por Heloisa Villela, de Washington
Na última década, uma única empresa americana se tornou o grande símbolo do que é o capitalismo selvagem. Foram muitos os processos na Justiça por discriminação e maus tratos contra a rede de hipermercados Wal-Mart. Mas isso é café pequeno perto das relações trabalhistas que a empresa impõe aos funcionários. E o trabalho constante, e eficiente, para impedir a sindicalização dos funcionários.
A fama ruim não afetou em nada os negócios. Hoje, os seis herdeiros de Sam Walton, fundador da empresa, têm uma fortuna calculada em US$ 93 bilhões, o que significa toda a riqueza somada dos 30% mais pobres do país. Ou seja, “essa família é o retrato do 1%”, disse Jennifer Stapleton, diretora assistente do grupo “Making Change at Wal-Mart”, que nós podemos traduzir por promover mudanças no Wal-Mart. A referência, clara, é ao slogan mais conhecido do movimento Occupy, que tomou as ruas e praças de várias cidades americanas e sempre fala no crescimento da desigualdade nos Estados Unidos. Os 99% versus 1%.
Esta semana, Jennifer e o grupo de empregados que brigam por melhores condições de trabalho estão comemorando uma vitória importante. Depois dealguns anos de negociações com a empresa, um grande fundo de investimentos da Holanda decidiu vender todas as ações do Wal-Mart que tinha em carteira. Até junho do ano passado, o fundo ABP tinha mais de US$ 120 milhões de dólares investidos no Wal-Mart. Interessante é o processo através do qual a empresa concluiu que não dava mais para apostar no futuro da gigante corporação norte-americana.
Em 2007, o ABP começou a analisar as empresas nas quais investe, de olho em práticas responsáveis de administração. A quantidade de processos e reclamações a respeito de direitos trabalhistas envolvendo o Wal-Mart chamou a atenção da especialista do fundo, Anna Pot. Durante os últimos quatro anos, representantes do fundo de investimento se reuniram com a empresa de Arkansas em busca de esclarecimentos e de uma perspectiva de mudança.
Em outubro passado, o grupo Making Change at Wal-Mart adotou uma estratégia diferente. Decidiu jogar o jogo que os empresários entendem. Convidou analistas financeiros, representantes dos fundos de investimento, para uma reunião na véspera do encontro anual deles com a empresa. E não é que 50 apareceram? Um deles era Anna Pot, do ABP. Informações sobre o encontro, fotos e vídeo estão aqui:
http://makingchangeatwalmart.org/2011/10/11/walmart-associates-former-store-managers-meet-with-analysts-at-annual-investor-conference-in-bentonville/
Empregados do Wal-Mart relataram os erros que a empresa comete, não apenas nas relações trabalhistas, e sugeriram mudanças na administração dos negócios, inclusive dos estoques. Foi uma oportunidade única para os analistas dos fundos de investimento. Pela primeira vez eles tiveram um raio-X do interior do Wal-Mart, com todos os problemas que a empresa nega, ou tenta esconder.
Agora, três meses depois do encontro, o fundo anuncia a venda de todos os papéis do Wal-Mart. Entre triunfante e preocupada, Jennifer conversou com o Viomundo.
Viomundo: Quando foi criado esse grupo que quer promover mudanças no Wal-Mart?
Jennifer Stapleton: Começamos em janeiro de 2011 para dar apoio à organização United for Respect at Wal-Mart que vem tentando forçar a empresa a mudar. Nós estamos com eles.
Viomundo: E como conseguiram atrair os analistas dos fundos para esse encontro?
