 15:24)
CONHEÇA A HISTÓRIA DO AMIANTO NO BRASIL:

EM 1940 - A busca por jazidas

Até a década de 30, o Brasil importava todo o amianto que consumia. Em 1939, com a fundação da SAMA - Sociedade Anônima de Mineração de Amianto, este quadro começou a mudar.

No início da década de 40, começaram a ser pesquisadas no país pequenas jazidas, como a de Pontalina, no sul de Goiás, e a mina São Félix, no município de Poções, na Bahia - onde a SAMA iniciou suas atividades. Porém, essa produção ainda era insuficiente para as necessidades do mercado nacional.

Pagina nº 01

João Eduardo Rompato (29/11/2008 - 15:30)
FERNANDA GIANNASI (27/11/2008 - 10:18)
Agradeço o Taciano pela dica e googlei o indigitado exaltado, o tal que castiga o português e, o que é pior, em caixa alta, e para minha GRATA surpresa encontrei que AMILSON SEABRA CAMPOS CANDIDATO A Prefeito PELO PFL 25 GO MINACU Não Eleito RECEBEU COMO ÚNICA "DOAÇÃO" CONTABILIZADA no TRE de R$ 40.000,00 (tá mal cotado, heim??? já que Caiado e Leréia estão na casa dos 300 mil).... ADIVINHEM DE QUEM???? SURPRESA???? CLARO QUE NÃO....... DA SAMA ( a mineradora do amianto do grupo Eternit)...........AÍ APROVEITEI E FIZ UMA VARREDURA PELO SITE ÀS CLARAS (TRANSSPARÊNCIA BRASIL) E DESCOBRI QUE A MAIORIA DOS QUE NOS ATACAM AQUI COM SEUS NOMES VERDADEIROS FORAM FINANCIADOS EM CAMPANHAS POLÍTICAS ou PELA SAMA OU pela ETERNIT....ENGRAÇADO QUE ESTES NEÓFILOS FREQüENTADORES DO VIOMUNDO NOS ACUSAM DE SERMOS FINANCIADOS PELO LOBBY ADVERSÁRIO (LEIA-SE BRASILTI), ENQUANTO QUE ALÉM DE VENTRÍLOQUOS DA INDÚSTRIA DA MORTE, SÃO ELES QUE TÊM O RABO DE PALHA!
CÔMICO SENÃO FOSSE TRÁGICO O QUE ESTA GENTE DEFENDE: A MORTE DE MILHARES DE INOCENTES! PELO MENOS, POUCO A POUCO CAEM AS MÁSCARAS!
Parabéns, Azenha, por ter atraído a fúria de nossos detratores e frerozes adversários...pelo menos, eles finalmente saíram do armário!

João Eduardo Rompato (29/11/2008 - 15:28)
sergio grusca (08/08/2008 - 21:50)
ahhh.....ia me esquecendo, recentemente perdi dois amigos [e colegas contemporaneos] : João Segatti e Isaque. com cancer, fizeram a maior" boca de siri" aqui em Minaçu.
Quantos já foram assim? Ninguém conta>

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Sergio Grusca (08/08/2008 - 21:42)
Acho que me chamam de super-homem,por tabela...pois trabalhei na SAMA de 75/83 e fumo a quarenta anos.
Claro, que sinto dores nas costas,tenho falta de ar no entanto os médicos pagos pela multi do amianto dizem que estou normal, mesmo com tres drenagens de pneumotorax [que adquiro por quase nada].....pode?
Comentários em outra reportagem.

João Eduardo Rompato (29/11/2008 - 15:27)
Outro comentário.
Minaçu City (18/07/2008 - 22:48)
Azenha, por favor, venha conhecer o povo mais antigo desta cidade. Eles te dirão nas entrelinhas o que aconteceu e acontece como nossos irmãos. É fato que existe uma comunidade que surgiu em torno da Mina de Cana Brava, como é fato as inúmeras mortes que o AMIANTO causou e ainda causa. Apesar da SAMA instalar filtros para as fibras, ainda assim o município está CONTAMINADO pois aqui, em outros tempos, era uma NÉVOA contínua.
Defensores do amianto como o dep. Léreia recebem vultuosas quantia$ da Sama para fazer lobby no CONGRESSO. Foram 300 mil reais enquanto UM morimbundo de asbestose recebia 5 mil, creio que para pagar o cortejo fúnebre, e por aí vai... Minaçu sem lei!


