Ána Lúcia (25/12/2009 - 06:16)
E o que dizer dos concurso públicos?????
Fiz um concurso pra Caixa Federal há alguns anos atrás, onde exigia ingles e informática.
Naquela época eu nem tinha computador.Estes tipos de concursos são feitos apenas para a elite branca de olhos azuis que tem dinheiro pra estudar em escolas particulares, fazer inglês e tudo que o dinheiro pode comprar, afinal pagam muito bem, e só os burgueses tem o direito de ter um emprego decente.
Elton Ribeiro (16/02/2009 - 00:35)
Com relação ao nível das faculdades não vejo nenhum problema com as cotas para alunos de colégios público. Estudei no estado do Ceará no CEFET-ce, para muitos pais de alunos e para a sociedade cearense de uma forma geral o Cefet-ce é centro de alto nível de Educacao tecnológica, pesquisa e a nível médio. Quando entrei nessa escola pra cursar o médio, havia alunos que tambem ingressaram na escola por meio de cotas para escolas públicas do estado. Muitos não apostavam nesses alunos, mas pasmem. Na minha sala estavam sempre entre os melhores aqueles que tinham estudado em escola pública.Eu inclusive, embora não tenha entrado no Cefet-ce por meio de Cotas. Não concordo com as cotas para uma raça específica, mas sim para alunos de escola pública...acho que abrangeria todos os "Generos".
Denise Camargo (22/12/2008 - 12:03)
LÁPIS COR DE PELE. PELE DE QUEM? (1)
Gostaria de contar-lhes a seguinte história: Quando meu filho ingressou na escola de educação infantil, chegou aqui em casa certo dia dizendo que queria ser "cor de pele". Gostaria de informar que somos negros. Meu marido é branco. Nosso filho, mestiço. Não conseguimos entender o desejo dele, pois ele já era cor de pele - foi o que respondi. "Filho, você é cor de pele. Cor de pele negra". Esse tema rondou a casa por semanas até que um dia fui à escola descobrir o que estava havendo. E, para minha surpresa, o fato era uma mistura de incompetência para a diversidade brasileira vinda da própria professora e, muito fortemente, saída também da Faber-Castell, que tem na sua caixa de lápis de 36 cores uma cor chamada PELE. Que cor é essa? Um salmão, rosa-claro, rosinha a que o fabricante denomina PELE. "Pele de quem", me pergunto? Pele branca, é claro. Não seria legítimo em um país de maioria negra que houvesse também uma cor na caixa de lápis para quem não tem pele branca? Ressalto que, sim, embora as estatísticas camuflem esse dado, o Brasil é um país de maioria negra.
Professora Graça (22/12/2008 - 11:58)
Tive a grata felicidade de trabalhar em minha escola com um projeto chamado "A cor da cultura", parceria do governo federal e entidades privadas ligadas ao movimento negro. O projeto em questão procura discutir identidade, racismo e a importância da cultura africana na formação socioeconomicacultural da nação brasileira. Projetos como este vem colaborar no sentido de conscientizar um grande número de brasileiros sobre a importância da luta pela equidade social em nosso país.
http://www.acordacultura.org.br/
J. Cândido (22/12/2008 - 11:35)
A chamada "democracia francesa" (a mesma que transformou a Argélia e outros países Africanos, no que se viu), adorada, idolatrada (salve, salve!) e imitada pela burguesia e a pequena burguesia brasileira, para horror dos mesmos, também criou um sistema de cotas denominado "Discrimination positive", será que os imbecis (grato Buçanha) aqui presentes sabem disso? A "discriminação positiva" criada pelos franceses foi a forma de incluir os excluídos oriundos das "Zonas de Educação Prioritária" e para entrar na universidade o aluno passa por uma triagem e é aprovado ( ATENÇÃO!) sem mesmo fazer o que aqui chamamos de VESTIBULAR, e agora José? José não João... As elites brasileiras (os imbecis a que se refere Buçanha) sempre taxam as políticas publicas que beneficiam os mais pobres, e que são um direito, como um tipo de esmola, procurando desqualificá-las. Como li por aí: "O aluno que entra na universidade pelas cotas só é cotista enquanto candidato, depois que entra ele é um universitário como os demais" e o resultado positivo final compensa a implementação de tais políticas, tenho dito.