Jennifer Stapleton: Simplesmente convidamos e eles vieram. Uns 50 ao todo. No encontro, os funcionários falaram abertamente sobre retaliações, condições de trabalho, possíveis soluções para melhorar a empresa. Quando ela foi fundada, pelo Sam Walton, no começo dos anos 60, a visão era bem diferente. Bem, a ABP já tinha uma longa história com a empresa. Eles estavam conversando, tentando promover mudanças, mas chegaram à conclusão que não houve mudança alguma. A Anna Pot viu um anúncio de emprego deles procurando alguém de Recursos Humanos que enfatizava a necessidade de continuar impedindo a sindicalização dos funcionários.
Viomundo: Para vocês, a decisão do fundo holandês é uma vitória?
Jennifer Stapleton: É e não é. A decisão é um reconhecimento global do que os trabalhadores falam há anos. Eles se sentiram ouvidos e mais fortes. Mas, ao mesmo tempo, nós preferimos que fundos como este continuem investidos na empresa, com voz lá dentro, porque eles têm mais poder de barganha. Mas entendemos a posição deles. Não dá para colocar dinheiro em uma empresa assim. E nós achamos que outros fundos vão acabar fazendo a mesma coisa. Esperamos que a decisão do ABP sirva de alerta para a família Walton, que ainda detém mais de 50% das ações da empresa, para que promovam mudanças verdadeiras. Hoje, essa é a família mais rica do país. Um verdadeiro exemplo do crescimento desigual nos Estados Unidos.
Nota do Viomundo: A rede Wal-Mart tem lojas em vários países. Entre eles: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, China, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Japão, México, Nicaragua, Porto Rico, Reino Unido, Paquistão e Estados Unidos. No segundo semestre de 2010, funcionários da empresa, de diferentes países, formaram uma aliança global, para construir solidariedade e objetivos comuns.
Leia mais:


[...] Heloisa Villela: Os herdeiros do Wal Mart [...]
As relações trabalhistas estão se precarizando como um todo. Quando a tecnologia não permite um aumento de produção e lucro, esgotados certos limites, é sobre o trabalhador, do trabalhador que se busca tirar vantagem para manter a vantagem competitiva. Wal-Mart tem seus problemas há tempos e não Global Report Inventory que os esconda. O Brasil é solo fértil para o desrespeito aos direitos humanos no trabalho, de formas sutis ou declaradas.
[...] Wal Mart: retrato do 1% nos EUA var cid= 6966; Tweet (function() { var s = document.createElement('SCRIPT'), s1 = document.getElementsByTagName('SCRIPT')[0]; s.type = 'text/javascript'; s.async = true; s.src = 'http://widgets.digg.com/buttons.js'; s1.parentNode.insertBefore(s, s1); })(); 0 comments Por Heloisa Villela, de Washington, no blog Viomundo: [...]
O povo não sabe a força de tem. Deveria boicotar essa empresa. Aliás a única vez que adentrei a mesma no Brasil, foi para constatar que além dos preços altos os produtos nem mesmo tinham a qualidade dos produtos apresentados nas lojas nos States. Acorda Zé Povinho.
Que história interessante, que matéria bem feita. Heloisa Vilela é a melhor correspondente internacional da atualidade.
Provavelmente estou postando esse comentário através de um dispositivo montado por trabalhadores
em péssimas condições da Foxconn.
Nas escolas nós somos preparados para o mercado de trabalho, mas não para o mercado de consumo.
A única forma de melhorar esse sistema, é formar consumidores cidadãos que reconheçam o valor de uma marca
também pela sua responsabilidade social.Que este peso social possa ser reconhecido em toda cadeia produtiva e de distribuição.
Que no momento de optar por uma estabelecimento, por um produto, por um serviço, existam certificações, métricas, que definam
qual a contribuição social que esse bem de consumo traz para quem produz, para quem consome e para comunidades onde o estabelecimento
é implantado. Isso tudo tem que ficar bem visível para o consumidor final.
Precisamos de ranking, um grande banco de dados, que avaliem a importancia social da empresa a nível municipal, estadual, nacional e global.
