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Cartas de Minas
Cartas de Minas

R$ 520 bi em refúgios fiscais e denunciando “corrupção”

16 de junho de 2014 às 09h05

14/06/2014 – Copyleft

A elite reserva ao país o mesmo lugar exortado à Presidenta

A virtude, a civilização, a sorte do desenvolvimento e os destinos da sociedade há muito deixaram de interessar a elite brasileira.

por Saul Leblon, em Carta Maior

Quando a elite de uma sociedade se reúne em um estádio de futebol e a sua manifestação mais singular é um coro de ofensas de baixo calão, quem é o principal atingido: o alvo ou o emissor?

Vaias e palavrões são inerentes às disputas futebolísticas. Fazem parte do espetáculo, assim  como o frango e o gol de placa. A passagem de autoridades por estádios nunca foi impune.

O que se assistiu no Itaquerão, porém, no jogo inaugural da Copa, entre Brasil e Croácia, não teve nada a ver com o futebol ou deboche, mas com a disputa virulenta em curso  pelo comando da história brasileira.

Sem fazer parte da coreografia oficial o que aflorou ali foi a mais autêntica expressão cultural de um lado desse conflito, nunca antes assumido assim de forma tão desinibida e ilustrativa.

Encorajado pelo anonimato, o gado OP (puro de origem) mostrou o pé duro dos seus valores.

Dos camarotes vips um jogral raivoso e descontextualizado despejou sua bagagem de refinamento e boas maneiras  sobre uma Presidenta da República em missão oficial.

Por quatro vezes, os sentimentos de uma elite ressentida contra aqueles que afrontam a afável, convergente e impoluta lógica de sociedade que vem construindo aqui há mais de cinco séculos, afloraram durante o jogo.

Foi assim que essa gente viajada, de hábitos cosmopolitas, que se envergonha de um Brasil no qual recusa a enxergar o próprio espelho, ofereceu a um bilhão de pessoas conectadas à Copa em 200 países uma síntese dos termos elevados com os quais tem pautado a disputa política  no país.

Que Aécio & Eduardo tenham se esponjado nessa manifestação dá o peso e a medida do espaço que desejam ocupar no espectro da sociedade brasileira.

Dias antes, o  ex-Presidente Lula havia comentado que nem a burguesia venezuelana atingira contra Chávez o grau de desrespeito e preconceito observado aqui contra a Presidenta Dilma.

Houve quem enxergasse nessas palavras uma carga de retórica eleitoral.

A cerimônia da 5ª feira cuidou de devolver pertinência  à observação.

A formação virtuosa da infância, o compromisso com a civilização, a sorte do desenvolvimento  e  os destinos da sociedade há muito deixaram de interessar à elite brasileira.

A novidade do coro contra  Dilma é refletir  o desejo  cada vez mais explícito  de mandar o país ao mesmo lugar exortado  à Presidenta.

Ou não será esse o propósito estratégico do camarote  vip ao apregoar o descolamento da sociedade brasileira de uma vez por todas, acoplando-a à grande cloaca mundial de um capitalismo sem peias, onde  se processa  a restauração neoliberal pós-2008?

Nesse imenso biodigestor de direitos e desmanche do Estado acumula-se o adubo  no qual floresce  a alta finança desregulada, que tem nos endinheirados brasileiros  os detentores da 4ª maior fortuna do planeta evadida em paraísos fiscais.

Estudos da The Price of Offshore Revisited, coordenados pelo ex-economista-chefe da McKinsey, James Henry, revelam que os brasileiros muito ricos – que se envergonham de um governo corrupto —  possuíam, até 2010, cerca de US$ 520 bilhões  em paraísos fiscais.

O passaporte definitivo  para esse  ‘novo normal’ sistêmico requer a vitória, em outubro, das candidaturas que carregam no DNA o mesmo pedigree da turma que deu uma pala na festa de abertura da Copa.