BUÇANHA (22/12/2008 - 10:32)
TRÊS "PITACOS":
Um: para exclarecer, o grande ator, dramaturgo e lider negro, o primeiro Senador negro da História da Replública ABDIAS NASCIMENTO, desde os anos 40 (se não antes)vem lutando pelo sistema de COTAS, muito antes dos líderes afro americanos;
Dois: os cursos (todos) de Artes Plásticas, também não falam da Arte Africana nem Latino Americana, mas você pode saber tudo sobre "europa" e "eua", em minúsculas por motivos óbvios... Arte islãmica? O mundo islâmico não existe para a academia...;
Três: ao imbecil (e seus argumentos imbecis)"sir" bastos, o homúnculo (desculpem, perdi a paciência), EXISTE JOHN E EXISTE JOÃO, EXISTE...!
Morena (21/12/2008 - 08:21)
Ei, tenho orgulho se ser morena, misturada, produto de todas as raças que viveram por estas paragens nordestinas. Não quero ser branca (não o sou) e nem negra (não o sou), sou as duas coisas. Tenho uma filha branca e um filho de pele bem escura. Num sistema de cotas raciais, ela não teria direito a elas. Ele,provavelmente, sim.
Então, negro com estrutura econômica e social tem a mesma possibilidade de entrada de um moreno/branco e pobre? Que divida é esta que me faz pensar em situações diferentes como iguais? O que me impede de estudar:é não ter a condição familiar e econômoca ou é a minha raça? Ser negro me faz inferior, e como tal preciso ser auxiiado? Nos meus filhos nunca observei esta inacapacidade devido a este ou qualquer outro fator de raças.
Estas questões tem me feito refletir sobre cotas para negros. Quem souber o por quê negro com estrutura familiar e financeira é preciso ser ajudado, por favor, me explique.
Estas são reflexões, não estou levantando bandeiras, mas são questionamentos que me fazem não ter definido a essencialidade de cotas para negros.
Defendo cotas para pobres e oriundos de escola pública. Grupo em que não se enquadra meus filhos, mas grande parte do povo brasileiro.
John Bastos (20/12/2008 - 22:09)
"Você não pode julgar a cultura e os costumes de outros povos com base nas suas crenças e valores."
Posso sim. Tenho absoluta certeza que meus valores e cultura sao superiores ao de uma cultura que faz sacrificios humanos e cujos sacerdotes usam roupas feitas de pele humana.
" Ao fazer isso seu papel acaba sendo o mesmo que dos europeus que vieram para a América nos séculos XV e XVI."
Nao sei que erro foi esse. A maior benesse jamais acontecida ao povo mexicano foi a destruicao do imperio asteca pelo colonizador espanhol e subsequente cristianizacao da populacao local. A opressao dos astecas aos os outros povos da regiao foi muito pior do que qualquer mal causado pelos europeus. Sugiro ler um pouco (nem precisa ler muito!) sobre o assunto. Se voce tiver um bom emprego ou papai rico, sugiro uma viagem educacional aa Cidade do Mexico, existe um grande museu antropologico lah.
"Sugiro que você procure o significado da palavra etnocentrismo no dicionário e que vá estudar um pouco de História também."
Quem estah chegando com deficiencia de historia nesse dialogo eh voce, nao eu.
Jbmartins (20/12/2008 - 21:11)
Eu chego a pensar que a Globo que serviu muito a Ditadura, e o metodo da ditadura, povo burro mais facil de lidar, acho que a Globo que fazer o Povo meio robozinho deles, tipo vote em B ele é bom para nossos bolsos, e não quer que o Brasil e nivele em Educação, que a Rede Globo um dia Feche a porta este é meu desejo.
S. Velasco (20/12/2008 - 18:14)
Antes de dizer que as cotas "formarão médicos analfabetos", procure perguntar ao médico que te atende onde ele se formou. A probabilidade é altíssima de que tenha sido num centro universitário de fundo de quintal.
Melhor seria o MEC passar a interditar esses caça-níqueis que ainda chamam de universidade e oferecer pelo menos 50% (o mínimo!) para alunos oriundos de escolas públicas, negros e indígenas.
Eduardo (20/12/2008 - 16:56)
Você não pode julgar a cultura e os costumes de outros povos com base nas suas crenças e valores. Ao fazer isso seu papel acaba sendo o mesmo que dos europeus que vieram para a América nos séculos XV e XVI. Sugiro que você procure o significado da palavra etnocentrismo no dicionário e que vá estudar um pouco de História também.
