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As 25 notícias mais censuradas

Atualizado e Publicado em 17 de outubro de 2008 às 00:01

Caracas, 2 de outubro. ABN ─ O genocídio no Iraque, com 1,2 milhões de civis mortos pelas tropas estadunidenses desde que começou a invasão faz cinco anos é o tema que encabeça o ranking anual das 25 notícias mais ocultadas pela grande imprensa dos EEUU e do mundo em 2007/2008, segundo “Censored 2009”, o informe do Projeto Censurado da Universidad Sonoma State da Califórnia que publica todos os anos o editorial Seven Stories de Nova Iorque. As matanças do Iraque se comparam com os piores genocídios do século passado, como Ruanda e Camboja.

Ademais das 25 histórias mais censuradas, o livro contém valiosos trabalhos acadêmicos sobre a situação atual do jornalismo, novas visões do cambiante mapa da grande concentração da propriedade midiática, análises de conteúdo sobre a manipulação da informação que aborda temas como o governo do Hamas em Gaza, a liberdade de expressão nos EEUU e no mundo e a atividade das organizações da sociedade civil que lutam pela democratização dos meios informativos, entre outros temas de interesse para o cidadão comum da nossa sociedade em qualquer país, não só para os especialistas.

O Projeto Censurado, dirigido pelo sociólogo Peter Phillips, pesquisa desde há 33 anos as 25 notícias mais relevantes que nunca foram postas a disposição do público pelos grandes meios de comunicação corporativos que hoje exercem o controle midiático mundial. Ademais das 25 histórias “top”, o Projeto Censurado oferece este ano 14 menções honrosas a outros tantos temas que tampouco mereceram as honras da tinta e do papel ou as telas da televisão.

Phillips informou que no trabalho de investigação e seleção das 25 histórias “top” durante o ano os estudantes, acadêmicos e investigadores que trabalham no projeto analisaram várias centenas de “notícias censuradas” descobertas em meios independentes, sítios web, emissoras do interior, jornais sindicais, publicações estrangeiras, etc. Portanto, o total de notícias censuradas nos EEUU vai muito além das 25 histórias “top” e das 14 menções honrosas anuais. Algumas histórias nomeadas “em concurso” e submetidas a revisão podem ser observadas (em inglês) na página http://www.projectcensored.org/articles/category/stories-under-review/

A América Latina está presente em vários trabalhos. Por exemplo, os jornalistas Laura Carlsen, Stephen Lendman e Constance Fogal investigaram como o espaço econômico do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, que inclui EEUU, México e Canadá e é mais conhecido por NAFTA, sua sigla em inglês, está se convertendo em um espaço militarizado a cargo do Comando Norte estadunidense. Outro trabalho explica como em El Salvador ressurgiu a tristemente célebre Escola das Américas, mas sob outro nome, e no mesmo país se criminalizou o protesto social com uma lei antiterrorista calcada no Patriot Act dos EEUU que castiga a quem participe de manifestações com até 60 anos de prisão.

El Salvador também é o único país latino-americano que tem tropas no Iraque e como aliado fiel dos EEUU está desempenhando um importante rol no ressurgimento do velho militarismo que outra vez ameaça as democracias da região com novos projetos de guerra suja. A nota “Ressurgem as guerras sujas dos EEUU na América Latina?”, escrita por Comunidade em Solidariedade com o Povo de El Salvador, Wes Enzinna e Benjamin Dangl, explica o funcionamento da Academia Internacional de Aplicação do Direito (ILEA, em inglês), que possui outra sede no Peru e ensina a torturar, a matar e demais matérias da Escola das Américas. A nota recorda que por volta de 2005, a ajuda militar dos EEUU para a América Latina aumentou 34 vezes com respeito a 2000 e ressalta que em 2008 foi posta de novo em serviço a IV Frota dos EEUU para atemorizar tanto aos países “descomprometidos” com o império, como Argentina, Brasil, Honduras, Paraguai e outros, e aos abertamente “dissidentes” ou desafiantes, como Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador e outros.

Outra notícia absolutamente desatendida pelos grandes meios continentais e estadunidenses é a possível nova mudança do mapa político da América Latina que pode dar-se em 2009 em favor das idéias progressistas. E o epicentro desta notícia não divulgada também seria El Salvador. Pela primeira vez desde os Acordos de Paz que em 1992 puseram fim à guerra civil de doze anos, a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) tem uma opção razoável de ganhar as eleições nacionais (a eleição parlamentar e municipal ocorrerá em 18 de janeiro de 2009, seguida pela eleição presidencial em 15 de março). Nas últimas pesquisas de 2008, a FMLN ganha comodamente a maioria parlamentar em janeiro e em março elegeria folgadamente a Mauricio Funes, seu candidato à presidência. O grande perdedor será o partido direitista ARENA, que no poder perpetuou as mesmas políticas daninhas que em 1980 conduziram à guerra civil.

Também toca à América Latina a nova legislação migratória para o “trabalhador hóspede”, relação laboral migratória que um senador do Harlem descreveu como “o mais parecido à escravidão”. E surpreende uma investigação que situa a escravidão em seu nível mais alto em toda a história da humanidade, com 27 milhões de escravos que não só habitam no terceiro mundo como também nos países desenvolvidos.

