Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
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AMBIENTALISTA DIZ QUE COM ESSE SISTEMA ECONÔMICO O MUNDO ESTÁ A CAMINHO DO ABISMO

Atualizado em 29 de abril de 2008 às 20:37 | Publicado em 29 de abril de 2008 às 13:22

WASHINGTON - Podem acrescentar o "ismo" que vocês quiserem. Na Venezuela dizem que é o socialismo do século 21. No Paraguai há tons de "cristianismo comunitário". Idéias díspares que pipocam aqui e ali, a busca de uma saída, a constatação de que do jeito que está não dá. É óbvio que reproduzir o sistema econômico existente - em que a "liberdade individual" foi promovida com o objetivo de tornar uma criança de seis anos uma consumidora integral - não tem futuro. Nem o sistema, nem a criança. Aliás, no Brasil o cãozinho de estimação é um consumidor voraz e mesmo que ele não peça o dono às vezes gasta mais com ele do que com a "criadagem".

É só extrapolar o que vivemos hoje nas grandes cidades brasileiras para o mundo como um todo. É só pensar no "direito" de cada chinês e indiano a ter um automóvel cada. É só casar esse objetivo com a escassez de energia. É só constatar do que é capaz o capitalismo desvairado: o Reino Unido exporta 20 toneladas de água engarrafada por ano para a Austrália e importa outras 20 toneladas. Fonte: New York Times. Quanto custa em termos de energia essa viagem maluca da água "comoditizada", como diz a Amyra?

Gus Speth, um ambientalista americano que é professor de Yale e criou dois grupos importantes de defesa do meio ambiente - o Natural Resources Defense Council e o World Resources Institute - escreveu o livro "The Bridge at the Edge of the World" em que basicamente diz que não tem jeito.

Ele escreve: "Metade das florestas tropicais e temperadas sumiram. Cerca de metade das wetlands também. Estima-se que 90% dos peixes predadores grandes sumiram. Vinte por cento dos corais também. As espécies estão desaparecendo em um ritmo mil vezes mais rápido que o normal. Químicos tóxicos persistentes podem ser encontrados às dúzias em cada um de nós."

Não li o livro, ainda. As resenhas dizem que ele propõe uma "mudança transformadora do próprio sistema." Speth afirma que o pragmatismo e o incrementalismo dos ecologistas não leva a lugar algum. Talvez ele tenha visto uma edição recente da National Geographic. Na capa, o perigo do aquecimento solar. Na contracapa, um anúncio do gigante SUV da Chevrolet que foi escolhido "carro verde do ano", uma banheira que queima 1 litro de gasolina a cada cinco quilômetros na cidade mas, se o dono achar uma bomba, pode ser abastecido com o álcool de milho.

O triste é notar que no Brasil, da extrema-direita à extrema-esquerda, com raríssimas exceções, essas idéias não fazem parte do discurso político. Não são articuladas. O desenvolvimentismo com dinheiro do BNDES é o que temos de mais avançado. É nossa idéia de "progresso". Progresso rumo a quê?

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
barreto (30/05/2008 - 12:43)
Que a nossa sociedade "importou" o hábito americano de viver não restam dúvidas. Consumimos muito, muito mais do que precisamos e não resta dúvida que a exaustão dos recursos naturais irá nos levar ao caos. Não sabemos quando isto acontecerá, se daqui a 100 ou 200 anos, não importa, se não mudarmos nossa relação com o meio ambiente seremos vítimas de nossa própria torpeza.

Jonne Vidal (30/04/2008 - 14:44)
Como diz o texto sem apresentar nenhum ISMO como resposta ao problema ambiental/vital que nossa sociedade criou e está alimentando a pão de ló, é necessario lembrar o que diz o barbudo Marx em seus manuscritos. Naquela época ainda não estava em evidência o aquecimento global ou a degradação do meio ambiente pelo homem (longe disso,nós só iriamos criar esses problemas num futuro bem distante, em "míseros" 200 anos) sendo assim é fácil entender agora, onde esse sistema genocida irá nos levar se continuarmos viajando a bordo da nossa espaço nave terra sob o comando dos tubarões do capital. Para Marx as relações sociais e tudo que deriva disso está diretamente ligada a forma como homem organiza o seu meio de produção e as forças produtivas, ora, se nosso sistema capitalista está levando o planeta em que vivemos a destruição, logo não há salvação pra o meio ambiente dentro desse sistema.

