Adenilde Bispo (05/04/2008 - 21:32)
O golpe de 64 deixou muitas marcas e a pior delas foi o desinteresse da juventude pela política e o desinteresse pela organização solidária. Mas pior foi a herança que ficou na mão da mídia que até hoje não sabe o que é democracia, pois representa apenas os poderosos e não informa decentemente o povo e os métodos utilizados pelo poder que continua nas mãos e nas atitudes do tucanos e dos dem(ônios).
nona fernandes (02/04/2008 - 20:57)
Para CONCEIÇÂO OLIVEIRA - Obigada pela aula de história. Como disse na minha pergunta a Azenha, eu imaginava mais ou menos o que você me respondeu.Mas acreditava que o regime de então poderia ter também outros instrumentos mais pontuais que obrigassem os pesquisadores agirem como mandava o figurino. Como você disse, a diferença é brutal, principalmente em relação ao comportamento das mídias de então e a de hoje. Valeu!
Salvador Ferreira (01/04/2008 - 21:06)
Em poucas palavras:
Faltou-nos uma duzia de BRIZOLAS.
Ví e vivi os anos de chumbo.
Creio que a pior democracia é melhor que qualquer ditadura.
Bruno Brasil (01/04/2008 - 18:28)
Se hoje vivemos uma explosão das grandes cidades, que cresceram desordenadamente, culminando no surgimento de bolsões de pobreza convivendo com os de riqueza e a conseqüente explosão da violência urbana, aliado ao descaso para com a educação e saúde públicas, bem como a política de "pau neles", deve-se em grande parte à ditadura militar. É certo que a gênese destes problemas vem de muito antes, mas não se pode negar que os anos de chumbo contribuíram para este quadro lamentável.
Messias Franca de Macedo (01/04/2008 - 17:00)
Nota: segundo Leonel Brizola, o presidente João Goulart não foi deposto, porquanto não houve superação de uma resistência... Em sendo assim, Jango teria renunciado [para evitar derramamento de sangue no país - com baixas de militares e de civis, inocentes e patrióticos]
(Jango talvez não imaginasse 'AS VEIAS ABERTAS DO BRASIL'...)
Messias Franca de Macedo
Prestando 44 anos de silêncio em solene atitude de desagravo a todas as vítimas deste holocausto tupiniquim
Feira de Santana, de luto pela passagem de mais um [infausto] %u201Caniversário%u201D do indecoroso e hediondo golpe militar de 1º de abril de 1964 %u2013 nada a comemorar... Pelo [diametralmente] contrário!
gaúcho (01/04/2008 - 14:15)
Quanto ao senador Simon queria dizer que se trata da maior decepção da política brasileira, ele que se dizia centro-esquerda, revelou-se, na verdade, um tremendo reacionário cuja vaidade o faz um entrevista fácil da globo ou qualquer mídia golpista que o solicite para endossar um ataque a Lula. Com relação ao tema lançado, queria aproveitar esta data e agradecer a todos aqueles que colocaram seus ideais acima da própria vida e resistiram à tirania como puderam. Obrigado por tudo!!!
Alan (01/04/2008 - 13:32)
Azenha, eis mais uma notício de bloqueio político a sites na internet. Deu na Prensa Latina:
Empresa de ee.uu. bloquea a Rebelión
y a agencia boliviana
MADRID, 31 de marzo.%u2013%u2013 Los sitios en Internet de la Agencia Boliviana de Información y del medio alternativo Rebelión fueron bloqueados por una empresa norteamericana que administra varios servidores en Suecia y Europa.
La censura afecta a usuarios que utilizan a la firma estatal sueca Telia, proveedora de Internet y telefonía, dependiente de la estadounidense CogNet, según reveló el propio sitio Rebelión, dijo PL.
La medida fue adoptada unilateralmente e impide el acceso a la agencia boliviana y a Rebelión a todos los usuarios suscritos a Internet a través de los servidores de Telia, agrega la fuente.
Añade que esa empresa confirmó a sus clientes que CogNet censuró el acceso a determinadas páginas de España y América Latina sin indicar si volverá a ser restablecido.
Según Rebelión, Telia es la mayor proveedora de Internet de Suecia y está asociada a otras entidades en los países nórdicos.
Gustavo Pamplona (01/04/2008 - 12:28)
Azenha... posso te perguntar uma coisinha. Você tem idéia do que aconteceu com a Carta Maior? Já se passou um dia e o o site deles não volta... Faliram? Foram processados? Nota: Até pensei que estavam bloqueando o IP deles, fiz um teste com um proxy anônimo e também está fora do ar.
Alan (01/04/2008 - 11:17)
Azenha,
OK, o golpe de 64 marcou o país, foi um desastre, é vital discutir etc. etc., mas parece que você quer que os leitores encham linguiça aqui no blog com esse formato "chuta a bola e sai de banda", que leva jeito de falta de assunto. Vamos botar fogo em alguma coisa mais atual?