Colômbia continua sendo o país com mais sindicalistas assassinados em todo o mundo, segundo um informe sobre a situação dos direitos laborais em todo o mundo. Outro tema do Projeto Censurado aborda a vacuidade da Declaração Universal dos Direitos Indígenas proclamada em setembro de 2007 pelas Nações Unidas e como três meses depois foi excluída em Bali uma delegação aborígene que foi expressamente convidada a participar do Convênio Base sobre a Mudança do Clima.

Este é um resumo de cada uma das 25 histórias mais censuradas expostas na mesma ordem do Projeto Censurado:

1) A ocupação dos EEUU mata mais de um milhão de iraquianos
(por Michael Schwartz,  Joshua Holland,  Luke Baker,  Maki al-Nazzal e Dahr Jamail)
A tropas estadunidenses mataram 1,2 milhões de civis iraquianos desde que começou a invasão há cinco anos, segundo o grupo britânico de investigação Opinion Research Business (ORB). Estas cifras fazem rivalizar a invasão e ocupação do Iraque com as grandes matanças do século passado, como o terrível balanço de até 900.000 seres humanos que se crê mortos no genocídio de Ruanda em 1994 e está se aproximando dos um milhão e setecentos mil mortos no Camboja sob o Khmer Vermelho, nos anos 70. Cada dia saem à rua até cinco mil patrulhas que invadem 30 lares cada uma buscando presumidos 'insurretos' ou 'terroristas', a fim de interrogá-los, apresá-los ou, simplesmente, matá-los. Estas operações soem deixar um balanço de até 100 mortes por dia e causaram uma crise humanitária que deslocou 5 milhões de iraquianos.

2) EEUU, Canadá e México militarizam o NAFTA
(por Laura Carlsen, Stephen Lendman e Constance Fogal)
O espaço econômico do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, que agrupa EEUU, Canadá e México se está convertendo num espaço militarizado controlado pelo Comando Norte estadunidense, “seguro para os negócios” e imune ao terrorismo, chamado Sociedade da Segurança e da Prosperidade (SPP, em inglês). As corporações transnacionais promotoras desta conjunção de aparência trinacional, mas verdadeiramente “supranacional”, são velhas conhecidas: General Electric, Ford Motors, General Motors, Wal-Mart, Lockheed-Martin, Merck, Chevron e outras mega companhias. A SPP, que aponta para a integração das três nações num só bloco político, econômico e de segurança sob o comando de Washington. A SPP não é uma lei, ou um tratado, nem sequer um acordo. E qualquer dessas coisas requereria a discussão e participação pública do Congresso.

3) O FBI oferece licença para matar
(por Matthew Rothschild)
O governo estadunidense recruta negócios e indivíduos que se integram a InfraGard, uma importante peça na complexa estrutura de um panóptico industrial destinado a acolher à sociedade da vigilância que Washington constrói. Mais de 23.000 pequenos e médios empresários do comércio e da indústria estadunidense trabalham silenciosamente com o FBI e o departamento de Segurança da Pátria (DHS, em inglês) na coleta e abastecimento de informação sobre as amizades dos estadunidenses. Em recompensa, os membros de InfraGard, que é o nome deste grupo de rápido crescimento, têm licença de “atirar para matar” quando usem suas armas e, ademais, recebem advertências secretas sobre ameaças terroristas muito antes que o público e, ocasionalmente, antes que certos funcionários. A União das Liberdades Civis Americanas vê a InfraGard como os olhos e os ouvidos do FBI observando a milhões de clientes individuais.

4) ILEA: Ressurgem as guerras sujas dos EEUU na América Latina?
(por Comunidade em Solidariedade com o Povo de El Salvador, Wes Enzinna e Benjamin Dangl)
A velha Escola das Américas reviveu em El Salvador como Academia Internacional de Aplicação do Direito (ILEA, em inglês), com uma base satélite no Perú e 16,5 milhões de dólares do orçamento federal de 2008 dos EEUU. A ILEA, com imunidade ante prováveis crimes contra a humanidade, treina anualmente em 'técnicas anti-terroristas' a 1.500 oficiais de polícia, juízes, fiscais e outros “funcionários da lei” da América Latina, enquanto o velho militarismo dos EEUU ameaçam de novo a paz e a democracia na região e aumenta a ajuda militar, que em 2005 cresceu 34 vezes com respeito a 2000, ao mesmo tempo que uma visível mudança de estratégia militar descentralizou os treinamentos secretos de militares e policiais latino-americanos que incluem torturas e técnicas de execução, junto com a reativação da IV Frota.

5) Apoderando-se dos bens dos manifestantes contra a guerra
(por Michel Chossudovsky e Matthew Rothschild)
Bush assinou duas ordens executivas que facultam ao departamento do Tesouro apoderar-se dos bens de quem seja percebido como ameaça para as operações no Oriente Médio, inclusive de suas crianças. A primeira, 'Bloqueando as propriedades de pessoas que ameaçam os esforços de estabilização no Iraque', assinada em 17 de julho de 2007, autoriza o departamento da Fazenda, em consulta com o departamento de Estado e o Pentágono, a confiscar bens de cidadãos e organizações dos EEUU que 'direta ou indiretamente' ameacem as operações no Iraque. A segunda, 'Bloqueando a propriedade de pessoas que minam a soberania do Líbano, seus processos e instituições democráticas', de 1 de agosto, é quase idêntica mas mais severa. Sem o direito ao devido processo, a secretaria da Fazenda pode apoderar-se das propriedades de qualquer um que se oponha vagamente à agenda dos EEUU ou arbitrariamente se lhe atribua risco de violência.

