Heloisa Villela: Em livro, psiquiatra entrega os segredos sujos da profissão

publicado em 23 de agosto de 2011 às 23:20

por Heloisa Villela, de Washington

Li, de ontem para hoje, um livro muito interessante. Não é lançamento deste ano. Ele foi publicado em maio de 2010. Mas é muito atual. Unhinged, do doutor Daniel Carlat, é um relato muito honesto de um profissional que viveu as mudanças da psiquiatria norte-americana no dia-a-dia.  O médico acabou transformando sua prática e a relação com os pacientes depois de se ver questionado por alguns deles e por um punhado de colegas.

O doutor Carlat também teve suas brigas com a depressão. A mãe tinha problemas sérios e se suicidou quando ele saiu de casa para cursar a universidade. Formado em psiquiatria, Daniel Carlat começou a atender os pacientes. Como conta, aprendeu a usar o livro de diagnósticos da profissão (atualmente o Diagnostic and Statistic Manual of Mental Disorders-IV) e a receitar os remédios. Depressão, bipolaridade, alguns casos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade…

Enquanto se especializava no Hospital de Massachussets, foi reparando na relação estreita entre os psiquiatras e os representantes da indústria farmacêutica. Vendedores fazem todo tipo de salamaleque, oferecem agrados, presentes e jantares, para seduzir os donos do bloquinho de receitas. Antes de mais nada, é bom deixar claro: o doutor Carlat receita remédios a seus pacientes até hoje. Acredita que a profissão precisa de todos os instrumentos disponíveis para aliviar o sofrimento de quem procura ajuda.

Mas o que ele viu, e fez, ao longo dos anos foi bem mais que isso. Ele próprio foi contratado por uma empresa fabricante de remédios para depressão para dar palestras em clinicas e hospitais. Reuniu médicos em almoços e destacou as vantagens de um remédio (o da empresa que pagava pelas palestras, claro) em comparação a outros. O doutor Carlat confessa que escondeu dados e ressaltou o que havia de melhor nas pesquisas, sempre do ponto de vista da empresa-patroa. Quando ele começou a ser um pouco mais honesto, perdeu a boquinha.

O autor destaca que com certeza existem diferenças entre os remédios usados na psiquiatria. Por exemplo, se o paciente está sofrendo por causa da depressão e ainda por cima está emagrecendo muito, é melhor receitar um remédio que provoca ganho de peso como efeito colateral. Mas, pra quem já pesa mais do que deve, procura outro.

Existem diferentes categorias de antidepressivos, mas em cada categoria não existe diferença notável entre as drogas. O doutor Carlin pode receitar um ou outro remédio como primeira tentativa para um paciente, e escolher outro para um segundo. Como ninguém sabe, exatamente, até hoje, porque um remédio aparentemente funciona para uma pessoa, em determinado momento, e não para outra, tudo não passa mesmo de tentativa e erro. Tenta-se um remédio e observam-se as consequências. Se vai bem, ótimo. Caso contrário, tenta-se outro.

Mas o que realmente impressiona, no livro, é a descrição nua e crua que o autor faz da forma como a indústria farmacêutica opera para promover seus produtos: como esconde dados, manipula resultados e como a FDA (Food and Drug Administration, agência federal encarregada de vigiar a qualidade dos remédios) é frouxa nas exigências, além de permitir abusos.

No livro, o doutor Carlin expõe a promiscuidade entre psiquiatras e a indústria farmacêutica, os que ganham muito dinheiro promovendo remédios e repetindo dados maquiados, os que simplesmente assinam “artigos cientificos” sem ler, sabendo que eles foram escritos, na verdade, pela própria indústria farmacêutica, e a grande maioria dos profissionais que se limita a receber o paciente, fazer o questionário de rotina e receitar remédios, sem se preocupar com o conhecimento mais aprofundado dos problemas do paciente… Foi o que ele fez durante anos.

Ele explica: não se ganha dinheiro de outra forma. Receber um paciente por 45 ou 50 minutos é prejuízo na certa. Em 15 minutos o questionário padrão está respondido, o remédio receitado e o próximo paciente já está dentro do consultório.

Quando mudou a prática, depois de tudo que testemunhou, o doutor Carlat começou a ver melhores resultados na saúde dos pacientes. Hoje, ele usa uma combinação de remédios e terapia. Diz que a psiquiatria norte-americana está em crise. Crise de credibilidade, por causa do casamento com a indústria farmacêutica; com a imagem distorcida, por vender a ideia de que psiquiatria é uma ciência que tem base biológica, por insistir que depressão, transtorno bipolar e outras doenças são provocadas por desequilíbrios químicos no cérebro, ideia que se tornou popular.

O doutor Carlin até acha que um dia a Ciência talvez consiga comprovar essa teoria e explicar exatamente como tudo acontece. Mas sabe — e deixou claro no livro — que até hoje é tudo tentativa e erro. O autor diz que a profissão precisa ser totalmente reestruturada. O  foco exclusivo na farmacologia, em detrimento de outras técnicas, tem que ser revisto.