Gérson (30/04/2008 - 12:56)
Eu também discordo da Waléria. É claro que com este modelo atual, fica difícil atender a todos. Lá atrás, num outro comentário falei sobre Anarquismo Ecológico e Vegetariano, aquilo não era ironia ou piadinha. A maneira como ocupamos e exploramos as terras agricultáveis está equivocado. Esta informação abaixo está nos jornais de ontém: " Dados da Conab mostram que o país tem hoje 276 milhões de hectares de terras cultiváveis. Desses, 72% estão ocupados por pastagens, 16,9% por grãos e 2,8% por cana-de-açúcar, o que demonstra o potencial de crescimento da atividade sobre áreas de pastagem". Para concluir,já vi estudos que mostram: A quantidade de proteina que se produz por hectare na criação de gado, é muito inferior do que, se nesse mesmo hectare fosse produzido outros tipos de alimentos para consumo humano. Acho que alguns hábitos alimentares devem também ser revistos.Tem mais boi do que gente neste país. (200 milhões de cabeças), que também se alimentam de ração normalmente de soja, cultivada no que resta de terra.

Fernando (30/04/2008 - 11:59)
Petistas malthusianos? E eu pensava que já tinha visto de tudo!

Ailton Filho (30/04/2008 - 11:28)
Alguns já vislumbraram e falaram sobre isso, consegui fazer alguns links: Rousseau, filósofo suíço do século XVII, chama Paris de "a cidade desvairada" é um dos primeiros a observar como a sociedade consegue corromper o homem, escreveu entre outros "O Contrato Social". William Blake (escritor, pintor, poeta...) inglês do século XVII, rompe com o pensamento católico que coloca Deus no céu e separa o homem da natureza. Foi chamado de louco. Henry Thoreau, americano do séc XVIII, escreveu "A Desobediência Civil" e "Walden", onde relata a experiência que viveu nos bosques por dois anos. Provou ser mais que possível uma vida simples. Inspirou Ghandi. No nosso tempo, temos cientistas (que observam em posição muito mais confortável a sociedade do que seus precursores, levo em conta somente a quantidade de informação disponível e o modo de verificá-las), cito Fritjof Capra, físico austríaco, escreveu "O Ponto de Mutação, onde ele compara o sistema cartesiano (reducionista, mecânico) e a nova mentalidade holista (sistêmica), que não separa o organismo, mas sim, o enxerga como um todo. Uma obra prima que indico a quem acha necessário uma nova visão.

Renato (30/04/2008 - 11:24)
Waleria segundo James Lovelock em entrevista à revista Rolling Stone de dezembro de 2007, o próprio planeta vai tratar de dimiuir o número de seres humanos, catástrofes irão fazer com que desapareçam mais de 6 bilhões de seres humanos é muito interessante a teoria dele assustadora mais realista.

Hudson Lacerda (30/04/2008 - 11:05)
Concordo com waleria: tem que haver controle demográfico. Os recursos naturais são limitados, e deveriam ser bem utilizados, de forma racional e igualitária. O capitalismo cria escassez artificialmente, em caso de abundância, para manter a desigualdade, mas a destruição desenfreada do meio-ambiente está conduzindo a escassez real, para todos. Se os recursos forem suficientes para todos, há alternativa socialista para extinguir a escassez artificial. Mas não haverá alternativa socialista se a escassez for generalizada.

Jorge (30/04/2008 - 10:51)
Waleria, explique-me isto: Os EUA tem, aproximadamente, 5 % da população mundial, mas consomem 25% de todos os recursos do planeta. Para ajudar, supomos que toda a população mundial fosse reduzida a 1 bilhão de habitantes (aproximadamente 1/5 da verificada atualmente), mas continuasse no, ou perseguindo, o padrão de crescimento e consumo dos EUA.

renato de campos (30/04/2008 - 10:49)
Tinha acabado de ler um texto, e sua pergunta final, Azenha, talvez tenha sido respondida, irônica e anacrônicamente, em um passagem. Cito: "A pressa por 'desenvolver-se', ademais, faz-me pensar em um desenfreada carreira para chegar mais cedo que os outros ao inferno" Octavio Paz, em Invenção, Subdesenvolvimento, Modernidade

Leonardo (30/04/2008 - 10:32)
Rumo ao nada!

waleria (30/04/2008 - 09:05)
Tudo muito bonito. Mas ninguém fala do cerne da questão. O planeta é limitado, os recirsos são limitados. A população humana TEM QUE PARAR DE CRESCER. Em primeiro lugar. E depois tem que DIMINUIR e se estabilizar em não mais de 5 a 6 bilhões de humanos. Caso contrário... NADA vai evitar a catástrofe. Não vai bastar propor mudança de hábitos de consumo - pois o ser humano precisa consumir para existir. Não existe saída sem LIMITAÇÃO RADICAL DO AUMENTO DA POPULAÇÃO MUNDIAL.

