Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
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Brasil desconhecido Utilidades

AS CATARATAS DO RIO DOS COUROS

Atualizado em 11 de abril de 2008 às 16:43 | Publicado em 13 de julho de 2007 às 09:19

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Ainda não recuperei o fôlego. Diante da beleza, sentei nas pedras e fiquei mais de uma hora contemplando. É um dos segredos bem guardados do Brasil Central.

São as cataratas do rio dos Couros, em Goiás, na região de Alto Paraíso. Chegar lá é difícil. A estrada, de terra, é quase intransitável. Eu mesmo vi um jipe 4x4 que atolou. São pelo menos quatro horas de viagem para quem parte de Brasília. Quem consegue chegar de jipe enfrenta uma caminhada de um quilômetro para ver as primeiras quedas.

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Esta imagem vale a visita. Mas é só o começo. O guia nos leva pelas encostas, rio abaixo. É preciso cuidado. Em alguns trechos é preciso se apoiar em galhos de árvores.

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 E o show continua. No caminho, dá para ver quatro quedas d'água distintas. Ficamos de olho no horizonte. Abril foi mês de chuva na região. O grande risco é de uma tromba d'água. Muitas pessoas já morreram por causa de chuvas repentinas, que aumentam de repente o volume das águas.

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Continuamos descendo o rio dos Couros. A água é cristalina. Dá para ver as pedras no fundo do rio. Logo adiante as águas vão despencar de novo. Seguimos na trilha de pedras, em meio à vegetação do cerrado.

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 De repente, estamos diante de um espetáculo deslumbrante. O rio dos Couros explode sobre as pedras. Ficamos a apenas alguns metros do espetáculo. Aproveitamos para descansar da caminhada. E para repor as energias com rapadura e frutas. O show ainda não havia acabado.

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 No patamar abaixo, ficamos todos boquiabertos. Depois de uma gigantesca queda, as águas escorrem por um cânion. E saber que pouquíssimos brasileiros conhecem esta maravilha. Nosso grupo começa a discutir o assunto. "Se fosse nos Estados Unidos, isso aqui seria parte de um parque nacional, intocável", diz uma amiga. As cataratas ficam dentro de uma propriedade particular.

Por enquanto, estão preservadas. Entre nós, alguns queriam manter a visita em segredo. Seria uma forma de evitar a destruição causada pelo turismo desorganizado. Concluímos que é mesmo melhor deixar o lugar sob o cuidado de particulares. Outras atrações da Chapada dos Veadeiros ficam em áreas particulares e estão muito bem cuidadas. É um sinal de quanto os governos brasileiros estão desmoralizados. Sob a guarda de burocratas federais, estaduais ou municipais, as cataratas correriam risco maior de destruição.

"Se depender do governo, logo vai ser dada alguma concessão fajuta para botar uma lanchonete pendurada nas cataratas", brincou um amigo.

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No entorno das cataratas, a vegetação é fascinante. Notem o contraste do chuvisco de flores perenes com a árvore do cerrado. Só foi possível mergulhar nas águas geladas em dois lugares. Mas nossos movimentos eram bastante restritos. A correnteza é forte - um descuido e ela poderia nos arrastar rio abaixo.

Depois de cinco horas de visita, ninguém parecia cansado. Tanta beleza deixou nosso grupo de baterias recarregadas. Já no Land Rover, no caminho de volta, concordamos: só mesmo o Brasil para ter segredos tão espetaculares.

Publicado originalmente em 2007


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Luiz Domingos de Luna (17/01/2008 - 12:21)
A Dor da Memória Em um história, que foi tão florida, de vida vivida, saudosa memória, foste a mãe que alimentou o retrato que estou, a tristeza que aflora, pudesse aurora, contemplar novamente regar a semente da sombra frondosa, untados nós somos no mesmo ideal, qual foi o pecado que nós cometemos, um paraíso tão lindo, tinha Adão tinha Eva tinha serpente estrela azulada, tinha perfume, tinha luz, tinha água, tinha alma, porque me seduz, se estou nu no infinito, o nosso grito, já foi quebrado, de um tempo passado que vive com glória, martela e sufoca a minha memória. Qual foi o meu errro de um ciúme doentio, acendi o pavio, do espertalhão. Sem tela, sem cor, sem brilho, sem luz, sem agora. Mataste a aurora do meu coração. deuteronomioarte@bol.com.br www.meninodeusaurora.com.br Luiz Domingos de Luna.



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