Ele acha que treinar os profissionais dentro da escola de medicina exacerba a ênfase na visão biomédica dos problemas mentais. Toma tempo demais com todo o aprendizado necessário para exercer a medicina e totalmente desnecessário para exercer a psiquiatria. Tempo que, segundo ele, deveria ser empregado ensinando outros tipos de psicoterapia: terapias em família, de grupo, avaliações neuropsicológicas e uso do apoio comunitário para tratamento das doenças mentais crônicas. Sem falar, é claro, no restabelecimento dos padrões éticos na relação entre profissionais do ramo e a indústria farmacêutica.

Mas, afinal, o que o Brasil tem a oferecer?

Ken Robinson: Ideias para reorganizar a educação pública

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A gente já sabia: Paulo Bernardo reclama da Globo

Policiais federais: Algemar pobre, tudo bem

 

73 Comentários para “Heloisa Villela: Em livro, psiquiatra entrega os segredos sujos da profissão”

  1. eliana azevedo disse:

    Como psicóloga e portadora de uma doença psiquiátrica, estou estrarrecida com tantas bobagens que li aqui. É evidente que a medicina se transformou num negócio: vivemos no capitalismo. Tudo é negócio e visa lucro. Principalmente para profissionais de todas e quaisquer áreas que não tenham escrúpulos. Contudo, como sempre há exceções, há bons psiquiatras e maus também. Tente conviver com um parente esquizofrênico que não toma medicação. Trabalhei por seis anos em um hospital especializado em esquizofrenia. É impossível. Portanto, jogar todos os profissionais num único "saco" é um ato de burrice. A doença existe sim. A sociedade, o capitalismo tornam-na insuportável e dolorosa demais. Mas não vamos ignorar a ciência. Essa, afastada do comércio, tem cura e/ou alívio a oferecer. Depende de como lidamos com ela. Se for como mercadoria ou como benefício.

    • Rui Harayama disse:

      Eliana, todo curso de metodologia lembra que ciência e ideologia andam juntas, e um bom curso de metodologia irá demonstrar instrumentos de investigação usados com o intuito de evitar que os dados científicos não se misturem a crenças ou concepções pessoais. A metodologia científica é baseada na impessoalidade dos fatos e generalizações dos achados. Acreditando ou não nessa premissa científica – eu como antropólogo sinceramente acho ela improdutiva -, grande parte das doenças psiquiátricas sofrem de uma patologia de ordem lógica, o afrouxamento do seu rigor científico e uma enorme terceirização da sua produção científica. O elemento é sintetizado na Alemanha, financiado nos EUA, fabricado na China, experimentalmente testado na Índia e vendido no Brasil. Nessa andança pelo mundo, cada centro produz um relatório que encobre os fatos, e produz-se um novo medicamento que cai na mão de nossos colegas de trabalho que partem para a divulgação. Falar que as denúncias sobre o casamento entre indústria farmacêutica e psiquiatria são bobagens pode ser verdadeira. Assim como são bobagens aqueles pequenos brindes que os representantes distribuem em consultórios, ou as pequenas bobagens que as indústrias pagam aos advogados que ensinam direitos de saúde para as associações de saúde. O movimento que se deflagra no mundo é falar como essas bobagens, como os questionários do DSM, estão produzindo sérios danos que precisam ser discutidos e repensados em arenas democráticas e horizontais, onde psicólogos, cientistas e o cidadão comum possam dar sua opinião sem argumentos de autoridade.

  2. [...] Heloisa Villela: Em livro, psiquiatra entrega os segredos sujos da profissão A sua saúde em penúltimo lugar [...]

  3. [...] Heloisa Villela: Em livro, psiquiatra entrega os segredos sujos da profissão [...]

  4. Alberto Moura disse:

    Arthur Hailey era um escritor genial, que pesquisava profundamente os assuntos sobre os quais criava seus romances. Quando estava sob tratamento de câncer, escarafunchou os subterrâneos dos hospitais e clínicas e escreveu um romance intitulado "Remédio Amargo", onde desbarata, em forma de ficção, as táticas e técnicas dos laboratórios farmacêuticos, nos EUA e além (afinal, praticamente toda a indústria e o comércio mundial têm suas bases na "maravilhosa" America. Um livro muito interessante, que me levou a vigiar mais os sistemas de medicina. Hailey escreveu vários livros, sobre vários temas, sempre baseados em muitas pesquisas, na técnica de "realidade ficcionalizada", adotada por Frederic Forsythe, Truman Capote, Rudiyard Kipling e outros.

  5. Melinho disse:

    É verdade, iconocllasta, você tem razão. Eu vou me corrigir com relação a chamar os médicos de neoliberais.

  6. ZePovinho disse:

    Essa questão dos modelos é polêmica.A gente acha que pode captar toda a complexidade do mundo,mas a natureza é uma mulher cheia de encantos:
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/no

    Especialista alerta para "ameaça dos algoritmos"

    BBC – 23/08/2011

    Serviços inteligentes

    Um especialista em algoritmos alertou para as consequências da influência cada vez maior dos sistemas de códigos operacionais em diversos aspectos da vida das pessoas.

    …………………………………………………..

    Negócios automáticos

    De acordo com Kevin Slavin, até 70% das transações de Wall Street hoje são conduzidas por algoritmos, no que é chamado de "caixa-preta" ou "algo-negócio".

    Isso significa que, além de negociantes especializados, banqueiros e corretores agora empregam também milhares de matemáticos e físicos.

