Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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PUNIÇÃO COLETIVA?

Atualizado em 03 de janeiro de 2009 às 22:19 | Publicado em 03 de janeiro de 2009 às 15:45

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O ataque de Israel à Faixa de Gaza configura punição coletiva? Se sim, funciona? Como lidar com o Hamás?


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Marcia Costa (05/02/2009 - 14:25)
Marcia: infelizmente os líderes dos israelenses sempre impuseram sua força na "mão grande" mesmo. Não é à toa que Jeová também é conhecido na Torá como Deus dos Exércitos. A solução para o Hamás e para os palestinos é a demarcação de fronteiras que lhes permita ter um país, ou seja, a devolução das terras férteis ocupadas por Israel. Acrescento que estas devem ser patrulhadas pela ONU, para evitar ataques de ambos os lados.

Luiz Prado (20/01/2009 - 00:08)
O povo le? O povo tem medo do que le? Eu tinha medo de perder minha fe em deus e por isso tinha medo de ler qualquer coisa que colocasse isso a prova. Era heretico. Descartes mudou rapidamente seu livro `O discurso sobre o metodo` quando viu seu amigo Galileu receber a pena de prisao domiciliar. Mesmo assim colocou nas entrelinhas uma luz para este tipo de julgamento. Socrates foi envenenado nao foi porque desrespeitou os deuses. Ele foi envenenado porque desconsertava a elite dominante que utilizava da religiao para ganhar o dinheiro e a confianca do povo.

Caboré (17/01/2009 - 03:52)
O Marcio está certo, vamos todos beijar as mãos dos comandantes de Israel, estes que apenas buscam pacificar a região ao entregarem de bom grado as terras que lhe foram tomadas, sem se importar com as mesquinharias de uma potência econômica como a Palestina.

Marcio (05/01/2009 - 06:01)
Azenha,
você vai (ou não) me desculpar, mas está conseguindo a façanha de juntar uma plêiade do quê de mais obscurantista, desinformado, raivoso pode se ler na net.
Parece até a transposição adaptada para o século XXI do que corria em certa imprensa de alguns países da Europa de finais do séc. XIX até quase meados do séc. XX. Apenas os pretextos e adjetivos mudaram, mas a cólera é quase a mesma, apenas mais escancarada.
Se alguém está convicto de que Israel "roubou na mão grande" o que era dos palestinos, então qualquer contrargumentação é insustentável. Mas se a história foi e é mais complexa, o facilitário dos chavões torna-se grotesco ante fatos históricos.
Belo jornalismo de militância que induz pessoas a uma nova idade das trevas.
Resta apenas dizer que sofro com o massacre das vítimas e mais sofro porque nenhum lado é absolutamente inocente. Interesses polítiocs e geo=políticos dominam a cena de trás dos bastidores.

Nilson Euclides da Silva (04/01/2009 - 15:01)
Essas fotos me fazem lembrar uma frase.
"Para que o mal triunfe.Basta que os homens bons não façam nada."

MACONHEIRO (04/01/2009 - 12:54)
Parece até um morro carioca ou uma favela do nordeste ou a periferia de São Paulo.

Horacio M. Pires (04/01/2009 - 12:40)
E vamos que vamos, A FOTO DA DESTRUIÇÃO ESTÁ AÍ! Azenha, deveria (a foto) ficar muito tempo pra que todos pudessem ver, os mundos destruidos (todos nós somos mundos individuais). Esses corpos (IMBECIS CARNICEIROS) traduzem o que de PIOR VOCES FAZEM!
Piloto do F.16: "Não, não vamos jogar esta bomba, è muito cara 200 mil dolars, joga esta è só 50 mil, sabe como è, não è co-piloto, a crise è um problema".
Enquanto isso, nas redações da midia: "A barriga do Fenomeno está muito grande...." E, agora, no cartão verde, no vermelho, no azul, no rosa-choque: "Ele estava impedido com certeza, mas....".
E, agora, giro das celebridades: "A atriz global, esta namorando ele,que é de lá também, mas, saiu com o seu médico particular (que luxo) e, mas parece que o filho è do jardineiro! Mas, está tudo bem!
Jornal Nacional: "O LULA é o Presidente mais corrupto de que se tem notícia desde.......". A oposição não está concordando e irá a justiça pra impedir......"
E, agora, no Jornal Nacional, a última notícia: "O poderio bélico do Hamas, inimaginável, com todos aqueles Rojões Loucos, foi rechaçado pelos valorosos tecos-tecos F.16 da gloriosa força aerea de Israel e dos Tanques, blindados na última hora e de emergencia, do glorioso exercito de Israel. Até amanhã e tenham todos uma òtima noite.

