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STEDILE: LULA ABANDONOU REFORMA AGRÁRIA

Atualizado em 11 de novembro de 2008 às 20:11 | Publicado em 11 de novembro de 2008 às 18:00

da Agência Pulsar Brasil

11/11/2008

Para João Pedro Stedile da Direção Nacional do MST, a crise financeira contribuiu para o bloqueio da Reforma Agrária enquanto o governo Lula a transformou em um mero programa assistencial.

Em uma coletiva de imprensa, Stedile disse que o governo optou pelo agronegócio e as forças do capital financeiro na disputa por terras no país. Por isso, segundo ele, "a Reforma Agrária deixou de ser um plano nacional que democratize o acesso às terras”.

Ele citou dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), segundo os quais o governo brasileiro até agora assentou 18.630 famílias enquanto a meta seria de 80 mil.

Stedile ainda disse que a produção de etanol fez com que o cultivo de cana avançasse sobre a área da Amazônia legal. Também denunciou o monocultivo de eucalipto na região do Maranhão como uma ameaça ambiental. Esses e outros monocultivos, como o do milho e da soja, são citados por Stedile como causas da concentração de terras no país. Para ele as políticas econômicas do governo tornaram o Brasil um país agroexportador.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Claudio Torcato (17/11/2008 - 10:22)
O MST está cheio de oportunistas. Casos eu vejo na minha terra natal de vizinhos tomando terras de vizinhos, ao entrar para o MST. Cai a baixo para mim as reinvindicações deste movimento quando aproveitadores percorrem o país incitando pessoas a tomarem terras. Eles chegam e vendem sua parte e seguem adiante.

waleria (13/11/2008 - 19:37)
O MST reclama de terras - é mais que justo.

Mas porque as terras não chegam? Por causa do nefasto judiciário. E o que temos de pior no judiciário? As cortes supremas, os bandoleiros do STF.

Porque o MST não faz uma manifestação monstro em Brasília diante de Gilmar Mendes e outros que são funcionários dele no IDP?

Falamos de latifundio - e Dantas e Eike Batista na Amazonia?

Acho que o MST precisa ir mais fundo... em cada problrema... e botar a tropa na rua.

waleria (13/11/2008 - 19:34)
Para o Fernando.

O agronegócio não é só Aracruz e Monsanto.

Essas duas são péssimas sim, e outras. Mas não o agronegócio como um todo. Não existe nada de mal em plantar para exportar - desde que se plante com tecnologia, com dignidade no trabalho, sem depredar o meio ambiente.

Os exemplos de Aracruz e Monsanto é o que existe de pior.

Não se pode pautar uma crítica de um sistema pelo que ele tem de pior.


Fernando (13/11/2008 - 14:43)
Waleria, o agronegócio é tão nefasto quanto o latifúndio improdutivo, pois além de concentrar terras ele concentra renda também. Tem que lutar sim contra a Aracruz Celulose, contra a Monsanto da Dilma, contra o Grupo André Maggi e etc.

clodoaldo (13/11/2008 - 14:17)
e ainda existem pessoas que acreditam que esse governo e maramente socialista.

waleria (13/11/2008 - 09:17)
Não sei se meu ultimo post entrou no sistema. Mas vou continuar.

Nos falta um caminho de conscientização popular.
Lula acha que essa conscientização não é necessária - basta empurrar o povo miserável para pobre, e de pobre para a classe média, que tudo se arranja sozinho.

Isso não é verdade.

Vejam São Paulo e a eleição municipal.
A cidade mais desenvolvida do país, parece retrógrada mentalmente.

Basta uma musiquinha legal, uns vídeos manipulados, um candidato com cara meia de menino e pronto - lá vai toda a politização paulistana.

Um caminho de conscientização - que nos falta.

Lula foi um avanço com relação aos nefastos anteriores - mas o caminho dele foi distorcido para o mercado, para as maracutaias Dantescas, perdeu o rumo.

Precisamos de um rumo - e logo.
E eu acho que esse rumo não pode ser só economico, mas tem que ser também economico.

