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Em vídeo imperdível, a batalha da PUC; PM ataca estudantes contra o golpe

22 de março de 2016 às 13h07

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Do Democratize, com fotos de Alice V

Estudantes da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) foram brutalmente reprimidos pela PM após se manifestarem contra um ato convocado por movimentos de direita em frente ao prédio da universidade, nesta segunda-feira (21). Episódio relembra tempos sombrios como o da Batalha da Maria Antonia, em 1968.

Com armas apontadas no rosto de jovens estudantes, a Polícia Militar de São Paulo conseguiu levar o caos para as ruas de Perdizes nesta segunda-feira.

Movimentos de direita convocaram um ato a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em frente ao prédio da PUC na capital. Mesma universidade que recebeu, na semana passada, cerca de 2 mil pessoas em ato a favor da legalidade e em defesa da democracia, contra o golpe.

Desta vez, com um carro de som e ativistas pró-impeachment discursando, a manifestação organizada por movimentos de direita conseguiu reunir cerca de 100 pessoas. Alunos da PUC afirmaram em entrevista à equipe do Democratize que muitos dos que estavam protestando a favor do impeachment não eram alunos da universidade. Estudantes do Mackenzie estavam entre a organização.

O clima era tenso. E o objetivo de tais organizações era claro: criar tumulto e situação de conflito.

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Foto disseminada pelo Mídia Ninja mostra que estudantes contra o golpe driblaram os pró-impeachment com a projeção num prédio vizinho à PUC

Foi o que aconteceu.

Não demorou muito para as primeiras discussões entre alunos e manifestantes ocorrerem.

Com a situação cada vez mais caótica, a Polícia Militar foi acionada por manifestantes pró-impeachment. Seguindo seu padrão político e ideológico, a PM fez um cordão “defendendo” os manifestantes contra os alunos da PUC.

Em oposição, ativistas contra o impeachment realizaram um protesto contra o ato da direita, projetando frases “contra o golpe” em um prédio próximo à universidade.

Mas as ameaças continuavam.

Com gritos de “viva a PM” e cantando o hino nacional, os manifestantes pró-impeachment assistiram de camarote a ação truculenta da Polícia Militar contra os estudantes da universidade, após os mesmos gritarem palavras de ordem pedindo o fim da corporação.

Sem motivo algum, começaram as primeiras bombas. Foram sete no total.

Balas de borracha também foram utilizadas contra os estudantes. O Democratize contabilizou dois feridos: um com tiro na perna, e outro com lesão na cabeça. Não houve nenhum detido.

Spray de pimenta também foi utilizado para dispersar os estudantes, que respondiam do prédio jogando garrafas de vidro contra os policiais. Os manifestantes da direita aplaudiam.

Não faz muito tempo, eles foram expulsos da avenida Paulista pela própria Polícia Militar, que utilizou métodos bem mais “amigáveis” com os manifestantes pró-impeachment: jato de água e apenas uma bomba de efeito moral para liberar a avenida, uma das vias mais importantes da cidade, que permaneceu trancada por mais de 40 horas.

A seletividade da PM gritou mais alto nesta segunda-feira.

Mesmo após a dispersão, estudantes da PUC ainda realizaram uma assembleia dentro da universidade, repudiando a ação da Polícia Militar.

O estudante de História Emerson relatou ao Democratize que os alunos da PUC ainda recebiam ameaças dos manifestantes após a repressão policial.

A ordem era ninguém ir embora sozinho da faculdade, temendo a ação dos manifestantes mais radicais da direita.

Esse episódio, que será lembrado como a “Batalha da PUC”, representa um déjà vu indigesto em nossa história.

A Batalha da Maria Antônia, ocorrida em 1968, marcou o ápice da ditadura militar no Brasil. Estudantes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL-USP) entraram em confronto com alunos do Mackenzie, em 3 de outubro daquele ano.

O conflito político-ideológico é síbolo de uma época que volta a assombrar o Brasil com o avanço de ideias de extrema-direita e a possibilidade de um governo democraticamente eleito sofrer uma espécie de “golpe branco”, segundo defensores do governo Dilma afirmam.

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7 Comentários escrever comentário »

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Marinho

22/03/2016 - 21h23

Calma Felipe Luiz, toma teu remedinho.

Responder

Fabiana Bifara

22/03/2016 - 19h17

Isso seu lixo posta anônimo xomo covarde que é analfabeto politico fascista.

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mineiro

22/03/2016 - 17h21

os facistas nao falam que bandido bom é bandido morto , entao vamos dizer tambem que policial bom é polical morto e bem morto. é logico que os salafrarios facistas dos pms vao proteger a turma deles , isso ta mais que na cara. mas nao vai ter golpeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee nao vai ter golpeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee nao vai ter golpeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee e nao adianta os facistas culpir fogo , porque nao vai ter.

Responder

Urbano

22/03/2016 - 16h24

E para fazer o que fazem e da forma como fazem é bom que fiquem atentos, pois o tempo de serem substituídos por robôs está a caminho, e com isso a probabilidade é altíssima de passarem a receber o mesmo que fazem aos outros. Até a incorrigível corregedoria, salvo as exceções, irá se extinguir, pois as explicações plausíveis serão: problema no sistema, o sistema colapsou ou qualquer outra desculpa mais vantajosa.

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Felipe Luiz

22/03/2016 - 13h40

Boa PM.
Porrada nesse bando de patricinha maconheira.

Essa esquerdalha praticamente destruiu a PUC-SP.
Chega.
Acabou.

Responder

    Cesar

    23/03/2016 - 07h58

    Boa PM, detesto esses esquerdistas, mesmo não sabendo o significado do termo, ainda bem que estamos comentando na veja, imaginem que absurdo : protestarem em nome da democracia! . Essa é a gota d’água, Boa PM, não deixem que destruam a PUC, com essa ideologia chamada democracia ou ainda essa outra coisa tipica desses esquerdistas. ….como é o nome mesmo?, lembrei! ,justiça social. Ufa obrigado PM .

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