    Mas Slavin diz que, mesmo com o auxílio de técnicos e especialistas, um algoritmo fora de controle foi o responsável pela chamada "quebra-relâmpago" do dia 6 de maio de 2010, em que uma queda de cinco minutos nas bolsas de valores causou um caos momentâneo.

    Um negociador que agiu de má-fé foi considerado o culpado pela queda de 10% no índice Dow Jones mas, na realidade, a culpa era do programa de computador que ele estava usando.

    O algoritmo vendeu 75 mil ações com um valor de 2,6 bilhões de libras em somente 20 minutos, fazendo com que outros sistemas de negociação rápida fizessem o mesmo……………….

    • Étore disse:

      Segui o link e li todo o conteúdo: em todos os exemplos que o autor mostra, um erro em um algoritmo foi o causador da anomalia relatada, e não a exitência do próprio código. Isso faz com que toda a conversa dele caia por terra, afinal o problema – como sempre – é humano e não reside utilização ou não de automação para realização de uma tarefa.
      .
      Imagino os paranóicos manualmente ligando e desligando a geladeira de sua casa 50 vezes por dia toda vez que ela atingisse uma das temperaturas de corte.
      .
      A teconologia, e seus algoritmos, estão aí para que nos sobre mais tempo para viver.

  7. gbarceloss disse:

    Vale muito ler a reportagem da Revista Piauí desse mês, exatamente sobre esse tema. Chama-se "A epidemia de depressão". Além dessa relação promíscua com a indústria farmacêutica e o abandona tanto do instrumento da terapia, como da conversa com o psiquiatra, a matéria vai além. Cita alguns livros mostrando a ineficácia dos medicamentos, que possuem mesmo efeito de placebos. E o que é pior: provocam outros problemas maiores. Desde que o paradigma dos remédios chegou (e foi artificialmente implantado nos anos 50 pelo corporativismo psiquiátrico) o número de pessoas com distúrbios só aumentou. Pena que a matéria não está disponível online.

  8. Otaciel de Oliveira disse:

    Minha relação com um psiquiatra está colocada num conto chamado "Complexo de Coveiro" que o site "Palavras, todas as Palavras" se negou a publicar.
    O conto, vou logo avisando, é uma mistura de realidade e ficção e se desenvolve em torno de um sonho "recorrente": Eu sonho com a morte de várias pessoas importantes que ainda estão vivas, principalmente políticos. No conto eu descrevo os sonhos que eu tive com a morte de Paulo Maluf e Silvio Santos. Talvez por isso o texto não tenha sido publicado.

    Começo explicando a minha relação com o meu avô materno que foi coveiro do cemitério que fica em Cruz das Armas (não é das Almas) em João Pessoa.

    Os amigos que tiveram a oportunidade de ler o conto disseram que ele é um dos textos mais hilariantes que eles tiveram a felicidade de desfrutar.
    Mas amigos têm esse defeito: sempre fazem uma avaliação favorável.

    O nome do site que se negou a publicar o conto deveria se chamar "Palavras, quase todas as palavras".

    É uma pena que o conto continue inédito mesmo na internet.

  9. marcia disse:

    Tive diagnostico de depressão há cerca de 2 anos e já tentei vários antidepressivos, mas sempre ficava pior principalmente com relação à ansiedade e à insônia, hoje tomo um remédio novo, cujo principio ativo é agomelatina(prescrito por um neurologista), contudo o valor é alto para meu salário e em menos de 06 meses já aumentou bastante aqui em Recife ( custava R$140,00 e agora custa R$200,00). Não posso mais comprá-lo. e por conta prória diminui a dosagem. Outros médicos disseram que não há grandes diferenças entre este e outros antidepressivos. E agora doutor? Apenas quem tem dinheiro é quem pode ter saúde?

  10. damastor dagobé disse:

    o que me ocorre ao ler tudo que se escreve e comenta sobre o exercicio das profissões de nivel universitario, dos estudados, dos cultos, dos sabidos..é que talvez, coisas como cultura, educação, ciencia, escola e análogos que, da boca pra fora, entre nossas autoridades e classes instruidas é apresentada como panaceia universal..ao invés de fazer parte da solução é parte do problema..isso sim.

  11. Luis disse:

    Frequento há 45 anos, desde que nasci, uma doutrina espiritualista denominada Racionalismo Cristão, cuja finalidade é educar, espiritualizar e instruir. Dentre as obras editadas, há uma denominada PELA VERDADE, cujo nome inicial era CIENTISTAS SEM CIÊNCIA!! Nesta obra, demonstra-se como os ditos psiquiatras estão equivocados quanto à origem e cura das doenças ditas do cerébro!! Vale a pena conferir: download gratuito em racionalismo-cristao.org.br

  12. M.S. Romares disse:

    Arriscaria ir mais longe, Fake. Quando conhermos por completo o cérebro, muitos psiquiatras e psicólogos vão ter arrumar outro emprego.

  13. beattrice disse:

    Excelente opção de informação até para quem não seja da área, pois o comportamento da classe médica e da indústria farmacêutica constitui mais um dentre os péssimos exemplos do expurgo de valores a que os interesses neoliberais submetem a sociedade.