Daniel Florencio (30/04/2008 - 08:44)
Basicamente nao tem "planeta" suficiente pra todo mundo. Se China, Brasil e India acham que vao "desenvolver" e ter os mesmos habitos de consumo que Europa e EUA, estao muito enganados. Europa e EUA ja estao tendo que rever seus modelos. China, Brasil e India deveriam, tambem, rever seus modelos de desenvolvimento, e mesmo, redefinir o conceito do que ser "desenvolvido" significa.

Juliana (30/04/2008 - 06:53)
Fico com o Gerson." ANARQUISMO ECOLÓGICO ESPIRITUALISTA HUMANISTA VEGETARIANO" é a unica soluçao!

Nilson de Vix (30/04/2008 - 00:17)
A grande tragédia atual é que TODOS, todos no mundo querem ser "americanos" em seu imbecilizante way of life. Eles, enquanto isso, para continuarem a ser os mesmos, até SIMULAM uma preocupação ambiental que NUNCA tiveram. Gore?, o que foi eleito e não levou, descobriu um nicho político fácil, seduzindo até os ingênuos verdes... No frigir dos ovos, primeiro eles: o resto, não interessa!

Fábio Venâncio (29/04/2008 - 22:10)
Se o ser humano não mudar o seu comportamento é ele quem vai ser extinto primeiro .O homem hoje precisa aprender a respeitar a si mesmo , o próximo e a natureza , caso contrario ele caminha para o seu próprio exterminio .Os estadunidenses nunca estiveram preocupados com o bem do planete , essa mudança de pensamento acontece devido ao fato que talvez o programa espacial deles não consiga encontrar um planeta que possa ser habitado por eles antes que o planeta Terra seja deteriorado .A proposito Azenha , esse livro é feito de papel reciclado ?Se não for é melhor nem perder tempo lendo.

Gérson (29/04/2008 - 20:33)
"Um objeto, mesmo que não tenha sido adquirido por meio de roubo, deve ser no entanto considerado furtado se o possuímos sem dele precisarmos" " "Olho por olho e o mundo inteiro estará cego". "Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo". "Acreditar em algo e não o viver é desonesto". " Os erros não se tornam verdadeiros por se difundir e multiplicar facilmente. Da mesma forma, a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver." Frases de Mahatma Gandhi ( A Grande Alma) É importante refletirmos sempre nessas frases ditas por Gandhi. No fundo no fundo, falta AMOR neste mundo.

Gérson (29/04/2008 - 20:19)
"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível". Mahatma Gandhi

Gérson (29/04/2008 - 20:17)
"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome". "Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas, não há o suficiente para a cobiça humana" Mahatma Gandhi

Gérson (29/04/2008 - 20:10)
Sugiro um "ANARQUISMO ECOLÓGICO ESPIRITUALISTA HUMANISTA VEGETARIANO". Será que dá pé ??

Ricardo Medeiros - Formiga - MG (29/04/2008 - 19:35)
Essa é a questão no Brasil ! Somente a organização popular poderá mudar nosso futuro. Junto com amigos fundamos uma Associação, agora OSCIP ( organização da sociedade civil de interesse publico ). Lutamos por um mundo melhor aqui no centro-oeste de MG. Abraço a todos. Uma terceira via é possível !

Conceição Oliveira (29/04/2008 - 19:33)
Descobriram agora os conceitos de marca ecológica e consumo consciente? Já tem contas expressivas e didáticas sobre o tema, se a população da terra tivesse o nível de consumo de recursos energéticos que os estadunidenses médios têm, precisaríamos de 10 planetas.

