Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

Palanque

Deixe aqui sugestões de pauta, de leitura e desabafos

Escreva!

   
 
Home Receba as últimas notícias via RSS
Denúncias Utilidades

HARI: O MUNDO ASSISTE À AUTODESTRUIÇÃO DE ISRAEL

Atualizado em 29 de dezembro de 2008 às 15:18 | Publicado em 29 de dezembro de 2008 às 15:16

A verdadeira história dessa guerra não é a que Israel está contando

        29/12/2008 (Johann Hari, The Independent, UK)*


        O mundo não está assistindo apenas aos crimes que Israel está cometendo em Gaza; estamos também assistindo à autodestruição de Israel.

        Essa manhã, amanhã de manhã e todas as manhãs, até que termine essa matança de palestinos, o ódio a Israel só aumentará, cada dia haverá mais ódio e mais os palestinos lutarão, com pedras, com coletes explosivos, com foguetes, com palavras. Os líderes israelenses creem que quanto mais massacrem os palestinos, mais os amansarão. Já se foram esses tempos de medo, entre os palestinos. O ódio a Israel, hoje, lá, é duro, impenetrável. E os sentimentos mais primitivos, mais basais, de quem só aprendeu que viver é sobreviver em guerra, lá estarão esperando sempre, à beira da história, brutais.

        Para entender o quanto é terrível ser palestino na manhã de hoje, é preciso ter estado lá, numa estreita faixa de terra à beira do Mediterrâneo, e ter experimentado na pele aquela claustrofobia quase insuportável. A Faixa de Gaza é menor que a ilha Wight. Mas lá vivem 1,5 milhão de pessoas que jamais podem sair de lá. Vivem amontoados uns sobre os outros, sem trabalho e com fome, em imensos prédios de quartos muito pequenos. Da laje superior dos prédios, vêem-se todos os limites daquele mundo: o Mediterrâneo e a cerca de arame farpado dos israelenses. Quando começam os bombardeios – como hoje, mais violentos do que nunca, desde 1967 –, não há onde se abrigar.

        Começa agora outra guerra, em que se disputa o significado desses ataques de Israel, em 2008. O governo israelense diz "Nos retiramos de Gaza em 2005 e, em troca, ganhamos o Hamás e os foguetes Qassam que destroem nossas cidades. 16 civis israelenses morreram. Quantos mais serão sacrificados?" É uma narrativa plausível, com vestígios de verdade. Mas com muitos buracos. Para entender o que realmente está acontecendo e conseguir que os foguetes parem, é preciso voltar um pouco, alguns anos, e analisar melhor os prolegômenos da guerra de hoje.

        É verdade que Israel retirou-se da Faixa de Gaza em 2005 – para intensificar o controle sobre a Cisjordânia. O principal conselheiro de Ariel Sharon, Dov Weisglass, disse claramente: "A retirada [de Gaza] é o anestésico. Anestesiará a situação, o suficiente para que não haja processo político ou discussão política com os palestinos. Apagamos da agenda, por longo tempo, toda e qualquer discussão sobre o pacote chamado "Estado da Palestina"."

        Os palestinenses comuns ficaram horrorizados. Mais horrorizados ainda, pela fétida corrupção dos líderes de sua própria Fatah. E então votaram no Hamás. Eu não votaria no Hamás – jamais votaria em partido político com fundamento religioso –, mas... não sejamos hipócritas. As eleições foram democráticas, livres e perfeitas e não implicaram rejeição à Solução dos Dois Estados. A melhor pesquisa que se conhece, sobre tendências de opinião entre os palestinenses, feita pela University of Maryland, constatou que 72% dos palestinenses são favoráveis à Solução dos Dois Estados, conforme às fronteiras de 1967; e apenas 20% votariam pelo fim de Israel. Então, parcialmente por efeito dessa pressão popular, o Hamás ofereceu a Israel um longo cessar-fogo e aceitou, na prática, a Solução dos Dois Estados. Bastaria que Israel cumprisse o seu dever legal de manter-se dentro de suas fronteiras legais.