  14. Com intuito de discutir os métodos de diagnóstico utilizados pela psiquiatria, e Aproveitando a ocasião da publicação próxima do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais V (DSM-V), foi lançada uma campanha internacional, ‘Stop DSM’, idealizada pelo Espai Freud (Barcelona) e pelo ForumADD (Buenos Aires).
    Nós, do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Psicanálise da Universidade Federal de São João del Rei, em parceria com o Laboratório Interunidades de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da Universidade de São Paulo, com o PSILACS Grupo de Pesquisa “Psicanálise e Laço Social no Contemporâneo” do CNPq e com o Laboratório Interunidades de Psicopatologia e Psicanálise da Universidade Federal de Minas Gerais, aderimos à Campanha favor de uma psicopatologia em que o sujeito seja contemplado e, por essa razão, lançamos aqui nosso manifesto.

    Deste modo defendemos uma psicopatologia que:

    ●tenha por referência maior o sujeito e seus modos singulares de se haver com o sintoma e com o mundo que o cerca;
    ●uma psicopatologia que se situe inteiramente na clínica, pois este é seu método por excelência;
    ●uma psicopatologia que conheça sua história, suas correntes, suas controvérsias e suas diferenças sócio-históricas.
    ●que, por conseqüência, possibilite um ensino e uma formação críticos de profissionais do sofrimento psíquico;
    ●que não esteja submetida aos lucros da indústria farmacêutica, mas que tenha por política a “economia” subjetiva do sintoma;
    ●que não esteja amparada em um ideal imaginário de ciência mas em uma ciência moderna, cuja matemática inclui um esforço de demonstração de impossibilidades lógicas, antes que a afirmação de sistemas totais fechados;
    ●que não promova a patologização da existência, a ilusão da prevenção e a padronização dos sujeitos.

    PARA LER A ÍNTEGRA DO MANIFESTO DE SÃO JOÃO DEL REI EM PROL DE UM PSICOPATOLOGIA CLÍNICA: http://stopdsm.blogspot.com/2011/08/em-prol-de-um

    PARA APOIAR NOSSO MANIFESTO: https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=

    AS ASSINATURAS SERÃO ENCAMINHADAS PARA A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE AO FINAL DE 2012.

    • beattrice disse:

      A psiquiatria e a psicanálise portenhas desfrutam de uma larga tradição internacionalmente reconhecida, espero que o trabalho dê frutos.

    • A psicanálise é fundada no individualismo elitista e apoia-se no modelo clínico da medicina, com algumas raras exceções (psicanálise argentina), mas esta também sem perder o modelo médico de diagnóstico e a separação cartesiana do organismo humano entre mente e corpo.

  15. Melinho disse:

    A PIADA DO CORONEL HIPOCONDRÍACO

    O coronel hipocondríaco morreu de repente.
    E um político vigarista que detestava a Maria, a empregada-enfermeira do coronel, a indagou tentando incriminá-la:

    - Maria, o coronel era um homem saudável, forte como um touro, tinha muito dinheiro, e você certamente vai receber parte da herança deixada por ele, não é verdade? Qual foi a doença que matou o coronel, Maria?

    A empregada pensou por alguns segundos e respondeu:

    - Olhe, pela quantidade de remédio que ele tomava, o coronel morreu bonzinho, bonzinho.

  16. Anna disse:

    Bem…eu tenho feito terapia a uns..dias..ou melhor meses.Nao tenho visto melhora alguma,pelo contrario!! Cheguei a conclusao que somente pago para falar..Apenas isso!!

    • Elza disse:

      Anna um dos objetivos da terapia é p/ o cliente/paciente falar msmo, pois é através da linguagem do falar, falar q/ ele aliviará as suas angústias e assim poder encontrar suas próprias respostas, pois o terapeuta apenas pontuará, pq se não será um aconselhamento e ñ uma terapia, aconselhamento, quem faz são os amigos…. e ñ é dois ou três meses de terapia que será resolvida questões q às vzs são adquiridas até na vida intrauterina.

      • anapeps disse:

        Mais custa muuuuito caro. Minha psicóloga cobrava 650 reais por mês, para 4 consultas mensais (45min cada).
        E ainda por cima me dava bronca (!!!) quando eu cancelava uma sessão.
        20% do meu salário é dinheiro demais! Eu ficava mais pobre e mais deprimida, uai!

      • Bruno disse:

        Existem serviços de psicoterapia a preços acessíveis, não precisa ir no terapeuta da moda. As faculdades de psicologia e medicina normalmente tem um serviço onde você faz uma pré-avaliação e procura uma rede de psicólogos e psiquiatras associados que atendem a preços razoáveis para quem precisa. A USP tem uma rede do tipo.

    • Procure mudar de terapeuta e/ou abordagem.
      Sou psicólogo e já passei por isto. Paciente meu que não apresenta melhora significativa em três neses é encaminhado por mim para outro profissional. É meu critério e tem funcionado há décadas.
      Para um leigo é difícil saber quando ele deve buscar outro terapeuta.

      • beattrice disse:

        Existe um médico para cada paciente, sem empatia de ambas as partes o trabalho tereapêutico na saúde mental não evolui.

  17. Regina Braga disse:

    Uauuuu! Estamos destruindo mitos e expondo verdades…O que é ser ético? Ser omisso,conivente,negligente? Adorei o texto,voltamos para o humanismo e a antipsiquiatria!!!Chega de acordos e ligações ilibadas…Vamos clarear e dar o norte para as pessoas.Mas só respaldando o texto…Paul W.Andrews,PhD,Universidade de McMaster deOntário,Canadá ,Publicou na Revista Frontiers of Psychology,23/07/2011,Estudos com Pacientes que usam anti-depressivos,estão mais propensos a sofrer recaidas graves da depressão.

