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A GLOBO EM DEFESA DA ELITE BRANCA DE OLHOS AZUIS

Atualizado em 17 de dezembro de 2008 às 18:10 | Publicado em 17 de dezembro de 2008 às 16:36

A Rede Globo, no Jornal Nacional, criticou o projeto que regulamenta cotas para alunos do ensino público, bem como para negros e indígenas: os Deficientes Cívicos. O jornalista dizia que não foi feita uma ampla discussão envolvendo a sociedade e que o imediatismo era eleitoreiro e irresponsável. Como um desastrado partidário da dialética, o Jornal Nacional ouviu duas pessoas: uma antropóloga, contrária ao sistema de cotas, e um deputado do PSB do Espírito Santo - que apareceu pela primeira vez em cadeia nacional -, também contrário às cotas. Qual debate? Ora, eu pergunto, se a Globo realmente tem interesse num debate amplo envolvendo a sociedade, acadêmicos e políticos, por que ela nunca promoveu uma discussão? Por que ela nunca patrocinou um debate no horário do besteirol Big Brother?
 
O fato é que o senhor Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, é contrário às cotas, e sempre que pode externa isso em suas colunas, sempre com comparações de senso comum e exemplos pessoais inadequados. Veja a metodologia de discussão sobre cotas engendrada pelas Organizações Globo, sob o comando do senhor Ali Kamel: a antropóloga da USP entrevistada ontem disse que o sistema de cotas iria instituir a raça no Brasil, seja lá o que essa afirmação estapafúrdia queira significar, ela também disse que isso é obra de um governo às vésperas de uma eleição. Minha senhora, o sistema de cotas não é uma iniciativa deste governo, é resultado de uma intensa discussão entre a academia, movimentos sociais, movimentos negros etc. Aqui em Brasília a discussão foi encabeçada pelo antropólogo José Jorge (UnB), que deveria ter sido entrevistado pela Globo, porque está envolvido na discussão desde o seu início.

Por que a Globo decidiu pela antropóloga contrária às cotas? Por que ninguém tem coragem de dizer que as universidades federais brasileiras sempre operaram num sistema de cotas para brancos endinheirados? Por que ninguém tem coragem de dizer que a metodologia dos vestibulares visa beneficiar os alunos de escolas particulares?
 
A universidade surgiu no Brasil para servir à elite, que não queria mais mandar os seus filhos para Coimbra ou Londres! A USP, segundo o antropólogo Claude Levi Strauss, foi feita pelos barões de São Paulo para atender aos seus filhos; ali as aulas eram ministradas por sumidades européias em italiano e francês. Sempre se privilegiou a Europa no ensino de história, filosofia, literatura e artes em geral nas universidades brasileiras, como se não existissem correlatos na América Latina (cheia de Prêmios Nobels em literatura), na África ou na Ásia. Não é à toa que não se fala na contribuição árabe para a constituição do que é hoje o mundo ocidental!
 
A universidade é monotemática, não representa a diversidade brasileira, não traz as minorias para discussão e não enriquece o seu discurso com contribuições originais. É sempre mais do mesmo!
 
Por isso, os cursos de Nutrição têm disciplinas obrigatórias voltadas a emagrecer os ricos, e não têm disciplinas obrigatórias voltadas a engordar os pobres, como dizem; as faculdades de Agronomia têm disciplinas obrigatórias voltadas ao latifúndio e às monoculturas, nada em relação à agricultura familiar e de subsistência; há cursos de Publicidade nas Universidades Federais - o que é um acinte e um contra senso -, a quem irão servir esses senhores depois de formados?; os cursos de Literatura não falam em Literatura Africana, Latino Americana ou Oriental, somente se fala em franceses e ingleses; as Faculdades de Filosofia não falam dos continentes colocados como periféricos, só falam em gregos e troianos; os homens civilizados, que viviam em cidades enormes e com edificações maravilhosas na América Central, com cidades mais populosas que qualquer outra na Europa, ainda são descritos pejorativamente como índios.
 
Mas, como definir quem é negro, perguntam os racistas incautos. Eu sugiro uma metodologia muito simples: coloque na banca examinadora um PM, uma gerente de loja de um Shopping Center, um empregador que exige boa aparência, um diretor de televisão, uma mãe cafetina procurando um bom partido pra filha etc. Não faltam agentes sociais versados em identificar negros e discriminá-los. A hipocrisia é que cega a sociedade!
 
Por que não se fala na Lei do Boi, que garantia vagas nas universidades aos filhos de pecuaristas? Por que ainda acham que o vestibular, no modelo em que é feito, é a melhor maneira de escolher cidadãos críticos e inteligentes para pensar a sociedade?
 
Por que os vestibulares não são elaborados de acordo com o conteúdo programático das escolas públicas? É interessante para o país que as escolas particulares tenham se convertido em laboratórios onde se treinam jovens para passar no vestibular?
 
O modelo atual de vestibulares nos faz crer, e sobretudo àqueles que falam no mérito de se tirar uma nota cada vez mais alta para passar no vestibular, que garotos que passaram em primeiro lugar em Medicina ou Direito são futuros intelectuais, gênios prontos a servir à sociedade com soluções inovadoras e inteligentes. É como se a juventude formada em Direito e Medicina, pelas universidades federais, fossem a elite intelectual da nossa geração, profissionais de ponta na função que exercem. Por que o cara que consegue decorar a tabela periódica e as fórmulas de química, física e matemática; e decore datas, nomes de livros, vida de autores, perfil dos grandes vultos (tudo dentro da perspectiva monotemática e eurocêntrica de nossas academias), são os que têm o mérito de entrar para a academia e propor soluções inteligentes para o país, que faça um país cada vez melhor? Por que o cara que tem vocação pra ser Assistente Social, Educador, Filósofo, Historiador etc. tem que decorar a Tabela Periódica? Porque se não decorar as fórmulas de química e física, embora nunca vá utilizá-las, o cidadão não pode entrar na universidade!!! A maior parte do conteúdo estudado para o vestibular é decorado para uma finalidade, desvanecendo depois de cumprido o objetivo. Você que estudou numa federal há mais de dez anos, volte lá e faça vestibular para o mesmo curso que você passou, sem ter que entrar num cursinho para lembrar aquelas coisas todas que meteram na sua cabeça e você nunca mais ouviu falar. Porque as leis da física são as mesmas, Napoleão não fez nada de novo, a tabela periódica tem a mesma configuração, as regras gramaticais continuam inalteradas etc. O que mede o vestibular? O que é mensurado ali?

As cotas vão diminuir o nível das universidades? Qual nível? De que universidades? Que pesquisas comprovam isso? Recentemente a UFBA (Universidade Federal da Bahia) fez uma pesquisa e constatou, por meio de números, que não há diferença de rendimento entre alunos cotistas e não cotistas; os números revelam inclusive que no quesito freqüência, os alunos cotistas estão em vantagem, são mais assíduos. Não é problemático que numa pesquisa feita por um professor da USP, com base no cadastro de alunos que ingressaram nesta universidade em 2003, demonstrou que uma única rua da região abastada dos Jardins, colocou mais alunos na USP do que 80 bairros pobres da periferia da cidade! Cotas? É um velado sistema de cotas? Qual é a metodologia? Qual a finalidade?
 
Lelê Teles, Brasília

blog do Lelê Teles:
http://fastosenefastos.blogspot.com

Blog de poesias:
http://blogdoleleteles.blogspot.com/


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Ána Lúcia (25/12/2009 - 06:16)
E o que dizer dos concurso públicos?????
Fiz um concurso pra Caixa Federal há alguns anos atrás, onde exigia ingles e informática.
Naquela época eu nem tinha computador.Estes tipos de concursos são feitos apenas para a elite branca de olhos azuis que tem dinheiro pra estudar em escolas particulares, fazer inglês e tudo que o dinheiro pode comprar, afinal pagam muito bem, e só os burgueses tem o direito de ter um emprego decente.

Zé Cabudo (16/03/2009 - 10:57)
I - Permita-me a citação: "É como se a juventude formada em Direito e Medicina, pelas universidades federais, fossem a elite intelectual da nossa geração". Não é apenas "como se fosse". É exatamente assim que uma grande parte deles se sente. (Reafirmando: não todos, nem a maioria, mas uma quantidade expressiva).

II - Concordo com o texto inteiro, mas está no tom que só convence quem já se convenceu. Ele poderia estar mais diplomático (como um da Marina Silva), para conquistar a boa vontade dos que têm opinião contrária.

Elton Ribeiro (16/02/2009 - 00:35)
Com relação ao nível das faculdades não vejo nenhum problema com as cotas para alunos de colégios público. Estudei no estado do Ceará no CEFET-ce, para muitos pais de alunos e para a sociedade cearense de uma forma geral o Cefet-ce é centro de alto nível de Educacao tecnológica, pesquisa e a nível médio. Quando entrei nessa escola pra cursar o médio, havia alunos que tambem ingressaram na escola por meio de cotas para escolas públicas do estado. Muitos não apostavam nesses alunos, mas pasmem. Na minha sala estavam sempre entre os melhores aqueles que tinham estudado em escola pública.Eu inclusive, embora não tenha entrado no Cefet-ce por meio de Cotas. Não concordo com as cotas para uma raça específica, mas sim para alunos de escola pública...acho que abrangeria todos os "Generos".

