Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
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UM MAR DE SOJA E CANA

Atualizado e Publicado em 10 de abril de 2008 às 11:41

Você acha que o Brasil está preparado para aumentar sua produção de biocombustíveis e alimentos sem aumentar a destruição da floresta amazônica, eliminar o cerrado e poluir todos os rios com herbicidas?


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Roberto - Rio das Pedras (21/04/2008 - 09:43)
Os norte-americanos dizem que o Brasil é o celeiro do mundo, e eles consideram os brasileiros como ratos, por isso a fura lei do aborto, pra diminuir os número de pessoas, no Brasil, e assim sobrar terra pra se plantar soja, milho e cana pra eles. Um dia o petróleo do Iraque que eles estão roubando vai acabar.

Glauco (14/04/2008 - 23:16)
O Brasil: este mundo de terra fértil, água doce, estabilidade política, democracia. O Brasil: assentado no Conselho de Segurança da ONU, membro permanente. O Brasil: com reservas de petróleo que rivalizam com as da Líbia. Já pensaram no medo que certos países importadores de alimento, petróleo, com escassez de água, têm de um país assim?

Leitor (14/04/2008 - 22:57)
O desmatamento da floresta amazônica existe porque existe demanda internacional para esses produtos. Afinal de onde vem a madeira de lei que equipa e decora o interior dos iates e embarcações de luxos pertencentes aos donos do mundo?

Luiz Carlos Oliveira (14/04/2008 - 21:44)
Cadê aquela história de que o Brasil era o celeiro do mundo? De uma hora para outra, os alimentos sobem de preço em todo o mundo e ai vem um "especialista" da UE dizendo que a culpa é do subsídio dos biocombustíveis. O Brasil tem terra de sobra para plantar cana, soja, mamoma ou o que for preciso para produzir energia alternativa, sem precisar derrubar uma árvore sequer. Só aqui no Rio Grande do Sul basta rodar por qualquer estrada do interior e ver que, na maioria de nossas terras, meia dúzia de bois ocupam áreas imensas, já que muitos proprietários de fazendas nada plantam. Mas, como dizemos por aqui, é mais fácil e menos arriscado ser "gigolô de vaca" do que arriscar numa plantação, sujeita às intempéries naturais. Coisa de brasileiro;;;

bentoxvi-o santo (14/04/2008 - 20:29)
AZENHA...DESDE ANTIGAMENTE...VERDADEIROS BRASILEIROS JÁ DIZIAM..."O BRASIL É O PAÍS DO FUTURO"...FINALMENTE O GIGANTE ETERNAMENTE ADORMECIDO... ACORDOU...FOI PRECISO QUE TODOS NÓS...JUNTOS...LUTASSEMOS CONTRA OS VENDILHÕES DA PATRIA...LUTA DURA CONTRA O PIG...A ELITE ESCRAVISTA...AQUELES QUE MANTINHAM NOSSO POVO DOMINADO...COM BAIXA ESTIMA...TRISTE E POBRE...APOIAMOS UM TRABALHADOR A PRESIDENCIA DO NOSSO PAÍS...E TEMOS AGORA...O MELHOR GOVERNO DE NOSSA HISTORIA...VEMOS AGORA EM TODOS OS ORGÃOS DA IMPRENSA ,A NOTICIA DA PROVAVEL DESCOBERTA PELA PETROBRAS DE UM HIPR-MEGA-CAMPO DE PETROLEO...É PIG...É ELITE ESCRAVISTA...ESSE POVO MESTIÇO TEM FUTURO..."NAVEGAR É PRECISO...VIVER NÃO É PRECISO"...

Arilo (14/04/2008 - 20:09)
A discussão deve amadurecer bastante. Em princípio, julgo que nada impede o desenvolvimento dos bio-combustíveis, desde que sua política adote os princípios de direito ambiental da ECO 92. Aqui, não há lugar para simplismos e ideologias. O meio ambiente é importante enquanto útil para o homem, único ser com dignidade, de modo que as florestas não podem se tornar barreira ao desenvolvimento sustentável.

jose carlos lima (14/04/2008 - 17:56)
Quando leio estas notícias "Jazida Pão de Açúcar tem 5 vezes mais petróleo que Tupi" no solo brasileiro, me dá um certo medo. É que como se sabe, isto é um prato cheio para que o Brasil seja amanhã o que o Iraque é hoje. Já estão de olho na Amazônia, centenas de bases, treinamentos de soldados estrangeiros especialializados em combate na selva...prá que? No entanto noto que o PIG (Estadão, Veja, Folha, Globo) não se preocupa muito com tal possibilidadde. Perder tal riqueza, assim como perder a Vale, para o PIG não interessa. Só interessa ao PIG os 8 reais gastos por um ministro na compra de uma tapioca por engano, ao trocar o seu cartão particular pelo corporativo. Triste realidade mas é verdade. Bando de apátridas.