  18. Pedro disse:

    Os psiquiatras têm um papel político importante. A versão segundo a qual Hitler é um doente mental acabou prevalecendo como forma de encobrir a verdadeira natureza do nazismo e do fascismo. Se a loucura de Hitler fosse tratada como doença capitalista talvez pudéssemos evitar, agora, o crime organizado da OTAN na Líbia.

  19. iconoclasta disse:

    pode parecer radicalismo..mas…antigamente (anos 60, tempo de gente politizada, de conflitos ideologicos) um tema recorrente era o "conflito final" – seriam capitalistas x comunistas?, norte x sul?, ou até em certo momento, comunistas x ex-comunistas?, no auge do prestigio das esquerdas mundo a fora – até que alguem, não lembro quem mas certamente um americano, mais perspicaz matou a charada: o conflito final vai ser entre o povo, a gente comum, nosotros e os "doutores", como dizem no Brasil, os tais portadores do "cursos superior", o produto do sistema de ensino, os letrados em geral…nao sei não…mas esse conflito ja se instalou em muitos lugares de modo bem sangrento, brutal; ou nao era o que estava em jogo nas ações do khmer vermelho? do sendero luminoso? na revolução cultural na China???

  20. Melinho disse:

    Uma piada contada por um médico neoliberal.

    Dois médicos estavam conversando e de repente passa um homem bem parecido, bem vestido e portando um rolex de ouro.

    Um dos médicos diz então para o outro: "precisamos internar esse cara". E o segundo pergunta, "o que é que ele tem?". E o primeiro responde, "dinheiro".

  21. Ricardo disse:

    Po…assedio nao é novidade para os medicos em geral…e nao so psiquiatras.
    Em outras profissoes tambem existe… O capitalismo nao enxerga bem estar social…so dinheiro.

    Cabe aos leigos descobrirem e manterem os bons profissionais. Cabe aos bons medicos, se esquivarem dessas praticas "deprimentes"

  22. iconoclasta disse:

    Na ultima vez que vi um médico, ha exatos 27 anos foi pq minha esposa passava muto mal em sua primeira gravidez, vomitos. nauseas, dores -nada que fosse estranho ao quadro de gravidez mas de modo muito intenso – Como ela era servidora estadual em MG, fomos ao grande centro medico do IPSEMG, um hospital de muito prestigio antigamente. O médico a examinou rapidamente e disse, exatamente com essas palavras:
    "seu estado é porque seu marido nao te ama"….pano rapido.

  23. Não é a psiquiatria americana que está em crise, é toda a psiquiatria que, até onde vejo, não tem identidade definida e joga hora para a medicina, ora para outros conhecimentos.

    O que o autor do livro diz e algo que há muito é sabido por eles, psiquiatras, e pelos que atuam em outras áreas. Ocorre que tudo se passa dentro do Deus Mercado, aquele que abençoa as mercadorias que dão o pão a qualquer custo.

    Sobre a relação do depressão e outras "doenças" da moda com os neurotransmissores ainda é insuperável o livro "Blaming the Brain", que não tenho os autores no momento, mas é só buscar.

    Ninguém questiona que os remédios sejam um dos recursos para aliviar o sofrimento, mas daí concluir que a parte orgânica que ele ajeita é a causa do sofrimento é no mínimo atestado de incapacidade para exercer qualquer profissão que requeira raciocínio lógico formal, ou então má-fé.

    O que o autor propõe para tratar as pessoas, aliado ou não com remédios é o que se vem fazendo nas diversas áreas de conhecimento não médico, acadêmicas e não acadêmicas.

    Tenho dito que, em se tratando de desordens de comportamento a medicação é em si um efeito colateral de nosso estilo de vida em busca do pote de ouro. Ou seja, diante da inexistência de ambientes de trabalho saudáveis, acabamos que aceitar como normais os níveis de pressão em nossos ambientes e também como normal ter que se medicar para manter o ambiente normal de pressão. Nisto, o remédio ajuda a nos manter vivos, com menos dor, debaixo das patas de elefantes sociais que já não sabemos como irá-las e que, passadas de pai para filho, já parecem coisas naturais.

    Minhas colocações acima não me tornam menos menos parte desse engodo da indústria; apenas sei que se e quando tenho que tomar remédio para me sentir bem num ambiente, não é pelos motivos que me vendem.

    Ou aprofundamos a discussão da crise de nosso modo de vida e relações no trabalho, na família, na escola e tudo o mais ou continuaremos tendo nossas vidas saqueadas pelos vendedores de ideologias.

    • Maralina Matoso disse:

      Excelente suas colocações. E é só com esse aprofundamento ao qual você se refere que ainda teremos uma mínima chance de sobrevivermos como seres humanos. Porque, do jeito que caminhamos, estamos prestes a nos transformar em outra coisa.

  24. Mineirim disse:

    Primeiro, ele ficou rico. Depois, mudou de postura (já tinha garantido o seu).

