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MACONHA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Atualizado em 05 de maio de 2008 às 15:48 | Publicado em 05 de maio de 2008 às 15:44

Atendendo a pedido, coloco o tema em discussão: defender que a maconha seja descriminada é fazer apologia do uso das drogas?


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
AIR-AMERICA (16/07/2008 - 08:50)
Repetindo o post do amigo pitágoras: "a repressão ao álcool fez nascer nos EUA o gangsterismo, máfia e a corrupção em larga escala." Quem tiver oportunidade asista o filme AIR-AMERICA. Um monte de generais vietnamitas que deram cobertura para os militares traficantes dos EUA pediram asilo e conseguiram. Por que será? Maiores compradores de drogas da A.L: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI841712-EI294,00.html Hou hou houhou!!! Feliz natal cheiradores de pó dos EUA!!! Diz a lenda que a coca-cola altera a cocaina produzindo um produto "não viciante". Sabem por que 95% dos que mexem com dinheiro adoram coca-cola? Porque todo o dinheiro que circula no país tem traços de cocaina. Não dá pra legalizar as drogas como na Holanda. De que os traficantes capachos de juizes viverão? sequestros relampagos? Sem uma politica para educa-los, não terão outra saida. E os coitados dos juizes, donos de fazendas que escondem drogas? de que viverão? com um saraiozinho de 10000? tadinho deles. sem uma politica para educa-los tambem, terão que viver de Nahas, Dantas... Se legalizassem as drogas, que dinheiro eles lavariam? sobrariam tempo para se dedicar aos processos esquecidos. Não teriam como justificar crimes que prescrevem. Seriam menos policiais mortos, menos pensões para as familias. Sobraria mais dinheiro para as campanhas antitabagistas e mesmo para as drogas que são muito mais eficientes do que a porcaria da proibição. Tadinho dos "GRAUDOS" lá de cima. De que viveriam?

Pitágoras (09/07/2008 - 13:53)
Insuspeito para opinar pois não tenho o hábito de introduzir nos orifícios naturais destinados a manter minha saúde íntegra substância alguma qua a ciência e o meu bom senso julguem nocivas, digo: a repressão ao álcool fez nascer nos EUA o gangsterismo, máfia e a corrupção em larga escala. Vejam o exemplo da Holanda, onde morei. Todos os índices de nocividade relativos às drogas são substancialmente inferiortes aos americanos. Nesse país trava-se a "guerra às drogas" e a "guerrra ao terror". Incarcera-se milharers de simples usuários.Com isso centenas de corporações enchem a burra de dinheiro. Naquele país, o governo provê tratamento e inexiste crime organizado ligado à droga. Até quando vamos seguir cegamente o tio sam em lugar daqueles que acertam?

andrei barros correia (16/06/2008 - 18:01)
A criminalização de substâncias entorpecentes é interessante para: quem lava dinheiro, quem vende as substâncias, quem vende armamentos ilegais, quem recebe suborno e quem desvia assuntos importantes falando de uma guerra que simplesmente podia não existir.

vitor costa (10/06/2008 - 23:40)
escrevo já um mês após os fatos. Mas parece importante deixar registrado que: 1.defender que a passeata é apologia ao crime, e por isso deve ser reprimida, é o mesmo que aceitar que alguem seja preso em flagrante por estar defendendo a legalização do aborto em um programa de tv. 2.aprovar a proibição da passeata porque é pessoalmente contra as drogas é afirmar que qualquer posição contrária à sua não tem o direito sequer de se manifestar: isso é ditadura, ausencia de liberdade politica e de expressão.

Amadeu (13/05/2008 - 19:05)
Pois é, neste pais tudo é discutido da forma mais leviana e tosca possivel e de preferencia com a imprensa marrom norteando. O VICIO vem da pessoa e da sua incapacidade de lidar com algo, temos viciados em tudo: sexo, cerveja, novel, futebol etc. A opção de fumar maconha é pessoal e deve ser respeitada, as pessoas tem q se informar e saber q quem derrubou a maconha foi o TIO SAM num golpe sórdido com o apoio da midia e de congressistas em prol da industria do sintetico - leia-se naylon e derivados. Esta erva relaxa, abre a mente, deixa a pessoa mais introspectiva o q ajuda a entender conflitos pessoais, e como todo psicotrópico, tem usuarios q se adaptam ou não. O tráfico tai desandando toda uma sociedade, a pinga tai desmontando familias e tornando pessoas violentas. Tem q se discutir o assunto com clareza e bom senso. Tem muito interesse por tras disso tudo, e é ai q se esconde a verdade.

Everton, de Belo Horizonte (13/05/2008 - 01:06)
Não concordo com a liberação da maconha, da mesma forma que não concordo com propagandas de cigarro e bebidas em quaisquer horários. À maconha, ou outra droga, vem sempre associado um universo destruidor, não do usuário, mas dos distribuidores, os traficantes. Preferiria ver movimentação nacional em função de outros temas, como fim do voto obrigatório, reforma partidária, mudanças no Código Penal, reforma tributária, etc. Acho também que movimento em favor da pena de morte é apologia ao crime sim. Acho que anúncios de bebidas com bichinhos legais, com baixinhos simpáticos e mulheres sensacionais, desenvolvem na criança aptidão para o álcool, que é uma droga terrível, liberada, e tem seu uso difundido em novelas. Acho que a exposição das crianças e dos adolescentes às falas e aos desempenhos dos políticos, geram desejo de corrupção. Acho que a exposição à rede globo, a pior de todas as drogas, gera alienação.