Sem uma conscientização popular, capilarizada, urbana, rural, nas favelas, nos morros, enxugamos gelo.

Muitas perguntas, precisamos de respostas.

De onde tem que vir as respostas? das massas populares mais politizadas, DO MST!

O MST não pode mais, nestes dois anos de Lula que faltam, se deixar esvaziar. Pelo contrário, agora é A HORA DO MST...para se criar uma alternativa de caminho de conscientização para o Brasil.

Não lutando contra o agronegócio - mas contra o latifundio improdutivo. Conscientizando não só o campo, mas todo o país. Um movimento urbano - o MST precisa entrar nas favelas paulistas e cariocas - se capilarizar.

Marco Antônio Leite (13/11/2008 - 09:08)
O que o MST esta fazendo que não para este país. Já esta passando da hora do movimento sem-terra dar um basta na atual situação de penúria em que está vivendo milhares de pequenos agricultores abandonados a própria sorte e, a direção do movimento não se mexe para dar uma refrega no governo Lula. Governo que virou as costas para o conjunto da classe trabalhadora e, hoje anda de mãos dadas com a grande burguesia, a qual se inclui banqueiros, empresários e especuladores em geral. Caro João Pedro Stedile vai por o bloco na rua, se não a situação dos sem-terra pode piorar ainda mais?

Gerson (12/11/2008 - 22:16)
continuando: O MST deveria aproveitar o "Gancho" da história do Dantas e berrar: "São esses caras, que impendem uma reforma agrária no Brasil, é sabido que o DD comprou terras e terras no Pará, que o Eike também,e no entanto querem nos enquadra como um movimento terrorista bla bla bla bla bla bla."
Tem um caldo de cultura prontinho pra ele. Esquecam os "CARAS PINTADAS" que só aconteceu, porque a mídia fez acontecer. Aquela garotada que pedia a cabeça do Collor, não vai pedir a cabeça do Dantas nem do Mendes.

J Godinho (12/11/2008 - 22:07)
O MST realmente é uma organização de respeito, mas o que o dirigente Stédile fez foi provocar uma nova reunião no Planalto para ampliar os interesses, e para isso nada melhor que os holofotes. Agora não acho este blog petista ou esquerdista, acho que as definições de esquerda e direita passam longe da Venezuela e Bolivia e sumiram do Leste Europeu. Devemos diferenciar um governo democrático de um projeto de governo neoliberal, onde se FHC estivesse no comando hoje estariamos vendendo a alma para quem?

Fabio Passos (12/11/2008 - 22:05)
Ô Waleria... dá só uma espiada:

http://www.mst.org.br/mst/listagem.php?sc=72

O MST é uma das organizações mais avançadas do país

palhinha ...

"
Nossas Lutas

DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
O povo tem o direito de organizar seus próprios meios de comunicação social. Lutamos pela valorização dos meios de comunicação populares e também pela quebra do monopólio privado dos meios de comunicação. A comunicação é um bem público e deve estar a serviço do povo.

SAÚDE PÚBLICA
O Estado deve garantir e defender a saúde de toda a população, implementando políticas públicas de soberania, segurança alimentar, de condições de vida dignas, como medidas preventivas às doenças; investindo no Sistema Único de Saúde (SUS) e programas de prevenção à doenças.

DESENVOLVIMENTO
As políticas de desenvolvimento da economia devem estar baseadas fundamentalmente nos interesses de melhoria das condições de vida de toda a população, em especial dos mais pobres.

SISTEMA POLÍTICO
Queremos um país que crie e utilize permanentemente mecanismos de participação e decisão direta da população, nas várias instâncias de decisão do poder político e social, construindo uma verdadeira democracia popular participativa.

CULTURA
O acesso à cultura, ao conhecimento, a valorização dos saberes populares, é condição fundamental para a realização dos brasileiros como seres humanos plenos, com dignidade e altivez. Queremos a democratização e a popularização da cultura no país, celebrando a vida e a diversidade cultural.