Heitor Abreu (22/12/2008 - 14:34)
Não tenho mais saco para ler tanta burrice de gente que se diz letrada. Só pode ser burrice a pessoa se posicionar contra as cotas. Uma burrice racista. Assim não dá! A pessoa insiste em não querer ver. Ou entãoa cha que os negros devem ser mesmo apartados eternamente

Denise Camargo (22/12/2008 - 12:03)
LÁPIS COR DE PELE. PELE DE QUEM? (1)


Gostaria de contar-lhes a seguinte história: Quando meu filho ingressou na escola de educação infantil, chegou aqui em casa certo dia dizendo que queria ser "cor de pele". Gostaria de informar que somos negros. Meu marido é branco. Nosso filho, mestiço. Não conseguimos entender o desejo dele, pois ele já era cor de pele - foi o que respondi. "Filho, você é cor de pele. Cor de pele negra". Esse tema rondou a casa por semanas até que um dia fui à escola descobrir o que estava havendo. E, para minha surpresa, o fato era uma mistura de incompetência para a diversidade brasileira vinda da própria professora e, muito fortemente, saída também da Faber-Castell, que tem na sua caixa de lápis de 36 cores uma cor chamada PELE. Que cor é essa? Um salmão, rosa-claro, rosinha a que o fabricante denomina PELE. "Pele de quem", me pergunto? Pele branca, é claro. Não seria legítimo em um país de maioria negra que houvesse também uma cor na caixa de lápis para quem não tem pele branca? Ressalto que, sim, embora as estatísticas camuflem esse dado, o Brasil é um país de maioria negra.

Denise Camargo (22/12/2008 - 12:02)
LÁPIS COR DE PELE. PELE DE QUEM? (2)

E posso informar bibliografia consistente sobre o assunto, se necessário. Ou insiram uma nova cor, que contemple a pele negra, ou mudem o nome dessa, por favor. Meu filho está com sete anos agora e já faz tempo que sabe que é "marronzinho", como ele mesmo dizia. Mas entendeu nesse exato momento em que quis ser "cor de pele" que vocês o submeteram a um preconceito disfarçado. Camuflado em uma caixa de lápis que vemos nas propagandas cantantes, coloridas, sorridentes da marca.O fato é que desde essa época - e faz tempo! Tento por este canal, sem sucesso, um contato com a Faber-Castell. O fato é que semana passada, fazendo uma compra pude ver que a cor PELE continua na caixa de lápis fabricada por vocês. Quero uma resposta e providências em uma semana, por favor. Porque hoje acordei cansada de ser ignorada. Aproveito para informar que, desta vez, usarei todos os recursos necessários para que minha reclamação atinja os canais destinados a ela, bem como instituições que se preocupam com a questão no Brasil.

Professora Graça (22/12/2008 - 11:58)
Tive a grata felicidade de trabalhar em minha escola com um projeto chamado "A cor da cultura", parceria do governo federal e entidades privadas ligadas ao movimento negro. O projeto em questão procura discutir identidade, racismo e a importância da cultura africana na formação socioeconomicacultural da nação brasileira. Projetos como este vem colaborar no sentido de conscientizar um grande número de brasileiros sobre a importância da luta pela equidade social em nosso país.

http://www.acordacultura.org.br/


Prof. Parada (22/12/2008 - 11:44)

Leiam:
Relatórios do Laboratório de Políticas Publicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro:

http://www.lpp-uerj.net/lpp/publicacoes.asp

Para evitar-se as opiniões "imbecis" e "imbecilizantes" (Grato Buçanha!) é preciso estar sempre atualizado e, melhor ainda, sabedor dos resultados que as "cotas" vem alcançando nas universidades em que foram adotadas, e a UERJ foi a primeira.

J. Cândido (22/12/2008 - 11:35)
A chamada "democracia francesa" (a mesma que transformou a Argélia e outros países Africanos, no que se viu), adorada, idolatrada (salve, salve!) e imitada pela burguesia e a pequena burguesia brasileira, para horror dos mesmos, também criou um sistema de cotas denominado "Discrimination positive", será que os imbecis (grato Buçanha) aqui presentes sabem disso? A "discriminação positiva" criada pelos franceses foi a forma de incluir os excluídos oriundos das "Zonas de Educação Prioritária" e para entrar na universidade o aluno passa por uma triagem e é aprovado ( ATENÇÃO!) sem mesmo fazer o que aqui chamamos de VESTIBULAR, e agora José? José não João... As elites brasileiras (os imbecis a que se refere Buçanha) sempre taxam as políticas publicas que beneficiam os mais pobres, e que são um direito, como um tipo de esmola, procurando desqualificá-las. Como li por aí: "O aluno que entra na universidade pelas cotas só é cotista enquanto candidato, depois que entra ele é um universitário como os demais" e o resultado positivo final compensa a implementação de tais políticas, tenho dito.

N%u2019GULU M%u2019GULU (22/12/2008 - 11:33)
AOS IMBECIS (OBRIGADO BUÇANHA) DE PLANTÃO:

[...] Segundo NORBERTO BOBBIO: "o princípio da igualdade das oportunidades, quando elevado a princípio geral, tem como objetivo colocar todos os membros daquela determinada sociedade na condição de participar da competição pela vida, ou pela conquista do que é vitalmente mais significativo, a partir de posições iguais". O que importa é dar a chance, ao menos uma perspectiva, aos que se encontram em condições menos favoráveis, de disputar com os que estejam em uma posição privilegiada.

Nossa Carta Magna utiliza-se da expressão "igualdade perante a lei". Há, porém, de se ressaltar que este conceito nacional não fica recluso à igualdade de tratamento, como foi exposto anteriormente. Isto "porque a doutrina como a jurisprudência já firmaram, há muito, a orientação de que a igualdade perante a lei tem o sentido que, no exterior, se dá à expressão igualdade na lei, ou seja: o princípio tem como destinatários tanto o legislador como os aplicadores da lei". Faz, portanto, a constituição, uma busca pela isonomia material, atinente à realidade fática, legitimando, pois, o tratamento diferenciado limitado à medida das disparidades.

Fica evidente que o caput do artigo 5º da Constituição Federal ao dizer que "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" está se referindo a uma isonomia material, a uma igualdade de oportunidades. Pode-se, inclusive, extrair esta conclusão do próprio texto constitucional, como é o caso, por exemplo, do artigo 37, inciso VIII, que legitima a reserva de vagas dos cargos e empregos públicos para os deficientes físicos. Está, portanto, garantindo um tratamento diferenciado para os que julgou necessitados.

No artigo 3º, inciso III a nossa lei maior assume ainda um outro compromisso, o de "erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais". No inciso IV deste mesmo artigo, são vedados também os "preconceitos de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação". Isto posto, fica evidente que existe um compromisso, perseguido, inclusive, pelo próprio constituinte, de buscar a inclusão social de todos os segregados, dentre os quais se incluem, em grande parte, os afros-descendentes. O sistema de cotas em beneficio destes, pela analise dos princípios constitucionais adotados em solo pátrio, é, pois, amparado pela Constituição Federal.[...]

LEIAM NA ÍNTEGRA:


http://www.justicavirtual.com.br/artigos/art100_1.htm


BUÇANHA (22/12/2008 - 10:32)
TRÊS "PITACOS":
Um: para exclarecer, o grande ator, dramaturgo e lider negro, o primeiro Senador negro da História da Replública ABDIAS NASCIMENTO, desde os anos 40 (se não antes)vem lutando pelo sistema de COTAS, muito antes dos líderes afro americanos;

Dois: os cursos (todos) de Artes Plásticas, também não falam da Arte Africana nem Latino Americana, mas você pode saber tudo sobre "europa" e "eua", em minúsculas por motivos óbvios... Arte islãmica? O mundo islâmico não existe para a academia...;

Três: ao imbecil (e seus argumentos imbecis)"sir" bastos, o homúnculo (desculpem, perdi a paciência), EXISTE JOHN E EXISTE JOÃO, EXISTE...!

Noélia Pinto (21/12/2008 - 19:06)
ehheheeh morena? Ah, coitada! Vc é negra, embora não se identifique enquanto tal. Tenho dó de vc. Quer enganar a quem mais além de você?

Morena (21/12/2008 - 08:21)
Ei, tenho orgulho se ser morena, misturada, produto de todas as raças que viveram por estas paragens nordestinas. Não quero ser branca (não o sou) e nem negra (não o sou), sou as duas coisas. Tenho uma filha branca e um filho de pele bem escura. Num sistema de cotas raciais, ela não teria direito a elas. Ele,provavelmente, sim.
Então, negro com estrutura econômica e social tem a mesma possibilidade de entrada de um moreno/branco e pobre? Que divida é esta que me faz pensar em situações diferentes como iguais? O que me impede de estudar:é não ter a condição familiar e econômoca ou é a minha raça? Ser negro me faz inferior, e como tal preciso ser auxiiado? Nos meus filhos nunca observei esta inacapacidade devido a este ou qualquer outro fator de raças.
Estas questões tem me feito refletir sobre cotas para negros. Quem souber o por quê negro com estrutura familiar e financeira é preciso ser ajudado, por favor, me explique.
Estas são reflexões, não estou levantando bandeiras, mas são questionamentos que me fazem não ter definido a essencialidade de cotas para negros.
Defendo cotas para pobres e oriundos de escola pública. Grupo em que não se enquadra meus filhos, mas grande parte do povo brasileiro.

