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Cartas de Minas
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Bebel: Alckmin dá R$ 17,8 mi a entidades privadas para ‘melhorar ensino em 61 escolas’, enquanto maioria não tem o básico

24 de novembro de 2017 às 15h56

Alckmin inicia privatização do ensino público

por Maria Izabel Azevedo Noronha*, via assessoria da imprensa da Apeoesp

O Governo do Estado de São Paulo acaba de dar mais uma demonstração da sua incapacidade de resolver os problemas da rede estadual de ensino e de assegurar o direito constitucional dos estudantes a um ensino de qualidade.

A decisão da Secretaria da Educação, de despender até R$ 17,8 milhões para remunerar entidades privadas sob o argumento de melhorar a qualidade do ensino médio em 61 escolas, ao mesmo tempo em que o Governo mantém congelados os salários dos professores e as escolas continuam abandonadas, muitas delas sem materiais básicos para o funcionamento cotidiano, mostra o nível a que chegou a “desgovernança” do Governo do senhor Geraldo Alckmin no mais rico estado do País.

O Governo Alckmin pretende impor à sociedade o “PL da morte”, para cortar gastos públicos por mais dois anos, prejudicando os serviços públicos que atendem à população mais pobre.

No entanto, acha espaço para deixar de recolher R$ 174 bilhões em 11 anos dos empresários e, agora, também pode gastar milhões para remunerar empresas privadas que se disponham a fazer o trabalho que o próprio Governo demonstra não tem competência para fazer.

É o fim da picada.

Nós, professores e professoras da rede estadual de ensino temos experiência e somos capacitados a oferecer a nossos estudantes ensino de qualidade.

Não há necessidade de que privatize as escolas estaduais.

O que o Governo precisa, sim, é equipar as nossas escolas de forma adequada, garantir estrutura, equipamentos e materiais pedagógicos, condições de trabalho para os professores e de aprendizagem para os estudantes e valorizar os profissionais da educação com salários justos e uma carreira atraente, desde o ingresso por concurso público até a aposentadoria.

No entanto, estamos há mais de três anos com salários congelados.

Existe no Brasil uma corrente de pensamento que reflete os interesses de nossas elites, que afirma que o ensino público não presta e que deveria ser privatizado.

Na realidade, esse tipo de afirmação atende aos apetites de “consultorias”, organizações sociais e empresas que veem a educação como uma mercadoria rentável e valiosa.

Afinal, as redes públicas de ensino brasileiras, somadas, atendem algo em torno de 40 milhões de estudantes. Um “mercado” e tanto!

Com toda sinceridade, a “saída” encontrada pela Secretaria da Educação para tentar resgatar a qualidade do ensino médio ofende todos os educadores e educadoras que vem trabalhando nas escolas estaduais, enfrentando as mais adversas condições.

Buscar em grupos privados soluções que deveria debater com os professores e professoras, com as entidades do magistério, com as entidades estudantis, com entidades da juventude, com as entidades sociais que aglutinam pais, mães, trabalhadores e população em geral que mantêm seus filhos nas escolas estaduais é uma afronta.

Deveria debater o assunto com o Fórum Estadual de Educação, que reúne mais de 70 entidades de todos os segmentos sociais.

A onda conservadora e privatista no nosso país ganhou novo impulso após o golpe de 2016, mas nós vamos resistir.

Como resistiremos à implementação da reforma do ensino médio, como resistimos nas escolas a tantas medidas que massacram a nossa categoria, nos sobrecarregam de trabalho em diversas unidades escolares, em diferentes municípios.

Vamos chamar estudantes, pais, demais educadores, movimentos sociais, entidades da sociedade civil organizada para barrar mais este projeto de desmonte da escola pública.

Queremos ensino médio de qualidade, público, gratuito e laico, sem redução de nenhuma disciplina e que atenda às necessidades dos filhos e filhas da classe trabalhadora, preparando-os para a continuidade dos estudos, para o mundo do trabalho e para a vida.

Privatização, não!

Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel) é presidenta da Apeoesp

Leia também:

Kátia Abreu zoa o PMDB: e os presos?

 

6 Comentários escrever comentário »

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carlos

25/11/2017 - 16h20

Essa cambada de ladrão instalados desde o Palácio do Planalto passando pelo congresso e atingindo todo judiciário, esses poderes são a verdadeira Black Fraude.

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emerson57

25/11/2017 - 03h38

Isso não é melhorar ensino! Tem-se que chamar pelo nome correto as coisas…….
Roubo, é o nome adequado para esse esporte.
Roubo, o esporte favorito do governo do psdb / pmdb.

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Raul Capablanca

24/11/2017 - 19h14

a esquerda quer reduzir o número de pobres.
a direita também, mas o fazem reduzindo os benefícios aos pobres. e estão tendo muito sucesso em alcançar esse objetivo.
é mais provável que um miserável viva menos que um bem alimentado sem oportunidades de ganhos.
assim pensa e age o governo golpista neoliberal.

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Renato Gumier Horschutz

24/11/2017 - 16h51

É o fim da picada, como se diz, popularmente. O desgovernador Alckmin gasta milhões com consultorias e deixa os trabalhadores da educação sem reajuste, escolas sem merendas ou com merendas superfaturadas nas licitações, deixa sem recursos pedagógicos mínimos e quer melhorar a educação. É muita falta de caráter mesmo, e de má gestão.
Depois a direita não entende por que o povo quer Lula presidente novamente.

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    Dartanhan de Orleans

    24/11/2017 - 21h14

    Renato, você mora em São Paulo? É Paulista? Por que se for eu e o restante dos outros Estados Brasileiro não acham o fim da Picada coisa nenhuma, “O Fim da Picada” é vocês manterem no Governo durante mais de 20 anos os TUCANOS, inclusive com votos de Professores e pais de Alunos da Escola Pública, o fim da picada são os Paulistanos trocarem Fernando Haddad por João Dória, essas são as verdadeiras fim da picada. Não se admite um Estado com o São Paulo, o maior do País existirem tantos asnos a esse ponto, são um povo que vivem criticando o Nordeste, mas os Nordestinos tem dado demonstrações que continuam como um povo forte e inteligente digo mais, GRAÇAS aos Nordestinos de FIBRA esse País hoje não é Governado pelo maior ladrão das minas Gerais, Aécio Neves.

Julio Silveira

24/11/2017 - 16h45

Não é Alkmin é o PSDB. É esse clube, chamado de partido, que representam os interesses de uma minoritaria classe de elitistas mediocres da sociedade nacional. Nem podem ser referidos como brasileiros por estarem mais ligados aos interesses alheios aos do país, e consequentemente aos da maioria do povo brasileiro. E isso desde o seu primeiro preposto a governar o hoje Brazil, o tal FHC, de grande contribuição para o Z. O homem do BRAX e qdos aposentados vagabundos, que se aposentou muito antes da maioria dos aposentados taxados por ele de vagabundos, neste país. PSDB, antinacional, imperialista colonizado, conseguiu através de seus militantes da midia oportunista e da profunda aparelhagem,qq que fez nas instituições publicas, criar um laranja para, a eles, atribuirem tudo aquilo que fizeram de ruim no país, o PT. Rsrsrs. O partido do perdão, da conciliação, da governabilidade com as mãos na merda. A vitima perfeita. Deixaram a isca, o PT olho grande comeu, deixaram no anzol o PMDB minhoca, ligados por linha e vara, irmãos umbilicais, com seus corruptos. Usaram a fome de poder mudar e a vontade de fazer comer o povo. E hoje o Brasil vive as consequencias dos sete pecados politicos capitais habituais no Brasil, para os populares, o Golpe.

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