        Em vez de colher essa oportunidade e de testar as reais intenções do Hamás, o governo de Israel reagiu brutalmente – e puniu, com genocídio, toda a população civil de Gaza. Anunciou o bloqueio da Faixa de Gaza, para "pressionar" os palestinos a revogar o resultado das urnas. Sitiaram os palestinenses dentro da Faixa de Gaza. Vedaram completamente qualquer possibilidade de contato com o mundo exterior. Racionaram comida, combustível, remédios – para impedir que sobrevivessem. Nas palavras de Weisglass, os palestinenses de Gaza estavam sendo postos "em dieta". A Oxfam denunciou que só foram autorizados a entrar em Gaza 137 caminhões com alimentos, em dezembro. Para alimentar 1,5 milhão de pessoas. A ONU e já declarou repetidas vezes, que a miséria em Gaza já alcançou "níveis sem precedentes".

        Na última vez que estive em Gaza,  já sob sítio dos israelenses, vi hospitais mandando doentes de volta para casa, porque não havia nem remédios nem aparelhos para atendê-los. Vi crianças revirando o lixo, pelas ruas, à procura de comida.

        Nesse contexto – sob sentença de morte coletiva, sob ataque genocida, urdido para gerar efeitos de golpe de Estado e derrubar um governo democraticamente eleito –, então, alguns grupos dentro de Gaza adotaram solução imoral: puseram-se a bombardear, com foguetes Qassam, de quintal, indiscriminadamente, cidades israelenses. Nesses ataques, mataram 16 cidadãos israelenses. É crime. Matar sempre é crime. Mas é hipocrisia que, hoje, o governo israelense fale de defender a segurança de seus cidadãos, depois de ter passado anos assassinando civis. Depois de ter feito, do assassinato, a única política de Estado, em Israel.

        Os governos dos EUA e alguns governos europeus têm fingido que não sabem disso. Dizem que não se pode exigir que Israel negocie com o Hamás, enquanto o Hamás não suspender os ataques com foguetes Qassam. Mas exigem que a Palestina negocie, apesar do sítio, apesar do bloqueio, apesar da brutal ocupação militar na Cisjordânia.

        Antes de que tudo se apague no abismo dos esquecimentos construídos, lembremos que, semana passada, o Hamás propôs um cessar-fogo, em troca de alguns compromissos básicos e aceitáveis para Israel. Não precisam acreditar só em mim.

        A imprensa em Israel noticiou que Yuval Diskin, atual chefe do Shin Bet, serviço interno de segurança de Israel, "informou ao governo israelense [dia 23/12] que o Hamás está interessado em manter a trégua, com apenas pequenas modificações nos termos do acordo." Diskin explicou que o Hamás desejava duas coisas: o fim do bloqueio de Gaza e que Israel parasse com os ataques na Cisjordânia. O gabinete – acometido de febre eleitoral e interessado em mostrar-se 'durão' aos eleitores – rejeitou tudo.

        O núcleo duro da situação foi bem claramente exposto por Ephraim Halevy, ex-chefe do Mossad. Diz que, embora os militantes do Hamás – como boa parte da direita israelense – sonhem com varrer do mundo os adversários políticos, "eles já perceberam que esse objetivo ideológico não é viável e não será viável no futuro próximo." Então, "estão prontos a aceitar um Estado da Palestina, nos limites das fronteiras de 1967." Os militantes do Hamás sabem que isso significa "que terão de adotar um caminho que provavelmente os afastará de seus objetivos iniciais" – e levará a uma paz estável, sob acordo difícil de romper por qualquer dos dois lados.

