barreto (30/05/2008 - 12:43)
Que a nossa sociedade "importou" o hábito americano de viver não restam dúvidas. Consumimos muito, muito mais do que precisamos e não resta dúvida que a exaustão dos recursos naturais irá nos levar ao caos. Não sabemos quando isto acontecerá, se daqui a 100 ou 200 anos, não importa, se não mudarmos nossa relação com o meio ambiente seremos vítimas de nossa própria torpeza.
Gérson (30/04/2008 - 12:56)
Eu também discordo da Waléria. É claro que com este modelo atual, fica difícil atender a todos. Lá atrás, num outro comentário falei sobre Anarquismo Ecológico e Vegetariano, aquilo não era ironia ou piadinha. A maneira como ocupamos e exploramos as terras agricultáveis está equivocado.
Esta informação abaixo está nos jornais de ontém:
" Dados da Conab mostram que o país tem hoje 276 milhões de hectares de terras cultiváveis. Desses, 72% estão ocupados por pastagens, 16,9% por grãos e 2,8% por cana-de-açúcar, o que demonstra o potencial de crescimento da atividade sobre áreas de pastagem".
Para concluir,já vi estudos que mostram: A quantidade de proteina que se produz por hectare na criação de gado, é muito inferior do que, se nesse mesmo hectare fosse produzido outros tipos de alimentos para consumo humano.
Acho que alguns hábitos alimentares devem também ser revistos.Tem mais boi do que gente neste país. (200 milhões de cabeças), que também se alimentam de ração normalmente de soja, cultivada no que resta de terra.
Ailton Filho (30/04/2008 - 11:28)
Alguns já vislumbraram e falaram sobre isso, consegui fazer alguns links: Rousseau, filósofo suíço do século XVII, chama Paris de "a cidade desvairada" é um dos primeiros a observar como a sociedade consegue corromper o homem, escreveu entre outros "O Contrato Social". William Blake (escritor, pintor, poeta...) inglês do século XVII, rompe com o pensamento católico que coloca Deus no céu e separa o homem da natureza. Foi chamado de louco. Henry Thoreau, americano do séc XVIII, escreveu "A Desobediência Civil" e "Walden", onde relata a experiência que viveu nos bosques por dois anos. Provou ser mais que possível uma vida simples. Inspirou Ghandi. No nosso tempo, temos cientistas (que observam em posição muito mais confortável a sociedade do que seus precursores, levo em conta somente a quantidade de informação disponível e o modo de verificá-las), cito Fritjof Capra, físico austríaco, escreveu "O Ponto de Mutação, onde ele compara o sistema cartesiano (reducionista, mecânico) e a nova mentalidade holista (sistêmica), que não separa o organismo, mas sim, o enxerga como um todo. Uma obra prima que indico a quem acha necessário uma nova visão.
Hudson Lacerda (30/04/2008 - 11:05)
Concordo com waleria: tem que haver controle demográfico. Os recursos naturais são limitados, e deveriam ser bem utilizados, de forma racional e igualitária. O capitalismo cria escassez artificialmente, em caso de abundância, para manter a desigualdade, mas a destruição desenfreada do meio-ambiente está conduzindo a escassez real, para todos. Se os recursos forem suficientes para todos, há alternativa socialista para extinguir a escassez artificial. Mas não haverá alternativa socialista se a escassez for generalizada.
renato de campos (30/04/2008 - 10:49)
Tinha acabado de ler um texto, e sua pergunta final, Azenha, talvez tenha sido respondida, irônica e anacrônicamente, em um passagem. Cito: "A pressa por 'desenvolver-se', ademais, faz-me pensar em um desenfreada carreira para chegar mais cedo que os outros ao inferno" Octavio Paz, em Invenção, Subdesenvolvimento, Modernidade
waleria (30/04/2008 - 09:05)
Tudo muito bonito. Mas ninguém fala do cerne da questão. O planeta é limitado, os recirsos são limitados. A população humana TEM QUE PARAR DE CRESCER. Em primeiro lugar. E depois tem que DIMINUIR e se estabilizar em não mais de 5 a 6 bilhões de humanos. Caso contrário... NADA vai evitar a catástrofe. Não vai bastar propor mudança de hábitos de consumo - pois o ser humano precisa consumir para existir. Não existe saída sem LIMITAÇÃO RADICAL DO AUMENTO DA POPULAÇÃO MUNDIAL.
Juliana (30/04/2008 - 06:53)
Fico com o Gerson." ANARQUISMO ECOLÓGICO ESPIRITUALISTA HUMANISTA VEGETARIANO" é a unica soluçao!