Fabio Passos (12/11/2008 - 21:54)
Lá no excelente site do MST:

"
Campesino

Ter as mãos calejadas
do cabo das ferramentas,
Sentir o sol escaldante
e o aço das tormentas,

Regar com meu próprio sangue
a saúde das lavouras,
garantir com meu suor,
grandes safras duradouras,

Obter da terra virgem
total fertilidade,
meu calor, minha coragem,
tragando a tempestade,

assim é que me coloco,
sou poeta, sou posseiro,
neste mundo desafeto,
deste solo brasileiro.

Guerreando o granizo
e o fogo das sanções,
enfrento na minha enxada
a ganância dos patrões.

Ergo alto minha viola,
a trombeta da vitória,
executo minha toada,
construindo nossa história.

E se preciso for,
empenho meu coração,
como quem faz amor,
enfrento a exploração.

Sou triste, mas tenho fé,
sou louco, mas muito forte,
temente da natureza,
mas cúmplice até da morte.

Em busca da nossa terra,
nos solos do meu País,
a minha viola berra,
vitória sobre os fuzis.

Meu pé descalço chuta
outros pés imperiais,
nos hinos da nossa luta,
habitam versos fatais,

E quem duvidar se atreva,
que entre nesta batalha,
Conosco a natureza,
e terra para quem nela trabalha.

Assim é que me atiro,
neste mundo conturbado,
Sou pobre, porém posseiro,
homem determinado.

disposto, pela justiça,
a morrer pelo cerrado,
pedaço do meu Araguaia,
não mais deixo ser grilado.

A terra só se contenta
em braços que dão amor,
aonde ela se integra
às metas do Criador.
"

Júnior Longo
Poeta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4540

ISMAEL LUIZ SANTOS DE SOUSA (12/11/2008 - 21:46)
O LULA ABANDONOU A REFORMA AGRÁRIA,MAS CONTINUA ENCHENDO O MST DE GRANA. PRÁ QUE? PRÁ INCENTIVAR A BADERNA, AS INVASÕES DE PROPRIEDADES PRODUTIVAS? FRANCAMENTE.

Tiago (12/11/2008 - 21:40)
O companheiro Stedile, apesar de sua resistencia, faz uma avaliação errada do governo lula pois se metade do que acontece nesse governo fosse no FHC o MST estaria nas ruas!

Pedro Paulo (12/11/2008 - 20:37)
waleria,

Não sei o quanto você está próxima da Venezuela para afirmar com total certeza que eles encontraram o caminho. Tomara que sim. Mas procurei e não vi sinais que tenha sido iniciada uma industrialização nacional que permita quebrar com a dependência tecnológica das grandes potências. Não me parece que seja visível hoje um fim para a dependência de exportações externar para suprir necessidades básicas de consumo. Acredito que o poder aquisitivo aumentou, mas isso pode haver ocorrido apenas com uma melhor distribuição de renda, sem realmente quebrar com a coluna central deste modelo de dependência que se espalha por todos os nossos países deste continente.

Mas reconheço meu desconhecimento da situação real daquele país e de nossos demais vizinhos. A informação que nos chega é sempre parcial e tendenciosa.

Arthur (12/11/2008 - 19:48)
O MST é uma organização que luta pelo bem do Brasil. SOu fã do Stedile. MAs é curiosos ele anunciar que o governo lula abandonou a reforma agraria quando o INCRA anunciou a poucos dias a desapropriação da SOuthall, em São Gabriel, RS. Um das maiores latinfundios gauchos. Segundo o saite da folha de Sp serão assentdas mais de 300 familias? vejam: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u465497.shtml
E agora josé?

waleria (12/11/2008 - 19:23)
Amigos,

A Venezuela encontrou o seu caminho - com Chavez e seu caminho Bolivariano. O povo é consciente e politizado.

A Bolivia vai reformar sua constituição para uma coisa nova - estão encontrando seu caminho. Vai ser um camilho plural, pluricultural, uma coisa nova, mas democrática, consciente, popular e autentica.

O Paraguai luta para encontrar o seu caminho.

O Chile, com dificuldade mas muita coragem derrotou Pinochet e encontra o seu.