        Os 'do contra", dos dois lados – de Máhmude Ahmadinejad do Iran, a Bibi Netanyahu, de Israel – ficariam marginalizados. É a única via possível que ainda pode levar a paz. E é a única via que não interessa ao atual governo de Israel. Halevy explica bem: "Por razões que só interessam ao atual governo de Israel, não interessaria a Israel aceitar o cessar-fogo e convertê-lo em início de um processo de negociação diplomática com o Hamás."

        Por quê? O governo de Israel quer a paz, mas só se for a paz imposta por Israel, nas condições que Israel determine e que sempre implicarão que os palestinos sejam definidos como derrotados. Assim, Israel poderá manter, do "seu" lado do muro, os cadeados que fecham a Cisjordânia. Assim, Israel poderá controlar as maiores colônias e o suprimento de água. Assim, a Palestina será dividida (e caberá ao Egito a responsabilidade sobre Gaza) e a Cisjordânia, com a espinha dorsal partida, ficará isolada. Qualquer tipo de negociação cria riscos para o sucesso desse 'plano': Israel sempre terá de ceder mais do que deseja ceder.

        Ao mesmo tempo, qualquer paz imposta deixará de ser confiável: e continuarão a chover sobre Israel os foguetes da fome que gera ódio.

        Se quer obter real segurança para os israelenses, o governo de Israel, mais dia menos dia, será obrigado a negociar com os palestinos que hoje Israel está matando; terá de obter deles alguma solidariedade e alguma compreensão. E Israel dependerá disso, para continuar existindo.

        O som dos incêndios de Gaza pode ser silenciado pelas palavras de um escritor israelense, Larry Derfner. Diz ele: "A guerra entre Israel e Gaza é guerra inventada por Israel. A decisão de pôr fim à guerra não cabe ao Hamás. Cabe a nós. Cabe a Israel."

        * The Independent, UK, em http://www.independent.co.uk/opinion
        /commentators/johann-hari/johann-hari-the-true-story-behind-this-war-is-not-the-one-israel-is-telling-1214981.html  © 2008 Independent News and Media Limited


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Thaís Gondar (30/01/2009 - 08:36)
Tudo isto me parece sórdido demais!... non sense demais! Sempre fui uma aluna mediana em História, mas me parece que Israel faz com os palestinos exatamente o que Hitler fez com os judeus! Depois de milênios, não deveriam eles ser os promotores da paz? E é vergonhoso, é vil justificarem seus ataques sob o falso pretexto de combate ao "terrorismo". E mais sórdido ainda é a posição neutra dos demais países!

Uma dica: assistam ao filme "Paradise Now" (2005). Dois amigos palestinos são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. A direção inteligente do filme se aprofunda não na questão do ataque em si, mas como esta tem se mostrado a única forma de sobrevivência da identidade e da dignidade de um povo.

Nelson Antônio Fazenda (30/12/2008 - 18:15)
O lingüista estadunidense, descendente de judeus, Noam Chomsky, qualifica os governos dos Estados Unidos e de Israel como as maiores organizações terroristas do mundo. Assim, não é de estranharmos o terrorismo praticado contra os palestinos.

Lucas Cardoso (30/12/2008 - 13:58)
Texto perfeito, lida com todas as partes mais importante da história toda, não faz ninguém de vítima mas também não condena a Palestina como se fosse a maior responsável. Perfeito.

Celso Menoti (30/12/2008 - 11:14)
Todas as vezes que vejo estas notícias me pergunto será que o Gueto de Varsóvia existiu mesmo? Pois se existiu, Israel é uma mentira! Israel é um Estado NEO-NAZISTA, assim como a Alemanha de Hitler... Hitler é maior inspiração para as ações israelenses... A doutrina de Hitler esta viva e atuante em Israel... Se o povo judeu sobreu mesmo o que a história conta, o povo judeu seria o maior promotor da paz no mundo... por isto enquando os Neo Nazistas estiverem no governo em Israel o mundo livre lançará dúvidas sobre o Holocauto...
Judeus lembre-se do que diz o profeta Isaias: " O fruto da justiça será a paz"

