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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Jornais desconhecem nova denúncia sobre compra de votos que beneficiou FHC

02 de junho de 2016 às 11h44

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Segundo Pedro Corrêa, os então deputados Ronivon Santiago, Osmir Lima, Chicão Brigido e Zilla Bezerra fizeram parte do grupo de 50 parlamentares que receberam para aprovar a reeleição de FHC

Da Redação

Nesta quinta-feira os jornalões simplesmente desconheceram a denúncia do delator Pedro Corrêa de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria obtido o direito de se reeleger graças a disseminada compra de votos.

Nenhum interesse histórico num episódio que pode ter envolvido 50 deputados!

Simplesmente, não interessou repercutir…

Delator da Lava Jato ‘desenterra’ emenda da reeleição no governo FHC

Por Mateus Coutinho, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo, no Estadão digital, em 01.06.2016

Em sua delação premiada firmada com a força-tarefa da Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado pelo juiz Sérgio Moro a 20 anos e três meses de prisão enquanto ainda cumpria sua pena no mensalão, desenterrou um episódio polêmico do Congresso durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1994-2002): a compra de votos de deputados para apoiar a emenda da reeleição, em 1997.

Corrêa, que admitiu ter se envolvido em crimes desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1978 pelo extinto Arena, afirmou aos investigadores que o episódio envolvendo o governo FHC “foi um dos momentos mais espúrios” que ele presenciou em todos os anos de deputado federal.

Segundo o delator, houve uma disputa de propinas. Segundo Pedro Corrêa, estavam em lados opostos o governo Fernando Henrique e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que na época havia acabado de deixar a Prefeitura de São Paulo com alta aprovação e sua candidatura à Presidência da República era cogitada.

O delator da Lava Jato relatou que por parte do governo federal a iniciativa da reeleição foi liderada pelo então ministro das Comunicações Sérgio Motta (morto em 1998) e pelo então presidente da Câmara Luis Eduardo Magalhães (também morto em 1998 e na época do PFL) com o apoio do deputado Pauderney Avelino – atualmente líder do DEM na Câmara – , dos então governadores Amazonino Mendes (PFL-AM) e Olair Cameli (PFL-AC) ‘entre outras lideranças governistas’ . De acordo com Pedro Corrêa, essas lideranças ‘compraram os votos para a reeleição de mais de 50 deputados’.

O delator, contudo, estava do outro lado da ‘disputa’. “Além dos fatos já narrados, o colaborador também participou deste episódio, mas de forma contrária, tentando alijar com propinas deputados em desfavor da emenda constitucional com recursos do então ex-prefeito da cidade de São Paulo e hoje deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP)”, afirmou Pedro Corrêa aos investigadores.

Segundo o ex-deputado, naquela época Maluf – atualmente alvo de dois mandados de prisão internacional por supostamente ter lavado dinheiro no exterior desviado da Prefeitura de São Paulo – havia terminado seu mandato na capital paulista com 90% de aprovação e cogitava disputar a Presidência. “Maluf sabia que seu maior concorrente seria o presidente à época, FHC, isso se o governo conseguisse passar a emenda da reeleição”.

Para tanto, relata Corrêa, Maluf o convocou e os deputados Severino Cavalcanti e Salatiel Carvalho “para se contrapor ao governo e também cooptar, com propina, parlamentares que estivessem se vendendo ao governo FHC”.

Maluf acabou sendo derrotado e o governo conseguiu, em uma votação esmagadora, aprovar a emenda que garantiu a Fernando Henrique – também com alta aprovação popular na época – mais quatro anos de mandato. Em 28 de janeiro daquele ano a emenda constitucional da reeleição foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno por 336 votos a favor, 17 contra e seis abstenções.

Na ocasião, a compra de votos foi denunciada em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, que revelou gravações de conversas parlamentares dizendo terem recebido R$ 200 mil para aprovar a medida. Um deles, Ronivon Santiago, admitiu ter recebido a quantia. Oito dias depois, os dois deputados flagrados nas gravações renunciaram ao mandato e o caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República.

COM A PALAVRA, O EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO:

Procurado pela reportagem, Fernando Henrique Cardoso disse que Pedro Corrêa apenas repetiu o que foi veiculado pela imprensa na época e que já tratou do assunto em sua biografia lançada recentemente sobre o período em que ocupou a Presidência da República, chamada “Diários da Presidência”. No livro, ele relata que o episódio foi uma “questão do Congresso”.

Em um dos diários da Presidência ele chega a relatar que foi informado por Luis Eduardo Magalhães que Maluf teria oferecido R$ 1 milhão ao deputado Roberto Brant (PFL-MG), da comissão da Câmara que analisava a proposta da emenda constitucional da reeleição, para votar contra a medida. No livro, porém ele não cita outros parlamentares nem os detalhes relatados por Pedro Corrêa.

Veja a íntegra da nota do ex-presidente:

“O depoente apenas repete o que foi veiculado na época e levou à renúncia de alguns dos 4 deputados citados como responsáveis por receber propinas, isso depois de investigação na Câmara. O modo como a informação chegou a mim e sua pronta repulsa estão minuciosamente registrados no volume 2 dos Diários da Presidência, que acabo de publicar. “FH

COM A PALAVRA, O EX-PREFEITO DE SÃO PAULO E DEPUTADO FEDERAL PAULO MALUF:

O ex-prefeito Paulo Maluf (1993/1996) afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique é que deve ser ouvido sobre o caso. “O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido”, disse, por meio de sua assessoria.

“O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido.”

COM A PALAVRA, ROBERTO SETÚBAL:

“Fico profundamente indignado em ver o nome de meu pai tão absurdamente envolvido numa história sem comprovações.