(04/01/2009 - 11:29)
Mais uma para você, imparcial... leia este trecho, do UOL, referência: disponível em: . Acesso em: 04-01-2009
O premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou após a reunião que a invasão terrestre das Forças de Defesa israelense na faixa de Gaza, iniciada na tarde deste sábado, era inevitável. A ofensiva terrestre era vista como iminente há dias e sua concretização afasta ainda mais a possibilidade de um cessar-fogo entre Tel Aviv e o movimento islâmico radical Hamas.
Veja que primor... não há aspas, ou seja, a empresa de "comunicação" concorda com os absurdos ditos pelos israelenses (estes sim, radicais, dependendo do ponto de vista)... A imparcialidade na impren$a ocidental é uma enorme piada.

Marat (04/01/2009 - 11:20)
Imparcial, a meia-verdade (ou a mentira, se preferir) consiste em dizer que os tanques são da "defesa" de Israel... ora, os tanques, além de matar civis palestinos, estão invadindo o território palestino, portanto, estão em posição de ataque e não de defesa. Não é necessário fazer o "copiar e colar completo", pois a "notícia" era grande demais. O efeito de dizer que os tanques são de defesa não estão descontextualizados e mostram como nossa impren$a é amestrada pelos EEUU e suas crias!

Imparcial (04/01/2009 - 10:47)
Marat (04/01/2009 - 10:10)

As "Forças de Defesa" no UOL tem a menção -"segundo a Rádio Israel".



Deturpar uma notícia, ou utilizar de meia- verdade é feio, para justificar meras linhas de um post....Tsc,tsc,tsc... Mas vc ainda pode recuperar-se, é só fazer o copy-paste completo !!!

Marat (04/01/2009 - 10:10)
Azenha, todos sabem que a Rede Göebbels de Televisão, que o SBT, quer a Veja e toda a imprensa marrom está com Israel neste massacre. Sempre colocam a culpa no Hamas e nos árabes... mas a babação de ovo maior, a meu ver, foi uma "notícia" veiculada pelo UOL Notícias. veja que primor: [...] os tanques das Forças de Defesa de Israel podiam ser vistos na área entre a cidade de Gaza e Netzarim [...]. "Forças de Defesa"!!. Essa é demais!!!

Carlos R J (04/01/2009 - 10:03)
Hoje, por acaso, estava ouvindo a última edição do Repórter Esso, da rádio Globo do Rio, no dia 31.12.68, com o Roberto Figueiredo em lágrimas. Sabem qual era a principal notícia internacional? Israel bombardeia o aeroporto de Beirute e destrói 13 aviões comerciais libaneses. Por que será que Israel escolhe justamente o Natal e o Ano-Novo para suas agressões? Será por que são festas cristãs? Estou começando a achar que o judaísmo é o anti-Cristo do Apocalipse. Afinal, foram eles que julgaram e condenaram o Cristo...

waleria (04/01/2009 - 10:03)
Minha resposta a Oitiva

Aqui não dá para argumentar em maior profundidade, mas antes de mais nada creio que um fato histórico de conflito, para ser compreendido, temos que conhecer a história dos dois lados.

A saída de Moisés (This Athen) do Egito, é mais conhecida do lado do próprio Moisés - a Biblia. Pouco se conhece do lado egípcio.

Eu estudei o lado egipcio dos dados sobre o assunto - sou egiptóloga amadora - e encontrei textos de dois historiadores egípcios que citam Moisés e o povo de Moisés e mostram uma realidade desconhecida de quase todos: Manetho e Cheremon.

Manetho foi o historiador da corte dos Ptolomeus, nos anos 300-350 AC e Cheremon foi diretor da biblioteca de Alexandria pouco antes da destruição desta, entre pouco antes AC até pouco depois DC, no primeiro século.

