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O GOLPE DE 64

Atualizado e Publicado em 01 de abril de 2008 às 00:54

Faz tempo, mas deixou marcas. Foram negativas? Positivas?


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Adenilde Bispo (05/04/2008 - 21:32)
O golpe de 64 deixou muitas marcas e a pior delas foi o desinteresse da juventude pela política e o desinteresse pela organização solidária. Mas pior foi a herança que ficou na mão da mídia que até hoje não sabe o que é democracia, pois representa apenas os poderosos e não informa decentemente o povo e os métodos utilizados pelo poder que continua nas mãos e nas atitudes do tucanos e dos dem(ônios).

Leamartine Pinheiro de Souza (04/04/2008 - 23:44)
Convém lembrar que a revolução de 64 fora parte de um complô do pentágono em que a maioria dos países latino-americanos foram governados por militares, sob a incitação de que a internacional socialista estaria assumindo o poder no continente, principalmente com a guerra fria provocada por Truman no encontro de Potsdam, quando cozinharam Churchill e Stalin para que a Russia não entrasse na guerra contra o Japão e não tivesse direitos de partilha sobre o mesmo, enquanto os EUA desenvolviam as bombas nucleares que lançaram sobre Hiroshima e Nagasaki para mostrarem a Stalin que possuiam mais de um artefato nuclear. Até que o General Ernesto Geisel percebera o engodo e acusara o acordo militar que tinhamos com os EUA em que até para adquirir algumas pistolas 45 precisávamos consultar os EUA e acabavamos comprando toda a sucata norte-americana. Recusando-se a assinar o tratado de não proliferação de armas nucleares que impedia que enriquecêssemos o nosso urânio e fizera o acordo nuclear com a Alemanha, incluíndo a tecnologia de enriquecimento daquele mineral. Com isto, os militares brasileiros foram defenestrados do poder pelos EUA e não pela oposição.

nona fernandes (02/04/2008 - 20:57)
Para CONCEIÇÂO OLIVEIRA - Obigada pela aula de história. Como disse na minha pergunta a Azenha, eu imaginava mais ou menos o que você me respondeu.Mas acreditava que o regime de então poderia ter também outros instrumentos mais pontuais que obrigassem os pesquisadores agirem como mandava o figurino. Como você disse, a diferença é brutal, principalmente em relação ao comportamento das mídias de então e a de hoje. Valeu!

Luiz Carlos Oliveira (01/04/2008 - 21:30)
Tenho 56 anos e posso dizer que vivi o periodo dos anos de chumbo (termo que os militares não gostam) pois tinha 13 anos quando aconteceu e 34 quando, finalmente, terminou, apesar de ser em eleição indireta (Tancredo - Sarney). Foi um equívoco patrocinado pelos USA - CIA, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. O resultado aí está, continuamos como terceiro mundo.

Salvador Ferreira (01/04/2008 - 21:06)
Em poucas palavras: Faltou-nos uma duzia de BRIZOLAS. Ví e vivi os anos de chumbo. Creio que a pior democracia é melhor que qualquer ditadura.

Hugo Albuquerque (01/04/2008 - 19:34)
Edi Silva, concordo plenamente, o golpe de 64 tem de ser analisado em todos os seus detalhes e consequências bem como o mesmo deve ser feito em relação a ditadura resultante dele. Quanto à escravidão discordo, ela não pode ser vista como um fato separado e sim como uma consequência da Monarquia dos Bragança, que, aí sim foi o mal maior de nossa História plantando a semente da desigualdade crônica que hoje se constata. Sobre o golpe e a Ditadura torno a concordar,somos o que somos hoje por conta dele, mesmo após a abertura não se conseguiu impôr uma agenda plenamente democrática frente aos designíos da utopia positivista que os militares pretenderam implantar, mas como tudo que vêm do positivismo se mostra falacioso, obviamente acabamos condenados a um pesadelo. No máximo se vê algumas pequenas concessões ao mesmo tempo que o "sistemão" está em toda parte; Já não é preciso que haja censores nos jornais porque eles estão plenamente de acordo com o estabelecido, já não é preciso matar ou torturar os intelectuais porque eles não existem mais, nem a escola, nem as Universidades os formam mais. Isso não pode ser ignorado sob hipotese alguma.