6) Derrota da lei contra o “terrorismo doméstico de colheita própria”
(por Jessica Lee, Lindsay Beyerstein e Matt Renner)
Uma boa notícia é que parece haver fracassado outra lei “anti-terrorismo doméstico”, esta vez contra cidadãos de ascendência árabe ou que professem a fé islâmica, setores opostos à globalização e também críticos da versão oficial do desmoronamento das Torres Gêmeas e do Edifício Nº 7 em 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque. A legislação, que também é uma afronta às liberdades estadunidenses de expressão, ao uso livre da Internet, à privacidade e à livre associação, foi aprovada por 404 a 6 – quase por unanimidade – na Casa de Representantes, mas o Senado a deixou de lado, contrariando a seus dois principais promotores bipartidários: a congressista democrata pela Califórnia Jane Harman, chefa do Sub-comitê de Inteligência, Informação Compartilhada e Risco de Terrorismo, e o senador republicano por Connecticut Joseph Lieberman, presidente dos comitês de Segurança da Pátria e de Assuntos Governamentais. Todavia, Lieberman tratou censurar o popular YouTube, do Google.

7) Guest Workers Inc.: fraude e tráfico humano
(por Mary Bauer, Sarah Reynolds, Felicia Mello e Chidanand Rajghatta)
O sistema do “trabalhador convidado” que emigra para trabalhar nos EEUU contratado em seus países de origem resulta o mais parecido à escravidão do século 21, segundo o congressista democrata pelo Harlem Charles Rangel. O programa, que vitimiza os trabalhadores imigrantes mas foi elogiado e recomendado por Bush, é provável que sirva de base para futuras reformas da imigração. Por exemplo, 600 trabalhadores trazidos enganados da Índia e amontoados em trailers de uma companhia de navegação do Mississippi para trabalhar como escravos do século 21 em estaleiros e embarcações, pagaram gastos de viagem, as prometidas “tarjetas verdes” e um suposto visto de residência permanente vendendo suas casas, automóveis e jóias de família, ademais de pedir emprestado, mas nos EEUU se encontraram com um visto de trabalho por 10 meses e condições de vida e trabalho semelhantes à escravidão.

8) As ordens presidenciais podem ser mudadas em segredo

(por Sheldon Whitehouse [Senador dos EEUU] e Marcy Wheeler)
O senador Sheldon Whitehouse, democrata por Rhode Island e membro do Comitê de Inteligência do Senado, informou haver desclassificado três documentos jurídicos do Escritório de Conselhos Legais (OLC, em inglês) do ministério da Justiça que revelam que o Presidente Bush governa com Órdens Executivas secretas que têm preeminência sobre o Congresso, o Poder Judiciário, o ministério da Justiça e todo o sistema jurídico estadunidense. Marcy Wheeler, do The Guardian, de Londres, disse que “as políticas dos EEUU sobre tortura – e as opiniões duvidosas em que se baseiam essas políticas – deveriam ter sido expostas cinco anos antes. Mas por uma certa razão não foi assim. Não temos nenhuma maneira de saber a que nos ater, nesse mundo arbitrário onde o Presidente pode ignorar suss próprias Ordens Executivas”. Parece que Bush governa ao estilo do imperador Calígula.

9) Testemunhos de veteranos do Iraque e do Afeganistão
(por Aaron Glantz, Aimee Allison, Esther Manilla, Chris Hedges, Laila Al-Arian e Soldado de Inverno)
Os veteranos do Iraque e do Afeganistão descreveram o impacto brutal das ocupações nesses dois países na revista The Nation, de julho de 2007, e nas jornadas do Soldado de Inverno (Winter Soldier), de Silver Springs, Maryland, em dois dias de março de 2008, com a participação de Veteranos do Iraque Contra a Guerra e mais de 300 ex-militares estadunidenses. As rádios KPFA e Pacífica difundiram estas audiências ao vivo, com testemunhos dos soldados sobre atrocidades horripilantes presenciadas ou protagonizadas diretamente por eles mesmos, revelando de passagem como um problema estrutural criou um ambiente de anarquia criminosa nas tropas dos EEUU. Especialistas asseguram que as declarações dos veteranos permitiriam investigar violações potenciais do direito internacional de funcionários da administração Bush e do Pentágono.

10) Psicólogos cúmplices de tortura da CIA
(por Mark Benjamin, Katherine Eban e Democracy Now!)
Quando o jornalismo denunciou em 2005 que havia psicólogos trabalhando com militares dos EEUU e da CIA para desenvolver métodos brutais de interrogatório, os líderes da Associação de Psicólogos Americanos (APA) montaram um grupo de trabalho para examinar a questão. Após dois dias de deliberações, concluíram que trabalhando com os militares os psicólogos desempenhavam 'um papel valioso e ético'. Os psicólogos James Elmer Mitchell, pertencente de frente à CIA, e seu colega Bruce Jessen, desenharam o programa de treinamento militar secreto “Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga (SERE)”, que prepara os soldados para suportar o possível cativeiro inimigo. De maneira “quase-científica”, segundo psicólogos e outros conhecedores diretos de suas atividades, Mitchell e Jessen desenharam a reengenharia das táticas aplicadas aos aprendizes do SERE para usá-las contra detidos na guerra global ao terrorismo.