Fábio Venâncio (29/04/2008 - 22:10)
Se o ser humano não mudar o seu comportamento é ele quem vai ser extinto primeiro .O homem hoje precisa aprender a respeitar a si mesmo , o próximo e a natureza , caso contrario ele caminha para o seu próprio exterminio .Os estadunidenses nunca estiveram preocupados com o bem do planete , essa mudança de pensamento acontece devido ao fato que talvez o programa espacial deles não consiga encontrar um planeta que possa ser habitado por eles antes que o planeta Terra seja deteriorado .A proposito Azenha , esse livro é feito de papel reciclado ?Se não for é melhor nem perder tempo lendo.
Gérson (29/04/2008 - 20:19)
"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível".
Mahatma Gandhi
Gérson (29/04/2008 - 20:10)
Sugiro um "ANARQUISMO ECOLÓGICO ESPIRITUALISTA HUMANISTA VEGETARIANO".
Será que dá pé ??
Conceição Oliveira (29/04/2008 - 19:33)
Descobriram agora os conceitos de marca ecológica e consumo consciente?
Já tem contas expressivas e didáticas sobre o tema, se a população da terra tivesse o nível de consumo de recursos energéticos que os estadunidenses médios têm, precisaríamos de 10 planetas.
Ludi (29/04/2008 - 19:14)
Estava assistindo a DW-TV outro dia, o programa Quadriga/Cuadriga, este aqui: http://www.dw-world.de/dw/episode/0,2144,3053546,00.html (no final da página tem o link para vídeo), e a Maritta Tkalec citou um dado interessante: Para cada 1 kg de carne, são necessários 8kg de grãos para a razão animal.
Não precisa ir muito fundo no consumo. Se todos os chineses passarem a comer carne todos os dias, algo que os americanos já fazem, imagine a quantidade de solo que será requerida para atender toda essa demanda.
Pra nossa sorte, a maioria dos indianos são vegetarianos...
Ricardo Júnior (29/04/2008 - 18:15)
(continuando)...do jeito que as coisas vão, a tendência é piorar. Os fatos se tornarem banais e nós nos tornarmos como animais. Por mais dificuldade que uma família enfrentasse, uma criança não deveria ir parar nas ruas pedindo esmola, isso já foi comum, hoje não é mais, tornou-se normal. E o quê falar dos nossos semelhantes que se alimentam de lixo nas ruas ? Ninguém se importa, fingem que não vê. Se o Brasil fosse um país pobre, até que essas situações seriam compreensíveis, mas é um país rico e ninguém procura distribuir melhor suas riquezas. Lula deu o primeiro passo, entretanto ainda é muito pouco frente a grave situação que se encontram essas pessoas.
O Brasil tem jeito ? O mundo tem jeito ? Eu acredito que tem ! Já se me perguntassem: Alguém vai dar jeito no Brasil ou no mundo ?
Eu responderia, acho muito difícil.
Todos os problemas do Brasil e do mundo podem ser resolvidos, a dificuldade é encontrar alguém que os encare, ou que não procure obter vantagens pessoais no quadro, e esse segundo é o que mais se encontra, basta dar uma olhada no cenário político nacional e mundial, sendo assim, no final todos pagam o pato.
Ricardo Júnior (29/04/2008 - 17:59)
Azenha, será que não são 5 quilômetros por litro de combustível ? Isso já não é pouco, mas se for 5 litros por quilômetro, realmente esse carro parece um tanque de guerra.
Dizem que as pessoas se unem depois que uma grande tragégia acontece, ou frente à uma tragédia iminente. Realmente boa parte das pessoas perderam os valores fundamentais: honestidade, respeito, generosidade, dentre tantos outros.
Hoje você é avaliado pelo que tem, e não por quem é; as pessoas procuram viver de aparência. Como você citou, alguém prefere comprar uma roupa ou um brinquedo caro para o seu mascote, do que colocar uma janela no quarto da empregada doméstica, e o pior é que eles acham isso normal. As pessoas saem para beber, depois entram em seus carros e voltam para casa sabe Deus como, não se importam com suas vidas, nem com a vida dos passageiros, muito menos com a vida dos que estão ao redor do carro.