John Bastos (20/12/2008 - 15:40)
"Azenha, gostaria que divulgasse isso: depois de cuba e da Venezuela, agora a Bolívia também eliminou o analfabetismo de seu país: http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/business/newsid_7793000/7793177.stm
Não era o Bastos que, vez ou outra, insinua que os fenômenos Castro, Chávez e Morales se deviam a uma espécie de burrice imanente dos povos cubano, venezuelano e boliviano? "
Exceto que eh uma mentira que Venezuela ou Bolivia erradicaram o analfabetismo. Somente um grande tolo, comuita forca de vontade, para acreditar nisso... As proprias estatisticas oficiais da Venezuela mostram que o analfabetismo nao foi erradicado, conforme ja expliquei nesse blog mesmo. Quanto a Bolivia, e ideia que o analfabetismo foi erradicado eh completamente alucinada, mostra que voce sabe nada sobre a Bolivia.
Leider Lincoln (20/12/2008 - 13:15)
Azenha, gostaria que divulgasse isso: depois de cuba e da Venezuela, agora a Bolívia também eliminou o analfabetismo de seu país: http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/business/newsid_7793000/7793177.stm
Não era o Bastos que, vez ou outra, insinua que os fenômenos Castro, Chávez e Morales se deviam a uma espécie de burrice imanente dos povos cubano, venezuelano e boliviano?
Pois bem, como diria a maior poetisa de minha terra, Cora Coralina, na prática, a teoria é outra...
Guilherme Lacerda (cont. 2) (20/12/2008 - 11:54)
Eu acho legítimo que Lula ou o PT ou o Congresso Nacional queiram dar mais oportunidades para os pobres, qualquer que seja a etnia, mas quando tal oportunidade implica educação não dá para simplesmente improvisar, fazendo de conta que o aluno aprendeu, a realidade vai aparecer mais cedo ou mais tarde quando a oportunidade exigir o domínio técnico, pois a educação possui substância própria, não passível de transformação por canetada, é também um processo lento que vai se construindo e envolve a passagem um conhecimento prévio exigido mais básico para poder atingir outro mais sofisticado.
O sistema de cotas é uma enganação, marketing populista, ou seja medida inócua usada para mostrar serviço, não é uma medida paliativa porque não possui eficácia nem mesmo momentânêa, a não ser a enganação do recebimento do diploma. Afinal o meio considerado para atingir o objetivo governamental de dar mais oportunidade é dar mais educação ou o diploma? O objetivo das cotas é só dar o diploma já que a educação vai demorar? Sobre o diploma eu já me manifestei a respeito, mas de qualquer jeito ele poderia criar um curso formalmente sério e saí distribuindo diploma fabricado por aí sem prejudicar o ensino nas faculdades com alunos com conhecimento.
Guilherme Lacerda (20/12/2008 - 10:33)
Sinceramente, existe sim o racismo na sociedade mas ele não está no vestibular, logo não há discriminação na prova e nada que dificulte o "negro" ou "indígena" a mais que o branco para que ele consiga entrar; despropositada as cotas portanto, não há nada para que fazer essa discriminação "positiva". Ah dizem alguns ela é anterior ao vestibular, na divisão escola pública/particular, só que a maioria das pessoas mais brancas também estudam em escola pública, só uma minoria entre os elas possui acesso às escolas particulares, ou alguém aqui acha que a maioria dos "brancos" são ricos ou de classe média alta? Para poder estudar nos melhores colégios(que concentram quase 100% dos aprovados), o problema é que quando surge o tema questão racial do Brasil as pessoas pensam logo no Título do livro de Gilberto Freire, "Casa Grande e Senzala", embora a grande maioria dos "negros" e "indios" sejam pobres ou de classe média baixa, a maioria dos "brancos" também é, só porque a elite é quase exclusivamente "branca" isso não torna todos ou a maioria dos "brancos" ricos, e o "branco" que teve o "azar" de não ter nascido rico e estudou em escola pública certamente vai ser injustamente desprestigiado, assim como o "negro" ou "indígena" que estudou em escola particular vai ser injustamente favorecido.