Ricardo Júnior (29/04/2008 - 19:30)
Só finalizando, perceba até onde chega a falta de bom senso das pessoas. Os paulistanos preferem se locomover sozinhos em seus carros e levar de 3 a 4 vezes o tempo necessário para percorrer um determinado percurso, visto o volume de carros nas ruas; já se cada carro levasse entre 3 e 4 pessoas, o volume de automóveis nas ruas seria bem menor e gastaria-se menos tempo para efetuar o trajeto. Levar quase 1h e 30 minutos para percorrer cerca de 25 km, ou mais de 2hs para percorrer uns 40 km chega a ser burrice. Enquanto isso, o poder público em vez de investir em transporte coletivo de qualidade, ou em campanhas que estimulem a carona, cria o rodízio e passa a faturar alto com ele. Citei São Paulo só para exemplificar, aqui em Salvador o trânsito já está indo pelo mesmo caminho (salvo o rodízio, que ainda não chegou por aqui).

Ludi (29/04/2008 - 19:14)
Estava assistindo a DW-TV outro dia, o programa Quadriga/Cuadriga, este aqui: http://www.dw-world.de/dw/episode/0,2144,3053546,00.html (no final da página tem o link para vídeo), e a Maritta Tkalec citou um dado interessante: Para cada 1 kg de carne, são necessários 8kg de grãos para a razão animal. Não precisa ir muito fundo no consumo. Se todos os chineses passarem a comer carne todos os dias, algo que os americanos já fazem, imagine a quantidade de solo que será requerida para atender toda essa demanda. Pra nossa sorte, a maioria dos indianos são vegetarianos...

Luiz Carlos Azenha (29/04/2008 - 19:02)
Ricardo, erro meu. Cinco quilômetros por litro. Vou corrigir. Obrigado. Desculpas aos leitores.

Ricardo Júnior (29/04/2008 - 18:15)
(continuando)...do jeito que as coisas vão, a tendência é piorar. Os fatos se tornarem banais e nós nos tornarmos como animais. Por mais dificuldade que uma família enfrentasse, uma criança não deveria ir parar nas ruas pedindo esmola, isso já foi comum, hoje não é mais, tornou-se normal. E o quê falar dos nossos semelhantes que se alimentam de lixo nas ruas ? Ninguém se importa, fingem que não vê. Se o Brasil fosse um país pobre, até que essas situações seriam compreensíveis, mas é um país rico e ninguém procura distribuir melhor suas riquezas. Lula deu o primeiro passo, entretanto ainda é muito pouco frente a grave situação que se encontram essas pessoas. O Brasil tem jeito ? O mundo tem jeito ? Eu acredito que tem ! Já se me perguntassem: Alguém vai dar jeito no Brasil ou no mundo ? Eu responderia, acho muito difícil. Todos os problemas do Brasil e do mundo podem ser resolvidos, a dificuldade é encontrar alguém que os encare, ou que não procure obter vantagens pessoais no quadro, e esse segundo é o que mais se encontra, basta dar uma olhada no cenário político nacional e mundial, sendo assim, no final todos pagam o pato.

Alberto Silva (29/04/2008 - 18:02)
Sugiro a leitura das obras de Joan Martínez Alier, versando sobre economia ecológica. ab

Ricardo Júnior (29/04/2008 - 17:59)
Azenha, será que não são 5 quilômetros por litro de combustível ? Isso já não é pouco, mas se for 5 litros por quilômetro, realmente esse carro parece um tanque de guerra. Dizem que as pessoas se unem depois que uma grande tragégia acontece, ou frente à uma tragédia iminente. Realmente boa parte das pessoas perderam os valores fundamentais: honestidade, respeito, generosidade, dentre tantos outros. Hoje você é avaliado pelo que tem, e não por quem é; as pessoas procuram viver de aparência. Como você citou, alguém prefere comprar uma roupa ou um brinquedo caro para o seu mascote, do que colocar uma janela no quarto da empregada doméstica, e o pior é que eles acham isso normal. As pessoas saem para beber, depois entram em seus carros e voltam para casa sabe Deus como, não se importam com suas vidas, nem com a vida dos passageiros, muito menos com a vida dos que estão ao redor do carro. Nos bairros periféricos, as crianças e os jovens não encontram qualquer tipo de lazer, em muitos lugares faltam professores nas escolas, quando o jovem procura emprego, exige-se experiência. Se ninguém dá oportunidade do 1º emprego, como alguém vai adquirir experiência ? Qual será o futuro dessa turma ? Quando eles entrarem para o mundo do crime, os hipócritas vão se espantar ? Em uma sociedade desestruturada, exitem pessoas que ainda se espantam quando um pai é acusado de ter jogado a filha do apartamento, eu não me espantei. Não sou insensível, pelo contrário, mas do jeito que as coisas vão,