Ambos esclarecem - o nome quem esclarece é Cheremon - que Moisés foi This-Athen, um sacerdote de Athendurante o reinado de Am-hw-tep IV (Akh-en-Athen), e que após a morte deste, arregimentou os restos dos partidários do Athen - que caíram em desgraça política no Egito - ou seja, eram uma mistura racial e de origem, unidos pela religião e a política do Athen - e Moisés os chamou de hebreus.

Então, os hebreus não eram - como não são até hoje, racialmente um povo uniforme - são ideologicamente mais uniformes que racialmente.

O próprio Spinoza - hebreu - escreveu em seu tratado teológico e político que Moisés criou o povo hebreu - oque bate com Cheremon e Manetho.


Cristiano goes (04/01/2009 - 09:09)
Como pode um povo que enfrentou o holocausto demonstrar tanta falta de sensibilidade ? Esta matança, cujo pano de fundo são as eleições que se aproximam, demonstra como o ser humano ainda é desprovido de valores fundamentais. Ano novo é tempo de esperança, com Israel é tempo de decepção. Lamentável.

Benito (04/01/2009 - 01:30)
Lendo alguns comentários, principalmente do figura que se deu ao trabalho de contar, me surge a pergunta: a História não nos mostra que Estado e religião deveriam ser separados SEMPRE? Não é justificativa para essa vergonha que ocorre a manutenção de um estado judeu ou a ampliação de estados islâmicos (interessante que sempre se insinua que "estado árabe" e Islã são sempre a mesma coisa...por exemplo, onde ficam os maronitas nessa história? rs). Até onde sei, do ponto de vista de etnia, não há diferença entre árabe e israelita (judeu é religião, não etnia)... Se o problema é o número de cidades santas de cada religião e a propriedade de uma em especial, tenho uma solução: tirem as pessoas de lá e destruam Jerusalem. Terra arrasada mesmo. Daí ninguém pode reclamar direito de propriedade baseado em livros religiosos (essa é boa...por essa regra quero a minha parte em dinheiro, já que dizem que tb sou filho de Deus e tenho direito a um pedaço lá...heheh...se vale usar ficção para reivindicar propriedades, tenho uns gibis aqui que vão ser úteis). Ou passem a administração da cidade para a ONU.
Parece que quando a fé entra no jogo, alguns esquecem da importância daquele pedaço de terra no antigo mapa geopolítico da Guerra Fria...Até quando teremos o "ópio do povo" sendo usado como desculpa para interesses econômicos e políticos?

lu (03/01/2009 - 23:25)
passando os olhos nos comentaristas aqui, vejo que há um ou outro sionista, daqueles que defendem a ocupação da Palestina com base na Bíblia (em pedaços das escrituras que lhes convêm), o que é, antes de mais nada, indefensável. Não pretendo me ater a essa questão, do merceimento de uma ou outra terra, que bem poderia ser a cisjordânia ou o texas. O fato é que existe a OCUPAÇÃO, que é ilegal, crime planetário, que se deu após a criação do Estado de Israel, e que é enorme! há por aí, em alguns sites, uma sequência de mapas que esclarece isso perfeitamente. Israel, Estado Terrorista, tomou conta daquela região e subjugou, emparedou, massacrou o povo palestino tanto quanto quis desde que foi criado. Segue em sua sanha de destruir e literalmente retirar do mapa um projeto de Estado Palestino para todo o sempre, com seu poderio financiado e apoiado pelos EUA e o silêncio das Europas, hoje e sempre. Ponto. Agora, me digam, onde é mesmo que entram os princípios religiosos? Ponto final.

Sérgio Lamarca Leite (03/01/2009 - 23:23)
O Hamas é só um pretexto para a continuidade da política genocida. Gaza é o novo gueto de Varsóvia e os Israelenses os novos nazistas.

Gerson (03/01/2009 - 23:13)
No post anterior, referente entrevista com um escritor israelense, fica claro que para a elite política israelense o ataque é um consenso da esquera à direita.É a impressão que tenho.
O link saiu incompleto.
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Libano/nos/dimos/cuenta/somos/fuertes/elpepiint/20090104elpepiint_5/Tes

Gerson (03/01/2009 - 22:50)
Entrevista no site do Elpais:ABRAHAM B. YEHOSHÚA Escritor Israelense (LIGADO A ESQUERDA)Segue trecho:
"En Líbano nos dimos cuenta de que no somos tan fuertes"...
...Pregunta. Usted ha dicho que la campaña militar sobre Gaza está justificada.

