Leonardo Reis (29/03/2008 - 11:28)
O texto é fraco. Parece que o MidiaSemMascara passou a aceitar colunistas do PSOL e do PSTU. É tudo do mesmo saco, mesmo...
Ademir (24/03/2008 - 19:00)
Azenha,
Como já disseram, você gosta de provocar. A questão é: primeiro ninguém com mais de 20 anos pode se dizer iludido, segundo todos nós fazemos nossas opções e é preciso arcar com suas delícias e dores, terceiro eles estariam adorando se Lula tivesse levado a ferro e fogo as políticas de esquerda do PT, imagina o homem já teria caído, o João Goulart caiu por bem menos e até onde eu saiba ele também nunca foi de esquerda. O problema a meu ver é de foco. Quem participou a formação do PT desde seu início, sabe que um dos maiores problemas era conciliar a turma que arregassava as mangas mas tinha pouco pendor para as discussões teóricas, com a turma que adorava uma discussão teórica e pouco pendor para o trabalho, digamos braçal de organizar a sociedade e conseguir melhorias para as classes menos favorecida. Posso lhe afirmar sem medo, a segunda categoria era a que mais se fazia presente nas discussões e notamente acabavam vencendo os demais pelo cansaço e depois sumiam, gastavam seu tempo a organizar seus próprios grupos, posso citar nestes grupos, os atuais membros do PSOL e PSTU. Lembro uma vez que como membro de um diretório do PT em São Paulo ajudei a barrar um candidato a reunião do diretorio municipal ou estadual do partido, pelo simples fato de nunca tê-lo visto em nosso diretório, e posso garantir que era militante convicto e quase todas as minhas horas vagas era dedicada a construção do PT, e o sujeito teve de se contentar a participar do evento apenas como observador sem direito a voto. imagina a minha felicidade. Ai você me pergunta o quero dizer com isto: Primeiro, depois de mais de 20 anos de ditadura, conteúdo teórico de esquerda era pouco conhecido da maioria, segundo era bonito ser de esquerda e ser revolucionário estava na moda, terceiro muitos de nós não sabiamos ao certo que tipo de socialismo nós queriamos, pois as experiências da URSS, Coréia, China entre outros não eram muito pouco animadoras e edificantes, muitos de nós estavamos em formação, inclusive ideologicamnete falando, não sabiamos o rumo que as coisas poderiam dar e até onde poderiamos chegar, a Presidência era um sonho e depois de perder 3 eleições você começa achar que ele jamais irá ocorrer, algo precisava mudar, muitos como eu deixamos de lado a militância para cuidar da vida acadêmica ou profissional, dando espaço para esquerdistas e aos carreiristas e o resultado todos conhecemos. Quantas vezes não fomos votos vencidos só porque era preciso marcar posição, quantas vezes defendemos pontos sem acreditar que os mesmos eram factíveis, mas fazia parte do jogo eram preciso construir o partido, consquistar espaço, consquistar cadeiras nas câmeras municipais, nas assembléias estaduais e mesmo na federal. Não estou arrenpedido nem iludido, não estou 100% satisfeito, mas posso lhe garantir que o Brasil hoje é melhor, digo, bem melhor do que 15 ou 25 anos atrás, digo isso como uspiano do final da década de 80 e início dos anos 90 em nenhum um momento fui iludido por qualquer professor de esquerda da USP ou de qualquer outro lugar, minhas opções eram minhas e as assumo, era duro conviver com a esquerda elitizada, que conhecia a periferia pelos jornais e pela TV e ao mesmo tempo eram muito engraçado vê-los defender coisas que nem conheciam direito, mas como filho desta sempre me portei como tal e não fui cooptado por estes.
JULIO SILVEIRA (24/03/2008 - 16:53)
Nosso País não precisa disto esquerda, direita são isntrumentos inteligentes da força econômica, ou de poder para dividir e governar.
O Lula tem sido o excelente presidente que é, por que na verdade ele age por intuição tem sensibilidade suficiente(até por que já passou por poucas e boas) para entender a necessidade de incluir a camada da população da qual é originário para o bem do Brasil.
Apesar da pouca cultura didática tem sido verdadeiro honoris causa na arte de interpretar as nescessidade da pátria em sintonia com os anseios populares.
A dificuldade de se fazer a leitura deste personagem histórico em todos os sentidos, reside justamente ai, acostumou-se a rotular de esquerda aqueles que buscam atender as necessidades demandadas pela classe menos favorecida da sociedade em geral proletários de baixo poder economico, utilizando instrumentos politicos preconizados pela intelectualidade soviética, que não deu certo nem prá eles.
De direita costuma-se pensar que se utilizam de recursos politicos e financeiros da burguesia dominante em prol da manutençao de seu status quo, se utilizando de todos os intrumentos possiveis no interesse da permanência da anestesia social que os fazem leigos, alheios e ignorantes a tudo aquilo que determinam suas vidas.