Luciano Alvarenga (14/04/2008 - 14:30)
Claro que não: veja, cana = destruição da mata atlAntica, café = dstrução de mata atlantica e serra do mar, soja = pantanal...

Giordano Pedro (14/04/2008 - 11:00)
O Brasil atualmente não dá conta nem de preservar o que restou da floresta amazônica. Aceitar o "mar de cana" seria apenas catalisar uma morte anunciada da floresta. O nosso sistema de produção sobrepõe o lucro a qualquer interesse, inclusive o ambiental!

ana (13/04/2008 - 14:01)
Acredito que não. A historia mostra que o dinheiro é que comanda tudo. O produto que for mais lucrativo vai se sobrepor aos demais. Esta é a otica do mercado e do capitalismo. O Estado poderia corrigir eventuais distroções. Mas, em plena época de hegemonia do capitalismo selvagem, duvido que o Estado tenha força para intervir. Os de sempre dirão que existe uma conspiração da esquerda para ressuscitar o comunismo. As proximas gerações que se sofram as consequencias.

Jorge Nunes (13/04/2008 - 13:42)
Palavras de Delfim Neto para a Revista Poder: A hipótese da OMC (Organização Mundial do Comércio) é a mais indecente de todas: "Para o Brasil, a agricultura e o minério, para a Índia, os serviços, e para a China, a indústria". Banana pra eles! Nós vamos ter, daqui a 25 anos, de 240 a 250 milhões de habitantes, teremos de dar emprego para 140 milhões de brasileiros entre 15 e 65 anos, ninguém vai fazer isso com exportação agrícola e mineral. Nós somos vítimas de um complexo malthusiano. O progresso tecnológico nesses dois setores economiza mão-de-obra e economiza terra. Fonte: http://revistapoder.uol.com.br/revistapoder/mat1.html

Luís Carlos P. Prudente (13/04/2008 - 11:09)
Penso que não, o país não está preparado para isto, pois o interesse do latifúndio assassino de trabalhadores rurais e escravocratas não tem no seu dicionário o conceito de preservação do meio ambiente. Para os latifundiários-especuladores o que interessa é ganhar cada vez mais dinheiro...e só. Na região do Pontal do Paranapanema, em São Paulo, vê-se um exemplo claro da devastação que esses latifundiários promovem, pastagens e mais pastagens de gado com córregos e rios destruídos, pois não se preservou a mata ciliar desses córregos e rios. Mesmo a reseva legal de mata nativa não é obedecida por estes latifundiários. Aos poucos estas pastagens vai dando lugar à cana e soja, vai tomando até mesmo as terras das poucas e pequenas propriedades, destruindo mais ainda o pouco que resta das matas nativas da região. Se isto ocorre em São Paulo, onde a fiscalização municipal, estadual e federal se faz mais presente, imagina no interior de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará, etc? Lá predomina o latifúndio escravocrata e assassino, que não tem nenhum interesse com os direitos humanos e trabalhistas, muito menos ambientais. A minha triste conclusão é que a Floresta Amazônica está perdida, pois os interesses capitalistas se infiltraram dentro do Estado brasileiro e lá emperram os órgãos públicos que tentam defender a Amazônia, a natureza e a vida.

Alberto Porém Júnior - Lucas do Rio Verde - MT (13/04/2008 - 10:51)
Existem certas fantasias impostas das quais devemos duvidar e quem navega pela internet não deve acreditar em tudo o que é dito. Caso Bio-combustíveis: Hoje ele é inviável e vai parar em poucos anos como foi com o extinto Pro-álcool da década de 80, fábricas de biodiesel estão paralisadas, pois o único produto viável economicamente é a soja e ela está cara demais pra virar combustível, é a lei do comércio. Caso alimentos e Amazônia: Alguns dos leitores já foi a Amazônia e ao Pará? Moro a 15 anos aqui no médio norte do Mato Grosso e estive algusn dias atrás visitando lavouras de soja em Santarém-PA, meus caros saibam que ninguém esta destruindo a floresta como dizem o máximo que se faz é plantar com a permissão da mãe natureza e se você abandonar a área de plantio por 2 anos não planta mais pois é a mãe natureza e nenhuma ONG BESTA que traz a floresta de volta para aquele pedaço de chão. em 2 anos a floresta toma conta de novo. Isto ninguém me contou eu vi com estes olhos e comprovei. Vamos parar de gastar saliva e tempo com coisas fúteis. Temos sim que pensar em toda esta sujeira que a mídia e ONGS BESTAS vem despejando dia a dia por todos os meios fazendo com que pessoas íntegras que preservam sim a natureza mas querem e pensam no progresso sejam vistas como verdadeiros criminosos, lembrem-se disto quando comprarem comida para suas famílias, porque provavelmente o que estarão comendo em algum momento tem as mãos calejadas do pessoal destas terras.