Isso sem contar que as cotas são uma enganação, nos EUA não há cotas e sim concessão de pontos extras e mesmo assim só em raríssimas universidades, quem não sabe o básico não vai aprender o curso
Cezar (belém/pa) (20/12/2008 - 10:01)
Sr. Adroaldo
São pessoas como o senhor e seu filho que me fazem ter esperanças
Euripedes Ribeiro de Sousa (20/12/2008 - 08:45)
Por que essa mania de dizer ëlite branca de olhos azuis¨? Olhos azuis são bonitos pô! Dizem que Hitler os tinha. Tiradentes tambem. Olhos azuis não são índices de elite. Já se pensou o Gilmar Mendes ou o Serra com eles? Ficariam realmente caricatos. Quem gera miséria e se vangloria disso, não pode ter nada de bonito! E tem mais: qualquer um pode usar lente de contato.
Wilma (20/12/2008 - 02:10)
Mas esperar o que da Globo!! Sou a favor sim das cotas, porque os cursos mais elitizados das universidades públicas estão lotados de alunos com poder aquisitivo elevado. Na UFPa, Direito, Medicina, Odonto, Arquitetura, Engenharia estudam na sua grande maioria alunos de famílias abastadas. Já em Serviço Social, Geografia, História, letras, quimíca, física, biologia há mais alunos dass classes menos favorecidas economicamente e Contábeis, Economia, Administração há um mesclado de classes.
helio silva (20/12/2008 - 00:58)
A Globo acha que ainda nos faz de bobos! Brincadeira,né.
Mudando de assunto, Azenha você leu a entrevista concedida pelo Protógens a Caros Amigos? Viu porque o Brasil é campeão mundial da desiguldade social e econômica. Pois como pode brasileiros instruídos como FHC aceitar que assaltem seu país e povo miserável? Que história é aquela de 20 mil dólares virarem 20 milhões? Será que ninguém naquele Congresso vai questionar tamanha roubalheira?
Marco Antônio Leite (19/12/2008 - 23:03)
Bastos, você é um comentarista grotesco e escroto, que não sabe o que diz? Quem piorou as condições de vida do povo brasileiro foi o seu ídolo FHC, portanto você não tem moral política para criticar o governo atual.
Melchíades A.Prado (19/12/2008 - 17:07)
Os comentários desta John Bastos continuam merecendo o conceito de "Bastos", com inversão das vogais. Que sujeito mais boboca, este aficcionado do Tio Rei, o homem que usa chapeu coco para cobrir o cocô...
silvano (19/12/2008 - 15:28)
A mais de sete anos que nada que vem da rede bobo, pode ser levado a sério. Ainda existem alguns que deu na bobo é noticia. A rede estar diposição para mostrar a verdade, para não deixar que o povo seja enganado. Na minha casa; rede bobo; nunca.
Eduardo (19/12/2008 - 11:08)
John Bastos, não menospreze as realizações das civilizações americanas. O fato de realizarem rituais de sacrifícios humanos não diminui em nada o que esses povos construiram. Ao fazer isso você acaba caindo em um etnocentrismo barato!
Docente (19/12/2008 - 10:25)
Sou professora universitária de uma federal. Absolutamente luto pelo sistema de inclusão social em todos os níveis, inclusive na educação( passaporte para melhorar o mundo, as mentes, é sobretudo romper com a pobreza).Isso implica abrir mais universidades, gerar inclusive mais vagas nos curso, mais empregos.Ou seja: elevar o quantitativo e qualitativo educacional na sociedade.
Acontece que o governo se exime de alargar a base educacional;e quando o faz inclui uns e exclui outros.
Isso significa, repassar a batata quente para a população,(aliás, a sociedade sempre paga faturas de produtos que não consumiu: vide aumento de cargo de vereadores, hoje de madrugada).
Incluir significa melhorar ensino: abrir mais escolas no ensino médio, aumentar o numero de universidades.Afinal educação é direito de todos, não privilégio de alguns.
John Bastos (19/12/2008 - 03:05)
"Entupiram o meu curso de Bacharel em Informática com várias matérias envolvendo cálculo para quê? "
Interessante. Eu achava que era impossivel funcionar no mundo moderno sem saber calculo.