Que esses rankings levem em consideração o lucro, a geração de emprego,as condições de trabalho, o impacto ambiental, a relação com fornecedores etc…
A única forma de conseguir isso é que as escolas considerem que a educação para consumo seja tão importante quanto a educação para o trabalho.
Para quem não quer comprar o Privataria Tucana nas livrarias conhecidas:
http://www.livrariadafisica.com.br/detalhe_produt…
Fugindo um pouco o assunto, o que vejo atualmente nos blog é uma procura intensa pleo livro PRIVATARIA TUCANA e o que noto é que aqui na cidade onde moro (Aracaju-SE) o livro está sobrando nas livrarias. Aqui está custando R$34,50. Chamar a atenção que esse preoço fica mais barato que comprar pela intenret devido a cobrança do transporte.
12 mitos do capitalismo
Guilherme Alves Coelho
São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos.
Um comentário amargo, e frequente após os períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”. Trata-se de uma crítica errónea, que pode levar ao conformismo e à inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores.
A mentira e a manipulação são hoje armas de opressão e destruição maciça, tão eficazes e importantes como as armas de guerra tradicionais. Em muitas ocasiões são complementares destas. Tanto servem para ganhar eleições como para invadir e destruir países insubmissos.
CONTINUA EM http://www.odiario.info/?p=2334
esta realidade vai mudar.
não vai demorar muito.
avante BRASIL.
aqui em Cricíuma, SC a loja desta rede chama-se "Maxxi atacado" e percebe-se o entra e sai de funcionarios, nao sei se por ser uma cidade pequena mas com forte comercio e por isso bastante vagas, ou se por serem desrespeitados em seus direitos de trabalhador. mas uma coisa que eu achei importante e que a loja qdo. abriu funcionava tambem aos domingos e agora nao!! tomara seja por termos na regiao ainda um sindicalismo bastante ativo e os trabalhadores desta rede, contrario de la (EUA) sejam sindicalisados. qto. ao artigo, sem duvida alguma, um otimo artigo, que jamais leria-mos em outro meio. parabens a escritora e a vc. "Azenhaviamundo" por nos permitir acesso a este bom e precioso jornalismo.
Há imbecis que defendem o 1%, verdadeiros quinta-colunas da própria classe. Enquanto a turma que estes panacas defendem degusta Beluga com Kruger em Mônaco, os panacas ficam pelas esquinas ao tempo a esgoelar impropérios em desfavor deles mesmos, de seus pares, familiares e descendentes. Nada ganham com isto, além da falsa sensação de serem o que não são – pensam que defender o sistema que favorece os muito ricos os torna igualmente ricos. Pobres coitados, nem consciência de pertinência de classe possuem. Reclamam do fato de um operário ascender socialmente, mas são dóceis aos que lhes exploram há gerações. Para estes estúpidos, só se pode dizer que a burrice é mesmo uma mer@#$da.
É o que Mino Carta proferiu, essa escória, só por estar sentado junto com o patrão, se acha no direito de tratá-lo como colega.
MF
[...] por Heloisa Villela, de Washington. Via VioMundo. [...]
Prefiro pagar mais caro em outra rede, de preferência nacional, do que no Wal Mart, ainda que os preços sejam supostamente mais baratos. É que tento adotar uma racionalidade inteligente e honesta nas minhas opções de compra, em vez do instinto meramente selvagem e primário dos preços imediatos inferiores, como fariam as crianças ou os animais irracionais. Consumir, para mim, é um ato político, de responsabilidade social. Wal Mart está fora, perdeu ao menos esse humilde consumidor e sua família. A propósito, excelente matéria da Heloísa, que a gente nunca leria no PIG.
muito bom, André. valeu. grande abraço.
No Nordeste o WalMart utiliza outra bandeira e chama-se Hiper Bompreço.
a rede bom preço aqui em salvador-ba vende mais caro que os mercados pequenos e ainda tem a cara de pau de fazer propaganda de que pesquisa datafolha comfirmou que os preços são mais baratos que os da concorrencia!