Não propriamente contra Dilma, mas contra o que ela simboliza: a tentativa de se construir por aqui um Estado social que assegure aos  sem riqueza os mesmos direitos daqueles que enxergam no espaço público um  mero apêndice  do interesse plutocrático.

A expressão ‘vale tudo’ descreve com fidelidade o que tem sido e será, cada vez mais, o bombardeio para convencer o imaginário brasileiro  das virtudes intrínsecas  à troca do ‘populismo’ pelo estado de exceção de direitos e conquistas sociais, em benefício dos livres mercados.

A mídia está aí para isso, como se viu pela cobertura dos fatos da última 5ª feira.

Trata-se de saber em que medida o discernimento social, condicionado por uma esférica máquina de difusão dos interesses vips, saberá distinguir um caminho que desvie a nação do futuro metafórico reservado a ela nos planos, agora explicitados, de sua elite.

A indigência do espírito público dos endinheirados brasileiros, reconheça-se,  não é nova. Mas se supera.

O antropólogo Darcy Ribeiro foi  um legista  obcecado dos seus contornos e consequências para a formação do país, a sorte de sua gente e a qualidade do seu desenvolvimento.

Em um texto de  1986, ‘Sobre o óbvio – Ensaios Insólitos’, o criador da Universidade de Brasília, e chefe da Casa Civil de Jango, iluminou os traços dessa rosca descendente, confirmada  28 anos depois, em exibição mundial,  na abertura da Copa de 2014.



”Dois fatos que ficaram ululantemente óbvios. Primeiro, que não é nas qualidades ou defeitos do povo que está a razão do nosso atraso, mas nas características de nossas classes dominantes, no seu setor dirigente e, inclusive, no seu segmento intelectual.

Segundo, que nossa velha classe dominante tem sido altamente capaz na formulação e na execução de projeto de sociedade que melhor corresponde a seus interesses. Só que este projeto para ser implantado e mantido precisa de um povo faminto, xucro e feio. Nunca se viu, em outra parte, ricos tão capacitados para gerar e desfrutar riquezas, e para subjugar o povo faminto no trabalho, como os nossos senhores empresários, doutores e comandantes.

Quase sempre cordiais uns para com os outros, sempre duros e implacáveis para com subalternos, e insaciáveis na apropriação dos frutos do trabalho alheio.

Eles tramam e retramam, há séculos, a malha estreita dentro da qual cresce, deformado, o povo brasileiro (…) porque só assim a velha classe pode manter, sem sobressaltos, este tipo de prosperidade de que ela desfruta, uma prosperidade jamais generalizável aos que a produzem com o seu trabalho.



A primeira evidência a ressaltar é que nossa classe dominante conseguiu estruturar o Brasil como uma sociedade de economia extraordinariamente próspera. Por muito tempo se pensou que éramos e somos um país pobre, no passado e agora. Pois não é verdade.

Esta é uma falsa obviedade. Éramos e somos riquíssimos! A renda per capita dos escravos de Pernambuco, da Bahia e de Minas Gerais – eles duravam em média uns cinco anos no trabalho – mas a renda per capita dos nossos escravos era, então, a mais alta do mundo.

Nenhum trabalhador, naqueles séculos, na Europa ou na Ásia, rendia em libras – que eram os dólares da época – como um escravo trabalhando num engenho no Recife; ou lavrando ouro em Minas Gerais; ou, depois, um escravo, ou mesmo um imigrante italiano, trabalhando num cafezal em São Paulo.

Aqueles empreendimentos foram um sucesso formidável. Geraram além de um PIB prodigioso, uma renda per capita admirável.

Então, como agora, para uso e gozo de nossa sábia classe dominante. A verdade verdadeira é que, aqui no Brasil, se inventou um modelo de economia altamente próspera, mas de prosperidade pura.

Quer dizer, livre de quaisquer comprometimentos sentimentais. A verdade, repito, é que nós, brasileiros, inventamos e fundamos um sistema social perfeito para os qe estão do lado de cima da vida.