John Bastos (20/12/2008 - 22:15)
"O fato deles terem outra cultura não quer dizer nada aí?"

Por motivos obvios para qualquer pessoa que tem um modico de educacao moral, uma cultura que faz sacrificios humanos nao deve ser comparada com outras culturas que nao o fazem.

O mesmo pode ser dito sobre culturas em que o estupro eh considerado (pelos homens, certamente!) um ato natural; culturas que cometem infanticidio em massa de meninas etc.

John Bastos (20/12/2008 - 22:09)
"Você não pode julgar a cultura e os costumes de outros povos com base nas suas crenças e valores."

Posso sim. Tenho absoluta certeza que meus valores e cultura sao superiores ao de uma cultura que faz sacrificios humanos e cujos sacerdotes usam roupas feitas de pele humana.

" Ao fazer isso seu papel acaba sendo o mesmo que dos europeus que vieram para a América nos séculos XV e XVI."

Nao sei que erro foi esse. A maior benesse jamais acontecida ao povo mexicano foi a destruicao do imperio asteca pelo colonizador espanhol e subsequente cristianizacao da populacao local. A opressao dos astecas aos os outros povos da regiao foi muito pior do que qualquer mal causado pelos europeus. Sugiro ler um pouco (nem precisa ler muito!) sobre o assunto. Se voce tiver um bom emprego ou papai rico, sugiro uma viagem educacional aa Cidade do Mexico, existe um grande museu antropologico lah.

"Sugiro que você procure o significado da palavra etnocentrismo no dicionário e que vá estudar um pouco de História também."

Quem estah chegando com deficiencia de historia nesse dialogo eh voce, nao eu.

francisco.latorre (20/12/2008 - 21:42)
parabéns pro adroaldo.

filhos bem criados. a glória.

Jbmartins (20/12/2008 - 21:11)
Eu chego a pensar que a Globo que serviu muito a Ditadura, e o metodo da ditadura, povo burro mais facil de lidar, acho que a Globo que fazer o Povo meio robozinho deles, tipo vote em B ele é bom para nossos bolsos, e não quer que o Brasil e nivele em Educação, que a Rede Globo um dia Feche a porta este é meu desejo.

Clóvis (20/12/2008 - 18:50)
E quem julga os colonizadores com a nossa cabeça? Aí pode né? O fato deles terem outra cultura não quer dizer nada aí?

S. Velasco (20/12/2008 - 18:14)
Antes de dizer que as cotas "formarão médicos analfabetos", procure perguntar ao médico que te atende onde ele se formou. A probabilidade é altíssima de que tenha sido num centro universitário de fundo de quintal.

Melhor seria o MEC passar a interditar esses caça-níqueis que ainda chamam de universidade e oferecer pelo menos 50% (o mínimo!) para alunos oriundos de escolas públicas, negros e indígenas.

Euripedes Ribeiro de Sousa (20/12/2008 - 17:23)
Tem mais alguem aí querendo saber quem é Lel~e Teles: um tal de Ednaldo. Eu quero saber é o sexo. Quem é eu ja sei. È um(a) baita inrteletual. Quero saber por simples curiosidade. Sempre admiro as pessoas pelo conteudo e não pelo aspecto físico. Excetuando, é claro, Marilyn Monroe e Juliana Paes.

Eduardo (20/12/2008 - 16:56)
Você não pode julgar a cultura e os costumes de outros povos com base nas suas crenças e valores. Ao fazer isso seu papel acaba sendo o mesmo que dos europeus que vieram para a América nos séculos XV e XVI. Sugiro que você procure o significado da palavra etnocentrismo no dicionário e que vá estudar um pouco de História também.

John Bastos (20/12/2008 - 15:43)
"O fato de realizarem rituais de sacrifícios humanos não diminui em nada o que esses povos construiram."

Concordo! Afinal, sacerdotes vestindo roupas feitas de pele humana mostram apenas a grande criatividade da civilizacao asteca!

John Bastos (20/12/2008 - 15:40)
"Azenha, gostaria que divulgasse isso: depois de cuba e da Venezuela, agora a Bolívia também eliminou o analfabetismo de seu país: http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/business/newsid_7793000/7793177.stm
Não era o Bastos que, vez ou outra, insinua que os fenômenos Castro, Chávez e Morales se deviam a uma espécie de burrice imanente dos povos cubano, venezuelano e boliviano? "

Exceto que eh uma mentira que Venezuela ou Bolivia erradicaram o analfabetismo. Somente um grande tolo, comuita forca de vontade, para acreditar nisso... As proprias estatisticas oficiais da Venezuela mostram que o analfabetismo nao foi erradicado, conforme ja expliquei nesse blog mesmo. Quanto a Bolivia, e ideia que o analfabetismo foi erradicado eh completamente alucinada, mostra que voce sabe nada sobre a Bolivia.

ednaldo torres (20/12/2008 - 14:51)
LEGAL O TEXTO, MAS QUEM EH LELÊ TELES????????REALMENTE NÃO O CONHEÇO.

Leider Lincoln (20/12/2008 - 13:15)
Azenha, gostaria que divulgasse isso: depois de cuba e da Venezuela, agora a Bolívia também eliminou o analfabetismo de seu país: http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/business/newsid_7793000/7793177.stm
Não era o Bastos que, vez ou outra, insinua que os fenômenos Castro, Chávez e Morales se deviam a uma espécie de burrice imanente dos povos cubano, venezuelano e boliviano?
Pois bem, como diria a maior poetisa de minha terra, Cora Coralina, na prática, a teoria é outra...

Leider Lincoln (20/12/2008 - 13:08)
Concordo com o John em gênero, número me grau: que todos os homens brancos, de olhos azuis e ascendência européia (não valem os semitas nem os caucasianos), que sejam cristãos, corrijam esta injustiça em 2010: todos os 7% da população brasileira que se enquadra neste critério deveria votar no Serra! Nós, a plebe mestiça, que votemos em que NOS fez justiça...

Guilherme Lacerda (cont. 2) (20/12/2008 - 11:54)
Eu acho legítimo que Lula ou o PT ou o Congresso Nacional queiram dar mais oportunidades para os pobres, qualquer que seja a etnia, mas quando tal oportunidade implica educação não dá para simplesmente improvisar, fazendo de conta que o aluno aprendeu, a realidade vai aparecer mais cedo ou mais tarde quando a oportunidade exigir o domínio técnico, pois a educação possui substância própria, não passível de transformação por canetada, é também um processo lento que vai se construindo e envolve a passagem um conhecimento prévio exigido mais básico para poder atingir outro mais sofisticado.
O sistema de cotas é uma enganação, marketing populista, ou seja medida inócua usada para mostrar serviço, não é uma medida paliativa porque não possui eficácia nem mesmo momentânêa, a não ser a enganação do recebimento do diploma. Afinal o meio considerado para atingir o objetivo governamental de dar mais oportunidade é dar mais educação ou o diploma? O objetivo das cotas é só dar o diploma já que a educação vai demorar? Sobre o diploma eu já me manifestei a respeito, mas de qualquer jeito ele poderia criar um curso formalmente sério e saí distribuindo diploma fabricado por aí sem prejudicar o ensino nas faculdades com alunos com conhecimento.

Guilherme Lacerda (cont) (20/12/2008 - 11:08)
porque o conhecimento é como uma escada, tem que subir cada degrau, não dá para pular ou ele fica comprometido, não dá para fazer medicina sem uma boa noção de biologia e química, caso contrário vira desperdício de tempo e dinheiro o curso do aluno. Vai acontecer nos cursos concorridos o que acontece nos cursos de baixa concorrência: a maioria não sabe quase nada do que se supõe devia saber sobre a área em que se formou, perfeitos incompetentes, maus profissionais tecnicamente falando (o que traz a questão da necessidade de haver uma nota mínima nos vestibulares e não simplesmente o critério de não errar todas as questões de uma matéria). Não ignoro o valor do diploma no Brasil, ainda mais se for de Universidade Pública (que pressupõe justamente que sejam bons alunos, dedicados E com conhecimento), mas tendência é que o cotistas consigam empregos maus remunerados, vai dar uma ajuda certamente mas a sua situação não vai se comparar à daqueles que entraram com a bagagem necessária para se fazer um curso superior e a própria cultura geral que possui estes normalmente, sem contar o preço das cotas: O número de profissionais competentes que deixarão de serem formados em razão das cotas, o que inclusive é prejudicial para o país como um todo.
Certamente não citei todas as razões sobre a incoveniência dessa medida cosmética cosmética porque se finge que com ela os alunos pobres terão mais acesso ao conhecimento, mas não terão, e ainda mais criar uma discriminação racial nela