Nos bairros periféricos, as crianças e os jovens não encontram qualquer tipo de lazer, em muitos lugares faltam professores nas escolas, quando o jovem procura emprego, exige-se experiência. Se ninguém dá oportunidade do 1º emprego, como alguém vai adquirir experiência ? Qual será o futuro dessa turma ? Quando eles entrarem para o mundo do crime, os hipócritas vão se espantar ? Em uma sociedade desestruturada, exitem pessoas que ainda se espantam quando um pai é acusado de ter jogado a filha do apartamento, eu não me espantei. Não sou insensível, pelo contrário, mas do jeito que as coisas vão,
Renato (29/04/2008 - 17:06)
O Azenha tem um montão de neguinho que leu o texto e agora é o LULA pra cá o LULA pra lá, viu se liga não vem não o lance é mais embaixo o que o cara diz é que há de se ter uma mudança de paradigma, do tipo defendido pelos holísticos, que não é de hoje, fale isto para o Fritjof Capra, para o Jim Lovelock, dirão fazem quarenta anos ou mais que estamos dizendo isso, que porra, vocês nunca ouviram vão ouvir agora, ou elejer mais quantos presidentes forem necessários para chegar ao fim do mundo.
Everaldo (29/04/2008 - 16:22)
Maria Izabel, Concordo inteiramente contigo! Não se trata de fechar os olhos para o que está acontecendo mas qualquer deslocamento causa impacto. E é tolice acharmos que temos a medida para tal impacto. O Etanol brasileiro agora é o proximo vilão(atenta quanto ao fornecimento de alimentoss.
romério rômulo (29/04/2008 - 15:24)
azenha:o "modelão" continua a exigir desenvolvimento econômico.só que agora rotulado de sustentável.mas imagine um candidato a presidente dizendo isto.não se elege nem que o diabo berre.o problema é o "modelão".
capitalismo é isto! romério
Fernando (29/04/2008 - 15:03)
O PAC só agrava esse tipo de situação.
Maria Izabel L. Silva (29/04/2008 - 14:32)
A Terra gira em torno do Sol há pouco mais de 4 BIlhões de anos. A espécie humana habita este planeta há pouco mais de 1 MIlhão de anos. Somente há 500 anos foi iniciada a exploração dos recursos naturais em larga escala.Mais comida, mais matérias primas, produção de mercadorias em larga escala ...Durante 99,9% do tempo da Terra, o planeta e a vida existiram sem a presença de seres humanos. Isso evitou mudanças climáticas? Não.Evitou extinções em massa das mais belas espécies? Não.Evitou ciclos de aquecimento e congelamento? Não.Não e não. O Planeta muda independente da nossa presença.Os cientistas climatologistas afirmam que desde o século XVIII a Terra vem se aquecendo lentamente. E não é por causa dos gases estufa.É o ciclo de aquecimento e congelamento que acontece há milhares de anos. Não se sabe bem por que. A revolução industrial pode acelerar a processo, mas ele ocorrerá inexoravelmente. Que os homens vivam com conforto e que haja comida para todos. Que se preservem as florestas, bichos, cachoeiras, rios peixes e mares. Muito mais pelo valor estético e para o deleite da humanidade (o que não é pouco) do que por qualquer outra coisa.O planeta e a vida sobreviverão, como acontece há milhares de eras.A humanidade passará,como passaram tantas outras espécies espetaculares ... Relaxe. Visite o Coliseu em Roma, pois ele pode cair a qualquer momento. Não resistirá ao próximo terremoto que sacudir a cidade ...
Marco Aurelio(MSM) (29/04/2008 - 14:15)
Eu também concordo,Azenha.Com esse consumismo completamente maluco,precisamos de três planetas Terra para manter esse padrão.Contudo,algumas coisas que a mídia coloca precisam ser mais discutidas.Veja esse blog que encontrei: http://mitos-climaticos.blogspot.com/
Como diz o texto sem apresentar nenhum ISMO como resposta ao problema ambiental/vital que nossa sociedade criou e está alimentando a pão de ló, é necessario lembrar o que diz o barbudo Marx em seus manuscritos. Naquela época ainda não estava em evidência o aquecimento global ou a degradação do meio ambiente pelo homem (longe disso,nós só iriamos criar esses problemas num futuro bem distante, em "míseros" 200 anos) sendo assim é fácil entender agora, onde esse sistema genocida irá nos levar se continuarmos viajando a bordo da nossa espaço nave terra sob o comando dos tubarões do capital. Para Marx as relações sociais e tudo que deriva disso está diretamente ligada a forma como homem organiza o seu meio de produção e as forças produtivas, ora, se nosso sistema capitalista está levando o planeta em que vivemos a destruição, logo não há salvação pra o meio ambiente dentro desse sistema.