Lobo (12/05/2008 - 18:42)
A maconha deprime o usuário (longevo), dá grana (muita) para bandido e polícia, dá despesas ao SUS, "ocupa" os juízes, enche manchetes de jornais e tablóides, é motivo para estorsões... do jeito que está "justifica" muita gente. Está testado e provado (Hollanda...) que é possível (e mais sensato) o país lidar com o assunto de forma mais responsável. Responsabilidade ao usuário (tirando-o do "crime") e criminalização de bandidos e policiais sanguessugas nesse "negócio". Que democracia é essa quando se tem medo de discutir assuntos "proibidos" ou "complicados"...?

Pablito Barros (08/05/2008 - 22:29)
A verdadeira droga é... a Marcha da Maconha. Será que não tinham um nome melhor? Ninguém se tocou disso? Que brega! :-)

Ricardo Santero (08/05/2008 - 17:21)
Pois bem se fala muito que a maconhqa não faz mal, mas ninguém explica R$160 bilhões de reais que as drogas dão de prejuizo à saúde pública e maconha vícia causa dependência, eu digo com conhecimento de causa, maconha é a droga do vagabundo, porque vagabundiza a pessoa.

Thiago Dutra Vilela (07/05/2008 - 01:54)
A questão aqui é muito mais complexa, e estou vendo que o pessoal tem que tomar muito cuidado com os comentários que fazem... "Não fumo, mas conheço inúmeras pessoas que fumam (médicos, dentistas, engenheiros, músicos, advogados, delegados, policiais, juízes,...) e, posso garantir, não são bandidos, ao contrário, são pessoas íntegras, sociáveis, amáveis, sensíveis, participativas." quer dizer então que esse "marginal", fruto da sociedade excludente, como bem disse Marx séculos atrás, não teria direitos? pode ser morto a qualquer momento? Não pode ser sensível? Não pode estar no mundo do crime como última escolha? Aqui no Rio já estive em ônibus com 3 camelôs ao mesmo tempo (e o ônibus lotado). É aquela velha história, ele podia estar matando, roubando, mas está ali. E tem vaga "ali" pra todo mundo? Quanto a questão das drogas, eu não uso qualquer tipo de droga, MUITO MENOS CIGARRO; só bebo, e de vez em quando. Acho que ninguém aqui tem dúvida que a sociedade deve fazer um amplo debate sobre esse tema e decidir o que fazer, porém, epa, não seria esse um dos papéis do jornalismo? Nem se o governo Lula quisesse promover esse debate conseguiria, só se fosse um referendo nacional, como o dar armas, mas não sei se haveria fôlego para isso, ainda mais em ano eleitoral.

Ludi (07/05/2008 - 01:53)
De agora pouco: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/politics/7386889.stm

Sérgio Santos (07/05/2008 - 01:14)
É claro que não. Há pessoas que defendem abertamente a pena de morte. Isso faz delas apologistas de um crime? Não necessariamente. Essa coisa de dizer que quem defende a descriminalização da maconha faz apologia é mais um produto da hipocrisia nossa de cada dia. OBS: Não sei se alguém já respondeu algo parecido, mas resolvi dar logo a minha opinião. Abraços a todos.

Sérgio Santos (07/05/2008 - 01:14)
É claro que não. Há pessoas que defendem abertamente a pena de morte. Isso faz delas apologistas de um crime? Não necessariamente. Essa coisa de dizer que quem defende a descriminalização da maconha faz apologia é mais um produto da hipocrisia nossa de cada dia. OBS: Não sei se alguém já respondeu algo parecido, mas resolvi dar logo a minha opinião. Abraços a todos.

Francine (06/05/2008 - 23:47)
Adoro os comentários do Bento, aliás andou meio sumido, que bom que anda comentando.Essa coisa de identificação é uma besteira porque que diferença faz ser João ou Joaquim, a questão é o conteúdo, e isso o Bento tem e muito. Abs.

Gérson (06/05/2008 - 23:22)
Gustavo Pamplona de BH:rsrsrs, não sei pq você me citou no seu último comentário. Em nenhum momento lhe qualifiquei o adajetivei-o como isso ou aquilo, reveja meus comentários anteriores. A única coisa que eu coloquei é que acho que você, e não só vocè, fugiu um pouco da questão principal do debate. A pergunta é sobre a descriminalização da MACONHA, e sobre a passeata que foi impedida de acontecer. E muitas pessoas colocaram todas as drogas no mesmo balaio. Leia a questão novamente, não se fala de drogas em geral, mas especificamente da MACONHA. OK ? Abraços !

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (06/05/2008 - 22:12)
Vini, Gérson, Patrick, eu amo vocês. Bom, vejamos, já fui chamado de "fanfarrão", "chato", "filhote do Mainardi", etc... Estou gostando muito de ser amado... (ironia) ;-) Mas uma coisa vocês tem que concordar comigo, eu jamais usei, uso e usarei termos como aqueles contra qualquer leitor e comentarista deste blog. Eu realmente respeito as opiniões dos leitores. E também não sou como o "bento-xvi-o-santo" que somente escreve em letras MAIÚSCULAS. Bento XVI, você conhece as regras de "netiqueta" na Internet. Para mim você grita o tempo todo e não apenas dá ÊNFASE a determinadas partes de seu comentário. Realmente ler seus comentários machuca meus olhos. ;-) E falando nisto porque não se identificar com seu nome real? Parece que tem muita gente aqui neste blog que provalvemente tem medo de se identificar totalmente. Se quiserem saber de onde eu sou, eu falo... sou de Belo Horizonte.

