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O QUE ENSINAM ÀS NOSSAS CRIANÇAS

Atualizado em 01 de abril de 2008 às 01:22 | Publicado em 01 de abril de 2008 às 01:16

por Ali Kamel *, em O Globo, 18/07/2007, reproduzido no Estadão dio dia 20/07/2007

Não vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as nossas crianças e com que objetivo. O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático “Nova História Crítica, 8ª série” distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.

Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”

Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”

Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”

Sobre Revolução Cultural Chinesa: “Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (...) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (...) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (...) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes ‘politicamente esclerosados’. (...) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: ‘Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo’. As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”

Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”

Sobre as primeiras medidas de Fidel: “O governo decretou que os aluguéis deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%.” Essas medidas eram justificadas assim: “Ninguém possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde.”

Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: “Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA.(...) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”

Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando fome. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (...) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas... Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinha inveja da classe média em desenvolvimento dos países desenvolvidos (...) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (...) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (...) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”

Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas um pesadelo?

Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Senão for, algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém.

* Ali Kamel é jornalista


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Para Alan Resende de Conceição Oliveira (14/04/2008 - 17:49)
Alan, vc disse: Enfim... o livro foi reprovado pelo MEC... apenas estava sendo distribuido após a sua reprovação. Logo dps dessa reportagem de Ali Kamel...o livro passou a ser "não recomendado" E se eu entendi o que vc disse, vc afirma que o livro passou a ser não recomendado após a reportagem de Kamel. Isso não é verdade. Já em abril de 2007 (quando foi publicada a avaliação do PNLD-2008) a coleção Nova História Crítica não fazia parte do Guia PNLD-2008 e na anterior do PNLD-2005 ela foi aprovada com ressalvas e na do PNLD-2002 (governo FHC ela foi aprovada sem ressalvas). O livro do Schmidt continuava nas escolas em 2007, pois os livros comprados pelo FNDE valem por três anos e como ele havia sido aprovado com ressalvas ele pode ser comercializado, os professores que fizeram a escolha do Schmidt não se importaram com as ressalvas. Durante os anos de 2006 e 2007 (sem PLD para a 5a a 8a série e agora 6º ao 9º ano) o governo faz a reposição de livros danificados ou perdidos solicitada pelas escolas, a compra é bem menor. Este é outro ponto do mau jornalismo de Kamel que acusa sem explicar como funciona o programa, porque o que menos interessava a ele era a qualidade do livro didático em questão e sim dizer que este governo compra livro ideologizado e detalhe bastante importante que Kamel também ou desconhece ou sonega do público leitor: as avaliações do PNLD são feitas por universidades públicas, por equipes independentes do MEC, este só publica o GUIA com as avaliações.

Italo Drago - http://italodrago.spaces.live.com (11/04/2008 - 16:13)
Sou professor de História,me formo este ano e já usei como aluno e uso às vezes como professor os livros do Mario Schmidt. O Kamel queimou o exemplar da 8a série porque em várias partes o autor falava mal da Globo... Voces podem achar que o livro é sarcástico, mas é o único que foge dos padrões de livros de História que se encontram no mercado hoje. Outra coisa: a editora que publicou o livro (Nova Geração) não pertence a nenhuma empresa estrangeira, e o Kamel tem parte em ações da empresa espanhola que comprou a brasileira IBEP. E mais: se voce pegar um exemplar da 7a série, você vai encontrar a comparação da linguagem de um livro didático da década de 60 e ver quão preconceituosa era a História que era contada sobre alguns mitos nacionais, como o líder da Balaiada. E mais: lendo esses livros pude esclarecer algumas dúvidas sobre a História que meus professores na universidade nunca me explicaram, como o fato de a CLT, quando criada por Getúlio, só valia para os trabalhadores da zona urbana, que na época eram somente 40% da população nacional, sendo que os 60% restantes na zona rural continuavam sem nunhuma garantia, sendo daí a grande polêmica sobre o que se fala de "flexibilizar" a CLT. Quanto às "defesas" dos regimes socialistas, o autor deixa bem claro sempre ao fim de cada capítulo os motivos de muitas delas ruírem. Ler o artigo com fragmentos do livro que o Kamel selecionou e criticar o autor é fácil, quero que vocês leiam o livro e depois tirem suas conclusões...

Ivomar (02/04/2008 - 21:35)
Espero que esses comentarios sejam feito por professores e historiadores. Porque se não forem aproveitem para fazer comentarios de alguma neurocirurgia, de astrofisica, fisica teorica linguistica javanesa, direito familiar cimerio. Já que são especialistas em tudo.

Alan Resende (02/04/2008 - 19:45)
Enfim... o livro foi reprovado pelo MEC... apenas estava sendo distribuido após a sua reprovação. Logo dps dessa reportagem de Ali Kamel...o livro passou a ser "não recomendado".

