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Lassance: A Copa de 2014 e a bala de prata eleitoral

16 de dezembro de 2013 às 11h11

14/12/2013 – Copyleft

A Copa pode ser a bala de prata da oposição em 2014?

por Antonio Lassance, na Carta Maior

Se não houver uma blogosfera convincente e convencida a defender os avanços conquistados, qualquer bolinha de papel pode virar um grande atentado.

Em junho de 2014, quando for dado o pontapé inicial da Copa do Mundo de futebol, os protestos que incendiaram as cidades em 2013 terão completado um ano.

Até lá, duas perguntas ficarão no ar. A primeira é se as respostas dadas às Jornadas de Junho terão sido satisfatórias para evitar uma nova onda de manifestações de rua de grandes dimensões.

A segunda é em que medida, caso ocorram tais manifestações, elas terão alguma influência nas eleições de 2014 – e em que direção.

No primeiro semestre, a principal aposta da oposição tradicional (PSDB-DEM) e da neo-oposição (PSB) é em torno de uma piora das contas públicas; de um repique inflacionário; de novos indicadores de baixo crescimento do PIB; e de saldos negativos na balança comercial. O coroamento do resumo da ópera seria um rebaixamento do Brasil na avaliação das agências de avaliação de risco, as famigeradas.

A copa promove quase que uma pausa, um suspense entre o primeiro semestre e as eleições. Em meio à torcida, à festa e, eventualmente, à decepção com os resultados dos jogos, a campanha só engrena mesmo a partir de agosto e pega fogo em setembro.

Será preciso uma tragédia na Copa para que ela se torne uma bala de prata, o tiro certeiro e mortal capaz de desmoralizar e abater a candidatura que, por enquanto, se apresenta como favorita.

A carga dramática de um eventual problema pode ser elevada por uma cobertura midiática deturpada, o que ocorre em dez em cada dez eleições.

O fiel da balança será o papel da internet. Nas eleições de 2014, ela será muito mais importante do que foi em 2010.

Se o debate na internet não for empunhado por um ativismo político formado e informado, dedicado a discutir e defender as políticas de promoção da igualdade, haverá um retrocesso patrocinado pelos curtidores de fofoca e pela direita cujo esporte predileto é disseminar o ódio.

Se não houver uma blogosfera convincente e convencida a defender os avanços conquistados a duras penas, e pronta para desmascarar armações, qualquer bolinha de papel poderá ser transformada em um grande atentado.

Na “operação de guerra” a ser montada pelos governos para a Copa, o efetivo policial será mais ostensivo. As férias escolares serão antecipadas e o serviço público funcionará em horário diferenciado.

Com isso, as ruas serão deliberadamente esvaziadas, e os locais dos jogos serão cirurgicamente isolados. As maiores aglomerações se darão em praças, praias e outros locais públicos, com os telões e uma multidão interessada em ver os jogos e espantar confusões.

Os mascarados não terão a mesma facilidade para agir que tiveram em 2013. Não serão recebidos com a mesma benevolência de quando ainda eram uma novidade nas ruas.

Em 2014, é mais arriscado que apanhem do povo do que da polícia, tal o grau de rejeição que fizeram cultivar contra si próprios com os espetáculos de quebra-quebra.

Os problemas de mobilidade urbana continuarão existindo, mas, possivelmente, durante a Copa eles serão menos visíveis.

Os aeroportos e as companhias aéreas provavelmente estarão tinindo em junho e julho – depois, voltarão a apresentar seus conhecidos problemas. É como a casa que fica mais arrumada quando recebe visita.

O que deve ocorrer, em 2014, é o que passou a prevalecer após as Jornadas de Junho. Manifestações em menor escala, puxadas por categorias organizadas de trabalhadores ou organizações dos movimentos sociais, com lideranças claras, visíveis, e reivindicações pontuais.

Mesmo com menos gente na rua, essas manifestações têm sido capazes de obstruir vias, ocupar as sedes de poderes públicos e desmoralizar aqueles que, eleitos, preferem agenciar negócios a defender serviços públicos.

São mobilizações com começo, meio e fim.

O momento mais propício a novas reivindicações, a rigor, é maio, mês de data-base dos contratos coletivos de trabalho de muitas categorias, antecipadamente à montagem dos esquemas de segurança para a Copa e ao clima de festa e de esvaziamento das ruas.

Um outro fator ajudará bastante. A imagem do país estará em jogo; o orgulho nacional, em campo.