Jair de Souza (30/12/2008 - 09:20)
Para que não fiquemos expostos a tanta asneira vinda de filo-sionistas sem nenhuma base, recomendo a todos (mesmo aos judeus) que leiam o texto de Gilad Atzmon (escritor e artista de origem judia) a respeito do livro do historiador israelense Shlomo Sand "The wondering who", ou "O mito do judeu errante". Ali encontraremos explicações bem fundamentadas cientificamente para entender o genocídio que o estado neo-nazista de Israel vem cometendo. Para os que conseguem ler em inglês, o texto original poderá ser encontrado em: http://palestinethinktank.com/2008/09/02/gilad-atzmon-the-wandering-who/ , para os que preferirem as traduções em espanhol ou em português, o endereço é: http://www.alquimidia.org/desacato/index.php?mod=noticia&id=1984 . É hora de todos os seres humanos dignos de tal qualificação se mobilizarem para parar os massacres neo-nazistas cometidos pelos dirigentes nazi-sionistas do estado de Israel. Em Israel também, os judeus dignos estão protestando contra estas atrocidades abomináveis. "Não em nosso nome" dizem eles. A luta é tremendamente difícil, pois o poder econômico e militar do sionismo é imenso. No entanto, devemos acreditar que a dignidade do ser humano será capaz de prevalecer. Se mesmo assim o extermínio se concretize, pelo menos, teremos a satisfazação de consciência de ter lutado pelo justo. A única coisa que nos pode diferenciar das bestas é este sentido de justiça e dignidade. Todos contra o nazi-sionismo, não importa o credo ou não credo.

Ademar (30/12/2008 - 04:02)
Tem gente por aqui que não tem capacidade de argumentar e fica na mesmice do xingamento. Não tem contra-argumentação. Fico feliz por isso, pois prova que o que digo acaba sendo a outra metade da verdade que faltava neste conflito. Ser chamado de analfabeto é uma honra para quem consegue escrever algo que deixa os outros sem razão, sem capacidade de raciocinar. Um abraço aos colegas...Torço para Israel acabar de vez com o Hamas, para que os civis de Gaza parem de sofrer. Palestina livre sem o Hamas.

jose bentes de araujo (30/12/2008 - 02:38)
Concordo com o Marcos P.B. a faixa de Gaza é o campo de concentração de Israel. Parece que eles aprenderam muito bem com os nazistas.
A faixa de Gaza é o Auschwitz do século XXI.Mande os israelitas trocarem de posição com os palestinos, num instante eles iriam querer a paz de verdade, e para sempre, pimenta nos olhos dos outros...

Marcelo (30/12/2008 - 01:52)
O papel de estado beligerante e genocida cabe bem a Israel. Afinal, o que de bom teria Israel a oferecer ao mundo? Ganhou aquelas terras roubadas dos palestinos, e não satisfeitos, querem dizimar aquela população indefesa.
Ou alguém vai defender o "justo" direito de revidar às "agressões" dos palestinos? De um lado os estilingues e os foguetes medievais. Do outro, um dos exércitos mais bem equipados e financiados do mundo, com mísseis guiados a laser. Uma guerra de igual pra igual...

Sandro (30/12/2008 - 01:36)
Isto mostra o quanto os judeus aprederam com os Nazistas.
É só ver na Biblia (Velho Testamento) o quanto eles gostam de massacrar seus vizinhos.

Fabio Passos (30/12/2008 - 01:04)
Toda minha solidariedade a resistência do gueto de Gaza:

Pela vossa e pela nossa liberdade!

