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Cartas de Minas
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Temer contraria instituições de saúde e sanciona pulverização de agrotóxicos nas cidades

28 de junho de 2016 às 19h45

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Arte: Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida

Temer sanciona pulverização de agrotóxicos em áreas urbanas

A proposta do Sindicato de Aviação Agrícola (Sindag) veio coincidentemente no mesmo ano em que a venda de agrotóxicos recua 20%

do site da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) 

O vice-presidente em função de presidente interino Michel Temer sancionou ontem a Lei nº 13.301/2016, que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes aegypti. No texto da lei, consta a “permissão da incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida.” Ou seja, preparem seus guarda-chuvas, pois em breve vai chover veneno na sua cabeça.

Mesmo que a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, a Abrasco, o Consea, o Conasems, o Conass, a Fiocruz, o próprio Ministério da Saúde e tantas outras instituições tenham se posicionado contra, a sede de lucro falou mais alto. A proposta veio justo do Sindicato de Aviação Agrícola (Sindag), coincidentemente no mesmo ano em que a venda de agrotóxicos recua 20%.

A pulverização aérea para controle de vetores, além de perigosa, é ineficaz. Anos e anos de aplicação de fumacê serviram apenas para selecionar os mosquitos mais fortes, forçando o aumento nas doses de veneno e a utilização de novos agrotóxicos. Os efeitos na saúde da população exposta à pulverização aérea nas lavouras está extremamente bem relatado no Dossiê Abrasco.

A pulverização aérea é perigosa porque atinge muitos outros alvos além do mosquito. E justo por isso, é também ineficaz. O agrotóxico será pulverizado diretamente sobre regiões habitadas, atingindo residências, escolas, creches, hospitais, clubes de esporte, feiras, comércio de rua e ambientes naturais, meios aquáticos como lagos e lagoas, além de centrais de fornecimento de água para consumo humano. Atingirá ainda, indistintamente, pessoas em trânsito, incluindo aquelas mais vulneráveis como crianças de colo, gestantes, idosos, moradores de rua e imunossuprimidos.

Ainda que a lei aprovada exige a aprovação das autoridades sanitárias, sabemos que o atual ministério interino da saúde partilha dos mesmos interesses sujos, e não deve demorar muito a aprovar medidas, ou iniciar temerosos testes em populações feitas de cobaia.

Não reconhecemos este governo, e lutaremos até o fim para que o prejuízo da indústria de agrotóxicos não seja recuperado às custas da nossa saúde.

Assine aqui o abaixo-assinado eletrônico para marcar a sua posição contrária

 Leia também:

Ministro da Saúde menospreza médicos cubanos, farmacêuticos e benzedeiras 

 

8 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

30/06/2016 - 08h17

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http://www.conversaafiada.com.br
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Érica

30/06/2016 - 08h14

Estivesse tão empenhado em combater o aedes, teria nomeado um secretário para a área que cuida do tema, vaga até hoje. Temos que denunciar isso para a imprensa internacional, para as delegações dos países que virão para as olimpíadas. O mundo inteiro vendo esse desgoverno fazer mer**.

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Alteclinio Martins

29/06/2016 - 21h11

Só queria saber qual o interesse escuso desse Sindicato de Aviação Agrícola (Sindag).

Embora não acredite na via judicial, só resta isso já que o usurpador sancionou.

Responder

    Nelson

    30/06/2016 - 10h37

    Meu caro Martins.

    O lema neoliberal, inculcado diuturnamente via propaganda do sistema, é: você tem que lucrar o máximo, no menor tempo possível, com o menor esforço possível e… sem se importar com a forma com a qual venha a conseguir esse lucro.

    Então, o “interesse escuso” do Sindag é garantir lucros e mais lucros; para uns poucos, fumigadores e fabricantes de venenos. Às custas da saúde de muitos, de milhares e milhares. Mais capitalista, mais neoliberal, impossível.

Nelson

29/06/2016 - 10h38

Qual piratas, os que tomaram o poder de assalto estão a repartir o botim. Lucros, lucros e mais lucros – para alguns poucos e às custas de muitos – é o objetivo único; os meios para atingi-los não importam.

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    Nelson

    30/06/2016 - 10h31

    É rata ou errata?

    Onde eu escrevi botim, leia-se butim.

Serjão

29/06/2016 - 02h11

Chemtrail tupiniquim.

Responder

Fernando

28/06/2016 - 21h16

É claro que os bairros e condomínios nobres não vão ser pulverizados; apenas as favelas e alguns bairros periféricos. Todo tipo de câncer e alergias vão sobrar para os pobres. É assim que eles querem acabar com os pobres no Brasil.

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