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Mesmo desprezando direitos das mulheres, Doria recebe título de cidadão do Pará

10 de agosto de 2017 às 14h07

Prefeito Dória despreza os direitos das mulheres e recebe Título de Cidadão do Pará

Prefeitura de SP reduziu orçamento de Centros de Defesa e Convivência da Mulher em R$ 3 milhões, mesmo com alta de 31% no número de atendimentos

Por Angelina Anjos, no Janela Urbana

No dia 6 de outubro, o prefeito que despreza os direitos das mulheres estará em Belém para ser homenageado com o título de Cidadão do Pará.

A iniciativa, cheia de simbolismos, em nada representa o povo paraense; aliás, o ato pode ser considerado como assédio moral e tentativa de criminalizar a luta das mulheres.

Em um de seus primeiros atos em SP, o prefeito João Dória resolveu extinguir a Secretaria de Políticas para as Mulheres, espaço que foi fruto de mobilizações históricas, que nasceu para implementar e fazer valer políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres.

O vídeo acima é contra a sinalização do prefeito Dória, com o fechamento de vários Centros de Referência a Mulheres em Situação de Violência (CRMs) espalhados pela cidade.

Mulheres reais, com vidas reais e necessidades e direitos que, segundo o gestor de São Paulo, não cabem no orçamento.

Diante de todo desprezo aos direitos das mulheres paulistanas, quais credenciais qualificam o prefeito Dória para receber o título de Cidadão do Pará ?

Dados do Mapa da Violência 2015, revelam:

A taxa de homicídios contra mulheres no Estado do Pará aumentou em 104,2%, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2013.

Em grupo de 100 mil mulheres, o índice saltou de 2,9 para 5,8 casos.

O estudo Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), revelou que, em 2003, 93 mulheres paraenses foram assassinadas; em 2013, esse número subiu para 230.

Em todo o Brasil, o Pará é o décimo Estado com mais casos de violência contra as mulheres, ficando atrás de Roraima (15,3 homicídios por 100 mil mulheres), Espírito Santo (9,3), Alagoas (8,6), Goiás (8,6), Acre (8,3), Paraíba (6,4), Rondônia (6,3), Ceará (6,2), Mato Grosso do Sul (5,9), Bahia (5,8) e Mato Grosso (5,8).

Em todo o País, ao longo de uma década, a taxa aumentou em 8,8%, sendo a quinta maior do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que avaliou um grupo de 83 países.

No ano de 2013, 4.762 mulheres brasileiras foram assassinadas. Em 2003, 3.937. Uma média de 13 homicídios por dia.

Segundo a pesquisa, em 2013, no Pará, Belém respondeu por quase um quinto (18,3%) dos homicídios femininos.

Foram 42 casos, resultando em uma taxa de 5,6 vítimas a cada 100 mil mulheres da capital.

Em relação a 2003, quando se registravam 3,7 casos a cada 100 mil mulheres, houve uma variação de 52,2%. Foram identificadas 26 vítimas.

No ranking das capitais brasileiras mais violentas para as mulheres, Belém ocupa a vigésima posição.

Ainda de acordo com o levantamento, os municípios de Tucumã e Novo Progresso despontam como os mais perigosos para a população feminina no Pará.

O primeiro aparece como o vigésimo do País em incidência de mulheres vítimas de violência, com taxa em 2013 de 15,7 assassinatos em cada conjunto de 100 mil mulheres.

Já o município do sudoeste paraense, com taxa de 15,4/100 mil, aparece na 20ª posição no Estado.

Outros sete municípios do Estado também aparecem na lista das 100 cidades, com mais de 10.000 habitantes do sexo feminino, que têm as maiores taxas médias de homicídio de mulheres do Brasil.

São os casos de Paragominas, no 24º lugar e taxa de 14,6/100 mil; Tailândia, em 25º e taxa de 14,6; São Geraldo do Araguaia, em 26º e índice de 14,5; Ourilândia do Norte, em 39º e 13,5; Goianésia do Pará, em 41º e 13,4; São João de Pirabas, em 65º e 12,0; e Rondon do Pará, em 98º e 10,5.

O Mapa da Violência feminina 2015 ainda revela que o Pará é o sexto Estado mais violento para as mulheres brancas e nono para as negras.

A pesquisa também apontou que 50,3% das mortes violentas de mulheres no Brasil são cometidas por familiares.

Desse total, 33,2% são parceiros ou ex-parceiros.

Quanto ao local do homicídio, levantou-se que 27,1% deles acontecem no domicílio da vítima, indicando a alta domesticidade dos assassinatos de mulheres. Outros 31,2% acontecem em via pública e 25,2% em estabelecimentos de saúde.

PS do Viomundo: Os vários “títulos” concedidos a Doria são, obviamente, uma forma de driblar a legislação e permitir a ele que faça campanha eleitoral antecipada para 2018.

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RONALD

11/08/2017 - 15h40

Esse anti-povo do dória-espalho de botox nem deve saber onde fica o Pará, putz !!!!!!!!!!!!!!!!!

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