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Cartas de Minas
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Stédile: Mídia esconde o que está em jogo na Venezuela, o petróleo

14 de fevereiro de 2018 às 15h23

O que está em disputa na Venezuela é a renda do petróleo

do Sul21

João Pedro Stédile (*)

O povo brasileiro vem sendo bombardeado todos os dias por mentiras e manipulações da grande imprensa sobre a situação da Venezuela.

As acusações vão desde um governo ditatorial, migração em massa, povo passando fome e até violência diária nas ruas , cometida pela polícia , contra todos.

Vamos aos fatos.

Desde que Chavez assumiu o governo pelas urnas em 1999, foram realizadas dezoito eleições. Duas delas o governo perdeu.

A oposição direitista governa três estados importantes. Foi o país do planeta que mais eleições diretas realizou em toda história.

Saíram do país, no último ano, em torno de 30 mil venezuelanos para a Colômbia e Brasil. Mas há na Venezuela 3 milhões de colombianos e mais de 15 mil haitianos.

A Venezuela é um grande importador de alimentos, e quem importa são empresas privadas e o governo. Nunca se gastou tanto dólares em comida como agora.

De abril a agosto de 2017, a direita adotou a tática ucraniana de produzir o terror. O medo, o caos, para provocar um golpe, tentando dividir as forças armadas e pedindo intervenção militar estrangeira!

Adotou as mais diversas formas de violência física e social, seguindo os manuais da CIA. Tudo era praticado por jovens mercenários e lúmpens, pagos em dólar.

Mataram, nesse processo, 95 pessoas. Cinco foram mortas pelas forças da ordem e noventa eram chavistas, assassinados pelos mercenários.

A resposta do governo foi convocar uma Constituinte, para repactuar a sociedade. O povo entendeu e somou-se de forma massiva.

Ainda que a participação não fosse obrigatória, participaram mais de 8 milhões de eleitores , a maior participação dos últimos vinte anos. Com a eleição da constituinte, o povo derrotou politicamente o terror e a tática ucraniana.

A oposição retirou-se das ruas com seus mercenários e participou com seus euros e dólares das eleições para governadores no dia 22 de outubro.

Mas o império não se aquietou e Trump ameaçou com bloqueio econômico, naval e invasão militar! Santa paciência!

O imperador falastrão não conhece o povo da Venezuela, nem a América Latina, nem as leis internacionais.

Essa ameaça apenas serviu para criar uma coesão ainda maior entre as forças armadas e o povo venezuelano. E uma agressão militar levaria milhões de trabalhadores de toda a América Latina a se manifestarem.

No fundo, a disputa não é pelo governo Maduro, a disputa é pela renda petroleira, que durante todo século 20 foi apropriada indevidamente pelas empresas estadunidenses e por uma minoria de oligarcas venezuelanos, que viviam como marajás! E isso acabou.

A obrigação de todos os militantes, de todos os movimentos populares e partidos de esquerda é defender o povo da Venezuela e o processo bolivariano.

Ou assumir que está do lado do império e de seus aliados mercenários dentro da Venezuela!

No Brasil, os movimentos populares e partidos políticos nos articulamos em mais de sessenta entidades no comitê Paz na Venezuela, para nos manifestar e apoiar de todas as formas possíveis a paz naquele país.

Você pode aderir, entre na página com o mesmo nome, e promova atividades de solidariedade em seu espaço social de atuação. Já os golpistas , sua imprensa e alguns oportunistas, seguem vomitando mentiras, como se tivessem alguma moral, de criticar e algum governo de outro golpista.

A história não falha, e no futuro as gerações saberão quem eram os golpistas e mercenários a serviço apenas do capital estrangeiro.

(*) João Pedro Stedile é coordenador do MST e da Via Campesina Brasil.