Marat (29/12/2008 - 23:02)
Infelizmente ninguém pode criticar Israel e os israelenses. Logo que se faz isso, menciona-se o holocausto, as perseguições a que os judeus foram submetidos etc e tal, e pronto... podem matar palestinos à vontade... podem cometer crimes de guerra, podem cometer genocídios. Sempre haverá a desculpa do holocausto e, lógico, o armamento estadunidense, o grande império que se assenhorou da verdade! Lembrem-se que todo império foi derrubado pela vaidade e arrogância!

Abdelnur (29/12/2008 - 22:49)
Acho que as ações terroristas de expanção do estado judeu contra os palestinos, desde antes da criação do estado de Israel, estão de certa forma, fazendo com que encherguemos de maneira diferente as ações do estado Nazista durante a segunda guerra.

Jair de Souza (29/12/2008 - 21:15)
É triste constatar o grau de insensibilidade a que certos seres humanos conseguem chegar. Ao ler os comentários do "Sr. Ademar", eu me pergunto: pode a humanidade ainda ter esperanças de que a paz e o respeito entre nós sejam possíveis? Quando o que se busca é o extermínio daqueles povos que estão atrapalhando os objetivos dos poderosos, sempre se encontrarão argumentos, por mais descarados que sejam, para justificar as atrocidades cometidas. O que ocorre hoje com relação ao sionismo e ao Estado de Israel é algo muito parecido ao que se acontecia durante o regime nazista alemão. Naquela época, a grande maioria dos alemães aceitava as justificativas propaladas pelos dirigentes nazistas. Para estes, os responsáveis pelas matanças de judeus, comunistas, ciganos, etc., eram os próprios judeus, comunistas, ciganos, etc. No entanto, hoje, como ocorria naquela época entre os alemães, também há judeus dignos que não aceitam que tantas monstruosidades sejam praticadas em seu nome. Lamentavelmente, porém, a maioria dos judeus ainda está fortemente influenciada pelo discurso de ódio que o nazi-sionismo bombardeia sobre eles a toda hora. Só assim se entende a insensibilidade com o drama do povo palestino. A propaganda nazi-sionista trata de desumanizar aos palestinos. O que se busca com isso é impedir que a opinião pública (inclusiva a judia) se sensibilize com o sofrimento do povo palestino. Cabe aos seres humanos de verdade (mesmo sendo judeus) lutar contra as atrocidades do sionismo.

Mário Macaíba (29/12/2008 - 21:09)
Nunca se matou tanto em nome de Deus como nos dias atuais, não é verdade? Se eu fosse ele eu apareceria aqui na Terra para despachar essa cambada de criminosos para o inferno, antes do dia do juízo final.

E dizem que tudo começou com o patriarca Abraão. Veja o que eu vi na rede:

A longa peregrinação do Patriarca

Começou então para o futuro patriarca uma longa peregrinação: "Abrão passava verdadeiramente sobre a Terra como um viajante. A tenda que havia plantado na véspera, ele a dobrava no dia seguinte, como um exilado que não tem domicílio permanente, e procura sua pátria. Dos campos de Sichem, desceu rumo ao sul da Palestina, e, logo, mesmo para o Egito por causa da fome que desolava o país de Canaã" (4).

Mas também os desígnios imprescrutáveis do criador é fogo. God tira o sujeito de sua morada e faz ele caminhar por 1200 km de deserto com a promessa de trocar algumas palavrinha com ele. Isso aconteceu a 4.000 (quatro mil) anos e foi nesse momento que o criador teria falado no povo escolhido por ele para ocupar o que hoje é Israel e os territórios palestinos ocupados. Ou seja, a guerra de hoje estava delineada há 4 mil anos. E porque Deus, que é onisciente, onipotente e bom, não previu essa catástrofe, hem? Sei não, viu, mas esse Deus me parece muito sádico. Fica brincando com a gente como se fóssemos bolinha de sabão.