Respuesta. Sí, está justificada, porque lo que es injustificable es que Hamás dispare 70 cohetes en un día. A nadie le gusta ver lo que está pasando en Gaza, pero es una decisión moralmente correcta.

P. ¿Qué quedará después de la guerra en Gaza de las conversaciones de paz entre israelíes y palestinos?

R. Desde luego no ayudará al proceso de paz. Israel tiene que desmantelar asentamientos y retirar partes del muro. Si los colonos no se quieren ir, entonces tendrán que quedarse como una minoría en los territorios palestinos, sujetos a la ley palestina. Los asentamientos son el mayor error que ha cometido Israel desde 1967.
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Libano/nos/dimos/cuenta/somos/fuertes/elpepiint/20090104elpepiint_5/Tes

Leo (03/01/2009 - 22:45)
Claro que é punição coletiva. Que é coletiva é, a questão é se se trata de punição ou de genocídio a conta gotas, e a 'punição' seria só uma desculpa para o extermínio.

Como lidar com o Hamas? Eu perguntaria também, como lidar com Israelw Como lidar com um Estado poderoso, que como todo Estado poderoso busca sempre dominar e se expandir?

Daniel p/Oitiva (03/01/2009 - 21:58)
Prezada Oitiva, acho que está tentando subir paredes de vidro molhado... Enquanto à localização do estado de Israel: onde deveriam estar localizadas a Fenícia, a Etrúria? E os romanos, têm menos direitos de reivindicar a Palestina, sendo que eles também dominaram por lá? Discurso muito vazio o da Eretz Israel pela interpretação sionista. A sagrada terra de Israel encontra-se em qualquer lugar onde o espírito possa viver em liberdade e harmonia, e onde os preceitos dos livros sagrados sejam respeitados e honrados. Daí a traçar duas linhas num mapa e dizer que, enquanto povo eleito de "Adonai" tenho o direito absoluto de escolher aonde, passa a mesma distância que tem entre a China e o Canadá, em todos os sentidos.
Enquanto à pergunta cápciosa a respeito dos "conterrâneos", a resposta está na própria pergunta: oras, porque NÃO são conterrâneos, são simplesmente árabes, mas de outros países. E têm o rabo preso oh, se têm, com a besta (ou Azazel, se preferir) listrada e estrelada. A proteção acrítica dos EUA vem desde a época do tácito consentimento do movimento sionista para com a imigração de cerébros nazistas no segundo pós guerra: esta barganha escusa e detestável para TODOS OS JUDEUS usou a moeda de troca que, à época, parecia mais fácil: um povo pauperrimo, de pastores, pescadores e, mais do que tudo pouco árabe, pois sempre foi uma sociedade religiosamente e culturalmente aberta. Hoje já está vencendo a serpente do integralismo, graças ao sionismo obtuso, cego e surdo

Xerezade (03/01/2009 - 21:54)
Claro que a chacina de Gaza é crime de guerra. Israel está só fingindo que invade 'por terra'. Israel sabe que o risco aumenta, por terra. Os combatentes do Hamás não têm artilharia anti-aérea: por isso o massacre (de civis)foi feito por ar. O que está acontecendo lá é limpeza étnica. É barbárie TOTAL. De qquer modo, as coisas estão andando. Israel já foi escorraçada de Gaza, uma vez, coo do Líbano. Por isso, aliás, inventaram "a retirada", em 2005. Tudo o que se lê e ouve aqui é mentira. Há mortos, claro, mas entre os civis. O Hamás é MUITO mais poderoso (em armas) e influente (politicamente) do que se conta no Brasil. Israel é hoje governada por uma bando de sionistas pervertidos, de fato, um bando de doidos. Verdade seja dita: "Israel", o país, é até que interessante: as crinças são ensinadas a desconfiar até da própria sombra, desde o berço, não confiam nem no irmãozinho. Olmert é corrupto condenado: só haverá eleições pq ele foi condenado e teve de renunciar (recebia dinheiro em envelopes, de um judeu da máfia dos EUA. Tudo isso foi noticiado e é provado); então, a Livni não conseguiu apoio para organizar outro governo (o sistema é parlamentarista) e, então, convocaram-se eleições. O pai dessa Livni foi terrorista (fez a guerra de 48); ela, em pessoa, trabalhou prô SS, Mossad. Ela não vale NADA. Mais suja que pau de galinheiro. Israel e Abbas JÁ ERAM. TUDO o que se lê aqui é 80% PURA mentira. Pela Palestina Livre!