Preocupado (06/05/2008 - 21:47)
Azenha. Tudo que a Mãe Natureza nos presenteou não são "drogas" e sim dádivas divinas.A pergunta indubitavelmente correta é: Quem é a droga? Respota única: É o homem. Ele transforma tudo em droga: a criança, a Mulher e todos os elementos criados por Ela-Mãe Natureza.Tudo que é usado inapropriadamente pelo homem é trasnformado em droga. Senão vejamos: Em cada três crianças que morrem por dia no nosso país,uma morre de diarréia infeciosa provocada pela água contaminada. A água é transformada em "droga";o automóvel mata e mutila 500mil por ano nas estradas brasileiras(Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil da Globo sempre afirma que são 800mil),mas a nossa Mídia(Meios de Enganação de Massa)não diz que é droga porque dá lucros astronômicos ao grande capital transnacionl.Os brasileiros foram transformados em imbecis pra repercutirem à exaustão que maconha,cocaína, álcool et caterva são "drogas".O nosso grande dramaturgo Nelson Rodrigues sempre diz:"Se todos estes fatos provam tudo isso,ou seja:não existe droga,droga é o homem, pior para os fatos".

Fabio Passos (06/05/2008 - 21:33)
Um pusta gênio... Michel Foucault. "O que me frustra, por exemplo, que se considere sempre o problema das drogas exclusivamente em termos de liberdade ou de proibição. Penso que as drogas deveriam tornar-se elemento de nossa cultura. - Enquanto fonte de prazer? - Enquanto fonte de prazer. Devemos estudar as drogas. Devemos experimentar as drogas. Devemos fabricas boas drogas - capazes de produzir um prazer muito intenso. O puritanismo, que coloca o problema das drogas - um puritanismo que implica o que se deve estar contra ou a favor - é uma atitude errônea. As drogas já fazem parte de nossa cultura. Da mesma forma que há boa música e má música, há boas e más drogas. E então, da mesma forma que não podemos dizer somos "contra" a música, não podemos dizer que somos "contra" as drogas."

Vini (06/05/2008 - 20:56)
O Pamplona, então vc defende q só os ricos poderiam fumar?? Ou beber, etc?? O POBRE, coitado, não pode nem relaxar....

bentoxvi-o santo (06/05/2008 - 20:50)
AZENHA,JÁ NÃO EXISTE TANTAS DROGAS LIBERADAS???CIGARROS...BEBIDAS...REMEDIOS...O PIG...AS ELITES RETROGRADAS DO BRASIL...O CAPISTALISMO SELVAGEM QUE DESTROI O PLANETA...AS RELIGIÕES QUE EXPLORAM OS POBRES CRENTES...UMA A MAIS OU A MENOS????

Wagner Alves (06/05/2008 - 20:48)
Sou a favor da descriminalização do uso de drogas desde que os crimes cometidos sob o efeito de drogas -inclusive o álcool-tenham sua pena,no mínimo, dobrada.

donizeti (06/05/2008 - 19:14)
Legalização das drogas ilícitas é apologia ao crime e ao criminoso, ponto. Nosso País precisa caminhar muito para diminuir as carências imensas de nossa população(comida,moradia,saúde,educação,saneamento básico,etc) e não perder tempo com um assunto tão irrelevante quanto este.

Janes Rodriguez (06/05/2008 - 15:53)
Antes de falar do irrelevante Cesar Maia deveria se pronunciar sobre as mortes que ele causou em virtude do descaso com a prevenção à dengue, e com a arrogância diante da sugestão de se trazerem médicos cubanos para combater a epidemia e sobre a compra de medicamentos também cubanos para este combate. Deveria haver um monte de microfones na sua cara com jornalistas preguntado o que ele tem a dizer sobre isso. Por que sobre a descriminização do consumo de drogas ele não tem nada a dizer além da ladainha repressora ditada pelas política da Casa Branca. E os agrotóxicos não são droga? E o açucar branco não é droga? E a indústria de alimentos não faz uma produção massiva de drogas? Vamos falar sério: essa postura moralista do Cesar Maia não engana ninguém- é mais um factóide - sua especialidade. E essa política de repressaõ ditada por Washington só fez aumentar a produção, o consumo e, claro, o mais importante para os comerciantes do negócio - o preço. Aliás, para o tráfico a ligalização seria um péssimo negócio. Interessante não é? E sobre a dengue, Cesar Maia? E sobre os mais de noventa mortos, Cesar Maia? Estas mortes pesam sobre seus ombros mas não sobre sua consciência, que o sr. não tem.

Anon (06/05/2008 - 12:47)
A pior droga que existe é a ignorância.

Luiz Carlos Azenha (06/05/2008 - 11:19)
Àqueles que querem oferecer links: bem-vindos. Mas, por favor, "quebrem" o link. Por algum motivo, os links estão embaraçando os comentários. Enquanto a gente não resolve... Informo que irei copiar as matérias dos links para a seção VOCÊ ESCREVE deste site. Quem tiver blog e escreveu a respeito do tema, pode deixar o endereço aqui.

Roberto (06/05/2008 - 11:08)
Numa democracia tudo pode ser discutido. Qual é o problema de discutir a desciminação da maconha? Qual é o problema de manifestar-se a favor disso? As leis não são imutáveis. Houve época em que negros e mulheres não votavam. A lei mudou. Houve época em que falar contra o governo era crime punido com a morte. Foram os anos da ditadura militar. Maconha hoje é crime no Brasil. Álcool e tabaco, duas drogas extremamente pesadas, são legais. Vamos discutir, vamos fazer campanha contra ou a favor. O que é inaceitável é proibir as pessoas de expressar livremente suas comvicções numa reunião, passeata ou outras formas pacíficas, previstas na Constituição.