Bruno Nóbrega de Andrade (19/12/2008 - 00:51)
Concordo até certo ponto com o comentário feito no tópico. Concordo com a crítica à ausência de um debate efetivo nos meios da imprensa. Em contrapartida, acredito que no Brasil existe um sério problema relativo à resolução das mazelas seculares. Na questão da educação, por exemplo, sabe-se que as grandes universidades federais do País estão preenchidas principalmente pelos mais abastados(independente de serem pretos, brancos, azuis, amarelos...) os quais têm acesso a uma educação mais privilegiada - nas escolas particulares, em pré vestibulares, etc - já que a escola pública deixa muito a desejar. Ok, isso é fato. O que fazer para resolver o problema, claramente estrutural? Adotar uma política mais séria em relação a educação. Isso já foi feito no Brasil? Não, sempre buscou-se o imediatismo, em programas como "Escola para todos" e outros. Ademais, em pesquisas recentes, foi divulgado que quase 100% da população infantil está matriculada em escolas. Contudo, não é difícil perceber que quantidade e qualidade raramente andam de mãos dadas no Brasil. É muito mais fácil atirar pão à platéia; criar cotas e direcionar estudantes - não raro despreparados - ... ou pelo menos é mais conveniente.
O candidato que propôs uma revolução na educação teve quanto dos votos? 2%? 3%? Alguem lembra o nome dele?
Sou suspeito para falar porque, segundo muitos que comentaram acima, devo pertencer a "burguesia"...
(impressionante como esse discurso ainda vigora)
emerson (18/12/2008 - 23:15)
Olá Titina e Lucas. Concordamos com quase tudo.. principalmente sobre a importância do método científico aplicado no dia-a-dia, por exemplo para planejar uma viagem, a reforma da casa, para planejar as tarefas diárias no trabalho, etc... o método científico economiza recursos e maximiza a chance de sucesso. Há quem ache que decorar a tabela seja desnecessário.. também acho, até porque a tabela é para ser consultada mesmo. Mas queria alfinetar quem acredita que se deve premiar o empenho e não o desempenho...
abraços amigáveis e abençoados por Lavosier
Branco Pobre (18/12/2008 - 21:48)
Artur Guerra:
"As cotas diferenciam aqueles que não o são. Deveria ser feito um trabalho de melhoria da educação fundamental, dando condições aos estudantes de entrarem em uma faculdade por mérito e não por caridade.
As cotas, da forma como são hoje, só vão ajudar a formar profissionais ruins."
E enquanto a melhoria do ensino fundamental e médio não acontece nós condenamos mais uma geração ao ostracismo, certo? E as cotas ajudarem a formar profissionais ruins... quero dados, fontes, pesquisas. Enquanto isso não acontece, te digo que a intenção da universidade não é "formar profissionais", que me desculpem os pequeno burgueses que aqui escrevem.
A universidade existe para produzir conhecimento. Ponto final. Quer formar profissionais? Crie centros universitários então, ou vá pra PUC, pra Casper Líbero. Lá se formam excelentes profissionais. Excelentes técnicos em jornalismo, técnicos em engenharia, técnicos numa porção de coisas.
A universidade sofreu uma invasão de mercado. O ideal seria o cara entrar na universidade tendo em mente que não vai encher o c* de dinheiro, mas contribuir com pesquisa, trabalhar na integração da universidade com a comunidade, propor soluções. A universidade é e sempre foi para carreira acadêmica em primeira instância, salvo algumas aberrações. No Brasil invertemos o caminho e hoje o que se vê são estudantes são estudantes à la Malhação galgando o vestibular para perpetuar a mediocridade da nossa educação.
Victo Rennó (18/12/2008 - 21:26)
Trova que nunca se verá na Globo:
Ao ver a diversidade
entre as cores raciais
o sol, clamando igualdade,
fez nossas sombras iguais.
Cezário Brandi Filho (trovador mineiro de Juiz de Fora )
nona fernandes (18/12/2008 - 20:55)
Na verdade, verdadeira, eu reflito bastante sobre cotas para negros nas universidades. Concordei com Martinho da Vila, quando ele disse que gostaria que existissem cotas em todos os setores da vida do País, "porém, contudo todavia", essa é uma solução menos ruim apenas para enfrentar a atual situação do racismo brasileiro, mas não é a ideal. O bom mesmo seria se não fosse necessário nada disso. No entanto, sabemos que o brasileiro é muito mais racista do que dizem as pesquisas, e que jamais o negro iria chegar a lugar algum, se não fose com uma forçada de barra através das cotas. Quem não tem cachorro, não deve caçar com o gato? Então.
Éverton Pelegrini (18/12/2008 - 18:25)
Antonho,
Papo atrasado é o seu, que deve estar no começo do século passado e pertencer à uma familia quatrocentona de São Paulo.
Acorda cara, olha o país racista e segregador que vivemos. Ou assume logo de uma vez que você é a favor que essa segregação continue.