Hugo - Rondonopolis/MT (azapen3@hotmail.com) (13/04/2008 - 01:30)
Azenha, com prazer, faço meu primeiro comentário em seu Blog. Veja, na minha opinião, todos os comentários, que li, tem razão, se não total, em parte. Mas quero dizer, que há uma preocupação nessa relação biocombustíveis/alimentos, sem porém procurar alternativas. Tenho um plantio de Moringa Oleifera que será pesquisada pela UFMT, em todo o seu potencial. Mas posso assegurar, antecipadamente, pelo que já conheço dessa planta, que poderá sem sombra de dúvida ser a grande solução para esse impasse "área disponível/biocombustíveis/alimentos". A Moringa Oleifera produz 200% a mais de álcool por hectare que a cana de açucar. Produz até 8.000 litros de biodiesel por hectare, com processo de craqueamento. É ainda alimento animal (boi, cavalo, cabra, ovelha, avestruz, peixes, porco, galinha) superior a alfafa, tanto na qualidade como na produtividade que é altissima. Resumindo, quero dizer que temos alternativas tecnológicas, tanto para aumento de produção de alimentos e biocombustíveis, mesmo com manutenção de áreas já utilizadas, sem necessidade de agressões ambientais.

João Humberto Venturini - http://betobiologia.blogspot.com (13/04/2008 - 01:29)
Sou biólogo e moro em Piracicaba - SP, onde a cidade é envolta por um mar de cana definitivamente. Além disso convivemos com a chuva negra que emporcalha toda a cidade com os ciscos pretos da queimada e milhares de pessoas, principalmente crianças, são hospitalizadas com problemas respiratórios. Aqui os usineiros mandam e não precisa ir no nordeste para falar em coronelismo, é só vir aqui que o negócio é quase o mesmo só que com uma cara mais moderna. Conheço bem a mentalidade desse pessoal que pratica essas monoculturas e temo pelo pior. É só pegar o exemplo do estado de São Paulo que era coberto por mais de 80% de Mata Atlântica e em pouco mais de 1 século hoje resta meros 2 a 3% de Mata. Isso é comemorado e deixado de lado, pois aqui todos se orgulham do progresso que o café (no início) e a cana (q agora tomou todo o estado)trouxeram ao estado. É esse o modelo de progresso e crescimento que os agrobusiness man querem e estão implantando no resto do país. Infelizmentem, se o governo não for firme na política ambiental, o Brasil vai virar um mar de cana aqui, outro mar de soja ali, um pouquinho de eucalipto acolá e muito pasto pelo resto. Nossos biomas (Cerrado, Amazônia, Pampas) vão ser substituídos por esses novos "biomas" do progresso. Nossa imprensa vai aplaudir, pois as reportagens tratam esses empresários do campo como deuses e dizem que isso é o "Brasil que dá certo"(capa da Veja há alguns anos atrás. É esse modelo que avança cada vez mais na Amazônia e azar é nosso.

Joao Bastos (12/04/2008 - 22:29)
Estou com o Hugo Albuquerque nessa.

Nelson Antônio Fazenda (12/04/2008 - 22:19)
Caro Azenha. Definitivamente, não. Se todo o esquema de produção dos biocombustíveis estivesse programado para passar por um rígido controle público, acredito que a resposta a sua pergunta poderia ser afirmativa. Mas, como o esquema será controlado por mega-empresas do agronegócio, preocupações com a preservação ambiental muito provavelmente nem serão consideradas. Essas preocupações implicam em custos maiores e, por conseqüência, em lucros menores. Nestes tempos neoliberais, em que impera a lógica da extração de lucros crescentes, todo e qualquer óbice à otimização dos ganhos tem que ser afastado. Infelizmente, o atual governo em momento algum se mostrou inclinado a cumprir com o seu dever que é o de assumir o controle do processo de produção dos biocombustíveis. Portanto, é quase certo que aí vem mais devastação e poluição.