Guilherme Lacerda (20/12/2008 - 10:33)
Sinceramente, existe sim o racismo na sociedade mas ele não está no vestibular, logo não há discriminação na prova e nada que dificulte o "negro" ou "indígena" a mais que o branco para que ele consiga entrar; despropositada as cotas portanto, não há nada para que fazer essa discriminação "positiva". Ah dizem alguns ela é anterior ao vestibular, na divisão escola pública/particular, só que a maioria das pessoas mais brancas também estudam em escola pública, só uma minoria entre os elas possui acesso às escolas particulares, ou alguém aqui acha que a maioria dos "brancos" são ricos ou de classe média alta? Para poder estudar nos melhores colégios(que concentram quase 100% dos aprovados), o problema é que quando surge o tema questão racial do Brasil as pessoas pensam logo no Título do livro de Gilberto Freire, "Casa Grande e Senzala", embora a grande maioria dos "negros" e "indios" sejam pobres ou de classe média baixa, a maioria dos "brancos" também é, só porque a elite é quase exclusivamente "branca" isso não torna todos ou a maioria dos "brancos" ricos, e o "branco" que teve o "azar" de não ter nascido rico e estudou em escola pública certamente vai ser injustamente desprestigiado, assim como o "negro" ou "indígena" que estudou em escola particular vai ser injustamente favorecido.
Isso sem contar que as cotas são uma enganação, nos EUA não há cotas e sim concessão de pontos extras e mesmo assim só em raríssimas universidades, quem não sabe o básico não vai aprender o curso

Emérita (20/12/2008 - 10:27)
Durante muito tempo, fiquei receosa de qual lado deveria estar na questão das cotas. Não sei o quanto de negro tenho em minha etnia, mas a cor da minha pele é mais clara que escura. Penso especialmente por ter sido educada no interior do Ceará, numa cidade de escassos recursos. Meus pais eram pobres e sem nível superior e lutaram muito pra que eu estudasse e fizesse faculdade pública de farmácia, adequada à minha capacidade de entrar. Em contrapartida, sou casada com um negro médico. Filho de pais formados, mas não menos batalhadores, meu marido teve uma educação impecável: aprendeu a conviver com diversas culturas, fala fluentemente três idiomas, fez faculdade e duas residências nas melhores universidades públicas do país, num tempo em que não se falava em cotas. Sou particularmente sensível à esta questão racial, mas quando penso na minha vida pessoal, imagino o quanto não teria feito a menor diferença ter a pele mais escura(não neste quesito) se meus pais tivessem também nível superior e condições de me proporcionar melhor educação e oportunidades na vida. Sendo assim, diante das excelentes discussões que li nos últimos dias nesse site, hoje consegui definir minha postura: sou a favor de cotas para pobres e contra cotas para negros. Sou a favor da inclusão dos menos favorecidos e contra um sistema que diferencia um indivíduo do outro pela "raça" pelo simples fato de ao meu ver, estarmos cometendo o mesmo erro que fizemos no passado.

Cezar (belém/pa) (20/12/2008 - 10:01)
Sr. Adroaldo
São pessoas como o senhor e seu filho que me fazem ter esperanças

Fabiano Santos Daltro (20/12/2008 - 08:59)
É ridículo o argumento de que seu filho só não passou no vestibular por causa das cotas e que ele ralou o ano inteiro. Menos meu amigo! Deixe a asnice de lado. Sua briga deveria ser outra, o fim di vestibular. Todas as pessoas que concluíram o segundo grau têm o direito a uma vaga na universidade, desde que assim o desejem. O vestibular é uma forma de mascarar a falta de vagas na universidade.

Euripedes Ribeiro de Sousa (20/12/2008 - 08:45)
Por que essa mania de dizer ëlite branca de olhos azuis¨? Olhos azuis são bonitos pô! Dizem que Hitler os tinha. Tiradentes tambem. Olhos azuis não são índices de elite. Já se pensou o Gilmar Mendes ou o Serra com eles? Ficariam realmente caricatos. Quem gera miséria e se vangloria disso, não pode ter nada de bonito! E tem mais: qualquer um pode usar lente de contato.

Renato Lira (20/12/2008 - 02:46)
Após ler os comntários de John (oh yeah) Bastos, uma conclusão eu tenho:

Preconceito, incapacidade de argumentação sólida, ofensa gratuita, tudo isso sinônimo de tibieza e anemia intelectual, não tem sido uma características dos "pretos e pobres ignorantes". Revelaram-se traços típicos dos "branquinhos, limpinhos de olhos azuis", elite de almofadinhas que só olham pro próprio umbigo e acham donos do Brasil, quer seja econômicamente, jurídicamente, na academia ou na política.
Elite reacionária, de um primarismo retórico e ideológico lamentável, "século dezenove", que ao ser contrariada, ao ver seus "divinos direitos usurpados", revela-se ignorante, rancorosa, preconceituosa, estúpida. Burra mesmo.

Wilma (20/12/2008 - 02:10)
Mas esperar o que da Globo!! Sou a favor sim das cotas, porque os cursos mais elitizados das universidades públicas estão lotados de alunos com poder aquisitivo elevado. Na UFPa, Direito, Medicina, Odonto, Arquitetura, Engenharia estudam na sua grande maioria alunos de famílias abastadas. Já em Serviço Social, Geografia, História, letras, quimíca, física, biologia há mais alunos dass classes menos favorecidas economicamente e Contábeis, Economia, Administração há um mesclado de classes.

Ronaldo (20/12/2008 - 01:59)
Que a Globo usa o tema, como usa quase tudo, com má intenção é claro para qualquer ser racional.
Mas, quanto às cotas em si:
1) Sou branco, pobre, casado com negra e tenho filhos pardos;
2) Eu quero para meus filhos, uma educação de base com qualidade, que dê a eles capacidade para passarem num vestibular, concluírem com mérito um curso universitário vigoroso e se tornarem profissionais competentes;
3) Não quero esmolas em forma de cotas para eles entrarem despreparados pela porta dos fundos, de cabeça baixa e devendo favor em um curso universitário com a qualidade comprometida por um assistencialismo populista.
Defender cotas raciais é dar ao governo uma válvula de escape para ele continuar tirando o corpo fora de sua responsabilidade quanto à qualidade da educação básica.
Defender cotas raciais é dividir ao invés de unir.
Defender cotas raciais é oportunismo.

helio silva (20/12/2008 - 00:58)
A Globo acha que ainda nos faz de bobos! Brincadeira,né.
Mudando de assunto, Azenha você leu a entrevista concedida pelo Protógens a Caros Amigos? Viu porque o Brasil é campeão mundial da desiguldade social e econômica. Pois como pode brasileiros instruídos como FHC aceitar que assaltem seu país e povo miserável? Que história é aquela de 20 mil dólares virarem 20 milhões? Será que ninguém naquele Congresso vai questionar tamanha roubalheira?

osvaldo (20/12/2008 - 00:43)
vai ter muito médico analfabeto se formando.Essa Lelê deve ser lelê da cuca.

Marco Antônio Leite (19/12/2008 - 23:03)
Bastos, você é um comentarista grotesco e escroto, que não sabe o que diz? Quem piorou as condições de vida do povo brasileiro foi o seu ídolo FHC, portanto você não tem moral política para criticar o governo atual.

Karlos Manga (19/12/2008 - 17:13)
Não e verdadeiro a frase - A Universidade Pública só seve aos brancos.
O autor do texto generaliza, e ao fazer isto, restringe seu olhar burgues ao sudeste, especificamente USP e UNICAMP.
No norte do Brasil a realidade é outra. Indedendente de cotas, pobres tem tido acesso a Universidade, vide estatísticas da UFPA, FUAm e FUFRO

Melchíades A.Prado (19/12/2008 - 17:07)
Os comentários desta John Bastos continuam merecendo o conceito de "Bastos", com inversão das vogais. Que sujeito mais boboca, este aficcionado do Tio Rei, o homem que usa chapeu coco para cobrir o cocô...

Tonico (19/12/2008 - 16:27)
Concordo com os sistemas de cotas sim, claro. Devemos debater mais para chegarmos a um consenso, também.Uma pergunta:levando-se em conta o racismo e egoísmo da nossa sociedade quando que um negro pobre poderá estudar numa universidade? O sistema é todo direcionado para quem tem dinheiro e poder. Quanto mais o governo democratizar e popularizar o ensino, com o acesso de todos, mais justa será nossa sociedade.

silvano (19/12/2008 - 15:28)
A mais de sete anos que nada que vem da rede bobo, pode ser levado a sério. Ainda existem alguns que deu na bobo é noticia. A rede estar diposição para mostrar a verdade, para não deixar que o povo seja enganado. Na minha casa; rede bobo; nunca.

Adroaldo (19/12/2008 - 15:19)
Excelente o texto.

Tenho um filho de 17 anos que não passou no último vestibular (Direito, UFRGS) por causa das cotas. Não fossem elas, teria entrado. Ralou o ano inteiro para tentar passar agora. Mas continua sendo a favor das cotas.

Ou seja, com apenas 17 anos, e sendo pessoalmente atingido pelo sistema de cotas, que o está obrigando a um esforço maior para entrar na faculdade que quer cursar, ainda assim é capaz de pensar com generosidade.