11) El Salvador: Privatização da água e Guerra Global ao Terrorismo
(Jason Wallach, Wes Enzinna, Chris Damon e Jacob Wheeler)
Em El Salvador se criminaliza o protesto social desde que a polícia prendeu 14 líderes e residentes de uma comunidade que em julho de 2007 reclamou contra a privatização do abastecimento e distribuição da água, o aumento do preço e a diminuição do acesso e a qualidade do recurso. Desde outubro de 2006 opera uma lei anti-terrorista que criminaliza protestos como o da água, suscetíveis de longas condenações em presídio, ainda que os salvadorenhos continuam lutando para que a água seja um direito e não um crime, enquanto seu presidente Elías Saca fez do país um aliado fiel dos EEUU na militarização de sua agenda neoliberal para a América Latina. El Salvador continua sendo a única nação latino-americana com tropas no Iraque, foi o primeiro a assinar o CAFTA, em copiar a Lei Patriótica e alberga a controvertida Academia Internacional da Aplicação da Lei (ILEA).

12) Chegados a Bush se aproveitam da educação

(por Mandevilla, de Diatribune e Daily Kos)
Hasta Neil Bush, irmão mais novo do presidente dos EEUU, ordenha a vaca dos fundos públicos estaduais destinados ao sistema escolar estadunidense que diz converter as crianças em cidadãos honestos, laboriosos e competitivos. O segredo é converter-se em provedor SES, Serviço de Educação Suplementar, e vender tais “serviços suplementares” ao sistema escolar do estado, distrito por distrito. O sistema criou uma parafernália de controles que “ajudam” diagnosticando as falhas do sistema escolar e – óbvio!– os estados devem pagar por esse diagnóstico. Um negócio redondo, ainda que o remédio seja pior que a doença e locuplete certos bolsos. Esta obra mestra da estafa escolar é possível porque “o assessor em educação do presidente” e amigo íntimo da família Bush, um tal Sandy Kress, aproveitador sem profissão conhecida, inventou uma instituição chamada Não Deixemos as Crianças para Trás (No Child Left Behind, NCLB), que serve precisamente para fazer o contrário.

13) Pesquisando bilhões de dólares perdidos no Iraque
(por Donald Barlett, James Steele e Matt Taibbi)
É incrível que ademais de crimes e matanças de civis, militares, contratistas de Blackwater, de Halliburton e qualquer um que chegue ao Iraque vindo dos EEUU se tenha dedicado também a roubar. Desde abril de 2003, um mês depois da invasão, e durante mais de um ano, a Reserva Federal dos EEUU enviou 12 bilhões de dólares para “a reconstrução” do Iraque à Autoridade Provisória da Coalizão (leia-se governador Paul Bremer III), mas uns 9 bilhões desapareceram por completo devido a um inexplicável descuido. O jornalista Matt Taibbi, da revista Rolling Stone, escreveu: 'O que a administração Bush criou no Iraque é uma espécie de paraíso do capitalismo pervertido, onde os créditos são extraídos forçadamente do cliente pelo Estado e os obscenos lucros não são repartidos pelo mercado senão que por uma burocracia governamental não controlável'.

14) EEUU é uma grande lixeira nuclear
(por Diane D’Arrigo e Sunny Lewis)
A energia atômica e as fábricas de armas nucleares fazem dos EEUU uma grande lixeira nuclear, sem controle ambiental nem do ministério da Energia (DOE, em inglês). O material radiativo se guarda em aterros, se recicla e se revende para usá-lo em concreto de edifícios, equipamentos, asfalto, produtos químicos, solos, etc., também em recipientes inadequados e sem preparação, negócios comerciais e áreas de recreação. Sob o atual sistema, o DOE fornece diretamente os materiais, os vendem em subpastas ou os entregam em intercâmbios, ou envia os materiais a processadores que podem utilizá-los sem atender a controles radiativos. Cada vez é mais freqüente a reciclagem destes materiais para sua reutilização na produção de artigos domésticos de uso diário e efeitos pessoais, tais como fecho ecler, joguetes, móveis, automóveis, construção de caminhos, escolas e enchimento de pátios.

15) Escravidão mundial
(por David Batstone e E. Benjamin Skinner)
Ainda que os grandes meios só prestam atenção a certas formas de escravidão do comércio sexual, o certo é que hoje no mundo existem 27 milhões de escravos; mais que em qualquer outro momento da história humana. A globalização, a pobreza, a violência e a avareza facilitam o crescimento da escravidão, não só no terceiro mundo, senão que também nos países desenvolvidos. Atrás da fachada de qualquer grande urbe ou cidade importante do planeta, hoje é provável encontrar um comércio próspero em seres humanos. 800.000 pessoas anuais são objeto de tráfico através das fronteiras e até 17.500 novas vítimas atravessam a cada ano para os EEUU, segundo o ministério da Justiça (DOJ). Mais de 30.000 escravos adicionais passam pelos EEUU enquanto são transportados a outros destinos internacionais. Os advogados do DOJ processaram 91 casos de comércio de escravos em cidades de quase todos os 50 estados dos EEUU.

16) Informe anual sobre direitos sindicais

(pela Confederação Sindical Internacional)
A Colômbia continua sendo o país com mais sindicalistas assassinados no mundo, segundo o Informe Anual de Violações de Direitos Sindicais publicado pela Confederação Sindical Internacional (ITUC, em inglês). A edição 2007 do informe que cobre 138 países em 2006, demonstra um aumento alarmante das pessoas assassinadas em  conseqüência de suas atividades sindicais, de 115 registradas em 2005 a 144 em 2006. Seqüestraram ou “desapareceram” a muitos mais sindicalistas ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que milhares foram presos durante o ano por sua participação em ações de greve e protestos, enquanto outros milhares foram despedidos em vingança por ter se organizado.  Também cresceu a quantidade de ativistas sindicais da África, das Américas, da Europa, da Ásia e do Pacífico, vítimas da brutalidade das polícias e assassinados por ser vistos como opositores dos governos favoráveis às corporações.