O valor da exportação brasileira no século XVII foi maior que o da exportação inglesa no mesmo período. O produto mais nobre da época era o açúcar. Depois, o produto mais rendoso do mundo foi o ouro de Minas Gerais que multiplicou várias vezes a quantidade de ouro existente no mundo. Também, então, reinou para os ricos uma prosperidade imensa.

O café, por sua vez, foi o produto mais importante do mercado mundial até 1913, e nós desfrutamos, por longo tempo, o monopólio dele. Nestes três casos, que correspondem a conjunturas quase seculares, nós tivemos e desfrutamos uma prosperidade enorme.

Depois, por algumas décadas, a borracha e o cacau deram também surtos invejáveis de prosperidade que enriqueceram e dignificaram as camadas proprietárias e dirigentes de diversas regiões.

O importante a assinalar é que, modéstia à parte, aqui no Brasil se tinha inventado ou ressuscitado uma economia especialíssima, fundada num sistema de trabalho que, compelindo o povo a produzir, o que ele não consumia – produzir para exportar – permitia gerar uma prosperidade não generosa, ainda que propensa desde então, a uma redistribuição preterida. 
 


Enquanto isso se fez debaixo dos sólidos estatutos da escravidão, não houve problema. Depois, porém, o povo trabalhador começou a dar trabalho, porque tinha de ser convencido na lei ou na marra, de que seu reino não era para agora, que ele verdadeiramente não podia nem precisava comer hoje.

Porém o que ele não come hoje, comerá acrescido amanhã. Porque só acumulando agora, sem nada desperdiçar comendo, se poderá progredir amanhã e sempre.

O povão, hoje como ontem, sempre andou muito desconfiado de que jamais comerá depois de amanhã o feijão que deixou de comer anteontem.

Mas as classes dominantes e seus competentes auxiliares, aí estão para convencer a todos – com pesquisas, programas e promoções – de que o importante é exportar, de que é indispensável e patriótico ter paciência, esperem um pouco, não sejam imediatistas.

O bolo precisa crescer; sem um bolo maior – nos dizem o Delfim lá de Paris e o daqui – sem um bolo acrescido, este país estará perdido. É preciso um bolo respeitável, é indispensável uma poupança ponderável, uma acumulação milagrosa para que depois se faça, amanhã, prodigiosamente, a distribuição.
       


A classe dominante brasileira inscreve na Lei de Terras um juízo muito simples: a forma normal de obtenção da prioridade é a compra. Se você quer ser proprietário, deve comprar suas terras do Estado ou de quem quer que seja, que as possua a título legítimo.

Comprar! É certo que estabelece generosamente uma exceção cartorial: o chamado usucapião. Se você puder provar, diante do escrivão competente, que ocupou continuadamente, por 10 ou 20 anos, um pedaço de terra, talvez consiga que o cartório o registre como de sua propriedade legítima. 
 


Como nenhum caboclo vai encontrar esse cartório, quase ninguém registrou jamais terra nenhuma por esta via. Em consequência, a boa terra não se dispersou e todas as terras alcançadas pelas fronteiras da civilização, foram competentemente apropriadas pelos antigos proprietários que, aquinhoados, puderam fazer de seus filhos e netos outros tantos fazendeiros latifundiários.

Foi assim, brilhantemente, que a nossa classe dominante conseguiu duas coisas básicas: se assegurou a propriedade monopolística da terra para suas empresas agrárias, e assegurou que a população trabalharia docilmente para ela, porque só podia sair de uma fazenda para cair em outra fazenda igual, uma vez que em lugar nenhum conseguiria terras para ocupar e fazer suas pelo trabalho.

A classe dominante norte-americana, menos previdente e quiçá mais ingênua, estabeleceu que a forma normal de obtenção de propriedade rural era a posse e a ocupação das terras por quem fosse para o Oeste – como se vê nos filmes de faroeste.