Fábio (06/05/2008 - 10:16)
Não. O cigarro tem 20 vezes o potencial de causar depedência do que a maconha. Cigarro é legal. O álcool, bebida, destrói famílias. Álcool é legal. Álcool e cigarro acrescentam custos à saúde pública, que nós pagamos. É necessário legalizar e regulamentar o uso da maconha e outras drogas. E brigarmos para que a justiça funcione. Do que adianta a justiça, se bêbados assassinos continuam soltos.

Ricardo da Silveira Carvalho (06/05/2008 - 09:38)
Temos duas formas conhecidas para enfrentar o problema das drogas: a política da repressão e da tolerância. A repressão sabemos que não funciona e ainda gera o mercado negro (tráfico). Aliás, qualquer coisa que se proíba será objeto de mercados clandestinos (o Capone traficava bebida). Mas este mercado negro interessa a muita gente que fornece armas aos bandidos e às polícias. Portanto, esta guerra rende bons lucros não só aos produtores das drogas. Acredito que deveríamos pelo menos tentar a descriminalização. Ouvindo os argumentos dos que são contra, parece que com a descriminalização todos terão que fumar maconha. É assim também com o união civil gay, parece que se for aprovado todos terão que ser gays para se casar ... kkkkkkk!!!

Natal Antonini (06/05/2008 - 09:00)
Antes de debater esse tema deveriamos estudar as causas e consequências da lei seca americana. A partir disso seria fácil concluir que devemos discriminalizar todas as drogas e nao só a maconha. Abraços, natal Antonini

Cristiano Fialho (06/05/2008 - 08:56)
Esta é uma discussão que, pra mim, é muito papo furado. O jogo do bicho, por exemplo, é proibido no Brasil, mas em qualquer esquina encontramos uma portinha do jogo, que ainda por cima, se denomina como loteria. Muitas pessoas, muitos conhecidos não passam um dia sequer sem fazer sua fézinha. Muitos médicos, engenheiros, professores, etc..Mas é proibido. A maconha é a mesma coisa. É proibida. Mas encontramos em todo lugar. Vá a qualquer universidade pública do país e entre em alguma sala mais "abandonada" e dê de cara com a neblina da ganja. E não é só nas públicas não. Nas PUC's é a mesma coisa, sem querer desmerecer ou condenar qualquer uma destas instituições. O que quero mostrar é que ela está aí. Em todo lugar. É realidade. Cotidiano. E muitos médicos, engenheiros, professores, etc usam a tal erva. Mas é proibido. Então, fica uma discussão meio que sem fundamento. É muita hipocrisia. A coisa tá aí. É melhor que o estado tome controle, pois hoje o controle é do crime. O que não vai acontecer é acabar o consumo. E este papo de "porta de entrada para outras dogras" é também um papo furado danado. Os efeitos que a maconha proporciona não se comparam a nenhuma outra droga. Quem gosta de maconha, gosta de maconha. Como quem é cervejeiro, gosta mesmo é da loira. Portanto, a discriminação é inevitável. O consumo não vai aumentar assim, pois hoje quem gosta, já compra tranqüilamente, como quem joga no bicho. Novos tempos. Novas leis. Modernidade! Aquele abraço, sem apologia.

Dominique (06/05/2008 - 08:27)
Não vejo mal algum das pessoas se manifestarem a favor da legalização. Também não vejo a lógica de uma planta, algo que veio Deus, que brota da terra, ser proibida. É sem lógica isso. Tudo bem que viram alguns e dirão, "faz mal para a saúde, para mente, etc", estão certos, mas quem descide isso é cada individuo. Pensando assim, o que esses mesmos me diriam de um X-burg ou de uma batata bem frita e gordurosa? proibe tbm??? Outra assunto que se falam é do sustento ao tráfico, que quem consome maconha financia o tráfico, pois digo: sim isso é verdade, nos moldes de hoje isso sim é verdade, pois como é proibida, a venda tem que ser do submundo e esse submundo na maioria dos casos tbm é do crime. Mas, e se eu pudesse em minha casa ter uma cota de alguns pés, plantados por mim mesmos, com sementes distribuidas por orgãos competentes mediante um cadastro e autorização, produção minha, caseira, para meu consumo, estaria financiando o crime? Concerteza que não! Acho que só não legalizão isso por ignorância e por medo da transformação do pensamento da massa, pois ela liberta da escravização mental e traz mais senso critico para analize das coisas! Agora, se eu em minha casa, meu lar, tenho um pé desta planta, e a policia me pega, é perigoso ser acusado de traficante! para mim não ha injustiça maior! Seria o mesmo que proibir o alface com agrotoxico, ou então o tabaco, ou quem sabe até a cambuquira, ou uma substancia alucinogenea que é JÁ é legalizada no Brasil a ayahuasca!

Ramalho (06/05/2008 - 08:21)
A proibição das marchas pela legalização da maconha - preferiria que fosse das drogas em geral - é truculência anti-democrática e é prejudicial à Sociedade. É anti-democrática porque impede que um amplo segmento social se manifeste pacificamente. Lutar pela legalização das drogas não é fazer apologia delas. A história do consumo de drogas mostra que, com toda a repressão, o consumo só fez aumentar. Durante a vigência da "lei seca" nos EUA o consumo do álcool não diminuiu, enquanto corrupção policial, a riqueza e a violência dos bandidos aumentaram. No Brasil, o consumo do cigarro diminuiu, e cigarro não é proibido. Na prática, ser contra a legalização das drogas é ser a favor de seu consumo. A proibição é prejudicial à Sociedade, pois sinaliza-lhe que o pesadíssimo custo de uma repressão ineficaz, que o sistema de corrupção policial e judicial, e que o monopólio deletério dos traficantes continuarão tal como estão. Nada disto é bom para a Sociedade. O conceito apologístico impede que essas e outras questões importantes sejam discutidas livre e amplamente. Qualquer dia, dir-se-á, que ser a favor da descriminalização do aborto é fazer apologia do aborto. Censurar manifestação pública pacífica e ordeira é precedente perigoso que entreabre a porta para o advento de ditaduras, como, por exemplo, as judiciárias.