João Paulo (18/12/2008 - 16:47)
Se me permite, gostaria de um próximo debate!
Tema: Dízimos e ofertas desviadas para crescimento de uma rede de televisão aberta é lícito ou não? Esse tema, melhor não né?! Como diz o belo ditado...Não mordo a mão que me alimenta. Porque será que meus comentários nunca entram?!
Agora com relação a crítica, concordo!
Nelson (18/12/2008 - 15:52)
um video interessante, acho que tem a ver com o texto http://www.youtube.com/watch?v=t-qEvh9Od_k
Radamés Silva (18/12/2008 - 15:45)
Assisti na TV Cultura um programa com a Miriam Leitão, onde ela "declarou que é a favor da política cotas raciais, mesmo pertencendo ao grupo Globo, que é editorialmente contrário à proposta da reserva de vagas", e lembro ainda dela ter dito que foi voto vencido. Estranhei duas coisas, a Miriam Leitão ter opinião contrária ao PIG, que até o Dines se mostrou surpreso, e essa estória de voto vencido, existe votação para definir o que se deve ser a favor ou contra editorialmente? O que ficou comprovado no depoimento da Miriam Leitão é que existe no grupo Globo determinação de linha editorial, e que quem for contra, só pode se manifestar fora do grupo Globo. A declaração dela pode ser lida em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=447JDB008
Marcio (18/12/2008 - 14:04)
No interior do RS - SC - PR - SP existem comunidades paupérimas. Seres humanso de origem européia, portanto " brancos". São trabalhadores rurais sem qualquer chance de acesso á universidade. E agora ficou pior, pois eles são "brancos" ou seja são a origem da injustiça social contra os "negros e Indios". Não dar oportunidade iguais para todas as "cores" é querer dividir a sociedade ideologicamente. Eu sou branco e pobre, e não devo nada pra negros ou índios, por que eles devem ter maiores facilidade que eu? Nem todo negro é pobre! nem todo índio é pobre!
Branco Pobre (18/12/2008 - 12:48)
Fica de adendo o fato da Juventude Revolução, organização autônoma trotskista que tem afinidade e simbiosidade com a Corrente do Trabalho do PT é CONTRA as cotas raciais... Pelegos!
Jurista Burrão (18/12/2008 - 11:43)
Putz!!! Agora eu sei porque tive que estudar Direito em universidade particular. Fui aluno de escola pública!!! Sobre as cotas, acho que deveriam ser diferentes. O número de cotas deveria ser de 90% para pobres, independente de cor da pele e de raça. Com 90% de cotas para pobres, certamente, teriamos muito mais negros na universidade (mais do que o sistema proposto), bem como haveria mais oportunidade para quem nasceu com pele clara ou olhos claros, mas é um miserável que mora em uma favela. Não podemos esquecer que o nordeste está cheio de miseráveis que não têm o que comer, mas têm pele e olhos claros (graças aos europeus comedores). Pensem em 90% para pé-de-chinelo nas universidades públicas. Os outros 10% seriam para a elite, que deveria pagar para estudar mesmo em universidade pública. Nada mais justo em um país miserável como o nosso. Se o plaboy achar ruim que vá estudar na Europa. Vá para Sorbonne ter aulas com o FH... PLIM PLIM...
Guanabara (18/12/2008 - 11:07)
Mt bom texto, embora eu não concorde plenamente com ele, especialmente com o final. Eu particularmente considero importante a pessoa ter um conhecimento geral amplo, ou seja, conhecimentos de física, química e matemática nas cadeiras humanas é sim necessário. Um exemplo que dou, é do momento em que discutimos o aquecimento global. Fala-se em créditos de carbono, captura de carbono, gases do efeito estufa, e para compreensão destes termos, um mínimo de conhecimentos em física e química se faz necessário, independente da área de atuação profissional. E a recíproca é verdadeira aos engeheiros e economistas, que precisam ter embasamento social para entender e vislumbrar os impactos de suas medidas técnicas no cotidiano da sociedade.
Abs.
Fabio Passos (18/12/2008 - 10:30)
Ótima charge do Carlos Latuff que descreve bem a situação defendida pela mídia afrikaaner no Brasil... da escravidão à pobreza:
http://ia310814.us.archive.org/2/items/Afro-brazilianFromSlaveryToPoverty/MiseryTheNewSlaveryBrazil.gif
Que venha logo nosso Cuito Cuanavale!
