Margarete Prado (22/07/2008 - 10:48)
Parece banal, mas é tremendamente importante descobrir-se as formas clamufadas por onde entra o racismo e preconceitos que poderão moldar caráter e personalidade de alguns. Como pode uma cor ser identificada como "cor de pele"? Isto foi criação de quem????
Rafael Carvalho Tavares (25/06/2008 - 21:45)
achei que você tem toda a razão, pois nosso paiz, é mestiço, porque não fazer cor de pele mestiça??????
François Camargo (20/06/2008 - 11:59)
Bastante pertinente esta reclamação.Passarei a mesma na integra para os meus amigos do Orkut, e pedirei explicações aos fabricantes deste produto.
Juvenal (14/05/2008 - 21:58)
Será que se o nome "cor da pele" se referisse à cor da pele dos negros (que não é exatamente preta, diga-se de passagem), e não ao tal "salmão" clarinho, a autora desse texto teria se abalado tanto? Teria ela exigido algum tipo de mudança?
Roberto (13/05/2008 - 11:22)
Só uma pergunta: o que é ser negro?
(06/05/2008 - 11:34)
Para quem deseja refletir sobre os danos dos educadores não refletirem sobre o 'currículo oculto' como este de aceitar passivamente as denominações racializadas de cores (tão importantes na primeira infância) sugiro a leitura do texto de Fabiana Oliveira (Universidade de São Carlos) orientanda de Anete Abramowicz
estudo de caso sobre práticas educativas e o tratamento da questão racial na faixa etária de 0 a 3 anos
o link para a publicação que pode ser baixada direto do site do inep é este aqui:
http://www.publicacoes.inep.gov.br/arquivos/%7B29CB25AB-8DF6-428A-B6C9-CAC08238A908%7D_MIOLO_negro%20e%20educação.pdf
Vcs podem ter acesso a outras publicações neste link: http://www.publicacoes.inep.gov.br/default.asp
Gérson (26/04/2008 - 16:12)
Isto também merece ser denunciado:
18/04/2008 - 09h45
Em Taubaté, concurso para escriturário tem questões sobre BBB e casal "global"
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FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em São José dos Campos
Quem não acompanhou a última edição do "Big Brother Brasil" nem o fim do relacionamento de um casal de atores da TV Globo pode ter ficado de fora da seleção para escriturário da Prefeitura de Taubaté (130 km de SP). Do site UOL.
Rosa Amélia Barbalho (21/04/2008 - 20:30)
Sinceramente/ Adorei a discussão que incialmente parece nada, mas é muito explícito or acismo
Vilma Oliveira (19/04/2008 - 17:35)
Muito boa a discussão
Elisa Soares (19/04/2008 - 13:48)
Achei exagerado na primeira leitura. Relendo, entendi que tem tudo a ver
mensagem de Rebeca Oliveira Duarte por mail (19/04/2008 - 10:41)
'Fui olhar a caixa do Faber Castel. É interessante ver como isso é tipicamente brasileiro...acontece que a caixa é bilíngue - português e espanhol - e a cada palavra em português corresponde seu equivalente espanhol. Vermelho - rojo, etc. Ao chegar na cor definida em português como "pele", o equivalente castelhano é "rosa pálido". Brasil, Brasil...'
(Rebeca Oliveira Duarte
Advogada do Observatório Negro
Fellow da Ashoka - Recife/PE)
(comentário postado por Conceição Oliveira)
Janete Ferreira (18/04/2008 - 23:27)
Achei meio confuso, complexo. Mas se muita gente afirma que há racismo, é bola pra frente
Catia Luciana (18/04/2008 - 23:20)
Todos nós sabemos que o RACISMO é muito forte nos dias atuais, mas também cresce o nível de consciência de que ele é maléfico e precisa ser combatido, denunciado e eliminado. Como educadora,convido a todos a terem uma postura crítica diante desta luta e incentivá-los a denunciá-los, que é de fundamental importância!
Para Isabel de Conceição (parte 1) (18/04/2008 - 21:45)
Oi Isabel, então, a Denise encontrou pelo menos duas caixas em grandes papelarias com a tal cor de pele (portanto, ainda circulando por aí). Vou ver se ela fotografa e me manda. Mas pela última conversa que tive com a mulherada sobre o assunto a Faber respondeu e já deve estar tomando providências, daí fingir que não tem nada a ver com isso, né?
A gente menospreza o poder da rede, a coisa anda se nos mexemos...
Mas quanto aos educadores, eu venho há alguns anos lidando com uma série de ações para a educação da igualdade racial. Textos, livros didáticos, formação de professores e pesquisa. Já vi muitos relatos de professoras negras e brancas em oficinas pedagógicas. Sobre esta questão no post da HP cujo link forneci no meu primeiro comentário aqui, levanto outras (os dos cabelos 'ruim' e as referências pejorativas a cor da pele são as mais comuns), mas há muito no currículo oculto que desnorteia as nossas crianças. O dano não é apenas para as crianças negras, mas para as brancas também que não refletem sobre sua identidade a 'branquitude' em país racista e a gente vai deformando ao invés de educar para a igualdade étnico-racial.