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6 Comentários escrever comentário »

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Nelson

19/02/2018 - 23h49

“Fico feliz que a situação na Venezuela esteja como o Stédile narra no texto. Se a fome e a inflação estão sob controle, diferentemente do que se divulga no mundo todo”. [Lukas]

Também no mundo todo a mídia “presstituta” [termo cunhado pelo economista estadunidense Paul Craig Roberts], sabuja abjeta do Sistema de Poder que domina os Estados Unidos, grande parte do planeta e que tem anseios de dominá-lo por inteiro, divulgou as seguintes notícias como fatos dados, verdadeiros:

Sadam Hussein possuía armas de destruição em massa [ADMs] e estava prestes a usá-las contra seu povo, seus vizinhos e mesmo contra os EUA;

Muammar Kadaffi, além de assassinar seu povo, estava a distribuir caixas de Viagra entre seus soldados para que estes pudessem praticar estupros em série;

Bashar al Assad ordenou ataques com armas químicas contra seu próprio povo. Isto, mesmo que, em 2013, sob a supervisão de emissários enviados pelo governo da Rússia e pelo governo dos Estados Unidos, o arsenal de armas químicas da Síria tenha sido destruído por completo;

Essa mídia presstituta é a mesma que divulga, com o máximo alarde, a emigração de milhares de venezuelanos para países vizinhos, mas que, em momento algum, foi capaz de noticiar que nos últimos 40 anos quase 6 milhões de colombianos – isto mesmo, quase 6.000.000 – emigraram para a Venezuela.

Grande parte dessa imensa leva correu para a Venezuela fugindo do terror propagado pelo governo colombiano e seus grupos de paramilitares, armados e apoiados pelos governos dos EUA para garantir que as grandes corporações estadunidenses pudessem se apossar das terras dos camponeses e das grandes riquezas do país vizinho.

É nessa mídia que tu queres que eu acredite, Sr Lukas? Prefiro ler/ouvir o que tem a dizer o grande companheiro João Pedro Stédile.

E, para encerrar, para o senhor, seu Lukas, que, ao que tudo indica, ama de paixão a grande nação do norte, da bandeira listrada e estrelada, eu deixo uma saudação, o brado dos valorosos companheiros do MST-Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra:
Pátria livre!!!
Venceremos!!!

Responder

Lukas

15/02/2018 - 12h41

Fico feliz que a situação na Venezuela esteja como o Stédile narra no texto. Se a fome e a inflação estão sob controle, diferentemente do que se divulga no mundo todo, não há motivos para tanto alarde ou preocupação.

MADURO 2018!

Responder

Lukas

15/02/2018 - 12h36

Cabe ao povo da Venezuela decidir o que fazer com seus governantes. Até para que sirva de exemplo, devem deixar que Maduro leve até às últimas consequências o SOCIALISMO DO SÉCULO XXI (mas com corpinho de SÉCULO XIX).

O povo venezuelano é maduro (sem trocadilho, por favor!) o suficiente para decidir o seu futuro.

Fome ou inflação anual de 04 dígitos não é motivo para intervenção internacional.

Este ano tem eleição. Se o povo quiser, Maduro sai. C’est fini.

Responder

    leonardo-pe

    15/02/2018 - 16h44

    Concordo Contigo Lukas. mas o brasileiro pau mandado dos Estados Unidos,torcem que que esse país”derrube aquela merda”(como disse o”cachorro rex”tillerson).e pior é ver a imprensa brasileira com sede em São Paulo,apoiando isso. como aliás,apoiam a derrubada do presidente do irâ. como lá deu errado,se voltam para Venezuela mas,está dando errado também. com um povo desse que o brasil tem, nosso destino é a falência!

    Lukas

    15/02/2018 - 18h58

    É isto aí, Leonardo-pe, você me entendeu: Socialismo até a morte!

    couto

    17/02/2018 - 12h48

    Lukas
    Concordo com você. Nunca tive notícia nem acredito que nação alguma interveio ou venha a intervir em outra apenas por sentimentos humanitários. Se assim fosse, a África estaria cheia de exércitos caridosos, Recentemente vimos a caridade com o Iraque, a Líbia, a Síria. Como diz o João Pedro, o objetivo é o petróleo. O povo venezuelano está votando nas muitas eleições que há naquele país. Se o povo gosta do governo, respeitem o povo e o governo.

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