Ninguém quer dar asas, debaixo de nossos próprios narizes, ao complexo de vira-latas que acha que por aqui nada presta, nada funciona, e que o Brasil está sempre fadado a dar vexame diante do mundo.

Ninguém quer ver turistas intimidados ou espremidos em um corredor polonês, com manifestantes, de um lado, e a polícia, de outro. Todos torcem para que a Copa termine sem mortos, sem feridos e sem cheiro de gás lacrimogêneo.

A percepção dos brasileiros sobre a Copa, conforme aferida em pesquisas, mudou muito. Inicialmente, a conquista do governo Lula de trazer o campeonato mundial para o Brasil havia sido motivo de alegria, saudada efusivamente por um povo que é apaixonado por futebol.

Neste ano, com os protestos, o jogo virou. A Copa passou a ser vista com um misto de incompreensão, frustração e revolta. Quase um presente de grego.

Apesar da importância inegável do evento — do contrário, essa indicação não seria disputada a tapa por muitos países –, até o momento, não se conseguiu mostrar que fazer uma copa vale a pena para qualquer país sede.

Mais do que as seleções, é isso que estará em jogo em 2014. Parece um mero problema de comunicação, mas não é.

O país certamente mudou para melhor, na última década.

O problema é justamente a sensação generalizada de que as coisas ainda estão pela metade. A Copa e seu símbolo maior, os estádios, apenas fizeram aflorar esse sentimento.

O Brasil tem mantido uma trajetória de crescimento com redução das desigualdades, o que é um grande feito, mas, ultimamente, o ritmo de ambos tem diminuído.

O país irá para a primeira eleição com a vigência plena da lei da Ficha Limpa; no entanto, terá ainda uma legião de candidatos fichas suja desfilando, impunes.

O STF provavelmente decidirá pela inconstitucionalidade do financiamento de empresas a campanhas eleitorais, mas dificilmente isso já valerá para as eleições do ano que vem. O Congresso acabou com o voto secreto, mas apenas em parte.

O País tem um piso salarial nacional para os professores, mas a maioria dos municípios não paga esse valor.

Temos uma importante Lei Maria da Penha, mas a violência contra a mulher ainda é epidêmica. Permite-se a união entre pessoas do mesmo sexo, mas a homofobia está cada vez mais agressiva.

Temos uma presidenta mulher, mas menos de 10% do Congresso Nacional são deputadas ou senadoras. Reduzimos a miséria com grande velocidade, mas ainda somos extremamente desiguais.

Enfim, o país ainda é uma grande obra social inacabada.

Depois da vertiginosa mudança social ocorrida no país durante a última década, a maior transformação experimentada durante a presidência Dilma foi na própria cidadania política.

Houve um salto no grau de exigência política dos brasileiros em relação ao que se espera do Estado e na forma como as pessoas encaram seus representantes.

Essa é a mudança mais relevante de todas, o que torna a campanha de 2014 mais difícil para o governo, mas também para aquela oposição esquálida em propostas e ávida, como sempre, por uma simples bala de prata.

(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB).

PS do Viomundo: 2014 é o ano de o PT correr atrás da blogosfera. Dilma reeleita, volta às páginas amarelas da Veja.

Leia também:

Miguel do Rosário: Sonegação da Globo já está na PF

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

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38 Comentários escrever comentário »

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Paulo

18/12/2013 - 00h48

Petistas, voces não perceberam ainda, mas o dia de voces está terminando.. aguardem. 2014 o bicho vai pegar!!! E a culpa vai ser de voces mesmos, pois a dona Dilma vai arrebentar de vez a economia…

Responder

paulo bueno

17/12/2013 - 21h37

a DILMA deveria montar um SUS federal e contratar médicos concursados
em todo Brasil para tentar melhorar a gestão da SAUDE
que em 2014 vai ser o tema central das eleições .

Responder

paulo bueno

17/12/2013 - 21h34

a REELEIÇÃO DA DILMA vai depender do “FACEBOOCK” e das redes socias
se o PT montar uma “MILITANCIA DIGITAL” forte e combativa em 2014
tem chances de vencer as eleições,mas se continuar assim
sem militancia o PSDB vai vencer facil
AECIO vem com tudo e com midia e com uma militancia digital fortissima.
acorda PT . a eleição começou.

Responder

Wilson

17/12/2013 - 21h18

Para gerar uma revolta muito grande na população, basta a maioria das pessoas fazerem uma pequena visita a algum Hospital Público de qualquer capital ou cidade de porte médio do Brasil! É impossível visitar um hospital público nesse País e não se revoltar. Quando irão dar um jeito nisso?