Que é o que falta a essa elite preconceituosa, racista e egoísta.

Tenho orgulho do meu filho.

Eduardo (19/12/2008 - 11:08)
John Bastos, não menospreze as realizações das civilizações americanas. O fato de realizarem rituais de sacrifícios humanos não diminui em nada o que esses povos construiram. Ao fazer isso você acaba caindo em um etnocentrismo barato!

Ed Araujo (19/12/2008 - 10:31)
Não há o que comentar, quero parabenizar. Parabéns !

Docente (19/12/2008 - 10:25)
Sou professora universitária de uma federal. Absolutamente luto pelo sistema de inclusão social em todos os níveis, inclusive na educação( passaporte para melhorar o mundo, as mentes, é sobretudo romper com a pobreza).Isso implica abrir mais universidades, gerar inclusive mais vagas nos curso, mais empregos.Ou seja: elevar o quantitativo e qualitativo educacional na sociedade.
Acontece que o governo se exime de alargar a base educacional;e quando o faz inclui uns e exclui outros.
Isso significa, repassar a batata quente para a população,(aliás, a sociedade sempre paga faturas de produtos que não consumiu: vide aumento de cargo de vereadores, hoje de madrugada).
Incluir significa melhorar ensino: abrir mais escolas no ensino médio, aumentar o numero de universidades.Afinal educação é direito de todos, não privilégio de alguns.


raul (19/12/2008 - 09:27)
Mais uma vez, parabens Lelê Teles.
principalmente a sugestão de colocar
um contratador de empregos dos "shoping
centers", como classificador das cores
do nosso povo.

John Bastos (19/12/2008 - 03:05)
"Entupiram o meu curso de Bacharel em Informática com várias matérias envolvendo cálculo para quê? "

Interessante. Eu achava que era impossivel funcionar no mundo moderno sem saber calculo.

John Bastos (19/12/2008 - 03:00)
"Eu sou branco e pobre, e não devo nada pra negros ou índios, por que eles devem ter maiores facilidade que eu? "

Voce tem a oportunidade de punir a cambada que criou essa injustica em 2010.

Bruno Nóbrega de Andrade (19/12/2008 - 00:51)
Concordo até certo ponto com o comentário feito no tópico. Concordo com a crítica à ausência de um debate efetivo nos meios da imprensa. Em contrapartida, acredito que no Brasil existe um sério problema relativo à resolução das mazelas seculares. Na questão da educação, por exemplo, sabe-se que as grandes universidades federais do País estão preenchidas principalmente pelos mais abastados(independente de serem pretos, brancos, azuis, amarelos...) os quais têm acesso a uma educação mais privilegiada - nas escolas particulares, em pré vestibulares, etc - já que a escola pública deixa muito a desejar. Ok, isso é fato. O que fazer para resolver o problema, claramente estrutural? Adotar uma política mais séria em relação a educação. Isso já foi feito no Brasil? Não, sempre buscou-se o imediatismo, em programas como "Escola para todos" e outros. Ademais, em pesquisas recentes, foi divulgado que quase 100% da população infantil está matriculada em escolas. Contudo, não é difícil perceber que quantidade e qualidade raramente andam de mãos dadas no Brasil. É muito mais fácil atirar pão à platéia; criar cotas e direcionar estudantes - não raro despreparados - ... ou pelo menos é mais conveniente.
O candidato que propôs uma revolução na educação teve quanto dos votos? 2%? 3%? Alguem lembra o nome dele?

Sou suspeito para falar porque, segundo muitos que comentaram acima, devo pertencer a "burguesia"...
(impressionante como esse discurso ainda vigora)

Amaury (18/12/2008 - 23:53)
As cotas foram as melhores invenções do século. Daqui a 200 anos os estudantes estarão com inveja dos que lutaram pelas cotas em favor dos negros do Brasil.

emerson (18/12/2008 - 23:15)
Olá Titina e Lucas. Concordamos com quase tudo.. principalmente sobre a importância do método científico aplicado no dia-a-dia, por exemplo para planejar uma viagem, a reforma da casa, para planejar as tarefas diárias no trabalho, etc... o método científico economiza recursos e maximiza a chance de sucesso. Há quem ache que decorar a tabela seja desnecessário.. também acho, até porque a tabela é para ser consultada mesmo. Mas queria alfinetar quem acredita que se deve premiar o empenho e não o desempenho...
abraços amigáveis e abençoados por Lavosier

Henrique (18/12/2008 - 22:13)
Resposta ao Sr.Rogério Ferraz Alencar
É necessário saber outro idioma (preferêncialmente inglês) porque o Inglês e o Espanhol são os idiomas mais falados no mundo. Claro, você vai citar o Mandarin, mas esse idioma é falado apenas na China (que também fala inglês).
Para se pleitear uma bolsa de mestrado ou doutorado em qualquer outra universidade do mundo, é necessário realizar um exame de língua inglesa, visto que a maioria dos textos de revistas científicas dispiníveis na literatura mundial são em inglês.
No tocante ao comércio exterior e às relações internacionais, o inglês também é a língua oficial.
Só por isso meu caro...

Branco Pobre (18/12/2008 - 21:48)
Artur Guerra:

"As cotas diferenciam aqueles que não o são. Deveria ser feito um trabalho de melhoria da educação fundamental, dando condições aos estudantes de entrarem em uma faculdade por mérito e não por caridade.
As cotas, da forma como são hoje, só vão ajudar a formar profissionais ruins."

E enquanto a melhoria do ensino fundamental e médio não acontece nós condenamos mais uma geração ao ostracismo, certo? E as cotas ajudarem a formar profissionais ruins... quero dados, fontes, pesquisas. Enquanto isso não acontece, te digo que a intenção da universidade não é "formar profissionais", que me desculpem os pequeno burgueses que aqui escrevem.

A universidade existe para produzir conhecimento. Ponto final. Quer formar profissionais? Crie centros universitários então, ou vá pra PUC, pra Casper Líbero. Lá se formam excelentes profissionais. Excelentes técnicos em jornalismo, técnicos em engenharia, técnicos numa porção de coisas.

A universidade sofreu uma invasão de mercado. O ideal seria o cara entrar na universidade tendo em mente que não vai encher o c* de dinheiro, mas contribuir com pesquisa, trabalhar na integração da universidade com a comunidade, propor soluções. A universidade é e sempre foi para carreira acadêmica em primeira instância, salvo algumas aberrações. No Brasil invertemos o caminho e hoje o que se vê são estudantes são estudantes à la Malhação galgando o vestibular para perpetuar a mediocridade da nossa educação.

Carlos Santos (18/12/2008 - 21:29)
A eleição de um político de origem operária além do "debate" sobre cotas, está mostrando o que há muito tempo era camuflado na nossa sociedade.Nós temos uma elite e grande parte da classe média preconceituosa e racista !!!! E agora a cada dia que passa isso fica mais exposto !!!! Quanta falta de amor ao próximo !!!! Quanto egoismo !!!!!

Victo Rennó (18/12/2008 - 21:26)
Trova que nunca se verá na Globo:

Ao ver a diversidade
entre as cores raciais
o sol, clamando igualdade,
fez nossas sombras iguais.

Cezário Brandi Filho (trovador mineiro de Juiz de Fora )


Rogério Ferraz Alencar (18/12/2008 - 21:14)
Uma pergunta: por que é preciso saber uma língua estrangeira para entrar numa faculdade brasileira?

nona fernandes (18/12/2008 - 20:55)
Na verdade, verdadeira, eu reflito bastante sobre cotas para negros nas universidades. Concordei com Martinho da Vila, quando ele disse que gostaria que existissem cotas em todos os setores da vida do País, "porém, contudo todavia", essa é uma solução menos ruim apenas para enfrentar a atual situação do racismo brasileiro, mas não é a ideal. O bom mesmo seria se não fosse necessário nada disso. No entanto, sabemos que o brasileiro é muito mais racista do que dizem as pesquisas, e que jamais o negro iria chegar a lugar algum, se não fose com uma forçada de barra através das cotas. Quem não tem cachorro, não deve caçar com o gato? Então.

Paulo César (18/12/2008 - 19:33)
O melhor texto que já li sobre o tema.

Éverton Pelegrini (18/12/2008 - 18:25)
Antonho,

Papo atrasado é o seu, que deve estar no começo do século passado e pertencer à uma familia quatrocentona de São Paulo.
Acorda cara, olha o país racista e segregador que vivemos. Ou assume logo de uma vez que você é a favor que essa segregação continue.

Euripedes Ribeiro (18/12/2008 - 17:23)
Ô Lelê Teles! tu sabes mesmo das coisas! Este teu texto sôbre as cotas é divino. Quando dizes que os alunos que pagam cursinho sâo treinados para passar no vestibular, tens carradas de razão. Bem, eu formei antes da famigerada ditadura e quando fiz vestibular só fiz exames de matérias que diziam respeito ao meu curso. Ainda as domino muito bem. Parabens por tudo que escrevestes e por tudo que pensas. Mas continuo querendo saber: tu es homem ou mulher? Já fiz essa pergunta antes.