Piether Botha trabalha na Globo.
Cristiano (18/12/2008 - 09:59)
O vestibular mensura a capacidade de aprender. Idiota a idéia do "pra que aprender isso, nunca vou usar". Pode não usar, mas tem capacidade de aprender? Aprendeu a aprender no ensino médio?
Walker (18/12/2008 - 09:41)
Agora, o comentário do tal Antonho é realmente imbecil.
Juliana (18/12/2008 - 09:25)
Concordo com partes do texto mas nao todas. È a mais pura verdade que a grande maioria das pessoas que passam no vestibular vem de escolas particulares. Assim como é verdade que uma parte do conteúdo das provas é baseado na decoreba. Eu tenho um primo que estudou a vida toda em escola particular , quando ele fez vestibular para medicina ele ficou em primeiro lugar na classificacao do País! Ele se tornou um médico brilhante, e sim, ele é um pequeno genio, e que contribui e vai contribuir ainda muito mais para a medicina no Brasil. Na minha opiniao o sistema de cotas é uma medida para amenizar um problema racial secular a curto prazo: o sistema de escolas públicas é ruim, os professores trabalham em péssimas condicoes, recebem um salário ridículo e como resultado o nível escolástico é muito abaixo da média. Daí chega o vestibular e quem estudou em escola pública tem menos chance de ingressar numa federal. A base do problema está nas escolas públicas, nao no vestibular. Que eu pessoalmente acho um sistema pra lá de democrático, senao vejamos, vamos pegar como exemplo...a Alemanha. Na Alemanha nao tem vestibular, funciona assim: quando o pré aborrecente completa os seus 13, 14 anos, a " ´fessora" , que conhece profundamente os desejos, aspiracoes e capacidades de cada pupilo, ela, magnanima, decide se o seu filho vai: para a universidade, para a faculdade, para a escola técnica ou para a escola profissionalizante. Considerando que para a universidade vao os futuros médicos...cont
Magna Ferreira (18/12/2008 - 08:43)
Caíram as máscaras
Titina (18/12/2008 - 08:30)
Bom dia a todos,
Emerson, (18:37)
O que Lelê Teles critica não são os postulados científicos e sim o "decorá-los" sem uma postura crítica. Qual o sentido de se despender grande esforço para decorar qualquer coisa, se hoje vivemos na era da informação, a qual está as alcance de todos nas diversas mídias disponíveis? O importante é preparar o cidadão para usar as inúmeras ferramentas de pesquisa disponíveis e detectar a ideologia que está por trás de cada uma delas e usar a mais adequada aos seus interesses.
Acredito que a discussão mais importante é o medo que a elite tem de competir com pessoas altamente criativas, escoladas na arte de sobreviver.
Abraços
John Bastos (18/12/2008 - 03:52)
"os homens civilizados, que viviam em cidades enormes e com edificações maravilhosas na América Central, com cidades mais populosas que qualquer outra na Europa, ainda são descritos pejorativamente como índios."
Ao que parece o ensino da historia da America anda bem descuidado, afinal eh meio dificil chamar de civilizados os astecas e maias... Sacrificio humano... Sacerdotes astecas vestindo roupas de pele humana... Teocracia analfabeta nos Andes... Nao eh de surpreender que desse caldeirao de cultura tenha saido o Evo Morales!
Antonio Arles (17/12/2008 - 23:50)
Perfeito.
Celio Penteado (17/12/2008 - 22:31)
Estudei Direito na USP, e a descrição desta coluna é perfeita. Lá há uma quantidade enorme de vagabundos, cínicos, irresponsáveis e picaretas. Urge oxigenar a Universidade, e o sistema de cotas é um belo caminho. E repensar o vestibular é uma atitude muito, mais muito mais importante do que a princípio parece.
cláudio h. m. de andrade (17/12/2008 - 22:29)
Muito bem dito. Raramente assisto televisão e menos ainda a Globo. Mas é necessário que alguns se sacrifiquem a assisti-la e, depois, desnudem a tramóia, a falácia, a desinformação que eles distilam. Daí, num artigo bom como este, acabamos por conhecer a mentira e seu antídoto: uma verdade irretocável.
Marcelo BH (17/12/2008 - 21:49)
Excelente texto! Avaliações baseadas em decoreba, aliás, não medem nada.
Nádia Venâncio (17/12/2008 - 21:32)
A Globo é mesmo assim... Tem jeito? Tem, não!