Gilmar Arruda (29/04/2008 - 17:42)
Prezado Azenha, gostaria de ressaltar pouca coisa. De fato, parece, não haver saída no modelo atual de sociedade consumidora feroz e ensandecida. No entanto, quero apenas ressalvar que a idéia de desenvolvimento como crescimento econômico não é excluisividade do Brasil, nem é também um "ranço" do atraso da sociedade brasileira. Da forma colocada por voce fica parecendo que os brasileiros sofrem de um doença do atraso em copiar modelos quando em outros lugare eles já deixaram de fazer sentido. Voce poderia indicar onde no atual mundo a idéia de "desenvolvimento como crescimento econômico" deixou de fazer sentido e comandar a maioria das pessoas ( incluindo governos, ongs, etc)? Não querendo parecer pedante, vale a pena dar uma lida em um pequeno artigo de um Professor da USP, Jósé Eli Veiga, chamado "O desafio do século XXI" que foi publicado na revista eletrônica da SPBC, Ciência e Cultura. O nosso pessimismo é do tamanho do otimismo gerado pelo consumo no mundo contemporâneo

Renato (29/04/2008 - 17:06)
O Azenha tem um montão de neguinho que leu o texto e agora é o LULA pra cá o LULA pra lá, viu se liga não vem não o lance é mais embaixo o que o cara diz é que há de se ter uma mudança de paradigma, do tipo defendido pelos holísticos, que não é de hoje, fale isto para o Fritjof Capra, para o Jim Lovelock, dirão fazem quarenta anos ou mais que estamos dizendo isso, que porra, vocês nunca ouviram vão ouvir agora, ou elejer mais quantos presidentes forem necessários para chegar ao fim do mundo.

Ricardo Souza (29/04/2008 - 16:50)
Azenha, tenho pensado bastante nos últimos dias sobre os acontecimentos recentes deste "mundo globalizado" e cada vez mais me dou conta de que dificilmente o ser humano conseguirá inverter o rumo que as "coisas" estão tomando...aproveito o espaço para divulgar um documentário que assisti aqui mesmo pela internet, chamado "Zeitgeist-the movie". Já assistiu? Ele apresenta uma forma nova de ver a religião e a política estabelecida (tem um pouco de teoria da conspiração tbm). EU RECOMENDO! Para assistir, acesse o endereço: http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906

Everaldo (29/04/2008 - 16:22)
Maria Izabel, Concordo inteiramente contigo! Não se trata de fechar os olhos para o que está acontecendo mas qualquer deslocamento causa impacto. E é tolice acharmos que temos a medida para tal impacto. O Etanol brasileiro agora é o proximo vilão(atenta quanto ao fornecimento de alimentoss.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (29/04/2008 - 15:42)
"Aliás, no Brasil o cãozinho de estimação é um consumidor voraz e mesmo que ele não peça o dono às vezes gasta mais com ele do que com a "criadagem"." Azenha, existe uma pesquisa que eu vi um tempo atrás que mostra exatamente isto. Não lembro onde eu a li mas acho que era sobre "a quantidade de propagandas existentes e quais grupos elas se destinam ou público alvo" Em primeiro lugar era as destinadas as mulheres, em segundo as crianças, em terceiro aos animais de estimação (cachorros e gatos principalmente) e em quarto lugar aos homens. Vocês já viram a quantidade de propagandas de perfumes, cosméticos, sapatos/roupas feminino(a)s, bolsas, lingerie, etc...? E quantas de brinquedos e biscoitos para crianças então. Ou de rações de animais... Abraços []'s

romério rômulo (29/04/2008 - 15:24)
azenha:o "modelão" continua a exigir desenvolvimento econômico.só que agora rotulado de sustentável.mas imagine um candidato a presidente dizendo isto.não se elege nem que o diabo berre.o problema é o "modelão". capitalismo é isto! romério

Fernando (29/04/2008 - 15:07)
Pra quem não sabe o Lula disse para seus companheiros ano passado:´´Se eu pudesse acabaria com o Ibama``.

Fernando (29/04/2008 - 15:03)
O PAC só agrava esse tipo de situação.

O Chris Almeida - BH (29/04/2008 - 14:58)
Não posso fazer nada a não ser assinar embaixo e repassar para todos os que eu puder. GRATO!