Alexandre (06/05/2008 - 08:04)
Acho que a discussão sobre se descriminar é fazer apologia é claramente uma falsa questão usada apenas para justificar a censura. Acho que devemos discutir a questão em si.Entendo, sem ter formação jurídica, que descriminar é diferente de legalizar o uso de drogas. Entendo que descriminar é meio deixar do jeito que está apenas com diferença (correta) que o usuário não sofreria penas. Ao contrário a legalização, no meu entender, seria todo o ordenamento legal acerca do assunto, ou seja quem pode consumir, quem pode produzir, quem pode vender, quem pode anunciar, tributação etc. Acho que a discussão desses pontos pode nos levar a um projeto mais objetivo que possa ser discutido com mais seriedade. Acho descriminar meio vago. É importante, numa batalha com essa que mexe com tabu, ter um proposta clara para vencer os preconceitos, assim é preciso melhorar a comunicação; "Marcha da Maconha" é um título que não ajuda e ainda ser marcada no horário de final de campeonato em vários estados é coisa de "doidão".

marcelo - curitiba (06/05/2008 - 06:07)
precisamos entender que pela lei brasileira, pedir pra descriminalizar, pode não ser crime, mas incentivar o uso de substância proibida por lei, é. Por isso a proibição das passeatas, elas, honestamente, não cumprem o papel "conscientizador" que dizem ter.

marcosomag (06/05/2008 - 04:46)
A Constituição Federal garante em seu artigo quinto, a liberdade de expressão no Brasil.Portanto, as liminares visando impedir a "Marcha da Maconha" são inconstitucionais. Os participantes do ato deverão estar munidos de pelos menos um exemplar da Constituição Federal para obrigar as autoridades policiais a cumprí-la.

Gérson (06/05/2008 - 00:45)
O Gustavo Pamplona não entendeu a pergunta do debate. Está misturando maconha com cocaina e sei lá o que mais. O argumento que o SUS vai ficar abarrotado de viciados com over dose como ele diz é equivocado, pois ninguém tem ou morre de over dose de maconha. Agora, de coma alcoolico muita gente morre e no entanto o estímulo ao consumo do alcool tá ai na cara de quem quiser ver. Hoje nas grandes cidades, é comum em todas as classes sociais, grupos de jovens de 14 15 16 anos, que fazem point nas lojas de conveniências de postos de gasolina, e bebem e compram à vontade tudo quanto é bebida. Por isso no meu comentário lá atrás falei da Hipocrisia e Ignorancia que pauta a maior parte dos "entendidos" no assunto. (juizes, doutores, professores etc). Esse papo é complicado mesmo, mas importante. Bilhões de dolares estão em jogo nessa história.

Ludi (06/05/2008 - 00:22)
[Continuando] Precisamos investir fortemente na prevenção e educação. É a única e real solução. "Os prejuízos com a bebida alcoólica representam 6,1% do PIB. Os impostos da indústria do álcool significam 3,5% do PIB 78% das mortes no trânsito no Brasil têm presença do álcool A Organização Mundial da Saúde estima que 17 milhões de brasileiros são dependentes de álcool. O alcoolismo responde por 60 doenças que matam A dependência química ao álcool responde por 40% das internações psiquiátricas pelo SUS no país. A desassistência é grave: não há leitos e nem medicamentos para tratamento Hábitos de consumo 9% dos adolescentes bebem mais de uma vez por semana Jovens de 18 a 25 anos começam a beber aos 15,3 anos Jovens de 14 a 17 anos começam a beber aos 13,8 anos Brasileiros apoiam medidas de regulação 95% apóiam o aumento da fiscalização sobre a venda de bebidas a menores de 18 anos 94% apóiam que a propaganda tenha mensagens de alerta para perigos do álcool" http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=627271&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=624628&Titulo=%22O%20lucro%20do%20%E1lcool%20deveria%20pagar%20pelos%20danos%20da%20bebida%22 http://www.ippad.com.br/ippad/site/principal/entrevistas.asp?var_chavereg=25

(06/05/2008 - 00:14)
Esse argumento que os viciados causariam impacto no Estado não se sustenta. É miope. Fique sabendo que maconha é pouco viciante. Claro que há as pessoas com "tendências" ao vício, mas maconha não é como crack ou cocaina. Muitas pessoas usam maconha da mesma forma que você bebe um Chopp no bar no happy hour de sexta-feira. O álcool está conectado a uma cadeia de eventos e acontecimentos sociais que causam um impacto notável ao Estado. Só o número de acidentes de carros em que o consumo de álcool esta presente já seria o suficiente para banir por completo a venda e consumo do mesmo. Mas não o é. Mais: os viciados e os usuários já existem. E pura fantasia pensar que se houver a discriminalização derrepente todo mundo vai usar e se tornar viciado. Eles estão lá. A única diferença e que são marginalizados, como se não fossem parte do Estado. Mais: se você não fiscaliza um produto, como você vai garantir a segurança dos consumidores? Como atestar a qualidade dele? Ainda, se a venda é feita por meios oficiais, há a possibilidade de taxar a venda da maconha como já é feito com o álcool e tabaco. E se o sistema de saúde serve apenas pra tratar de gente saudável, qual é o ponto de ter o SUS então? Seguindo essa linha absurda de pensamento, se o sujeito é gordo, não pode ser tratado pois é um viciado. Se o sujeito tem uma doença venéria, não pode ser tratado, pois foi pouco seloso. Se sofreu um acidente de carro e estava acima da velocidade, não pode ser tratado, pois cometeu infração.