Nosso presidente utiliza os recursos da direita para atingir os objetivos da esquerda, se é que podemos rotular, prá mim o Lula é apenas um brasileiro com forte noção de civísmo de quem devemos nos orgulhar.
Ney (23/03/2008 - 22:52)
O fato de haver "tanta oposição" contra ele não quer dizer muito. Se se quer entender "tanta oposição" ao governo Lula, não se deve trabalhar com a lógica binária e simplista de que se a direita tradicional e a mídia vive atacando o governo é porque o governo é de fato de esquerda. Nos EUA existem Democratas e Republicanos, ambos liberais. O primeiro social-liberal, o segundo liberal ortodoxo. Roosevelt enfrentou oposição cerrada de uma parte do empresariado norte-americano (liberais ortodoxos), foi taxado de comunista, tudo porque implementou reformas e aumentou a intervenção estatal. Nem por isso deixou de rezar pela cartilha do capital, aliás, o capitalismo só se manteve por todo esse tempo porque contou com um período de estatismo; até nos nossos tempos neoliberais eles não hesitam em clamar a ajuda do estado para resolver as coisas nos momentos de crise (vide a ajuda aos bancos norte-americanos recentemente). Qualquer membro da alta burguesia, seja ele um empresário com "consciência social" / social-liberal ou um liberal ortodoxo, tem a mesma motivação: capital. Ou será que os membros da Fiesp se recusam a dialogar com o governo federal só porque um partido de esquerda ocupa o executivo? Será que eles deixaram de se beneficiar com a política macro-econômica? Será que não contribuíram com as campanhas dos deputados, senadores, governadores,etc dos mais diversos partidos, inclusive do PT? Fizeram isso sem esperar um retorno? Aí respondem: "ah, mas e a oposição do Paulo Skaf à CPMF?". Pode-se responder: nenhuma classe, fração de classe ou bloco no poder é homogêneo. Houve um momento que a fração industrial da burguesia brasileira também se opôs às medidas excessivamente monetaristas do governo FHC que beneficiavam mais o capital financeiro nacional e internacional. Isso significa que o governo FHC deixou de atender aos interesses deles de forma geral? Da mesma forma, a oposição à CPMF significou que a burguesia brasileira quer romper com o governo Lula? Alguém se lembra da entrevista que o banqueiro Setúbal, do Itaú, deu à Folha de SP em 2006 dizendo que pra ele não fazia diferença se quem ganhasse a eleição fosse Lula ou fosse Alckmin? Quantos ministros empresários Lula já teve (lembrando alguns: o vice José Alencar, Luiz Fernando Furlam, Roberto Rodrigues...)? Que ameaça à ordem insitucional e à vida da burguesia as políticas sociais do governo de esquerda oferecem? Muitos podem até se incomodar com um governo que pelo menos faz algo pelos pobres (é melhor fazer algo do que não fazer nada), mas isso de fato não ameaça aquilo que Lula já disse uma porção de vezes: "neste governo os empresários ganharam dinheiro como nunca", e isso os indicadores econômicos apontam. Ainda que muitos comentaristas critiquem o governo em muitos aspectos, quando se trata dos indicadores econômicos frisam que " o governo fez a lição de casa","o PT aprendeu a lição", "depois de tantos anos criticando, perceberam que este era o único caminho". Gira em torno de um consenso. A oposição da grande mídia corporativa e dos burgueses puro-sangue PSDB/DEM é uma oposição institucional e sistêmica, está nos marcos da ordem, e qualquer democracia representativa do mundo ocidental conhece esse tipo de relação política há muito tempo. Um partido de esquerda, social-democrata ou um partido social-liberal e um partido de direita liberal ou liberal-ortodoxo domiando a cena política e disputando os espaços institucionais é algo que existe nos EUA, na Inglaterra, na Itália, etc. O filósofo marxista italiano Domenico Losurdo chama esse processo de "monopartidarismo competitivo"(referindo-se aos EUA). Esses partidos representam diversos segmentos sociais de diferentes formas, tem divergências programáticas, mas possuem carcaterísticas que os unem e os torna até mesmo complementares: não vão além dos limites da institucionaliade, reproduzindo os processos burocráticos e comprometidos em executar o programa do capital, canalizando os conflitos para a arena da representação, onde a grande maioria não possui força para fazer valer seus interesses. O que os une é o consenso em torno do elemento chave para se manter a ordem e não ir além dela; no caso brasileiro o consenso gira em torno da política econômica neoliberal, que é o que une os principais representantes do PT e PSDB/DEM. Isso torna-se mais complicado ainda quando quem está no poder é um partido de esquerda, pois estes ao contarem com uma forte ligação com os movimentos sociais e com as camadas mais desfavorecidas acabam cimentando um laço dependencia tão grande que termina amarrando os movimentos sociais não permitindo que estes consigam ir além das reivindicações imediatas (reformas). A hegemonia perfeita: o partido dos trabalhadores, ainda com grande inserção e influência nos movimentos sociais fazendo estes últimos crer que não há alternativa a não ser seguir a cartilha neoliberal (mas com distribuição de renda e bolsa familia funcionalizando a pobreza, que virou questão de gestão) e o PSDB/DEM e a grande mídia endossando a política econômica do governo e frisando que este último nada mais fez do que copiá-la do governo anterior, que também apregoava que não havia alternativa se quisessemos ser modernos. E assim foi selado o consenso nacional: ricos e pobres, esquerda e direita em unem-se na manutenção e administração do capitalismo.
balbino (23/03/2008 - 10:08)
êsse Gerson vai morrer Faria!