João Paulo (18/12/2008 - 16:47)
Se me permite, gostaria de um próximo debate!
Tema: Dízimos e ofertas desviadas para crescimento de uma rede de televisão aberta é lícito ou não? Esse tema, melhor não né?! Como diz o belo ditado...Não mordo a mão que me alimenta. Porque será que meus comentários nunca entram?!
Agora com relação a crítica, concordo!

Lucas Cardoso (18/12/2008 - 16:29)
A verdade é que o vestibular não foi feito para medir alguma coisa, achei que fosse óbvio. Foi feito para impedir que pessoas demais conseguissem passar para o ensino superior, porque as vagas são limitadas. Muito limitadas. E o pior é que tentando ser o mais difícil possível, o vestibular age como um filtro que só deixa passar aqueles que passaram a vida treinando para ele, ao invés de aprendendo.

E para o emerson et al, decorar tabela não é uma metáfora não, meu. Ciência é bom e eu gosto, mas ciência não é decorar fórmulas, números de eletronegatividade, datas de revoluções e golpes, etc.. Minha escola e meu curso pré-vestibular nunca ensinaram como funcionava o método científico, por exemplo, tive que descobrir em outros lugares; ao invés disso, me ensinaram a diferenciar uma angiosperma monocotiledônea de uma dicotiledônea. Isso é tecnicismo, e é isso que o vestibular cobra.

Se eu pudesse reformar o ensino no Brasil, faria um ensino fundamental menor, que ensinasse apenas as bases de tudo (incluindo aqui filosofia, economia e cidadania) para que depois houvesse uma especialização. Não adianta saber como escrever a fórmula plana de uma substância orgânica usando como base sua nomenclatura no IUPAC se não sabem nem o básico da Constituição Federal.

Nelson (18/12/2008 - 15:52)
um video interessante, acho que tem a ver com o texto http://www.youtube.com/watch?v=t-qEvh9Od_k

Artur Guerra (18/12/2008 - 15:47)
Quanta besteira reunidade em um só texto.

As cotas diferenciam aqueles que não o são. Deveria ser feito um trabalho de melhoria da educação fundamental, dando condições aos estudantes de entrarem em uma faculdade por mérito e não por caride.
As cotas, da forma como são hoje, só vão ajudar a formar profissionais ruins.

Devemos nos inspirar naqueles bem sucedidos, não importando aonde estão, e não ficar querendo instaurar um "socialismo" falido no Brasil, que tanto progrediu nestes últimos anos.
Ah, progrediu fazendo tudo aquilo que a esquerda bradava ser degradante, fruto do neo-liberalismo.....

Radamés Silva (18/12/2008 - 15:45)
Assisti na TV Cultura um programa com a Miriam Leitão, onde ela "declarou que é a favor da política cotas raciais, mesmo pertencendo ao grupo Globo, que é editorialmente contrário à proposta da reserva de vagas", e lembro ainda dela ter dito que foi voto vencido. Estranhei duas coisas, a Miriam Leitão ter opinião contrária ao PIG, que até o Dines se mostrou surpreso, e essa estória de voto vencido, existe votação para definir o que se deve ser a favor ou contra editorialmente? O que ficou comprovado no depoimento da Miriam Leitão é que existe no grupo Globo determinação de linha editorial, e que quem for contra, só pode se manifestar fora do grupo Globo. A declaração dela pode ser lida em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=447JDB008

Clóvis (18/12/2008 - 15:26)
Sim, sumam com o vestibular e o que teremos será um ensino público totalmente sucateado (do primário ao superior) e faculdades particulares boas! Desculpa o fulano que escreveu isso, não é tudo decoreba no vestibular, as pessoas esquecem as coisas tb por não exercitar aquele conhecimento (tente andar de bicicleta depois de 10 anos... vc vai conseguir, mas demora pra reaprender!).
Se dissessem que aqueles que tem capacidade contributiva deviam pagar taxas nas universidades públicas eu assinava embaixo. Se dissessem que o fulano que não aprendeu nada na universidade desperdiçou seu tempo e o dinheiro público pois com certeza teria o aprendizado que pretendia no ensino técnico eu concordaria! Não há necessidade/possibilidade de todos terem ensino superior! precisamos tanto quanto de profissionais técnicos (q para algumas funções são infinitamente superiores aos graduados! Tenho mérito sim por ter passado numa faculdade pública. Mérito que tenho de dividir com meus pais, que me deram condições para estudar. O fato deu ter essas condições não me tira o mérito. Muito mais mérito teve um colega meu que estudou toda a vida em escola pública e passou junto comig. A tristeza é que ele é um herói. Já disse muitas vezes. Mas o caminho não é falar olha, como vocês tiveram um ensino lixo eu vou ajudá-los a passar numa universidade...

Marcio (18/12/2008 - 14:04)
No interior do RS - SC - PR - SP existem comunidades paupérimas. Seres humanso de origem européia, portanto " brancos". São trabalhadores rurais sem qualquer chance de acesso á universidade. E agora ficou pior, pois eles são "brancos" ou seja são a origem da injustiça social contra os "negros e Indios". Não dar oportunidade iguais para todas as "cores" é querer dividir a sociedade ideologicamente. Eu sou branco e pobre, e não devo nada pra negros ou índios, por que eles devem ter maiores facilidade que eu? Nem todo negro é pobre! nem todo índio é pobre!

Júlio (18/12/2008 - 13:30)
Ta ai uma boa questão, implícita nesse texto: Por que a Rede Globo não tem nenhum programa de debates? (Jô soares não vale). Será que não tem nenhum espacinho? Será que é de interesse da sociedade que uma concessão pública tenha espaço para cinco novelas diárias e nenhuma meia-horinha para discutir as questões nacionais como essa do texto acima? Discutidas democraticamente, com convidados de todas as matizes ideológicas, para além da linha editorial da emissora? Não é uma concessão pública?

Branco Pobre (18/12/2008 - 12:48)
Fica de adendo o fato da Juventude Revolução, organização autônoma trotskista que tem afinidade e simbiosidade com a Corrente do Trabalho do PT é CONTRA as cotas raciais... Pelegos!

Branco Pobre (18/12/2008 - 12:44)
Passei em 3° lugar no vestibular para jornalismo numa universidade pública do Paraná no ano de 2006 e tentei Sociais na UNICAMP ano passado. Estudei a vida toda em escola pública, na periferia. Fiz 80 pontos a mais que a nota mínima necessária para entrar, tendo praticamente gabaritado inglês, história, geografia e literatura na 2ª fase.

No entanto NÃO pontuei em física (é preciso frisar isso). Respondi 4 questões com meu parco e crasso conhecimento matemático. Fui sumariamente eliminado. Contei quantos candidatos entraram com pontuação inferior a minha: quase 20! Não pude pedir revisão de prova. Filho de uma empregada doméstica analfabeta e de um agricultor expulso da terra, fui obrigado a voltar do Paraná, pois a universidade que me acolheu não tinha espaço pra mim na assistência estudantil. Agora estou desempregado e na 2ª fase da USP e da UNICAMP. Vou precisar de todos os santos.

Jurista Burrão (18/12/2008 - 11:43)
Putz!!! Agora eu sei porque tive que estudar Direito em universidade particular. Fui aluno de escola pública!!! Sobre as cotas, acho que deveriam ser diferentes. O número de cotas deveria ser de 90% para pobres, independente de cor da pele e de raça. Com 90% de cotas para pobres, certamente, teriamos muito mais negros na universidade (mais do que o sistema proposto), bem como haveria mais oportunidade para quem nasceu com pele clara ou olhos claros, mas é um miserável que mora em uma favela. Não podemos esquecer que o nordeste está cheio de miseráveis que não têm o que comer, mas têm pele e olhos claros (graças aos europeus comedores). Pensem em 90% para pé-de-chinelo nas universidades públicas. Os outros 10% seriam para a elite, que deveria pagar para estudar mesmo em universidade pública. Nada mais justo em um país miserável como o nosso. Se o plaboy achar ruim que vá estudar na Europa. Vá para Sorbonne ter aulas com o FH... PLIM PLIM...

Tomudijin (18/12/2008 - 11:10)
Dos Barões: É à parte, o que te cabe nesse latifúndio!

Guanabara (18/12/2008 - 11:07)
Mt bom texto, embora eu não concorde plenamente com ele, especialmente com o final. Eu particularmente considero importante a pessoa ter um conhecimento geral amplo, ou seja, conhecimentos de física, química e matemática nas cadeiras humanas é sim necessário. Um exemplo que dou, é do momento em que discutimos o aquecimento global. Fala-se em créditos de carbono, captura de carbono, gases do efeito estufa, e para compreensão destes termos, um mínimo de conhecimentos em física e química se faz necessário, independente da área de atuação profissional. E a recíproca é verdadeira aos engeheiros e economistas, que precisam ter embasamento social para entender e vislumbrar os impactos de suas medidas técnicas no cotidiano da sociedade.

Abs.