Gersier (12/04/2008 - 18:27)
Azenha, quando eu assistia regularmente a Globo, creio que vc ainda estava lá, vi uma reportagem sobre a reforma agrária que mostrava no nordeste, um colono que havia ganho um pedaço de terra. O seu vizinho era um japonês. De um lado a produção vistosa de frutas e hortaliças, do outro mato puro. Não sei se a culpa era por preguiça do colono, por abandono ao colono,incluindo aí a falta de orientação e assistência técnica. O certo é que mostrava que no mesmo pedaço de terra havia duas realidades diferentes,logo a culpa não poderia ser da mesma ou creditada as condições climáticas. Isso posto, acredito que temos condições e terras suficientes para a produção de alimentos que atenderá a demanda interna e ainda poderemos exportar parte dessa produção.Isso o próprio Presidente Lula tem falado em seus pronunciamentos nas solenidades de autorizações de obras do PAC pelo País inteiro, só que sempre relegaram isso, claro, a mídia nunca esteve atrás de notícias, mas de palavras que dessem a oportunidade de criar factóides. Portanto há vontade política por parte do Governo Federal. O que não pode acontecer é voltarmos ao passado não muito distante onde certos produtores conseguiam financiamentos e ao invés de usa-lo para o plantio, comprava mansões, viajavam para o exterior, compravam carrões e depois claro, como não conseguiam pagar o empréstimo, corriam atrás dos deputados da sua região para reclamar da alta taxa de juros, para tentar renegociar a tal dívida, etc.

Hugo Albuquerque (12/04/2008 - 18:10)
Nâo mesmo, para tanto o país teria de promover um salto tecnológico muito grande, bem como o Estado brasileiro deveria gerir às questões ligadas ao campo como nunca foi capaz de fazer nem agora, nem antes, pois os latifundios continuam aí e seus proprietários são como senhores feudais, soltam e mandam prender em seus "dominíos". Outro ponto é que a produção de biocombustíveis e alimentos são excludentes entre si; terra com plantação destinada a virar combustível e não alimento representa preço mais alto nas mesas dos brasileiros. Os biocombustíveis sempre serão um fator inflacionário fixo para os alimentos; Quanto mais forem produzidos mais colaboraram para manter os preços dos alimentos altos. Note-se que o que impediu o Brasil de virar um inferno até hoje, sempre o foi o relativo baixo preço dos alimentícios, se isso mudar teremos problemas graves.

Aloísio da Costa Val (12/04/2008 - 16:49)
Não vejo conflito algum, apenas colocações políticas e aglumas de má fé.

waleria (12/04/2008 - 15:55)
É possível preparar-se, e pode-se fazê-lo. Ninguém nasce preparado para produzir e crescer - é necessário um período de desenvolvimento. Mas basta vontade política - e essa, com Lula, existe.

Gérson (12/04/2008 - 15:41)
Concordo com o Waldomiro Pereira, que escreveu abaixo "É preciso uma reforma agraria séria em que a posse se dê apenas depois de 30, 40 anos e com comprovada produtividade" e acrescento: estimular também as cooperativas, pois existem vários exemplos de sucesso pelo país e pelo mundo. Não basta dar terra, é preciso uma Política Agrária (crédito,seguro,capacitação técnica, etc). Exemplos não faltam para matar a fome do povo. Sugiro que assistam o vídeo: As Fulôs do Sertão - As muleres da Caatinga (exemplos como o que mostra nesse vídeo, deveria ser implantado em várias partes do Brasil. http://video.google.com/videoplay?docid=6404658364477316929 Depois de feito isso, vai sobrar muita terra ainda para bio combustíveis.

Arilo (12/04/2008 - 12:16)
Evidentemente, a decisão será política; sem um debate aprofundado não tenho a menor condição de responder.

Natal Antonini (12/04/2008 - 11:25)
Esse é um tema muito polêmico e deve ser discutido de forma técnica, tanto que concordo parcialmente com dois argumentos aparentemente contrários. Concordo com o que o Ricardo Lima escreveu que o Brasil tem, não só, todas as condições materiais necessárias, como conhecimento suficiente para gerar todo biocombustível consumido por ele e ainda exportar uma boa quantidade, pois se sabe que utilizamos um percentual ainda baixíssimo das nossas áreas agriculturáveis. Por outro lado concordo também com a tese do Sérgio Pamplona, já que sabemos dos limites de produção dos biocombustíveis e se todos quiserem ter o nível de consumo per capita dos EUA, apenas mudando a matriz para fontes vegetais, será uma catástrofe, pois nesse caso não haverá terras suficientes para gerar energia e alimentos. E nós e, principalmente, os Iraquianos sabemos nesses casos como as divergências são resolvidas...