Felipe Vargas Zillig (22/03/2008 - 22:08)
Esse texto tá punk(tomara que os punks não fiquem ofendidos),pensando bem ele está idiota como o autor.Mas sejamos sinceros,tem coisa melhor que dá bordoada nessas malas.Sem eles só teríamos o psol quinta coluna para nos divertirmos.O desespero dos animais é latente,os programas sociais e a defesa do Brasil falam mais alto que qualquer palavra.O caminho tortuoso,lotado de dificuldades,a capacidade de ler e sentir as aspirações do povo brasileiro,enfim, o LULAÇO é quase santo.Dá-lhe LULA.
Luiz Siqueira Paes (22/03/2008 - 20:18)
Esse cara que escreveu isso aí deveria se canditar a redator do famigerado "Casseta e Planeta". (Rssss)
Marco (22/03/2008 - 17:16)
Azenha, você gosta duma provocaçãozinha básica, né?
hehehehe
cid elias (22/03/2008 - 13:22)
É...o olavin de carvalho deve ter ficado exultante com a iniciativa do Azenha! mídia sem máscara (e sem vergonha na cara), ninguém merece! Duas considerações: 1- se esse cara votou no Lula, eu votei no fhc!!! 2- alguns, a exemplo do cara que escreveu o artiquete acima, são hipócritas meeeesmo. Outros, não conseguiram perceber que o mundo mudou. O sistema político brasileiro não permite, nem ao Lula nem ao maior "esquerdista" do Pindorama, fazer o que os ultra-izquierdas pensam que estariam fazendo caso chegassem ao poder(Deus nos livre duma heloísa estevão helena!). A "sapiência do Odebrecht" é igual a sapiência do Zuleido Veras da Gautama, afinal, ambos sempre foram grandes especialistas em lesar o estado via obras superfaturadas.
Azenha, não sei se esse sujeito é teu amigo. Se for, diga a ele que fique tranquilo. Posso até imaginar como o cara deve estar "temoroso" em relação ao futuro político do Lula, não é mesmo? É cada um que aparece...
Conceição Oliveira (22/03/2008 - 11:51)
Azenha já tivemos o filósofo da CBN, o Kamel, agora o pupilo do Olavo. Divertido.
Sugiro criar um link no Vi o mundo com um sugestivo nome que seja capaz de agregar esse povo. Que tal uma homenagem a Bismark, para não pegar mal com os bipolares? Ou então, agregue os no link Bizarro, pois haja!
Olavo de Carvalho é um sujeito que precisa de tratamento, tá no rol dos filósofos contratado pela CBN. Nunca vi um sujeito mais desequilibrado na crítica, parece que a Filosofia no Brasil parou na Marilena, até Janine um dos melhores leitores de Hobbes, anda agindo de maneira esdrúxula, defendendo universidades privadas oportunistas via Capes...
Mas enfim, pobre desse moço do 'artigo': em 1989 'iludido' pelos professores de esquerda e 20 anos depois doutrinado pelo Olavo, o menino não sabe o que é visão crítica, não vai aprender mais.
Parece que a bipolaridade do Cansei da senhora da paulista está virando epidemia.
Resta perguntar ao pupilo do Olavo, se o Lula não é de esquerda (há controvérsias) por que tanta oposição ao homi? Será que agora o mídia sem máscara perdeu o foco? De quem eles vão ter medo, agora?
O que eles vão fazer se a existência deles depende do pavor da esquerda? O sapo barbudo não é mais bicho papão, como o Olavo e sua trupe sobreviverão?
Dulce Leão (22/03/2008 - 09:38)
Que PIADA DE TEXTO....Uma piada sempre começa assim : " eu já votei nele... mas depois nunca mais ..." Pois eu digo: EU VOTEI NELE, E ENQUANTO FIZER POLÍCIAS QUE PRIORIZAM OS POBRES, CONTINUAREI VOTANDO NÊLE !!! É LULA LÁ, LULA CÁ, E LULA ACOLÁ!!!
Patrick (22/03/2008 - 08:00)
O midiasemmascara mudou o rumo editorial, hehehe? Para eles, o mundo não era um complô mundial dos comunistas, que controlam toda a mídia (Folha, O Globo, Veja, ...) e os políticos internacionais (Bill Clinton, ...)? Lula não faz mais parte dessa trama :-)?
Dizer que o Lula não é de esquerda não só é um exagero como não interessa a própria esquerda. Que eu saiba os tucanos é que adoram dizer que o governo do Lula é igual ao do FHC.