André (18/12/2008 - 10:42)
Os comentários sobre a Globo foram perfeitos. Mas discordo do que foi dito sobre os vestibulares e sobre a cobrança, nesses concursos, de disciplinas da área de Exatas, para candidatos a cursos de Humanas, e vice-versa.
Na minha opinião, o vestibular ainda é a forma mais objetiva de se selecionar candidatos. Os conteúdos podem ser criticáveis, mas garantem, com antecedência e publicidade, uma mesma base de conhecimentos a serem testados por todos os oncorrentes.
Quanto à mistura de conteúdos, acho saudável, apesar de ter se mostrado ineficaz, pois o que mais se vê são profissionais completamente alienados sobre aquilo que não é pertinente à sua área técnica. A falta de conhecimento histórico e sociológico é o que permite a aceitação acrítica, por parte dos alunos, de cursos de Nutrição com foco apenas em demandas da classe mais abastada da sociedade, como no exmplo citado no texto.

Fabio Passos (18/12/2008 - 10:30)
Ótima charge do Carlos Latuff que descreve bem a situação defendida pela mídia afrikaaner no Brasil... da escravidão à pobreza:

http://ia310814.us.archive.org/2/items/Afro-brazilianFromSlaveryToPoverty/MiseryTheNewSlaveryBrazil.gif

Que venha logo nosso Cuito Cuanavale!

Piether Botha trabalha na Globo.

Marco Antônio Leite (18/12/2008 - 10:09)
O sistema de cotas é uma forma de descriminar aqueles que parecem ser diferente somente na cor da pele e, morar em bairros periféricos por serem de famílias pouco abastadas. O que ocorre é que a burguesia não aceita que pessoas pobres aprendam o suficiente para deixar de serem desinformadas do que se passa no cotidiano da exploração branca sobre a maioria da população negra e branca de famílias humildes. Em função de sermos despolitizados ideologicamente, somos culpados por votar na escol que domina os meios produtivos em detrimento daqueles que poderiam defender de fato os interesses do povo em geral. O ideal para reverter o quadro atual que instituiu o sistema de cotas, se faz necessário exigir melhor qualidade das escolas públicas, as quais venham proporcionar um nível intelectual adequado para que as crianças de hoje, amanhã possam competir à altura com os filhos de pais abastados.

Cristiano (18/12/2008 - 09:59)
O vestibular mensura a capacidade de aprender. Idiota a idéia do "pra que aprender isso, nunca vou usar". Pode não usar, mas tem capacidade de aprender? Aprendeu a aprender no ensino médio?

Juliana (18/12/2008 - 09:43)
...para a faculdade vao os futuros programadores, e para os cursos técnicos e profissionalizantes os trabalhadores de fábrica e os mecanicos, adivinha só o que acontece? Adivinha só? Os cursos técnicos e profissionalizantes estao cheios de imigrantes enquanto as universidades e faculdades estao cheias de alemaes. E quem decidiu foi a professora! Caso alguém nao se lembre:estamos em 2008! Diante disso eu acho que o sistema de vestibular é um exemplo de democracia, o que nao é um exemplo de democracia é o sistema educativo brasileiro de base que por séculos foi sucateado e menosprezado. E defender as cotas nao é uma razao para desprezar todo o conteúdo envolvido nas provas do vestibular, se parte é decoreba uma outra grande parte é raciocínio lógico porque se fosse só decorar todo mundo passava certo? A inclusao social tem que comecar na base, na estrutura social que os governos dao a populacao, o problema é lá.
Quanto ao conteúdo do que é ensinado nas universidade concordo plenamente que o Brasil deveria sim dar um passo adiante e valorizar outras culturas que nao so a européia e a americana, comecando pela nossa,
que é tao vasta, tao bela e tao complexa. Provavelmente no dia em que a diversidade racial e cultural brasileira tiver iguais condicoes para entrar nas universidades esse processo acontecera naturalmente e o conteúdo do que é ensinado e discutido mudará. Só que eu nao acredito que um sistema de cotas vai produzir essa mudanca.

Walker (18/12/2008 - 09:41)
Agora, o comentário do tal Antonho é realmente imbecil.

Walker (18/12/2008 - 09:37)
Algumas considerações:

- Sobre raça, é claro que não existe, pelo menos biológicamente falando. Somos todos da mesma. Mas socialmente, que na prática é o mais importante, está claro que existem as diferenciações. Portanto a antropóloga dizer que as cotas iriam instituir as raças, ela está enxergando pequeno, pra pegar leve com ela.

- É claro que as universidades públicas sempre favoreceram a entrada e permanência das elites. São ainda muito arrogantes e conservadoras, pra não dizer reacionárias. Concordo que tem que haver um grande debate também sobre a forma de ingresso das pessoas nas universidades públicas.

- Porém, concordo também com quem disse mais abaixo que não é bem assim, esse lance de "ter que decorar" tal coisa pra passar no vestibular. Certas áreas do conhecimento, tidas pela ciência como saber real, são importantes para qualquer área de atuação, profissão, atividade etc. Acho que de alguma forma, um mínimo desses conhecimentos tem de ser avaliados.

- Mas aí caímos na questão da educação em geral. Claro que tem-se de debater AMPLAMENTE a questão das cotas. Mas mais ainda a questão da educação. As cotas pra agora, e a educação, como talvez não seja possível se resolver tão rápido, que pelo menos seja o mais breve possível.

- Sobre a pesquisa de cotistas e não-cotistas, acho que não faz muito sentido, pois aí não precisaríamos então de cotas. Alguém me elucide.

- Sou a favor de cotas para pobres em geral. Alguém me convença a cotas só para negros.

Juliana (18/12/2008 - 09:25)
Concordo com partes do texto mas nao todas. È a mais pura verdade que a grande maioria das pessoas que passam no vestibular vem de escolas particulares. Assim como é verdade que uma parte do conteúdo das provas é baseado na decoreba. Eu tenho um primo que estudou a vida toda em escola particular , quando ele fez vestibular para medicina ele ficou em primeiro lugar na classificacao do País! Ele se tornou um médico brilhante, e sim, ele é um pequeno genio, e que contribui e vai contribuir ainda muito mais para a medicina no Brasil. Na minha opiniao o sistema de cotas é uma medida para amenizar um problema racial secular a curto prazo: o sistema de escolas públicas é ruim, os professores trabalham em péssimas condicoes, recebem um salário ridículo e como resultado o nível escolástico é muito abaixo da média. Daí chega o vestibular e quem estudou em escola pública tem menos chance de ingressar numa federal. A base do problema está nas escolas públicas, nao no vestibular. Que eu pessoalmente acho um sistema pra lá de democrático, senao vejamos, vamos pegar como exemplo...a Alemanha. Na Alemanha nao tem vestibular, funciona assim: quando o pré aborrecente completa os seus 13, 14 anos, a " ´fessora" , que conhece profundamente os desejos, aspiracoes e capacidades de cada pupilo, ela, magnanima, decide se o seu filho vai: para a universidade, para a faculdade, para a escola técnica ou para a escola profissionalizante. Considerando que para a universidade vao os futuros médicos...cont

Cláudio (18/12/2008 - 08:58)
Magistral!

Magna Ferreira (18/12/2008 - 08:43)
Caíram as máscaras

edson gomes de lima (18/12/2008 - 08:40)
Parabéns pela sua análise.Falou com muita propriedade e sobriedade.Sem ranço nenhum.Apenas exteriorizou o que as pessoas com um minímo de senso crítico sabem.Tem que haver cotas mesmo,pois como é que uma pessoa que mora no interior sendo de classe menos abastada vai conseguir fazer um cursinho e se manter em uma capital.Outra coisa é o nível desse universitários sem cota.Com o perdão da palavra eles são muito cafonas.Desde as músicas que escutam(sertanejo country universitário...argh)até suas posições políticas sem discernimento nenhum.

Titina (18/12/2008 - 08:30)
Bom dia a todos,

Emerson, (18:37)
O que Lelê Teles critica não são os postulados científicos e sim o "decorá-los" sem uma postura crítica. Qual o sentido de se despender grande esforço para decorar qualquer coisa, se hoje vivemos na era da informação, a qual está as alcance de todos nas diversas mídias disponíveis? O importante é preparar o cidadão para usar as inúmeras ferramentas de pesquisa disponíveis e detectar a ideologia que está por trás de cada uma delas e usar a mais adequada aos seus interesses.
Acredito que a discussão mais importante é o medo que a elite tem de competir com pessoas altamente criativas, escoladas na arte de sobreviver.
Abraços

Adilson (18/12/2008 - 04:40)
Azenha,
Concordo com o texto, pois o vestibular nunca aferiu nada, é uma maneira indecente de não deixar quem estudou em escola particular, entrar na Universidade. Me graduei em Administração de Empresas e Direito, nunca, jamais usei alguma coisa que tive que estudar, para entrar na Universidade.
As Universidades são compostos de pessoas que fingem que dão aula e pessoas que fingem que estão estudando.

John Bastos (18/12/2008 - 03:52)
"os homens civilizados, que viviam em cidades enormes e com edificações maravilhosas na América Central, com cidades mais populosas que qualquer outra na Europa, ainda são descritos pejorativamente como índios."