Walter Campelo (03/01/2009 - 21:54)
03.01.09
CONT... Sorte, isso mesmo, pode definir destino da operação em Gaza, diz historiador israelense
Gustavo Chacra, Seção: Geral 20:48:39.

Uma nova "Qana" em Gaza jogaria uma enorme pressão para Israel suspender os ataques e interromper a sua ofensiva para acabar com a estrutura do Hamas. É certo que já morreram quase 500 palestinos, mas, como diz Oren, ainda não teve um episódio simbólico, como Qana ou Jenin, na Operação Muro Protetor de 2002, Cisjordânia, após onda de atentados suicidas.

Existe ainda a possibilidade de israelenses começarem a morrer na batalha. A explosão de um tanque Merkava deixando elevado número de vítimas israelenses certamente levaria à opinião pública de Israel a se levantar contra a operação em Gaza. Conforme diz Oren, esses episódios são imprevisíveis e o resultado de uma operação militar depende muito da sorte. Além disso, não se pode esquecer da possibilidade de o Hezbollah aproveitar que Israel está ocupado em Gaza e lançar uma nova frente no norte.

Walter Campelo (03/01/2009 - 21:54)
03.01.09
Sorte, isso mesmo, pode definir destino da operação em Gaza, diz historiador israelense
Gustavo Chacra, Seção: Geral 20:48:39.



A operação terrestre de Israel, que certamente foi bem preparada, dependerá em parte da sorte para obter sucesso. Segundo disse ao Estado o historiador militar israelense Michael Oren, existe a síndrome de Qana, em referência à cidade do sul do Líbano. Por duas vezes, operações israelenses em Qana alteraram completamente o destino de toda a campanha militar de Israel contra o grupo xiita libanês Hezbollah. Na primeira delas, em 1996, mais de cem libaneses, sendo a maioria mulheres e crianças, morreram em um ataque de Israel e a um abrigo da ONU. Pressionados pela comunidade internacional, Israel suspendeu a operação Vinhas da Ira. Dez anos mais tarde, a opinião pública internacional mais uma vez se voltou contra os israelenses depois de mais de 30 pessoas - de novo a maioria era criança - serem mortas em outro bombardeio em Qana.

Dvorak (03/01/2009 - 21:23)
O ataque com homem-bomba e lança foguetes configura punição coletiva? Se sim, funciona?Como lidar com Israel?

Marat (03/01/2009 - 21:02)
Conde... seu texto: "Lá do inferno, onde está, Adolf Hitler dá gostosas risadas..." é ótimo... eu apenas acrescentaria que, lá do inferno, onde Hitler aguarda seus pares, Tony Blair, George Bush (pai e filho), Berlusconi, et al...

AQUELE QUE TRAFEGA ENTRE O CÉU A TERRA E O INFERNO (HERMES ,O MENSAGEIRO DOS DEUSES) (03/01/2009 - 20:54)
A Crise financeira pegou forte em Israel, é preciso diminuir a população e esconder os prejuízos do sistema bancário .

Conde Muzzarela (03/01/2009 - 20:24)
Lá do inferno, onde está, Adolf Hitler dá gostosas risadas...

Oitiva (03/01/2009 - 20:20)
Waleria,
creio que você se enganou, a volta de Moisés representou o retorno à terra prometida após longo cativeiro. Portanto, os judeus já estavam naquelas terras antes de 3000 anos atrás.
Concorda com a existência do estado de Israel? Onde ele deveria estar localizado? no Amazonas? no Nepal? Ou lá mesmo?
Por que os conterrâneos egipcios bloqueiam Gaza? Por que os conterrâneos jordanianos e sírios bloqueiam a Cisjordania? Enfim, por que os nobres árabes não oferecem espaço aos palestinos?

andrei barros correia (03/01/2009 - 20:15)
Azenha,

A única forma do invasor lidar com o invadido, se este resiste, é violentamente.