ailton filho (06/05/2008 - 00:03)
Não é bem só o traficante quem ganha. Tem muito mais gente envolvida no processo. Gente "graúda", por assim dizer: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6335 o "problema das drogas" ou mais especificamente do tráfico, co-existirá "normalmente" enquanto sua necessidade econômica existir. A escravidão não desapareceu por ter havido um cidadão bonzinho que decretou o fim do escravismo. O escravismo teve fim devido sua inviabilidade econômica. O mesmo problema se observa na prostituição, mas ao contrário: ela nunca vai acabar (pelo menos tão cedo) pois não existe uma nescessidade econômica alternativa ou que absorva para outra atividade... Quando as relações chegam nesse ponto, a única coisa que as "contraria' é a própria ética, e, visto que em termos economicos "ela vai muito bem", essa ética pode ser discutida, divulgada, até que se chegue num acordo, ou, em alguns casos, até acaba imposta mesmo. O Brasil e a maior parte da América Latina se encontra nesse meio termo, aliás, a maior parte do mundo, com raras exceções... Canadá e Holanda já pararam de gastar o dinheiro público num sistema repressor e ineficiente, estão fazendo programas educativos preventivos. http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/020905_maconhaag.shtml

Helio (05/05/2008 - 23:51)
A burguesia fede! É a hipocrizia falando mais alto. Sou a favor da discriminalização e até a favor da legalização da maconha. Penso que o uso cabe a quem assim quiser. Não fumo, mas conheço inúmeras pessoas que fumam (médicos, dentistas, engenheiros, músicos, advogados, delegados, policiais, juízes,...) e, posso garantir, não são bandidos, ao contrário, são pessoas íntegras, sociáveis, amáveis, sensíveis, participativas. Certa ocasião assisti a um comentário do Jô Soares, em seu programa de TV, em que ele exemplificou o assunto da seguinte forma: "Comer cocô não é proibido. É liberado. Sei que alguns até fazem uso, mas a grande maioria não". Achei interessante e oportuno relembrar este fato, como também uma matéria que saiu em uma revista semanal brasileira falando dos baixos índices de consumo de todo tipo de draga, em Amisterdã, na Holanda. Talvez, quando deixarmos de ser um país de hipócritas, possamos ter a oportunidade de discutir esses assuntos com nossos filhos.

Jão (05/05/2008 - 23:17)
Defendo a liberdade de expressão. Defendo o direito de cada um manifestar os seus desejos e aspirações. A liberdade é um dos maiores bens do homem. Acho que é possível defender o uso da maconha ou de qualquer outra droga. Só que liberdade pressupõe responsabilidade. Não é o que se vê. Essas manifestações são infantis: "uma erva natural não pode prejudicar"; "centenas de anos de uso em todo o mundo e nenhuma morte", etc. Nenhum argumento minimamente razoável. É lamentável. Também podemos pensar em outras coisas: que tal descriminalizar o uso de todas as drogas, não só da maconha. Que tal barracas de feira vendendo crack? Não me digam que não pode (vou pensar que crack não pode porque é droga de pobre, de quem está na sarjeta). E butique vendendo ecstasy e heroína? Pode? Pode ter médico na rua ensinando como injetar droga na veia com uma melhor técnica?

Patrick (05/05/2008 - 22:36)
Gustavo, por que você não propõe essa lei para os consumidores de bebidas alcóolicas? Sugiro até melhor: mandar a conta do SUS para a Ambev & cia.

Fabio Passos (05/05/2008 - 22:21)
Luiz Carlos Oliveira, é exatamente por ser crime (hoje... nem sempre foi assim) que há quem queira discutir sua descriminalização.

Luiz Carlos Oliveira (05/05/2008 - 22:03)
Consumir drogas também é crime. Os bilhões de dólares que esse mercado movimenta anualmente no mundo (tem muitos países que o PIB não chega a 30% desse valor)não tem nenhum fim social. Vai direto para o bolso dos traficantes. E também sou contra aos que pregam que "dos males, o menor" já que considero que essa droga pode ser a porta de entrada para outras mais perigosas, como LSD, heroína, cocaína, crack e outras.

Laércio Nunes (05/05/2008 - 22:01)
Não necessariamente. Defendo a descriminalização da maconha e não faço apologia do consumo de drogas. Mas defendo que, quem quiser, pode fazer a apologia do consumo de drogas, assim como, quem quiser, pode fazer apologia do consumo do cigarro ou de comidas gordurosas.

Nilson de Vix (05/05/2008 - 21:39)
Não. A questão do uso e da comercialização das drogas deve ser revista no Brasil como forma de se resolver o massacre da guerra urbana que se trava no Brasil. Há que se recolher impostos sobre a legalidade da comercialização para, inclusive, financiar o tratamento aos doentes - chamados viciados ou consumidares - bem como as campanhas de conscientização de que o antitabagismo é exemplo vitorioso. A política atual, sob doutrina americana demonstra-se totalmente falida.