Osvaldo (29/12/2008 - 19:52)
Ademar, pobre é o seu espírito egoísta e cheio de desfaçatez.

ilo (29/12/2008 - 19:49)
É conhecida a retórica judia para justificar o massacre: ou você é chamado de anti-semita ou ignora os atentados palestinos a judeus. Nada justifica o uso de exército regular e equipado contra uma população civil indefesa. Isso é covardia e crime de genocídio, uma vergonha moral para um país que se diz civilizado.

Paula 29/12/2008 (29/12/2008 - 19:38)
Muito bom o texto, a minha opinião sobre os palestino é que Israel faz o que faz porque os palestinos não são unidos como o povo judeu. Judeus podem esta espalhados pelo mundo, mas é um povo que sabe produzir riqueza e também muita destruição, se os palestinos não se unir vai deixar acontecer um novo holocausto, os judeus sempre se fizeram de vitimas na segunda guerra mundial, mas eu sempre tive minhas duvidas de todo este vitimismo, sempre achei que por detrás de tanto ódio dos alemães estaria algo muito maio em questão. Sou totalmente a favor do Hamas e só gostaria que o mundo islâmico se unisse para derrotar Israel, eles tem força econômica para isto, só não fazem porque são desunidos, o pior terrorista do mundo são os israelitas e os americanos, não vejo só o bush, vejo todos os americanos que votaram em bush igual a ele, por isto não falo só de Bush, ele representa a personalidade agressiva, violenta e execrável do povo americano e por tabela do povo judeu pois a população americana tem uma grande representação judaica.

Roberto Rosário (29/12/2008 - 19:36)
"Os líderes israelenses crêem que quanto mais massacrem os palestinos, mais os amansarão."

Não creio nessa ingenuidade da parte dos governantes de Israel. E nem da Palestina.
Lembro que havia um acordo de paz firmado na região antes de 11 de Setembro de 2001. E o Sr. Ariel Sharon, indivíduo extremamente odiado por palestinos, resolveu ir orar em Jerusalém, criando a revolta dos palestinos e o fim do acordo mais promissor criado até então entre as partes. E como os EUA classificou a todos os que não se alinharam a ele na sua cruzada como terroristas, Sharon achou a sua desculpa para o que fez em seguida, o que está se tornando um caminho sem volta para israelenses e palestinos. Nunca desejei a morte de ninguém, mas quanto ao que Ariel Sharon fez não a desculpas.
Acho que o único capaz de promover a paz na região é realmente o governo israelense. Mas somente quando estiver livre da associação com a religião. E para isso o povo israelense tem que agir dentro de seu próprio país. Imaginem se, por conta desse episódio, surgissem alianças árabes nos moldes da década de 1960, quando realmente tentaram destruir Israel? Eu acho que dessa vez conseguiriam pois possuem meios que não tinham na época. E por tabela arrastariam o governo americano.
E, por favor, não me classifiquem como anti-semita, coisa que não sou. Sou é contra a religião. A maioria delas prega a paz e, pra se chegar a ela, é necessário eliminar os que são contra a religião. Nisto ainda vivemos no século 500 a.c..

Bruno Brasil (29/12/2008 - 19:12)
Azenha, outro texto interessante do Haaretz, cujo autor, Tom Segev, eh mais direto. http://www.haaretz.com/hasen/spages/1050706.html

Outro trecho:

"It is admittedly impossible to live with daily missile fire, even if virtually no place in the world today enjoys a situation of zero terror. But Hamas is not a terrorist organization holding Gaza residents hostage: It is a religious nationalist movement, and a majority of Gaza residents believe in its path. One can certainly attack it, and with Knesset elections in the offing, this attack might even produce some kind of cease-fire. But there is another historical truth worth recalling in this context: Since the dawn of the Zionist presence in the Land of Israel, no military operation has ever advanced dialogue with the Palestinians".

Bruno Brasil (29/12/2008 - 19:05)
Vale a pena ler o editorial do Jornal Haaretz na internet.