17) ONU: Vacuidade da Declaração dos Direitos Indígenas

(por Haider Rizvi, Brenda Norrell e Tom Griffiths)
Três meses depois que a ONU aprovara em setembro de 2007 a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, os aborígenes ao redor do mundo protestaram por sua exclusão em Bali do Convênio Base da  sobre Mudança Climática (UNFCCC, em inglê), em que pese a que foram convidados a participar. A Declaração Universal da ONU chamou a reconhecer os direitos à autodeterminação e ao controle sobre as terras e recursos de 370 milhões de indígenas, depois de 22 anos de negociações que envolveram os Estados membros, grupos internacionais da sociedade civil e representantes das comunidades aborígenes do mundo. Somente EEUU, Canadá, Austrália e Nova Zelândia votaram contra, alegando que a autodeterminação e o controle indígena sobre terras e recursos naturais obstaculizariam o desenvolvimento econômico e minaria o 'estabelecimento de normas democráticas'.

18) Crueldade e morte nas prisões juvenis dos EEUU
(por Holbrook Mohr)
Uma horrorosa realidade vivem os jovens dos centros correcionais dos EEUU, onde padecem de abusos sexuais e físicos e inclusive morrem. O departamento de Justiça (DOJ), que carece de poder para fechar instalações, entabulou pleitos contra centros para jovens delinqüentes de onze estados por supervisão abusiva ou negligência daninha, entendendo que um julgamento pode conduzir os estados a melhorar seus centros de detenção, muitas vezes operados por contratistas privados, e a proteger assim os direitos civis da juventude encarcerada. A carência de supervisão e os padrões aceitos sobre abusos tornam difícil saber quantos jovens foram assaltados ou vítimas de negligência. A Associated Press estabeleceu que houve 13.000 demandas por abusos em centros juvenis através do país entre 2004 e 2007, quase um terço do total de detentos, que eram de cerca de 46.000 em 2007, quando se fez a indagação.

19) Criadores indígenas e pequenos granjeiros lutam contra a extinção do gado
(pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento e o Intercâmbio Sustentável e por Representantes de pastores, povos indígenas e pequenos camponeses)
O modelo industrial de produção de gado causa a destruição mundial da diversidade animal. Pelo menos uma cria de gado indígena morre a cada mês como resultado do excesso de confiança nas castas seletas importadas dos Estados Unidos e da Europa, segundo o estudo 'O estado dos recursos genéticos do mundo animal' da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).  Desde que em 1999 começou a investigação para o informe, se identificaram duas mil castas locais em risco. Organizações e ONG de 26 países estimam que este sistema industrial de criação e produção de gado ameaça o desenvolvimento sustentável e a  segurança alimentar global. Sem embargo, o Plano de Ação Global da mesma FAO eludiu esta realidade.

20) Novo recorde em prisões por maconha

(por Bruce Mirken e Paul Armentano)
A cada ano aumentam nos EEUU as prisões por posse de maconha. Pelo quarto ano consecutivo, as detenções marcaram um recorde, segundo o Informe do Crime Uniforme do FBI para 2006. As apreensões somaram 829.627, com um aumento de 43.000 pessoas com respeito aos 786.545 detidos de 2005. A taxa atual de apreensões significa que a cada 38 segundos resulta detido um fumador de maconha que se incorpora a uma população cativa que corresponde a quase 44% de todas as detenções por droga nos Estados Unidos. Na última década, mais de 8 milhões de estadunidenses foram presos sob acusações relacionadas com a maconha, enquanto declinam as detenções por cocaína e heroína, segundo Allen St. Pierre, diretor executivo da Organização Nacional pela Reforma das Leis sobre a Maconha (NORML, em inglês). O número de presos aumentou mais de 5,4% em 2006 com respeito a 2005.

21) OTAN planeja “o primeiro golpe nuclear”
(por Ian Traynor, The Guardian)
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) considera viável um primeiro golpe nuclear a ser utilizado em qualquer lugar do mundo em que possa surgir uma ameaça. Os detalhes de implementação da idéia aparecem numa espécie de manual para um golpe de estado planetário de 150 páginas, concebido pelas mentes de ex-chefes das forças armadas dos EEUU, da Grã Bretanha, da Alemanha, da França e dos Países Baixos.
Os ex-chefes militares advertem sobre as seguintes ameaças dominantes:
- Fanatismo político e fundamentalismo religioso
- O 'lado escuro' da globalização significa terrorismo internacional, crime organizado e disseminação de armas de destruição total
- Mudança climática e insegurança energética exigem uma competição pelos recursos e uma potencial migração 'ambiental' a escala total
- O debilitamento do estado-nação, assim como de organizações tais como a ONU, a OTAN e a UE.