Qualquer pioneiro podia demarcar cento e tantos acres e ali se instalar com a família, porque só o fato de morar e trabalhar a terra fazia propriedade sua.

O resultado foi que lá multiplicou um imenso sistema de pequenas e médias propriedades que criou e generalizou para milhões de modestos granjeiros uma prosperidade geral.

Geral mas medíocre, porque trabalhadas por seus próprios donos, sem nenhuma possibilidade de edificar Casas-grandes & Senzalas grandiosas como as nossas”.

Leia também:

Altamiro Borges: Será que o tsunami tucano vai apenas gerar brisa?

 

24 Comentários escrever comentário »

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Lucas

26/06/2014 - 09h06

Olá amigos sou um pastor evangélico e gostaria de ver uma denûcia de vocês sobre as questões de charlatões da fé, aqueles que oferecem objetos “unguidos”.

Responder

Heber

20/06/2014 - 09h11

Visite Ilhéus e sua história…. ouro, café, açúcar é fichinha…

Responder

Alicio

20/06/2014 - 00h27

A RECEITA FEDERAL, só é um leão com os mais pobres, imagine caros blogueiros, um amigo meu, por um erro em sua declaração do imposto de renda de 2011, quando o imposto a pagar seria de R$ 1.440,00, agora a “RECEITA FEDERAL” está cobrando mais de R# 15 mil reais desse cidadão, esse meu amigo é um pessoa leiga, não entende nada de informática, sempre um conhecido seu fazia a declaração para ele, ele era uma pessoa que morava em casa alugada, e quando a RECEITA FEDERAL, emitiu um aviso, ele não mais morava na antiga residência, assim, não recebeu os avisos iniciais para que pudesse dar sua explicação, e pagar o “IMPOSTO”. Na declaração de 2011 ele deu a esse amigo a documentação de renda que recebia e os pagamentos que efetuava, contudo, o seu amigo não excluiu da declaração do declarante um filho emamcipado desse, bem como incluiu como dedução o pagamento de uma contribuição que o mesmo, mesmo aposentado e suplementado por uma fundação (previdência privada), continuava a pagar, para a “RECEITA FEDERAL”, esse pagamento não configurava como “PAGAMENTO DEDUTIVEL” do IR de 2011, resultado, a “RECEITA FEDERAL”, excluiu todas as deduções, e considerou a “RENDA BRUTA” como base para calculo do imposto a pagar, a “RECEITA FEDERAL” erra, quando não aplica o “DESCONTO PADRÃO DE 20%” que o contribuinte teria direito caso não apresentasse nenhuma despesa “DEDUTIVEL” na “DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA”, e o pior, o “IMPOSTO A PAGAR”, é calculado de forma totalmente errado, o que faz “PENALIZAR” o contribuinte, chega-se a cobrar 3, 4 vezes a mais do “IMPOSTO REAL A PAGAR”, esse meu amigo levou a declaração de 2011 para um contador calcular o imposto que ele teria a pagar do ano de 2011, juntamente com a carta que esse recebeu, e ficou “EXTARRECIDO”, se a “RECEITA FEDERAL” cobrasse correção monetária de 30% ao ano (2012, 2013 e 2014) do imposto que era de R$1 .440,00 a multa de 75% de (R$ 1.440,00) = R$1.080,00 e juros de 58% de (1.440,00)= R$ 835,00 na época, 30/06/2011, em junho de 2014, o valor a pagar que esse meu amigo teria que “PAGAR”, era de R$ 7. 600,00 e nunca de R$ 15 mil reais que a RECEITA FEDERAL está cobrando, e o pior, a PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL, envia para a justiça, afim de que o cidadão seja “EXECUTADO”, “SE NÃO PAGAR ESSE VALOR ASTRONOMICO” tem seus bens executados, “OS PROCURADORES DA FAZENDA NACIONAL”, deveria solicitar à receita federal na integra a declaração do imposto de 2011, bem como copias da declaração de pagamento efetuada por pessoas jurídicas (empresas, previdência privada) ao contribuinte, e dos pagamentos efetuados por esse, afim fazer novamente o calculo do imposto cobrado ao contribuinte pela “RECEITA FEDERAL”, caso os cálculos da RECEITA FEDERAL estivessem errados, a PFN, refaria o calculo, e convocaria o contribuinte para pagar, e não a PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL, enviar para a justiça, sem que esses cálculos fossem feitos, e quando a procuradoria enviasse o processo para a justiça, toda essa documentação deveria ser enviada, afim de o juiz não cometer nenhum injustiça, o juiz quando fosse julgar o processo, deveria ainda dar uma chance de o contribuinte pagar a sua divida, quer integral em um único pagamento, ou parcelada em condições de que o contribuinte pudesse pagar, isso sim, é que era “FAZER” justiça, enquanto isso, milhares de ricos e poderosos, sonegam milhões de reais e nada lhes acontece, se tivéssemos um “IMPOSTO DE RENDA” nos moldes da extinta “CPMF”, esse meu amigo hoje não estaria nessa situação, o que a RECEITA FEDERAL está cobrando é 30% da renda anual atual desse meu amigo, e ele não tem como pagar esse valor “ABSURDO”, como a RECEITA FEDERAL” chegou a esse valor, é um mistério.