Vindo do Datafolha não me surpreende. Não foi esse instituto que mantinha o Serra tecnicamente empatado com a Dilma por muito tempo? Não foi também o mesmo instituto que simulou uma queda do desempenho da Dilma e um aumento na preferência pelo Serra a menos de dois meses da eleição pra ver se dava um fôlego na campanha tucana?
Se o Datafolha disse que o Wal-Mart (no pacote entram Hiper, Bompreço, Big, Mercadorama, Nacional) é mais barato. Eu duvido.
Pois é Rios, nas aulas de Economia na UNEB, o Professor chamava o Bompreço de Maupreço, hehehe
Eu faço uma singela homenagem ao Poeta Castro Alves e chamo é de navio negreiro mesmo…
Eu, como sempre, tentando analisar a exploração da burguesia do capital sob a ótica dos assalariados. Não quero diminuir a exploração patronal sobre os explorados. Quero sim, acabar com a exploração do capital sobre o trabalho. Isto se dará dentro de uma ótica socialista de sociedade, logo, esta relação social, nunca será neoliberal e nem social democrata que, são os pais do capitalismo de Estado, ora em crise aguda na europa. A lógica da burguesia patronal, nunca foi socializar os lucros para com os criadores da riqueza mundial, ora conhecida como colaboradores.
É como afirma Karl Marx em seu livro, O CAPITAL:
" Estas duas classes, a dos burgueses e dos proletários (com gravata ou sem), tem interesses que são objetivamente contrários e antagonicos, quer dizer, INTERESSES INCONCILIÁVEIS. 'Objetivamente', significa que não depende da boa ou má intenção das pessoas, Os interesses destas duas classes são inconciliáveis porque se uma ganha, a outra obrigatóriamente perde. O que é bom para uma classe é prejudicial para outra. A burguesia patronal e seu Estado de direita, tem interesse em conservar esta situação privilegiada, através do seu arsenal/ aparato estatal burgues, e suas instâncias burguesas "democráticas". O Estado capitalista, burguês, é um verdadeiro presente de grego das elites para manter a sociedade e, manter refém os assalariados como eternos explorados pelo capital." Com isto, via PIG, entre outras instancias, tentam obscurecer o fato da divisão da sociedade em classes, de interesses inconciliáveis."
Saudações Socialistas.
http://blogapendice.blogspot.com/2010/02/wal-mart…
O capitalismo não é um forte aliado da ética.
A concorrência desvairada enlouquece as pessoas… principalmente as que ganham bônus!
Tem gente aqui dizendo que não compra no Wall Mart, segundo eles mesmo só compra em empresa nacional, que pague impostos, bla bla bla.. do auge da sua filosofia, ele se tornou um pasmem, “defensor do real”””… eles eram contra a moeda quando foi lançada, mas isso é outra história…. vamos ao que interessa….
Onde eu compro? Onde deus mandar, e onde deus manda que eu compre? onde os produtos são mais baratos ora, mas eu não sabia, quem é o seu deus? Meu deus é o mercado, mais precisamente a mais elementar de todas as leis econômicas, a lei da demanda e oferta de um produto e que diz: “O principal fator de demanda de um bem ou serviço é o seu PREÇO”.
Qualquer pessoa (agente econômico) que se comporte de maneira diferente do que vai acima não é objeto de estudo da ciência econômica, dado que comprar onde o produto é mais barato é um comportamento racional, quem se comporta de maneira diferente é uma quantidade tão ínfima que não interfere no estudo das variáveis, é um ser irracional mesmo.
Mas no fundo a gente sabe que ele não se comporta assim, é só mesmo retórica para ficar bem na foto do suposto “politicamente correto”.