Waldomiro Pereira Da Silva (12/04/2008 - 11:24)
Azenha, Precisamos primeiramente nos prepararmos a nivel industrial (produção de insumos, adubos, etc) para depois avançar mais na questão agricola. Não podemos ficar dependentes de importação destes itens aos quais pagamos cada vez mais. Posterirmente devemos fazer um zoneamento (regional), estabelencendo quais áreas de monocultura e dentro destas áreas ou anexo a elas a produção de alimentos para consumo e exportação. É possivel realizar avanços no nordeste do Brasil e preservar ainda por muito tempo a exploração e devastação na amazônia. Pra isso é preciso vontade política, não é nada facil enfrentar os Srs. do Engenho no nordeste. Veja a transposição do São Francisco. O interesse de alguns poucos, inclusive do bispo tresloucado e suicida, e de oportunistas representando a Globo (não sei qual o interesse). Precisamos discutir o Brasil numa perspectiva de inclusão definitiva dos mais pobres num ambiente em que a alimentação, água e infra-estrutura sejam verdadeiramente direitos dos cidadãos e dever do estado propiciar. Precisamos discutir a questão da posse da terra e a quantidade de terra permitida a cada individuo ou empresa. Seremos grandes quando incluirmos mais produtores rurais. É preciso uma reforma agraria séria em que a posse se dê apenas depois de 30, 40 anos e com comprovada produtividade. Este é o Brasil do futuro. Falta coragem e um lider para isso. Mas ele esta chegando. Dlima-lá.!!!!

Bola (12/04/2008 - 11:17)
Triste ver o Azenha dando trela a essa conversa de qu devemos ser o celeiro dos países ricos, de que nossas terras devem produzir alimentos ao invés de riquezas.

Ricardo Lima (11/04/2008 - 12:09)
O Bautista Vidal (Gilberto Vasconcelos idem) nos diz isso há décadas. O Brasil tem, não só, todas as condições necessárias, como todo o conhecimento necessário. No entanto, o uso que nosso presidente fará da situação é que preocupa. Infelizmente, o Lula não é tão nacionalista (ou corajoso) quanto deveria! Quem viver verá!

Isabel (10/04/2008 - 18:36)
A Ludi está certíssima. Condições o Brasil tem, o problema se reduz aos custos de produção, como sempre. Se não houver vontade e fiscalização, a coisa pode ficar feia, mas a questão do desenvolvimento sustentável ainda é problema, especialmente enquanto a necessidade desse crescimento não for encarada com mais seriedade pelos ambientalistas, e também com mais nacionalismo. Não dá pra se orientar por uma ótica primeiro-mundista, que acha que o Brasil é uma reserva ambiental e ponto final, sem levar em conta as necessidades do povo brasileiro, sua demanda por crescimento. O Brasil não é o parque de diversões do mundo, mas qualquer projeto que demande um grande esforço, já vai logo sendo bombardeado. O "não-fazer" vem antes do "como fazer". A esquerda se encolhe atras das bandeiras ambientalistas, com medo da pecha de "imperialista",como se fosse uma coisa horrível ser um país rico, e entra numa espiral meio esquizofrênica. Aí a direita avança, com sua sanha devastadora em nome do lucro. Ao invés de dizer não, temos que procurar o como fazer, e o Brasil tem como, de sobra.

O Chris Almeida - BH (10/04/2008 - 14:24)
Como dizia um capitão totalmente tresloucado sobre uma ação mais insana que ele: "Vai dar merda, to dizendo que isso vai dar merda"

Ludi (10/04/2008 - 13:51)
O consumo de carne e madeira tem muito mais efeito na destruição da amazônia que os bio-combustíveis jamais terão. Cana não se planta na Amazônia. É soja. Aliás, temos alternativas de uso de plantas nativas da própria amzônia para criação de combustíveis (através dos frutos). Se usado corretamente, os bio-combustíveis podem ajudar a preservar a flora nativa e estimular a agricultura familiar e sustentável. A martiz tem de ser diversificada, monocultura é convite à catastrofe ambiental (seja pela profileração das pragas naturais ou pelo uso indiscriminado de herbicidas agrículas).

Sérgio Pamplona (10/04/2008 - 12:08)
Não, Azenha. Nem o Brasil, nem o mundo. Se quisermos manter o mesmo padrão de uso (e abuso) de energia com o qual estamos acostumados, mudando a matriz para fontes vegetais, pode esperar. Será uma catástrofe de proporções monumentais. Ainda mais que a produção, nos moldes que conhecemos, é isso aí que vc falou: poluição com herbicidas, destruição da camada superficial dos solos, monocultura e trabalho escravo, só para ficar em alguns.



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