AMILSON SEABRA (26/11/2008 - 14:38)
GRAÇAS A DEUS, FINALMENTE APARECEU, UM DEMOCRATA ENTRE OS COMENTADORES NESTE SITE: "João Pedro (20/10/2008 - 22:23)
Não estou entendendo, agora que o debate está bom a Dna Gianassi está querendo fugir !!!!! Será que é porque as verdades estão aparecendo ? Será que é por que ela não é a dona da verdade ?
Azenha vamos debater sim por que o tema é polêmico e tem muitas mentira do lado contrário, precisamos esclarecer os leitores, ouvir as duas partes, não somente a Giannasi....
Abraços

João Pedro..."

JOÃO PEDRO, PARABENS, EU QUERO DIZER, QUE EU NÃO SOU O DONO DA VERDADE, MAS QUERO QUE A VERDADE VENHA FLUIR, MAS PARA ISSO PRECISAMOS FAZER CONFORME SEU COMENTÁRIO, OU SEJA, OUVIR OS DOIS LADOS. JOÃO PEDRO, A SITUAÇÃO AQUI NESTE SITE ESTAVA PARECENDO NA ÉPOCA DO COMUNISMO, QUE SÓ UM LADO TINHA RAZÃO, MAS AGORA TÁ COMEÇANDO A PARECER COM A NOSSA DEMOCRACIA.

GRATO.


AMILSON SEABRA (MINAÇU/GO, 26/NOV/2008)

Antonio (28/10/2008 - 16:18)
Cara Conceição Lemes, muito obrigado pela especial atenção. Vou buscar orientação no Centro indicado para uma avaliação da minha saúde. Desejo sucesso em seu trabalho por esta causa defendida pela Dra. Fernanda Giannazi. Abçs.

Para ANTONIO (28/10/2008 - 09:11)
Caro Antonio,

Só hoje consegui a informação para você.

O serviço mais perto da sua casa é o do CRST-Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Santo Amaro.

Fica na avenida Adolfo Pinheiro, 581, Santo Amaro. Telefones: 5523-5382/5522-5180. e-mail: crstsantoamaro@ig.com.br

Ligue antes para agendar.

Um abraço e boa sorte,

Conceição Lemes

Antonio (21/10/2008 - 14:21)
Cara Conceição Lemes, me localizo nas imediações da Sta. Cruz, zona sul de S. Paulo. Obrigado pela atenção. Abçs.

João Pedro (20/10/2008 - 22:23)
Não estou entendendo, agora que o debate está bom a Dna Gianassi está querendo fugir !!!!! Será que é porque as verdades estão aparecendo ? Será que é por que ela não é a dona da verdade ?
Azenha vamos debater sim por que o tema é polêmico e tem muitas mentira do lado contrário, precisamos esclarecer os leitores, ouvir as duas partes, não somente a Giannasi....
Abraços

João Pedro

Para Antonio e João Bravo -- 2 (20/10/2008 - 14:54)
João Bravo comenta: "Quando criança aqui no sul, costumava colocar pedaços destas telhas no fogo...nossa é um tiro. Agora, lendo o artigo, me ocorre algo. Aqui, devido as constantes chuvas de granizo, é normal perder-se todo telhado durante estes eventos.Toneladas de "cacos" destas telhas pelo chão, e algumas vezes sendo utilizadas por crianças ou até mesmo como "aterro" ou contra-piso por pessoas mais humildes.Será que isto contamina o solo?...será que o manuseio por crianças pode trazer consequências?"

Essa semana mesmo, João, aconteceu no Sul uma dessas chuvas de granizo. Telhas voaram e espatifaram por todo o canto.

Isso prova que:
1) As telhas de amianto não são indestrutíveis nem "eternas", como propagandeia a indústria; quando se deterioram, liberam fibras de amianto para o ambiente.

2) Essas telhas atingidas pelo granizo viraram cacos, e a população da região acabou respirando fibras de amianto, inclusive as crianças.

3) Todos os resíduos dessas telhas precisam ser levados urgentemente para depósitos de lixo perigoso, como determina a legislação ambiental em vigor no Brasil (Resolução 348 do CONAMA).

