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Faça o teste para saber se você bebe "com moderação"

Atualizado em 07 de agosto de 2008 às 12:43 | Publicado em 04 de agosto de 2008 às 19:01

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Dra. Laura explica o que é "beber com moderação"

 

por CONCEIÇÃO LEMES

 

Final de tarde, travessa da Avenida Paulista, São Paulo. Toda sexta-feira um grupo de amigos se reúne num freqüentado bar da região para relaxar, comemorar, conversar. Num desses happy hours, regado a muitas cervejas e caipirinhas de vodca, pegou fogo o debate sobre a Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008 – a “lei seca”. Ela estabelece que o nível de concentração de álcool no sangue do motorista é zero. Quem for flagrado dirigindo, após beber qualquer quantidade de bebida alcoólica, é multado em R$ 955 e perde a carteira de habilitação por 12 meses.

 

“Conversa vai, conversa vem, bebo duas a três cervejas [das grandes]”, diz Renato Campos*, 31, operador de um banco de investimentos. “Se a noite está quente, gostosa, vai mais. Extremamente gelada, não dá para resistir.”

 

“Cerveja não me desce bem. Prefiro caipirinha de vodca. Esta é a segunda hoje. Hummmmmm... Está ótima. Quer experimentar?”, convida Patrícia de Castro*, 27, promotora de eventos. “Mas o que eu gosto mesmo é de Proseco. A gente vai tomando, tomando, tomando... não sente. Desce como uma luva.”

 

“Normalmente, paro na segunda latinha de cerveja”, conta Luíza Junqueira*, 29, designer. “Álcool sobe muito rápido para mim. Hoje, tomei uma só.”

 

“Como você está vendo, aqui é todo mundo é amador. Bebo cinco, seis cervejas, e não sinto nada”, afirma João Arruda*, 34, gerente de uma operadora de telemarketing. “Se eu dirijo depois? Tranqüilamente. Meus reflexos não mudam em nada!”

 

Luíza voltou para casa de táxi. Renato e João dirigiram os próprios carros. “Ah, agora à noite, quem vai parar a gente para fazer o teste do bafômetro?”, desdenham. Patrícia pegou carona com um amigo, que passou para pegá-la. Detalhe: os quatro acham que bebem com moderação. Tremendo engano.

 

“Luíza, além de não correr o risco de ser autuada, é a única que realmente bebe com moderação”, alerta a médica psiquiatra Laura Helena Andrade. “Renato, João e Patrícia são bebedores ‘pesados’, mesmo que consumam bebida alcoólica apenas uma vez por semana nos níveis mencionados.” Laura é autora de uma pesquisa sobre o padrão de consumo de álcool e seus riscos na cidade de São Paulo, coordena o Núcleo de Epidemiologia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e é professora colaboradora da Faculdade de Medicina da USP.

 

VOCÊ BEBE MODERADA OU  ‘‘PESADAMENTE”?

Pensou em dificuldades com bebida alcoólica, a imensa maioria das pessoas pensa automaticamente em alcoolismo: a dependência que vem com o uso crônico, por tempo prolongado. Ou seja, só considera problema quem fica doente por causa do álcool. Mas existe outro problema que é o padrão de beber da população. 

 

“A ‘lei seca’ visa proteger não apenas o já doente, que é minoria, mas uma porção de gente que, numa sentada, bebe a ponto de se intoxicar, se expondo a comportamentos de risco”, ressalta a professora Laura. “É o heavy drinking, ou beber ‘pesado’.” Segundo o Ministério da Saúde, só em 2007 ocorreram no Brasil 17 mil acidentes devido à ingestão de álcool. Em mais de um mês de vigência da “lei seca”, os acidentes nas estradas brasileiras caíram. Vidas foram salvas.

 

“O que é o heavy drinking, ou beber ‘pesado’”?

 

Bem, desde que você não vá dirigir, tudo bem, de vez em quando, se reunir com amigos, parceiros, familiares para celebrar, conversar, comer e “tomar alguma coisa”. Em geral, em pequenas doses, o álcool deixa as pessoas mais relaxadas, alegres e descontraídas, sem ameaçar a saúde. É o famoso beba com moderação.