Bel, há coisas terríveis no tratamento entre crianças negras e brancas em nossas escolas e isso não é fruto de um 'complô' armado e sim herança e presença de uma sociedade racializada e racista na qual os professores precisam ser preparados para não reproduzir preconceitos. (continua)
Para a outra Estela, a que não acredita (parte 2) (18/04/2008 - 21:18)
continuando.
O relato de Denise foi repassado por pessoas sérias em espaço sério e já mobilizou gente séria.
Enfim, a Faber Castell nunca encontrou uma Denise pela frente, é bom que ela mude e se assuste e repense a sua cartela de cores.
Gustavo Pamplona (18/04/2008 - 21:09)
Estela, não sei se existe lápis "cor de pele" mesmo, mas eu creio que o Luis Carlos Azenha não publicaria um texto destes sem checar antes as informações. Senão nem eu mesmo teria escrito aqueles três comentários... Mas que existe tinta guache "cor de pele" (beje) existe mesmo... Eu mesmo já vi isto em papelarias. Falando nisto, dê uma olhada na lista de material escolar do Colégio Marista http://www.maristas.org.br/colegios/page.asp?cod=3&codpag=9382 Tem tinta guache "cor de pele" mesmo... e também dê uma olhada na lista de material escolar da Rede MV1 de Ensino
http://www.mv1.com.br/conteudo/arquivos/material_2008_jd2_e_pr.pdf
e para complementar dê uma olhada no site da Livraria Melhoramentos. (Tinta guache amarelo pele) http://www.livrariamelhoramentos.com.br/supercart/cgi-bin/supercart.exe/searchID?ok=detalhes_papelaria.htm¬hing=papel_nada.htm&b=168&id_est=1084496&depto=2712
O Luis Carlos Azenha é um jornalista sério, não faria uma coisa destas...
Estela (18/04/2008 - 16:00)
Azenha,
Você publicou esse texto, gentilmente, acreditando que ajudava uma causa nobre.
Porém, já confirmei: É falso. Não existe o registro da cor PELE nos produtos da Faber Castell. Portanto, esse texto jamais foi enviado àquela empresa. Tudo não passa de uma brincadeira.
Gustavo Pamplona [Parte 1] (18/04/2008 - 15:41)
Será que se a Faber-Castell, um dia colocasse nos lápis deles, especialmente os de cor marrom e preta, a seguinte inscrição "cor de pele", isto seria diferente? Bom, pelo que eu sei a Faber-Castell é uma multinacional alemã e foi fundada em 1761. Ou melhor dizendo... Será que na África o lápis de cor marrom/preto é vendido como sendo de "cor de pele". Mais uma vez, vemos o negro se rebelando contra o "racismo" que eles mesmos criaram... Muitas pessoas aqui vão dizer que sou racista quanto de fato eu não sou... O negro realmente tem INVEJA especialmente dos cabelos lisos e do nariz do branco...
Eu tenho uma empregada negra que uma vez já me disse, "Eu bem que poderia ser uma preta do cabelo bom." Senti uma certa pena dela... Mas fazer o quê? A pessoa nasceu daquele jeito, tem que se conformar. Outro caso, tinha uma época que eu assistia o Mentirástico (Fantástico), uma vez a Glória Maria (esta é negra mesmo) teve uma certa inveja de um povo negro aqui nas Américas que tinha olhos azuis e verdes numa série de reportagens que ela fez cobrindo algumas partes da América Latina. Eu pergunto... É ou não é inveja?
Isabel (18/04/2008 - 14:01)
CONCEIÇÃO: Procurei o tal do lápis e realmente não encontrei. Encontrei "salmão". Será que já tiraram de fabricação? Mas fui ao site da Faber Castel e mandei de lá uma mensagem, pedindo esclarecimento. Se eu acho isso grave? Gravíssimo. Menos pela empresa, que se chamada as falas corre ou correrá para mudar, afinal eles não são nada bobos, querem vender,mas sim pela atitude da professora. Que raio de educadora é essa? Se ninguém reclamar, a coisa vai ficando assim mesmo. Eu sempre estou atenta á educação que meu filho recebe. Falta aos pais vontade e atenção. Meu filho, com 10 anos, já é capaz de compreender (e muitas vezes repreender) quando algo que cheira a preconceito paira no ar. Toda criança, se educada para tal, é capaz. O preconceito nasce em casa e se propaga na escola. É preciso cobrar constantente dos educadores uma postura digna. Quando meu filho estava no pré, as professoras fizeram uma apresentação de fim de ano que procurava retratar vários aspectos da cultura brasileira. Havia um quadro, do qual meu filho participava, sobre Iemanjá, ao som de Dorival Caymmi, onde ele era um peixinho. Os pais evangélicos da escola quiseram proibir o quadro. Eu e mais duas mães, com ânimos bem alterados, exigimos a realização da encenação. E lá foi Iemanjá com seus peixinhos de todas as cores,ao som de "hoje tem jangada no mar". Eu sou da opinião que não somos negros,brancos,amarelos,vermelhos. Somos humanos. Quem não é capaz de ver isso, perdeu o trem da história.