Alan Resende (02/04/2008 - 19:44)
Reprovado pelo Ministério da Educação (MEC) este ano, por falhas de conteúdo, o livro didático "Nova História Crítica - 8ª série", da Editora Nova Geração, continua sendo usado em salas de aula do país. Só em 2007, o ministério comprou e enviou a escolas públicas 89.217 exemplares e 1.562 manuais do professor. Antes de ser vetada para novas aquisições, a obra foi aprovada pelo menos duas vezes por especialistas de universidades públicas contratadas pelo MEC, tanto no governo Fernando Henrique quanto no governo Lula. A "Nova História Crítica" é uma das 53 coleções excluídas na última avaliação do MEC, que analisou 144 títulos. Com a reprovação, a coleção formada por quatro volumes para as turmas de 5ª a 8ª série deixará de fazer parte do Programa Nacional do Livro Didático em 2008. A coordenadora-geral de Estudos e Avaliação de Materiais da Secretaria de Educação Básica, Jane Cristina da Silva, disse que a obra foi excluída por problemas de conteúdo, mas não revelou os erros apontados pela equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Segundo ela, há três possibilidades: 1) erros conceituais ou de informação; 2) incoerência metodológica; 3) difusão de preconceitos, doutrinação ideológica, político-partidária ou propaganda. O MEC só rompeu o sigilo, confirmando que a obra foi reprovada, após a publicação na terça-feira, no que transcreve trechos do livro da 8ª série. Leia na integra a materia: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2007/09/19/297788650.asp

Mateuz (02/04/2008 - 19:23)
*Ali Kamel é comediante

Cosmo Lima (02/04/2008 - 13:40)
Na minha singela opinião a informação mais importante prestada no folhetim produzido pelo referido, (Todo Poderoso, Senhor e Dono da Verdade e da Informação Jornalística) Ali Kamel é: "* Ali Kamel é jornalista"... Importante legenda para um leitor desatento e para um estrangeiro. Seria difícil identificar a profissão de quem escreve uma vez que manifesta tantas opiniões e tão pouca informação, cabe citar inclusive que suprimir ou selecionar apenas trechos que expressem o que se quer avalizar é considerado anti-ético em várias atividades. Mas é fácil entender a indignação do do Sr. Ali Kamel, uma vez que na sua visão, apenas são verdades aquelas que são proferidas pelo seu patrão e seguindo o %u201Cpadrão%u201D, são automaticamente aceitas e preparadas para tornar o cidadão comum, de bem e honesto, desinformado e moldado aos padrões estadunidenses do %u201CHomer Simpson%u201D

Julio (01/04/2008 - 18:51)
A análise do Jornalista, que tem o salário muito bem pago pelo O Globo, cujo o DONO a decadas, quer nos fazer crer que o "o socialismo é mau" e que "a solução de todos os problemas é o capitalismo/demo cracia" é ridicula. Em nenhum parágrafo apresentado pelo joranlista vendido, o autor do livro falta com a verdade. O paredão de Cuba não teve grande apoio popular? O confisco de bens de empressas norte-americanas não ocorreu? Uma coisa é certa, feliz desse jornalista vendido, (Ali Kamel) em poder vender a sua ética em um pais como o Brazzzil, se fosse na China ou em Cuba, ou já teria fugido para Miami ou enfrentado a realidade de um pais voltado às maiorias. Azenha, parabéns pelo site e pela sua corajosa iniciativa de falar as verdades! Pena que os comentários dessa matéria não estão acessíveis pelo menu principal (Contraponto). só consegui chegar aos comentários através do link do RSS no Igoogle.

Elaine (01/04/2008 - 16:06)
Ei estudei com esse livro no Ensino Médio. Logo eu que pendo mais para a esquerda fui achar o livro rídiculo. Longe de ser uma cartilha comunista, ele é tão parcial que até rendia boas discussões dentro de sala de aula. Por afinidade, professores de história e geografia tendem realmente a serem "de esquerda", mas nem o meu velho professor ultramarxista concordava com o livro. Menos mal é que ele é usado com adolescentes, que já têm algum espírito crítico, não usaria para crianças.

josé adailton (01/04/2008 - 15:58)
Ensinar ideologia a criança é uma aberração de educadores irresponsáveis.Não há ponderação no mundo que justifique o fuzilamento de pessoas.Sob Stalin, Mao e outros "socialistas" morreram milhões.O comunismo e o capitalismo têm seus defeitos e suas qualidades as quais sob este prisma é que se deveria contar a história das ideologias de direita e esquerda.Omitir os assassinatos de Stalin e Mao põe por terra a honestidade desses educadores fajutos.Eles quiseram mostrar aos estudantes infantis um horizonte de esperança e felicidades.Falsidades que tão somente trarão desenganos às gerações do futuro.É sabido que o Estado totalitário e o capitalismo selvagem são opções deficientes e injustas ao bem estar social.A correção deste rumo incerto só poderá ser corrigido pelas pessoas íntegras e não por regimes políticos.Ética, honra, trabalho e solidariedade é a única solução para um mundo melhor.

Sidnei Brito (01/04/2008 - 15:51)
Kamel encerra clamando que alguém precisa fazer alguma coisa. Ora, mas o jornalismo para "homers simpsons" da Globo já não faz? Mais uma pergunta: o Francisco Daudt, citado pelo jornalista, não é aquele mesmo do artigo na Folha, que acusava o Governo Federal de ter "assassinado" 200 pessoas no acidente da TAM? Nada mais natural: dois excelentes testadores de hipóteses!