 

E você, bebe com moderação? Pelo sim, pelo não, que tal fazer um teste bem simples preparado pela doutora Laura? Vamos lá? Primeiro, os homens. Pensem no consumo de bebida alcoólica no último mês. Você lembra de ter consumido em um único happy hour, balada, festa, evento:

 

1) Cinco latinhas de cerveja ou de garrafa pequena (long neck)?

2) Três garrafas normais de cerveja?

3) Cinco doses de uísque, vodca, aguardente ou rum? Uma dose, aqui, é aquela medida de dosador de destilados, que contém 36 ml. Normalmente, a “dose” de bares e restaurantes contém duas doses de destilado.

4) Três caipirinhas de vodka ou de aguardente? Em geral, são usadas duas ou mais doses do destilado para fazer uma caipirinha.

5) Cinco taças ou copos de vinho?

 

Agora, as mulheres. Pensem também no consumo de bebida alcoólica no último mês. Você lembra de ter consumido num único happy hour, balada, festa, evento:

 

1) Quatro latinhas de cerveja ou de garrafa pequena (long neck)?

2) Duas garrafas normais de cerveja?

3) Quatro doses de uísque, vodca, aguardente ou rum? Vale a explicação dada na pergunta dirigida aos homens.

4) Duas caipirinhas de vodka ou de aguardente? Lembre-se de que, em geral, são usadas duas ou mais doses do destilado para fazer uma caipirinha.

5) Quatro taças ou copos de vinho?

 

“Se respondeu não às cinco questões, significa que é você um (a) bebedor (a) moderado (a)”, diagnostica Laura. “Já o sim a qualquer uma das alternativas indica que você ultrapassou o limite da moderação; é um (a) bebebor (a) ‘pesado’ (a), ainda que ocasional.”

 

O chamado heavy drinking, ou beber “pesado”, significa o homem consumir cinco doses de álcool numa sentada; a mulher, quatro, já que seu organismo é naturalmente mais suscetível aos efeitos do álcool. “Uma vez por mês já é suficiente para se dizer que a pessoa tem padrão heavy”, justifica Laura. “Ele é bastante freqüente.”

 

Uma dose de álcool equivale ao consumo de uma latinha de cerveja (350 ml) ou de uma taça de vinho (de 120 ml) ou de uma dose de uísque, rum, vodca, aguardante ou outro destilado (36 ml). Num daqueles copinhos tradicionais de pinga, uma dose de destilado “pega” um pouco acima da segunda listra.

 

“Então se eu beber todo dia três doses sou bebedor moderado?”

 

Não.  Considera-se que um homem beba com moderação quando não ultrapassa 14 doses por semana; a mulher, 7 doses. “Acima disso por semana”, adverte Laura, “é um padrão de beber de risco, que pode levar à dependência.”

 

Laura pesquisou 1.464 moradores acima de 18 anos de Vila Madalena e Pinheiros (bairros de classe média alta) de São Paulo: 12% dos homens e 5,5%  das mulheres eram bebedores “pesados” episódicos. A pesquisa analisou também quantos tinham padrão heavy e freqüente, isto é, bebiam  “pesado”  pelo menos três vezes por semana. O resultado: 14,3% dos  homens e 5,4% das mulheres eram bebedores “pesados” freqüentes.

 

PADRÃO HEAVY E RISCOS LIGADOS À INTOXICAÇÃO

“É incrível como boa parte dos bebedores ‘pesados’ não tem noção de que ultrapassam o limite da moderação”, observa Laura. “Tanto o padrão heavy ocasional quanto o heavy e freqüente estão associados diretamente a vários problemas devido à intoxicação ou à ação biológica do álcool , independentemente de gênero.”

 

A lista de possíveis conseqüências imediatas da intoxicação pelo álcool é extensa:

 

* Estimula a violência doméstica e de rua.

 

* Favorece acidentes de trânsito (carro, moto, bicicleta, atropelamentos), no trabalho (operação de máquinas) e em casa (quedas). É que, mesmo em baixas doses, diminui os reflexos e a coordenação motora.