22) CARE rechaça ajuda alimentar dos EEUU
(por Ellen Massey e Revolution Cooperative)
Como no refrão “Melhor que não me ajude compadre!”, CARE, a maior e mais conhecida organização de caridade dos EEUU, concluiu que a forma como o país do norte encara a ajuda alimentar em vez de combater estruturalmente a fome no mundo, a solidifica e eterniza, porque o principal interesse de sua “ajuda” é converter em dinheiro efetivo os excedentes agrícolas estadunidenses que foram produzidos por una agricultura já subsidiada pelos contribuintes e que, de passagem, distorce o mercado alimentar mundial. A CARE anunciou em agosto de 2007 que recusava receber 45 milhões de dólares ao ano em ajuda alimentar do governo dos Estados Unidos por estimar que as condições impostas para sua distribuição não aliviam a fome. Os EEUU destinam 2 bilhões de dólares anuais de assistência alimentar para populações que sofrem fome crônica, mas exigem que as colheitas sejam compradas nos EEUU.

23) O público consome remédios que não necessita
(por Shreema Mehta)
A publicidade enganosa das companhias farmacêuticas fabrica necessidades, ocultando seguidamente do público os efeitos secundários de certos medicamentos. As companhias dos EEUU devem submeter sua publicidade à Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sua sigla em inglês), mas a agência não a revisa antes que se torne pública. Um informe do Escritório de Responsabilidade do Governo (GAO, em inglês) de novembro de 2006 encontrou que só se revisa uma pequena porção de bulas e nem sempre com os mesmos critérios. Alegando falta de fundos para um controle eficaz, a FDA pediu que uma reforma da Lei de Honorários na Prescrição de Drogas ao Usuário (PDUFA, em inglês) endosse à indústria farmacêutica o pagamento dos gastos de revisão que deveria efetuar a agência antes que os anúncios se tornem públicos. Ainda que equivale a por os ratões a vigiar o queijo, já é uma realidade desde que Bush renovou a PDUFA.

24) Japão duvida da versão oficial do 11/9 e não quer mais guerra
(por Benjamín Fulford)
O parlamentar Yukihisa Fujita desafiou a validez da guerra ao terrorismo dos EEUU e pediu que o Japão se retire do Afeganistão durante uma sessão da Câmara Alta que em janeiro de 2008 debateu a renovação da lei antiterrorista que faculta o apoio logístico japonês às tropas da coalizão. A transmissão do debate permitiu que os japoneses conhecessem pela primeira vez um questionamento frontal da versão oficial da tragédia de Nova Iorque de 2001. O jornalista Benjamin Fulford disse que o parlamentar do Japão, que é um país aliado dos EEUU, mostrou através da TV nacional evidência de grande alcance de que o governo dos EEUU assassinou a 3.000 de seus próprios cidadãos, assim como a 24 pessoas do Japão e a gente de muitas outras nações. Mas Fulford não pode levar Fujita a uma roda de imprensa no Clube dos Correspondentes Estrangeiros do Japão porque seus próprios colegas estadunidenses não o permitiram.

25) Por que destruíram o governador de NY Eliot Spitzer?

(por F. William Engdahl)
Quando uma proeminente figura pública resulta destruída de uma maneira tão espetacular como a exposição ao escárnio público do ex-governador democrata do estado de Nova Iorque, o jornalista F. Guillermo Engdall recomenda perguntar-se quem se beneficia e por que quereria eliminar essa pessoa, sobretudo porque um vulgar encontro com uma prostituta de luxo pouco tem a ver com os padrões morais da administração Bush com respeito aos altos servidores públicos. Eliot Spitzer foi o alvo provável de uma operação da Casa Branca e de Wall Street para silenciar um crítico perigoso e loquaz da condução da chamada “crise subprime” do mercado financeiro. Spitzer culpou de frente à administração Bush de favorecer os prestamistas rapazes ante o Subcomitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, em entrevistas pela NBC TV e num editorial do Washington Post que apareceu no dia anterior ao escândalo.


Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
TCP.CELSOPROLO@GMAIL.COM (04/12/2008 - 11:52)
NEM TANTO A DEUS...NEM TANTO AO DIABO...PREFIRO O CHEVE BUSCH DO QUE CHEVE SADAM...???MAS..NUNCA DESISTA LEIE TUDO PRINCIPALMENTE MAQUIAVEL...

Renato (21/10/2008 - 08:52)
Olha a fonte usada AGÊNCIA BOLIVIANA DE NOTÍCIAS, o do País do mesmo presidente que quer tirar as terras do povo dos estados governados pela oposição e repassar para os povos das montanhas.

Estranho Azenha, por que você não publica as 25 notícias mais censuradas em Cuba, Venezuela, China, Coréia do Norte e Angola?

Eu acredito nessas notícias. Aceitar a primeira explicação de um incidente como verdadeiro é querer ser vítima de golpe.


Sérgio (20/10/2008 - 20:55)
Correção do meu comentário anterior: Psicólogos e CIA

Na frase ''...Aí a ppalavra psicologia passa a ser digitada em letras maiúsculas...'', troquei a palavra minúscula por maiúscula, o que quis dizer é que encolhem a Psicologia, passando a ser psicologia com P minúsculo. Também esclareço o uso da frase em que digo ''...seres intitulados psicólogos...'' não me refiro a todos os psicólogos, mas sim aos que usam a Psicologia para fins que não sejam de crescimento e ajuda dos seres humanos.