E nós?
Num primeiro momento imaginamos haver encontrado o caminho com Lula.
Mas as reformas não vieram e logo se diluiram num tipo de clientelismo de mercado. Uma grande pizza foi armada. Jobim e Mangabeira viram ministros. Dantas corrompe em todos os níveis.

Nos perdemos no caminho, ou nem chegamos realmente a trilhá-lo.

Não adianta resmungar.

Adianta achar o caminho.

Fabio Passos (12/11/2008 - 18:54)
Waleria,
Do que está falando?
Se há um movimento social com perspectiva alternativa ao regime é exatamente o MST.

E o Lula, infelizmente, fez sua opção: Roberto Rodrigues, Blairo Maggi e os interesses das corporações transnacionais do agrobusiness.

Walker (12/11/2008 - 16:02)
Pedro Alves, "porrete vermelho de plantão"? Pára com isso guri, vai ler mais por aí algo que preste. Não seja como o Devoraka, que ouviu, quando era criança, que comunista comia criancinha, e acreditou, até hoje.

waleria (12/11/2008 - 14:31)
Respondo a Pedro Paulo.

O que vejo como problema não é o que o Stedile e o MST fazem - mas o que ainda não fazem.

Ainda se limitam a reforma agrária e problemas campesinos apenas.

Mas grande parte dos problemas ESTRUTURAIS estão na massa urbana que nem é mais proletária - e sem nada mesmo - é camelo, é favelado, é sem quase nada.

Só uma grande revolução estrutural - não necessariamente radical Marxista-Leninista - muito menos Stalinista por favor - mas mais Bolivariana, mais Latino-Americana, que deveria começar pela maior representatividade do voto, pela flexibilização de mandatos, por uma democracia mais direta.

Essa crise pode ser ótima - para o Brasil lá fora ganhando espaço - e para as esquerdas aqui dentro ganhando mais espaços.

Hans Bintje (12/11/2008 - 13:07)
Trecho de um texto do professor Ignacy Sachs publicado no Le Monde Diplomatique Brasil:

"A nossa ambição há de ser construir, a partir desse gigantesco manancial de biodiversidade, uma biocivilização socialmente includente e ambientalmente sustentável, baseada nos conceitos da agroecologia e da revolução duplamente verde, promovendo os usos múltiplos da biomassa como alimento para homens e animais, adubo verde, bioenergias, materiais de construção, fibras, plásticos, um leque cada vez mais amplo de bioprodutos da química verde saindo das biorefinarias, fármacos e cosméticos. Para tanto, devemos com urgência aprender a fazer o bom uso da natureza. A melhor maneira de proteger e conservar a natureza, é conciliá-la com a realização de objetivos sociais legítimos numa atitude antropocêntrica assumida e responsável.

Em outras palavras, convém fazer da energia solar captada por meio da fotossíntese, a pedra angular da biocivilização."

fonte: http://diplo.uol.com.br/2008-11,a2646

João Paulo (12/11/2008 - 12:01)
Sempre fui simpatico com o MST.Me revolto são com seus dirigentes,boyzinhos de apartamento, que não tem terra nem embaixo das unhas, e se valem da sensação de imortalidade de crianças e jovens, e dos sonhos dos menos esclarecidos. A luta é valida, mas porque não vejo os lideres apanhando na frente de batalha,e sim, chegando de quando em quando, nos acampamentos pauperrimos, dirigindo belos carros,já com almoço esperando em seu retorno, no hotel 5 estrelas?.Desculpe-me, só não queria perder a piada.

Pedro Alves (12/11/2008 - 11:21)
Opa...e agora?

Neste blog vcs amam o Lula e o MST... E agora que o chefe de um fala mal do chefe do outro?

O porrete vermelho de plantão vai bater em quem? Na mídia?
No Serra? No FHC? No Bush? No Musharraf? Na Indira Gandhi?
No Taro Aso?

No onipresente maniqueísmo... qual dos 2 caciques vai ser jogado pra qual lado?


Vcs não podem deixá-los do mesmo lado, hein !! Cuidado com a coerência do discurso.....