A única forma do invadido lidar com o invasor é tornar-se mais forte.

O resto é papel molhado, como Saramago qualificou com inigualável sabedoria a declaração universal dos direitos do homem.

Israel faz seu papel assassino de tomador de terras. Pior fazem seus apoiadores europeus e norte-americanos, esforçando-se em produzir discursos de justificação da violência.

O papel midiático brasileiro não merece comentários. Primeiro, é abaixo da crítica, segundo, isso é periferia.

waleria (03/01/2009 - 18:54)
Sr. jr.bahia

A Palestina tinha seus donos, há mais de 3000 anos atrás, quando foi invadida pelos seguidores de This-Athen (Moisés), que em nome de sua divindade particular, os dizimaram num genocídio como o atual.

Depois de invadirem e tomarem posse da terra, os hebreus brigavam entre si, se dividiam, em reinos do norte e sul, sempre intolerantes contra qualquer vizinho. Se consideravam quanto mais intolerantes, mais santos.

Foram enfim eliminados pelos romanos, e se espalharam pelo mundo, sem se misturarem por se julgarem superiores.

Voltaram deslealmente para o mesmo lugar depois de 2000 anos, com a mesma violência antiga - matando todos que encontravam, usando de subterfúgios.

Até hoje.
A casa nunca foi deles - aliás a terra não é do homem, nem de deus nem do diabo - o senhor devia saber disso.

Eles sempre agiram com violência e desrespeito - e continuam INFELIZMENTE os mesmos. Sem respeito e sem civilização.


Gabi (03/01/2009 - 18:51)
Azenha,
eu não acho que a questão é como lidar com o Hamás, mas como lidar com Israel. O que fazer com um estado cheio de armas de destruição em massa, que não respeita tratado nenhum, é belicoso, cruel e imperialista? Israel é, na minha opinião, a versão judeu ortodoxa dos EUA bushista. É, assim como os EUA, lidar com esse estado continua sendo um problema mundial sem solução.

waleria (03/01/2009 - 18:48)
Israel historicamente só aceita a Palestina para si e só para si. Como se existisse um "direito divimo".

Enquanto houver um não judeu na Palestina, haverá tensão, agressão, desrespeito, desumanidade por parte de Israel.

Pela vontade de Israel jamais haverá na região um Estado Palestino.

É genocídio e crime contra a humanidade mesmo - com a conivência dos US.

Uma vergonha para Obama ainda não ter se manifestado. E temo que ao se manifestar, será a favor de Israel.

Tipo Lula, contra Protógenes e Lacerda.

Conceição Oliveira (03/01/2009 - 18:42)
Punição coletiva é eufemismo dos bons, hein Azenha!

A ação do Estado de governo sionista de Israel em Gaza é crime de guerra, é genocídio, é massacre e como tal tem de ser julgado e punido.

Quanto ao Hamás, ele só existe porque o sionismo de extrema direita impera em Israel, fácil lidar com isso, devolvam a dignidade roubada, o território roubado, parem este bloqueio de campo de concentração que o Hamás perderá sua razão de existir.

Fernando (03/01/2009 - 18:20)
Jr_Bahia, a questão ali é o uso desproporcional da força, eu acredito que o territorio que hj é Israel foi tomado na mao grande, criaram um estado não criaram concenso na regiao resultado é esse caos ae.Defender esses ataques que matam civis que não tem nada haver é a mesma coisa que justificar que os judeus que ganhavam dinheiro os alemãos tão morrendo na miseria então vamos mandar matar todos os judeus e nossos problemas estão solucionados.

Daniel (03/01/2009 - 18:18)
Desculpe Azenha, nunca gostei de individualizar comentário, mas desta vez estou me perguntando se na Bahia voltou a crise da cachaça ao metanol, ou se tem comida estragada, pois parece que está fazendo danos e tomara que não sejam irreversíveis..... "A casa ficou vazia e seus donos voltaram." Alguém já ouviu besteira maior? Quero ver os lusos voltando ao Brasil para reivindicar a chave de casa, ou os egípcios reivindicar títulos de direito sobre TODO o Oriente médio, e mandar de volta os errantes pro mar vermelho, sem um Moisés que o faça abrir. Intolerância e vitimismo são marcas depositadas do sionismo, eles forçam a associação com o hebraismo por mera conveniência, querendo juntar todos no descrédito e fortalecendo com isso a reação com todos os "outros".