Obrigado pela atenção

Fernanda Thees (20/10/2008 - 14:39)
PARA Qirino M. da S. - há sim como ler a notícia referente a questão 24 estendida. Trata-se da transcrição integral das audiências realizadas pela Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Alta Câmara japonesa por ocasião dos debates sobre a nova lei antiterrorista e o comprometimento japonês ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão. Eu li em: http://resistir.info/11set/parlamento_japao_jan08_p.html Mas o Original encontra-se em http://www.voltairenet.org/article154482.html

Luiz Carlos (18/10/2008 - 23:15)
Pessoal, é isto aí!
Cada vez mais admiro a internet, mesmo com seus Echelons, lei patriota,(idiota, mas que mata,prende e tortura).
Quando poderíamos ter acesso a estas notícias se não fosse a Net? Por isto temos que preservá-la contra os abutres que querem controlá-la.
Você pergunta, internauta Leider Lincoln, o que deve achar o JOhn Bastos destas notícias censuradas que acabamos de ler, já lhe digo.
Precisaria de mais QI, para poder entender este Capitalismo e "esta grande nação, berço da democracia".
Um abraço,
Luiz Carlos

Sérgio (18/10/2008 - 21:39)
Psicólogos cúmplices de tortura da CIA

Como estudante de psicologia e admirador da Psicologia Social latina americana, fico chocado com a conduta de psicólogos que deturpam totalmente a função nobre da Psicologia com P maiúsculo.Transformam a Psicologia em arma de governos ao invés de usarem a Psicologia para promover mudanças sociais, para ajudar a entender e propor superações frente a alienação, a dominação e a violência das classes mais poderosas. O caráter questionador da Psicologia é sepultado em nome da institucionalização desses seres intitulados de psicólogos.Aí a ppalavra psicologia passa a ser digitada em letras maiúsculas, porque é isso o que esses sujeitos fazem com ela, a tornam pequena, coisa que não é.Fico aborrecido. chateado com essas coisas. Lamentável... Lamentável mesmo

Digó (18/10/2008 - 18:39)
É verdade companheiro, vida muito longa a INTERNET, foi a melhor invenção nos termos de telecomunicações já produzida no mundo. A verdadeira democracia está lado a lado com a Internet.

Lucas Cardoso (18/10/2008 - 13:39)
Muito interessante. Só conhecia treze dessas. Isso só prova o que pra muita gente é óbvio: os EUA não são exemplo pra ninguém.

Fora isso, o país mais rico do mundo tem a maior taxa de pobreza do mundo desenvolvido, gasta mais que todos os outros países somados em armamentos e reserva menos de 1% de seu PIB para ajuda externa (sendo que mais de 50% dessa ajuda externa vai só pra Israel, defensora dos interesses estadunidenses no Oriente Médio).

Percebe-se que a melhoria das condições sociais e culturais de um povo não está atrelada diretamente à melhoria das condições econômicas. Pena que aqueles que lutam por justiça nos EUA enfrentam tantas, se não mais, dificuldades que aqueles que lutam por justiça no Brasil.

bentoxvi-o santo (18/10/2008 - 09:52)
AZENHA.VIDA LONGA A INTERNET LIVRE...ONDE IRÍAMOS SABER DESSAS NOTICIAS???AS COISAS PODEM ESTAR REALMENTE MUDANDO NESSE MUNDO...VIVA A VERDADEIRA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO!!!!

Antônio Carlos (18/10/2008 - 09:26)
Muitas destas notícias são velhas conhecidas. Principalmente, a questão das chamadas torres gêmeas. Está circulando na internet um documento com vários recortes de jornais onde vários jornalistas questioneam e chegam a s declaraç~eso e datas sobre o episódio colocando a culpa na CIA. O interessante é que checando os pronunciamentos das autoridads (presidente do EEUU, cgefe da CIA e outras mais) a correlação bate certinho. O texto eu recebi pelo Grupo Cidadania Brasil com o seginte tema: 11 de setembro uam no versão.

Leider Lincoln (18/10/2008 - 08:39)
Nada disso me surpreende, ainda que me enoje. Duas questões: conseguirá Obama retomar a democracia aos EUA e segundo, qual é a opinião do john Bastos sobre isso tudo?

Medo invade a Vila Juazeiro (18/10/2008 - 06:42)

A notícia de que a água distribuída na Vila de Juazeiro, zona rural de Maniaçu, município que fica a 50 km de Caetité e a 757 km de Salvador, estaria contaminada com urânio levou medo à região, abastecida por um poço artesiano onde uma das coletas foi feita.

Temendo contrair câncer e outras doenças associadas ao contato com o minério, extraído na província uranífera Lagoa Real/Caetité pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), parte dos 300 moradores da Vila Juazeiro começa a abandonar suas casas e procurar novas moradias. Outros que permanecem aumentam o consumo de água mineral, produto que começa a ficar escasso nos distribuidores - a grande maioria continua utilizando a água distribuída nas torneiras ou no chafariz.

O medo é sentimento coletivo em jovens e adultos. Eles reclamam da falta de transparência das autoridades e protestam contra o que consideram omissão da INB, estatal que administra as jazidas de urânio, material radioativo transformado em combustível das duas usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ).

"Não recebemos até agora nenhuma assistência, sequer um carro-pipa para abastecer os tanques. A gente, se quiser água mais ou menos boa, tem que buscar a 18 quilômetros daqui", disse o lavrador Joaquim Moura Sousa, conduzindo um carro de bois pelo estradão.

POSTO FECHADO - Em Maniaçu, distrito vizinho ao local da coleta, o único posto de saúde, que agrega o Programa Saúde da Família (PSF) esteve fechado nesta sexta-feira, 17. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve na localidade pela manhã, mas a atividade desenvolvida consistiu apenas na inspeção da única farmácia.

A equipe de A TARDE esteve na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Caetité, mas não localizou o secretário, Cláudio Ladeia. Os funcionários não informaram sobre seu paradeiro.