Combina mesmo com o neoliberalismo…
Produtos orundos de mão-de-obra escrava são sempre mais baratos…
Produtos oriundos de sonegação de impostos são sempre mais baratos…
Produtos oriundos de "dumping" são temporariamente mais "baratos"…
E ainda não querem que chamem o tal de "mercado" de malandro!
A Zara não tem produtos baratos e usa mão de obra escrava.
A Daslu não tem produtos baratos e é notória sonegadora.
É bobagem colocar a livre concorrência como vilã da sociedade. O inimigo da sociedade é o canalha, não o sistema. O mercado ideal oferece como um dos pilares de concorrência o menor preço, mas isso de maneira alguma é justificativa para desonestidade ou prática desleal.
Se considerarmos as leis de mercado como o supra sumo da civilização, então estamos voltando ao período da barbárie onde o lema era "quem não puder viver, que morra". Toda a evolução social humana vai direto pro lixo. Pra que serve o Estado, as leis, governo, democracia? Pra nada evidentemente porque o que impera é a lei do mercado. Ou seja, quem caçou come, quem não caçou, morre. Viveremos como os bichos, irracionais, somente seguindo o cheiro da comida e competindo por ela até a morte. Será que foi pra isso que nos deram a inteligência, nos fizeram diferentes dos animais? Vc consegue pensar isso ENS?
O que vc não percebe é que seguir a lógica do mercado faz sua economia ficar fraca, cair o crédito, aumentar o risco, diminuir o valor real do salário e em em consequencia o poder de compra. Desta forma, vc, comprando onde está mais barato e se achando mais inteligente por isso, faz com que a longo prazo tudo fique mais caro e os serviços piorem a qualidade. Acho que o tiro sai pela culatra. Vc acha mais inteligente ser imediatista ou pensar nas consequencias a longo prazo? Procure se informar, por exemplo, pq os automóveis são tão caros no brasil e vai perceber que a culpa é mais do mercado do que dos impostos. Um certo carro que é fabricado no Brasil, é exportado para o méxico e, depois de pagar todos os impostos daqui e os de lá, chegam para o mexicano numa faixa equivalente casa dos 25 mil reais. Para o brasileiro, sem sofrer todo o deslocamento da exportação e mesmo pagando todos os impostos, é vendido para o brasileiro com preço na casa dos 50 mil reais. Toda a explicação é que o brasileiro seguiu a lógica de mercado lá atrás. Então, é melhor pensar melhor para dizer quem tem ou não tem inteligência. Consumo inteligente, só quando se leva em consideração toda a economia. Quando se pensa no imediato, o tiro sai pela culatra. Pense que seguir a lógica sem pensar, faz com que tudo fique mais caro e mesmo assim, vai ter gente vendendo mais caro que o outro e por isso, comprar naquele que tá vendendo mais barato, te dá a falsa sensação de que a coisa é mais barata de fato. Quando tudo aumentou e a única coisa que se mantém é proporção depreços oferecidos e o enriquecimento de famílias que não estão aqui, enquanto sua renda diminui. hehehehehe.