Bruno Brasil (01/04/2008 - 18:28)
Se hoje vivemos uma explosão das grandes cidades, que cresceram desordenadamente, culminando no surgimento de bolsões de pobreza convivendo com os de riqueza e a conseqüente explosão da violência urbana, aliado ao descaso para com a educação e saúde públicas, bem como a política de "pau neles", deve-se em grande parte à ditadura militar. É certo que a gênese destes problemas vem de muito antes, mas não se pode negar que os anos de chumbo contribuíram para este quadro lamentável.

EdiSilva (01/04/2008 - 17:43)
Azenha, discordo de alguns comentaristas. Acho que este assunto deve ser dissecado até não sobrar mais nada. Temos que ter agenda para discutir o presente, mas precisamos estar assentados sobre os pilares do nosso passado. Ele é a base do que somos hoje. Também não concordo quando dizem que é o maior mal acontecido no Brasil. A escravidão foi maior e pior, mas o golpe de 64 está muito próximo disso e não deve ser esquecido. O "editorial" me pareceu brincadeira de 1o. de abril. É um texto pobre de argumentação, que não tem base concreta, que não se sustenta, a não ser por esse povo cansado de hoje. São os mesmos, são os filhos dos mesmos, são o que de pior temos em nossa sociedade e que, como Jarbas Passarinho, tentam justificar as mazelas daquele período através de um suposto crescimento econômico, que, por não ter base, não se se sustentou também. É um dia para chorarmos, como muitas mães, pais, irmãos e amigos que choraram a morte e a tortura sofridas por entes queridos. Abraços e parabéns pelo bom trabalho.

Messias Franca de Macedo (01/04/2008 - 17:00)
Nota: segundo Leonel Brizola, o presidente João Goulart não foi deposto, porquanto não houve superação de uma resistência... Em sendo assim, Jango teria renunciado [para evitar derramamento de sangue no país - com baixas de militares e de civis, inocentes e patrióticos] (Jango talvez não imaginasse 'AS VEIAS ABERTAS DO BRASIL'...) Messias Franca de Macedo Prestando 44 anos de silêncio em solene atitude de desagravo a todas as vítimas deste holocausto tupiniquim Feira de Santana, de luto pela passagem de mais um [infausto] %u201Caniversário%u201D do indecoroso e hediondo golpe militar de 1º de abril de 1964 %u2013 nada a comemorar... Pelo [diametralmente] contrário!

Afonso Celso Castro de Oliveira (01/04/2008 - 14:55)
Como todos sabem, hoje se completam quarenta e quatro anos do fatídico golpe militar de 64 ou "da Redentora", como alguns entendem e insistem em denominá-lo. Então, nada melhor que voltarmos ao tempo e lermos o então editorial do jornal de Roberto Marinho com sua visão "patriótica". Aliás, jornal este que cresceu à sombra e com as benesses da repressão política e da supressão das garantias democráticas por porta-voz que foi, e permanece sendo, de setor tão reacionário de nossa sociedade. Hoje o mesmo - tanto quanto a Organização que daí se erigiu e se desenvolveu - se tornou pretensamente paladino da ética e guia para caminhos "venturosos" que a sociedade brasileira deve terminantemente trilhar, seja através de seus editoriais, das opiniões sempre abalizadas de seus articulistas políticos, da fala do "casal das oito", das inúmeras aulas antropológicas e sociológicas do Pedro Bial e de seu fenomenal BBB, do excelente e ainda sempre jovial "Fantástico, o show da vida", dentre outras baboseiras mais e sem esquecermos, é lógico!, de suas teimosas tentativas de participação nos resultados das eleições - algumas vezes até bem sucedidas! Sua acurada "praxis" jornalística, igualmente como a de outros congêneres midiáticos, só nos "engrandece", como brasileiros, levando-nos a crer piamente em suas visões/versões de Brasil e mundo. Que tais "arautos da dignidade, da boa imprensa e da correção ideológica" se mantenham ativos, pois os mesmos fazem parte do jogo democrático. Abs.

gaúcho (01/04/2008 - 14:15)
Quanto ao senador Simon queria dizer que se trata da maior decepção da política brasileira, ele que se dizia centro-esquerda, revelou-se, na verdade, um tremendo reacionário cuja vaidade o faz um entrevista fácil da globo ou qualquer mídia golpista que o solicite para endossar um ataque a Lula. Com relação ao tema lançado, queria aproveitar esta data e agradecer a todos aqueles que colocaram seus ideais acima da própria vida e resistiram à tirania como puderam. Obrigado por tudo!!!