  25. Luiz Cancello disse:

    A esse respeito há um livro muito interessante e fundamentado de um psiquiatra brasileiro. A obra se chama "A Psiquiatria no Divâ". O autor é o Dr. Adriano Amaral de Aguiar.

  26. Silvio disse:

    Para complementar é interessante a obra de Thomas Szasz, que trata do mito da Doença Mental: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Szasz

  27. vera oliveria disse:

    na verdade, o problema mesmo é o capitalismo,que faz com que o dinheiro tenha mais valor que nós,seres humanos.

  28. mello disse:

    Li o texto, excelemte, onde, sinceramente, não vejo margem para interpretações extremadas contra ou a favor . A jornalista, muito competente, apenas expõe sua visão, o que depreendeu, o que entendeu da leitura do livro e, no pequeno espaço disponível resumiu de forma equilibrada isso.
    Não me pareceu uma condenação radical de algumas práticas médicas, mas uma crítica equilibrada e bem arrazoada.

  29. nadja rocha disse:

    Atualmente meu médico se chama Dr. Google e vou dizer pq.Sou asmática há 45 anos e em uma das crises atendida na urgência, após o médico examinar a radiografia pulmonar disse: seu pulmão só outro.Veja! Há um grande enfisema.Apavorada fui ao meu pneumologista. Ele disse: médicos de plantão são assim, inventam diagnóstico para dispensar rápido o paciente.Mesmo assim ele disse que eu não poderia fazer nenhum exercício, nem mesmo fisioterapia e que teria de tomar uma certa medicação de 12/12hs para o resto de minha vida.Então com base nos resultados dos exames fiz uma investigação na web, nos sites de médicos americanos, brasileiros e franceses.Fiz meu próprio tratamento.Atualmente pratico natação e musculação com resultado positivos, já pretendo participar de campeonatos.A medicação tomo de vez em qdo, pois não tenho asma há 18 meses.O que quero dizer é que a medicina está mui banal e comercial, se vc tem uma doença crônica, investigue, faça sua pesquisa e escolha o que vc achar melhor.

    • beattrice disse:

      Vc fez o que se supõe que os médicos deveriam fazer, investigar em cada caso a melhor terapeutica possivel, mas a historia tem sido outra.

    • Maralina Matoso disse:

      Nadja, bom te ler. Tenho eu mesma feito minhas investigações antes e depois de ir ao médico nos últimos dois anos, porque, se eu me deixasse levar pelos absurdos que eles tem dito e feito, estaria ferrada. E tem dado certo, pois os ajudei muito a me descobrir…rsrsrs

  30. Alexandre Faria disse:

    Senhores…e o brilho da profissão. Pelo que entendi da breve síntese, os segredos foram contados por um médico aético. Seus segredos. Diante dessa ausência de ética faremos o julgamento dos demais profissionais? Será que devemos negar tratamento psiquiátrico a quem dele necessita? Será que medicamentos que interagem com o cérebro devem ser sempre considerados tabu, e a confissão das malfeitorias de médico americanos cujo sistema de saúde já foi denunciado pelo cineasta Michael Moore, devem ser vistos como regra? Pensem…a Jornalista poderia tambem escrever sobre os benefícios da saúde mental e do benefício daqueles que se tratam com médicos éticos, a grande maioria. Finalmente, não sou médico, não sou da indústria farmaceutica, sou apenas um observador, que percebe que o Lixo, a escória ao se deparar com o ocaso da sua vida revela suas práticas sujas, e tais revelações são levadas a público por jornalistas como se todos fossem assim. Existem pessoas de caráter. Essas não enriqueceram para ter tempo na sua aposentadoria para contar que ganharam dinheiro as custas de práticas no mínimo questionáveis. Mas coloquemos os ricos hipócritas como regras. e os éticos jogamos no mesmo saco. Já injuriamos sua profissão e colocamos em dúvida o caráter de todos….

    • Como médico, e praticante da melhor medicina que sempre lutei diuturnamente para exercer, apoio integralmente o teu texto, que deve servir de referência como contraposição às tentativas de denegrir a profissão, a arte e a ciência médica. Sem emendas, parabéns pela excelente argumentação.

      • Alexandre Faria disse:

        Obrigado, apenas fico indignado com destaques dados aos arrependimento dos malfeitores, que agora ganham a vida escrevendo livros sobre a sua vilania, em detrimento das boas ações dos anônimos, empobrecidos pelo preconceito.

      • Maralina Matoso disse:

        De qualquer forma, peço-lhe que pesquise mais a esse respeito…se você ou alguém seu nunca precisou de psiquiatra, comece a perguntar ao seu redor…você vai ver a farra do boi que é.
        Gostaria de concordar com você e dizer que uma minoria age assim, mas, infelizmente, a maioria dos psiquiatras olham pra sua cara com a receita controlada na mão.

    • Paulo disse:

      A questão é o avanço da indústria na determinação da conduta médica. Claro que há médicos éticos, sem dúvida, mas a batalha que envolve o lucro é desigual em relação aqueles que defendem uma postura na qual o paciente é um ser social, e não um feixe de reflexos bioquímicos. A visão de um ser humano meramente biológico e funcionalista é uma das concepções que se desenvolvem com a força industrial. Veja, não estou contra a medicação, que é necessária sim, mas contra a dimensão avassaladora da indústria que "domestica" uma grande maioria de médicos, na própria formação universitária, sem que eles saibam as consequências sociais de sua postura. Haja lucro.