4) O risco desse tipo de exposição é a pessoa ter no futuro o fatal mesotelioma e não ter a relação causa-efeito devidamente estabelecida com o amianto. Milhares de pessoas morrem em nosso País, sem ter investigação adequada. Estima-se que 25% dos atestados de óbito trazem causas inespecíficas.

Abs e boa sorte aos dois,Conceição Lemes

Para Antonio e João Bravo -- 1 (20/10/2008 - 14:46)
Caros João Bravo e Antonio,

Ambos levantam questões importantes, bastante distintas, em relação ao amianto. Por isso, vamos por partes.

Antonio diz: "nunca fui trabalhador ligado ao ramo do amianto, porém boa parte da minha vida profissional passei por locais onde a cobertura era feita desse tipo de material sem que existisse algum anteforro, em que algumas poucas vezes eu mesmo executei pequenos reparos como troca, corte e furação".

Você, Antonio, ao executar pequenos reparos, como corte e furação, provavelmente se expôs a fibras de amianto. Por isso, por precaução, o ideal é você passar por uma avaliação clínica em um dos Centros de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) existentes em São Paulo. Como você tem história de exposição, certamente o médico pedirá prova de função pulmonar, ou espirometria, telerradiografia (raio x) e tomografia de alta resolução de tórax. Por favor, nos diga em que bairro você mora, para que possamos verificar se há algum próximo da sua casa. Abs, Conceição Lemes

FERNANDA GIANNASI (20/10/2008 - 12:51)
Prezados Azenha, Roberto e Marco Antônio
Sugiro que não prolonguem este debate de surdos com o tal Almeida e outros olheiros da ETERNIT/SAMA, que nada contribuem com o debate; apenas são usados para fazer o trabalho sujo de nos insultar e nos imputar a pecha de "sermos financiados por este ou aqueles que são seus desafetos atuais"; no passado estavam todos juntos, unidos e batendo em nós. Agora se separaram num divórcio litigioso e cada um luta por seu quinhão no mercado nacional de coberturas e o que menos importa nesta briga é a saúde do trabalhador. As "carpideiras" aqui representadas por estes bate-paus, estes sim sustentados (como denunciado pela Folha de SP em várias matérias) por um acordo espúrio em que o Instituto do Crisotila mantém estes lobbystas com polpudas verbas anuais, eles não têm nada de inteligentes ou nada que escrevem é original. Este tal de Almeida (por favor nos forneça o IP dele também e dos demais algozes, pois vamos interpelar todos eles judicialmente)aqui "copiou e colou" parte do relatório do deputado Ronaldo Caiado no trecho abaixo "verdadeira razão é que o grupo Saint-Gobain vem forçando e pressionando autoridades, por intermédio de organizações não governamentais - ONGs e de marqueteiras histéricas, travestidas de defensores da saúde ocupacional e do meio ambiente", sic.
Diga-me com que andam estes caras e com que se associam politicamente, que lhes direi quem são!

Marco Antônio Leite (19/10/2008 - 18:10)
Cidadão Almeida, vale dizer que não sigo imposições de quem quer que seja por esta razão sou IMPÍO convicto. Trabalhei na área de segurança e medicina do trabalho durante 35 anos ininterruptos, por isso não estou escrevendo de orelhada. O senhor nos seus comentários deixa transparecer que esta ganhando algum para defender interesses de terceiros no caso do amianto. Todo aquele que trabalha ou de uma forma ou de outra tem contato com o pó em suspensão do produto em questão sabe que se trata de uma matéria-prima cancerígena, basta verificar as estatísticas governamentais. Peço ao senhor que não chame ninguém de tolo, isso porque todos têm conhecimento dos riscos que corremos por estarmos vivos, ou seja, a morte. Se pudermos prolongá-la, melhor, se não iremos ser transferidos da superfície da terra para o subsolo antes do tempo pré-estabelecido pela natureza.