Responder

    nigro

    17/12/2013 - 22h07

    Pior é que não Wilson.
    Quer revoltar a população?
    É só o Felipão dispensar o Neymar. É só perder um jogo na copa, bater o pênalti para fora.
    E só o Diego (aquele brasileiro espanhol) vir aqui e detonar a “seleção canarinho”. Quer apostar que vai ter deputado de araque querendo banir o cara por causa de futebol?
    Que hospital sue nada.
    Quero que essa copa fracasse em todos os sentidos. Não pelo governo apenas, mas para o brasileiro tomar um tapa na cara, largar mão de ser imbecil, parar de ver novela, JN, idolatrar o Lula, babar ovo para qualquer medalha de bronze.

    Mário SF Alves

    18/12/2013 - 12h40

    Nigro,

    Com licença e com o devido respeito, não entre nessa. Você está enchendo seu coraçãozinho de ódio à toa. E quer saber por quê?

    1) Sim, o PT está travado; tá correspondendo pouco; tá decepcionando quanto às expectativas criadas por ele mesmo; e, se não bastasse, deu chance pro azar ao cair de patinho na esparrela do tal mensalão;

    2) Porém, ainda assim, é o melhor que temos em termos de grau de liberdade e poder frente às condicionantes do atraso que há séculos mantêm este imenso e riquíssimo País no subdesenvolvimento. E, certamente, o único partido em condição de realizar a travessia fundamental, que, a meu ver, seria a consolidação da Democracia no Brasil. O único em condição de superar essa fragilidade e relativismo da democracia que temos.

    3) A crise que, felizmente, só agora nos ameaça e que há anos faz sofre os povos da Europa e dos EUA é crise resultante de boa dose de alucinações na busca de acomodação de forças e solução de instabilidades no seio do próprio capitalismo. É crise turbinada por zeros e uns, na esteira da arrogância e estupidez do neoliberalismo. Parêntesis: coisa, os teóricos da coisa, de tão esdrúxula, de tão insustentável, já cogitam, como alternativa, uma outra estranheza, um tal anarcocapitalismo. Entretanto, por mais violenta que seja a crise, ela é [ou pode ser] tão somente mais uma das muitas crises inerentes à dinâmica do referido sistema. Ou seja, e é isso que importa, é crise resultante da mesma hegemonia ideológica e mesma materialidade histórica que nos mantêm na eterna condição de subdesenvolvidos.

    Daí que, tudo isso, acrescido da agressiva geopolítica do império norte americano imposta à América Latina, e em especial ao Brasil, e do arranjo [ou desarranjo] econômico secular vigente, como, a seu ver, a um governo de direita ou de centro seria possível realizar algo socialmente mais avançado do que tem sido realizado pela coalizão liderada pelo PT?

    Atenciosamente,

    Mário.

Urbano

17/12/2013 - 17h41

O que vai haver de hienas, lobos e cachorros selvagens rondando os estádios, não consta nem nos registros de monitoramento do Ibama. Agora, não custa nada rezarmos para que pumas não…

Responder

Murdok

17/12/2013 - 12h03

E olha que o Aécio ja está rodando o revólver no indicador. meio desajeitado…mas ta.

Responder

Mário SF Alves

17/12/2013 - 09h28

BraZil: Teu Passado Te Condena! Foi assim em 64. Um passo adiante em direção à autodeterminação e bum. SABOTAGEM de todo gênero e ordem.

Em 64: Políticas públicas destinadas à superação do subdesenvolvimento; reação conservadora aloprada e desproporcional: CIA; Kennedy; Ibad; Ipes; gal Gol[p]bery do Couto e Silva; empresas “jornalísticas” de fachada; complexo de vira-latas; bad religion e SABOTAGEM.

Em 2014: De novo as políticas públicas destinadas à superação do subdesenvolvimento; reação de direita igualmente aloprada, manipulando o Judiciário e setores da mídia empresarial corporativa; Snowden e Assange comprovam a espionagem norte americana e o comprometimento anti-nacional de políticos do PSDB; neoliberalismo a qualquer custo; Instituto Millenium; empresas “jornalísticas” e de TV pro-EUA; complexo de vira-latas e bad religion.
_____________________________

Só fica faltando um similar do Gol[p]bery e a SABOTAGEM.
___________________________________

Imagine um embaixador brasileiro nos EUA tendo livre trânsito junto a parte da elite política norte-americana, abarrotando-a de dinheiro, centenas de milhões de reais, com finalidade de sabotar o governo Obama. Estranho não? Pois foi exatamente isso o que se fez aqui em 1962/64.