Ao que parece o ensino da historia da America anda bem descuidado, afinal eh meio dificil chamar de civilizados os astecas e maias... Sacrificio humano... Sacerdotes astecas vestindo roupas de pele humana... Teocracia analfabeta nos Andes... Nao eh de surpreender que desse caldeirao de cultura tenha saido o Evo Morales!

Viva da Silva (18/12/2008 - 01:23)
Esse texto é a pura realidade sem máscara ou maquiagem !

Antonio Arles (17/12/2008 - 23:50)
Perfeito.

Marcio (17/12/2008 - 23:30)
Entendo que o debate deve ser o de se exigir uma educação básica, pública e de qualidade para todas as crianças. Dando uma boa educação básica para todos, não estaríamos discutindo as cotas. Considero as cotas uma política emergencial que não ataca a principal causa do problema que é o abandono dos governos com a educação básica.

Celio Penteado (17/12/2008 - 22:31)
Estudei Direito na USP, e a descrição desta coluna é perfeita. Lá há uma quantidade enorme de vagabundos, cínicos, irresponsáveis e picaretas. Urge oxigenar a Universidade, e o sistema de cotas é um belo caminho. E repensar o vestibular é uma atitude muito, mais muito mais importante do que a princípio parece.

M. Iack (17/12/2008 - 22:30)
Maravilha de texto!!!!!!

cláudio h. m. de andrade (17/12/2008 - 22:29)
Muito bem dito. Raramente assisto televisão e menos ainda a Globo. Mas é necessário que alguns se sacrifiquem a assisti-la e, depois, desnudem a tramóia, a falácia, a desinformação que eles distilam. Daí, num artigo bom como este, acabamos por conhecer a mentira e seu antídoto: uma verdade irretocável.

Daniel Campos (17/12/2008 - 21:58)
Já passei por uma universidade e hoje trabalho em uma empresa, e creio poder afirmar com toda a certeza aqui e com conhecimento de causa: A universidade praticamente não me ensinou nada de útil. Entupiram o meu curso de Bacharel em Informática com várias matérias envolvendo cálculo para quê? Hoje trabalho perfeitamente bem sem nunca ter usado nada além de matemática simples. Perderam tempo explicando a "história" de uma fórmula sem se importar em explicar no quê e porquê usá-la. Ah, espaço para pensamento original e independente? HERESIA! Você era tratado como cachorro se cometia o desatino de querer fazer um trabalho original ao invés de meramente copiar o já foi feito por "entendidos" americanos e com extensas referências bibliográficas para provar que você não tentou fazer nada de original. Nosso modelo de universidade precisa ser jogado no lixo sem piedade e repensado do zero, o aluno chega com preparo mínimo para o que realmente interessa que é a vida real.

Marcelo BH (17/12/2008 - 21:49)
Excelente texto! Avaliações baseadas em decoreba, aliás, não medem nada.

Heitor C. (17/12/2008 - 21:38)
Na môsca! Um texto firme e preciso

Nádia Venâncio (17/12/2008 - 21:32)
A Globo é mesmo assim... Tem jeito? Tem, não!

Antonho (17/12/2008 - 21:30)
Que papo mais atrasado da Dona Lelê, me senti sentado no meio do Raul Castro e Chávez, assitindo o desfile de 1º de Maio na URSS. A única vantagem de seguir esta gente é conseguir uma boquinha em algum programa de governo ou ONG.Fui,não tenho salário insalubridade.

Andre Portella (17/12/2008 - 21:24)
Não deviamos discutir apenas COTAS. Deviamos discutir EDUCAçÃO. Cotas são apenas um paleativo (necessário ao meu ver). Não adianta muito garantir apenas a entrada de alguns na faculdade. As outras profissões de nível técnico também necessitam de gente qualificada. As urnas mais ainda.

Evandro Trigueiro Tavares (17/12/2008 - 21:16)

Sou a favor de cotas para alunos pobres oriundos das escolas públicas, mas não para negros ou indígenas. De qualquer modo, nada justifica a postura autoritária de veículos como as Organizações Globo.

Tiago Negreiros (17/12/2008 - 21:06)
O sistema de cotas é a prova da incompetência do governo em não conseguir tornar as escolas públicas sinônimo de qualidade. Ao assinarem as cotas, o governo assina a prova de ineficiência educacional. É por esse motivo que sou contra a essa porcentagem a negros, pobres e etc. Não por possuir um pensamento elitista, mas por desejar que o Brasil tenha uma educação de qualidade.

Arthur Fraga (17/12/2008 - 20:44)
Azenha
Coitado do Kamel, ele não sabe o que faz. Descendente de árabe - como eu, pelo lado espanhol - querendo discriminar grosseiramente. Ser contra cotas raciais e a favor das sociais, é outra coisa totalmente diferente. A resposta para a mediocridade dele está na própria Rede Globo e só pode ser uma : "MUSSUM FOREVIS!"

Evaristo Almeida (17/12/2008 - 19:47)
Parabéns pelo texto, muito bom. Realmente, no Brasil há cotas para brancos ricos que por estudarem em escolas particulares que os treinam para colocar o X no local correto, acabam estudando em universidades públicas. Na USP há a percepção de quem estuda ali é por mérito. Só se for pelo mérito de ter nascido rico e ganho uma vaga na cota. Também se fala nessa universidade que a adoção das cotas vai criar guetos. E os que há atualmente? Quando você vê um negro estudando na USP, geralmente é africano fazendo intercâmbio. O que a elite paulista faz na verdade é excluir o negro e o aluno da escola pública da universidade. Na unifesp há um processo de preconceito dos demais alunos com os que entram pelas cotas. Esses primeiros alunos vão passar por um processo difícil, mas necessário de demonstrar aos demais alunos, que eles também pagam impostos e têm direitos de estudar ali. É melhor fazer esse embate do que ficar excluído da universidade. Mas o processo está avançando, apesar do ali kamel et caterva, que representam o que há de mais retrógrado no Brasil. Eles representam o pensamento da idade média, que apesar de estarmos no século XXI, recusa-se a morrer. Venceremos.

nona fernandes (17/12/2008 - 19:07)
Estou com Martinho da Vila, quando disse "Sou contra cotas para negros nas universidades". Contra, Martinho? Por quê? - "Porque acho que não deveria existir cotas somente nas universidades. E sim, em todos os setores administrativos e de representatividade da vida do País. Exemplo: nos ministérios, nas secretarias de governos estaduais e municipais, nos concursos públicos, no quadro de empregados da rede privada, para comissários de bordo, para jornalistas que trabalham na grande mídia, e por aí, vai". Eu e Martinho não estamos corretos? Fala aí Lelê Teles.

emerson (17/12/2008 - 18:37)
Olá a todos. Independente das cotas e das convicções, pergunto o que há de mal na tabela periódica? E quem disse que para conhecer ciências é necessário decorar a famosa tabela? Mas por outro lado, como poderá alguém ser um terapêuta, um agente social, um filósofo, desconhecendo ciências? Decorar a tabela é uma metáfora.. sei sei.. mas abaixo dela existe a incapacidade de entender que hoje não existe cidadania sem compreender ciênicas.. química, física e matemática estão absolutamente presentes em nossa sociedade, por exemplo na compreensão do problema ambiental, na compreensão das decisões dos agentes econômicos (que no fim das contas, dedidem o emprego de milhõs).. diria até que aquele que aprendeu as leis de Newton, nunca dirigiria a mais do que 80km/h... se para receber uma habilitação, o jovem motorista devesse decorar a lei da velocidade, tenho certeza que os acidentes fatais seriam reduzidos... se o jovem soubesse ao menos identificar os elementos em uma tabela periódica, saberia o estrago que faz a sua saúde estourar uma lâmpada fluorescente... se o cidadão soubesse fazer uma conta de juros simples, já teria pressionado o congresso intervir no Banco Central, econizando bilhões de reais, que poderiam ser melhor empregados em toda a sociedade.. até mesmo financiando as escolas de ensino médio dos Deficientes Sociais.

viva as leis de Newton, sauve a tabela de Mendeleev, urra para equação de primeiro grau.

Jefferson (17/12/2008 - 18:08)
Excelente texto. Incisivo, explosivo, verdadeiro. Nada a acrescentar a não ser o fato de que este debate sim, deve ser feito. De fato, cotas já existem mas, como em tudo, para priviligiar a elite e, o que é pior, de uma maneira sutil e imperceptível a olhos incautos.

Ismar Curi (17/12/2008 - 17:44)
Fudido...desculpe-me a palavra chula (fui como o Lula, sem abreviatura), é isso, estudei na USP, e sei disso tudo, era cheio de gente que não frequentava, ricos, que pensavem bem se valia a pena perder aquele tempo todo estudando, e "perdendo dinheiro"...

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (17/12/2008 - 16:54)
Gente, deem uma olhada nesta notícia, sobre os ataques comandados pelo PCC de 2006.

[Cineasta diz que vai filmar o '11 de setembro de São Paulo']
http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL925243-7086,00.html

Chorem de rir... (hahahhahahaha)

É impressionante... eu também tinha dito tempos atrás aqui no "Vi o Mundo" que o PIG está tentando transformar São Paulo numa Nova York e o Rio numa Los Angeles.



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