Andre Portella (17/12/2008 - 21:24)
Não deviamos discutir apenas COTAS. Deviamos discutir EDUCAçÃO. Cotas são apenas um paleativo (necessário ao meu ver). Não adianta muito garantir apenas a entrada de alguns na faculdade. As outras profissões de nível técnico também necessitam de gente qualificada. As urnas mais ainda.
Tiago Negreiros (17/12/2008 - 21:06)
O sistema de cotas é a prova da incompetência do governo em não conseguir tornar as escolas públicas sinônimo de qualidade. Ao assinarem as cotas, o governo assina a prova de ineficiência educacional. É por esse motivo que sou contra a essa porcentagem a negros, pobres e etc. Não por possuir um pensamento elitista, mas por desejar que o Brasil tenha uma educação de qualidade.
Evaristo Almeida (17/12/2008 - 19:47)
Parabéns pelo texto, muito bom. Realmente, no Brasil há cotas para brancos ricos que por estudarem em escolas particulares que os treinam para colocar o X no local correto, acabam estudando em universidades públicas. Na USP há a percepção de quem estuda ali é por mérito. Só se for pelo mérito de ter nascido rico e ganho uma vaga na cota. Também se fala nessa universidade que a adoção das cotas vai criar guetos. E os que há atualmente? Quando você vê um negro estudando na USP, geralmente é africano fazendo intercâmbio. O que a elite paulista faz na verdade é excluir o negro e o aluno da escola pública da universidade. Na unifesp há um processo de preconceito dos demais alunos com os que entram pelas cotas. Esses primeiros alunos vão passar por um processo difícil, mas necessário de demonstrar aos demais alunos, que eles também pagam impostos e têm direitos de estudar ali. É melhor fazer esse embate do que ficar excluído da universidade. Mas o processo está avançando, apesar do ali kamel et caterva, que representam o que há de mais retrógrado no Brasil. Eles representam o pensamento da idade média, que apesar de estarmos no século XXI, recusa-se a morrer. Venceremos.
emerson (17/12/2008 - 18:37)
Olá a todos. Independente das cotas e das convicções, pergunto o que há de mal na tabela periódica? E quem disse que para conhecer ciências é necessário decorar a famosa tabela? Mas por outro lado, como poderá alguém ser um terapêuta, um agente social, um filósofo, desconhecendo ciências? Decorar a tabela é uma metáfora.. sei sei.. mas abaixo dela existe a incapacidade de entender que hoje não existe cidadania sem compreender ciênicas.. química, física e matemática estão absolutamente presentes em nossa sociedade, por exemplo na compreensão do problema ambiental, na compreensão das decisões dos agentes econômicos (que no fim das contas, dedidem o emprego de milhõs).. diria até que aquele que aprendeu as leis de Newton, nunca dirigiria a mais do que 80km/h... se para receber uma habilitação, o jovem motorista devesse decorar a lei da velocidade, tenho certeza que os acidentes fatais seriam reduzidos... se o jovem soubesse ao menos identificar os elementos em uma tabela periódica, saberia o estrago que faz a sua saúde estourar uma lâmpada fluorescente... se o cidadão soubesse fazer uma conta de juros simples, já teria pressionado o congresso intervir no Banco Central, econizando bilhões de reais, que poderiam ser melhor empregados em toda a sociedade.. até mesmo financiando as escolas de ensino médio dos Deficientes Sociais.
viva as leis de Newton, sauve a tabela de Mendeleev, urra para equação de primeiro grau.
Ismar Curi (17/12/2008 - 17:44)
Fudido...desculpe-me a palavra chula (fui como o Lula, sem abreviatura), é isso, estudei na USP, e sei disso tudo, era cheio de gente que não frequentava, ricos, que pensavem bem se valia a pena perder aquele tempo todo estudando, e "perdendo dinheiro"...
I - Permita-me a citação: "É como se a juventude formada em Direito e Medicina, pelas universidades federais, fossem a elite intelectual da nossa geração". Não é apenas "como se fosse". É exatamente assim que uma grande parte deles se sente. (Reafirmando: não todos, nem a maioria, mas uma quantidade expressiva).
II - Concordo com o texto inteiro, mas está no tom que só convence quem já se convenceu. Ele poderia estar mais diplomático (como um da Marina Silva), para conquistar a boa vontade dos que têm opinião contrária.