Alomeida (19/10/2008 - 15:04)
Marco Antonio Leite, na seja tolo! A verdadeira razão é que o grupo Saint-Gobain vem forçando e pressionando autoridades, por intermédio de organizações não governamentais - ONGs e de marqueteiras histéricas, travestidas de defensores da saúde ocupacional
e do meio ambiente, a banir todos os produtos concorrentes para impor ao mercado
desse Terceiro Mundo o seu produto mais caro, menos adequado e totalmente desconhecido quanto às patologias que poderão acarretar ao ser humano e ao meio ambiente.
Nessa guerra, o grupo lançou mão de recursos para dominar o mercado brasileiro, constituindo, nas barbas do governo, sem respeitar as normas da SDE e do CADE, o maior monopólio do País. Este monopólio não envolve
bebidas ou divertimentos, assuntos que ocupam grandes espaços nos meios de comunicação, mas produtos da mais pura essencialidade, quais sejam as coberturas
das casas humildes, os reservatórios residenciais de água e as tubulações de adução de água e remoção de esgoto, demonstrando um profundo desrespeito às
classes mais necessitadas do Brasil. Vá lá e visite a Mina, eles tem um processo transparente, inclusive possuem um programa "Portas Abertas" que a predomina-se como uma das Mina mais visitadas do Mundo, sendo exemplo para o mundo. Vá lá para depois criar sua opinião. Vejo que é mais um que vive na sombra das dúvidas e é sugestionável. Meu amigo, para salvarmos este mundo, não devemos seguir a multidão, precisamos ser diferente!! A amôzonia está morrendo, sabia?????!

Antonio (18/10/2008 - 09:59)
Conceição Lemes, tenho 36 anos, moro em S. Paulo, nunca fui trabalhador ligado ao ramo do amianto, porém boa parte da minha vida profissional passei por locais onde a cobertura era feita desse tipo de material sem que existisse algum anteforro, e em que algumas poucas vezes eu mesmo executei pequenos reparos como troca, corte e furação. Meu e-mail é universoempaz@yahoo.com.br. Muito obrigado.

Marco Antônio Leite (17/10/2008 - 16:19)
Senhor Roberto quem come, come e come pó de amianto ou fibrocimento são os trabalhadores que estão expostos a esse veneno em suspensão. O que as autoriades no assunto querem é minimizar ao mínimo o contato com produtos insalubres e periculosos, a fim de obstaculizar doenças graves e mortes provenientes dessa exposição.

Roberto de Sousa (17/10/2008 - 13:40)
Parabens Sr. Almeida, a Saint Gobain comeu, comeu e agora cospe no prato que comeu, juntamente com os seus lobistas.

Almeida (SP) Capital (16/10/2008 - 22:34)
o Grupo Saint Gobain, que espalhara, em décadas anteriores, o amianto por toda a Europa, na sua fase de reconstrução do pós-guerra e, para tanto, cobrira boa parte do Canadá com poeira de amianto,buscando fugir de sua responsabilidade pela mortandade que causou junto às opulações operárias dessa região, estabeleceu parceria com entidades asiáticas para produzir o mesmo fibrocimento, com que inundara a Europa, agora a partir douso de fibra sintética.
Esta fibra, entretanto, apresenta preço mais elevado do que a crisotila, possui menores resistência e durabilidade que a fibra natural, produz aglomerados de qualidade inferior e, o que é pior, tem seu comportamento sanitário ainda não suficientemente estudado. Para que seu produto ganhasse mercado, portanto, era e é necessário banir o concorrente.
Eis a verdadeira razão de os meios de comunicação estarem
saturados com artigos estigmatizando o amianto crisotila.
Infelizmente, como em outras situações, os inocentes úteis são desavergonhadamente explorados.
A verdadeira razão é uma guerra comercial, aética e
mesquinha que não se importa, no fundo, com o destino de centenas de milhares de trabalhadores, que dependem do amianto para seu sustento, e de centenas de
milhares de famílias, que disso sobrevivem ou disso se utilizam para ter um teto e fugir da insalubridade de poços, cacimbas e açudes, etc. E não preciso dizer quem teve a coragem de unir-se com a Saint Gobaint para tamanha desumanidade...Ela a própria.

Marco Antônio Leite (16/10/2008 - 20:27)
Cara Conceição Leme, estou aguardando um retorno há contento sobre aquele assunto. Abraços de seu admirador?