    • beattrice disse:

      Lamento discordar, as pessoas de caráter nas várias profissões tornam-se minoria a passos largos.

  31. FrancoAtirador disse:

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    A verdade é que há, principalmente no Ocidente,

    um grande número de profissionais da área médica

    que se vendem, por dinheiro e benesses de todo tipo,

    aos Laboratórios Farmacêuticos Transnacionais.

    As corporações econômicas apátridas estão no poder mundial,

    com a negligência, inoperância ou cumplicidade dos políticos

    e com um complexo midiático de propaganda e marketing a seu dispor.
    .
    .

  32. ricardo disse:

    Não só na psiquiatria, mas em todas as especialidades, o que se vê em hospitais particulares e nos planos de saúde é repugnante. Vai desde médicos que retardam a recuperação de pacientes para continuar recebendo as diárias até médicos que deixam morrer um paciente que não tem dinheiro. Há ainda aqueles que cobram propina para conseguir leitos em quartos ou na UTI. Conclusão: a medicina, que já foi uma das mais nobres profissões, está se prostituindo juntamente com a indústria farmacêutica, corrompida pela ganância.

  33. Melinho disse:

    DR. MEGABIL

    Aconteceu há alguns anos. Eu estava com o "peristaltismo" lento. Comia e a digestão se arrastava por mais de duas horas. Em me sentia empachado.

    Procurei um médico de um posto de saúde (eu era estudante, não podia pagar consulta) ele me receitou então um remédio chamado megabil. Voltei a ele e disse que o remédio não tinha servido. Ele me convenceu a tomar mais megabil.

    Na terceira vez eu fui o último a ser ouvido , mas cheguei cedo ao consultório e conversei com todos os pacientes "atendidos" naquela manhã, antes e depois da consulta de cada um deles. Resultado: das 16 pessoas atendidas, 10 sairam com uma receita do megabil.

    Há uns 6 anos atrás eu tive uma baita de uma esofagite de refluxo. Fiquei muito triste porque tive que deixar de tomar uma cervejinha gelada de vez em quando. Além da abstinência temporária, o Dr. (a consulta desta vez foi por um plano de saúde) me receitou homeprazol. O tratamento foi feito durante 28 dias, mas não resolveu o problema. Voltei ao médico e fui atendido logo depois da entrada de um propagandista de um laboratório.

    Quando eu disse ao médico que o homeprazol não tinha servido, ele disse "saiu um novo medicamento que é revolucionário (sem titubiar eu pensei na revolução bolchevique) e chama-se lansopraozol". Pela quantidade de amostras grátis de lansoprazol que o Doutor tinha num canto da mesinha de atendimento, deu para perceber que o propagandista que me antecedera fez a cabeça do médico com relação a esta "nova droga revolucionária".

    Mesmo com medo, eu fiz o papel de cobáia. E me dei mal. O lansoprazol me deu uma baita de uma prisão de ventre. Eu fiquei igual a esta senhora que aparece no vídeo cujo link é http://cagadinhawireless.wordpress.com/.

    "Doutora, eu sou pré-diabético", disse eu à endocrinologista que me atendia por um plano de saúde. "Como você sabe?" – me perguntou irritada. "Tá aqui o resultado da minha curva glicêmica".

    Minha mãe era diabética e eu sempre tive o cuidado de fazer esse tipo de exame a cada dois anos. Pagava do meu bolso.

    Mas a Doutora não se deu por satisfeita com aquela minha investigação particular. Era como se o Protógenes Queiroz tivesse "escutado" um banqueiro sem a autorização da justiça.

    A Doutora exigiu novamente uma curva glicêmica e mais 14 exames.

    Quando tudo estava pronto, voltei ao seu consultório. Fui o penúltimo paciente a ser atendido naquele dia, depois de duas horas de espera (paciente, portanto, nos dois sentidos). A mulher olhou para o resultado de TRÊS (EU DISSE 3) exames e perguntou: "quer fazer regime ou tomar glucobay?" Glucobay é uma droga que retarda a absorção de carboidrato, eu soube depois pela internet.

    Bem, eu acatei a "sugestão" da Doutora e passe a tomar Glucobay. Mas este remédio (não me lembro do princípio ativo) enchia de gases não só a minha barriga, mas tudo que era poro disponível no meu corpo. Suspendi a droga por contra própria e graças à internet hoje eu sou o meu próprio endocrinologista.

    E acabar o Ministério da Saúde reclama que o brasileiro tem a mania de se automedicar.

    Que diferença faz se automedicar ou ouvir um médico nos tempos de neoliberalismo econômico? E eu respondo com muita experiência: nenhuma. Mesmo os médicos que atendem por um plano de saúde, eles não dispensam mais do que 10 minutos a um paciente, mesmo que este esteja lhe procurando pela primeira vez. Eles recebem muito pouco por uma consulta e não tem muito tempo a perder com você que vale menos de 50 reais.

    Claro que eu não vou colocar o meu nome neste comentário que eu não sou nem louco. Imaginem o que poderá acontecer comigo se eu tiver necessidade de procurar um proctologista para fazer o exame de toque retal e ele tiver lido este meu comentário. O que poderá me acontecer, heim?