Lá, um tal hipotético embaixador, no mínimo seria ridicularizado e expulso do País. Já, aqui, liberdade total para a prática da SABOTAGEM.

O nome do sujeito, dizem que mais CIA que a própria CIA, é Lincoln Gordon. E já deve ter morrido.
_________________________________________________

O pretexto todo mundo já sabe: o lenga-lenga da ameaça comunista. O contexto era o da guerra fria: EUA de um lado e URSS de outro. Portanto, o lenga-lenga até que fazia algum sentido.

____________________________________________________________

O Brasil segue sendo o BraZil de sempre, uma potência em potencial, um gigante condenado a não ir um palmo além do que determina os EEUU e seus asseclas locais.

É como poderia ter dito o Chávez: é a GEOPOLÍTICA, estúpido!

Analogia idêntica é possível aplicar à maioria dos países da América Latina [especialmente Venezuela] e África.

Sabotagem, boicote e golpe: sempre assim.

Tudo contra a autodeterminação dos povos; tudo contra toda e qualquer inovação econômica; tudo contra a consolidação da Democracia e o bem estar coletivo.

_______________________________________
Moral de estória: Quem produz os tiranos é a própria tirania.

Responder

    Mário SF Alves

    17/12/2013 - 09h47

    Em tempo:
    Onde se lê “asseclas”, por favor, leia-se “satrápas”¹.
    ________________________________
    ¹Quando Ciro, o Grande (c. 576 – Julho de 529 a.C.) estava à frente do maior império do mundo fora da China, ele adotou o princípio de organização dos Assírios, que primeiro organizaram seus territórios conquistados em províncias, governadas por reis-clientes. A principal diferença era que, na cultura persa, o conceito de reino era indissociável do de divindade: a autoridade divina implicava o direito divino dos reis. Os vinte sátrapas nomeados por Ciro não eram reis, mas vice-reis governando em nome do rei. Dario I deu às satrapias uma organização definitiva, aumentou o seu número para vinte e três e fixou seu tributo anual (inscrição de Behistun).
    _________________________________________
    Faltou-me o termo equivalente usado durante o Império Romano.

    E… império por império, seja Persa, Romano, ou Norte Americano, com certeza, nenhum deles respeitaria [ou respeita] a Declaração Universal de Direitos do Homem.

henrique de oliveira

17/12/2013 - 09h14

Até os coxinhas e os black bostas ja se tocaram que foram ridiculamente usados , para reenvindicar sabe la o que , se perderam e não mais acharam o caminho das manifastações.
Evidente que sempre havera um ou outro idiota para fazer protesto , o que não entendo é que anos atraz todo mundo sonhava com uma copa no BRASIL.

Responder

    Mário SF Alves

    17/12/2013 - 09h58

    “… o que não entendo é que anos atrás todo mundo sonhava com uma copa no BRASIL.”
    ________________________
    Pois é… e vá entender. Brasileiro contra a realização de uma copa do mundo de futebol no Brasil é o paradoxo dos paradoxos. Enfim, quem sabe, amadurecemos, de vez. Ou… quem sabe, os insatisfeitos não sejam estatisticamente relevantes. Ou… ainda, quem sabe, o PiG endoidou geral na esteira do mensalão do “tudo [só] contra o PT” e botou pra quebrar na manipulação contra a Copa, assim como fez na manipulação contra a PEC 37.

    Mário SF Alves

    17/12/2013 - 10h26

    Ah, tem a FIFA. Tem a corporação FIFA. E tem o que é o mais importante: tem o padrão FIFA de DESCONSTRUÇÃO do futebol enquanto esporte.
    _________________________
    De futebol arte a futebol espetáculo de negócios… quanta evolução.

    _______________________________________
    Ou o futebol volta às suas origens e se define como esporte ou… a corporação FIFA vai se ver mal com a vergonhosa guerra cada vez mais dramática entre torcidas mecanizadas e ensandecidas pela racionalidade do futebol-negócio.