Gabi (03/01/2009 - 18:04)
Não é apenas uma punição coletiva, mas é mais um lembrete doloroso da política de Israel, que tem se configurado como um estado cruel, imperialista e belicoso. Me dá repulsa saber que essa guerra tem garantido um desempenho melhor do governo atual nas pesquisas eleitorais. E me dá nojo eles usarem o Holocausto até hoje como justificativa constante para tudo. Israel não tem direito de se defender, eles é que são os invasores! Usar esse argumento beira a insanidade mental e a demência típica do Bush. Eles, o governo de Israel, é que não respeitam nenhum acordo de paz, que não respeitam os direitos humanos. O que eles fazem não tem nenhuma relação com religião, nem com nada, é puro desejo de se expandir sob o sangue alheio. Eu espero que os judeus do mundo e o povo ocidental recuperem a sanidade e repudiem essa postura desse país que nunca se portou como um estado democrático, mas apenas como a maior e mais organizada organização terrorista.

Alberto (03/01/2009 - 17:48)
Li um texto, cujo autor não me recordo (e a quem peço desculpas publicamente) que diz: "qualquer discussão com mais de 10 minutos chega até o nome do Hitler" o que, segundo o pesquisador é a constatação de que a pessoa que citou, nominalmente, o líder nazista perdeu a discussão, pois esgotados estão todos os seus argumentos. Da mesma forma, os representantes do estado de Israel quando carecem de argumentos sólidos para a defesa de seus interesses, citam nominalmente: primeiro o hamas e na seqüência o nazismo. Paus e pedras contra aviões, canhões e mísseis? Genocídio é o nome correto de mais essa covardia isralense...


Conde Musarella (03/01/2009 - 17:45)
Sou eu novamente. Falando em roubar na "mão grande", citado pelo Marco Antonio, não podemos nos esquecer que os Estados Unidos roubaram do México, na "mão grande", a Califórnia, o Arizona, o Novo México, Nevada, o Texas. Azenha, ficou faltando algum? Os judeus aprenderam rápido com seus "patrões" como agir.

Conde Mussarella (03/01/2009 - 17:35)
Os palestinos sempre habitaram aquela terra. São descendentes dos filisteus, ou "filistins". Lembremos-nos de Sansão. Aquela região sempre foi conhecida como Palestina. Está nos mapas até 1948. Os judeus a deixaram na Diáspora. Em 1948, por interesses das grandes potências, voltaram. Muitos judeus foram obrigados a retornar ao nascente estado de Israel, contra suas vontades. E os palestinos foram sendo varridos de suas terras. Com o apoio dos EUA, claro. Sugiro ao governo da Itália, meus país, que reclame direitos sobre a Inglaterra(Britannia) e a França(Gália). Afinal, o império romano dominou esses países há uns 2 mil anos. Nós estivemos lá. Julio César e suas legiões conquistaram a Gália. Então ela é nossa...

jr_bahia (03/01/2009 - 17:17)
Desde quando Israel "sempre" foi dos Palestinos?

A casa ficou vazia e seus donos voltaram.É o que diz a história.

Outra coisa: Querem acabar com o único estado judeu do mundo? Já existem 22 paises árabes sabiam? Sem contar países como Irã e Turquia...

Querem ainda a única cidade sagrada dos judeus:Jerusalém. Por que os islâmicos fazem tanta questão dela, se existem, pelo menos, outras 4 no mundo muçulmano?

Tem mais coisas pra escrever, mas vou parar por aquí.

É preciso encarar essa questão de frente. Com coragem, sem jogar pra torcida. Sem discurso politicamente correto, por que isso não vai resolver nada!

O Hamas faz como alguns grupos aquí no Brasil:usam civis como escudo a fim de jogar a opinião pública contra a autoridade constituida.

Marco Antônio Leite (03/01/2009 - 16:14)
Para lidar com o Hamás é devolver o que Israel roubou na mão grande o que sempre foi dos Palestinos, ou seja, suas terras. Não existe outra forma para dialogar, matar, guerrear ou outra coisa qualquer a não ser essa.



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