Para Antonio (16/10/2008 - 17:04)
Caro Antonio, os trabalhadores que manipulam ou manipularam amianto devem ser submetidos a alguns exames periódicos. Seria o seu caso? POr favor,se possível, deixe o seu e-mail aqui, para que possamos responder-lhe pessoalmente e ajudá-lo de forma adequada. Abs e boa sorte, Conceição Lemes

Marco Antônio Leite (16/10/2008 - 16:08)
Doenças pulmonares de origem ocupacional

TEMAS: Silicose - Pulmão negro - Asbestose - Beriliose - Asma profissional - Bissinose - Exposição a gases e substâncias químicas - Pneumoconiose benigna




Asbestose
________________________________________
A asbestose é uma formação extensa de tecido cicatricial nos pulmões causada pela aspiração do pó de amianto.
O amianto é composto por silicato de mineral fibroso de composição química diversa. Quando se inala, as fibras de amianto fixam-se profundamente nos pulmões, causando cicatrizes. A inalação de amianto pode também produzir o espessamento dos dois folhetos da membrana que reveste os pulmões (a pleura).
As pessoas que trabalham com o amianto correm o risco de sofrer doenças pulmonares. Os operários que trabalham na demolição de construções com isolamento de amianto também correm risco, embora menor. Quanto mais tempo um indivíduo estiver exposto às fibras de amianto, maior é o risco de contrair uma doença relacionada com o amianto.
Sintomas
Os sintomas da asbestose aparecem gradualmente só depois da formação de muitas cicatrizes e quando os pulmões perdem a sua elasticidade. Os primeiros sintomas são a dispneia ligeira e a diminuição da capacidade para o exercício.
Os grandes fumadores que sofrem de bronquite crónica juntamente com asbestose podem tossir e ter uma respiração sibilante. A respiração torna-se, gradualmente.

João Bravo (16/10/2008 - 16:07)
Quando criança aqui no sul, costumava colocar pedaços destas telhas no fogo...nossa é um tiro. Agora,lendo o artigo, me ocorre algo.Aqui, devido as constantes chuvas de granizo,é normal perder-se todo telhado durante estes eventos.Toneladas de "cacos" destas telhas pelo chão, e algumas vezes sendo utilizadas por crianças ou até mesmo como "aterro" ou contra-piso por pessoas mais humildes.Será que isto contamina o solo?...será que o manuseio por crianças pode trazer consequências?

Antonio (16/10/2008 - 13:58)
Não sei se é possível, mas gostaria de perguntar se alguém sabe me dizer qual ou quais os exames a serem feitos para diagnosticar doenças provenientes do amianto.

Fernando (16/10/2008 - 13:33)
Lula e Gilmar Mendes unidos pelo amianto. Em 2010 não me esquecerei disso.

Marco Antônio Leite (15/10/2008 - 19:38)
Caro Apolinário, admiro que um cidadão de idade provecta venha chamar a minha atenção sobre o meu conhecimento de causa. Caro terceira idade, você não me conhece para saber sobre meu histórico de vida estudantil e profissional. Abraços antigos?

Marco Antônio Leite (15/10/2008 - 13:20)
Senhor JR, você não é idiota igual a mim, pois eu nunca chamei ninguém de idiota. Trata-se de um termo chulo e inadequado para ser usado num site onde os comentaristas demonstram terem alto nível intelectual, já não é o vosso caso. Procure verificar sua pouca inteligência para evitar usar palavras que não combinam no seu parco bilhete. Você pensa que pensa que conhece o assunto em epigrafe, mas o senhor só pensa que pensa?

Marco Antônio Leite (15/10/2008 - 13:10)
Senhor José Roberto, se o senhor acha poucas setecentas mortes, fazer o que com uma criatura com esse nível de analise. Esclareço, não trabalhei na FUNDACENTRO, me formei na melhor escola de segurança e medicina do trabalho do país, ou seja, FUNDACENTRO. Igualmente, não preciso de ajuda de ninguém, pois meu conhecimento sobre essa matéria-prima fez parte do curso teórico, bem como, dos trinta e cinco anos de militância na área em questão. Oriento vossa senhoria se aprofundar no assunto para deixar de acusar levianamente pessoas de caráter e, que sempre trabalhou em prol da saúde orgânica, mental e física do conjunto da classe trabalhadora. Vale dizer, não sou e nunca fui proxeneta do sistema capitalista, por essa razão perdi alguns empregos por defender os interesses dos trabalhadores. Abraços socialistas?