  34. Marcelo de Matos disse:

    A Saúde pública é um grande problema. Só não é maior para quem pode pagar as consultas e internações, quando precisa, sem ter de se vincular a convênios médicos. O cidadão pode pagar o mais caro dos convênios que, quando marca consulta, é atendido em míseros minutinhos. O cliente particular demora muito mais no consultório. E os hospitais próprios dos convênios? São bem piores que os outros, pelo menos no atendimento e na apresentação. Em algumas especialidades, como dermatologia, recorrer a convênio pode ser perda de tempo. Um bom médico particular talvez resolva. O problema maior é que os convênios estão carísssimos.

  35. Marduk disse:

    Parte da esquerda está tão desesperada que recorre ao picareta F. Capra para fundamentar suas visões de mundo…

    • M.S. Romares disse:

      Não seja estúpido. A maioria das pessoas que conheço e leram as picaretagens do Capra são lumpens. Estão mais à direita do que voce imagina. São as mesmas que acham que Paulo Coelho seja um escritor.

  36. Ramalho disse:

    O vídeo a seguir foi produzido pela Igreja da Cientologia, e é um libelo contra a psiquiatria tal como praticada atualmente. Embora esta Igreja seja atacada por prováveis desvios de alguns de seus membros, é importante considerar os argumentos dela – aliás, todas as igrejas são contestadas, a começar pela católica. Os argumentos são arrasadores.

    [youtube APBE5NJO12k http://www.youtube.com/watch?v=APBE5NJO12k youtube]

    • Isabel disse:

      Ah, tá, e quem tem depressão e esquizofrenia vai viver como sem os benditos remédios?
      Eu tenho síndrome do pânico e se não fossem os remédios eu estaria deitada numa cama sem comer e sem dormir. Ou melhor, eu estaria MORTA.

  37. iconoclasta disse:

    Um documentario sueco magistral, chamado Arquitetura da Destruição (tem em DVD) tem informações preciosas sobre medicina e nazismo…esclarecedor.

  38. O problema é que muitas universidades não falam sobre Carl Gustav Jung.

  39. Nadja disse:

    Por essas e outras que eu acho que a cura de determinadas doenças já existe mas será prejuizo os doentes serem curados e que outras doenças são "criadas" mas depois terminam existindo pela dependência dos remédios e muitos desses remédios não passam de placebos…

  40. Nadja disse:

    Por essas e outras que eu acho que a cura de determinadas doenças já existe mas será prejuizo os doentes serem curados e que outras doenças são "criadas" mas depois terminam existindo pela dependência dos remédios e muitos desses remédios não passam de placebos…

    dinheiro dinheiiro…

  41. ZePovinho disse:

    Digite o texto aqui![youtube DV99zgp4V5k http://www.youtube.com/watch?v=DV99zgp4V5k youtube]

  42. ZePovinho disse:

    Esse filme fala muito bem sobre como a visão mecanicista da vida gera esses problemas.Nos anos 80 todo mundo do PV leu Capra,David Bohm(que deu aulas na USP nos anos 50),Teilhard de Chardin,etc,etc.
    Minha patroa se entope de remédios também,Azenha.Eu já comentei aqui.Outro dia eu estava com ela em um restaurante chinês quando chegou a hora de tomar as "balinhas-zumbi".Ela abriu a caixa com dezenas de comprimidos e uma chinesa ficou olhando,olhando,olhando sem acreditar no que via.
    Eu já disse que se ela não se cuidar vou ficar viúvo antes dos 50.

    01/14- Mindwalk- O Ponto de Mutação [Leg. Pt-Br]

    [youtube NNH240tvPlQ http://www.youtube.com/watch?v=NNH240tvPlQ youtube]

    • M.S. Romares disse:

      Com todo respeito, enfiar David Bohm e Capra no mesmo saco é forçar a barra. O primeiro tem uma visão diferenciada da Mec. Quântica enquanto o segundo é aquele médico charlatão e dinheirista.

      • ZePovinho disse:

        Capra é físico austríaco.Nos anos 80 ninguém suspeitava que ele fosse tomar um caminho diferenciado do David Bohm.Mesmo assim,os livros de Capra são bons,principalmnte "O Ponto de Mutação".

  43. ZePovinho disse:

    o povo usa modelinhos mecânicos lineares em todo canto:economia,engenharia,medicina,etc,etc,etc.
    Dá para tirar a grana do leite das crianças,mas o mundo é muito mais do que um relógio cartesiano.

  44. Zé Fake disse:

    com a imagem distorcida, por vender a ideia de que psiquiatria é uma ciência que tem base biológica, por insistir que depressão, transtorno bipolar e outras doenças são provocadas por desequilíbrios químicos no cérebro, ideia que se tornou popular.

    Falando como um completo leigo, minha impressão é essa mesmo: a maioria das doenças tratadas por psiquiatras resulta de desequilíbrios químicos no cérebro. Eu acho porque a recíproca é verdadeira: é muito fácil provocar desequilíbrios químicos no cérebro, e com isso causar comportamento "anormal" em pessoas "normais". E como fazer isso ? Ora, é só tomar os remédios psiquiátricos, via receita ou via traficante de drogas…Por outro lado, concordo com a afirmação de que (quase) tudo é tentativa e erro: um remédio psiquiátrico pode funcionar para uma pessoa, mas não para outras, isso me parece que é a regra, na verdade.

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