Pasti (01/04/2008 - 12:50)
Azenha, 1º de abril? hehehe

Antonio (01/04/2008 - 11:30)
Azenha, em tempo, é bom lembrar que o MEC a que Kamel se refere é o de FHC que aprovou, então, o livro em questão. E seria oportuno também dizer que o mesmo livro foi adotado, sem imposição de qualquer espécie, por muitos professores da rede particular de ensino. Não se trata, como faz crer Kamel, de uma cartilha comunista nem de uma compilação distorcida de fatos históricos, é uma obra séria e de boa aceitação entre educadores (mesmo pelos que não são de esquerda ou comoem crianças no almoço). Recomendo a leitura da obra na totalidade e não só dos poucos parágrafos selecionados por Kamel antes de emitir um posição tão aguda sobre o valor do livro didático em questão.

Conceição Oliveira (parte 2) (01/04/2008 - 10:56)
A avaliação do MEC, feita por especialistas das universidades públicas, leva cerca de um ano para emitir pareceres. Em História, por exemplo, há 10 critérios que informam a avaliação dos livros e o ideológico não é um deles, isso significa que se um liberal escrever um bom livro de história ele será aprovado. Kamel, por meio de alguns recortes retirados do contexto quer nos fazer crer, que o governo Lula é responsável por aprovar livros ideologizados. Curioso que ele e nem ninguém da imprensa pegou pra análise a única coleção de História entre as 31 inscritas e as 18 aprovadas a receber conceito Ótimo em todos os critérios da avaliação. Por que será que ele e os demais a deixou de fora? Porque esse trabalho não endossaria a sua análise? Por que a análise de Kamel se ateve aos livros de História? Afinal, as avaliações para compra de coleções didáticas são feitas em todas as disciplinas. Será que Kamel não tem interesse na matemática, nas ciências naturais, na literatura que são ensinadas às nossas crianças? Marc Ferro tem uma explicação sobre isso no livro %u2018A história vigiada%u2019.

Conceição Oliveira (parte 1) (01/04/2008 - 10:55)
História é feita de recortes, sempre. Esse não é o problema, o problema está em não explicitar quais são os recortes feitos e por que foram feitos. De fato o texto do Schmidt é muito caricato, mas a análise de Kamel também o é. E os determinismos apontados por Kamel no livro de Schmidt é um dos seus menores problemas. Há outros muito mais sérios que fizeram o livro ser reprovado, mas Kamel nem tem competência para fazer essa análise e nem interesse para ser esforçar em fazê-la, porque a noção de História em Kamel também é bastante limitada. Schmidt é um dos autores mais caricatos que temos e ganhou fama na década de 1990, batendo em cachorro morto. Os monarquistas irritados com as piadas de mau gosto que ele fazia na %u2018Nova história crítica%u2019 o processou, ele vendeu milhões de exemplares com essa polêmica. Mas seu livro estava morto em 2007 e Kamel fez o desserviço de alçá-lo novamente na agenda. O livro em questão passou na primeira avaliação (no governo de FHC); na segunda foi aprovado com ressalvas (governo Lula) e na última foi reprovado (governo Lula). Kamel finge ignorar tudo isso. Mas o mais grave dessa polêmica mais recente é a imprensa do estilo Kamel se arvorar como competente para fazer a crítica de materiais didáticos. Há muitas coisas que podemos apontar aí, vou tentar sintetizar algumas: (continua)

O Chris Almeida - BH (01/04/2008 - 10:36)
O livro "denunciado" pelo Kamel já estava fora de circulção à época.

Fernando (01/04/2008 - 09:36)
As aulas de História e Geografia nas escolas são em geral ensinadas por professores de esquerda.

Renato (01/04/2008 - 08:15)
Azenha, você é socialista? Isso que estão ensinando as nossas crianças é pura mentira. Esse livro não menciona o fato de Fidel, Lenin, Stalin e Mao Tsung serem tão gente boa como foi Hitler. Fala sobre a crise do Tibet! Por que a China não deixa a sociedade internacional acompanhar de perto essa crise? Por que das Gulags Sovieticas? Por que o paredão cubano e a fuga de cubanos para Miami? Ainda temos que respeitar o indíviduo com as suas pontecialidades e com os seus defeitos. Socialismo não visa isso.

Geraldo (01/04/2008 - 04:48)
As reticências entre parênteses explicariam muitas coisas.

Antonio (01/04/2008 - 02:44)
Olá Azenha, Sobre o texto publicitário de Kamel, Nassif publicou uma excelente ponderação, assim como foi oportunamente divulgada a defesa dos autores. Todavia, é oportuno realçar os interesses comerciais defendidos pelo escandalizado Kamel em detrimento de uma posição ponderada, mas seria pedir demais que assim o fizesse.

Nilson Euclides da Silva (01/04/2008 - 01:35)
Bom, ficou faltando o comentário do jornalista sobre as verdades que o livro fala do cápitalismo ou será que elas não existem?????



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