jose roberto (15/10/2008 - 11:21)
Esse tal de Marco Antonio Leite é mais um pau mandado das
fibras alternativas, não conhece nada de amianto e deve ter solicitado alguém para redigir os seus comentários. Para se fazer um comentário sobre alguma coisa é necessário ter conhecimento de causa, e eu, como não sou papagaio de pirata, estive visitando a SAMA para saber mais sobre esta polêmica. Caso você trabalhou na Fundacentro, deveria estudar mais sobre o Amianto e não ficar dando "control c control v". A empresa tem um fichário de todos os funcionários que passaram pela Mina em seus 40 anos de produção, - 11000 funcionários, desse total não morreram 700, isso em 40 anos, vá lá e comprove pessoalmente, não fique escutando conversa de lobistas, não sou médico, mas sei ler e escrever, não sou idiota como você, a Empresa está aberta a qualquer pessoa para visitá-la, pegue um dinheirinho das fábricas alternativas e faça uma visita à Mina, não fique tecendo comentários idiotas sem ter conhecimento de causa.

João Eduardo Rompato (15/10/2008 - 08:49)
Aqui em Leme SP existe casos de Abestose e Mesotelioma, confirmados atraves de laudo Médico e Certidão de Óbito, sou filho de Osvaldo Rompato, que faleceu em 2006 causa mortis ABESTOSE e com certeza há mais casos de doenças relacionados com Amianto e que foram omitidos, por autoridades da Saude ,não fazendo parte de estudos e estatisticas oficiais, já em 1983 foram informados ao INSS 16 caso em uma empresa em LEME, temos que banir esse material, VAMOS BANIR O AMIANTO.

Adauto Elias (15/10/2008 - 00:49)
Estava um pouco em dúvida, mediante os prós e contras ao amianto. Mas depois de ter lido aqui alguns comentários desrespeitosos, grosseiros.. percebi o tipo de gente que defende a continuidade desse produto. Tomara que o amianto seja banido nos quatro cantos do país e leve junto à derrocata os "cartolas" que defendem essa porcaria. Que morram pagando indenizações.

Leider Lincoln Catalão-GO (14/10/2008 - 21:22)
Ressaltei a cidade por que Catalão também é uma cidade onde a mineração é importante.
Também para dizer que nem todos os que vivem em tais cidades defendem que as mineradoras possam colocar em risco a vida dos seus funcionários e cidadãos.
Goiás e Brasil sem amianto, já!

Marco Antônio Leite (14/10/2008 - 20:48)
Senhor Apolinário, trabalhei durante 35 anos na área de segurança (trabalho) e medicina do trabalho, isso me deu embasamento para ter conhecimento teórico e pratico, além disse me formei na FUNDACENTRO, a melhor escola no ramo. Ademais, não escrevo através de orelhada, mas sim com conhecimento, pois trabalhei em várias metalúrgicas e montadoras de veículos, as quais usavam ou ainda usam o asbesto para uso no processo produtivo. Abraços com conhecimento, sem curiosidade superficial?

bentoxvi-o santo (14/10/2008 - 20:29)
AZENHA.E AQUELES TANQUES DÁGUA FEITOS DE AMIANTO,TEM ALGUM PERIGO???E AS TELHAS,QUANDO MOLHADAS ,EXISTE ALGUM PERIGO???

Augusto César (14/10/2008 - 20:23)
Sr. Cid não deveria defender pessoas corruptas, compradas, sem ocupação profissional, desordeiras e sim preocupar com milhares de famílias que perderiam seu emprego responsável e seguro no segmento do fibrocimento, acho que o Sr. está sem cliente para ocupar o seu tempo, mas acho que com tanto dinheiro ilicito que essa Senhora que até o nome é feio, já até pagou todos os seus honorários que nem precisa de mais clientes. Uso produto feito do amianto e defendo a sua extração, industrialização, manuseio e comercialização, conheço o processo e garanto a seriedade das empresas envolvidas.

Amaury Andrade (14/10/2008 - 20:21)
Azenha, sensacional!!!!!
Olha, digo a você e a Conceição, que podem contar comigo aqui em Goiás, pois aqui moro há nove anos, e posso afirmar pra vocês que os politicos goianos não farão nada para mudar esse quadro.
Penso que nas próximas eleições para deputados estaduais e federais, mudemos então, essa CORJA.