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Giordano

19/06/2014 - 18h43

Além de vergonhosa a roubalheira e a sonegação da elite retrógada, dá pena ver matilhas de pitbulls descebrados uivando na blogosfera em defesa desses canalhas.

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Urbano

18/06/2014 - 18h04

Achacar é o esporte predileto da elite de boston.

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FrancoAtirador

18/06/2014 - 11h03

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Quem derruba a Economia Mundial é o Banco Central Norte-Americano (FED)

qua, 18/06/2014 – 08:34 – Atualizado em 18/06/2014 – 08:35

Jornal GGN – As bolsas asiáticas registraram queda nesta quarta-feira (18), após uma inesperada leitura para a inflação altíssima nos Estados Unidos.

O humor [SIC] dos mercados locais variou após as ameaças menos expansionistas e que mudam as expectativas – inclusive as do Federal Reserve [FED], Banco Central Norte-Americano.

O índice japonês Nikkei, no entanto, apresentou alta de 0,93%, com um iene mais fraco compensando números decepcionantes do comércio.

Mas a maioria dos mercados asiáticos ficou mesmo na defensiva, com o índice MSCI (região Ásia-Pacífico, exceto Japão) recuando 0,40%.

Amanhã, as bolsas deverão ter novas mudanças, já sob o impacto das decisões do Federal Reserve, que se reunirá nesta quarta-feira.

Janet Yellen, chair da autoridade monetária, deverá divulgar previsões de crescimento, inflação e taxas de juros, sob a pressão de um crescimento decepcionante e que pode levar ao aumento dos juros no país.

(http://jornalggn.com.br/noticia/decisoes-do-fed-e-mercado-imobiliario-chines-derrubam-bolsas)



http://migre.me/jTpF8

Responder

evair da costa nunes

17/06/2014 - 22h24

Impagável, gado OP (puro de origem, há séculos não ouvia essa expressão, ela aplicada a essa elite conservadora, anti-social, anti-inclusão, reacionária, anti-nacionalista, subalterna do imperialismo ianque e hipócrita, então? é primoroso! Grande contraponto à célebre canção de Zé Ramalho “Vida de Gado” na síntese metafórica ao nosso sofrido e sempre enganado povo brasileiro, mas o povo marcado e feliz está tomando conta de sua grandeza e fará valer outra perfeita metáfora, esta de Geraldo Vandré “Aroeira” (é a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar)!!!!!!