Maria Izabel L. Silva (29/04/2008 - 14:32)
A Terra gira em torno do Sol há pouco mais de 4 BIlhões de anos. A espécie humana habita este planeta há pouco mais de 1 MIlhão de anos. Somente há 500 anos foi iniciada a exploração dos recursos naturais em larga escala.Mais comida, mais matérias primas, produção de mercadorias em larga escala ...Durante 99,9% do tempo da Terra, o planeta e a vida existiram sem a presença de seres humanos. Isso evitou mudanças climáticas? Não.Evitou extinções em massa das mais belas espécies? Não.Evitou ciclos de aquecimento e congelamento? Não.Não e não. O Planeta muda independente da nossa presença.Os cientistas climatologistas afirmam que desde o século XVIII a Terra vem se aquecendo lentamente. E não é por causa dos gases estufa.É o ciclo de aquecimento e congelamento que acontece há milhares de anos. Não se sabe bem por que. A revolução industrial pode acelerar a processo, mas ele ocorrerá inexoravelmente. Que os homens vivam com conforto e que haja comida para todos. Que se preservem as florestas, bichos, cachoeiras, rios peixes e mares. Muito mais pelo valor estético e para o deleite da humanidade (o que não é pouco) do que por qualquer outra coisa.O planeta e a vida sobreviverão, como acontece há milhares de eras.A humanidade passará,como passaram tantas outras espécies espetaculares ... Relaxe. Visite o Coliseu em Roma, pois ele pode cair a qualquer momento. Não resistirá ao próximo terremoto que sacudir a cidade ...

José Eduardo R. de Camargo (29/04/2008 - 14:26)
Discussão mais do que oportuna, Azenha! Existem estudos indicando que daqui a aproximadamente 20 ou 30 anos todas as áreas tropicais do globo serão inabitáveis. Ou seja, países como o Brasil DEIXARÃO DE EXISTIR! Áreas de floresta tropical serão imensos desertos, maiores e mais letais do que o inóspito Saara de hoje. Alarmismo? O problema é que quando alguém sai a afirmar tais coisas, sempre aparecem pessoas, e de todas as colorações ideológicas como você bem lembrou, para desqualificá-las. Louco, insano, catastrofista, daí pra baixo! Parece que quem faz uma crítica radical do desenvolvimentismo incorre em um tipo de heresia. E esse tipo de cegueira será fatal num futuro próximo! É sustentável que 300 milhões de estadunidenses consumam per capita 20 a 30 vezes mais do que um habitante de país pobre? É concebível 1 bilhão de chineses e 800 milhões de indianos andando de automóvel? Não dá! Seriam necessários pelo menos três planetas Terra para acompanhar esse ritmo de consumo. Um abraço!

Marco Aurelio(MSM) (29/04/2008 - 14:15)
Eu também concordo,Azenha.Com esse consumismo completamente maluco,precisamos de três planetas Terra para manter esse padrão.Contudo,algumas coisas que a mídia coloca precisam ser mais discutidas.Veja esse blog que encontrei: http://mitos-climaticos.blogspot.com/

Georgheton Melo Nogueira (29/04/2008 - 13:56)
Azenha, Eu tenho dificuldade em aceitar as saídas que são apresentadas atualmente. Não porque eu seja pessimista, mas apenas porque não vejo qualquer possibilidade de acomodação à lógica expansionista do capital. Não existe capitalismo "manso". A lógica expansionista é inerente ao sistema. Ele acumula para expandir. Se este processo trava, o capitalismo desaba, entra em crise. De tempos em tempos muda o padrão de acumulação, mas por exigência do próprio capital. Agora, por exemplo, parece que atravessamos uma. É verdade que muitos capitais são dilacerados e o processo de acumulação continua, mas sobre uma base material cada vez mais desgastada. O capital pode até retomar seu crescimento, melhorar a economia, mas a natureza não retorna a um ponto anterior. O socialismo "real" também teve a mesma lógica, só que numa forma muito específica, onde o Estado extraía trabalho excedente. Mas o pior de tudo não é isso. Enfrentar a necessidade de superar esta ordem sóciometabólica é tarefa histórica que o tempo cobra. O pior é conviver com a sentença de encerramento da história, a sentença de que a ordem sob os desígnios do capital é atemporal, a-histórica, cabendo a nós nela integrar, como se não houvesse qualquer outra saída. Aquilo a que Mészáros chama de "legado hegeliano". Um sistema que guia loucamente, em escala crescente, produção de mercadorias não apoiada nas reais necessidades humanas, está fadado a levar a humanidade à beira do abismo.



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