 

* Contribui para relação sexual sem proteção, ou seja, sem camisinha. Aumenta, assim, o risco de HIV, outras doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez não planejada.

 

* Prejudica a memória e o raciocínio.  

 

* Aflora ou agrava dificuldades emocionais.

 

* Pode causar arritmia cardíaca: alteração dos batimentos cardíacos, causando palpitação; às vezes, essa alteração leva à morte.

 

“O padrão heavy nem sempre leva à dependência”, frisa Laura. “Porém, há risco, sim, de a pessoa perder o controle. E, ‘apesar dos problemas por causa da bebida’, continuar bebendo. É o que denominamos abuso do álcool. Se continuar bebendo assim,  pode chegar à dependência..”

 

BEBA COM MODERAÇÃO. NUNCA DIRIJA DEPOIS!

Por tudo isso, atenção:

 

1) Se não bebe, não se sinta compelido (a) a começar só porque os seus amigos bebem.

 

2) Se beber, faça-o – sempre! -- com moderação.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como de baixo risco até duas doses de álcool por ocasião/dia para um homem e uma dose/dia para mulher.

 

3) Se estiver grávida, nem uma dose de bebida alcoólica. Há maior risco de aborto e de malformações.

 

4) Bebida alcoólica também é contra-indicada a quem sofre de doença no fígado ou no pâncreas, utiliza remédios que interagem com o álcool, como antidepressivos, ansiolíticos, antialérgicos e certos antibióticos. 

 

5) Ao beber, faça-o junto com as refeições. O alimento ajuda a competir com o álcool na hora da absorção, tornando-a mais lenta.  

 

6) Beba devagar. Beber deve ser para celebrar, confraternizar, e não para afogar as mágoas e tristezas nem resolver desencantos e dificuldades. O maior espaçamento entre os drinques faz a metabolização do álcool ocorrer aos poucos.

 

7) Se beber qualquer que seja a quantidade, não dirija carro ou moto nem ande de bicicleta “Em hipótese alguma”, reforça a professora Laura Helena Andrade.  Vá de metrô, ônibus, táxi, ou peça a alguém que não bebeu para guiar. Você protege a sua vida, a das pessoas de quem gosta e a de quem está passando por perto. Afinal, bebida é para ser curtida e não para causar infelicidade, dor, sofrimento.

 

* Esses nomes não os verdadeiros dos entrevistados; por solicitação deles, a repórter trocou-os.

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Gerson (14/08/2008 - 20:28)
Zuzu beeemmmmm Azeennnnnnnha ? booode pbilotar foogão e jurrasqueira bebado ? rsrsrsrss

Isabel (07/08/2008 - 22:16)
Minha opinião é que a lei é excelente e deve ser a mais dura possivel. O bebado não morre sozinho, sempre leva com ele o pai, a mãe, o filho de alguém. Acho uma barbárie o sujeito dirigir alcoolizado. Respeito a vontade particular de cada um de se matar, mas ninguem tem o direito de tirar a vida de outra pessoa que não optou por isso. E diga-se de passagem, ninguém merece aguentar um bêbado...

adilson (07/08/2008 - 19:04)
os comentários da doutora são tarte à la creme, mas ela é bonitona, au moins ça.

Andre (06/08/2008 - 11:50)
O que está salvando vidas não é lei seca, é a fiscalização que agora realmente está ocorrendo, enquanto a mídia está em cima. E outra: multar um cidadão porque este não quiz soprar o bafômetro é de uma incostitucionalidade gritante.

Marco Antônio Leite (05/08/2008 - 17:23)
Caro Azenha agradeço mais uma vez sua conduta de homem probo! abs...

Luiz Carlos Azenha (05/08/2008 - 17:18)
Marco, Aguarde que a Conceição vai entrar em contato contigo. Não publiquei o seu e-mail aqui porque as máquinas capturam os endereços e passam a disparar aquelas mensagens insuportáveis. abs

Luiz Carlos Azenha (05/08/2008 - 13:49)
Fique à vontade. abs

Alexandre Carlos Aguiar (05/08/2008 - 13:43)
Muito boa a informação postulada. Enfim, alguma coisa de lúcido nesse assunto. Alguns beberrões mal informados insistem em dizer que a Lei é muito rigorosa, uma vez que "quem bebe só um copinho" não pode ser considerado alcoolizado, portanto, não poderia ser multado, etc, etc. A informação de caráter científico da Dra. Laura pode acabar com esse mito. Se o jornalista Azenha me permitir, gostaria de copiar o artigo para divulgação aos meus alunos, com os devidos créditos, é claro.