Responder

marco

17/06/2014 - 07h08

Pois eu,não tenho muita preocupação com o que se escreve em jornais e revistas e outros meios de comunicação,exceto TV. e Rádios,porquanto tirante os últimos,a população em sua maioria,não os lê.Não é atoa,que tais veículos,estão quase todos,em situação pré-falimentar!As repercussões de tais matérias,inda que editadas pelos JORNALISTAS da direita,também tem pouca penetração na maioria da população.Ainda assim,saúdo todos aqueles,que submetem à CRÍTICA,todos estes sabujos da burguesia,que quando sentem as derrotas eleitorais,em desespero,EDITAM TUDO O QUE LHES É POSSÍVEL.Não Passarão!

Responder

    OSKARNETTO

    17/06/2014 - 20h07

    Questão de credibilidade , imprensa Brasileira está em cheque.deixa a desejar..

FrancoAtirador

17/06/2014 - 05h06

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Copa, Oportunismo e Aécio Neves

Por Aldo Fornazieri*, no GGN

A Copa do Mundo começou sem o apocalipse em estádios e aeroportos, anunciado por vastos setores da imprensa.

Independentemente de quem for o campeão, a primeira rodada indica que o evento tende a se firmar como um sucesso mundial.

As manifestações anticopa, direito democrático, ocorreram, mas sem a envergadura que se projetava.

A Polícia Militar de São Paulo agiu de forma violenta, constatação feita pela imprensa internacional, pela Defensoria Pública e pela Anistia Internacional.

A polêmica que ainda segue, e é salutar que siga, diz respeito aos gastos da Copa é às prioridades do país.

A outra polêmica instalada se refere aos xingamentos recebidos pela presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa.

Antes de tudo, convém assinalar que vaiar e xingar os governantes e os políticos em geral é um direito vinculado à liberdade de expressão e, para o bem ou para o mal, constitui um elemento irredutível da democracia.

Por serem servidores do povo, os governantes e os políticos devem estar sujeitos ao seu crivo, à sua crítica da opinião pública.

Sem a garantia da liberdade de expressão a democracia não sobrevive.

Hoje, esse direito, é protegido pelas cláusulas pétreas da Constituição.

Mas o fato de as vaias e xingamentos dirigidos aos políticos serem direito irredutível, isto não implica que não possam ser atos criticados e contestados no debate público.

Aliás, só o debate público, e não leis ou punições, pode dar conta desse problema que é inerente à natureza da democracia.

Ressalvado o direito à vaia e ao xingamento, o ato ocorrido na abertura da Copa deve ser submetido à crítica pública através do exame de seu conteúdo, da sua forma e da sua oportunidade.

Partido da ala VIP do Estádio, o xingamento foi inconveniente e expressou, pelo seu conteúdo de baixo calão, uma manifestação clara de má educação e de falta de civilidade.

Foi inconveniente porque maculou a imagem do Brasil perante o mundo num evento de natureza global.
Neste sentido, os que proferiram os impropérios não foram tolerantes.
Mesmo supondo que odeiem Dilma, a virtude da tolerância, que deve ser exercida nos momentos adequados, recomendava que naquele momento as hostilidades não fossem manifestas daquela forma por estar em jogo um bem maior, que é a imagem do Brasil perante o mundo.

O xingamento, por ter sido a expressão de uma grosseria, de uma má educação e de uma falta de civilidade, dirigido contra a chefe de Estado e contra uma mulher, revela a ausência da virtude do respeito.
O respeito, segundo as melhores definições, se refere ao reconhecimento da dignidade própria e alheia e é a atitude que se inspira nesse reconhecimento.