Stella (18/04/2008 - 13:40)
Conceição e comentaristas: Essa "Estela" que acha que é exagero se preocupar com a cor pele dos lápis, não tem nada a ver comigo, Stella, que já comentei em vários posts do Vi o Mundo. Fiquei tão desconcertada com a simples possibilidade de ser confundida com alguém que possa no mínimo ser taxada de insensível em relação a como se começa a minar a auto-aceitação de uma criança, que nem consigo comentar o assunto com a profundidade e delicadeza que ele merece.
Geraldo (18/04/2008 - 12:34)
O melhor modo de mostrar que existe preconceito é esse: filho de negro esclarecido. Vê-se que a influência para querer ser claro veio de outros meios e não dos pais. Eu fico perplexo com os que atacam os negros dizendo que eles mesmos é que criam o preconceito. Uma criança não conseguiria criar isso (a não ser que fosse influenciada para isso, especialmente pelos pais, que não é o caso aqui), ela foi induzida a querer ser 'normal', ter a cor-de-pele normal. Obs: Eu sou branco, mas tenho vários amigos negros e sei como essa roda gira.
O Chris Almeida - BH (18/04/2008 - 12:07)
Stela e Fábio deviam tomar conta é da turma do "Não é nada disso que vocês vêm". É bom SIM ter uma política de tolerância zero com a discriminação racial. Entendeu?
Douglas (www.cabecanamao.blogspot.com) (18/04/2008 - 10:54)
Sinceramente Estela, existe uma grande diferença entre seres humanos e rosas, chocolates e mares. Seres humanos, através de relações de poder e da comunicação, podem ferir, física ou moralmente - quando não ambos -, outros seres humanos. Parece-me que não está comprovado que os outros elementos mencionados compreendam o que dizemos nem sintam dor. Não imaginava ser necessário explicitar essas trivialidades, porém não parece ser o caso.
Estela (18/04/2008 - 10:29)
Que bobagem isso!
O que faremos com o "cor de rosa"? Afinal existem rosas amarelas, vermelhas, brancas etc. E quanto à cor "chocolate"? Teremos que indagar: chocolate branco ou chocolate marrom? Claro que não. E o "azul marinho"? Os mares têm muitas cores, assim como as peles.
Quando se procura "racismo" com má-fé, ele é encontrado em todos os lugares e em todas as situações, sem exceção.
Conceição Oliveira para os blogueiros e comentaristas (18/04/2008 - 10:16)
Turma, nós temos muito a aprender com os estadunidenses. Eles tem lá várias listas 'negras' (sic)- muito inadequado dominá-las assim especialmente neste contexto da Denise-, mas enfim tem uma bem legal de enfrentamento das redes de televisão que são reacionárias e para atingi-las além de não assisti-las eles boicotam as marcas e produtos anunciados e não param por aí, escrevem cartas pras empresas informando por que elas estão na lista 'negra' e que o boicote a marca e produtos prosseguirá até as empresas tomem uma atitude.
Quando é assim descaradamente racista como a Faber Castell cabe também denúncia no MP e se a propaganda for racista no CONAR. O povo da 4 P (Poder para o povo preto) a partir de uma campanha que promovemos conseguiu tirar propagandas do ar, como uma da maionese que era bem estereotipada; outra da melissa e tem outros casos.
Mas enfim o que estou propondo agora é que nós comentaristas e blogueiros freqüentadores do Vi o mundo comecemos uma campanha de boicote a marca e aos produtos da Faber Castell. Nós só vamos transformar esse tipo de situação se as ações não partirem apenas do povo negro organizado, mas se elas forem abraçadas por todos os cidadãos comprometidos com a luta de combate ao racismo neste país.
Quem quiser conhecer um pouco mais desta história narrada pela Denise eu abri um post problematizando a questão com outras matérias e chamando ao boicote e denúncia, quanto mais os blogueiros espalharem a notícia e aderirem ao boicote melhor.
A quem pensa que é lenda a "cor-de-pele" rosa pálido da Faber-Castell, digo que tenho uma caixa de lápis de cor em casa dizendo exatamente isso: em castelhano, a cor se chama rosa pálido; em português, cor-de-pele. Pele de quem, cara pálida? Exatamente.