Delbert Almeida (05/05/2008 - 20:53)
Descriminar não é fazer apologia. Mas, criminalizar é prever punição para qualquer violação grave da lei moral, civil ou religiosa. E a violação em questão é o tráfico e o uso de entorpecentes, visando à proteção da sociedade. Nenhum Estado tem condições de arcar com os elevados custos de recuperação de um viciado. Segue uma análise do ponto de vista econômico feita pelo César Maia (o Vaia). Talvez a demanda não explodisse com a legalização da oferta, mas facilitaria bastante... http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&art_id=6293

Carlos Barbosa (05/05/2008 - 20:17)
Preciso ser rápido, prático e direto, pois debato o tema incansavelmente em outra comunidade. A princípio é válido agradecer o espaço para discussão do tema, já a sociedade engessada nem de perto tem essa coragem, ao menor sinal da busca do diálogo fomos postos na fogueira, conforme a inquisição... CALE-OS... (esbraveja a sociedade engessada). Engessada sim, ética e moralmente. O pudor desta sociedade é a munição da hipocrisia da mesma. Não só este assunto, mas qualquer um que toque o âmago dos seus interesses será convidado a calar-se. A cannabis é uma planta que gera efeitos sobre a consciência. Uma planta que gera flores, que são consumidas ao serem podadas e secas. Pertence a um universo diversificado de outras plantas (ditas dos Deuses), que possuem seus respectivos efeitos. Assusto (porém julgo ser lúcido) ao defender que a cannabis não é uma droga. Portanto (tratando-se da cannabis exclusivamente), deve-se aceitar os fatos milenares, apagar as mentiras da proibição, executar o diálogo e um estudo para legalizar, regulamentar e descriminalizar os apreciadores da planta. O mais difícil é achar os canais de viabilidade, pois advogados e políticos por essa causa pouco farão, enquanto não houver noção de razoabilidade nos pensadores da sociedade engessada. Até lá... QUEIMEM OS BRUXOS!!!

Lucas Secanechia Pereira (05/05/2008 - 19:39)
De jeito nenhum.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona [Final] (05/05/2008 - 19:34)
[Opiniões pessoais] Eu acho um certo nojo as pessoas comprarem drogas de traficantes, analisando que o nível de condições de higiene nas favelas brasileiras é baixíssimo, eu fico pasmo de ver pessoas que compram drogas, também notem que como as drogas são transportadas hoje em dia, muitas são transportadas dentro de estômagos (as mulas) e para piorar a situaçao já fiquei sabendo de mulheres que transportam drogas dentro da vagina. É um nojo mesmo. E as pessoas vão estúpidas, inalam, injetam e tão nem aí.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona [parte 2] (05/05/2008 - 19:27)
Alguns dizem que se as drogas fossem descriminalizadas haveria um certo aumento no custo ao SUS - Sistema Único de Saúde com pessoas entrando em emergências para se tratarem de overdoses ou efeitos colaterais advindos do abuso das drogas. Bom, defendo o seguinte: Uma Lei regulamentaria o SUS a não tratar o paciente mesmo que ele estivesse quase morrendo... Afinal de contas, ele procurou isto para ele, então ele deve ser ele mesmo responsável pelas decisões que ele tomou. O paciente ao chegar ao hospital público, após detectarem a presença de THC - Tetra-Hidro-Carbinol no organismo, simplesmente não o tratam, se possível mandam-o para uma clínica particular de tratamento de viciados em drogas. Afinal de contas se ele teve dinheiro para comprar as drogas porque não haveria dinheiro para se tratar ele mesmo. Com isto o Estado se isentaria e não pagaria os custos do viciado.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona [parte 1] (05/05/2008 - 19:21)
Somente sei que não tivessem criminalizado as drogas não veríamos hoje esta guerra estúpida do tráfico (especialmente no Rio de Janeiro). Vejam a Holanda. Defendo totalmente as drogas, esta guerra já foi vencida pelos traficantes há muito tempo... Sempre haverão pessoas dispostas a transgredir as leis da sociedade porquê simplesmente não veriámos a tão conhecida e famosa "luta de classes" que é o que de fato move este mundo. Existem países cujas sociedades são quase estagnadas, um exemplo seria o Japão e alguns países do norte da Europa, teve um ano aí que o PIB japonês ficou negativo em -0,2% e que o governo japonês teve até que incentivar os japoneses a terem mais filhos. Afinal de contas, se eles são todos avançados e tem toda a tecnologia ao alcance para que crescer mais ou para que lutar por mais melhoras na vida? Acompanhem... Se os traficantes não fossem punidos com prisão e não tivessem cerco policial eles não teriam tantas armas, provalvemente teriam rixas entres grupos de traficantes mas isto é outra história.

Leider Lincoln (05/05/2008 - 18:57)
É uma coisa ridícula, isto sim. Afinal, como defender a descriminalização da mesma sem argumentar favoravelmente, o que, em tese, constituiria em fazer apologia ao seu uso? Mas do judiciário opus dei paulista e do fluminense "mamãe tô na Globo" não dá mesmo para esperar nada que preste...

Nonato (05/05/2008 - 18:55)
Fiquei surpreso quando uma juiza aqui na Bahia proibiu a manifestação e mais surpreso ainda quando este ato repetiu-se em outros estados. Numa democracia, qualquer assunto pode ser discutido em qualquer momento. Praticá-lo, já é outra questão, mas não era o caso. Agora, com relação ao assunto, acho que não é atribuição de nenhum governo o tipo ou quantidade de química que uma pessoa deseje utilizar em si próprio, exeto quando este uso dá-se oferecendo risco a outras pessoas, como no trânsito por exemplo. Essa história de governo/pai é um resquício do passado e tem todo o jeito de totalitarismo utilitário. Só mais uma coisa: porque quase todo defensor do liberalismo econômico (ou seja: não intervensão do estado na economia, o que afeta milhões de pessoas) defende a intervensão do estado na vida privada das pessoas?

Fabio Passos (05/05/2008 - 18:52)
Claro que não... nossa justiça(?) fez uma tolice/abuso enorme e indesculpável proibindo as marchas..