O filósofo antigo Demócrito [460 a.C. — 370 a.C.] proferiu uma formulação acerca do respeito da qual derivou a máxima “não faça aos outros o que não queres que façam a ti mesmo”.
[Vide “Ética da Reciprocidade”: (http://migre.me/jS74n)].
Para Platão, respeito e justiça eram componentes fundamentais à arte política, pois via neles princípios ordenadores das cidades (polis) e do convívio humano.
Aristóteles e Kant identificaram o respeito como um sentimento moral referido sempre às pessoas.
Em síntese, o respeito é o reconhecimento da dignidade das outras pessoas e de si mesmo que se tem o dever de salvaguardar.
Foi essa ausência de reconhecimento da dignidade alheia que incorreram aqueles que xingaram a presidente Dilma.

O Duplo Oportunismo de Aécio Neves

Aécio Neves e Eduardo Campos procuraram, de imediato, tirar proveito político e eleitoral dos xingamentos proferidos contra Dilma.

Imputaram a culpabilidade dos xingamentos à própria presidente, o que revela uma falta de ética.

O homem público, principalmente alguém que alimenta a pretensão de ser presidente do Brasil, tem o dever político e moral de dar o bom exemplo.

O bom exemplo dos governantes é fundamental para a constituição de uma adequada moralidade social.

Tentar tirar proveito de atitudes desrespeitosas, antes de tudo, também revela uma falta de respeito.

Percebendo que esta atitude poderia voltar-se contra ele mesmo, Aécio emitiu uma desaprovação envergonhada aos xingamentos na sua página no Facebook.

A conduta do candidato tucano revela um duplo oportunismo: nos dois casos, não foi ditada pelo dever moral, mas pela conveniência de extrair vantagem eleitoral de uma atitude, moral e politicamente condenável.

O oportunismo político é avesso à moralidade política ou à chamada ética da responsabilidade de Weber.

Ele desvincula a necessária adequação entre meios e fins para fazer pontificar a tese de que todos os meios são justificados pelo fim. O oposto do oportunismo pode ser definido como o dever moral da honestidade.
Esta ensina que, mesmo na ação política, deve haver limites tantos nos meios, quanto nos fins.
Somente assim se pode conciliar a ética das convicções com a ética da responsabilidade.

Se não existissem limites morais na ação política não existiriam crimes políticos e nem mesmo crimes de guerra.

Ao conduzir-se dessa forma oportunista, Aécio Neves desmente na prática aquilo que vem prometendo em entrevistas: resgatar a dignidade da política, unir o Brasil e abandonar a política do ódio.

Os xingamentos de baixo calão à Dilma são a pura expressão do ódio.

Partindo de onde partiram, tudo indica que as suas motivações foram os méritos de Dilma e do PT e não as suas falhas, que são muitas e merecem ser debatidas e criticas.

Sabe-se que a chamada “elite branca paulista”, no dizer de Cláudio Lembo, odeia o Bolsa Família, o Prouni, o salário mínimo e as demais políticas sociais que, de alguma forma ou de outra, contribuem para a redução da desigualdade no país.

Essa mesma “elite branca”, que condena a corrupção, mas a atribui apenas ao PT e se recusa em ver a corrupção do PSDB e de outros partidos, é bastante dada à prática da sonegação fiscal.

Corrupção e sonegação se equivalem e provocam danos irreparáveis ao bem público e à moralidade social.

Mas os danos causados pela sonegação são muito mais graves:
estimativas indicam que a corrupção promove o desvio de R$ 85 bilhões anuais dos cofres públicos.
Nos primeiros cinco meses de 2014, a sonegação já atingiu os R$ 200 bilhões.
Dessa forma, espera-se que todos os candidatos se pronunciam também sobre a sonegação durante a campanha eleitoral.

Se os candidatos não tiverem a coragem de conduzir política e moralmente seus adeptos nenhuma dignidade da política será resgatada e a campanha corre o risco de descambar para o superficialismo e para a vulgaridade.

O fato é que existe uma crise de representação e uma deslegitimação dos políticos.

Os índices de rejeição de Aécio e de Eduardo Campos não são tão diferentes dos de Dilma.

A dignidade da política será minimamente resgatada se tanto os candidatos quanto os eleitores se esforçarem no sentido de promover um debate qualificado e respeitoso acerca dos problemas, dos desafios e do futuro do Brasil.