Ivan Moraes (05/08/2008 - 12:33)
Azenha, voce ja viu a lata de 5 litros da Heiniken? Fabulosa. (evite a light, eh horrivel!) So compro dela agora. Dura 4 semanas porque eu nao consigo tomar mais que 3 copos sem miar e nao tomo todo dia, muito menos sozinho. Mas eh segredo, nao conte pra ninguem. Lindissimo artigo, Conceicao!

Maria Izabel L. Silva (05/08/2008 - 12:29)
Ok Luiz Azenha. Muito boa matéria. Adorei! Eu não bebo nada!Parei! Quando penso em ser presa, pagar quase mil reais de multa e ter minha carteira apreendida, perco a vontade. Jamais conseguiria lidar com um aborrecimento desse ...

Marco Antônio Leite (05/08/2008 - 12:18)
Caro escriba Azenha, conforme solicitação, já enviei meu endereço eletrônico para a Dra. Laura, a fim de futuro contato sobre o problema em questão. Reiterando, obrigado pelo interesse dispensado. Abraços fraternos...

fran\cisco.latorre (05/08/2008 - 11:54)
o bode é a canalha publicitária. propaganda de álcool é crime.. apoiar o temporão.. tá na batalha. fim da propaganda de remédios e álcool. fim da propaganda voltada pras crianças. crianças obesas e consumistas. a propaganda é canalha. canalhas.

Maria Lucia de Andrade Pinto (05/08/2008 - 11:48)
Para aqueles que tiverem dúvidas sobre a sua condição de alcóolicos ou não uma excelente medida é procurar uma instituição mundialmente reconhecida como prestando serviços inestimáveis e gratuitos aos portadores desse problema: a Associação dos Alcóolicos Anônimos (AAA). Existem grupos em cada cidade. Como assistente social,acompanho com muita admiração e carinho o trabalho desses grupos há mais de trinta anos e constato a imensa eficácia e utilidade dessa admirável instituição, que merece realmente todo o nosso respeito e apoio. Existe também o ALANON e o ALATEEN, ligados aos A.A.A. respectivamente para apoio aos familiares e amigos adultos de alcóolicos e aos familiares e amigos jovens de alcóolicos que queiram ajuda para compreender como podem se ajudar e ajudar o doente de alcoolismo. É preciso não esquecer nunca que o alcoolismo é uma doença gravíssima, crônica, progressiva e mortal, que se não tratada a tempo conduz inevitavelmente à incapacidade crônica ou à morte. Fora os danos que causa a todos que convivem com o alcóolico e à sociedade em geral. O problema só vem se agravando em todo o mundo. Por isso, mais uma vez parabéns ao Azenha,à Conceição e à Dra. Laura pela oportuníssima matéria.

Luiz Carlos Azenha (05/08/2008 - 11:15)
Marco, a autora do artigo quer falar contigo; vc pode mandar seu endereço eletrônico para viomundoteve arroba msn.com? abs

Cici (05/08/2008 - 10:53)
Uma breve comparação:PORTE DE ARMA DE FOGO - duas penas: 1ª) até 3 anos de detenção, 2ª) multa; DIRIGIR COM O,6g DE ÁLCOOL NO SANGUE - três penas: 1ª) até 3 anos de detenção, 2ª) multa, 3ª) suspensão ou proibição de se obter a permissão para dirigir veículo automotor. Resumindo: a intenção de matar é maior em quem bebe 4 cervejas e dirigi, do que,em quem coloca uma arma na cintura. Se é mais perigoso que arma, não seria melhor proibir a venda de bebidas alcoólicas?