Francisco Carvalho Venancio (05/05/2008 - 18:41)
Quando você apóia o legalização do aborto, quer dizer que você recomenda o aborto? Quando é contra a censura de um livro, quer dizer que recomenda o livro? Quando apóia a venda de armas no país, quer dizer que recomenda armas? Quando apóia a liberdade de imprensa, quer dizer que recomenda a atual imprensa??!(eu não!;) Quando apóia a liberdade de expressão, quer dizer que é favor do que todos dizem? Quando apóia a descriminalização da maconha, quer dizer que recomenda o seu uso?! Uma coisa é bem diferente da outra! Apologia é recomendar, dizer que é bom. Pedir o fim da criminalização da maconha é se posicionar em um debate crítico acerca de um tema importante para o Brasil. Não recomendo o uso de maconha, mas sou a favor do fim de sua criminalização. A polícia é obrigada hoje a ir atrás de grupos armados financiados através da venda de drogas. Temos que decidir se é realmente isso que queremos o estado brasileiro fazendo, cortemos a fonte de financiamento dos bandidos.

wilson cunha junior (05/05/2008 - 18:16)
Só mesmo num país em construção, em pleno século XXI, se proíbe as pessoas de se expressarem de forma pacífica e civilizada. Pelo que vemos, um debate verdadeiro sobre o que fazer em relação às drogas só vai acontecer por aqui lá pelo ano 3000. Bom, pra quem quiser se aprofundar no assunto tem esse interessante documentário: "Grass" ""Grass" (Maconha) é um documentário histórico sobre a guerra contra o uso da maconha. Das primeiras décadas do século XX até hoje, inúmeros mitos foram criados, milhares de jovens acabaram presos e bilhões de dólares foram gastos em uma verdadeira cruzada que, como revela o filme, ainda está longe de inibir o consumo dessa substância psicoativa. Vídeo em inglês, com legendas em português." http://www.guba.com/watch/3000082999

Mateuz (05/05/2008 - 18:05)
Claro que não, sou a favor da legalização do aborto, mas não sou a favor do ato de abortar, só que as pessoas adoram fazer confusão, e criar preconceitos em volta da questão justamente para evitar discussão.

Rodrigo Silva (05/05/2008 - 17:30)
Há quem use a maconha para roubar aquele tênis que não pode comprar e há quem a use apenas para ler um livro.A desigualdade social é a verdadeira geradora da violência.

Gérson (05/05/2008 - 16:56)
Prezado Alê: Descriminalização é diferente de Legalização. Sem entrar no mérito dos "malefícios" ou "benefícios" do consumo da maconha, o que realmente é fato, é a ineficiência no combate ao tráfico. O que não podemos aceitar, é a tentativa de impedir um debate e uma manifestação que pedia a,repito: DESCRIMINALIZAÇÃO. Os agumentos que se usam pela não descriminalização caem por terra quando comparmos com outras substâncias socialmente aceitas como o alcool e o cigarro.

Di Carlo (05/05/2008 - 16:53)
Claro que não. Só para os juízes que não está claro.

Fernando (05/05/2008 - 16:46)
Claro que não.

Ludi (05/05/2008 - 16:44)
Não. O simples fato de discutir questões não implica numa 'apologia'. E se for a favor? E daí? Quer dizer que o sujeito não tem direito de manifestar a sua opinião porque um bando de ditadores-de-bolso não concordam com ela? Não há ofensa, não há injúria, há apenas a manisfetação de uma idéia, de uma escolha que afeta apenas os envolvidos. Quer dizer que colunistas de semanários não podem ser processados porque "calunia, difamação e racismo fazem parte do estilo", mas grupos pró-maconha sim, pois fazem "apologia"? De cara jogo um pergunta na cara desses ditadores-de-bolso: Fazer propaganda de cerveja é fazer apologia ao álcool e todos os problemas que ele trás à socidade? Qual é a ligação comum entre acidentes de trânsito, violência doméstica e agressões/brigas entre grupos? PS: Nunca fumei nada e nunca tive interesse. Na verdade, incomoda-me profundamente aqueles que fumam perto de mim. Mas mesmo assim, é direito deles. A escolha é deles. Parece até que o país não têm questões mais importantes com que se preocupar.

Carlos (05/05/2008 - 16:33)
Azenha, o Brasil, é um pais estranho veja só : se voce comprar de um traficante 50 gr de maconha e for pego pela policia voce diz a verdade que é viciado e pronto fica livre e com a conciencia pesada por ter ajudado o trafico a corromper a policia. Mas se voce resolve não ajudar ninguem e planta um pé pronto é direto taxado de traficante pega uns deis anos de cadeia. Ai eu pergunto pra quem serve a lei? Só mais um ponto, A proibição só serve aos alcapones da vez.

Radical Livre (05/05/2008 - 16:27)
sobre qual tema estamos conversando mesmo? hein? hannn?

Gérson (05/05/2008 - 16:24)
Hipocrisia e ignorância, é o que impede um debate mais amplo na sociedade sobre a DISCRIMINALIZAÇÃO da maconha. Morre muito mais gente de cirrose no fígado devido ao alcool (que inclusive tem publicidades caríssimas na tv),ou em acidentes de trânsito, do que com o uso da maconha. Até o Bill Clinton admitiu que fumou (mas não tragou ?) ou o Fernando Henrique que fumou (mas não gostou). O que é certo é que o combate às drogas, nos moldes atuais, está mais do que provado que não funciona. E quando vemos os argumentos, que alguns juízes usaram para impedir uma manifestação pacífica, ai é que fica mais deplorável o debate.

Alê Moreno (05/05/2008 - 16:22)
A questão é: como expressar sua opinião sobre o tema sem fazer apologia ao que hoje é crime? Defender a descriminalização da maconha não é, necessariamente, defender o seu uso. PS: Soy contra! ;)

Alê Moreno (05/05/2008 - 16:02)
Sim, não? :)



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