Messias Franca de Macedo (01/04/2008 - 13:50)
O QUE SOBROU DO GOLPE MILITAR/MIDIÁTICO DE 1º DE ABRIL DE 1964 (?!) Neste país existem muitos miseráveis adeptos da tese calhorda, cretina, irresponsavelmente criminosa de que a história não deve ser (re)vista através do espelho retrovisor... Por exemplo: na Bahia, "as viúvas" saudosistas [por conveniência, e não por sentimentos nobres, é óbvio!] da malvada e fatídica era ACM corroboram com esta capciosa premissa... Outro exemplo lapidar: os militares brasileiros [mormente, a cúpula e a ralé mais reacionárias] ficam melindrados, demonstram indignação e revolta quando são confrontados com a luz da verdade, ou seja, quando são apresentadas factualmente as desgraças, covardias, iniqüidades perpetradas por eles - infaustos, retrógrados, assassinos sanguinários, entreguistas e energúmenos "militos" [juro que pensei na palavra 'meliantes'(!)]. O competente e impávido Jornalista Luiz Carlos Azenha encaminha uma pergunta bem-humorada... O provocador [no bom sentido] Azenha sabe sobejamente o que representou este período hediondo... "Evitando chover no molhado" - e para não ser enfadonho -, gostaria de fazer algumas considerações: 1- em um excelente documentário sobre o famigerado golpe militar/midiático de *01 de abril de 1964, e exibido pela TV Senado, é apresentado um depoimento de Leonel Brizola... O ex-líder trabalhista e combativo e honesto homem público afirmou: %u201CA data do golpe é 1º de abril de 64... O golpe foi consolidado, efetivado na manhã e durante o dia 1º de abril... Agora, os responsáveis pelo crime temeram que a data oficial fosse transformada numa, digamos, anedota [reveladora!]...%u201D Leonel Brizola concluiu esta análise, professorando que %u201Cuma boa gargalhada é capaz de derrubar um governo!%u201D; 2- em uma edição do programa %u2018Personalidade%u2019, exibido pela TV Câmara, o jornalista Fernando Barbosa Lima, filho do saudoso mestre Barbosa Lima Sobrinho, fez a seguinte declaração, prestou o seguinte relato: %u201CEstávamos na sede da TV Cultura [dia seguinte à *deposição do presidente João Goulart], quando chegaram alguns militares, e nos abordaram acerca de questões de conteúdo jornalístico... Foram embora, e aí olhei, pela janela, e vi um jovem gesticulando e pude perceber [leitura labial] que o mesmo gritava: Jan-go, Jan-go, Jan-go... Em seguida um militar, ao lado de um dos camburões, sacou uma metralhadora e disparou na cabeça do jovem brasileiro... E foi-se... Foram-se... [impunes]... Bandidos, terroristas, energúmenos, meliantes(!), escroques, degenerados, acéfalos... Aloprados são vocês - e a gente desalmada e sórdida que lhes deu apoio [e a legitimidade para matar inocentes indefesos e arrebentar/espoliar o Brasil...] *Segundo Leonel Brizola, João Goulart renunciou ao cargo de presidente da República... Evitou a resistência e o confronto porquanto não desejava que ocorresse derramamento de sangue no país, com baixas de militares e civis... Messias Franca de Macedo Prestando 44 anos de silêncio em solene atitude de desagravo a todas as vítimas deste holocausto tupiniquim Feira de Santana, de luto pela passagem de mais um [infausto] %u201Caniversário%u201D do indecoroso e hediondo golpe militar de 1º de abril de 1964 %u2013 nada a comemorar... Pelo [diametralmente] contrário!