Seguir simplesmente a lógica de mercado, numa atitude imediatista, provoca evasão de divisas e depois de todo o efeito repercutido, o poder de compra diminui. Mas os preços estão sempre aumentando, pq o pessoal continua comprando. Diminui poder de compra e aumentam-se os preços. Quando isso acontece, comprar naquele que tem um preço menor te faz pensar que é esperto. Na verdade tudo aumentou pq vc fez isso. Nas economias desenvolvidas a tendencia é de que os preços nem cheguem a refletir os custos de produção…em muitos casos. Mas as empresas são de lá. Estão e exploram o mundo para manter seus preços baixos. Aqui, o cara compra de uma multinacional pq tá mais barato ou pq ela engoliu as empresas nacionais (que não tinham como competir – isso quebra a industria local) e torna tudo pior. Se todo mundo comprar um chevrolet pq tem venda fácil e moto honda pelo mesmo motivo, isso mantém o produto caro em geral, sem inovações e confortos adicionais. Apenas uma concorrencia muito forte pode reverter isso, mas tem um porém e uma grande consequencia: O porém é que para haver concorrencia tem que haver poder de compra. Mesmo que isso ocorra a consequencia inevitável é que os preços não irão baixar. As concorrentes chegam na mesma faixa de preço e o que fazem para ganhar mercado é oferecer mais ítens ne inovações no mesmo produto. Vc pode pensar: Isso equivale a diminuir os preços. Engano! Um carro da casa dos 50 mil jamais vai cair para a casa dos 25 e mesmo todos os opcionais que possam ser oferecidos não desfazem essa diferença. Lá no méxico irão continuar a comprar o mesmo carro por 25, já com tudo. Aqui, vamos comprá-lo por 50, sem nada. Caso haja concorrência…vc leva alguns opcionais a mais. Essa é a grandeconsequencia. Pq oferecer mais ou diminur o preço quando estão comprando o produto do jeito que está? Acordemos!!!! Devemos exigir que parte das divisas fiquem aqui, sim. exigir que parte dos componentes do produto sejam fabricados aqui. E devemos preferir o nacional sempre que der, sim. Vai comprar carro chinês fabricado na china ao invés de carro chinês fabricado no brasil e tudo irá por agua abaixo. E mais… a falta de pluralidade e democracia na informação que temos segue a mesma lógica. Brasileiro não sabe boicotar. Brasileiro pensa no seu umbigo apenas, é imediatista (o qrevela na verdade falta de esperteza) e se não fosse certas medidas institucionais tomadas pelos governates, seguiriamos apenas a lógica do cidadão e ainda estariamos como na década de 80. Muito mal.
Até para fazer um contraponto ao manifestado pelo Sr. Eunaosabia, vejam interessante entrevista com o Sr. Dany-Robert Dufour, que trata também essas questões do "deus-mercado", ficar bem na foto e do politicamente correto… http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos…
Os artigos da Heloisa são sempre essenciais. Ela toca sempre naquilo que a imprensa evita: a raiz das questões. Que o capitalismo foi sempre uma selvageria, disto a gente tem a história que se iniciou no século XVIII na Inglaterra como exemplo. Até Franklin, que foi um ideólogo do capitalismo, discutiu essa selvageria e chegou a afirmar que os escravos americanos não viviam pior do que os trabalhadores livres na Inglaterra. Mas podemos dizer que essa selvageria foi também um processo de transformação, o mais profundo que a história conheceu. Marx saudou essa transformação como a aurora de uma fase histórica em que o passado seria definitivamente enterrado e daria nascimento a outra forma de convivência entre os homens.
No entanto, a atual selvageria capitalista é só isso, selvageria. Do que ela precisa? Temos certeza de que nenhuma medida corretora é mais possível. Só mesmo uma profunda transformação social é capaz de encaminhar soluções, todas elas fora da lógica capitalista. Quando somos 99% não temos outra coisa a fazer senão mandar às favas o 1%.
Azenha,
Ótima e muito oportuna matéria. Tudo foi muito bem colocado, de maneira incontestável. Por aquí, nesta nossa terra, as práticas do Wal-Mart são executadas por diversas empresas gigantes. Por experiência própria cito a Telefônica, mas o jogo é generalizado, talvez de uma magnitude menor do que a Telefônica faz com empregados e fornecedores. Somente a união da sociedade, povão, empregados e a disseminação de matérias como esta, é que farão mudanças nas práticas selvagens em busca do lucro de qualquer modo.
Trabalhador só tem que comprar em lojas onde o direito trabalhista é respeitado.
Com relação a essa empresa e outras multinacionais de capital estrangeiro, só compro nelas em ultima opção.