Hans Bintje (12/11/2008 - 11:07)
A implacável Biologia possui argumentos mais fortes do que os de Stedile. Da Revista Plantio Direto (1):

"MONOCULTURA consiste no cultivo da mesma espécie vegetal, no mesmo local da lavoura, onde estão presentes seus próprios restos culturais (Zambolim et al, 2001). (...)

De um modo geral, as doenças em plantas têm sua severidade agravada quando se pratica MONOCULTURA, o que parece ser regra normal na natureza. (...)

As doenças ameaçam a sustentabilidade econômica pelos danos que causam. (...)

[Por exemplo,] o clima favorável (nas regiões brasileiras aonde o trigo é cultivado), a suscetibilidade dos cultivares ao oídio, a ferrugem da folha, a virose do mosaico e a MONOCULTURA do trigo têm contribuído para o aumento da ocorrência e da intensidade das moléstias, o que resulta na redução dos rendimentos (Reis et al., 1986; Reis, 1994)."

Nota:

(1) http://www.plantiodireto.com.br/?body=cont_int&id=874

Fernando (12/11/2008 - 10:53)
Luiz Henrique, se o Lula cumprisse a Constituição a reforma agrária estaria feita. Então, sim, é possível.

Luiz Henrique Gomes Moraes (12/11/2008 - 09:38)
DÚVIDAS, POR FAVOR ME RESPONDAM:

Será que não há uma forma de se realizar a Reforma Agrária no país por meio da Justiça.

Marco Antônio Leite (12/11/2008 - 09:26)
Nas duas campanhas políticas para presidente da República, o Lula prometeu fazer uma reforma agrária radical, criar dez milhões de empregos, erradicar a prostituição infantil, melhorar acentuadamente o salário dos aposentados e o mínimo, não deixar uma criação fora da escola, saúde de qualidade para todos entre outras necessidades básicas para a população brasileira, a qual é constituída em 80% de miseráveis. Seis anos se passaram e nada foi feito para, pelo menos, realizar a reforma agrária, quanto mais às outras promessas. Para manter o povo na calmaria e no conformismo, o Lula criou a Bolsas-Migalha para distribuir para os mais pobres deste país. País de poucos ricos e muitos miseráveis espalhados pelo continente brasileiro. Fora Lula?

JULIO SILVEIRA (12/11/2008 - 09:11)
Quando movimentos sociais ficam atrelados a partidos é isso que dá.
Apesar da constatação citada existe um compadrio muito grande, uma tolerância maior ainda. A um tempo atrás a CUT por exemplo era aguerrida na defesa de suas federeções de trabalhadores e do filiados delas, hoje está imobilizando. Também seus antigos dirigentes se elegendo no partido oficial. Viraram chapa branca, amansa carneiros.
Depois não venham, hipócritamente, gritar palavras de ordem contra os governo que não sejam os deles, é por isso que perdem credibilidade, e tem cada vez menos sidicalizados. Ninguem quer ser joguete.

waleria (12/11/2008 - 08:49)
Resposta a Fabio Passos.

Recebo sempre as notícias do MST por emails.

Estou do lado do MST.

Questiono é como ser um movimento de massas de esquerda, além da reforma agrária, mas de forma politica, sem ser partido e ter uma atitude política.

No passado, tivemos muito partido de esquerda, sem massas. Sem massas agrárias, operárias e urbanas.

Hoje o MST se resume a uma massa agrária - que se isola politicamente.

Na realidade, MST, PSOL, PT, PCdoB, dependem de Lula.
Se Lula sossobrar, se a direita Tucano-Pefelista voltar a dominar - estaremos todos n'agua.

Como não depender de Lula - como ter vida pr´opria, de forma limpa, cristalina - sei da utopia - com a politica e com as massas, não só campesinas, mas também urbanas?

Eis a questão, a meu ver.

Pedro Paulo (12/11/2008 - 08:33)
João Bravo, grandão da MSN é o Bill Gates. É mais fácil o papa levar porrada da polícia do que esse sujeito. (Eu sei que foi um erro de tipografia, mas não queria perder a piada).