*Aldo Fornazieri é Cientista Político e Professor da Escola de Sociologia e Política.

(http://jornalggn.com.br/noticia/copa-oportunismo-e-aecio-neves-por-aldo-fornazieri)



http://imgur.com/kmgMswW
http://migre.me/jS7lr
http://migre.me/jS7zB
http://imgur.com/0ZsVDfN
http://migre.me/jOpaA

Responder

Nelson

16/06/2014 - 17h25

Darcy Ribeiro, um dos orgulhos desta nação, também disse, certa vez, que a elite dominante latino americana vive, basbaque, a contemplar a Europa enquanto vira a bunda para o povo.
Na mosca.

Responder

ZePovinho

16/06/2014 - 17h00

Oi,Azenha!!!São 520 bilhões de dólares-o que dá mais de 1 TRILHÃO de reais de brasileiros coxinhas em paraísos fiscais.
Curiosamente,a mesma quantia que se suspeita que tenha sido arrecadada na PRIVATARIA.Me parece que o Aloysio Biondi diz,no livro dele sobre o período “O Brasil Privatizado”,que apenas 10% do dinheiro das privatizações apareceu.Mesmo esse dinheiro foi usado para sustentar o real com o câmbio artificialmente equiparado a 1 dólar e estourou a dívida pública.
Seria uma boa sugestão de reportagem tentar cruzar dados para ver se o dinheiro que supostamente sumiu na privataria está em paraísos fiscais.
Nos ajude,saudoso Indio Tupi!!!Cadê tu,homi de Deus????

Responder

    Mário SF Alves

    18/06/2014 - 15h26

    “Nos ajude,saudoso Índio Tupi!!!Cadê tu, homi de Deus????”
    __________________________
    Ótima lembrança.

Urbano

16/06/2014 - 16h05

A elite de boston á a própria essência do chorume…

Responder

alessandro

16/06/2014 - 16h01

Lembrando mais detalhes sórdidos sobre a Lei de Terras (à partir do momento que a coroa passou a permitir que as terras fossem compradas e vendidas):
Era sabido que a abolição viria “logo” e para evitar que os ex-escravos usassem suas indenizações para comprar terras e competissem com os antigos senhores (assim como havia acontecido nos EEUU), estes garantiram que a lei proibisse, pelos próximos anos – acho que 30 – à partir daquele momento que, a venda de terras aos alforriados e imigrantes (os mesmos que seriam usados para substituir os escravos).
E para tornar a palhaçada completa, os escravos não foram indenizados, mas sim seus donos.

Responder

Luís Carlos

16/06/2014 - 13h36

Quanto dinheiro em paraísos fiscais! Tudo pela sonegação! Essa é a elite brasileira onde reinam Globo e Veja.

Responder

Monteiro

16/06/2014 - 11h37

Na verdade a pátria dos endinheirados é o capital.Eles não se importam se alguém passa fome,não estuda ou não tem onde morar;por isso a raiva do bolsa família,do prouni,do minha casa minha vida.Queriam esse dinheiro nos paraísos fiscais.Está na hora de nós,os que REALMENTE AMAM SEU PAÍS E SUA GENTE,levar esse governo para a esquerda dando-lhe suporte para fazer a reforma agrária,enfrentar a grande mídia,desmilitarizar e humanizar as polícias,em suma,confrontar o grande capital.

Responder

    Geraldo Moura Silva Geraldo

    16/06/2014 - 23h49

    Monteiro seu texto tem que ser divulgado,compartilhado por todo aqueles que pensam em um Brasil para todos.

Mardones

16/06/2014 - 11h36

Memorável.

Responder

Lukas

16/06/2014 - 10h54

Tenho certeza que TODOS aqui mandaria FHC t.n.c. num estádio se tivessem a oportunidade.

Faltou a oportunidade.

Responder

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