Compro sempre em empresa de capital majoritário nacional, que não cometem sonegação fiscal e não colocam seus lucros em paraisos fiscais. E não só isso, faço propaganda dessa pratica, afinal o real tem que ficar realmente no Brasil
os EUA, «Ditadura Democrática»
A caminho de um estado totalitário e militar
Miguel Urbano Rodrigues
08.Jan.12 :: Colaboradores
A escalada de leis reaccionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande Republica.
A Lei da Autorização da Segurança Nacional promulgada por Obama revoga na prática a Constituição bicentenária daquele país. A partir de agora qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com «o terrorismo» pode ser preso por tempo ilimitado. E eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.
http://www.odiario.info/?p=2336
Para aprofundar o assunto, é obrigatório ver o WalMart: The High Cost of Low Prices, documentário de 2005 da Brave New Films, sobre os efeitos da chegada do WalMart a pequenas cidades americanas e a reação de algumas delas que expulsaram a rede. Dá pra achar nos sites de download com certa facilidade, e o link do site do filme é http://www.walmartmovie.com/
Tá aqui:
[youtube F3uTdVZqOg4 http://www.youtube.com/watch?v=F3uTdVZqOg4 youtube]
MF
Observação: O nome do nosso país está escrito com a letra "z".
Pergunta besta, mas algo me incomodou…pq na nota do Viomundo, tá BraZil e não BraSil?
Abraços!
Ops, desculpem a nossa falha. Disseram que voltamos americanizados. Já corrigido. abs e obrigado.
Será que o cálculo está certo? US$93 bilhões equivale a riqueza de 90 milhões de americanos (30% dos) mais pobres? Daria um pouco mais de US$1.000,00 per capta. Ainda que este valor seja de renda mensal, a situação nos EUA está muito mal para uma grande parcela da população, não?
A propósito, souberam da última do Obama? Está prometendo, digamos, só o impossível: http://oglobo.globo.com/economia/obama-pede-que-e…
Ricardão,
Será que eles vão desmontar toda a base que levaram para a China ? Será que eles resolverão voltar com as suas empresas instaladas na China e pagarão os mesmos salários pagos aos chineses, para manter os seus lucros ? Os americanos aceitarão ganhar o que ganha o chinês ? O americano médio tem a mente pasteurizada pela grande mídia de lá. Só que agora não está mais dando para esconder. O povo tá vendo as consequências de políticas econômicas desde o tempo do Reagan.
isso leva em conta qye muitos te patrimonio negativo, pq a hipoteca é maior que a casa
.
.
Segundo dados publicados em 07/11/2011, pelo Escritório de Censo dos EUA,
o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza nos Estados Unidos
chegou a um recorde de 49,1 milhões, em 2010, ou 16% da população total.
Quase 1/3 das crianças dos EUA são pobres
O Censo também mostrou que 32,3% das crianças nos EUA
estavam abaixo da linha de pobreza, no ano de 2010,
aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Isso significou que o número de crianças pobres nos Estado Unidos
aumentou de 14,7 milhões, em 2009, para 15,7 milhões, em 2010,
um acréscimo de 1 milhão de crianças pobres, em apenas 1 ano.
Reuters News
Ricardo, você está confundindo renda com patrimônio. O patrimônio dos Walton é de 93 milhões de dólares, e o patrimônio dos 90 milhões de americanos mais pobres dá US$1000,00/pessoa. Algo bem natural, se você pensar na quantidade de gente sem renda, sem casa própria, sem carro, etc., que se encaixa neste grupo.
Que tal boicotarmos o Wall Mart por aqui???!!!!
Eu não entro, e não compro em nenhuma loja deles. Prefiro comprar de supermercados daqui mesmo do Paraná (Rede Condor), pois sei que o lucro gerado é investido aqui mesmo.
Tá na hora de sermos consumidores mais conscientes.
aqu em marilia, a loja do wal mart funciona de segunda feira a segunda feira. abre as 8 horas da manha e fecha as 22 horas. no dia de natal , a loja fechou. milagre!