Destaco dois trechos:

"In order to defend Israel's citizens at a time when the "Gaza envelope" is expanding from Sderot, the western Negev and Ashkelon to Ashdod, Yavneh, Kiryat Gat and other towns to the west and north, military force should be employed proportionately - in part so that the operation's goals will not become so ambitious as to be impossible to achieve".

"Reestablishing the case-fire on better terms and with better supervision is a reasonable goal. Toppling the Hamas regime, or eradicating the last rocket factory where the last Hamas member is making the last Qassam rocket, are not reasonable goals, in part because they are unachievable without a prolonged presence on the ground in Gaza".

O link: http://www.haaretz.com/hasen/spages/1050710.html

Apesar de nao condenarem abertamente as operacoes, pelo menos demonstram uma posicao um pouco mais equilibrada.

Ademar (29/12/2008 - 19:03)
O senhor Hari, mais um jedofóbo se entrega quando entitula seu pobre artigo com um desejo seu. Desde quando Israel se autodestruirá? Outros como o tal deste artigo morrem de vontade que isso pudesse acontecer. São doentes. Por princípio não são idôneos, não podem trazer para si a verdade, pois desejam o fim de outros seres humanos. O senhor Hari devia ter ido passar o último mês em Sderot, onde caíram 3.000 mísseis. Só depois disso, poderia emitir um comentário idôneo. Como só teve a experiência de um dos lados, só está falando uma meiaverdade. Nada mais do que isso...Falta o outro lado senhor Hari.

Edmar (29/12/2008 - 18:49)
Só Vladimir Putin pode salvar os palestinos. Se a marinha russa for enviada para proteger navios com alimentos, remédios, combustíveis e agasalhos, nem os poderosos estadunindenses se atreveriam a impedir. A ONU é pior que nada, só discurso e nada mais. FAz tudo que os USA mandar. Quanto aos judeus de israel, são os grandes culpados por tudo que lhe poderá acontecer. Basta tirar do poder, pelo voto, esses animais que dirigem o goverdo de Israel. A covardia dos arabes tambem lhes serás um dia cobrada. É natural, legítimo e admirável o ódio dos palestinos por Israel. NO Brasil, nossa mídia apenas repete com tradução as matérias feitas pelo USA e Israel. Menos vergonhoso se não traduzissem. Deixem no original e ponha legenda. Assim ao menos nossos analfabetos seria poupados dessa lavagem mental, né não ADEMAR?

Ademar (29/12/2008 - 18:19)
O artigo é pobre. Nenhum país se autodestruirá. Mas salva-se algumas coisas: pela primeira vez vejo alguém falar que os palestinos são criminosos. Mas não diz que existem hospitais em Gaza que são bem equipados, inclusive com UTI. Não diz que a pobreza em Gaza é fruto principalmente da política desastrosa do Hamas, que sitia seus próprios cidadãos quando não investe o dinheiro que recebe de fora, em infraestrutura. Usa quase tudo em armas. Isso é roubo. Lançou em 1 mês cerca de 3.000 mísseis sobre Israel. O dinheiro dos palestinos de Gaza estão indo explodir em Israel.
Esquece também que como mais forte se torna bastante natural Israel se impor. Com isso consegue impor a forma de se chegar à paz. O som dos incêndios de Gaza também pode ser silenciado pelas palavras de um líder palestino, Mahmoud Abbas. Disse ele que a culpa por esse atual conflito é do Hamas. Hari...escute o Abbas.

Daniel Carneiro (29/12/2008 - 18:03)
O garnde problemna está nos EUA. O financiamento militar de Israel é sabidamente bancado pelos judeus que vivem nos EUA. Não creio que haverá paz naquela região enquanto Israel não devolver o controle das terras palestinas às suas legítimas autoridades.Pde ser que também esta situação seja traçada por Israel e EUA para provocar o Irã e a Líbia. Bem, a esperança está num rumo de rota pelo Obama. Não sei se terá força pra isso.
Não me furto a exprimir minha admiração pelo valente e destemido povo palestino e pelo HAMAS, que é uma organização popular fundamental de resistência, diferente da imagem que o imperialismo norte-americano vende ao mundo.

