
Atualizado em 04 de dezembro de 2009 às 01:19 | Publicado em 03 de dezembro de 2009 às 13:21

por Conceição Lemes
Quem vive com HIV/aids pode trabalhar, estudar, praticar esportes, namorar, fazer sexo com camisinha, como todo mundo. Apesar do desconforto da rotina de medicamentos e consultas, o mais difícil é conviver com o preconceito.
"A imensa maioria da população brasileira possui informações sobre as formas corretas de prevenção de HIV/Aids. Porém, a discriminação e o preconceito em relação às pessoas vivendo com HIV/Aids ainda são muitos fortes ", afirma Mariângela Galvão Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Pesquisa sobre o comportamento da população brasileira de 15 a 64 anos deu o alerta: 23% dos entrevistados não comprariam legumes de uma pessoa se soubesse que ela era HIV-positiva; 19% não cuidariam de um familiar se ele fosse soropositivo; 13% disseram preferir que um (a) professor (a) soropositivo (a) não desse aula para seu filho. E você o que diria se perguntado sobre esses pontos?
"É Impressionante como depois tantos anos o estigma e o preconceito persistem", observa a diretora do Departamento de Aids, DST e Hepatites Virais do Ministério. Por isso, a campanha iniciada em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, aborda o tema. O símbolo é a fotografia de um beijo de um casal da vida real. Um dos parceiros tem o HIV. O outro, não. Como usam camisinha em todas as relações sexuais, o negativo continua sem HIV.
"Em qualquer cultura e em qualquer lugar do mundo", justifica Mariângela, "o beijo é uma manifestação de intimidade, de afeto."
A ideia e a foto são do artista plástico Vik Muniz. Na década de 80, um amigo muito próximo estava com aids em Nova York. Vik foi visitá-lo no hospital e ficou com medo de dar-lhe um beijo. O amigo partiu sem que ele se despedisse. Durante todos esses anos, isso pesou-lhe muito. Fazer essa foto foi uma forma de redenção. Uma manifestação de que isso não pode acontecer mais com as pessoas.
Conviver com aids é possível hoje. Mas com o preconceito não.

Apesar de ser um texto Informativo, pesou em mim a falta que o sentimentalismo e a sensibilidade humana que eu perdi.
A Querida e Falecida Tia de minha Namorada era soropositiva, demorou para ela me contar e quando eu soube disse para ela que se ela tivesse AIDS mesmo assim eu estaria com ela pois vale muito A PENA AMÁ-LA.
Porque temos tanto Ódio e preconceito ???????????