Ele era um homem absolutamente ético e tenho convicção de que ele jamais se envolveu em nada parecido com o que, covardemente, o ex-deputado Pedro Corrêa descreveu.

Meu pai não participava de qualquer atividade política partidária desde 1986, e não há nenhum indício de que essa história possa ter fundamento”.

Roberto Setubal

COM A PALAVRA O LÍDER DO DEM, PAUDERNEY AVELINO:

“Rechaço com veemência as referências feitas a mim pelo ex-deputado Pedro Corrêa, autointitulado corrupto. Não responderei aos bandidos e ladrões do dinheiro público”.

OUTRAS DEFESAS:

A reportagem entrou em contato e encaminhou e-mail para a assessoria de ACM Neto, da família de Luis Eduardo Magalhães, mas não obteve retorno. Os demais políticos que ainda estão vivos citados na delação não foram encontrados para comentar o caso, o espaço está aberto para a manifestação deles.

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9 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

03/06/2016 - 00h29

.
.
Mas agora tudo vai ser diferente,
com o ‘Novo’ Presidente da Petrobras,
Pedro Parente, que foi Ministro
do Planejamento e da Casa Civil
além de comandar Interinamente
o Ministério de Minas e Energia
no Governo de FHC (1995-2002)…
.
http://goo.gl/43b71n
https://t.co/Qw0CvhgASS
.
.
Ex-Diretor da Petrobrás afirmou em Depoimento
que Empresa ligada ao Filho do Presidente FHC
foi Contratada durante o Governo do PSDB

Nestor Cerveró contou que Orientação para a Contratação da Empresa
partiu do então Presidente da Petrolífera Brasileira Philippe Reichstul (PSDB).

e que o caso ocorreu entre os anos 1999 e 2000, quando era Subordinado
a Delcídio do Amaral, então Filiado ao PSDB, na Diretoria de Gás e Energia

da Petrobras, no Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Cerveró declarou que, na ocasião, o lobista Fernando Soares, o Baiano,
o procurou para tratar de negócios envolvendo a construção de termoelétricas.

Na época, o país enfrentava uma das piores crises energéticas, com risco de sofrer um apagão.

E o governo federal havia criado um programa de incentivo à geração de energia por termoelétricas para suprir o abastecimento. Baiano representava a empresa espanhola Union Fenosa, que queria se associar à Petrobras na termoelétrica Termorio.

“Fernando Antônio Falcão Soares (o Fernando Baiano) e os dirigentes da Union Fenosa acreditavam que o negócio estava acertado, faltando apenas a assinatura para a finalização. Que, no entanto, o negócio já estava fechado com uma empresa vinculada ao filho do presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de nome Paulo Henrique Cardoso”, disse Cerveró,

A empresa em questão seria a PRS Participações e ela teria sido contratada
por “orientação” do então presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul.

Segundo a Transcrição do Depoimento de Nestor Cerveró,
Delcídio do Amaral ficou “contrariado” com o negócio,
mas, no fim, acabou votando a favor do empreendimento:

“Que o negócio havia sido fechado pelo próprio declarante [Cerveró],
por orientação do então presidente da Petrobras Philippe Reichstul.
Que Delcídio do Amaral ficou contrariado com o fato de o fechamento
do negócio ter sido determinado pela presidência da Petrobras
sem o conhecimento da presidência da diretoria de Gás e Energia”,
relatou.

A Termorio é considerada uma das maiores termoelétricas do Brasil
e foi construída pela multinacional francesa Alstom.

Cerveró ainda afirmou que recebeu
300 MIL DÓLARES de Propina da NRG,
Empresa Responsável pela Termorio.

O valor teria sido depositado em sua conta na Suíça, em 2000 ou 2001.

Ele também disse, sem apontar valores,
que o Tucano Delcídio “certamente”
recebeu Propina do Esquema.
.
Fonte: Agência Estado
.
.

Responder

Nelson

02/06/2016 - 23h21

Tudo dentro da normalidade. Afinal, já são décadas e décadas de podridão da mídia hegemônica e nada indica que, de repente, ela tenha sido tocada pela varinha mágica da coerência e da honestidade e, assim, pudesse passar a agir de forma diferente.

Posso estar equivocado, mas, já de há muito tempo que considero que a mídia hegemônica consegue ser ainda mais podre que a classe política, o que é um feito notável, não há dúvidas.

Responder

Lukas

02/06/2016 - 22h52

Se FHC não tivesse comprado a reeleição nem Lula nem Dilma teriam dois mandatos.

Então, agradeça…

Responder

    Falcao Carioca

    03/06/2016 - 10h23

    Tenha paciência. Uma coisa não justifica a outra. Lamentável a falta de consciência política do povo. Por isso é que tudo isso acontece.

Julio Silveira

02/06/2016 - 20h30

Não é que desconhecem, eles escondem mesmo em nome da parceria e dos favores que os patrões receberam naquele período de privataria. Eles honram aquela frase lapidar de não abandonar um companheiro ferido na estrada ainda mais quando todos viviam no limite da irresponsabilidade.

Responder

FrancoAtirador

02/06/2016 - 19h24

.
.
Para a Mídia, a Corrupção no braZil

começou em 1º de Janeiro de 2003

e terminou em 12 de Maio de 2016.
.
.

Responder

Muito Além do Cidadão Kane

02/06/2016 - 15h24

Se os jornalões desconheceram, imagina a rede de televisão aquela. Plim Plim

Responder

    Sidney

    02/06/2016 - 22h57

    Plim plim…
    Estupro…estupro…estupro
    Plim plim…
    Cidade de Deus…Cidadé de Deus…
    Plim plim…

    Nada sobre FHC
    Nada sobre Aecio

    Plim plim

    Governo de Temer vai bem….

    Plim plim

    Da nojo esta rede de TV

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