Marco Antônio Leite (14/10/2008 - 20:14)
Senhor José Roberto, você esta fora da realidade da medicina e prevenção de doenças e acidentes provenientes do trabalho. O cigarro e a cachaça são dois agentes agravantes da doença adquirida em ambiente com o pó de amianto em suspensão. Você é mais um daqueles que escrevem de orelhada, ou seja, sem conhecimento de causa ou profissional da matéria medicina do trabalho. Milhões de brasileiros escrevem usando um português claudicante e, para ler um pequeno bilhete tem a maior dificuldade, até gagueja, será que você se enquadra nesse universo de pessoas.

Sr. Apolinário 72 anos - Minaçu-GO (14/10/2008 - 20:08)
Sr. Marco Antônio Leite eu tenho certeza que tudo o que o Sr. disse foi pesquisado na internet e concordo com seu depoimento, mas não acredito em todo esse conhecimento vindo de sua pessoa, hoje a net nos dá tudo o que procuramos. Mas falando do fibrocimento venho a falar em público que desde a década de 80 não há nenhum caso de asbestose comprovado porque garanto que todas as indústrias do fibro-cimento trabalham de forma segura e controlada do produto. Sr, seja mais criativo e conhecedor para argumentar.

jose roberto (14/10/2008 - 19:58)
Conheço a Mina de Amianto em Minaçu e várias outras fábricas de produtos contendo amianto e outras que trabalham com outros materiais. Jamais encontrei organização tão grande quanto às empresas que lidam com este produto, todas as empresas brasileiras deveriam se espelhar nestas que trabalham com o amianto, pois assim o risco de contrair doenças seriam reduzidas a zero.A Fernada Gianazi, como funcionária da DRT, deveria se preocupar é com os casos de escravidão que há nas fazendas dos Deputados e Senadores que são contra o Amianto, em São Paulo mesmo há vários escravos Peruanos trabalhando em confecções de roupa e ela até agora não fez nada, vive viajando fazendo pregações contra o amianto e a favor de quem ela relamente é paga para defender, ela não faz nada.Na Relação da OMS de produtos perigosos, o Amianto está na 135º posição, ou seja, há 134 produtos mais perigosos, porque ela não combate o uso destes produtos? Se ela fosse em Marabá e Parauapebas, saisse desta redoma em que ela se encontra, vivendo às custas das benesses dos poderosos, ela iria ver que o minério de ferro produzido lá é muito mais prejudicial do que o amianto, pois se voce deixar um carro branco na porta das siderúrgicas por 2 horas, quando voce sair de lá, não reconhece mais o seu carro, de tanta poeira de ferro, portanto vá cuidar de suas obrigações deixe o povo trabalhar, morei em minaçu por 35 anos, não conheço um caso de asbestose, quase todos as mortes foram natural ou excesso de cigarro e pinga.

Marco Antônio Leite (14/10/2008 - 19:55)
Senhor Dr. Cid Barros Ferreira, sou solidário a vossa preocupação com que o individuo abaixo proferiu asneiras contra há senhora Dra. Fernanda Giannasi, estou à disposição para eventual necessidade de testemunhar as bobagens ditas aqui. Vale dizer, senhor Eduardo devemos escrever com conhecimento de causa e, mesmo assim nunca ofendendo o moral de quem quer que seja. Escrever para satisfazer seu ego e sua necessidade de fazer critica infundado não traduz o espírito democrático e livre deste site, o qual nos deixa há vontade, mas para escrever fundamentado no conhecimento teórico e, não naquilo que achamos que é verdade.

José Pereira Neto - Minaçu-GO (14/10/2008 - 19:55)
Eu tenho absoluta certeza que essa pessoa que chamou as caixas d'água de "porcarias" toma água armazenada nas caixas d'água de amianto e não tem conhecimento do que fala, pois a cidade que moro tem mais de 35.000 habitantes e todos tomam água armazenadas em caixas d'água de amianto e nunca ninguém morreu por isso. Para o seu conhecimento pessoinha o amianto não faz mau algum se ingerido, vou mais além, na mina onde é extraído o amianto, seu limite de fibras inaláveis e de 2,0 fibra/cm3 conforme MTB e a empresa trabalha bem abaixo desse limite 0,2 fibra/cm3 conforme acordo firmado entre CNTA, SINDICATO DOS MINEIROS E TRABALHADORES DA MINA. Eu falo porque conheço a seriedade do processo, faça como eu, fale do que entende e não do que vêem os desocupados falarem ou criticarem.