Marco Antônio Leite (05/08/2008 - 08:38)
Caro Azenha agradeço vossa boa vontade e índole solidária, visto que estou sendo monitorado no Instituto Dante Pazzanese na Equipe do Dr. Carlos Eduardo S. Baía. A cada três meses passo pelo Instituto em questão, no qual faço diversos exames a fim de comprovar a minha situação atual, caso o meu MELD PELD esteja muito alto sou visto como potencialmente um paciente para o transplante de fígado. Reiterando, muito obrigado por vossa preocupação com este cidadão que foi vítima de uma negligência de um hospital localizado na região do grande ABC. Abraços fraternos.

Joel Miranda (05/08/2008 - 07:46)
André B O artigo é bom, sua intervenção boa também, entretanto não concordo com sua opinião final: "No mais, tudo que nós não precisamos é de um "estado babá"!!" O estado é responsável por zelar por nossas vidas, além do mais ele gasta dinheiro para atender a saúde, educação etc, oriundo dos nossos impostos, que já altos.

Neo-tupi (05/08/2008 - 02:21)
Excelente matéria. Esse tipo de informação deveria ser obrigatória, vir escrita com destaque nas embalagens. A frase "beba com moderação" leva pessoas resistentes a acreditarem que beberam com moderação após 5 cervejas grandes, ou umas 8 ou mais pequenas. Também é preciso reduzir propagandas que fazem apologia e glamourização de cerveja. São propagandas tão enganosas quanto eram as de cigarro. O Marco Antônio presta um grande serviço à cidadania ao relatar seu depoimento. Falo por mim, mas acredito que todos do blog também desejam êxito e superação nos problemas de saúde dele.

Luiz Carlos Azenha (04/08/2008 - 22:40)
Marco, há algo que eu possa fazer para ajudar? abs

Marco Antônio Leite (04/08/2008 - 22:28)
Caro André, sou portador do vírus da Hepatite "C" em função de uma transfusão de sangue. Porém, o álcool acabou piorando minha situação a ponto de estar no aguardo de um transplante de fígado num renomado hospital de São Paulo - Capital, cujo método para prioridade é através do MELD. Sou sabedor que o vírus dessa hepatite é transmitido por contato e transfusão de sangue de procedência duvidosa, bem como compartilhamento da mesma agulha no uso de drogas injetáveis e uma pequena porcentagem por contato sexual entre outras pequenas situações. Porém, minha situação não me abala em absolutamente nada, apenas procuro alertar os jovens no sentido de evitar o álcool e o fumo como agentes pior adores de tal mal.

Fernando (04/08/2008 - 21:27)
Essa ´´Lei Seca`` é polêmica, mas está salvando muitas vidas.

Andre B (04/08/2008 - 21:24)
Só para informar ao Marco: Hepatite C e cirrose por álcool são coisas diferentes. A primeira é uma doença viral, transmitida principalmente por contato com sangue contaminado. Até um abstêmio pode adquirir. Se não for tratada, leva à cirrose ou ao câncer de fígado. O álcool (assim como o excesso de ingestão de calorias, hoje em dia tão comum quanto e que ocorre até em crianças) pode levar também a hepatite crônica com as mesmas consequências (cirrose e câncer) mas sem vírus. No mais, tudo que nós não precisamos é de um "estado babá"!!

Maria Lucia (04/08/2008 - 20:40)
Parabéns pela matéria que certamente é de grande importância. Dá um bom alerta e convida a refletir sobre o equilíbrio emocional e mental e as bases de uma vida saudável.

Marco Antônio Leite (04/08/2008 - 20:05)
Beber moderadamente ou pesadamente quem paga um preço alto é o fígado. Para adquirir uma hepatite "C" ou uma Cirrose Hepática é apenas uma questão de tempo. Trata-se de doenças que somente com transplante de fígado o beberrão ou o beberrinho pode prolongar essa maluquice chamada vida. Além disso, tem outros riscos perda de lucidez, em conseqüência se estiver dirigindo corre o risco de morrer ou ficar inútil para sempre. Quando jovem abusei das noitadas e hoje estou pagando com juros e correção monetária minha insensatez. Portanto, não existe beber pouco ou muito, o que existe de fato é não beber nunca. Será que é possível?



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