Força. Gosto disso aqui.
Para Nona (de Conceição) (01/04/2008 - 11:09)
Nona, o discurso político é mestre em fazer comparações fora de contexto, né?
No tempo da Ditadura Militar a liberdade de expressão foi suprimida e no lugar dela uma intensa propaganda nacionalista vigorou, assim como a repressão aos oposicionistas que não era feita de modo aberto e sim nos porões da ditadura. Ou seja, como é possível comparar a popularidade de um governo em um regime democrático e esse particularmente que tem a imprensa massiva fazendo-lhe oposição cerrada 24 horas por dia com um período que não vigorava a liberdade de imprensa?
Simon é muito inteligente pra ceder a comparações tão pobres! Eu às vezes fico profundamente decepcionada ao perceber como a ideologia conservadora e o preconceito podem cegar até mesmo as pessoas que têm ferramentas mentais pra fazer boas críticas. Se Virgílio fizesse tal comparação seria até compreensivo, o senador é inconseqüente, não pensa, é super passional, vive metendo os pés pelas mãos, mas esta não é a história de Pedro Simon. Assim, o que posso concluir é que tal comparação é um modo de fazer política desleal, com uso de má-fé mesmo e a imprensa que se preze deveria chamar a atenção disso. Mas, infelizmente, poucos na imprensa estão também dispostos a isso.
Franco (01/04/2008 - 10:17)
Como tudo no mundo, teve seus aspectos bons e ruins. Talvez mais ruins do que bons. Mas certamente não foi a pior tragédia brasileira. A pior foi, sem dúvidas, FHC.
nona fernandes (01/04/2008 - 09:19)
O assunto pode não ter nada a ver com a pergunta acima, mas, vai assim mesmo. Azenha - Só faltava essa. Há uns cinco dias, o senador Pedro Simon, ao se referir à avaliação do presidente Lula enquanto discursava, disse que essa sua aprovação não quer dizer nada, pois no auge da Ditadura Militar, o general Médici teve 84% de aprovação, enquanto a tortura corria solta nos porões do regime. Ontem (31.3), o senador Heráclito Fortes disse a mesmíssima coisa. Acredito em desespero de ambos, mas... A você, que é 200 mil vezes mais informado do que eu, por gentileza me responda com todas as letras neste espaço: quais as diferenças fundamentais entre a realização de uma pesquisa desse teor, naquele período, e agora? Imagino muitas, mas não quis arriscar.
nona fernandes - Vitória da Conquista/B
Maria Coelho (01/04/2008 - 09:12)
Junto à escravidão, foi a maior tragédia da história brasileira.
Moisés Lima Dutra (01/04/2008 - 05:30)
O Golpe de 1964 foi um das maiores tragédias da nossa história. E inegável que deixou marcas, somos a sequência daquele país. Felizmente penso que pouco a pouco, ainda que a duras penas, estamos conseguindo solidificar nossa democracia. A História não se faz com "ses", mas deve ser analisada para que se compreenda o presente e se planeje o futuro. Temos um processo de construção de um grande país pela frente. Processo que, aliás, já começou.
Jorge Moraes (01/04/2008 - 02:01)
Fundamentalmente negativas. São vários os exemplos possíveis. Destaco a inviabilização da discussão de um projeto nacional minimamente autônomo, e que se encontrava em curso nos anos imediatamente anteriores ao golpe. Oportuno lembrar o papel que a mídia desempenhou em sua consumação. A modernização que acabou por ocorrer ao longo da ditadura, de viés conservador e dependente, poderia ter se verificado com mais qualidade, e nos limites da democracia possível. Um abraço a todos e a você, Azenha. JORGE
Convém lembrar que a revolução de 64 fora parte de um complô do pentágono em que a maioria dos países latino-americanos foram governados por militares, sob a incitação de que a internacional socialista estaria assumindo o poder no continente, principalmente com a guerra fria provocada por Truman no encontro de Potsdam, quando cozinharam Churchill e Stalin para que a Russia não entrasse na guerra contra o Japão e não tivesse direitos de partilha sobre o mesmo, enquanto os EUA desenvolviam as bombas nucleares que lançaram sobre Hiroshima e Nagasaki para mostrarem a Stalin que possuiam mais de um artefato nuclear. Até que o General Ernesto Geisel percebera o engodo e acusara o acordo militar que tinhamos com os EUA em que até para adquirir algumas pistolas 45 precisávamos consultar os EUA e acabavamos comprando toda a sucata norte-americana. Recusando-se a assinar o tratado de não proliferação de armas nucleares que impedia que enriquecêssemos o nosso urânio e fizera o acordo nuclear com a Alemanha, incluíndo a tecnologia de enriquecimento daquele mineral. Com isto, os militares brasileiros foram defenestrados do poder pelos EUA e não pela oposição.