Alan (01/04/2008 - 13:32)
Azenha, eis mais uma notício de bloqueio político a sites na internet. Deu na Prensa Latina: Empresa de ee.uu. bloquea a Rebelión y a agencia boliviana MADRID, 31 de marzo.%u2013%u2013 Los sitios en Internet de la Agencia Boliviana de Información y del medio alternativo Rebelión fueron bloqueados por una empresa norteamericana que administra varios servidores en Suecia y Europa. La censura afecta a usuarios que utilizan a la firma estatal sueca Telia, proveedora de Internet y telefonía, dependiente de la estadounidense CogNet, según reveló el propio sitio Rebelión, dijo PL. La medida fue adoptada unilateralmente e impide el acceso a la agencia boliviana y a Rebelión a todos los usuarios suscritos a Internet a través de los servidores de Telia, agrega la fuente. Añade que esa empresa confirmó a sus clientes que CogNet censuró el acceso a determinadas páginas de España y América Latina sin indicar si volverá a ser restablecido. Según Rebelión, Telia es la mayor proveedora de Internet de Suecia y está asociada a otras entidades en los países nórdicos.

Pedro Miranda, Brasilia, DF (01/04/2008 - 12:57)
Azenha, sinto muio mas fou concordar com o Alan. Vou até sugerir um assunto que ficou morto e é muito interessante, principalmente para o Soltador-Mor do Supremo: Investigue por anda o caso Salvatore Cacciola.

Gustavo Pamplona (01/04/2008 - 12:28)
Azenha... posso te perguntar uma coisinha. Você tem idéia do que aconteceu com a Carta Maior? Já se passou um dia e o o site deles não volta... Faliram? Foram processados? Nota: Até pensei que estavam bloqueando o IP deles, fiz um teste com um proxy anônimo e também está fora do ar.

Conceição Oliveira (01/04/2008 - 11:38)
Escrevi um mensagem e perdi... Gostaria de chamar a atenção pra um aspecto que nos últimos tempos o discurso que insiste em dizer que não existe mais esquerda e direita quer nos fazer esquecer. Falo das pessoas que sobreviveram às torturas e continuaram um trabalho de formiguinha pra democratização de nosso país. Quem viu o filme 'Que bom te ver viva' e prestou atenção nos cenários freqüentados pelas 8 presas políticas nas décadas de 1980/1990 entenderá rapidamente o que falo. A atuação de homens e mulheres como as representadas nesse filme mostra-nos como foi importante para o que vivemos hoje que essas pessoas não se amargurassem, não desistissem, não sucumbissem à violência que sofreram. No filme entre um depoimento e outro as vemos reunirem-se com mulheres pobres pra discutir questão de gênero, violência contra a mulher, educação das crianças, lutas pela creche, as vemos reunindo-se com operários e operárias para reorganizar as centrais sindicais, enfim, cada milímetro de democratização que podemos vivenciar hoje é em grande parte mérito desses sujeitos que foram capazes de superar suas dores e não sucumbir à violência sofrida, não deixarem morrer seus sonhos de construção de uma sociedade mais justa e democrática. Nesses cerca de 25 anos de redemocratização grande parte do que avançamos devemos tributar aos esforços dessas pessoas.

Alan (01/04/2008 - 11:17)
Azenha, OK, o golpe de 64 marcou o país, foi um desastre, é vital discutir etc. etc., mas parece que você quer que os leitores encham linguiça aqui no blog com esse formato "chuta a bola e sai de banda", que leva jeito de falta de assunto. Vamos botar fogo em alguma coisa mais atual? Força. Gosto disso aqui.

flora (01/04/2008 - 11:09)
O golpe de 64 só pode lembrar tragédia, o saldo foi só dramático para este país. É claro que não conseguiram destruir tudo em pouco tempo, alguma coisa ainda se conservou, e a falta de liberdade de expressão fez o país bem ufanista, do jeito que gostaríamos mesmo de acreditar que fosse verdade... a qualidade do ensino público é bem anterior, a ditadura trouxe a falência do ensino público, falência que acredito premeditada. Povo desinformado é mais fácil de controlar. Esse é o primeiro governo que tenta romper com a sucessão de tragédias que foi a história do Brasil, por isso enfrenta tanta resistência. Getúlio está começando a ser revisto porque embora tenha sido ditador e repressor também, o que é indefensável, fez muita coisa positiva enquanto esteve no poder. JK eu diria que só foi salvo pela simpatia. Também reprimia a liberdade de expressão, e as escolhas do seu governo foram igualmente trágicas para o Brasil: indústria automobilística, estradas, Brasília?? construtoras e empreiteiras ... não teria sido muito melhor investir em estradas de ferro? navegação costeira? parece que nunca se pensou de verdade na vocação do Brasil, nas melhores possibilidades, tudo sempre foi regido por interesses poderosos externos, com a conivência da classe dominante brasileira. Mas a ditadura foi tudo de ruim.