Marco Antônio Leite (14/10/2008 - 19:24)
Asbesto variedade de anfibólio composta de silicato de cálcio e de magnésio, mais conhecidocomo amianto e fibro-cimento, que causa as seguintes doenças que podem levar amorte:
Asbestose - Inicialmente diagnosticada entre trabalhadores da indústria naval dos Estados Unidos, a asbestose consiste de lesões do tecido pulmonar causadas por um ácido produzido pelo organismo na tentaiva de dissolver as fibras. As lesões podem tornar-se extensas ao ponto de não permitirem o funcionamento dos pulmões. O tempo de latência (período que a doença leva a manifestar-se) é geralmente 10 a 20 anos.
Mesotelioma - Um cancro do revestimento mesotelial (pleura) do pulmão. A única causa conhecida é a exposição ao asbesto. O período de latência do mesotelioma pode ser de 20 a 50 anos. A maior parte dos doentes morre em menos de 12 meses após o diagnóstico.
Cancro - Cancros do pulmão, do tracto gastrointestinal do rim e laringe foram associados ao asbesto. O período de latência é muitas vezes 15 a 30 anos.
verrugas de asbesto - produzidas quando fibras aguçadas se alojam na pele sendo recobertas por esta causando crescimentos benignos semelhantes a calos.
placas pleurais - espessamento de parte da pleura visível por meio de radiografias em indivíduos expostos ao asbesto.
espessamento pleural difuso - semelhante à anterior. Geralmente assimptomática, pode causar perda de capacidade respiratória se a sua extensão for grande. Portanto, tudo que ela fala tem fundamento cientifico.


Cid Barros Ferreira - advogado da ABREA RIO (14/10/2008 - 16:08)
Na qualidade de advogado da Abrea Rio e tendo sido nomeado pela Dra. Fernanda Giannasi, venho solicitar ao Sr. Eduardo Cardoso que faça uma retratação pública das ofensas proferidas contra ela neste site, sob pena de não o fazendo sofrer as penalidades previstas na lei para os ilícitos de calúnia e difamação.
Desde já, solicito ao ilustre jornalista Azenha que nos forneça o IP do Sr. Cardoso, a fim de que possamos nos dirigir diretamente a ele, sem importunar os seus digníssimos leitores.
Cordialmente.
Cid Barros Ferreira - OAB/RJ - 85.044

Sofia (14/10/2008 - 12:32)
Agradeço o Viomundo pela entrevista. Muito esclarecedora.

Herzog (14/10/2008 - 10:55)
Escuta aqui...vamos imaginar um casal idoso que tem em casa duas caixas d'água de amianto....e decidiram removê-las...agora veja só...elas residem em uma cidade de pouco mais de 10.000 habitantes...Como elas poderão descartar corretamente essas caixas .... seguindo a resolução de Descarta de lixos perigosos?...Será que se as pessoas realmente começarem a trocar as caixas d'água...não haverá uma geração de lixões com amianto...Algo MUITO SÉRIO E RESPONSÁVEL tem de ser feito ao se descartar essas PORCARIAS....um problema tão grande quanto o lixo "comum" que não é reciclado Brasil afora...

Luiz Carlos Azenha (13/10/2008 - 22:28)
Eduardo, eu espero que vc tenha provas sobre o que afirma, caso contrário está sujeito a um baita processo de indenização por calúnia e difamação.

Ricardo Ceragioli (13/10/2008 - 22:24)
Eu fico imaginando as lonas, pastilhas de freio e sistemas de embreagem para todos os tipos de veículos de rodagem; essas peças foram feitas literalmente para virar pó, já que são desbastadas durante sua vida útil. Onde foi parar todo esse pó?

Eduardo Cardoso (13/10/2008 - 22:15)
Galera vocês notaram que só a Giannasi fala sobre amianto ? Só ela levanta bandeira de banimento, ela é dona da verdade !! As outra pessoas que se manifesta também com conhecimento de causa e comprada, está errado, ela fala como médica, como cientista mas ela é apenas uma pau-mandado das fibras alternativa que querem abocanhar o mercado.
Só para lembra-los, na década de 70 e 80 a Saint Gobain era monopolio do amianto, era dona da Eternit e Brasilit,quando pipocou alguns problemas ela saiu fora e agora está com dificulde em implatar novamento o monopolio das Fibras alternativas e a dna Giannassi embarcou com a sua ONGzinha junto.
Deve está levando algum dinheirinho também.....



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