Gutão (29/12/2008 - 17:37)
Ao ler este texto senti-me angustiado, é muito triste saber que um povo massacrado, humilhado e quase exterminado durante a 2ª guerra mundial, não aprendeu absolutamente nada com passado. E nos dias de hoje agem com a mesma bestialidade contra outros povos, em especial contra o sofrido povo palestino. Acreditam ainda na terra prometida; mas esquecem que este direito lhes foi tirado quando assassinaram o Messias, pois a raiz insanidade israelense, é exatamente esta. Também e muito duro saber que o genocídio do povo palestino tem aval do EUA e da ONU.
Se o povo palestino usam do terror para se defenderem é porque já não tem mais opções de dialogo e nem como sobreviver.
Fora com os nazistas israelenses.Viva a Palestina Livre.

Marcos P.B. (29/12/2008 - 17:34)
Excelente texto, esclarecedor.

A faixa de Gaza é o campo de concentração de Israel. Parece que eles aprenderam muito bem com os nazistas.

A faixa de Gaza é o Auschwitz do século XXI.

Leo (29/12/2008 - 16:48)
Excelente artigo.

Maria Lucia (29/12/2008 - 16:40)
Um texto altamente esclarecedor e muito corajoso.Joga muita luz sobre a tragédia continuada em que se transformou a vida da população da Palestina.
A imensa maioria dos judeus vive espalhada pelo mundo;apenas uma pequena
parcela,no Estado de Israel.
Essa imensa maioria de judeus só tem a perder, em todos os sentidos,com as absurdas ações bélicas de Israel,tranformado em braço armado dos EEUU no Oriente Médio.
Por essa razão, em todo o mundo, vemos judeus lúcidos e conscientes protestando contra a política belicista e genocida de Israel.
No momento, só nos resta tentar entender profundamente a questão e apostar numa repulsa mundial à esse genocídio e numa reinvençào da ONU, para que esse organismo possa cumprir as funções para as quais foi criado,deixando de servir apenas aos criminosos interesses estadunidenses.

Luís Carlos P. Prudente (29/12/2008 - 16:30)
O Estado de Israel esqueceu o que foi o holocausto? Esqueceu que nazistas humilharam e dizimaram milhares de judeus?
Hoje esse mesmo Estado de Israel praticam com os palestinos, o que os nazistas fizeram com os judeus.

Esses israelenses esqueceram que são judeus?

Esses israelenses acham que são nazistas? Acho que sim, e tem o apoio dos imperialistas estadunidenses liderados pelo fascista Bush junior.

Erich (29/12/2008 - 15:46)
Judeus...Palestinos...
"...olho por olho, e o mundo acabará cego."
Pensem bem nisso.

waleria (29/12/2008 - 15:27)
Eu votaria no Hamas

O Hamas só existe, como desespero de libertação contra um terrorismo inimaginável - o terrorismo sionista israelense. O pior dos terrorismos que alguém já viu.

Esse terrorismo começou há mais de 3000 anos, quando Moisés - na realidade em egipcio Tis-Athen - segundo Cheremon, diretor da biblioteca de Alexandria (conforme citado por Josefo em seu Contra Apião), vindo com os restos de seguidores do Athen do Egito, re-nomeados como hebreus - se instalaram na Palestina e destruiram todos os vizinhos, como um ato de adoração de sua divindade particular.

Isso mostrou a índole que se formava.

Hoje repetem o que já fizeram antes. Querem matar todos que não eles mesmos - querem que na Palestina não sobre nada que não sejam eles mesmos.

Essa atitude deles lhes retira o direito de falarem em holocausto e genocídio na segunda guerra - pois hoje atuam de forma pior que Hitler.

Repetindo o passado.



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design