Waleria, se o que o MST faz ao reivindicar terra para os que a querem trabalhar mas não possuem os recursos econômicos para adquiri-la, se o que o MST faz quando realiza ações de invasão para protestar contra a extensão do poderio econômico das grandes empresas aos meios políticos, se o que o MST faz quando combate a opção de grandes latifúndios monocultores não é fazer política eu não sei o que mais é.

Não é necessário e, mais importante, não pode nem deve ser necessário ser filiado a um partido político para se fazer política ou se propor novas linhas de ação.

Apesar de discordar dos exageros que o MST vez ou outra comete (visto através das lentes nem sempre imparciais da televisão, diga-se de passagem), tenho certeza que a sua demanda é fundamentalmente correta. A reforma agrária junto com políticas de educação universal de qualidade, são as únicas saídas para este país finalmente saltar o abismo que o separa de um futuro mais justo.

A reivindicação do assentamento das famílias sem terra é uma alternativa concreta para o desenvolvimento nacional.

É interessante ouvir o que o Stedile tem a dizer, no Youtube basta procurar por "Stedile" e "Canal Livre" para ver o banho que ele deu nos jornalista(zinho)s da Band. Até eu fiquei com vergonha (por eles) por tamanha desinformação.

João A. (12/11/2008 - 00:13)
Há muito tempo já tinha percebido o descaso do governo com a "democratização das terras" no Brasil.
Acho que já passou da hora do MST atacar o governo e fazer grandes manifestações em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. É preciso lembrar Lula do que ele queria fazer quando fosse presidente do Brasil e tam´bem lembra-lo de que os movimentos sociais são os verdadeiros aliados dele e que ele tudo deve a luta de classe.

Dvorak (11/11/2008 - 23:52)
Esta decisão do STF é importante para que alguns Estados coloquem, quando necessário,às forças de segurança para proteger as propriedades públicas e privadas além dos cidadãos das ações do MST:

STF: PR terá que ressarcir banco por invasão do MST
Terra

O Estado do Paraná responderá pelos danos causados durante uma invasão do Movimento dos Sem-Terra (MST) em um imóvel do Banco de Desenvolvimento do Paraná, por não ter acionado a Polícia Militar para desocupar o local. O Estado possuía a guarda do imóvel, sendo depositário judicial. A decisão foi tomada por unanimidade, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

Ps:Será que o Estado vai entrar com uma ação regressiva contra o MST?

Horacio M. Pires (11/11/2008 - 23:34)
Acho que a MIDIA TERRORISTA arrumou assunto pra sua pauta. E, por falar no PIG, o Chavez falou que vai mandar os tanques, caso não aceitem (governadores da direita de lá) o resultado das urnas. Nossa! Se fosse a 3 meses atras, a Midia Terrorista e PSDB/DEMOS estariam querendo a "cabeça" e a "alma" do Chavez. O que aconteceu? Silencio total. Pois è Obama e o futuro corte de verbas golpistas. Como muda tudo não? Impressionante!

Fabio Passos (11/11/2008 - 21:26)
Outra do Latuff:

http://fc84.deviantart.com/fs20/f/2007/228/7/3/Brazil_landless_massacre_by_Latuff2.jpg

... prá não esquecer a forma que a nossa "elite" trata os excluídos que ousam lutar por justiça.

Fabio Passos (11/11/2008 - 21:22)
Waleria,

Quer mesmo saber?

Vá na fonte:

http://www.mst.org.br/

É fora de série.
De um pulo na biblioteca...

Fernando (11/11/2008 - 19:56)
O MST é o movimento social mais ativo do Brasil. Se as pessoas desconhecem suas lutas é porque não se interessam. É óbvio que nem o PIG nem os blogs lulopetistas abordam as campanhas do MST, mas é muito fácil participar das reuniões e das manifestações do Movimento em qualquer cidade do Brasil.

O MST é o principal articulador da campanha pela reestatização da Vale. É o movimento que mais briga pela educação popular e pela democratização dos meios de comunicação, como o apoio constante que dá ao jornal Brasil de Fato. Isso sem falar na demarcação das terras indígenas e quilombolas.

