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Doria restringe passe livre e estudantes iniciam campanha nas ruas

13 de julho de 2017 às 11h35

MENOS DIREITOS

Estudantes protestam contra mudanças do passe livre promovidas por Doria

Entidades denunciam a retirada de um direito conquistado “com muita luta”. Alunos afirmam que nova regra limita o acesso à cidade e prejudica principalmente os estudantes da periferia

por Luciano Velleda, para a RBA publicado 12/07/2017 20h24

São Paulo – Um tucano, símbolo do PSDB, seguido da frase “Tira o bico do meu passe livre”, foi a imagem da manifestação promovida na tarde desta quarta-feira (12) por entidades estudantis contra o prefeito de São Paulo, João Doria.

O ato, em frente à sede do Executivo paulistano, no centro, protestou contra as novas regras do passe livre estudantil, alteradas por Doria no último dia 8.

Agora, a partir de 1º de agosto, os embarques ficarão restritos a dois períodos de duas horas por dia, ao contrário da regra anterior, que permitia ao estudante da rede pública de ensino fundamental, médio e técnico, de comprovada baixa renda, além de beneficiários do Fies e do ProUni, a realização de até oito viagens diárias gratuitas no transporte público.

“As novas medidas adotadas são muito ruins e prejudicam grande parte dos usuários do programa”, afirmou a presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE), Nayara Souza.

Para ela, a restrição do passe livre em duas cotas de duas horas fará com que os estudantes que moram na periferia e precisam “atravessar” a cidade para chegar ao seu local de ensino não consigam utilizar o passe até o final do mês. “Vai faltar cotas para isso.”

Com 22 anos e estudante da Fatec de São José do Rio Preto, Nayara destacou que o sistema educacional vai além da sala de aula.

“O estudante tem atividades extracurriculares para cumprir, estágios não-remunerados obrigatórios para conseguir se formar, e o passe livre deve servir para isso também.”

A presidenta da UEE ainda ressaltou a necessidade dos estudantes terem acesso à cidade, o que inclui frequentar museus, bibliotecas, teatros e cinema. “A gente quer a revogação imediata das novas medidas do passe livre.”

Por ser a primeira manifestação estudantil contra a gestão de João Doria, Nayara Souza disse ser incerta a reação do prefeito, mas afirmou ter “boas expectativas.”

A presidenta da UEE disse ainda que a entidade pretende se reunir com Doria para apresentar os prejuízos que os estudantes sofrerão com a nova regra do passe livre.

Pensamento semelhante tem a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, ao ressaltar não saber como o prefeito vai reagir.

“A gente espera que ele tenha sensibilidade para ouvir as ruas, apesar da postura dele até hoje não ter sido essa”, afirmou, lembrando a recente falta de diálogo de Doria com os grafiteiros da cidade.

Marianna reforçou a ideia de que a diminuição no número de passagens impossibilitará os estudantes que moram mais longe de chegarem à sua escola ou universidade. “Nós queremos ter acesso à cidade. Nossa geração está preparada a dar respostas quando apertam nossos direitos. Gritaremos para que a gente possa ser ouvido. Nossa forma de diálogo também será as ruas”, afirmou.

“Queremos mesmo que o movimento cresça e a população possa somar.”

Leia também:

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4 Comentários escrever comentário »

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RONALD

13/07/2017 - 17h37

Imaginem esse sequioso numa presidência, af !!!!!

Responder

RONALD

13/07/2017 - 17h36

Sinceramente, alguém ainda se surpreende com os atos iníquos deste espantalho de prefeito?
Empresário é bom longe da gestão de Estado. O empresário foi criado, desde menininho, para destruir seus concorrentes – fazer política de terra arrasada. Quando são alçados a gestores públicos, usam a mesma tática e seus concorrentes são o povo, destruindo suas conquistas, seus direitos,…, tudo !!!!

Responder

Bovino

13/07/2017 - 16h24

Tal medida estava prevista no programa de ~gestão~ durante a campanha eleitoral?

Responder

    Vitor Sorenzi

    15/07/2017 - 11h51

    Pergunta licita!!!

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