Para Nona (de Conceição) (01/04/2008 - 11:09)
Nona, o discurso político é mestre em fazer comparações fora de contexto, né? No tempo da Ditadura Militar a liberdade de expressão foi suprimida e no lugar dela uma intensa propaganda nacionalista vigorou, assim como a repressão aos oposicionistas que não era feita de modo aberto e sim nos porões da ditadura. Ou seja, como é possível comparar a popularidade de um governo em um regime democrático e esse particularmente que tem a imprensa massiva fazendo-lhe oposição cerrada 24 horas por dia com um período que não vigorava a liberdade de imprensa? Simon é muito inteligente pra ceder a comparações tão pobres! Eu às vezes fico profundamente decepcionada ao perceber como a ideologia conservadora e o preconceito podem cegar até mesmo as pessoas que têm ferramentas mentais pra fazer boas críticas. Se Virgílio fizesse tal comparação seria até compreensivo, o senador é inconseqüente, não pensa, é super passional, vive metendo os pés pelas mãos, mas esta não é a história de Pedro Simon. Assim, o que posso concluir é que tal comparação é um modo de fazer política desleal, com uso de má-fé mesmo e a imprensa que se preze deveria chamar a atenção disso. Mas, infelizmente, poucos na imprensa estão também dispostos a isso.

Pedro Miranda, Brasilia, DF (01/04/2008 - 11:02)
Para responder a sua pergunta, basta responder a essa mais simples: COMO ESTARIA O BRASIL SE TIVÉSSEMOS UM LULA DESDE 1964? Se de cinco anos prá cá tivemos essa mudança estupenda, imagine se isso tivesse acontecido a 44 anos atrás!

Franco (01/04/2008 - 10:17)
Como tudo no mundo, teve seus aspectos bons e ruins. Talvez mais ruins do que bons. Mas certamente não foi a pior tragédia brasileira. A pior foi, sem dúvidas, FHC.

Rodrigo (01/04/2008 - 09:28)
A maior tragédia brasileira.

nona fernandes (01/04/2008 - 09:19)
O assunto pode não ter nada a ver com a pergunta acima, mas, vai assim mesmo. Azenha - Só faltava essa. Há uns cinco dias, o senador Pedro Simon, ao se referir à avaliação do presidente Lula enquanto discursava, disse que essa sua aprovação não quer dizer nada, pois no auge da Ditadura Militar, o general Médici teve 84% de aprovação, enquanto a tortura corria solta nos porões do regime. Ontem (31.3), o senador Heráclito Fortes disse a mesmíssima coisa. Acredito em desespero de ambos, mas... A você, que é 200 mil vezes mais informado do que eu, por gentileza me responda com todas as letras neste espaço: quais as diferenças fundamentais entre a realização de uma pesquisa desse teor, naquele período, e agora? Imagino muitas, mas não quis arriscar. nona fernandes - Vitória da Conquista/B

nona fernandes (01/04/2008 - 09:17)
O assunto a seguir pode não ser adequado para a pereguntater nada a ver, mas segue assim mesmo

Maria Coelho (01/04/2008 - 09:12)
Junto à escravidão, foi a maior tragédia da história brasileira.