Já na sede do Ministério Público Estadual (MPE), a equipe foi informada que o promotor Jailson Trindade, titular da 2ª Promotoria, estava em reunião com os demais promotores da região em Guanambi.


P (17/10/2008 - 20:30)
Quem tem cabeça para além de apoiar o chapéu sabe dessas notícias, pois lê a midia dita alternativa, daqui e de lá.
Porém, o PIG é globalizado e onipresente. É necessário um pouco de esforço para recusar a doutrinação PIGUESCA, parta de onde partir.

Salvador Ferreira (17/10/2008 - 20:15)
Confesso Azenha; não consegui estomago para ler todas as 25. Um pouco envergonhado de mim mesmo, prefiro usar a tática do avestruz. Sei, é um tanto covardia mas, meu ser não aceita isso. Que fazer?. Fico tão indignado que estou torcendo para que a "professia" do Bin Laden funcione: "... os EEUU serão derrotados pela economia..."

Athos Rache (17/10/2008 - 17:50)
Cade o John bastos pra chamar oa articulista de comuna?

Roberto Rosário (17/10/2008 - 16:01)
O ítem 3 é muito sugestivo. Será que alguém aí ainda vê diferenças entre Gestapo, KGB, NKVD, todas as polícias "secretas" do antigo bloco socialista europeu, o antigo SNI e o holywoodiano FBI? 1984 nunca esteve tão perto.

Marcos (17/10/2008 - 14:26)
Estranho, não tem nenhuma noticia das mais censuradas que não sejam anti- EUA ou pró esquerda? Será que nada é censurado pela esquerda? Vc podia comentar que o sociólogo que dirige o projeto defende, entre outras idiotices da esquerda festiva, que os massacres na guerra do Kosovo não ocorreram - que Slobodan Milosevic era um anjo - e que, mais bizarro ainda, o ataque as torres gemeas foi arquitetado ple CIA!!!!

Vera Silva (17/10/2008 - 11:25)
Depois de ler este artigo, juntei com a privatização da censura no Brasil e o resultado foi terrível.
Precisamos ativar em todos os estados a discussão sobre a democratização dos meios de comunicação. Não nas academias, mas na sociedade.
Os partidos de esquerda e os sindicatos precisam ajudar a sociedade a organizar a discussão. Blogs como o seu poderiam ajudar a chamar para as reuniões.
Ou nos tornaremos a democradura americana: o capital controla o estado com o auxílio das empresas de comunicação.
Mandei um e-mail ao meu conselho profissional com relação à notícia nº 10.

Mateus (17/10/2008 - 10:39)
Um filme (velho acredito eu) otimo que mostra uma das faces do capitalismo aqui no brasil se chama "ilha das flores" quem tiver a curiosidade tem no youtube.

Luiz Paulo - Vitoria (17/10/2008 - 10:17)
Interessante e poderiamos aprofundar, mas a fonte tem interesses contrários à política americana, como acreditar em imparcialidade? Honestamente, todas as informações são plausíveis, mas precisariamos de alguma organização independente publicando esses dados para que se tornem críveis. Se não, vai ser mais um round da guerra de informação que travam esses oponentes e nós ficamos no meio torcendo para um e acreditando em nenhum.

Eric Blair (17/10/2008 - 09:54)
Infragard = juventude hitlerista?

A história se repete como farsa -- Napoleão Bonaparte

Rivaldo (17/10/2008 - 09:47)
Azenha, Sugiro que você contextualize as notícias e informe a data ou ano. Algumas trazem o ano, mas outras não. ´Hámuitos nomes e nem sempre somos capazes de identificar todos ou os períodos anos em que ocuparam seus cargos.

Marco Antônio Leite (17/10/2008 - 09:10)
Essas notícias são censuradas nos país de origem desses fatos. Aqui neste quintal da bagunça generalizada, não existem notícias censuradas, o que existe é que elas nunca são levadas ao conhecimento do grande público. Para citar algumas: crianças que aos milhares morrem de inanição, quantidade de presos assassinados dentro dos presídios, moradores de ruas que são brutalmente mortos por esse Brasil afora, centenas de inocentes que são mortos pela truculenta polícia brasileira entre outras notícias que não interessam a elite que manda e desmanda neste país.

Patrick (17/10/2008 - 08:08)
Azenha, no item 12 ficou um pequeno ato falho da tradução do espanhol para o português. O correto seria: "Até Neil Bush" ao invés de "Hasta Neil Bush".

Tursi (17/10/2008 - 07:56)
26) Os salários dos servidores públicos estaduais estão congelados há 13 anos e Serra paga os piores salários do Brasil.

Marcelo Conti (17/10/2008 - 07:40)
É por essas e outras que o apelido "Estragos Unidos" é tristemente perfeito... Eita hospício que é esse IV Reich!!!

Roberto Locatelli (17/10/2008 - 07:10)
A democracia que temos hoje em alguns países, como os EUA, é relativa. Muito relativa. Nessa hora acabamos concordando com as teses marxistas de que somente através da participação direta da sociedade, através de organizações de bairros, de fábricas e de categorias, conquistaremos democracia verdadeira.

Como diria Qirino M. da S. (17/10/2008 - 01:03)
Gostaria de ler/assistir a muitos desses temas. Há como? (ou, como diria o velho bebado da minha infancia, Qirino Medeiros da Silva: tem jeito?)
Inté
Murilo



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