    Carlos N Mendes

    18/12/2013 - 13h51

    Temos muito que aprender com os mestres da manipulação… Lembro como a Globo mudou da noite pro dia o tratamento dispensado ao Corinthians. Por quê? Porque da noite pro dia o Corinthians passou de ‘maior torcida do Brasil’ ao ‘clube do presidente Lula’. O espaço nos horarios esportivos dedicado ao clube caiu barbaramente, e sempre que possivel eram destacados só noticias negativas. Apenas quando o clube foi campeão da Libertadores as coisas mudaram um pouco. Ah, se o presidente em 2014 fosse o Serra… só mar d almirante e céu de brigadeiro…

Tiago Tobias

17/12/2013 - 01h57

Não tenham dúvidas que algum grupo da direita possa estar planejando algum atentado ou coisa do tipo, só para f…. o Brasil durante a Copa. Já são três eleições perdidas, já é demais…

Responder

Alex Gonçalves

17/12/2013 - 01h13

A Globo e molequinhos associados vão tirar essa de letra. Eles vão conseguir fazer a copa um grande fracasso pro PT e tudo que for público, um grande sucesso pra Globo e tudo que for privado.

Impossível, esquizofrenia pura? Aguardem e verão.

Responder

Ozzy Gasosa

16/12/2013 - 23h48

Os coxinhas, alienados e consumistas, amantes do Rugby, se preparam para a “bárbarie” urbana durante a Copa.
Mas se perguntar a eles qual ente federativo que é o gestor de uma Escola Estadual, por exemplo, não sabem responder.

Responder

Guanabara

16/12/2013 - 23h47

A melhor parte do artigo foi o PS do Viomundo.

Responder

Carlos N Mendes

16/12/2013 - 22h49

Deixa eu ver se entendi – 500 anos de roubo, atraso, dominância, iniquidade, injustiça, esquecimento, violência, escravidão e miséria serão jogados no colo do governo petista como se esse fosse a encarnação de Jeová na Terra? Preparem as almas, porque o Apocalipse está no horizonte…

Responder

nigro

16/12/2013 - 22h23

Jogos em manaus?? como é que é? É piada????

” I visited Manaus while preparing a recent special report on Brazil, and concluded that the stadium, like those in Brasília, Cuiabá and Natal, was unlikely to have a viable financial future after the tournament.”

http://www.economist.com/blogs/americasview/2013/11/brazils-world-cup-preparations?zid=319&ah=17af09b0281b01505c226b1e574f5cc1

E não me venham com essa de que só por que é em inglês não vale. Vale e muito. A não ser que tenham algum estudo econômico SÉRIO brazuca manauar para justificar a o estádio….

Citar fontes do governo ou desses coronéis do norte não vale.

Responder

nigro

16/12/2013 - 22h17

Só mesmo no Brasil uma mera Copa do mundo tem relevância eleitoral.
Quando o futebol deixar de ser um dos assuntos mais importantes, talvez tenhamos dado um passo rumo à uma verdadeira sociedade.
Seria bom que o fracasso na copa, em todas as esferas, servisse de tapa na cara não só dos políticos, mas do brasileiro( com aquelas cantorias e batucadas de araque).
Dilma, se falar na abertura, será vaiada.
Deveremos ter faixas e protestos.
Vcs já viram os acessos aos estádios? Já viram aquele video da BRasileira ruiva detonando a copa?
São tristes, mas fazer o que.

Responder

Fabio Passos

16/12/2013 - 19h30

Não há dúvida.
A “elite” branca e rica vai tentar instrumentalizar qualquer protesto, justo ou não, que aconteça durante a copa, para ganhar votos aos candidatos reacionários.

O PiG sabe que em condições normais não tem a mínima chance.
Vai tentar o golpe… como sempre.

E o ps do Viomundo está corretíssimo.

Tratar PiG como imprensa é uma estupidez e covardia deste e qualquer governo popular.
O PiG é a máquina de propaganda da minoria privilegiada. São as organizações mais corruptas do Brasil.

O PiG é inimigo do povo… e assim deve ser tratado.

Responder

    nigro

    17/12/2013 - 22h10

    O que????
    Até parece. Que zelite vai assistir à copa? Todo mundo vai assistir em casa. Os ingressos vão pros gringos.
    Os otários que vierem para o Brasil assistir a copa e por exemplo tiverem que ir aos jogos em Itaquera, terã o uma péssima surpresa.
    Nada de sair do jogo, caminhar uns quareirões e tomar um chope. É pegar o trensalão para a Sé.
    Essa copa é um erro grotesco do Lula.

renato

16/12/2013 - 19h22

Contra a bala de Prata só a taça de OURO.
ou a fita vermelha amarrada na chuteira.
Viva o Brasil…………
DILMA 2014 13. O número cabalistico..