Romanelli (01/04/2008 - 07:27)
Tenho dvs lembranças, boas e más. Das boas, guardo a qualidade do ensino público, a idéia do país GIGANTE, do Estado atuante, de valores assimilados como o Sugismundo, a melhor noção de valor c/um BR empreendedor, a integração Nacional, a urbanização e a estratégica pela ocupação territorial, o desenvolvimento de um mercado consumidor pujante e local, a segurança e altivez geopolítica como c/as obras que até hoje nos fazem de exemplos ao mundo (ITAIPÚ, METRÔ, usinas nucleares, pólos petroquímicos etc). Guardo até de coisas que julgo certeiras como os planos plurianuais e as substituições a importações de besteiras. DE RUIM, na economia, a imprevidência de se endividarem c/juros flutuantes que diante duma crise de petróleo - 74, foi capaz de nos deixar escravos e de 4 por longos e intermináveis 25 anos, tornando, INCLUSIVE, muito do que se conquistou, perdido; Na política, a violência, as torturas, os sumiços, o arbítrio, a falta de jeito, de debate, de diálogo, de propostas transparentes, do respeito, a IMPUNIDADE a amigos corruptos, a falta de senso crítico, de ouvidos, CARACTERÍSTICAS, aliás, pra surpresa, muitas guardadas e preservadas pelos liberais privativistas libertinos, que logo depois dos milicos, de 85-02 sairiam do muro pra VENDER muito do patrimônio conseguido, fora de nos adjetivar como primatas ancestrais, tentando nos purgar c/confiscos e tiros ou, ou de dizerem-se gente financiada pela CIA e de dar a casa como vendida, OU SEJA, direto da cruz pra caldeirinha

Moisés Lima Dutra (01/04/2008 - 05:30)
O Golpe de 1964 foi um das maiores tragédias da nossa história. E inegável que deixou marcas, somos a sequência daquele país. Felizmente penso que pouco a pouco, ainda que a duras penas, estamos conseguindo solidificar nossa democracia. A História não se faz com "ses", mas deve ser analisada para que se compreenda o presente e se planeje o futuro. Temos um processo de construção de um grande país pela frente. Processo que, aliás, já começou.

Antonio Arles (01/04/2008 - 02:31)
Ainda hoje os debates são acalorados quando se trata a questão do Golpe de 64 e da Ditadora estabelecida depois do Golpe. Particularmente, acredito que a forma como se deu a transição - uma transição "amigável" - não nos permitiu exorcizar os fantasmas desse momento tenebroso de nossa História. Em plena Universidade de São Paulo, no curso de História, já ouvi comentários que nossa Ditadura - diferentemente de outras que se estabeleceram na América do Sul na mesma época - foi mais "branda". O grupo atingido por sua violência seria apenas o formado por aqueles que enfrentaram diretamente o Regime. Recorro à minha memória para refutar tal argumento: era muito pequeno quando teve a eleição indireta que elegeu Tancredo Neves, mas me lembro de meus pais falando que não era bom tocar em assuntos que envolvessem críticas ao Regime. O medo que se instalou na população durante aqueles anos. A maneira como o medo atingiu o direito de livre pensar e se expressar das pessoas, para mim já é prova suficiente de que o Golpe e o Regime atingiram toda a população. Para isso basta saber que meus pais -pessoas simples e afastadas da vida política - também foram atingidos, na medida em que tiveram seu direito de pensar e se manifestar suprimidos por um clima de vigilância e violência.

Jorge Moraes (01/04/2008 - 02:01)
Fundamentalmente negativas. São vários os exemplos possíveis. Destaco a inviabilização da discussão de um projeto nacional minimamente autônomo, e que se encontrava em curso nos anos imediatamente anteriores ao golpe. Oportuno lembrar o papel que a mídia desempenhou em sua consumação. A modernização que acabou por ocorrer ao longo da ditadura, de viés conservador e dependente, poderia ter se verificado com mais qualidade, e nos limites da democracia possível. Um abraço a todos e a você, Azenha. JORGE

Juliano Guilherme (01/04/2008 - 01:52)
Marca positiva? Como uma tragédia pode ter alguma marca positiva? Até prefiro não falar das prisões, torturas e assassinatos. Mas o fato é que o Brasil só agora está retomando, com Lula, o caminho para se tornar um país cujo a riqueza não beneficie alguns poucos, mesmo que dentro do sistema capitalista. Esse caminho trilhado por Getúlio, JK e Jango, foi violentamente interrompido, e depois de Sarneys e dois Fernandos, sendo que um deles por oito anos, somente agora temos um governo para dar sequência aos três presidentes progressistas. Só que tem ainda o entulho autoritário, o PIG para atrapalhar, e eles não param de tentar



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