O MST não faz campanha política-eleitoral. A campanha do MST é todo dia, ocupando as grandes propriedades e as superintendências do INCRA, realizando debates e manifestações nos grandes centros urbanos.

João Bravo (11/11/2008 - 19:40)
Sei que este tema é delicado.Tenho por verdade, que uma reforma no campo é questão de sobrevivencia das gerações futuras.Mas volto a falar, oque já disse aqui.Não esta reforma.Este tipo de ações do MST, não é diferente do que faziam as legiões romanas.Naquela época, quem perdesse suas terras por doença,intempéries,a este só restava esmolar, pois trabalho nas terras dos poderosos era executado por escravos.Quando Roma sentia-se pressionada por multidões de mendigos, mandava então suas legiões em busca de terras, fazendo de seus habitantes escravos.Após dominada, eram então colocados ali, os cidadãos romanos.Roma dava-lhes dinheiro, os estruturava,e tudo oque pedia em troca era fidelidade ao cezar.Dali a pouco, começava tudo outra vez.Como se vê, pouco mudou.Teriamos que repartir a terra sim, mas conjuntamente com financiamento,educação, alta tecnologia e assistência continuada.Não gosto de heróis de fundo de batalha.Nunca ouvi falar de grandões do MSN levando porrada da PM.

J Godinho (11/11/2008 - 19:37)
Acredito que a posição do Stedile não se reflete quando senta e discute as reivindicações do Movimento com o Presidente, o oportunismo em meio a crise financeira, esta abrindo precedentes para aparecer a luz dos holofotes todos aqueles que tem pretenções de se firmar como liderança de Movimento.
Porém não deveria ser esta a posição do lider do MST, que em um passado tão distante ja fez um ensaio de transformar o Movimento em Partido Politico, negando assim a sua história e compromissos com o governo que ele como liderança ajudou a eleger.
O problema não esta no Bio-combustível, na monocultura, esta nas oportunidades de manipular dados e criar fatos para voltar a tona com um discurso radical, a muito tempo abandonado pelo MST.

Amaury Andrade (11/11/2008 - 19:31)
Precisamos aumentar nosso exércitos... para a verdadeira revolução.
Stedile, depois do Dantas e do Gilmar, só acredito em mudanças se formos para a "BALA".
Vamos Quebrar TUDO!!!

Fabio Passos (11/11/2008 - 19:27)
Latuff mostra como esta "elite" inescrupulosa e corrupta trata os movimentos sociais:

http://fc01.deviantart.com/fs27/f/2008/168/6/e/Criminalization_by_Latuff2.jpg

É assim que a direita e os donos do Brasil tratam aqueles que lutam por justiça social no país.

Desqualifica na mídia-corporativa e ameaça jogar na cadeia... e se continuar incomodando os ricos... eles matam na bala!

waleria (11/11/2008 - 19:18)
Cadê o Stedile e o MST?

Cadê sua força política?

A que partido pertencem?

Reclamar e chorar não resolve.

Que ALTERNATIVA DE PODER propõem?

Que alternativa a Lula/Dilma; Serra/Aécio; Jobim/Mendes - na realidade todos ligados a Dantas?

Que liderança, que programa, que alternativa POLÍTICA propõem ao país? Não choramingos e reclamações, mas alternativas concretas?

É isso que MST, Stedile, PSOL, precisam apresentar ao país.

Ou vão chorar na cama.

Fernando (11/11/2008 - 18:17)
Parabéns por publicar essa matéria. Os movimentos sociais são a verdadeira esquerda no Brasil. O presidente Lula perdeu uma oportunidade histórica de desafiar os poderosos e fazer a reforma agrária no país. Pra variar se acomodou, seguiu a política de FHC e aprofundou as diferenças no campo.

Gilberto (11/11/2008 - 18:16)
Isso, Stedile, vai lá e quebra tudo (de novo), os petistas sempre diziam que isso era democrático.

Como diz o ditado: "Cria cuervos e te sacaran los ojos"



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