Responder

leandro

16/12/2013 - 16h38

Que ironia…a realização da copa no país foi um trunfo eleitoral e hoje é uma maldição.

Responder

Cláudio

16/12/2013 - 15h56


“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” * Joseph Pulitzer.


“Se você não for cuidadoso(a), os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” * Malcolm X.



Ley de Medios Já ! ! ! . . .



Responder

luzete

16/12/2013 - 14h59

o PT não precisará correr atrás da blogosfera porque o PT já está na blogosfera, lutando, como pode, contra conspirações que pipocam de todos os lados!

Responder

Sylvia Tigre de Hollanda Cavalcanti

16/12/2013 - 13h49

Não entendi o PS do Viomundo:Dilma reeleita volta às páginas amarelas. Dá
para explicar,por favor?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    16/12/2013 - 13h53

    O PT, ganhas as eleições, esquece a blogosfera e volta à Veja.

    manoel

    16/12/2013 - 17h06

    Azenha, até entendo a sua amargura, vendo a secom distribuir verba hoje em dia, mas, apesar de ler a veja, nem digital, não me parece que o PT frequente o detrito.
    Seria bom alguns exemplos. De novo, não leio o detrito.

    Luiz Carlos Azenha

    16/12/2013 - 19h26

    Paulo Bernardo à revista Veja, ajudando a confundir o objeto da regulação, que é a mídia eletrônica, concessionária de um bem público, com a mídia impressa, que nenhum petista — pelo menos que eu saiba — quer censurar: “A militância extrapola, e eu posso dizer que está errada, que está falando besteira. Se ela não gosta da capa da revista, da manchete de jornal, quer que eu faça a regulação. Não vai ter regulação para isso”.

    Mário SF Alves

    17/12/2013 - 10h47

    Ou… “Não é mera coincidência a preferência dos integrantes do Instituto Millenium pela subordinação do Brasil aos grandes centros financeiros internacionais e sua ojeriza diante das relações harmônicas entre governos latino-americanos.” Laurindo Leal [http://www.viomundo.com.br/politica/laurindo-leal-em-1964-havia-o-ipes-e-o-ibad-hoje-o-millenium.html]
    ______________________________
    É o vale tudo. Vale, inclusive, desprestigiar a Copa para em contrapartida desgastar [só eleitoralmente?] o governo da República Federativa do Brasil, que insiste em acreditar e fazer valer o princípio da autodeterminação dos povos.

Dudu Cartucho

16/12/2013 - 12h40

Em 2014 provavelmente as manifestações não terão o mesmo efeito de 2013.
Neste ano o pontapé inicial foi dado pelo MPL, a partir daí a mídia insuflou e desvirtuou as reinvindicações.
Se a Globo tentar criar as manifestações em 2014, presumo que o tiro sairá pela culatra ( o Collor em 92 pediu uma manifestação em verde e amarelo, mas quem saiu as ruas foram de preto, e o final todo mundo conhece).
Se forem condescendentes com manifestações espontâneas, perdem o controle. Aí pode ser que a Globo seja alvejada não apenas por b*stas.

Responder

Leo V

16/12/2013 - 12h24

Como disse um amigo esses dias “para mim quem é contra movimento social é de direita”. Para mim é um texto de direita, que torce para que não hajam protestos durante a Copa, por mais legítimos que sejam.

Responder

    Marcelo

    17/12/2013 - 11h11

    porque este governo ja esqueceu o que é o povo e nao representa nenhuma parcela de seus ideais

Marcelo

16/12/2013 - 12h06

Tudo bem o estádio do corinthians já foi garantido.

Obras de infra.. zero, mas o populismo foi atendido.

Marca registrada deste governo

Responder

    Sargento Tainha

    16/12/2013 - 18h44

    Direita, volver…

Filipe

16/12/2013 - 11h45

Não se resolve o problema dos transportes de uma hora para outra.

Há duas respostas claras em andamento as ruas: o Mais Médicos (Governo Federal) e a proibição de empresas financiarem campanhas eleitorais (STF).

As manifestações vão ocorrer, posso estar enganado, mas não acredito que tenham a mesma magnitude de Junho/2013.

Bastante provável que os alvos principais das manifestações sejam a imprensa (Globo e Veja), olha que ainda não tivemos protestos em frente a embaixada americana.

Responder

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